Notas iniciais
Boa noite amados, yeah, consegui postar nesse final de semana! /le comemora o /o/ Me ignorem, rs. Primeiramente, quero agradecer e dar as boas vindas a bloodyrose. Sério, muito obrigada por ter deixado review em todos os capítulos, eles realmente me incentivaram e me deixaram muito feliz! :] E eu fiquei satisfeita com os reviews que recebi no capítulo passado, foram até mais do que eu achei que receberia, já que eu sumi por três semanas, ^^. Agora, só atrasei uma :D. Bem, sobre o capítulo, vou apenas pedir que tenham paciência com minha pessoa, porque ao invés de desvendar os "mistérios" que a fic possuí, estou é fazendo suspense e colocando mais, UAHUAHAU, mas não pude me conter, desculpem. E me desculpo pela lentidão do relacionamento entre os dois, eu sei que alguns leitores -se não for todos- ficam irritados com essa lentidão no avanço, sem beijo, sem abraço, sem i love you, mas não se preocupem. Prometo que quando isso começar, irei caprichar para compensar essa demora. Agora, chega de blabláblá, e nos vemos nas notas finais! Boa Leitura!

Capítulo 14

“Quando chegar a minha hora, esqueça o mal que eu fiz, me ajude a deixar para trás algumas razões para ser esquecida... E quando se sentir vazio, mantenha-me em sua memória, deixe de fora todo o resto.”

Leave out all the rest — Linkin Park

Rukia

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— Cadê, cadê? — Perguntei super animada parecendo e sendo uma morta de fome. Tentei me ajeitar no sofá e Ichigo soltou a corrente das minhas mãos. Levantei e estava totalmente inebriada com o cheiro gostoso da comida, senti meu estômago roncar. O ruivo apontou para a cozinha e assim que levantei os olhos, tive uma surpresa — Shinji?

O nome daquela pessoa foi inconscientemente dito pelos meus lábios. Simplesmente tinha escapado. Depois me dei conta do que tinha feito e tentei disfarçar, porém foi tarde demais.

— O que você disse Rukia? — Ichigo indagou me fitando intensamente.

Olhei para ele e meu cérebro pareceu parar, pelo menos por alguns segundos. Juntei as mãos e abri um sorriso gigantesco antes de gritar.

— Guaxinim!

— Guaxinim? — Repetiu desconfiado.

— Sim, isso mesmo. Sonhei que estava comendo um gigantesco. — Fingi pensar colocando a mão no queixo — Ele me lembrou um. — Comentei tentando mudar de assunto — Vamos que se não vou morrer. — Resmunguei.

Ichigo ficou em silêncio e agradeci por isso. Andei até a cozinha e ignorei Shinji no meio do caminho, ainda pude ver que ele tinha dado um meio sorriso. O que diabos ele estava fazendo nessa casa? Foi coisa daquele velho? Descobriria isso depois.

Quando cheguei à cozinha, tive ao menos o prazer de sentir o cheiro maravilhoso da comida sob a bancada. Pareci um leão indo em direção a sua caça. Tinha que admitir que mesmo o Shinji sendo um idiota, ele cozinhava super bem, aquele cozido estava de matar! E nem preciso comentar como batatas recheadas estavam gostosas. Quando terminamos, Ichigo fez questão de elogiar.

— A comida estava maravilhosa. — Ichigo elogiou e Shinji sorriu — Está de parabéns!

— Obrigado sub-xerife. Fico feliz que tenha apreciado a refeição. — Disse fazendo uma reverência e tive que revirar os olhos, o que não passou despercebido pelo cozinheiro estúpido — E a senhorita, não apreciou a comida? — O fuzilei com os olhos discretamente.

— Ora, o que é isso? — Falei no meu tom mais dissimulado enquanto forçava um sorriso — Estava ótima. — Que vontade de pular no pescoço desse desgraçado!

— Fico lisonjeado. — Falso! — Devo continuar meu trabalho.

— Tudo bem. Venha Rukia. — O ruivo me chamou e começou a me guiar na direção do sofá em que eu estava misteriosamente antes — Sinto muito, — Sentia nada — mas terei que acorrentá-la de novo. Vou ali, por isso, se comporte.

— Okay, senhor sub-xerife. — Revirei os olhos e estendi os braços para que ele me prendesse logo e eu pudesse ficar em paz. Depois que terminou, saiu me deixando sozinha sentada no sofá.

Estava com um pressentimento muito ruim. Muito ruim.

— Quem diria. A temida ceifadora completamente rendida e vulnerável. — Um arrepio desconfortável percorreu toda a minha espinha.

Meus lábios automaticamente ficaram tensionados e cerrei os olhos. Muito desconfortável. Fiquei em silêncio e pude o ouvir andando na minha direção.

— Perdeu a fala, querida Rukia? — Shinji me provocou e continuei em silêncio, tentando me controlar — Não vai conversar com seu amigo?

— O que você quer de mim? — Sibilei entre dentes.

— Ora, eu tinha que ver com meus próprios olhos se era verdade que a mais a assassina mais procurada de todos os Estados Unidos, estava sendo domada pelo xerife Kuchiki e pelo seu sub-xerife Kurosaki. — Deu uma pausa e me fitou com aqueles olhos castanhos opacos — E vejo que é verdade.

— Não brinque comido, o que realmente você está fazendo aqui?

O homem loiro andou até mim e agachou-se na minha frente. Ficamos em silêncio por um instante e ele pegou no meu queixo fazendo-me olhar diretamente para ele.

— Sério Rukia. Eu que deveria fazer essa pergunta. O que você está fazendo aqui? — Por um instante, imaginei se estariam formando um tipo de organização para me fazer desistir de ficar aqui, mas claro, só imaginação.

— Não tenho que te responder nada. Me deixe em paz! — Resmunguei me desvencilhando do seu toque.

Não é como se eu odiasse o Shinji, pelo contrário, mas ele tinha o poder de me irritar como ninguém. E, além disso, nós éramos rivais. Assim como eu, Shinji Hirako possuí um bando com nome de Vaizards — Sim, ridículo. Acho que ele é mais louco que eu, pois ele disse que o nome era alemão e era perfeito — que é tão famoso quanto o meu, porém, ninguém sabe quem realmente eles são, já que costumam cometer seus delitos com umas máscaras esquisitas e feias. Muito feias. E devo acrescentar que, ele também tem seus rolos com o governador Yamamoto.

— Eu acho que... — Ele começou hesitante e isso chamou minha atenção imediatamente por esse tipo de atitude não ser típico dele — Eu estou cansado Rukia. — Arregalei os olhos.

— Shinji... Você?

— Sim Rukia. Eu não quero mais isso para minha vida, para a vida dos meus companheiros. Eu, eles... Não queremos mais ser uma marionete do governo, que nos manipulam e usam quando bem entendem para os próprios propósitos sujos. — Os seus olhos estavam mais determinados do que nunca, seus punhos cerrados com tanta força que os dedos estavam esbranquiçados — E quando não servimos mais, eles arrumam alguém para nos matar. E você sabe que é exatamente isso que vai acontecer com você — Apontou para mim e depois para ele — e comigo. Você deveria fazer o mesmo que eu.

Ichigo

Deixei Rukia sozinha para dar uma volta. Eu estava com um pressentimento muito esquisito desde a hora do almoço. Rukia tentara disfarçar na hora que viu o cozinheiro. Mas por mais que ela tenha tentado me enrolar, — Meu Deus, guaxinim não tem nada haver com Shinji! — óbvio que não deu certo.

Posso até não saber lidar muito bem com mulheres, mas isso não quer dizer que eu seja idiota, apesar de muitos acharem isso. Sério mesmo Rukia. Guaxinim? Me poupe.

Andei até a parte de trás da casa e sentei na areia quente. Precisava pensar. Vi de longe a senhorita Isane lavando as roupas de Rukia. Suspirei. Coloquei o chapéu para evitar o sol quente no meu rosto. Eu não sou muito de querer e de me meter nas coisas alheias, e esse é um dos meus maiores motivos para eu não pressionar Rukia a me dizer qualquer coisa, a outra é que por eu não gostar que “xeretem” a minha vida, tento não xeretar a vida de ninguém.

Porém, há algo muito errado nessa história toda. E isso está me incomodando. E eu tenho a impressão, que é algo muito grande. Ainda não engoli aquela história do governador Yamamoto e o xerife Zaraki aparecerem aqui apenas para “ver” a senhorita criminosa. Muito esquisito.

Acho que se eu ficar pensando nisso, minha cabeça vai explodir. Não sei por quanto tempo fiquei ali, mas acho que não demorei muito. Voltei calmamente e quando me aproximei da porta, pude ouvir sussurros. Andei co meus passos leves e me encostei do lado de fora da porta e fiquei esperando que tipo de conversa sairia entre o cozinheiro e Rukia.

— Eu, eles... Não queremos mais ser uma marionete do governo, que nos manipulam e usam quando bem entendem para os próprios propósitos sujos. — Do que ele está falando? — E quando não servimos mais, eles arrumam alguém para nos matar. E você sabe que é exatamente isso que vai acontecer com você e comigo. Você deveria fazer o mesmo que eu.

— Você sabe que não é tão fácil fazer quanto é falar. — A voz de Rukia saiu diferente, rouca e trêmula — E você deveria saber disso. Por mais que sejamos fortes e habilidosos, no fim, nada disso irá servir. Eles são como sanguessugas. Nos sugando até a morte.

— Não seja estúpida Kia. Não finja que não vê. Não acredite. O que está por vim é bem maior do que tudo que você possa imaginar. — Mas o quê? — E quando eles conseguirem o que querem, vão nos executar na forca, na frente de todo o Texas, para pousarem de justiceiros! — Meu corpo inteiro estava tenso e meus músculos não se moviam — E você ainda não deve saber quem vai ser o alvo.

— Não sei do que está falando.

— Byakuya Kuchiki. — O xerife? O governo queria assassinar o xerife? Por quê?

Silêncio. Apenas silêncio.

— E daí? — Rukia disse com um tom mais elevado — Por que eu me importaria com isso? É um alvo como qualquer outro.

— Está tudo bem pra você matá-lo com suas próprias mãos?

— Não é o que eu faço melhor? Eu assassino pessoas Shinji, e não é depois de vinte anos que isso vai mudar. — Vinte anos matando pessoas? Isso é uma sina muito maior do que eu poderia sequer imaginar.

— Teimosa como sempre. Okay Rukia faça do seu jeito, mas pense no que eu disse.

— Boa sorte com seu grande plano. De coração.

— Agradeço os seus sentimentos, afinal, estamos no mesmo barco. — Uma pausa — Eu não gosto de mexericos sabe, mas eu acho que você deveria saber, ou melhor, iria querer saber que enquanto você está presa nesse lugar, suas arqui-inimigas estão cantando de galo no seu galinheiro.

Ouvi Rukia dar uma gargalhada. Eu ainda não conseguia me mexer, as informações, as revelações pareciam não ser reais e era tudo tão esquisito! Fiquei atento ao diálogo para ver se sairia mais algo “revelador”.

— Oh, sério? E de quem exatamente você está falando?

— Você é uma safada. — Sim, ela é — Mas você está se referindo quem são as arqui-inimigas ou de quem elas estão atrás?

— Quem está no meio das lobas, claro.

— Eu estou falando do seu idiota preferido. O babaca do Grimmjow. — Por algum motivo, não gostei desse comentário.

— Eu não ligo. Ele pode fazer o que ele quiser. Eu não sou casada com ele. Ele é homem, e vocês homens não podem ficar uma semana sem um rabo de saia. Mas como você sabe disso tudo?

Isto com certeza foi um insulto. E por outro lado, fiquei mais aliviado, mas pelo quê, ainda não sei — ou não quero pensar nisso.

— Eu estava pela cidade, e vi Grimmjow em um dos bares e por pura coincidência, ele estava simplesmente cercado de mulheres de todos os tipos. Mas, você não ligaria, mesmo que eu dissesse que ela, justamente ela, que tanto você odeia, é quem está tentando por as “garras” nele?

— Ele não poderia... — A raiva era visível em sua voz — Aquela velha desgraçada! — Grunhiu. Quem seria essa “velha” para despertar tanto ódio em Rukia?

— Ela só é dez anos mais velha que você Rukia. E devo dizer que ela voltou mais gostosa e mais poderosa do que nunca. Me pergunto em quem ela deu o golpe dessa vez, mas se os boatos estiverem corretos, ela realmente voltou de Londres carregada.— De quem eles estavam falando?

— Aquela mulher... Ela sempre me odiou, e claro, vice e versa.

— Claro você matou o Aizen, parceiro dela Rukia. — Aizen? Será que...

— Desde sempre aquela vagabunda inferniza minha vida. Masaki. Acho que ela é uma mulher pior do que eu. Muito pior. E claro, não sabe onde está se metendo para ficar de conversa com meu bando. Só espero que ela fique bem quietinha e bem longe de mim e do meu bando. Se não, eu estouro os miolos daquela vaca.

— Que violência. Mas parece que ela já foi casada de verdade, de verdade mesmo e teve até um filho, porém, dizem que o marido faleceu.

— Faleceu? Tsc. Que pensamento ingênuo. Ela o matou claro. Pra fugir com aquele merda do Aizen, achei que sabia disso.

Masaki? Não, não pode ser.

Meus pés moveram-se sozinhos e quando vi, já estava dentro da casa praticamente de frente com Rukia. Os olhos dela se arregalaram quando me viu e o tal de Shinji se afastou com uma expressão indiferente.

— Ichigo... — Pronunciou meu nome de forma lenta e temerosa, seus lábios tremeram levemente — O que você...

— O que você sabe? O que você sabe sobre ela? — Perguntei com um tom, que certamente, ela jamais ouvira vindo de mim.

Notas finais
MUAHAHAHAHAHA! Eu tentei, eu juro! Mas não consigo parar com essa minha mania de terminar o capítulo de uma maneira mais "dramática". Adoro deixar tudo no suspense. xD Mesmo que tenha sido um capítulo parado, o que acharam? :] Espero que deixem reviews, eles me fazem feliz. Boa noite e até a próxima!