Curse and Love
11 Recuperando a joia! parte II
Notas iniciais
– Isso não pode ser verdade... Tipo... O quê?
Kid estava confuso. Não conseguia acreditar em seus olhos, ou melhor, não conseguia acreditar no jornal a sua frente.
– Se não entendeu eu vou ler para você. – afirmou Lyra, virando o jornal com a reportagem para si. Logo começou a ler. – Após retornar para o Rio de Janeiro de seus shows em vários lugares do Brasil, McKuringa acha uma jóia no chão do aeroporto nacional. Testemunhas afirmam que a pedra já estava no local há algum tempo, contudo ninguém se interessou em pega-la.
– O que? Sério mesmo?! – interrompeu
– Cala a boca e me deixe continuar. – ordenou a morena – Logo depois de achar a jóia, o cantor de funk diz que foi uma sinal de que receberia muita sorte em sua carreira dali para frente. “Este é o sinal para continuar que eu tanto pedia a Deus.” Disse ele em suas entrevistas.
– Acabou? — perguntou a olhando por cima. A garota apenas faz que sim com sua cabeça. – Ainda acho que está sacaneando comigo.
– Primeiro, eu não estou mentindo, segundo, você acredita em maldições egípcias, mas não acredita que alguém achou uma pedra jogada no chão?! Terceiro, o que é funk?
– Tá, tudo bem, eu já entendi. E não tenho a menor ideia do seja funk...
– Finalmente está acreditando em mim. – replicou sorrindo largo
– O problema não é eu acreditar em você ou não, o problema é que isso está me parecendo estranho, como se não fosse verdade.
– E desde quando o senhor é sensato?
– Desde nunca, oras. – respondeu – Agora... Pode sair de cima de mim?
– Lyra sente seu rosto esquentar, e só depois de comentado é que a garota percebe a posição em que se encontrava. Ela estava sentada no abdômen do ruivo, com uma perna de cada lado de seu corpo.
– Tenho mesmo que sair? Está confortável.
– Sabe... Eu não virei almofada em colchão para você ficar sentada em cima de mim. – explicou
– Tudo bem. – concordou, já estava se levantando. Assim que Lyra se retira do quarto, Kid cora violentamente.
Ainda no quarto, deitado à cama, o ruivo começa a pensar sobre os últimos dias. A morena começara a agir estranho, e só percebera agora, quando a mesma saíra, praticamente que, correndo do cômodo. Relembrando os momentos em que trocara “carícias” com Lyra, o homem volta a ficar vermelho.
Para tentar se acalmar ele segue para o banheiro, tomaria um banho de água o mais gelada possível. Mesmo que não tivesse coragem para admitir, principalmente em voz alta, estava, cada vez mais, gostando de ficar ao lado da morena. Gostava de observar seus orbes castanhos, que pareciam lhe hipnotizar.
Enquanto o ruivo tomava banho, Lyra prepara um chá para que pudesse, tentar, se acalmar. Seu coração acelerado e suas pernas bambas mostravam claramente sua vergonha e nervosismo.
A lembrança de seu sorriso invadia-lhe os pensamentos a todo o momento, havia fixado em sua mente a imagem de seu lindo rosto.
Fecha os olhos vagarosamente, se recordando de como conheceu o ruivo. Tudo acontecera por uma acaso. Nunca havia cogitado a ideia de ter uma bichinho de estimação, de viajar e conhecer a grandeza do mundo... E em tão pouco tempo, Lyra faz tudo o que nunca nem sonhara que poderia acontecer.
Um mês e meio, ou um pouco mais, havia se passado. Estavam juntos há tão pouco tempo... Contudo, parecia que se conheciam há anos...
Ainda de olhos fechados, Lyra sorri ternamente e abre os olhos. Abre os olhos devagar. Tentando manter sua mente à realidade, a morena volta ao chá que preparava, ia, enfim, bebe-lo depois de tanto se distrair.
Eustass sai do banho depois de alguns minutos, eu corpo estava gelado, e ele queria que ficasse assim, refrescado, por um bom tempo. Mesmo que, ainda, envergonhado, o homem de cabelos ruivos molhados anda até a cozinha. A menina estava com a cabeça baixa, fixando seu olhar para algo através da janela.
O ruivo para perto da pia por alguns instantes. Estava sem jeito, afinal, aquela posição “diferente” não era nada agradável. Pensou em dizer algo mais desistiu.
Sem dizer mais nada o ruivo se retira após pegar uma latinha de refrigerante na geladeira.
O resto do dia se passa como no momento anterior, lento, vergonhoso e sem muito para se fazer ou dizer...
No dia seguinte Lyra levanta cedo, e como de costume, faz sua higiene pessoal e segue rumo a cozinha. Minutos depois, quando liga a TV, aparece um comercial de shows musicais.
A principio não estava muito ansiosa para saber sobre o que era, contudo sua expressão mudou completamente, assim que a morena ouve o nome McKuringa, arregala os olhos e começa a prestar atenção.
Ao fundo do comercial, fotos do cantor e batidas de um ritmo consecutivo podiam ser notadas. No mesmo instante Lyra balbucia:
– É o garoto do jornal... – quando o anúncio é finalizado a garota prossegue – Isso não será longe daqui, talvez possamos ir recuperar a pedra.
– Boa ideia, só não se esqueça de que temos de pagar os ingressos para ir nesse lugar. – complementou Kid, que permanecia parado atrás da morena.
– Desde quando está acordado? – perguntava a morena virando a cabeça para trás.
– Desde alguns minutos. O suficiente para ouvir o comercial inteiro.
– Ás vezes, penso que você pode ser uma fantasma...
– Por quê? – curioso pergunta arqueando uma sobrancelha
– Porque você é tão silencioso que quando aparece do nada atrás de mim, quase me dá uma parada cardíaca. – gritou em resposta
O ruivo apenas gargalha em resposta ao berro da garota. De certa forma Lyra havia gostado de ouvir o som da risada do outro. Levantou-se do sofá e rumou direto para o computador, iria dar um jeito de comprar os ingressos o mais rápido possível, já que o tal show aconteceria dali a dois dias.
– Eustass! – chamou
– O que é? – perguntou colocando apenas a cabeça na porta.
– Más noticias. – antes mesmo de prosseguir, o homem de pele alva aproximava-se para poder ouvir – Os ingressos são vendidos apenas na entrada do evento.
– E qual a parte ruim nisso?
– Se não chegarmos cedo, corremos o risco de pegar a chamada “super lotação” – disse fazendo o sinal de aspas com os dedos – Ou seja, corremos o risco de não entrar.
– Ah... Então essa é a parte ruim... Mas se não conseguirmos agora podemos –
– Eustass! Pense bem! – interrompeu-o – Sebe-se lê quando vamos conseguir achar esse cara para podermos pegar a jóia.
– Ahh... – suspirou – Tem razão. Sabe-se lá quando a autora vai nos dar outra chance como essa.
– É isso aí!
– Certo então, qual é o plano? – perguntou pronto para ouvir a resposta
– Ahn?! Como é que é? – indagou surpresa de volta
– Como assim “ahn?”? Diz logo o plano.
– E eu repito. Ahn?! Como é que é? – repetiu – Que plano?
– Você não tem um plano?
– Claro que não! Acabei de achar, sem querer, mais informações da pedra, como você quer que eu já tenha um plano em mente?
– Oras, não me venha com perguntas de vestibular. Você é a inteligente dessa dupla.
– Isso é verdade... – concordou – Mas eu não sou tão rápida assim!
– O.K. O.K. Deixe que eu cuido dessa parte, então.
– Posso esperar sentada? – perguntou levantando a mão como se estivesse na escola.
– Rrr! – Kid apenas rosna em resposta
– Já entendi! – falou rindo
Dois dias depois...
Kid e Lyra se arrumavam para ir ao baile funk. A morena vestia um short curto meio rasgado, um tênis AllStar preto com uma blusa mais larga preta com estrelas douradas esparramadas. O ruivo como sempre usava calças, mas desta vez jeans, e tênis com uma blusa qualquer.
Como o local do evento não era longe, os dois decidem ir a pé. No caminho:
– E o plano qual é? – perguntou Lyra interessada
– Aaahhh...
– Vai dizer que não tem um plano?
– Eu estava buscando o melhor jeito pra dizer isso, só que você já sabe então... – explicou desviando o olhar para o canto esquerdo em cima.
– Eustass! – gritou em tom de fúria parando de andar.
– Calma, calma, calma, calma, calma... Olha, calma O.K? Caaaalma...
– Repita calma mais uma vez – ameaçava apontando o dedo indicador para o rosto dele – E eu lhe arranco o seu – Kid a cala colocando seu dedo nos lábios dela.
– Eu já entendi... – tentou a sorte ao dizer algo, e logo engoliu em seco.
– E agora? O que vamos fazer sem um plano? Não podemos entrar lá, pegar a pedra e sair como se nada estivesse acontecendo – inquiria.
– Deixe-me pensar...
– Não temos tempo Eustass!
– Já sei!
– O que? Tão rápido assim?!
– Aqui perto tem um hospital, não é?
– Creio que sim. Há algumas quadras daqui, só que o que isso tem haver com a recuperação da jóia?
– O plano é simples... Com toda a certeza terá muitas pessoas lá. Enquanto você distrai todo mundo, inclusive os seguranças, eu entro nos “bastidores” e pego a jóia.
– Por que eu é quem tenho que distraí-los? – perguntava indignada
– Porque você è melhor atriz do que eu.
– Ainda não me convenceu.
– Por favor!! – pedia o ruivo com o olhar de piedade
– Tudo bem. Porém, você vai ficar me devendo essa.
– Devo e não nego, pago quando puder. – respondia
– Sabe que esse pagamento não precisa, necessariamente, ser em dinheiro não é?
– Oh ou... – murmurou – Tenho medo de qual a forma de pagamento que você vai escolher.
– Vou escolher aquela que mais vai me beneficiar. – alfinetava olhando-o de canto
Logo depois voltaram a andar rumo ao evento, chagando lá se deparam com uma gigantesca fila. As pessoas que ali esperavam para entra usavam roupas simples, como se estivessem em casa ou na casa de um amigo, com uma calça ou short jeans, e uma blusa qualquer.
Os minutos passavam lentamente, ficar na fila esperando estava se tornando angustiante. Depois de quase duas horas esperando em pé e sem fazer nada, é que eles conseguem entrar.
O show começava. A música de ritmo acelerado e constantemente igual soava alta. Lyra sentia que iria ter seus tímpanos estourados.
– Então... Isso é funk. – gritou perto do ouvido de Kid para que ele lhe escutasse.
– Prefiro ficar em casa escutando o som dos carros passarem. – comentou o ruivo de volta.
– Concordo!
O espaço era minúsculo, pois chamar de pequeno seria pouco. E como havia muitas pessoas, com frequência um esbarrava ou pisava no pé do outro. Tudo estava uma desordem.
Buscando a entrada para o camarim do “cantor”, Lyra olhava de um lado para o outro. Quando encontra puxa a manga da camisa do ruivo e aponta para o local, ele apenas assente com a cabeça e se mistura com a multidão.
Lyra chagava perto do segurança como se não quisesse nada, para depois perguntar:
– Konbawa segurança-kun – ela usava o sotaque japonês para tentar enrola-lo – Por acaso sabe como eu posso conseguir um autografo do cantor?
Enquanto a garota distraia o “armário” que estava perto da porta do camarim, o ruivo tenta destranca-la.
Ela tentava manter a atenção do segurança em si a todo custo. Fazia perguntas, o enrolava, mudava de assunto para logo depois voltar ao anterior... Quando percebe que o ruivo conseguira entrar, agradece e volta rumo a multidão, fica mais ao meio das pessoas, em um lugar que consiga ver a porta do camarim sem dificuldade.
Eustass olha ao redor e sussurra:
– Que lugar bagunçado!
Começa a procurar nos lugares mais óbvios e mais visíveis. Haviam muitos papéis jogados pelo cômodo. Revirando cada roupa, boné, folha e até mesmo gavetas, ele procurava apressado a pedra.
– Cadê? Cadê? Cadêê?! — indagava para si
A joia parecia não estar ali, tudo já havia sido mexido e remexido, e nada de pedra alguma. O ruivo começara a pensar que a pedra poderia não estar ali, e sim com o cantor no palco, ou nem mesmo se encontrava com ele.
– Não! Não! Tem de estar aqui! – resmungava
Enquanto olha para todos os cantos possíveis, o ruivo repara em uma pequena bolinha prateada numa das pontas inferiores do lado direito do grande espelho que ocupava uma das paredes.
Se aproxima para analisar melhor aquela parte especifica do espelho, e percebe que há duas pequenas dobradiças. Quando puxa a bolinha, um compartimento secreto se revela e bem no fundo uma pedra vermelha rubi estava guardada.
Os olhos de Eustass brilham e se arregalam automaticamente. Pega a pedra para conferir se era a jóia do colar egípcio que tanto almejava em ter de volta, e seus olhos não o enganavam... Era realmente ela.
– Achei! – comemorou
Já seguia para a porta, a abriu e acaba se deparando com o segurança de costas para si. Engole em seco e fecha a porta rapidamente. Kid volta a remexer nas coisas bagunçadas, procurava um celular.
Quando encontra liga imediatamente para Lyra.
– Alô? – pergunta a morena tampando o ouvido livre para escutar melhor a pessoa do outro lado da linha.
– Lyra, sou eu! Eustass!
– Eustass? Onde conseguiu um celular?
– Isso não importa agora, o importante é que eu achei a jóia, mas preciso de ajuda para sair daqui.
– O que quer que eu faça? Não posso mais embromar o segurança, ele vai desconfiar. – afirmava
– Ah... Eu não sei... Finja que... Finja que está passando mal e desmaie.
– O que?
– É isso aí que você ouviu. Agora vai!! – ordenava o ruivo nervoso e inquieto.
Assim que desligaram, a garota chega um pouco mais perto do segurança novamente. Espera alguns minutos para começar atuar.
Começando com a famosa “respiração pesada”, ela vai, aos pouco, aumentado a frequência dos suspiros mais longos e cansados. Passa a mão sobre a barriga no rumo do estômago, olhava para os lados, fingindo disfarçar a dor.
Tenta ao máximo deixar sua respiração ofegante e seu rosto vermelho, colocou suas mãos na cintura e curva um pouco o tronco indicando cansaço e indisposição. Enquanto soprava o nada, ela balançava a gola da blusa, como se sentisse muito calor e tentasse se refrescar.
Algumas vezes revirava os olhos de leve. Suas mãos agora viraram leques que lhe abanavam. Aos poucos fingia que sua respiração “travava”.
Por alguns instantes, Lyra deixa seus olhos opacos, vazios e sem vida, em questão de segundos fecha os olhos e vai de encontro ao chão.
As pessoas que estavam ao seu lado se assustam. Uns gritam, outros se aproximam para tentar ajudar. O “cantor” vendo a situação para de cantar e faz um gesto com a mão para o segurança que estava parado olhando. Isso indicava que ele poderia sair de seu posto para ajudar.
Abrindo minimamente os olhos, Lyra percebe que havia conseguido atrair a atenção de todos. Mas, por quanto tempo até descobrirem? Com essa dúvida em sua mente, a morena sente uma gota de suor escorrer por sua testa.
Eustass percebe, mesmo que por detrás da porta, que a música havia parado. Quando abre a porta o suficiente para espiar o outro lado, vê que todos, inclusive o segurança, estavam concentrados nela.
– O que ela tem?
– Ela vai ficar bem?!
– O que aconteceu?
– Alguém pode levá-la para o hospital? – estes tipos de perguntas surgiam aleatoriamente de pessoas anônimas da platéia.
O ruivo sai apressado do camarim, indo parar no fundo da multidão e se misturando. Sem esperar muito tempo, o mesmo corre para o rumo da garota desmaiada.
– Deixem que eu a levo para o hospital! – gritava Kid já pegando a morena no colo como princesa.
Com a garota nos braços, o homem sai apressado do local, e enquanto saia ouviu o cantor dizer:
– Esperamos que fique bem moça. E a próxima música será dedicada a ela.
Ao longe podia se ouvir a música, os aplausos e os gritos de fãs loucos. Já a cerca de quatro quarteirões do baile funk, o ruivo começa a gargalhar.
– Está rindo do que? – grita a menina voltando ao seu estado normal.
– Eu disse que você era melhor atriz do que eu! Conseguiu convencer a todos de lá. Hahahahaha.
– Hehehe. Isso não tem graça Eustass. Quem se esborrachou no chão fui eu! – retrucava se debatendo no colo do maior. – E não se esqueça que você ainda me deve essa.
– Tudo bem. Eu não vou esquecer. Agora pare de se debater que vou lhe colocar no chão.
Eustass agacha para poder colocá-la ao chão. Havia soltado suas pernas, todavia permanece com seu braço direito na cintura e costas dela.
Percebendo que a morena olhava para o céu, o ruivo para com tudo e passa a observar a linda noite estrelada que estava sobre si.
O céu estava repleto de estrela que brilhavam intensamente. A lua com seu brilho radiante iluminava aquela noite serena. Aquele céu estonteante acalmava até o mais agitado coração e aquecia até a mais gélida alma.
– Nossa... – murmurou Lyra quebrando o silêncio que se formava naquele momento – Nunca havia visto o céu tão bonito.
– Incrível como o mesmo céu do Japão fica tão diferente em outro lugar... – comentou
– É... – concordou
Lyra vira seu rosto e começa a olhar para Kid, este também desvia seu olhar para a garota.
Nos orbes castanhos de Lyra podia ser visto o luar prateado ser refletido. Seus cabelos negros agora tinham um brilho branco dando destaque aos seus longos fios. Sua pele alva agora ficara ainda mais clara e reluzente.
Eustass tinha seus fios ruivos em um vermelho quase branco por conta do brilho prateado que banhavam os dois. Seus olhos amarelos estavam mais escuros, pois a sombra cobria boa parte de seu rosto, contudo seus olhar parecia imerso em um misto de alegria e hipnose.
Nenhum dos dois se atreve a dizer uma sequer palavra, deixariam que o próprio destino falasse por si só o que deveria ser feito...
As cabeças foram pesando, sendo atraídas como ímãs. Os olhos iam ficando semi cerrados e ao mesmo tempo as bocas iam se entreabrindo. Os dois estavam tão perto que podiam sentir a respiração um do outro.
Conforme iam chegando perto, o ruivo trazia para mais perto de si o tronco de Lyra com seu braço, que ainda estava a segurando.
Quando os lábios começaram a se tocar, um carro da polícia passa em alta velocidade com a sirene ligada. No susto cada um vai parar num canto da calçada.
Lyra põe a mão no rumo do coração, ele estava muito acelerado, seu rosto parecia arder em chamas. E Eustass não estava diferente. Os dois estavam desnorteados... Envergonhados... Sem reação e sem palavras...
Neste momento o destino ria, gargalhava até saírem lagrimas de seus olhos. Dizendo:
– “Seus trouxas! Hahahahaha!!”
A morena, ainda com a mão no peito, se sente... Diferente... Uma sensação ruim toma seu corpo. Ela fecha os olhos e os aperta bem forte.
– “Por que... Por que eu me sinto tão estranha assim?” – pensava ela.
Seus lábios formigavam no lugar onde os lábios do ruivo haviam encostado. Com a outra mão ela passa o dedo indicador levemente sobra a boca, sentindo ainda o toque de Eustass.
– “S-Será... Será que eu... Queria tanto assim... Beija-lo?” – pensava ela com os olhos fixos para o nada.
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