Curse and Love

7 Pequeno desvio?!


Notas iniciais
Yo minna! Tudo bem com vocês? Aqui está mais um capítulo, e esse ficou bem mais curto do que eu imaginava, contudo eu consegui colocar tudo o que era necessário em poucas palavras. Viva euu! Consegui demorar menos para postar um capítulo, que bom pra mim que passei a criar vergonha na cara e bom para vocês que estão lendo a fic. Hehe *u* Antes de continuar eu queria agradecer a todos que estão lendo, mas queria agradecer mais ainda a minha querida Dracule D Tyra. Muito obrigada por ter favoritado minha fic. Sei que muitos irão pensar: ''Mas ela só favoritou", sinceramente... Favoritar uma fic pra mim também é muito importante. Estou emocionada!! T.T Bom, é só isso por enquanto. Boa leitura!!

POV’S Lyra

Despertei devagar, ainda estava tudo embaçado e a cama parecia muito mais confortável que o comum. Me viro e vejo que Eustass não está na cama, talvez tenha perdido o sono e se levantou, me ajeito novamente na cama e dou um cochilo.

Vinte minutos depois acordo. Espreguicei-me na cama dando um longo suspiro, parecia que estava mais relaxada do que o normal. Tiro os fios de cabelo do meu rosto e olho para o relógio, me surpreendo pelo horário. São 8h:46 e eu ainda deitada, isso sim é um milagre.

Me levanto parecendo que estou sendo arrastada e caminho devagar até o banheiro, faço minha higiene pessoal e quando acabo molho meu rosto com a água gelada, em uma tentativa inútil de realmente me despertar.

Lentamente ando até a cozinha e conforme vou chegando perto sinto um cheiro salgado e muito bom. Assim que adentro pelo vão da sala para a cozinha vejo o ruivo com uma regata cinza e calças de moletom pretas. O que me surpreende é vê-lo cozinhando.

Fixo meu olhar em seu corpo. E como é belo... Espera aí! Eu pensei mesmo isso?!

Pensou sim, e com certeza gostou de apreciar esse corpinho sedutor!

Eu não posso ter pensado isso, em hipótese alguma, eu não acredito!

Contente-se, você pensou, gostou e quer mais...

Preciso descobrir como se soca a própria mente, e pra ontem!

Eustass parecia animado, sua calda felina avermelhada como cereja balança de um lado para o outro. Se não me engano os animais fazem isso quando estão felizes ou empolgados.

– Hum? Ah, é você, ohayo Lyra! – disse virando a cabeça para me olhar e logo voltando sua atenção para a panela.

– Ohayo! – respondo me sentando a mesa.

Assim que termina de preparar sei-lá-o-que, ele divide em dois pratos e em entrega um deles. Serve suco para nós dois e se senta também.

–... – Fico sem resposta ou pergunta de inicio, arqueio uma sobrancelha e o olho por cima, como se estivesse de óculos. – Virei cobaia agora?

– Bom... Sim, não tenho certeza se ficou bom, então você vaio experimentar e me dizer.

– Por que você não prova primeiro?

– Não, eu quero a sua opinião! – afirmou convicto.

A aparência não era ruim, o cheiro menos ainda. Parto um pedaço da omelete com o garfo mesmo e levo a boca. Nossa! Não pude evitar de encarar o prato e arregalar os olhos mais que o comum.

– O que foi? Ficou tão ruim assim? – questionou fazendo cara de desprezo e desentendimento.

– Sério mesmo que nunca cozinhou?

– Sim, o básico do básico eu sei, mas não é lá essas coisas.

– Isso está ótimo. – dei certeza para o ruivo e ele se pos a comer. – A propósito... O que lhe deu para cozinhar?

– Você não acordava e fome veio. Você estava parecendo uma criança dormindo, então não quis te acordar.

– Besta, podia ter me acordado.

– Baixinha! – retrucou.

– Bichano.

– Babaca! – falei apertando os olhos e franzindo o cenho. Ele faz o mesmo, porém não retruca, acho que é para não piorar... – E eu não sou baixinha, você que é alto demais.

– Continua sendo mais baixa que eu! Hahaha.

Acho melhor eu calar minha boca.

Assim que acabamos de comer, ele me avisa que comprou as passagens de avião. Estava quente então decido tomar um banho. O dia passa lentamente, quase andando para trás.

(...)

Seis da manhã e já estamos a caminho do aeroporto. Meus olhos pesavam e a cada segundo eu pensava que iria dormir sentada. Eustass também estava com sono, ele fechava os olhos por alguns segundos e os abria no susto, tentávamos nos manter acordados, mas estava difícil.

Assim que chagamos vamos para a entrada e embarcamos. Algumas horas depois nos serviram sanduíches e suco. Que bom, pois eu já estava morrendo de fome.

Cerca de cinco horas depois chegamos. Quando saio do avião percebo que a temperatura estava alta. Pensei que nessa época do ano na Europa ficasse mais frio. Eustass logo chega perto de mim com as malas.

Pedimos um táxi na saída e o motorista nos pergunta:

– Para onde vão?

– Pode nos levar para um hotel? – pergunta o ruivo e o motorista assente.

Conforme vamos andando percebo que a cidade tem varias praças e árvores. Tudo era muito bonito e tumultuado. Várias pessoas circulavam de um lado para o outro, pareciam estar com pressa.

Passamos por uma placa que dizia o nome das ruas, e percebo que não estamos na Europa, pelo menos foi isso que me veio a cabeça. Em um surto pergunto para Eustass:

– Eustass, onde estamos?

– Estamos no Rio de Janeiro, Brasil. – respondeu indiferente.

– Brasil? Serio, por que diabos viemos pra cá? – gritei, acho que o motorista deve pensar que sou louca.

– Fizemos apenas um pequeno desvio.

– Pequeno desvio? Pequeno desvio?! – indaguei – Isso parece ser um pequeno desvio?

– Se acalme. Eu quero descobrir mais coisas sobre o colar, e parece que uma mulher de descendência egípcia mora aqui, não vamos ficar muito mais do que três dias. E esse é o tempo para o colar chegar em Portugal.

– Primeiro, o colar já está em Portugal numa hora dessas, segundo, por que não me avisou sobre isso? Terceiro... Você é louco de me trazer pra um lugar desconhecido apenas pra procurar um mulher, que sabe-se lá onde se enfiou, apenas pra saber um pouco mais sobre a maldita maldição?

– Talvez, porque você iria descordar e começar a dar um de louca, e sim sou louco. Agora pare de gritar antes que assuste ainda mais o motorista e o faça pensar que você saiu de um hospício.

– Não iria dar uma de louca se você tivesse me contado, e ninguém pensaria que acabei de sair de um hospício.

– Eu pensaria...

– Ahr... – rosno e viro o rosto olhando a janela. De repente uma dúvida me veio a cabeça. – Espera, você sabe falar português?

– Sim, fluentemente.

– Tá’ aí algo que eu não sabia. Sabe falar mais alguma língua? – perguntei curiosa, ele sabe mais coisas do que aparenta.

– Bom, eu falo inglês, português, e espanhol fluente. Por quê?

– Por nada, estava curiosa mesmo.

– E você sabe algo além do inglês?

– Sei sim, espanhol, francês, italiano, e um pouco de coreano. – depois que respondi vi seus olhos brilharem, e como de costume em seus lábios brotam um largo sorriso.

Chegamos ao hotel, fazemos o check-in e seguimos para o quarto. O ruivo logo volta a ser um gato. Descansamos um pouco, almoçamos e logo saímos para procurar pistas dessa mulher.

Em meio a rua pergunto para Eustass:

– Você pelo menos sabe o nome dessa mulher? – sussurrei

– Sei sim. Eu coloquei na sua bolsa um papel com o nome dela.

– Quando foi que fez isso?! – perguntei em baixo tom. Não podíamos elevar o tom de voz, pois as pessoas pensariam que sou doida.

– Um pouco antes de sairmos do hotel.

Pego um pedaço de papel dobrado dentro de minha bolsa, nele havia escrito Nerfertari Osíris. Puts, que nome, tinha que ser egípcio mesmo.

Estávamos no centro da cidade, entro em uma das lojas enquanto o pequeno gato avermelhado espera do lado de fora.

– Com licença. – peço educadamente – Você já ouviu falar de uma mulher chamada Nerfertari Osíris?

– Nerfertari...

O homem, que aparentava ter mais idade coçava o queixo, sua expressão era de dúvida. Não tenho certeza se é sobre o fato de ele ter ou não entendido o que eu falei o sobre possivelmente conhecer a moça.

– Sinto muito, mas não conheço ninguém com esse nome. – respondeu em inglês. Não, eu não sei falar em português. Espero que aqui tenha muitas pessoas que falem inglês.

– Obrigada!

Eustass me pergunta se consegui algo, apenas balanço a cabeça negativamente e vou para a próxima loja.

O dialogo se repete algumas vezes, entretanto de vez em quando os comerciantes não me entendiam, então eu fingia que ligava para Eustass do lado de fora da loja e ele me ensinava a perguntar em português.

– Com licença, você conhece uma mulher chamada Nerfertari Osíris?

– Sinto muito não conheço, mas talvez alguém da loja ao lado conheça.

– Obrigada!

Esse dialogo se repetiu tantas vezes que perdi as contas depois da oitava loja. Essa mulher parece um fantasma, ninguém a conhece, ninguém a viu, ninguém sabe come ela é...

Andamos o centro da cidade e mais um pouco e não conseguimos pista nenhuma desse tal de Nefertari. Chagamos a uma praça e eu me sento em um banco. Estava exausta de andar de um lado para o outro. O gato pula em cima do banco.

– Oe, Eustass, tem certeza de que não estamos correndo atrás de um fantasma?

– Não, nunca nem vi essa mulher. Mas era para já termos conseguido uma pista dela. – respondeu abaixando a cabeça.

– Vamos descansar um pouco, minhas pernas estão doendo de tanto andar. Depois vamos voltar para o hotel, amanha continuamos a buscar por ela. – apresento a ideia e o ruivo concorda.

Aquele calor insuportável não ajudava. Além de exausta tinha a sensação de que iria virar água, a temperatura no final de tarde era cerca de 30°C. Isso é muito quente, e eu detesto calor.

Eustass sobe em meu colo e se aconchega. Depois de alguns minutos ele adormece. Assim que recupero meu fôlego e descanso minhas pernas, pego o ruivo nos braços e procuro um táxi para podermos voltar para o hotel.

Chegando lá o coloco na cama e vou para o banheiro tomar mais um banho. Queria tirar o suor do corpo, relaxar e depois deitar-me. Por ter andado muito tenho certeza de que dormirei rápido.

E... Essa viagem está sendo mais interessante do eu pensei que seria...

POV’S end

Notas finais
E aí gostou? comente, clique para favoritar, isso me deixaria muito feliz!! Se gostou muito, muito, muito... Recomende. hahahaha, estou pedindo demais, hahaha! Sei que esse capitulo ficou pequeno e chatinho, mas será muito importante para a fic. Se encontrarem erros, por favor, me avisem! Mais uma vez obrigada Dracule D Tyra por favoritar a minha fic, e de uma forma ou de outra ter se manifestado, hehe, obrigada aos outros leitores fantasmas que estão lendo também. Até o próximo capítulo! o/