Notas iniciais
Yo minna! Tudo bem? E... Nyah! por que saiu do ar?! Fiquei me torturando para postar o capítulo durantes todo esse tempo.... Bom, tenho mais é que agradecer por ele ter voltado, então... VIVA O NYAH! Desculpem o pequeno atraso, vocês vão entender quando lerem o capítulo, e bem, é só isso. Hoje não tem avisos. Olha que felicidade! ^^ Esse capítulo será com música. hheeeeee!!! A música se chama "Eu nunca amei alguém como eu te amei" se não me engano é da Ivete Sangalo. O momento de ouvi-la será indicado na fic. Boa leitura meus queridos leitores!!



POV’S Lyra

Hoje seria o dia de viajarmos de volta para o Japão. Não era tão cedo como de costume, iríamos para o aeroporto sem pressa já que não tínhamos mais motivos para chegar antes do meio dia e qualquer lugar que fosse.

Sete e dez da manhã terminava de arrumar minhas malas enquanto Kid preparava o café da manhã. Às oito já estávamos prontos para partir.

Eustass perguntava o horário do vôo. E eu respondi:

– O avião sai às... – comecei procurando as passagens em minha bolsa desarrumada. Arregalo os olhos assim que confiro o horário. – Às oito e meia da manhã.

O ruivo arregala os olhos mais que o comum e recolhe os últimos objetos restantes no hotel e diz:

– Temos de correr ou vamos perder o vôo!

Concordei também pegando meus últimos pertences e já indo à direção a porta. Quando estávamos prontos descemos até o saguão e pagamos, quer dizer, eu paguei a estadia e seguimos para a rua tentar encontrar um táxi.

O transito estava uma bagunça, e acabamos pegando um pequeno engarrafamento. O táxi, por causa da movimentação do local, nos deixa várias quadras antes.

E o que nos resta a fazer?! Isso mesmo, tivemos que correr até o aeroporto.

Chegamos ofegantes e cansados, mas no horário. Colocamos nossas bagagens na esteira e seguimos para a fila do avião. A mulher que recebia as passagens nos olha torto, como se fossemos ladrões, ou até mesmo mendigos que estavam prestes a embarcar em um avião de classe.

Tentei ignorar ao máximo, contudo aquele olhar ainda me incomodava. Eustass também parece não ter gostado nada do jeito esdrúxulo que ela nos olhou. Isso era incômodo.

Depois de entramos, consegui regular minha respiração e me acalmar. Entretanto, uma pequena dúvida me veio à mente... Já estamos voltando para o Japão, então como direi a ele a verdade?

Dúvida insistente e irritante, mesmo que tentasse não conseguia tirar ela de minha cabeça. Sendo vencida por essa mísera pergunta, meus pensamentos se tornam inteiramente dela.

Antes de o avião levantar vôo, fico imersa em meus pensamentos desarrumados e fixo meus olhos para a pequena janela do avião. Senti um aperto grande no coração quando pensei que poderia nunca mais vê-lo.

Neste momento minha cabeça foi ocupada por todos os pensamentos ruins possíveis. Senti meus olhos começarem a marejar e então balanço a cabeça minimamente para afastar esses pensamentos ruins.

Começamos a levantar vôo, e como em toda viajem sinto um embrulho no estomago quando ele sobe, e também quando vai pousar. Respiro fundo varias vezes, e isso não passar despercebido pelo ruivo.

– Relaxe, não vai acontecer nada! – tranquiliza-me enquanto exibia seu sorriso de ponta a ponta.

– Vou tentar... – forcei um sorriso, ainda estava apreensiva. Não por causa do medo de o avião cair e todo mundo morrer como no filme premonição 1, mas sim pelo fato de deixar passar uma chance para dizer a verdade...

Decido ler, para afastar esses pensamentos. Bonney havia me dado um livro quando nos encontramos no Egito, segundo ela seria bom ler rápido e agir rápido.

No começo não havia deixado a ficha cair, contudo quando comecei a ler o livro entendi o significado de suas palavras. O livro era bem conhecido por vários lugares do mundo, contudo minha falta de tempo me impediu de comprar mais um livro para minha grande coleção.

O nome do livro? Bom, com certeza todos conhecem, se chama A Culpa É das Estrelas. Para aqueles que não conhecem, é um livro de amor entre dois jovens, e os dois tem graves doenças.

Estava um pouco depois da metade do livro, e ainda tinha de terminar outras duas sagas... Como estava de férias, poderia fazê-lo sem pressa e preocupação.

Após uma hora e meia, mais ou menos, ouço a voz do piloto dizer em inglês que o avião estava com problemas, e pousaríamos em Paris. Logo em seguida ele pede calma e paciência.

– Paris? – murmuro

– Por que Paris? Não deveríamos pousar em alguma cidade na Ásia? – ele sussurrava perto de meu ouvido. Simplesmente balanço a cabeça de um lado para o outro e faço uma cara de ‘Não sei, discuta isso com o piloto’ e volto minha atenção para o livro enquanto não pousávamos.

Mal condigo ler duas paginas e nós chegamos a Paris, a cidade mais romântica do mundo.

– Bom... Agora vamos ter de arranjar um hotel para ficar até consertarem direito os aviões.

Concordei com um balanço de cabeça. Destino, você finalmente estaria a meu favor?!

Poucos minutos depois do desembarque improvisado conseguimos achar um hotel bom. Não era caro e ficava perto do centro da cidade. Sempre sonhei em conhecer Paris, entretanto não “forçadamente” como agora.

– Já que estamos em Paris, vamos aproveitar. – sugeri, o ruivo concorda com um sorriso.

Decido que vou andar pela cidade queria conhecer-la, e se tivesse a oportunidade compraria algo deslumbrante. Eustass diz que vai comigo já que não tinha nada para fazer. Dou de ombros.

Conforme vamos andando vejo vários cartazes sobre um baile. Em vários lugares que íamos ouvia as pessoas falando sobre o mesmo assunto. O baile. Não tinha ideia do que seria esse baile, então pergunto para o ruivo.

– Eustass, o que é esse baile no qual todos estão falando? – depois de perguntar tomo um pequeno gole do chá. Estávamos em uma pequena lanchonete nas movimentadas ruas de Paris.

– Não sei bem como funciona, afinal é um baile para promover empresas que tenham a ver com moda, ou seja, maquiagens, perfumes, roupas, sapatos... Como isso não tem a ver com arqueologia eu não procuro saber muito. – esclareceu

– Sabe o nome dele?

– É algo em francês, então não sei falar muito bem.

– Pelo menos tente. – insisti

– Ahh tudo bem – dizia num suspiro. – Se não me engano é Fashions de monde... Ou algo assim.

– AH! – grito em surpresa. Havia me lembrado desse baile, Monkey-san me falara muito dele, sempre dizendo que seria mais uma grande propaganda para a empresa. – O fashions dans le monde! É o maior baile do mundo da moda, e ele acontece a cada dois anos.

O ruivo me olha torto, não entendo muita coisa do que falara.

– É um dos maiores bailes do mundo, ele publica as empresas de moda em geral pelo todo o mundo, e todas às vezes ele acontece em um lugar diferente. Já fui duas vezes com o Monkey-san, mas eles foram nos EUA e no Canadá.

– Agora entendi... Mas por que todos estão ansiosos por ele? Não é para promover empresas, então o que tem demais?

– Por que ele é aberto ao publico, e como muitos gostam de estar por dentro das noticias mais importantes do mundo da moda, essa é uma ótima oportunidade para isso... – respondo com tranquilidade

– Bando de gananciosos... – murmura

Rio de leve tampando a boca com os dedos, Eustass continuava a fitar a rua movimentada...

Ficava pensando se Monkey-san realmente viria a esse evento, se não se esqueceria, ou faria confusão do lugar e da hora. Se ele viesse seria bom reencontra-lo.

Quase à noite, olho para um dos cartazes enquanto o táxi estava parado a um sinaleiro. Me imaginava usando um longo vestido de gala junto do ruivo usando um elegante terno negro. Isso seria uma boa oportunidade, e uma ótima despedida de nossa pequena aventura juntos.

– Kid, por que não vamos a esse baile? Podemos fazê-lo como uma despedida de nossa viagem. – sugeri. Ele arregala os olhos e me olha torto e inclina o corpo para o lado oposto de onde eu estava. – O que?! Não gostou da ideia?

– Não é isso, é uma ótima ideia.

– Então o que é? – indaguei começando a ficar com medo.

– É que... – enrola ele, provavelmente não consegue falar – Você nunca me chamou pelo primeiro nome...

– O que? – indago novamente sem entender.

– É que você nunca me chamou de ‘Kid’. – repetiu, dessa vez em um tom um pouco mais alto.

Suspiro em alívio ao perceber que não era nada de muito grave.

– Por que a surpresa? Acha que ainda não estamos íntimos o bastante para eu poder lhe chamar pelo primeiro nome?

– É estranho te ouvir me chamando de Kid... – comenta, e em seguida acrescenta. – Eu gostei!

Rio de seu modo abobalhado, e logo lhe pergunto novamente sobre o baile:

– Então o que acha da ideia do baile?

– Porque não?! – interpola com outra pergunta

– Vai ser uma boa despedida... – comentei e ele concorda com um balançar de cabeça leve.

(...)

O baile seria dali a dois dias, contando com hoje, três. Estava nervosa, havia muito tempo que não ia há um verdadeiro baile, e esse ainda seria especial...

Nesses dois dias antes do baile, eu e Kid não passamos muito tempo juntos. Não sei o que ele estava fazendo, contudo eu estava andando Paris inteira procurando um vestido sofisticado, simples e belo.

Procurava também maquiagens novas, sapatos que combinassem com a roupa, e um toque que completa o visual de uma mulher... Jóias. Sim, as que eu possuía não iriam combinar com o vestido, e mesmo que combinassem, elas estavam tão gastas e velhas, que estragariam o visual.

Passando de loja em loja, olhando vestido por vestido, detalhe por detalhe, eu procurava encontrar o vestido mais belo que meus olhos já pudessem ter visto em toda a minha vida.

Já estávamos no segundo dia de minha procura. O baile? Bem, seria no dia seguinte, e eu não tinha nada. Estava prestes a desistir quando vejo uma loja que estava fechada ontem. Decido entrar, afinal não tenho nada a perder.

Era uma loja simples, mas vendia de tudo, desde roupas simples até os vestidos mais lindos de toda a França. Sem precisar me concentrar nos detalhes de cada roupa, avisto um vestido deslumbrante. Sem dúvida aquele era o mais belo que havia visto.

Sem pensar duas vezes o escolho para ser usado no baile de amanhã. Quando vou pagar a atendente me pergunta:

– 'Ll suffit de le prendre? Vous ne voulez pas regarder les chaussures et les bijoux? – perguntava-me. Tradução: ‘Vai levar apenas isso? Não quer olhar os sapatos e as jóias?’

– Pourquoi pas?! – olhando em volta percebo que a loja era maior do que aparentava, e era dividida em vários setores da moda. Decido que vou olhar e respondo para ela um ‘Porque não?!’.

Ela me guia pela loja e vai me mostrando tudo que tinha para oferecer. Conforme ela vai me mostrando os produtos, vou achando sapatos um mais lindo do que o anterior.

Ao fim do dia eu já tinha tudo o que precisava. Estava pronta para o baile.

(...)

Hoje, enfim, era o dia do baile. Estava ansiosa, nervosa e preocupada ao mesmo tempo. Não sabia o que fazer, ou o que dizer. Parecia que estávamos nos encontrando pela primeira vez na vida. Isso estava me deixando apavorada.

O dia passa rápido, e não consigo aproveitar muito, passei a tarde me arrumando para a grande noite. Tinha que ficar bonita, e isso não poderia ser feito as pressas.

Não deixei que o ruivo visse meu vestido, nem mesmo meu sapato, queria que fosse uma surpresa. Queria deixar tudo especial para essa noite, e eu não poderia estragar absolutamente nenhum detalhe.

Conforme me arrumava, havia criado esquemas de como dizer tudo. Queria que ele entendesse, sem colocar pressão, de uma forma mais natural possível.

POV’S Kid

O dia do baile havia chegado, isso seria divertido. Seria uma noite de diversão improvisada, e creio que isto nos relaxará. Eu e Lyra, principalmente a morena, estamos precisando ter uma diversão que deixe nossos pensamentos bem longe de ‘Egito’ e de ‘maldições’.

Lyra se trancara no quarto logo depois do almoço. Segundo ela, iria se arrumar para o baile, sendo que o mesmo só aconteceria dali a sete horas... Por que mulheres demoram tanto para se arrumar?! Quanta falta de lógica...

Horas depois, para ser mais especifico, faltando uma hora e meia para o baile, bato na porta do quarto onde Lyra ainda estava se trancando, iria tomar um banho e trocar de roupa.

Ela abre a porta e se esconde. Não sei para onde vai nem como se escondeu tão depressa. Arqueio uma sobrancelha e entro devagar, depois de pegar minhas roupas e minha toalha sigo para o banheiro.

Esperei um bom tempo a morena ficar pronta, enquanto isso via TV e ouvia música pelo rádio. Quando ela finalmente fica pronta a vejo sair do quarto com um pouco de vergonha.

Ela estava simplesmente linda. Usava um vestido azul escuro bem comprido, este cobria seus pés e era de alças que “trocavam” de pano rumo as costas, deixando-a mais aberta.

Em sua cintura, um pano com brilho delineava seu corpo. O tecido parecia ser tão liso e macio que a deixava ainda mais bonita. Sua maquiagem estava em harmonia com as jóias e a roupa, era preta e conforme encaminhava rumo ao nariz ficava azul claro.

Seus cílios negros estavam ainda mais escuros e destacados com o rímel que passara. Seus orbes castanhos destacavam na maquiagem os deixando ainda mais vívidos e belos.

Suas jóias completavam perfeitamente seu visual esplendido. Sua boca rosada levemente por causa do gloss se tornava ainda mais sedutora quando eu fixava o olhar nela. Suas pedras azuis cristalinas penduradas no colar e nos brincos reluziam a luz das lâmpadas. Essa imagem vislumbrante deveria ficar ainda mais linda a luz da lua...

(http://www.polyvore.com/sem_t%C3%ADtulo_19/set?id=120861972Esse é o link para verem melhor a roupa da Lyra. Copiem e colem o link em uma nova guia!!)

A olho de um jeito sereno e terno sem perceber, e deixo um sorriso ser desenhado em meus lábios.

– Como estou? – ela me perguntava.

– Maravilhosa! – respondi assim que sai de meu transe.

Coloco meu braço abaixo de meu peito indicando que ela se segurasse nele. Ela assim o faz. Seguimos para fora do hotel, muitas pessoas de vestidos e ternos elegantes andavam pelo saguão, entretanto assim que colocamos os pés no lugar, todos param para nos observar.

Sinto-me incomodado com tantos olhares direcionados para mim, porém tento não deixar transparecer isso. Olho para a morena de canto e consigo ver que ela também se sentia ruim. Ela força um sorriso para disfarçar.

Chegamos ao local da festa sem muitas dificuldades. Estávamos adiantados, por isso não haviam muitas pessoa no local. Quando entramos nos deparamos com um grande salão enfeitado.

Estava muito bem decorado. O piso branco dava um pequeno contraste com as paredes amarelas meio douradas. As cortinas vermelhas davam um ar mais sofisticado para o lugar, junto das mesas brancas com pequenos vasos de flores em cima delas.

Me encanto com o lugar, e percebo que não sou o único. Além de Lyra, que tinha seus olhos brilhando de tanta emoção, várias outras pessoas que chegavam ficavam boquiabertas com o lugar. Descemos as escadas que havia em nossa frente e fomos para o salão, onde realmente aconteceria o baile.

POV’S Lyra

Assim que entramos no lugar senti uma atmosfera diferente. Não sei explicar, não era algo bom nem algo ruim, apenas senti meu corpo mais leve. Enfim, quando entrei arregalei meus olhos de tamanha beleza daquele lugar.

Tudo muito bem decorado. Simplesmente não conseguia para de me surpreender com Paris.

O baile começava, e aos poucos as pessoas iam chegando. Um bom tempo depois, me separo de Eustass. Isso foi difícil, porque realmente queria ficar ao seu lado, mas ao mesmo tempo queria conhecer o lugar. Optei por deixar o ruivo só por alguns minutos, ele também precisava de espaço.

Sua imagem não me saia da cabeça, seu tronco que muitas vezes ficava exposto agora estava tampado por um lindo e elegante terno negro. Seus cabelos estavam todos desgrenhados e bagunçados, dando um ar mais de liberdade em sua aparência.

Sinto uma mão tocar meu ombro e me tirar de meus devaneios. Viro-me para ver quem seria, e simplesmente me deparo com um homem moreno e alto, que usava um chapéu felpudo tampando parcialmente seu rosto por sua posição. Em suas orelhas pendiam dois brincos dourados e pequenos, em seu queixo um cavanhaque bem feito era exibido.

Arregalo meus olhos um pouco sem reconhecer a pessoa de imediato. Quando o mesmo levanta a cabeça e retira o chapéu da frente de seu olhos vejo um par de orbes cinzas me encarar com certa frieza.

– Trafalgar? – indago com tom de surpresa.

– Não esperava lhe encontrar aqui este ano senhorita Yowane. – comentou pronunciando meu sobrenome, o que não era nada anormal, já que na empresa me chamava assim todo o tempo.

– Eu também não esperava vê-lo aqui Trafalgar-san. – afirmei sem medo. Disse em um tom calmo passando tranquilidade e mostrando um largo sorriso alegre, assim como havia aprendido com o ruivo.

Ele sorri de volta para mim e passa a mão por minha cintura e começando a me encaminhar para uma mesa no rumo de uma das janelas do outro lado do salão. Enquanto caminhamos devagar, olho para trás e percebo que Kid me encarava. Por sua expressão me observava desde que me encontrara com Law, e parecia não estar gostando muito de estar sendo levada para outra mesa.

Viro minha cabeça para frente novamente antes que tropece e continuo meu caminho ignorando o olhar de desprezo sobre mim. Quando chegamos a uma mesa determinada, encontro Nami e Robin sentadas de um lado da mesa e o do outro lado estavam Luffy, um homem de cabelos verdes que conhecia apenas superficilmente, Roronoa Zoro, e o pai de Luffy, Dragon.

Cumprimento todos educadamente. Nami me puxa pelo braço me fazendo sentar a seu lado. Sou vencida pela insistência da ruiva quando pede para que eu fique pelo menos mais um pouco junto deles.

– Lyra, estamos com uma passagem sobrando já que o cabeça oca do Mugiwara-ya fez as contas erradas e comprou passagens extras para a volta. Não quer voltar conosco? – perguntava Law, por seu olhar tudo indicava que havia sido ideia de minha irmã.

– Vou pensar, quem sabe não da para ficar um pouco mais aqui na França, certo? – disse meio em dúvida. Não sabia o que dizer.

– Tudo bem, mas decida-se logo, viajaremos de volta para o Japão amanhã bem cedo. – alertou Nami. Assenti com um movimento milimétrico da cabeça para cima e para baixo.

Em seguida, começamos a conversar sobre assuntos aleatórios. Conforme o tempo passava mais pessoas se dirigiam a pista de dança. Eu apenas ficava sentada e olhava os pares rodando de um lado para o outro do salão conforme a melodia.

De repente um ruivo alto e elegante, chamado Eustass Kid, se aproxima da mesa onde eu estava e se curva em minha frente estendendo sua mão direita. Sem palavras e expressões faciais, era mais do que claro que ele queria dançar comigo. Sinto minhas bochechas esquentarem, e antes mesmo que possa responder algo ele me pergunta:

– Poderia me conceder a honra de dançar com a senhorita?

– A honra é toda minha! – retruco passando ar de confiança e delicadeza.

Íamos para a pista de dança, e olho a mesa onde estava uma última vez antes de a mesma sumir no meio de tantas pessoas. Vi Nami rindo com malícia para minha irmã, que correspondeu do mesmo jeito.

Dou de ombros e finjo que nunca vi essa cena. Já no centro do salão, o ruivo passa sua mão em minha cintura e segura a outra, minha mão livre levo a seu ombro. Assim, começamos a dançar lentamente, indo conforme a canção ordenava.

Eustass aproxima nossos corpos e inclina levemente a cabeça. Em seguida comenta a verdade:

– Pensei que fosse me abandonar quando te vi indo com aquele homem. – ele tentava ficar o mais próximo possível de meu ouvido para que conseguisse ouvir melhor.

– Aquele homem tem nome, e é Trafalgar Law. – digo o provocando. Um pouco que desviei o olhar percebi que Law dançava com minha irmã todo sorridente e bem próximo a ela, e Nami rodopiava com Zoro.

– Você o conhece? – indagou tentado mostrar indiferença em uma tentativa inútil.

– Como não conhecer? Ele é meu segundo chefe. – assim que digo a frase ‘Ele é meu chefe’ vejo uma gota de alívio ser demonstrada em seu olhar. Sorrio em resposta.

O ruivo ia inclinando a cabeça ainda mais, e sem perder tempo eu fazia o mesmo. Nossas bocas se encostavam mais uma vez. Sentia que meu coração iria parar de felicidade a qualquer segundo. Estava prestes a explodir de tanta alegria.

Quando íamos aprofundar o beijo, ouço o nome de Eustass ser gritado ao longe. Nos separamos normalmente e passamos a procurar a dona da voz. Sim, é A dona da voz, pois ela era bem feminina e meiga.

Chega até nós uma mulher de longos cabelos negros e franja dividida ao meio, olhos azuis e corpo bem esculpido. Seus seios estavam quase para fora do vestido, não porque ela usava a roupa de maneira indiscreta e provocativa, pelo contrario, seus seios eram tão grandes que devia ser difícil achar algum vestido que os comportasse.

(http://www.polyvore.com/sem_t%C3%ADtulo_15/set?id=106836509 – roupa da Hancock )

Separo-me um pouco de Kid e fico sem reação. Mais uma vez não sabia o que falar. Para quebrar o silêncio que se formava entre nós três a morena começa:

– Querido, não sabia que você estaria aqui! – Querido?! Como assim?!

– HANCKOK? – indaga Kid mais alto que o comum. — O que está fazendo aqui?

– Já se esqueceu? Minha empresa é convidada de honra para esse evento, eu tinha de comparecer. – respondeu mostrando um sorriso gentil nos lábios. Mas logo sua feição de alegria passou para desconforto e raiva. – E quem é essa?

– Ahh... Essa é Yowane Lyra. Ela me ajudou na expedição do colar da Cleópatra. – respondeu sem jeito, inventando uma desculpa bem convincente.

– Então ela também é arqueóloga?! – perguntava com um sorriso maldoso nos lábios.

– Na verdade não! – interrompi o ruivo quando ele iria tentar falar algo. Ele me olha com um olhar de preocupação por estar dizendo a verdade e vejo uma gota de suor escorrer por sua testa. – Eu estava de férias no Egito, e Eustass precisava de ajuda, então decidi ajudar.

Ela se aconchegava ao peito do maior e ele passa seu braço ao redor dela, como se quisesse passar segurança para uma criança amedrontada. Me sinto desconfortável com isso, todavia decido ignorar.

– Com o que trabalha? – investigava ela

– Sou... – minha voz se recusava a sair, me sentia travada naquele momento. – Sou... Secretaria de Monkey D. Luffy.

Não menti. Tinha orgulho de ser secretária de Luffy e diria isso sem medo e de cabeça erguida a quem quer que fosse.

– Uma mera secretária... – murmurou

Senti uma veia saltar de minha testa, estava fervendo de raiva por causa dessa mulher. Sem perder a compostura continuo a “conversa”:

– Não fomos apresentadas devidamente... – enquanto dizia alternava o olhar para o ruivo e ela. – Me chamo Yowane Lyra! – quando terminei estiquei a mão para um cumprimento formal.

– Me chamo Boa Hancock! – inquiriu rejeitando o aperto de mãos.

Me endireito e retomo a postura firme.

– Você é alguma coisa do Kid? – investigava mais uma vez. Penso muito antes de responder, não poderia falar que sou namorada, pois apenas nos beijamos, e não posso falar que “o estou pegando” isso é coisa de puta.

– Sou uma amiga! – respondo firme. Porém sentia tanta raiva de suas provocações fúteis que sentia-me tentada a lhe bater, eu era como um copo d’água que estava prestes a transbordar naquele momento. – E você?

– Sou a – instintivamente Kid se intromete na conversa e interrompe Boa.

– Ela é minha... Noiva! – o ruivo responde pela mulher. Deixo uma feição de espanto tomar minha face, perante isso a morena sufoca um riso com ar de vitória, apenas para não parecer grossa na frente de todos.

– O que? – interpolo em baixo tom.

– Está surda é? – rudemente ela perguntava. – Sou a noiva de Eustass Kid.

(Eu nunca amei alguém como eu te amei)

Essa havia sido a gota de água que fez o copo transbordar. Sentia meu coração destruído, despedaçado, iludido e maltratado. Desfiz minha postura de vitoriosa e logo assumi a de desolada. Senti quase que imediatamente meus olhos marejarem.

Ela exibia sua aliança, o ruivo percebera minha face de espanto, logo abaixa irritado a mão esquerda de Hancock.

– Ah sim querido, deixe-me lhe perguntar, você tem lugar para ficar?

– Tenho sim, estou em um hotel junto de – ele fora interrompido.

– Passe pelo menos essa noite no hotel comigo, para matar a saudade. – sugeria

– Não dá, é que – dessa vez sou em quem o interrompe.

– Não precisa Eustass. Você deve estar com saudade dela. Durma essa noite com ela, eu avisarei o hotel sobre o ocorrido, não se preocupe. – insisti para que fosse segurando as lágrimas o máximo que conseguia. Sentia minha voz embriagada e falha.

– Tudo bem mesmo Lyra? – perguntava confirmando a positividade.

– Claro! Vocês estão noivos, tem de passar o maior tempo possível juntos. – disse tentando ser gentil. Tudo o que queria nesse momento era correr para meu quarto, em meu apartamento e chorar, chorar como se minha vida dependesse disso.

Tudo que meu coração pedia era voltar para os braços de Eustass e poder sentir mais uma vez seus lábios nos meus. Naquele momento, falar coisas gentis eram fáceis, contudo eu queria gritar-lhe a verdade e deixar os disfarces de boa menina para trás, mostrando o que realmente eu sentia.

Em nenhuma outra decepção que tive havia sido tão dolorosa. A morena me olhava mortalmente. Seus olhos pareciam os de uma cobra sedenta por sangue, e eu era sua presa. Sua fraca e indefesa presa.

Boa agarra o braço de seu noivo e o arrasta para a pista de dança. Conseguindo transparecer que nada de mais havia acontecido volto para a mesa de Trafalgar e Luffy. Chegando lá:

– Nami... – chamo e ela vira imediatamente a cabeça para mim. – Aquela passagem extra ainda está disponível?

– Claro que sim, é toda sua! – respondeu

– Bom, então eu vou voltar para o hotel e arrumar minhas coisas e descansar para a viagem de volta. – ela assente e diz que é o melhor a se fazer, e que mesmo ela, que adora uma boa festa, logo iria embora descansar.

Me afasto da mesa e vou em direção as escadas. Sem conseguir mais segurar a dor, deixo as tão pesadas gotas de água salgada saírem de meus olhos. E a cada uma o peso parecia aumentar.

Eu conseguia perceber a mágoa perfeitamente em cada lágrima. Era escruciante, torturante e amargo. Toda minha vida havia tentado não me apaixonar novamente, e quando penso que poderia ser diferente...

Tudo acaba do mesmo jeito! A pessoa que eu amo sendo levada para qualquer outro canto que não seja o qual eu esteja. Creio que meu destino seja ficar sozinha pelo resto de minha vida...

Meu rosto já estava encharcado, quando levanto a cabeça e me viro para encarar uma última vez o salão, a pior visão que poderia ver se projeta em minha frente. Eustass estava beijando Hancock e a abraçando.

Osíris... Bonney... Sei que prometi não desistir do que realmente queria. Contudo, não tenho chances dessa vez. Sou apenas uma secretária, enquanto ela é dona de uma empresa de maquiagens, pelo que sei.

Não poderia competir com ela, Hancock era bonita, possuía beleza natural, seios fartos, era inteligente e tinha um bom emprego. Enquanto eu... Bem, eu só tinha um corpo bonitinho e uma inteligência na média. Dessa vez eu tinha perdido sem nem mesmo ter chances...

Sem conseguir mais segurar, desabo, minha visão se embaça de tantas lágrimas, e em meios as fungadas, soluços aparecem para piorar minha respiração. Enxugo meu rosto e tento me acalmar um pouco, em vão.

Volto para o hotel andando, não queria pegar um táxi, precisava clarear meus pensamentos aos poucos, e nada melhor que uma caminhada para isso.

Chego ao hotel cansada física e mentalmente. Termino de arrumar minhas coisas assim que chego, deixando apenas duas mudas de roupa e sapatos junto de uma toalha. Iria tomar um banho de água bem gelada para tentar esquecer tudo.

No banho demoro um bom tempo, em minhas costas sinto a água gélida bater contra minha pele, e em meu rosto sinto gotas quentes escorrem por minhas bochechas.

Saio do banho do mesmo jeito que entrei, arrastada pela dor. Troco de roupa, coloco meu pijama, e me deito na cama

Tento afastar meus pensamentos de tudo, porém, não consigo. Era como se milhares de flechas envenenadas atingissem meu coração de uma só vez. Isso doía, mais do que qualquer coisa, e tudo que eu queria era esquecer essa noite.

(...)

No dia seguinte, eu já estava rumo ao aeroporto às seis e meia, tudo estava arrumado e eu já havia tomado banho. Havia deixado um bilhete na porta do quarto para o ruivo, caso ele decidisse aparecer.

Não havia dormido absolutamente nada, em baixo de meus olhos olheiras profundas se formavam como as de Trafalgar. Para tentar disfarçar meu rosto pálido e minhas olheiras, passo muita maquiagem.

No aeroporto eu esperava os outros sentada perto da parte de embarques e desembarques. Não demora muito os vejo se aproximando, segurava o livro de capa azul nas mãos, iria lê-lo na viagem. Me levanto para cumprimenta-los e permaneço em pé.

Nessa época do ano no Japão fazia muito frio, então já viajaria com um casaco grosso. Era bem capaz de chegarmos lá e estar nevando. Minha roupa era simples, mas muito bonita, era um casaco preto e botas altas da mesma cor e usava uma calça branca para dar contraste. Usava meu pingente de costume, ele significava muito para mim de modo sentimental.

Na viagem, estávamos em primeira classe. Não conseguia me concentrar na leitura, por isso apenas fiquei fitando a janela do meu lado.

Do lado da janela estava eu, logo depois Trafalgar e Robin, do outro lado estavam Luffy, Nami e Zoro, sendo que o esverdeado estava na janela. Não via o pai de Luffy em lugar nenhum... Talvez fosse outro dia.

Meus olhos marejaram várias vezes durante a viagem, tentei não transparecer que estava acabada internamente, mas foi difícil. Ninguém viu, ou se viu não se atreveu a perguntar o porquê de minhas lágrimas.

Cheguei ao Japão cansada, e, por incrível que pareça, com a maquiagem inteira. A neve caia lentamente e cobria tudo o que a vista alcançava de branco, senti-me mais calma quando vi Tóquio inteiramente branca e tranquila naquele dia.

Fui direto para casa, assim que fechei a porta larguei as malas em qualquer canto e escorreguei meu corpo pela porta até me sentar no chão. Chorei mais uma vez. Fiquei assim pelo resto do dia.

POV’S Kid

No dia seguinte ao baile fui para o hotel onde Lyra estava bem cedo. Eram cerca de sete e dez quando cheguei lá. Assim como havia prometido, ela avisara as atendentes sobre eu voltar para o hotel no dia seguinte.

Cheguei lá e porta estava aberta, entrei sem hesitar. Não havia sinal de que alguém havia estado lá nas últimas horas. Não havia nada de Lyra também, minhas coisas estavam arrumadas assim como as havia deixado antes do baile.

Ando pelo lugar e não encontro nem mesmo sinal da sombra da morena. Quando volto para a sala que se interliga com a cozinha, vejo uma folha amarelada. Era a letra de Lyra.

Eustass,

Trafalgar me ofereceu uma passagem de primeira classe para voltar ao Japão hoje as sete da manhã em ponto. Não recusei, então, espero que consiga comprar as passagens logo.

Sinto muito não poder ficar mais. Espero que se case logo, e desejo muitas felicidades para você e sua noiva!

Com carinho,

Lyra!

Olhei para o bilhete com remorso. Sentia-me culpado, pensara que ela também poderia ter ido embora mais cedo por causa de Hancock. Ela era mais grossa, mas não fazia por mal, era seu jeito.

Minha boca amargava aos poucos e meu peito doía cada vez que olhava para o bilhete escrito pela morena. Senti uma vontade imensa de traze-la de volta para ficar comigo novamente. Porém, tirei esse pensamento de minha cabeça rapidamente. Ela poderia não querer mais nem chegar perto de Hancock por causa do modo como foi tratada ontem...

– Lyra... – sussurrei sentindo a grande culpa ainda crescer dentro de mim.

Notas finais
E aí, o que acharam do capítulo de hoje? Espero que tenham gostado. E caso tenham gostado comentem, curtam, favoritem, compartilhem, divulguem, e recomendem, isso iria deixar ainda mais feliz essa autora... XD Caso tenha decepcionado alguém, eu sinto muito. Pode comentar o que você não gostou também. Isso seria uma critica construtiva para mim. :D E sobre os erros de ortografia, peço que me avisem caso encontrem, e não é necessário ter vergonha de me criticar, aceito de bom grado opiniões que possam ajudar no desenrolar dessa ou de qualquer outra fic minha. Logo outro capítulo estará saindo, então não é necessário surtar. E no capítulo que vem vocês vão ter grandes novidades, hehe. e.e Esse pequeno aviso é para aqueles que não se lembram ou não sabem... A fic está no fim, e só terá mais dois capítulos. Se tudo der certo terá um Epílogo, que não será nenhum desse outros dois capítulos mencionados anteriormente, ou seja, será como um terceiro.... Ah! Vocês me entenderam, kkkkk Espero que tenham gostado, e até o próximo capítulo!! o/