Curse and Love

3 Entrando de férias


Notas iniciais
Yo minna! Tudo bem com vocês? Sei que demorou um pouco, mas aqui está mais um capítulo de Curse and Love. Está um pouco confuso, acho que dá pra entender, se não der é só me perguntar que eu explico. Espero que gostem. Boa leitura!

POV’S Kid

Quando acordei de manhã, olhei para o lado e vi que Lyra ainda estava na cama. Será que ela decidiu dormir mais de novo?! Vai acabar se atrasando para o trabalho. Decido então lhe cutucar para avisar as horas.

– Oi, Lyra... – chamei. Mas escutei apenas um “hum” como resposta – Você não tem quer ir trabalhar não?

– Hoje é domingo... Não trabalho aos domingos – resmungou ela ainda com sono. Pelo seu horário de trabalho, ela deve estar bem cansada.

– Ah. Sinto muito ter te acordado então.

– Já estava acordada há uns trinta minutos, então não tem problema. – afirmou a morena com a voz meio arrastada.

– Estou com fome – falei, mas ela não pareceu se importar muito com isso.

– Vá à cozinha e prepare seu café da manha. Vou ficar na cama pra descansar mais um pouco. – retrucou ela

– Mas é que... – disse meio sem jeito. Aposto que se eu falasse pra ela isso na cara dura ela me jogaria pela janela.

– O que?

– Eu não sei cozinhar. – afirmei. Ela se quer vira pra me encarar. Deve estar pensando em como me matar por dizer isso. Que vergonha.

– Tudo bem então... Eu vou levantar, tomar um banho e depois nós vamos tomar café em um restaurante perto da East Blue modas. Enquanto isso vá trocando de roupa também. – propôs ela. Serio mesmo? Ela vai me levar pra tomar café em um dos restaurantes preferidos dela?! Eu achei que ela iria berrar comigo por não saber cozinhar e ser um adulto, ainda mais sendo arqueólogo.

Suspirei tranquilizado ao saber que ela não faria nada comigo, mas será que esse restaurante é bom?

Enquanto estava perdido em meus pensamentos, Lyra se levanta e vai tomar um banho. Depois de voltar a realidade, me levanto da cama e pego minhas roupas, colocando-as de uma maneira mais... Digamos... Apresentável.

Quando estamos os dois arrumados, ela pega uma grande quantidade de dinheiro, as chaves do carro e saímos.

(...)

Assim que paramos no estacionamento do tal restaurante, arregalo meus olhos sem acreditar onde estou.

– Você me trousse para tomar café da manhã no melhor restaurante de Tóquio? No Baratie? — indaguei

– Sim, eu almoço aqui todos os dias, já que é perto de meu trabalho e tem uma comida ótima. – confirmou Lyra indiferente

– Cara... A comida aqui deve ser uma fortuna.

– É sim.

– E você come aqui todo dia? – perguntei de boca aberta sabendo que ela gasta uma fortuna comendo no melhor restaurante de Tóquio.

– Sim eu como. Por quê? – alegou ela achando isso completamente normal. Como se fosse qualquer um que pudesse comer nesse restaurante.

– Por nada não...

Quando entramos, um garçom, e pelo que parece cozinheiro também, veio até nós perguntando onde queríamos sentar. Lyra pegou uma das mesas próximas a janela.

– Ahh... Lyra-swan você esta linda como sempre e... – se interrompeu e me encarou por um tempo antes de continuar. – Quem é esse?

– Ele é um amigo meu, e esta de visita em Tóquio. Ele decidiu que vai ficar na minha casa enquanto estiver aqui. – explicou ela – Então, eu quis trazê-lo pra experimentar sua comida Sanji-kun.

– Por que destino? Por que você não me pos junto da linda Lyra-san?! – choramingou ele sozinho. Depois que parou de choramingar, ele me olhou com uma grande cólera.

– Eu vou querer panquecas inglesas com calda de chocolate, torradas e um suco de laranja natural, por favor. – pediu Lyra

– Haaaiii minha linda Lyra-swan – confirmou ele com corações no lugar dos olhos. Achei isso muito estranho, alias esse ero-cook é estranho.

– E-Eu vou querer baguetes com queijo e leite, por favor. – pedi. Ele anotou meu pedido me encarando, me trucidando com o olhar.

Ele foi para a cozinha e cerca de dez minutos depois o mesmo trouxe o café da manhã, e tudo parecia estar muito bom.

– Aproveite seu café da manhã minha querida Lyra-san. – falou o cozinheiro apaixonado – E você... Tomara que se engasgue com sua comida. – sussurrou

– Não liga pro que o Sanji disse não... Ele tem ciuminho por toda mulher bonita que vem ao restaurante.

– Ah... Tudo bem, eu acho... – falei meio incerto de... Tipo assim... De tudo o que eu estava falando.

Comemos, pagamos a conta, quer dizer a Lyra pagou a conta, e depois fomos a umas lojas de roupas. Cara, ter que acompanhar uma mulher nas compras em um domingo... Não vai ser fácil. Até que eu descubro que as roupas que iríamos comprar não são pra ela e sim para mim.

Pensando bem eu estou mesmo precisando de roupas. Depois que terminamos de fazer compras. Pegamos o carro e voltamos para o apartamento. Os bancos de trás do carro estavam cheios de sacolas.

(...)

Depois do almoço viro gato novamente e decido dar um cochilo no sofá, afinal na forma de gato eu não posso fazer muita coisa.

POV’S Lyra

Depois de termos almoçado, Kid volta a ser um gato e vai para o sofá dormir. Aproveito que não tenho nada pra fazer e vou para frente do notebook novamente.

Alguns minutos de pesquisa e me deparo com manchetes e reportagens antigas de arqueólogos que “invadiram” tumbas e pegaram parte dos objetos que havia lá, encaminhando depois para algum museu.

Todos os arqueólogos que haviam entrado em tumbas com alguns símbolos estranhos antes de certas câmaras morreram. Um deles, segundo a reportagem, foi picado por um inseto no rosto exatamente onde o antigo faraó possuía uma cicatriz. Muito sinistro.

Na maioria dos casos, eles morreram de doenças pulmonares, picados por insetos ou infecções, principalmente na pele. Muitos falaram que essas pessoas poderiam ter adquirido alguma doença por causa do clima seco e pouco úmido do Egito. Já que isso é muito comum em arqueólogos, eles vivem sofrendo mudanças bruscas de temperatura e acabam ficando doentes.

Mas, eu não acredito que tenha sido por mera conhecidência, já que tantos arqueólogos entraram nessas mesmas tumbas e no final acabaram mortos.

– Isso esta me parecendo maldição e não qualquer doença do clima. – resmunguei pra mim mesma.

Decido pesquisar o significado dos símbolos estranhos. E eles na verdade são as escrituras dos povos antigos. E todos os símbolos que procurei falavam de maldições. Como “quem ousar entrar nesta tumba sagrada ira morrer” ou ate mesmo “aquele que perturbar o sono do faraó ira receber como punição a morte”.

Depois de horas procurando sobre maldições, penso que deveria tentar algo diferente. Procuro o que cada animal significava para os egípcios, e leio que os gatos eram venerados como deuses, e os cães eram como protetores dos túmulos. Dá pra entender?!

(...)

No outro dia cedo, acordo, faço minha higiene pessoal e vou trabalhar. Que rotina mais chata... No trabalho arrumo a sala de meu chefe, que pra variar está atrasado.

– Lyra como está minha agenda hoje? – pergunta Monkey-san assim que chega.

– Bem cheia. O senhor tem uma reunião às 13h: 50, e outra às 16h: 00, seu pai, Monkey D. Dragon, quer falar com você, mas não especificou o assunto. Dois novos carregamentos de tecidos irão chegar e tem um amigo seu querendo falar com o senhor.

– Que amigo?

– Um chamado... Roronoa Zoro. – disse o nome, ele balançou a cabeça, me passou novos afazeres, e disse que eu podia sair. Alguns minutos depois, me deparo com o senhor Trafalgar. Com um sinal com o dedo indicador ele me chama para sua sala.

Depois de entrar ele se senta e pede que eu faça o mesmo. Logo ele vira a cadeira para a grande janela que há na sala.

– Quero que faça um favor para mim... – começa ele – Quero que vá aos Estados Unidos, junto de minha assistente e pegue amostras de tecido, para mim. Há também uma mercadoria que encomendei, mas não poderá ser traga, então terei de ir buscar. E esta fica na Itália.

– E-Eu não sei se sou a melhor pessoa para ir buscar essa mercadoria senhor Trafalgar.

– O Monkey-ya confia em você, e eu também. Junto de minha assistente, o trabalho não ficará tão pesado, e será mais confiável do que pedir para um desconhecido contratado pegar. Posso comprar a sua passagem ou não? — ele contestou e virou a cadeira no mesmo instante para me olhar novamente. Aquela pergunta, sempre incomoda... ‘Posso contar com você?’. Depois que ele disse isso engoli em seco.

– T-Tenho que confirmar com o Monkey-san, porem não sei se ele concordaria... – gaguejei, pois com aquele olhar fixo em mim, aquele rosto lindo e aquela voz rouca e mais baixa, quem não ficaria assim? Corei... Devo ter ficado da cor de uma rosa vermelha. – E-E também eu tenho muita coisa p-pra fazer a-aqui...

– Se quiser posso conversar eu mesmo com o Monkey-ya.

– C-Claro... – corei mais ainda. Por que ele tem de ser tão lindo? – E-Eu agradeceria.

– Certo então... Depois da reunião falarei com ele.

– Sim. – me levantei para me retirar da sala, mas paro ao ouvir... Sua próxima fala.

– Não precisa ficar envergonhada com um pedido desses... Sei que você vai realizá-lo muito bem e com facilidade. – ah. Kami-sama. Sinto um arrepio correr por todo meu corpo. E dou uma desculpa esfarrapada para tentar sair logo dali.

– N-Não é vergonha, é o c-calor. E-Está muito quente. – que merda de desculpa foi essa?

– Será que não é excitação? – agora que eu devo ter ficado mais vermelha que um pimentão. Ele quer o que? Me ver explodir de tanta vergonha por estar tento uma conversa dessas com um de meus chefes?! – Hahaha – ri ele. Por que ele tá rindo?! Por que ele tá rindo?! – Era apenas brincadeira, já pode ir.

– S-Sim.

Sai praticamente correndo da sala de Trafalgar, e vou para a cozinha que havia no andar. Não era muito grande, mas era apenas para tomar um café, uma água ou comer algo bem rapidinho. Pego um copo de água e o tomo em uma golada só. Ainda pensando na conversa que tivemos, coro muito e sorrateiramente Nami chega.

– Buu.

– KYYAAAA! – dou um berro e a ruiva gargalha. – Que susto, não faça mais isso.

– Você está toda vermelhinha... O que aconteceu? Vai dizer que finalmente você e o Trao se beijaram? – perguntava ela. Como ela conseguia pensar essas coisas... Em pleno horário de trabalho?

– Você quer para com esse interrogatório? Até parece que faríamos uma coisa dessas.

– Huhum... Sei... Então por que você está corando cada vez mais?

– P-Porque minha mente não p-presta, por isso...

– Hahaha, Lyra, Lyra... Fica imaginando coisas pervertidas com seu chefe? Não sabia que você era assim.

– E-Eu não, mas ele sim. – vou corando a cada vez que essa conversa se estende. Realmente preciso aprender a controlar minhas reações, e não pensar besteira mais.

– Hahahaha. Tudo bem eu parei. – Nami fala assim mas quase gargalha novamente, faz um grande esforço pra segurar a risada. Ai, caramba onde eu fui me meter?

– Afinal por que está aqui hein? Não devia estar atendendo as ligações e as pessoas que chegam à empresa?

– Sim, mas chegou um ruivo alto e gostosão querendo falar com você. Quem é ele?

– Espera ai... Um ruivo? E como ele é, por acaso deixou nome? – indaguei. Tinha medo de que fosse quem pensava que era.

– Tá surda é? Eu disse que é um ruivo alto, gostosão, de olhos amarelados, com uma roupa mais formal, e parece que ele se chama Eustass... Eustass Kid eu acho. Quem é ele hein? – perguntava curiosa, mas ao ouvir o nome do ser, arregalei meus olhos.

– Meu animal de estimação. – afirmei espantada e em um sussurro.

– Seu o que? – no mesmo momento, corri para a recepção e avistei ele. Kid, o meu gato, meu animal de estimação, e o meu problema no momento.

– O que pensa que esta fazendo aqui? E como escondeu?

– Não sou idiota, peguei um táxi. E... Escondi o que? – respondeu com a cara lerda de sempre.

– As orelhas felinas, o que mais? – sussurrei.

– Como meu cabelo é mais levantado, eu apenas o baguncei um pouco mais, e dei um jeito de cobrir-las.

Suspiro aliviada, porém volto a realidade e lembro que o Monkey-san não gosta de estranhos na empresa. O empurro para o elevador e descemos uns três andares. Levo-o para a sala de tecidos, onde é pouco visitada perto do meio dia.

– O que quer aqui?

– Quero conversar.

– Conversar? Eu estou trabalhando, não posso ficar conversando, tenho muita coisa pra fazer.

– Eu sei... Mas quando estava pesquisando sobre maldiçoes no seu notebook eu...

– Ou, ou, ou, ou, ou, ou, ou... Ou... Como você descobriu a senha dele? – interrompi o ruivo, afinal ele sabia a senha do meu notebook, e nele há coisas pessoais. E se ele vir alguma coisa?!

– Sou hacker profissional nas horas vagas. – debochava ele.

– Estou falando sério...

– Você fala dormindo, sabia? – respondeu com outra pergunta. Fico vermelha de raiva e de vergonha. Hoje o dia realmente vai ser agitado.

– Não, não sabia. Agora... Continue.

– Como eu dizia... Eu achei algo que falava sobre gatos. E que a maldição não era a morte, e sim ficar condenado a vida de um animal e um humano ao mesmo tempo.

– Entendi, mas... Por que gatos?

– Parece que a pessoa amaldiçoada viraria o animal no qual ela mais se parece. – aquela cara de paisagem era feita enquanto respondia o meu interrogatório.

– Isso ainda não respondeu totalmente minha pergunta. – pedi. — Quero uma resposta completa e não meia.

– De acordo com o que estava falando no site, a pessoa se transformaria ou em um animal do zodíaco que mais parece com o caráter do mesmo, ou em animal qualquer, de novo que mais se parece com o mesmo.

– Agora eu realmente entendi. Mas... Não acho que você tenha o caráter de um gato.

– Só a aparência? – ironizava, hoje o dia vai ser longo.

– Mais que coisa, será que todo mundo tirou o dia pra me tirar a paciência. – corei muito, já era a terceira conversa esquisita do dia. Essas pessoas realmente gostam de me ver vermelha.

– Hahahahahaha. Era só brincadeira. Mas, voltando ao assunto... O que devemos fazer?

– Hum... – coloquei a mão no queixo e comecei a pensar. – Não tenho ideia.

Depois de dizer isso Eustass quase cai pra trás. Até pouco tempo não tínhamos feito mais do que pesquisas, e agora ele simplesmente me pede pra tirar um plano do nada, e ainda de uma hora para outra. Isso é querer demais de mim.

– Não vou poder sair para almoçar hoje. Tenho muita coisa para fazer.

– E? – perguntava ele pedindo também uma conclusão ou um significado do que acabei de dizer.

– E... Que EU não vou poder sair para almoçar mais o Monkey-san vai. Posso entrar no computador dele e procurar algo sobre isso. Qual o nome do site em que você viu isso? – por curiosidade e por necessidade perguntei, entretanto tudo que recebo é uma cara de “O que?!”.

– E você acha que eu olhei isso?

– Quem vai em um site, acha o que quer mas não pega o nome do site?

– Eu oras... Não pensei que você fosse usá-lo mais tarde.

– Lembra pelo menos como chegou a esse site? Ou vai dizer que também não olhou isso?!

– Eu fui no Google e cliquei no... – pensava tentando se lembrar de onde tinha visto isso. – Sétimo... Oitavo... Nono... Décimo... – sussurrava – Foi no décimo link.

– Certo, vá embora agora e... – me interrompi – Só mais uma pergunta.

– Fala.

– Como foi que você destrancou a porta mesmo? – perguntei fazendo uma cara de “Me responde essa.”

– Também sou observador em tempo integral – debochou ele novamente

– Estou falando sério. Se você tiver arrombado a porta do meu apartamento...

– Mas eu também estou falando sério. – me interrompeu – Sei onde você guarda as chaves reservas. Sou muito observador.

Depois disso pensei que deveria mudar esses lugares onde escondo as chaves reservas, o empurrei para fora do cômodo e pedi para que voltasse para casa e esperasse minha ligação. Ele assentiu e foi.

As horas se passam e o tempo de almoço de meu chefe chega. Assim que ele sai, entro em sua sala e começo a procurar sobre a maldição de Eustass e o tal link que me falou. Logo abaixo desse link, algo me chama a atenção. Era um site que falava sobre tudo e todos do Egito antigo e atual.

Dou uma olhada na porta pra ver se vem alguém, e clico nesse link por curiosidade. Quando a página abre logo no inicio leio “Mesmo que a internet possua muitas informações sobre o Egito, é sempre melhor ir pessoalmente conferir o que você quer saber”. Grandes minutos se passam e vou olhando varias páginas.

*Aiutami Dio. Não posso viajar até o Egito, tenho muito trabalho, o Monkey-san nunca vai me liberar.

Ouço a maçaneta da porta, limpo o histórico de pesquisas, fecho todas as guias aberta e desligo o computador o mais rápido que consigo.

– O que há com essa porta que não quer abrir?! – ouço do lado de fora da sala. Vou até a porta e a destranco, e no mesmo momento o Monkey-san e o Trafalgar-san tropeçam quase caindo na sala. – Ah, Lyra o que você esta fazendo em minha sala? E por que a porta estava trancada?

– E-Eu estava terminando de arrumá-la Monkey-san. E-E a porta n-não estava trancada, e-ela deve ter emperrado o coisa do tipo. Assim que possível eu chamarei alguém para vir olhar. – dou a desculpa horrível, mas parece que eles engoliram essa história, nem acredito que estou mentindo para o Monkey-san.

Eles me encaram, e constrangida peço licença e saio quase correndo da sala de meu chefe. Pelo menos consegui ver o que precisava.

Lembro que o Monkey-san havia uma reunião importante para ir, aviso-o e ele assente indo em direção a sala de reuniões. Em meio a mesma, percebo que serei indispensável em tal momento, então decido sair alguns minutos e ligar para Eustass. Disco os números e rapidamente ele atende, pelo que ouvi ele já estava na forma de gato e por isso deixou o telefone cair varias vezes.

– Eustass, não estrague meu telefone.

– Não posso fazer nada, já voltei a ser gato. E o que você conseguiu descobrir?

– Consegui descobrir que é melhor irmos ao Egito para quebrar a maldição.

– Como assim? – indagou suspeitando de uma noticia ruim.

– Não posso dar os detalhes agora, então quando chegar em cada eu te explico direito. Tudo bem?

– Pode ser.

– Ótimo.

Volto para a sala sorrateiramente, e percebo que não fiz falta durante esses cinco minutos que fiz a ligação. Espero ansiosa para chegar em casa e saber como realmente ficará a situação.

O dia passa rápido, e quando volto pra casa Eustass está me esperando no sofá. Antes mesmo de entrar no banheiro e tomar um banho, me jogo no ao seu lado, dou um suspiro profundo e começo a explicar.

– O que eu li... Foi que temos que ter o colar e coloca-lo em seu devido lugar... Mas não pode ser qualquer um, tem de ser a pessoa que o retirou de lá para a maldição ser quebrada.

–... – Eustass fica em silêncio por um tempo. Quando volta a falar – E o que podemos fazer?

– Não sei. Teríamos que ir para o museu onde você mandou o colar, pega-lo de volta e levar para a tumba – expliquei. Mas não muito contente com o que propus ele faz uma cara de tédio e desanimo. – O que foi?

– Não posso ir sozinho, e você tem o seu trabalho. Você tem que tirar férias para poder me ajudar. – quase caio do sofá com tal afirmação.

– Não posso tirar férias. O Monkey-san colocaria a empresa na pobreza seu eu ficasse longe.

– Não exagere.

– Acredite, não é exagero algum.

– Você tem que tirar férias. Não só pra me ajudar, como pra descansar também, anda trabalhando demais. – afirma, e coro levemente.

– Desde quando se preocupa comigo? – vejo-o corar, mesmo por cima daqueles pelos avermelhados fortemente.

– Desde nunca... É só uma desculpa pra você ir comigo para os Estados Unidos. – sussurra.

– Certo, certo, já que não tenho outra escolha, vou pedir férias para o Monkey-san. – assim que termino de falar vejo um sorriso alegre e fofo surgir em seu rosto. E com isso sorrio de volta.

(...)

– O QUEEEEEEEE? – gritou Monkey-san

– Não me deixe surda. – grito de volta

– M-Mas... Você não pode tirar férias. – choramingou quase deitando e fazendo birra em cima da mesa. – Vou levar a empresa para a falência sem você.

– Disso eu sei... Mas se não fosse realmente importante eu não te pediria.

– Ahhh... – resmungava – De quanto tempo precisa? Um mês?

– Um mês não da pra eu resolver nada Monkey-san. Preciso de... Pelo menos quatro.

– QUATRO MESES? VOCÊ QUER ME VER FALIR, LYRA? – berrou ele. Como se todos precisassem ouvir nossa conversa.

– Já disse que não quero te falir. Eu realmente preciso de férias.

– Monkey-san. – chama Nami interrompendo nossa conversa – Desculpe interromper a discussão de vocês, mas chegou uma carta pro senhor.

– Carta? – indaga, Nami logo a entrega e se retira da sala. Monkey-san faz uma feição de espanto – Agora sim eu preciso lhe dar férias.

– Como assim?

– Isso não é uma carta qualquer. É mais uma intimação, como você trabalhou aqui durantes seis anos seguidos sem tirar férias, o governo me intimou mandando eu lhe dar férias o mais rápido possível. Se não eles virão fechar minha empresa.

– Não sabia que o governo podia fazer isso. Mas então você vai me dar as férias agora?

– Sim, eu não tenho outra escolha. Você entra de férias hoje... E... Voltará apenas daqui quatro meses. – chorava ele.

– Arigatou Monkey-san.

Vou para casa descansar, quer dizer descansar entre aspas, vou contar a noticia para Eustass e ver quanto estão as passagens de avião para o outro lado do mundo. Essas férias não farão nada bem para o meu bolso e minhas economias. Chego em casa e o ruivo já me pergunta:

– Está de férias não é? Por quanto tempo?

–... – suspiro profundamente, e exibo em meu rosto um grande sorriso – Sim, estou de férias por quatro meses.

Eustass comemora, enquanto eu fico pensando em como essa viagem iria acabar. Estou com um pressentimento diferente, não de algo ruim, mas... Ahh... Eu não sei explicar.

Bom... Agora, oficialmente, eu estou entrando de férias. Não quero nem saber o quanto essa viagem vai me custar. Só não quero me arrepender depois.

– Férias aí vou eu.

Pov’s end

Notas finais
Hehe Lyra, que confusão que você foi se meter, e que mente pervertida hein... E aí gostaram? Comentem. Gostaram muito? Compartilhem a fic. Isso seria muito bom pra mim. Obrigada a quem leu. Bjs e até o próximo capítulo! '3'