Curse and Love

4 Chegando aos Estados Unidos!


Notas iniciais
Fala povo bonito. Aqui estou eu trazendo mais um capítulo pra vocês. E esse é um presentinho de natal meu pra vocês! Espero que gostem. Boa leitura!

Lyra já havia comprado as passagens para os Estados Unidos, preparava a mala junto de Eustass. Já havia feito também as reservas no hotel de New York, pegara um dos melhores quartos do mesmo. Viajariam daqui a três dias.

(...)

A viagem seguia calma, Eustass lia um livro e Lyra ouvia música enquanto olhava pela pequena janela do avião. Eles haviam pegado o vôo das 6h da manhã, queriam chegar aos Estados Unidos antes de o ruivo virar um felino novamente.

Eles chagam aos Estados Unidos sem nenhum problema. Quando saíram do avião seus passaportes e vistos foram revisados, tudo estava em ordem. Sendo quase meio dia, os dois correm e vão para um lugar mais vazio. Kid volta a ser um gato e entra em uma caixa para animais, assim ninguém desconfiaria.

A morena retorna para a esteira de bagagens e assim que avista, a suas e as do ruivo, pega-as seguindo para a saída. Chama um táxi que os leva para o hotel que haviam alugado o quarto.

Chegando lá um os dois vão para o saguão do hotel para fazer o check-in.

– Olá e seja bem-vinda ao Plaza Hotel, em que posso ajudá-la? – perguntava a atendente do local. Ela tinha um grande sorriso estampado no rosto, usava óculos e uma roupa social preta, e a saia ia até o meio das coxas.

– Quero confirmar a minha estadia no hotel. – respondeu a morena educadamente. A mulher de olhos verdes grandes digita no computador ao seu lado e pede se retirando em seguida – Só um minuto, por favor.

Lyra assente com a cabeça e coloca a caixinha onde Kid estava em cima do balcão e deixa as malas aos seus pés. Logo depois que a moça se retira ela da uma olhada em volta para ver se ninguém estava prestando atenção nela. Chega seu rosto perto da grade e pergunta ao gato:

– Tem certeza de que enviou o colar para o museu de New York? – sussurrou.

– É claro que tenho, não sou tão descuidado assim.

Do outro lado do saguão, um homem mais velho que aparentava ter seus 60 anos olhou para a menina inclinada com a face quase encostada na pequena caixa que transportava um animal de pelos ruivos fortes. Ouve uma conversa, mas nota que a mesma não usa celular ou outro aparelho eletrônico. Decide então se aproximar.

– Moça... – disse o homem encostando a mão em seu ombro. O que faz a garota estremecer, já que havia começado a responder o felino a sua frente. – Tudo bem com você?!

– Sim, está tudo bem – disse virando a cabeça – Estou só brincando com o meu gato. Né coisinha fofa? – tentou disfarçar colocando o dedo dentro de onde Kid estava e começou a balançá-lo.

– Ah. Sim, claro, bom, então desculpe incomodar.

– Não foi nada. – retrucou ao homem. Assim que ele volta a sua posição inicial, Lyra suspira aliviada, quase fora pega falando com um gato. – Foi por pouco!

– Aqui está senhorita. – retornou a mulher entregando as chaves do quarto. – Ah sim... O segundo quarto que a senhorita alugou está ocupado, o site acabou não sendo atualizado e essa pequena confusão aconteceu. Sinto muito!

–Tudo bem. Não tem importância.

– Muito bem aproveite sua estadia e muito obrigada.

– Muito obrigada!

Ela pegou as malas e se dirigiu ao elevador. Chegando ao seu andar localizou o quarto rapidamente. Ao entrar seus olhos se alargam com o tamanho do quarto, sua beleza era incrível. Kid também deixa escapar um “Nossa!” de tamanha a surpresa.

O quarto mais parecia uma ‘pequena’ casa, tinha tudo, cozinha, sala, banheiro, suíte e uma sacada com uma bela vista.

– No site o quarto não era assim, era bem mais simples... – comentou Lyra espantada com o quarto que havia se hospedado.

– Tem certeza de que estamos no quarto certo? – debochou o gato enquanto ainda admirava o lugar. A morena assente.

Lyra estava boquiaberta. Sem fala alguma.

– Nas fotos do site o quarto era bem mais simples. – afirmou a morena

– Tem certeza? – perguntou o gato arqueando uma sobrancelha. – Esse quarto é realmente bonito e ajeitado, mas você nunca entrou em um hotel de luxo?

– E eu lá já entrei em um hotel?! – retrucou com outra pergunta

– Serio mesmo?

– Eu nunca sai do Japão, muito menos de Tóquio, não tinha motivos pra ficar visitando hotéis.

– Entendo! Você tem uma vida muito parada. – comentou

– Quieto! – ordenou com raiva

Lyra foi em direção ao quarto, pulou na cama e fechou os olhos. Kid fez o mesmo.

Horas depois...

Lyra ainda estava sonolenta, seus olhos pesavam e sua visão estava embaçada. Se virou e ficou fitando o chão por alguns minutos pensando no que fazer a partir de agora. Sabia falar inglês muito bem, afinal na empresa ela usava frequentemente.

Mas... Estava em território desconhecido, estava perdida... Sem saber o que fazer... Sem saber o que pensar... Como agir... Não tinha certeza de como ajudar Eustass.

Ela esfrega os olhos e suspira levemente, tentando afastar esses pensamentos. Vai em direção ao banheiro e lava o rosto com a água fria. Seca-o gentilmente e para deixando a toalha cobrir sua boca, e seu nariz sentir o aroma doce da mesma, que estava forte e muito bom.

– Que cheiro doce e... – sussurrou a morena. Porém, antes de terminar a frase Kid chega na porta do banheiro e encosta o ombro na parede, passa então a observar a morena com olhos ternos e gentis.

– Você realmente gosta de coisas doces néh? – ele quebra aquele silêncio, fazendo Lyra se virar rapidamente e arregalar os olhos. Kid mostra um sorriso.

– Que susto! – fala. Logo ela dá uma rápida analisada em seu tronco, joga a toalha em seu rosto, sentindo-se corar ela grita. – Faça-me o favor e ponha uma roupa.

– Hahaha – Eustass ri e quando se vira vê que Lyra está de cabeça baixa. Se cala rapidamente e decide perguntar depois de alguns segundos de silêncio esmagador. – Oi, você está bem?

– Só... Me sinto desconfortável. – ela se abraça e olha o chão enquanto Kid se aproxima e toca seus ombros levemente. – Não sou acostumada a sair de casa, e mesmo que o hotel seja cinco estrelas, me sinto desconfortável.

– Logo você se acostuma, e também... Você tem que aproveitar que está fora do Japão para conhecer as baladas, os restaurantes, os museus, e sei lá mais o que. – tentou anima-la, e quando Kid terminou de falar deu um grande sorriso caloroso. Ela assente sorrindo também.

– Certo... Agora... Vá colocar uma roupa seu safado. – grita ela tentando acerta-lo com travesseiros. O ruivo começa a rir e corre para o guarda roupas.

Lyra vai até o notebook que estava em uma pequena mala no sofá, Depois de alguns minutos, ela o desliga e chama o ruivo.

– Eustass, se arrume, vamos jantar fora hoje.

– Certo – grita ele de volta.

No caminho para o restaurante eles conversaram sobre tudo, desde viagens até animais. Quando chegaram, Lyra pede uma mesa para dois, e o garçom os guia.

Lyra estava com um vestido azul, sapato de salto alto azuis claros com marrons mesclados, jóias prateadas que davam realce à roupa, todas de flocos de neve delicados, sua maquiagem estava simples e leve o que dava mais destaque aos seus olhos castanhos vívidos. Tudo estava em harmonia e simples, deixando apenas os cabelos negros soltos como cor escura.

http://www.polyvore.com/cgi/set?id=106375108&.locale=pt-br

Kid estava com uma blusa social branca, calça preta e sapatos sociais pretos muito bem polidos.

Eustass estava distraído pensando na maldição e em outras coisas. Tanto que não percebeu o quão linda estava Lyra.

Assim que se sentaram um garçom veio anotar seus pedidos.

– O que o casal gostaria de pedir?

– Ca-casal? – Lyra gaguejou, suas bochechas ficaram rosadas e para tentar desviar do assunto ela pergunta – O-o que v-você vai querer, Eustass?

– Bom eu vou querer Gumbo de Camarão e peixe frito. – dizia ele sem se importar com as palavras do garçom.

– Eu vou querer... – fez uma pausa e começou a analisar o cardápio. Logo ela se decidiu. – Um Chop Suey. E me traga também um vinho.

– Qual vinho senhorita? – perguntou novamente o garçom.

– O melhor que tiver. – respondeu ela com firmeza.

O homem se retira e deixa os dois perdidos em seus pensamentos. Lyra coloca o cotovelo na mesa e apóia a cabeça na palma da mão, observando o céu estrelado.

POV’S Lyra

Estava olhando as estrelas naquele céu tão escuro. E como elas estavam bonitas, a lua cheia, grande e brilhosa da uma beleza ainda maior para o céu.

Olho de canto para Eustass que também está perdido em seus pensamentos loucos. Até que me lembro que são 19h:49. Por que ele está como humano? E como eu não percebi isso antes?!

Tento pensar em uma boa explicação, mas nada parece convincente ou normal o bastante. Apesar de que essa história de maldição não é normal, então duvido que seja uma explicação normal.

Depois de muito pensar decido tirar essa duvida insuportável da minha cabeça:

– Eustass, por que você está na forma humana se ainda são sete horas da noite? – sussurrei

– Olha pro céu! – ele mandou e eu olhei. Vi as mesmas coisas de antes, as estrelas, algumas nuvens pequenas, o céu escuro e a lua cheia. Virei meu rosto pra ele que logo começou a explicar. – Hoje é noite de lua cheia. Por algum motivo a lua cheia desfaz a maldição. E eu consigo ficar normal quase que por um dia inteiro.

– Entendi, mas há quanto tempo você está preso nessa maldição?! – indaguei, afinal pelo jeito que ele falava a impressão que dava era de muito tempo.

– Um mês ou um pouco mais, eu acho.

Em seguida o jantar chegou e nós começamos a comer. Tudo estava muito bom, refinado e em grandes quantidades. Pedimos sobremesa, que também estava deliciosa, nunca havia provado uma torta de frutas vermelhas tão boa quanto aquela.

Um pouco antes de sair o garçom trás a conta. Arregalo os olhos, seguro minha imensa vontade de gritar e dou uma segunda olhada.

Ah! Pra quê?! Dar uma segunda olhada na conta me causou mais dor ainda. 2 680,99 dólares por aquela refeição.

Sinto-me esbranquiçar, entretanto pego minha bolsa e pago cada centavo. Tenho mais é que agradecer a minha avó que tanto insistiu para abrir uma poupança e guardar dinheiro caso precisasse.

Saímos do restaurante e ao invés de pegarmos um táxi, vamos andando.

– Oi, você está bem? – Eustass perguntou preocupado.

– Eu estou, contudo minha carteira vai acabar parando num cemitério se as coisas continuarem nesse ritmo. – resmunguei.

– Relaxa, você está aqui por um motivo: me ajudar, mas isso não te impede de se divertir. E pra isso tem que gastar dinheiro. Esquece isso logo você recupera o que gastou nessa viagem. – disse ele tentando me animar. É o meu dinheiro que está indo embora praticamente de uma vez não o dele, por isso ele fala com tanta tranquilidade.

– Você fala assim porque deve estar acostumado a gastar dinheiro. Eu ainda tenho que pagar o hotel, se você não se lembra. – retruquei

– Não é que sou acostumado a gastar dinheiro, é que sei me divertir sem me importar com quanto eu gasto. – explicou. Aham sei... Como se eu ganhasse muito pra viver gastando dinheiro por ai. – E também você tem que parar de ser pão-dura.

– Eu? Pão-dura?! – semicerrei os olhos e dei um sorriso maroto para ele que riu e assentiu.

– É, você mesma. Fica aí se preocupando com o dinheiro ao invés de se divertir.

– Não sou pão-dura. Só não quero gastar meu dinheiro em restaurantes, e sim com outras coisas. – respondi

– Tipo o quê? – perguntou fazendo uma cara de moleque safado.

– Tipo roupas, sapatos, jóias e qualquer outra coisa que vala mais a pena. – respondi.

– Só mulher mesmo pra querer gastar dinheiro com roupas e sapatos, mas não querer gastar com comida.

Estávamos passando pelo Central Park. Decidimos andar um pouco mais, quer dizer, decidimos isso quando vimos que estávamos indo pro lado errado... Tinha muitas pessoas andando apesar de ser tarde, muitos caminhavam com seus cães.

– Oras, sou mulher, adoro roupas, você queria que... – me interrompi quando vi que Eustass parou de andar. Ele estava com os olhos fixos em algo, entretanto não consegui saber em quê. Estava cheio de pessoas e coisas ali, era difícil saber o rumo certo em que ele olhava.

– Pare de encarar o nada Eustass, isso me dá medo! – gritei, todavia parece que ele não me ouve. – Ótimo, virei parede para ser ignorada.

O ruivo começa a suar e arregalar os olhos. Quando percebo, tem um cachorro grande correndo em nossa direção. Acho que é um labrador, não sei identificar muito bem as raças de cachorro.

– Eustass, não diga que – olhei para o lado para continuar, mas ele havia sumido, não estava mais ao meu lado. Olhei para trás e vejo-o correndo desesperado.

Abaixo a cabeça um pouco e a balanço de um lado para o outro, quando vou começar a correr... Ele sumiu de novo, mau pisquei e ele já desapareceu... Droga!

O cachorro corria de um lado para o outro perdido, até que volta para a sua dona. Vou andando quando escuto:

– Oi Lyra! – era a voz do ruivo. Olho para cima e vejo ele sentado num dos galhos da árvore. – O cachorro já se foi?

– Sério. Você não tem cara de homem medroso, muito menos de quem fugiria de um cão.

– Mas eu sou um gato! Morro de medo de cães. – retrucou quase que num resmungo.

– Mas você não está na forma de gato agora, então desce daí! – gritei como resposta.

– Os instintos falaram mais alto.

– Desce logo daí e vamos pro hotel.

Assim que ele desceu voltamos a andar meio perdidos da vida. A nossa conversa boba e gostosa voltou e nós nos distraímos o caminho inteiro. A cada dia que passa nós damos mais risadas e temos mais historias pra contar. Onde será que tudo isso vai acabar?!

POV’S end

Notas finais
Link: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=106375108&.locale=pt-br O link acima é do site polyvore, e foi criado por mim, por isso é de minha autoria. Muito obrigada a quem leu, e se você gostou poste um comentário. Se gostou muito divulgue a fic. Seria o melhor presente de natal do mundo. :3 Antes de ir eu gostaria de desejar a todos um feliz natal, muita paz, saúde e alegria, que vocês ganhem muitos presentes e tenham boas festas!!!! Bjs gente bonita e até o próximo capítulo! o/