Cupido Também Se Apaixona
32 Uma Ligação
Notas iniciais
A primeira era absurdamente horrível. Era desproporcional e velha. A segunda, era bonita e muito cara. Todas as casas tinham o mesmo padrão. Dai eu tive a ideia de um condomínio. Ele era lindo, o nome do condomínio era Heaven. Tinha um porteiro e um segurança na entrada. Entramos de carro e ele era meio redondo. Tinha sete casas, muita arvore e flores. Cada casa continha sua área de lazer separada nos fundos, e uma piscina compartilhada, a rua era de pedra, e tinha muitos carros ali. Tinha uma casa disponível só. Era azul escura e branca. O teto era azul escuro. A casa ao lado era verde. Estava desabitada, e escura. Mas já tinham alugado. Entramos nessa casa e os moveis eram lindos. Quase todas as casas nos Estados Unidos eram mobilhadas e essa aqui ia faltar poucas coisas. Tinha uma sala de estar enorme, uma sala de jantar com pratos de porcelana, e taças de cristal e um...lustre. Olhei para o chão. A cozinha era toda de inox, perfeita com uma porta para a área de serviço. Tinha um banheiro. A escada era de mármore e tinha um tapete vermelho, subimos e lá tinha cinco quartos. Eram imensos. A suíte máster tinha banheira e chuveiro, dois closets, um para roupa e outro para sapatos, uma cama enorme. E vários outros itens. Esse ia ficar com meus pais. O meu quarto era literalmente rosa. Eca! Parecia um algodão doce.
– Mande redecorar — Eu disse para minha mãe. Tinha um banheiro, e um closet. Mas o meu quarto tinha uma sacada. Dei sorte. Sai na sacada e dava de cara com a sacada da outra casa. Estava tudo escuro do outro lado. Com certeza esse ai ta viajando. Dei de ombros e sai. A casa era ótima. Acertei três meses de aluguel adiantado e depois de amanhã nos mudaríamos. Minha mãe estava estranhamente silenciosa. Compramos pizza de estrogonofe de frango e suco de melancia. Queria suco de... Deixa pra lá.
– Filha — Minha mãe se pronuncia.
– Oi.
– O quê aconteceu com você e o Ben? — Ela pergunta delicada. Suspirei — Por que ele não voltou?
– Mãe, ele gosta de outra. Só isso.
– Mas...
– Mas nada mãe. Eu o deixei ser feliz só isso.
– Fez o certo.
– Mas o certo dói.
– Filha... — Mamãe diz me abraçando quando estaciono em casa.
No dia da mudança foi uma loucura, eu estava super animada e contente. Mudamos apenas meu piano e nossas roupas e umas coisas de família e vendemos a antiga casa. Eu tentei comprar um piano novo mais não me acostumava. Esse era meu xodó. Eu estava ansiosa para ver meu quarto novo. E para me mudar. Comprei um carro preto, era uma Mercedes. Linda. Na verdade foi presente da gravadora. Agora eu tenho chofer. Ai como se eu fosse frescurenta. Também tenho seguranças por que tenho fãs muito animadinhos, se é que me entendem. Entrei em meu quarto e ele tinha um papel de parede com listras vermelhas, e em outras rosas vermelhas com fundo branco. Minha cama era da mesma cor e tinha uma cortina com estrelinhas. Ficou muito fofo. Uma caminha especial para Açúcar. Ela era muito bonitinha. Coloquei uma caixa em cima da minha cama. Os entregadores estavam colocando meu piano no quarto. Depois do dia todo de mudança e de arrumar meu closet, cai na cama literalmente. Suspirei cansada. Tomei um banho quente e depois vesti um pijama confortavel. Meu celular tocou. Lisoannel.
– Oi Lisoannel! Ai eu estava mesmo querendo falar com você mais não tinha seu número.
– Skylla sou eu. — Arrepiei. Minhas pernas tremeram. Meu coração bateu mais forte.
–E-Edward? — Gaguejei.
– Sim — Ele disse. Ficamos em silencio por um momento. A saudade pulsava em peito. Era como o primeiro sinal de sol em dias de tempestade. — Liguei por que Lisoannel não teve tempo e também para ouvir sua voz.
– Hum — Eu disse sorrindo
– Como esta com a carreira?
– Bem.
– E todo mundo?
– Bem também.
– Então ta. Lisoannel vai te ligar para confirmar as próximas gravações — Ele diz. Ouvi uma voz feminina 'Tire as roupas do chão Benjamin! ' Não parecia a Nicola.
– Quem ta ai? — Pergunto.
– Ninguém. Até mais Skylla.
– Espera! — Ele desligou. Burra. Uma onda de tristeza me invadiu. Tirei a aliança do dedo e fui para o banheiro. Se ele ta continuando a vida por que eu não posso?! Eu tenho o direito de me apaixonar novamente! Joguei a aliança no vaso e fiquei olhando. Açúcar se enroscou no meu pé. Dei a descarga. Eu me deitei e adormeci.
Acordei e me levantei. Olhei as horas. Seis. Sentei na cama. Açúcar subiu em meu colo.
– Bom dia meu amor — Eu disse e ela ficou de pezinho. — Já sei, já sei. Só espere eu tomar um banho. — Eu disse. Meu primeiro dia na escola. Tomei um banho, fiz uma escova. Vesti um vestido rosa com lantejoulas. Ele era clarinho. Oxford nude. Arrumei a comida da Açúcar e passei um hidratante. Hora de seguir a vida. Desci e peguei apenas uma maçã. Dei bom dia a meus pais. Meu motorista já me esperava. Entrei no carro e partimos em direção a escola que agora ficava um pouco longe.
– Patroinha, direto para a escola? — Ele pergunta.
– Sim Charlie. E rápido. — Eu disse. A quantidade de pessoas com cartazes na porta da escola cercado Por grades era absurda. Quando meu carro chegou, meu motorista abriu a porta para mim e eu acenei para a multidão. Eles gritavam. Sorri. Caminhei para dentro. A escola continuava a mesma. Fui até meu armário e peguei meu horário. Todo mundo queria tirar foto comigo. Era estranho e engraçado.
– Será que tem um tempo para mim? — Delante me pergunta
– Oi Del. — Eu digo e ele me surpreende com um beijo. De verdade. Na boca! Ele beijava bem, e era doce e meigo. Eu me afastei. — Sentiu alguma coisa?
– Nada além de excitação. Brincadeira. Não rolou. Combinamos como amigos — Ele diz e eu sorrio.
– Obrigada Del. — Digo — Álgebra?
– Álgebra — Ele diz e caminhamos juntos para a sala de aula. A aula foi normal. Nada de estranho além de seus amigos retardados filmando você até fazendo tarefa. Depois o sino bateu e eu saio para o intervalo. Caminhei até o refeitório e fui aplaudida de pé. Sorri e disse que não precisava. Eu me sentei-me à mesa de sempre.
– Oi AMélie, Mae, Melaine, Jackkie, Jasmine! — Eu disse e elas gritaram.
– Sentimos sua falta Darling! — Elas disseram.
– Eu também. Vou pegar comida já volto. — Eu disse e peguei uma bandeja vermelha e me servi de pudim de coco, salada verde, steak de frango e uvas. Voltei e me sentei.
– Meninas viram o menino novo?! É lindo! — Mae comenta.
– Que menino novo? — Mélie pergunta
– Você vai o ver passar — Melaine diz.
– Controlem o fogo de vocês assanhadas! — Eu digo
– Olhar não tira pedaço — Jasmine diz e rimos.
– Morram de inveja quando eu apertar a bunda dele! — Eu digo e elas soltam risadas. Tagarelamos até o sino bater. Levei a bandeja e sai. Trombei em alguém.
– Desculpe Skylla Evergreen! — Ele me disse. Meu coração acelerou. Ele era alto, branco, tinha cabelo loiro escuro quase castanho, lábios vermelhos. Usava um gorro verde, uma camiseta escrita 'eu amo pandas ' um colar com um microfone e uma guitarra, uma calça preta e uma camisa xadrez amarrada na cintura e botas pretas. Usava óculos. Sorri sem jeito. Apesar das roupas era muito forte, e atraente. — Pode assinar para mim? — Ele pergunta.
– Sim... É seu nome?
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