Cupido Também Se Apaixona
33 Estranho conhecido
Notas iniciais
– Desculpe Skylla Evergreen! — Ele me disse. Meu coração acelerou. Ele era alto, branco, tinha cabelo loiro escuro quase castanho, lábios vermelhos. Usava um gorro verde, uma camiseta escrita 'eu amo pandas ' um colar com um microfone e uma guitarra, uma calça preta e uma camisa xadrez amarrada na cintura e botas pretas. Usava óculos. Sorri sem jeito. Apesar das roupas era muito forte, e atraente. — Pode assinar para mim? — Ele pergunta.
– Sim... É seu nome? — Digo com vergonha.
– Alberto — Ele diz. Meu coração batia muito forte e comecei a suar. A caneta não afirmava. Eu tremia. — Se sente bem? — Ele pergunta.
– É o calor né?
– Ah sim muito quente hoje. Tem aula de quê?
– Francês.
– Eu também. Posso te acompanhar? — Ele pergunta tímido.
– Pode — Sorrio tímida.
– Obrigado. — Ele diz e começa a andar ao meu lado.
Minha primeira aula era de história e depois do intervalo educação fisica. Eu estava muito confusa comigo mesma. Tinha tanta saudades do Edward que dava vontade de chorar. Nosso break foi dificil e todas as vezes que ligou nunca demonstrou interesse de mais por mim. Talvez agora ele estivesse feliz com Nicola, e perguntasse de mim só por educação. O Ed era muito educado. Eu me sentia totalmente segura quanto aos meus sentimentos por ele, mas Ai chegou o Alberto. E em apenas três dias balançou meu coração. Algo em Alberto me chamava a atenção. Por mais que eu tentasse evitar, eu me sentia levemente atraida por ele e isso não dava pra negar. Suspirei. Desde o termino com Ed me sentia desolada e triste, mas com Alberto me sentia diferente. Desde o primeiro momento. Eu fiquei que nem uma retardada na frente dele. Passei a mão sobre a boca e percebi que estava sorrindo. Droga. Depois que o sinal bateu sai para o intervalo e me sentei sozinha na mesa de sempre ate as meninas chegarem.
– Oi — Alberto chegou e me olhou. Tentei disfarçar o nervosismo. — Posso me sentar aqui com você?
– Sim, mais é claro. — Eu respondo.
– Posso fazer um comentario? — Ele pergunta.
– Sim. Pode.
– Você esta linda. Amarelo combina com você. — Ele diz e eu coro. Sorrio com o elogio.
– Obrigada. Você também esta adoravel. — Respondo. Ele vestia uma camisa manga comprida listrada cinza, branca e preta e uma calça preta. Gorro azul. Muito cheiroso.
– Que nada — Ele diz pegando no próprio braço. O observei. — Por que esta me olhando? Tem creme de amendoim na minha boca?! — Ele diz e eu dei um soco em seu braço — Au! O que eu fiz?!
– Fez sanduiche de creme de amendoim e não dividiu. Guloso.
– Ah — Ele riu — Faço outro pra você depois. — Ele diz e eu ri. Amélie chegou.
– Oi fofos. Sky você vai né?! — Ela diz.
– Ah não sei não...
– Ir onde? — Alberto pergunta.
– Vai ter um lava jato aqui com a galera quer vir?
– Claro. Sabado a tarde?
– Sim.
– Fechado.
– Viu Sky? Até o gato do Alberto vai e você vai ficar? Tenha dó! -Ela diz e eu e ele coramos. Ela percebeu. — Você...Vai? — Ela pergunta chata e irritante. As vezes sua melhor amiga é a pessoa mais insuportavel do MUNDO!
– Tudo bem, eu vou... — Eu respondo.
– Aaah! Ótimo! — Ela diz se sentando.
– Cade as meninas?
– Estão ensaiando a dança. Ah Alberto compra um refrigerante pra mim? De limão por favor — Ela diz dando o dinheiro pra ele.
– Nem pensar, eu pago — Ele diz levantando e indo em direção a lanchonete.
– Ele é fofo né? — Mélie pergunta.
– Sim, muito...
– Gosta dele? — Ela diz e eu desconverso.
– Amélie, eu não posso conversar com um garoto diferente que você já pensa que estou afim dele!
– Sei... Vi como se olhavam — Ela diz — Ele é bonito.
– Pelo amor de Deus, cale a boca! — Eu disse. Como eu disse, as vezes sua melhor amiga é irritante. Alberto volta. — Amélie certo?
– Ahã.
–Aqui seu refrigerante de limão, e pra você Sky, um bombom. — Ele se sentou ao meu lado e me entregou um bombom.
– Ouro preto?
– Sim — Ele me olhou.
– Eu adoro esse bombom — Eu disse baixo.
– Eu sei. — Olhei pra ele.
– Bom, eu vou indo. Vejo você depois Big Bear. Ah e obrigada Alberto. — Ela diz saindo. Mordi o meu bombom.
– Então, Sky qual sua próxima aula? — Ele me pergunta.
– Educação fisica e a sua?
– Também. Ainda bem por que preciso da sua ajuda. — Ele diz timido, arrumando o óculos. Olhei para ele. Era tão parecido com o Ed. Eu ficava muito estranha perto desse Alberto.
– Diga -me.
– Quero chamar uma menina pra sair. E não sei como, tenho vergonha de falar com ela! — Ele sussurra.
– Ah — Eu disse desapontada — E quem é a menina?
– Aquela — Ele aponta pra uma menina do outro lado do refeitório, ela usava uma saia de pregas vermelha com suspensório e uma blusa branca de botão e sapatinho preto com meias soquete, seu cabelo batia nos ombros e ela usava óculos. — Ela não é linda?
– Ahã... Muito linda — Eu disse olhando para o chão. Ela nem é tão bonita assim.
– Preciso que você me ajude a conquista-la. Eu tentaria conquistar você, mas você é areia demais para meu caminhãozinho — Ele diz e eu soltei uma risada — Você merece alguém a altura, não um nerd timido — Ele diz.
– Não exagera Alberto — Eu digo.
– É serio. Nunca que alguém como eu poderia namorar uma famosa, é pelo demais pra minha lhama. — Eu ri da comparação.
– Gosto de você. É uma otima companhia.
– Você é mais que otima, é super otima, é ultra otima, mega otima e eu tô parecendo um daqueles fãs piscicopaticos?
– Sim. — O sino bate. — Vamos?
– Vamos — Ele diz levantando. Fomos para a quadra, e ele tagarelando sobre a Clementina, a paixão dele. Eu me sentia reprimida sobre esse assunto, Alberto não combina com ela. E eu tenho que ajudá-lo. Meleca. O treinador brigou com a gente, por que estavamos sentados. Mandou a gente correr em volta da quadra. Eu literalmente ODEIO educação fisica, eu fico toda suada, e melecada, e o treinador é um ogro.
– Você não gosta de educação fisica? — Alberto pergunta pra mim enquanto corriamos.
– Não. Odeio.
– Eu também — Ele diz e tropeça e cai.
– Alberto! — Eu começo a rir
– Há. Há. Há dona hiena, será que dá pra parar de rir e me ajudar aqui?
– Machucou? — Eu pergunto ajudando ele a levantar.
– Na barriga — Ele diz virando de costas e vendo seu machucado.
– Posso ver?
– Melhor não. Vou ficar bem — Ele diz e eu vejo sua mão toda manchada de sangue.
– Vai ficar bem nada! Vamos para a enfermaria menino! Pode infeccionar! — Eu digo puxando ele e indo em direção da enfermaria. Entrei e ele sentou numa cadeira reclinavel. — Dona Meg? Dona Meg? — Eu chamo a senhorinha que cuidava da enfermaria mais ela não estava. Bufei e abri o armario peguei um vidro de alcool, algodão, esparadrapo, e um anti- inflamatório para ele tomar.
– E agora?
– E agora que eu vou ter que fazer o curativo. Tira a camisa.
– Não! — Ele diz com vergonha.
– Tira essa porra agora! — Eu disse irritada. Ele arregalou os olhos e tirou a camisa. O machucado estava horrivel. Tinha uma pedrinha dentro. Abri o armario e peguei uma pinça.
– As vezes você me assusta!
– Cale a boca, depois você vai me agradecer. — Eu disse pegando a pinça e tirando a pedrinha. Depois limpei com alcool e fiz um curativo. Ele vestiu a camisa de volta e tomou o anti- inflamatório. Merda nem vi a barriga dele. Será que é sarada!? Sky! Pelo amor hein! Balancei a cabeça. — Como se sente? — Pegunto.
– Com dor.
– Já vai passar. — Eu digo. Bebo um copo de agua.
– Obrigado. Por cuidar de mim.
– Por nada. Só fiz o que todo mundo faria. — Eu digo engasgando. As horas tinham passado. O sino bateu. Ele se levantou com cuidado. — Te ajudo até o carro. — Eu digo, e levo ele até seu carro prateado. Meu motorista me esperava e as fãs também.
– Muito obrigado Sky. — Ele diz me dando um abraço. Fiquei desajeitada.
– Que isso — Eu digo sem graça. Ele me dava um calor.
– Até mais — Ele diz me soltando e entrando no carro. Entrei no meu e Charlie acelerou.
– Namorado novo patroa?
– Não. Alberto é só um amigo Charlie. — Eu digo corada.
– Sei. — Ele diz e eu fico em silencio.
Entrei em casa e joguei minha bolsa longe. Peguei meu caderno de musica e desci para o jardim e me sentei para escrever uma canção. Escrevi uma musica deprimente. Depois escrevi uma musica sobre como amo sorvete de baunilha. Foi uma musica muito idiota. " Sorvete, sorvetinho, sorvetão, te adoro de montão, você é minha alegria, ainda mais quando é de baunilha! " Dei uma risada e dormi. Acordei com um barulho de carro. Me sentei no banco e era mesmo um carro. Um carro rosa uma loira desceu com um short minusculo e uma blusa vermelha com o decote muito grande e um sapato vermelho e uma bolsa de cachorro. Ela bateu na casa de Alberto. Ele abriu a porta. Ela era escandalosa.
– Ah que saudade! — Ela pulou no colo dele — Você ta muito gostoso!
– Obrigado Court, você também — Ele disse. Mais que safado! Ta afim de uma menina e tem namorada! Peguei minhas coisas e entrei. Açucar estava deitada sobre minha cama. Fiz um carinho nela. Pus comida e agua. Tomei um banho e fiz uma escova no cabelo e vesti um shortinho e uma blusinha de flanela e me sentei ao piano e toquei Too Young da Sabrina Carpenter e olhei a janela e vi a menina e o Alberto rindo e conversando. Fiquei com raiva. Já estava anoitecendo. Ele me viu o observando pela janela e deu um tchauzinho. Que descarado! Dei de ombros e desci as escadas e meu telefone toca. Lisoannel.
– Boa noite Skylla Evergreen — Ele diz.
– Boa noite, eu já aguardava sua ligação. — Eu digo.
– Sim. Segunda feira tô descendo pra ai. Vamos iniciar oficialmente a produção do seu album. — Ele diz e eu sorrio — Se prepare para divulgação, fotos, entrevistas, radios e TVs! -
– Eu estou muito ansiosa. É meu sonho!
– Imagino. Então Evergreen te vejo segunda feira. Até! — Ele diz e desliga o celular. Suspirei e fiz uma dancinha feliz.
– Filha! — Meu pai chega com uma caixa.
– Oi pai! — Eu digo e ele sorri
– Busca a outra caixa no porta-malas do carro fazendo favor — Ele diz indo para a cozinha.
– Ta — Respondo. Sai e fui até o carro do meu pai e peguei a ultima caixa.
– Sky! — Droga. Me virei lentamente.
– Ah oi Alberto — Eu digo sem graça. A aprendiz de piriguete estava do lado dele. Ela sorria.
– Quero te apresentar minha prima Courtney
Fale com o autor