Cupido Também Se Apaixona
3 Meu Cabelo?
Notas iniciais
–Ah então é pra essa ameba cantante que quer comprar minha musica? – explodo de raiva
– Filha, se acalme pensamos que poderia ser uma ótima oportunidade de você começar.
– Começar o que mãe? O que foi, Ben Danniel, você não presta mais pra compor e suas fãs perceberam o quão merda suas musicas são? – me levanto da mesa
– Calma ae gata, tem maconha no seu licor? – ele diz surpreso
– Cale sua boca – eu digo raivosa.
– Vamos conversar, sua musica é boa, vamos falar do preço.
– Qual musica é? – eu pergunto tentando me acalmar.
– All Along Forever – o Senhor Lisoannel se pronunciou
– Não! Nem pensar, essa musica é sobre o que senti, não tem como eu vender meus sentimentos, é sobre mim, sou eu – eu digo tentando defender os meus princípios.
– Graça e postura filha, graça e postura – mamãe tenta manter a calma.
– Ei José, esta tudo bem, não podemos força-la, se acalme... – Ben se manifesta,
– Skylla – meu pai diz me analisando
– Ah, você é a menina do café? – ele me pergunta
– Sim, e daí – eu digo;
– Nada, por nada. – estranhei a atitude do Ben eu xinguei ele de um bocado de coisas e ele agiu com elegância. Idiota, só fingimento. Fizemos nossos pedidos e eu pedi Gnocci, delicioso. E vinho branco, eu bebi água.
– Você não bebe? – a ameba me pergunta
– Não, eu amo a minha voz. – eu digo e ele sorri, começa tocar uma musica e meu pai tira minha mãe para dançar e o senhor Lisoannel foi ao banheiro. Ficamos quietos e em silencio. Pigarreio. – então Ben Danniel, quais são seus interesses aqui em Little Swan? – ele me olha e sorri
– Bom, doce Skylla, quero terminar meus estudos. Já me matriculei e pretendo acabar o ensino médio. – ele diz e eu solto uma risada
– Ah essa não cola, conta outra – eu digo e ele sorri
– Certo, tenho que aprender a me comportar como um adolescente normal. Vou fazer um filme. Ficarei aqui por um semestre, e pretendo agir como vocês – ele me olha de baixo em cima.
– Não olhe pras minhas pernas seu filho da...
– Tudo bem – ele ri erguendo as mãos para o alto em sinal de rendição
– Em qual escola esta matriculado? – eu pergunto, não, não, não, não, não.
– Na West Wistman High School – ele responde e merda. É a minha escola… — é a sua escola?
– Como sabe?
– Você ficou com cara de quem ta com dor de barriga. – rimos.
– Não vou muito com a sua cara – eu digo na lata
– Recauque – ele diz e rimos novamente. Papai me chama e eu me levanto e ele me abraça, fico sem jeito. As mãos macias dele encostam em minhas costas nua. Isso só me dá mais raiva, são tão macias, e aposto que ele nunca trabalhou. Inútil.
– A gente se vê Skylla – ele sussurra. Fomos pra casa em silencio, e entramos em casa, tiro meus sapatos e conto todos os meus dedos pra ver se ainda se movimentam.
– Skylla Evergreen! – minha mamãe grita — que porra foi aquela no restaurante?
– Mãe eu...
– Você ficou maluca, aquele cara podia te colocar no mapa! – ela falou de uma forma que me senti mal e perturbada por ter falado e rejeitado a proposta.
– Ei, chega, deixe a menina, vá descansar amor. – papai se pronuncia. Subo correndo os degraus e me tranco em meu quarto. Nem sonhando que ia vender minhas musicas ao engomadinho do Ben Danniel. Babaca charmoso. Na verdade ele era um gostosão, e as revistas não aumentaram e nem diminuíram sua beleza. Também com o dinheiro que ele tem eu seria a Angelina Jolie, troco de roupa e visto um pijama peludinho. Desço para tomar um copo de chocolate quente e encontro meu pai, sentado sozinho na mesa da cozinha.
– Oi, só vim pegar chocolate – olho pra ele e percebo que estava chorando. – pai ta chorando? – ele me olha e sorri, me sento ao lado dele.
– Nada filha – ele me serve uma xícara de chocolate e eu tomo um gole. Quente – eu fiquei pensando em como você cresceu rápido.
– É mais o que tem haver?
– Filha, sua mãe pode ter brigado com você e te xingado, mais me orgulhei de você.
– Se...orgulhou? – perguntei
– Sim, se fosse outra pessoa venderia a canção, mais você defendeu seus sentimentos e a única pessoa que deve cantar essa musica é você.
– Obrigada pai – eu digo e beijo sua mão
– Eu me orgulho de ser seu pai.
– E eu me orgulho de ser sua filha. – me levanto e começo a subir as escadas – boa noite pai. E um dia te darei orgulho.
– To achando que esse dia é hoje. Dorme com Deus.
– Amém. – termino de subir e me tranco em meu quarto, me escondendo em baixo das cobertas. Meu pai tem razão eu sou a única que devo cantar minhas canções.
Acordo com o sol entrando pelas frestas da cortina da minha janela, me espreguiço e começo a pular igual um canguru, danço ao som de Act My Age, tomo um banho e visto uma calça preta com blusa de manga comprida e meu gorro de panda, tenho uma coleção infinita gorros, me amarro em pandas e todos os desenhos animados. Passo perfume, bolsa, e checo o uniforme do café, e algumas partituras. A escola é perto da minha casa, mais tenho que ir de carro por causa do trabalho que é no centro da cidade. Calço uma sapatilha preta e desço as escadas. Mamãe e papai estavam tomando café.
– Anh,bom dia – eu digo e me sento preparando um sanduba no capricho, e um copão de chocolate.
– Filha, quero me desculpar por ontem – minha mãe tenta se pronunciar, — eu devia tentar te... entender e ... te julguei... me desculpe filha eu quero o melhor pra você. – ela me olha
– Tudo bem mãe, acontece. – eu digo — eu peguei pesado – rimos. Termino de tomar meu café. Vou para a escola e pra falar a verdade a fila do estacionamento tava muito comprida, porque um bocado de meninas estavam ao redor do Ben na entrada da escola.
– Mais que porra – eu digo. Delante bate no vidro do meu carro.
– Rola uma carona? – ele pergunta e sorri
– Entra ai. – ele entra e senta – esse escroto desse cara.
– Ei não fale assim, ele pode ser um otario mais ele é um gostosão, ui – eu digo e nós rimos.
– Olha – ele me mostra uma sacola – comprei café pra gente.
– Owwnnt valeu Del – pego meu copo e tomo um gole – gostoso.
– É – ele diz, Delante estava agindo estranho. Finalmente entrei na escola e consegui estacionar na minha vaga em frente a arvore. Descemos juntos e Natalia esperava ele em frente a porta da escola.
– Bom dia, Nat, entregue. – ela sorri, ela era linda, mais tinha uma chatisse, as vezes eu me perguntava, como ele aguentava ela?
– Oh, não será necessário, cuide bem dele Sky, vou ver se consigo tirar foto com o Ben Danniel, baay meu pichuquinho – Ela sai correndo e ele fica com cara de pastel.
– Quer conversar?
– Não, prefiro beber cerveja – rimos e entramos na escola. Avistei a ameba no final do corredor, rodeado de garotas. Ele acena pra mim.
– Affe, esse cara de irrita – eu digo olhando pro chão.
– Quer que eu soque a cara dele? – ele diz. Aiai esse Delante.
– Não valeu, mais como ele vai dar entrevistas com o rostinho todo esfolado? – eu digo e ele ri, Delante era legal no caminho para a sala encontramos Filipe.
– Bom dia gata – ele me cumprimenta e beija minha bochecha, e aperta minhas gordurinhas.
– O que foi Phil? – Delante pergunta e eles fazem um toque doido lá da equipe de basquete.
– Esse cara. Ta roubando todas as garotas. Puto – Filipe diz com mal humor.
– Aiaiai e eu sou o que? o mostro do lago? – eu digo e eles riem.
– Não, desculpa – ele se desculpa.
– Vamos pra sala, tem aula de que? – Delante pergunta
– Química – eu e Filipe respondemos juntos.
– Eu também! – ele responde e rimos. Fomos para o laboratório de química. Delante me ajuda com o avental, e ajuda Filipe com o dele, e começamos a fazer uma espécie de tintura azul, que servia para tingir as coisas. O efeito passava depois de três dias.
– Gente, vocês nem sabem o que aconteceu ontem...
– O que houve Sky? – Delante me pergunta ainda envolvido no experimento químico.
– Papai mandou um demo meu para o empresário José Lisoannel.
– Puta merda! E você conseguiu um contrato? – Filipe diz com animação
– Não, ele queria comprar a minha musica para a ameba que canta.
– Ben Danniel? – Delante pergunta
– É.
– Cara eu ia fazer o maior barraco – Filipe diz me olhando
– E eu fiz. No final eu não vendi a musica. Aquele patife.
– Sim, ele é um inútil – Delante comenta – olha a cor que eu fiz.
– Que incrível, é azul e verde ao mesmo tempo – eu digo o elogiando.
– Podemos testar no seu cabelo? – Phil me pergunta
– Meu cabelo?! – eu digo assustada
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