Cupcake
17 Gostosuras ou travessuras?
Notas iniciais

Jungkook sorriu ao ver Jimin com os olhos fechados e os lábios entreabertos, os braços firmemente enlaçados ao redor de seu pescoço. Naquele instante, não restavam dúvidas, Jimin o desejava tanto quanto ele o desejava.
Deslizou as mãos por dentro da blusa de Jimin, sentindo a pele quente e macia sob seus dedos. O leve arfar de Jimin ao toque o fez morder os lábios, sem perder o sorriso satisfeito. Colou seus corpos, acariciando-o com lentidão, apreciando cada reação. Aproximou-se aos poucos, olhos abertos, atento à expressão de Jimin.
Quando seus lábios finalmente se tocaram, Jungkook fechou os olhos e sentiu o próprio corpo se acender. Um arrepio percorreu sua espinha. O beijo veio denso, cheio de intenção, e Jungkook respondeu com igual entrega, explorando a boca de Jimin com desejo contido por tanto tempo.
Logo o beijo se tornou mais urgente, mais intenso. Os meses de tensão acumulada explodiam ali, entre suspiros e toques. Jimin se pressionava contra ele, buscando mais, querendo tudo. Jungkook já estava excitado e não se preocupava em esconder. Pelo contrário, o efeito era intencional e deixava Jimin ainda mais faminto.
— Kookie… — Jimin sussurrou entre suspiros, a respiração entrecortada contra os lábios de Jungkook.
— Hum? — Jungkook respondeu, sem parar de beijar e mordiscar seu pescoço, traçando uma linha lenta de desejo com os lábios.
— A gente… a gente não devia fazer isso… Eu… — um gemido escapou alto quando os dentes de Jungkook arranharam sua pele sensível — Eu sou seu chefe… isso é errado.
— Não é errado — retrucou com firmeza, a voz rouca e baixa contra sua pele. — Somos adultos… e estamos solteiros.
— Kookie… — Jimin gemeu manhoso, quase em súplica. — Para de fazer isso comigo… eu tô louco por você.
— Está? Eu também estou louco por você.
Sem mais palavras, Jungkook tomou seus lábios num beijo urgente, faminto. Jimin respondeu com intensidade, e num impulso o fez pegá-lo no colo, as pernas se enroscando firmes em torno da cintura dele. O encaixe era perfeito e fez os dois arfarem quase ao mesmo tempo.
As mãos de Jungkook deslizaram até os quadris de Jimin, apertando com força, guiando-o com firmeza contra si. Seu corpo inteiro gritava por mais. A boca encontrou o pescoço outra vez, marcando-o com mordidas um tanto possessivas.
Com um gesto firme, Jungkook o colocou de volta no chão e, em silêncio, virou Jimin de costas. Suas mãos empurraram gentilmente as costas dele, inclinando-o para frente.
— Se apoia na mesa — ordenou, a voz carregada de autoridade e desejo.
Jimin obedeceu sem hesitar, os olhos brilhando de antecipação. Aquela versão dominadora de Jungkook o fazia perder o controle.
Jungkook se aproximou por trás, colando seus corpos, deixando que Jimin sentisse cada centímetro de tensão entre eles. Suas mãos exploraram com calma, provocando, testando os limites. O ambiente se encheu de sons abafados e respirações pesadas, o tempo parecendo desacelerar ao redor deles.
O toque dele era certeiro e intenso. E quando Jimin soltou um gemido mais alto, ficou claro que Jungkook sabia exatamente o que estava fazendo. A partir dali, tudo foi sensações e nenhum dos dois pensava mais em regras, cargos ou consequências.
Jimin arfava, os olhos fechados, completamente rendido ao toque que ia e vinha, mais fundo, mais intenso. Ele gemia entre os dentes, as mãos agarradas na beirada da mesa como se precisasse de algo sólido para não desabar. Jungkook conhecia cada reação, cada suspiro, e parecia se deliciar em provocar mais, até o momento em que um som inesperado cortou o ar, fazendo os dois congelarem por um segundo.
O telefone tocou, fazendo Jimin se sobressaltar. O momento, definitivamente, não era o mais apropriado para atender uma ligação, não quando ele estava ocupado daquela forma.
— Atende — ordenou Jungkook, com a voz rouca e baixa, sem interromper o que estava fazendo.
— Mas… eu… não consigo — Jimin ofegou, os joelhos já ameaçando ceder.
— Atende — repetiu, mais firme, com um sorriso travesso no canto dos lábios. — Quero ver como consegue se controlar.
— Kookie… eu não quero atender agora… eu quero ficar com você — implorou, em um sussurro trêmulo.
— Não. Vai atender. Pode ser algo importante — provocou, rindo ao ver a expressão de desespero no rosto de Jimin.
— Droga! — ele bufou, tentando recuperar o controle da própria respiração enquanto atendia o telefone. — A-alô?
Do outro lado da linha, era um fornecedor falando sobre prazos e entregas. Jimin tentava ouvir, tentava responder, mas os dedos de Jungkook continuavam o trabalho implacável, deslizando e pressionando com precisão, deixando-o à beira de um colapso.
A cada movimento mais fundo, Jimin sentia a garganta fechar em um gemido que lutava para escapar. Xingava Jungkook mentalmente, mas o fogo que aquilo provocava dentro dele só aumentava. Estava completamente vulnerável, entregue ao jogo sádico e delicioso que o outro impunha.
Um gemido escapou quando os dedos de Jungkook encontraram um ponto ainda mais sensível, e ele teve que improvisar.
— D-desculpa… tô na esteira e… bati o braço na parede… — mentiu, a voz trêmula, a respiração ofegante.
A desculpa, ainda que absurda, serviu para justificar o descompasso da fala e o som abafado que escapava de seus lábios. O suor em sua testa não era de exercício físico, mas seu corpo estava, de fato, em plena atividade.
Com esforço quase sobre-humano, Jimin conseguiu encerrar a ligação. Mal desligou, e um gemido preso há minutos finalmente explodiu em sua garganta, ecoando pelo escritório. Estava ofegante, com os olhos vidrados, o corpo inteiro implorando por mais.
Mas Jungkook apenas sorriu… e se afastou.
— Por hora, vou deixar você na vontade — murmurou, puxando os dedos lentamente. — Quero ver quantos dias aguenta.
— Eu aguento, sim! — Jimin o empurrou com um resmungo, tentando manter a dignidade. — Pode apostar. Nem tô com tanta vontade assim…
— Claro que não — Jungkook riu, olhando descaradamente para a calça de Jimin, onde a mancha úmida e a ereção óbvia o desmentiam por completo.
— Desafio aceito! — Jimin disse, tentando se recompor. — Vou te mostrar que não estou com tanta vontade assim de você.
— Estou esperando pra ver, senhor Park Jimin — respondeu Jungkook, com um olhar travesso.
…
No dia seguinte, a rotina foi tudo, menos fácil, para Jimin. A noite anterior ainda queimava em sua memória e em seu corpo. Assim que chegou em casa, foi direto para o banho, na tentativa de aliviar o peso do desejo que Jungkook havia deixado. Mas nem isso foi suficiente. Pela manhã, despertou ofegante, o corpo febril, o lençol colado à pele, havia gozado durante um sonho. Sonho com seu querido funcionário.
Ver Jungkook o dia todo, circulando pela loja como se nada tivesse acontecido, só agravava sua situação. Seu corpo reagia automaticamente ao timbre da voz dele, ao perfume, até ao som de seus passos. Cada detalhe o fazia arder por dentro. Era como se estivesse em constante provocação.
E então, no fim do expediente, quando todos já tinham ido embora, Jimin não aguentou mais.
Entrou no escritório, encostou a porta e sentou-se na mesa. A calça apertava, sufocava. Seus dedos desceram por conta própria, como se o corpo tivesse decidido agir sem a permissão da razão. Começou a se tocar com pressa, a respiração já entrecortada pelo desejo acumulado dos últimos dias. Um certo nome escapava em sussurros.
— Kookie...
Mas ele não estava sozinho.
— Achei que fosse o único que trabalhava até mais tarde — disse Jungkook, encostado no batente da porta entreaberta, com um meio sorriso no rosto.
Jimin congelou por um segundo, mas o olhar de Jungkook não era de julgamento. Era um olhar faminto.
Em poucos passos, Jungkook estava diante dele. Seus lábios se encontraram num beijo urgente, carregado de necessidade. As mãos se tocaram, exploraram, apertaram. A tensão explodiu como faísca em palha seca.
Jungkook o deitou sobre o sofá do escritório e o despiu com cuidado, os olhos fixos nos dele, como se quisesse memorizar cada gesto, cada expressão. O calor inicial era bruto e voraz, como se ambos precisassem extravasar tudo o que seguraram por tanto tempo. Mas aos poucos, algo mudou.
O ritmo desacelerou. Os toques ficaram mais suaves, mais demorados. Os beijos, antes desesperados, agora vinham com ternura. A forma como Jungkook acariciava sua pele dizia mais que qualquer palavra. Não era apenas desejo. Era carinho e afeto.
Jimin sentiu isso em cada movimento, em cada olhar que trocavam entre gemidos abafados e sorrisos contidos. Ali, no silêncio do escritório, o que começou como fogo, terminou como algo mais profundo, algo que não precisava ser dito, mas que ambos sentiam.
Quando tudo terminou, ficaram ali, deitados, os corpos ainda entrelaçados, respirando juntos. Jungkook passou os dedos pelos fios úmidos do cabelo de Jimin e sorriu.
— Acho que perdi o desafio — Jimin murmurou, com um sorriso sonolento nos lábios.
— Eu também — Jungkook respondeu, puxando-o para um beijo calmo. — Mas quem disse que a gente precisa ganhar?
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