Cumplicidade Amorosa
8 Involuntariamente Me Preocupo Com Você
Notas iniciais
Anteriormente;
Pego meu casaco, minha escolha já foi feita.
Afinal de contas, Manuela é minha namorada.
E eu a amo
POV´s Joaquim
[De noite]
Vago pelas ruas de São Paulo, e nada da Isabela.
“Onde essa garota se enfiou?” – pergunto mentalmente.
Coloco as mãos dentro dos bolsos do casaco e o capuz na cabeça.
A chuva começa a cair, apresso meus paços.
Meu estomago começa a reclamar, estou há horas sem comer procurando essa garota.
Vejo um posto de gasolina não muito distante, tenho uns trocados no bolso da calça... Talvez eu possa comprar alguma coisa.
Vou até o posto e entro na loja de conveniência.
Caramba!
Os produtos aqui são caros, um chiclete custando um real, a onde fomos parar Brasil?
– Um diamante negro, por favor – peço a moça do caixa.
Entrego cinco reais e não recebo troco...
Será que realmente tem diamante nesse chocolate?
Saio da conveniência. Maravilha, a chuva está mais forte, agora não tenho como voltar para casa e continuar as buscas pela insuportável.
Me encosto em uma parede próximo e fico esperando a chuva passar...
O que não acontece, pelo contrario, a chuva piora ainda mais, de modo que consigo ver relâmpagos no céu.
Avisto uma garota suja vir cambaleando em minha direção,
Era só o que me faltava, ter que lidar com uma bêbada.
Bufo de raiva e abaixo a cabeça para que ela não me veja.
– Socorro. Alguém me ajuda – ouço as lamurias da mulher – eu fui roubada
A iluminação do posto não era lá das melhores, seu rosto não passava de borrões.
Ela caminha até um poste de luz. Posso ver claramente seu rosto...
Isabela
Corro em sua direção.
Seu rosto tem um enorme corte que sangra, sua roupa está suja, e sua blusa rasgada ao meio deixando ela completamente exposta.
– Me ajuda – foi o que disse antes de desmaiar
A seguro em meus braços, nossa ela é leve como uma pluma.
Sinto novamente aquela dor no peito, dessa vez com mais intensidade. Com uma pontada no coração.
Coloco uma mecha do seu cabelo atrás da orelha, me arrependo imediatamente.
Vejo outro corte mais fundo, em sua pele sensível, dessa vez perto do olho direito.
Sua perna está com o joelho ralado e vários hematomas, porém mais antigos.
Sinto uma inexplicável vontade de chorar ao vê-la assim. Minhas lagrimas se misturam com a chuva.
Apoio Isabela sobre meu corpo. Passando um braço por baixo de seus Joelhos e o outro apoio seu delicado torço (costas).
[N/A Joaquim pega ela como se pegam noivas]
Não consigo ficar muito tempo nessa posição, meus braços começam a doer e minhas pernas fraquejam.
Com uma garota machucada e inconsciente, cansado e sem dinheiro... Essa é minha situação.
– As coisas não podem piorar.
– Ei garoto – o segurança do posto grita
Eu e minha boca grande...
– O que foi? – respondo receoso
O segurança vem até mim
– Quem é essa garota? – pergunta desconfiado
– Amiga minha, ela acabou se machucando e passando mal, estou esperando a chuva passar para leva-la para sua casa.
– Hum... Uma gracinha essa sua amiga
Percebo que o segurança olhava para a pele exposta de Isabela, mais especificamente para seu “decote” (parte que rasgou).
– Err... – tento cobrir, inutilmente, a pele de Isa com meu casaco. Mesmo inconsciente ela está gelada de frio e treme muito
– Se quiser posso levar vocês.
– Não sei não...
– Eu sou segurança, quem melhor para levar duas crianças para casa?
“Um cara que não tente se aproveitar de uma garota ferida e inconsciente”
– Tudo bem – digo receoso
– Vamos então
Eu sei que é ariscado, mas não tenho outra opção.
Entro no carro com a Isa nos braços, sinto ela tremer e (involuntariamente) tento aconchega-la mais a mim
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