Culto: O Inicio

3 Capítulo 2: Enterro


Notas iniciais
(oi, muito obrigada João A pelo comentário, ameii obrigada por continua lendo, bjss lindo. se aparecer mais gente eu posto mais rápido os caps, é triste ver que não tenho muitos leitores :( mas é para meu leitor querido que posto um comentário lindo que ainda estou postando essa fic.) Selena não percebe quem a encara durante o enterro. quem fica o tempo todo sussurrando palavras que ninguém conhece. — Ela já caiu, e só uma questão de tempo até ser minha. sua alma é minha minha donzela antiga.

Os dias passaram tão lentamente e tão turbulentos. Selena antes uma garota extrovertida, agora uma garota calada, tímida e gostava de estar sozinha.

Hay Lin ficou preocupada desde a noite em que anunciou a morte de seus pais até a tarde chuvosa, uma semana depois, no enterro. Selena mudara muito, em pouco tempo, comia a mesma quantidade que falava, quase nada. Até seus movimentos haviam mudado, eram mais lentos, mais sofridos.

A cada dia daquela semana Selena ia mudando de humana para uma alma vagante no mundo. Mal prestava atenção as coisas à sua volta. Marie C. Stwart e Ross M. Stwart, os avós, pediram para que Hay os acompanhasse e trabalha-se para eles.

Mas a governanta achara melhor não, afirmando ser o melhor para Selena se não avisasse mais, porque ela fora quem dissera que seus pais tinham morrido, não seria bom recordar disso cada vez que chamasse pelo sobrenome.

Os avós concordarão sem muito entusiasmo. Adoravam a neta, mas já eram velhos e não tinham o entusiasmo para cuidar de uma adolescente, mesmo que essa já se virasse sozinha, ainda precisava de conselhos de orientação de alguém jovem.

Moravam em West Dover, uma cidade pequena onde todo mundo se conhecia desde o nascimento. E sua neta sempre vivera em Nova York, cidade movimentada, esparramada, todos corriam naquela cidade, por isso decidira continua na sua cidade pequena eram velhos e não tinham mais ânimo para ficar numa cidade tão grande e que transpirava juventude, eles eram velhos e sabiam que para Selena seria ruim se afastar dos amigos, da escola de tudo ali, mas era a única escolha. O Tio de Selena não era uma pessoa muito confiável para largar Selana em suas mãos incompetentes, e além do mais ele morava muito longe, era produtor de anime, ele se interessava por desenhar e não por pessoas, morava em Tóquio em alguma cidade dela. Não dava notícias há muito tempo e nem aparecera no enterro, com certeza nem sabia da morte de sua irmã.

**(piano)( http://www.youtube.com/watch?v=VOSYQd56k1Q)

As últimas palavras do padre ressoavam ao vento e Selena continuava calada, o vento balançando os cabelos soltos, sacudindo de leve as folhas das arvores ao redor. Olhou em todas as direções do cemitério até achar os avós conversando com Hay Lin, perto do portão de entrada. Deu mais uma última olhada nas fotos dos pais ali encostadas na sepultura, e lembrou que eles lhe disseram uma vez que ela teria que seguir em frente. Ela havia caído de bicicleta, aos 7 anos, e se recusava a andar de novo. O pai a pegara no colo e lhe dissera que “- a vida não para! – ele lhe tocou o nariz e deu um sorriso torto — mesmo que nos recusemos a fazer certas coisas, — ele piscou apontando a bicicleta abandonada na causada — ... ele nunca espera, nunca para. Sempre que caímos, temos que nos levantar e tentar até conseguirmos. – Ele a abraçara e dera um beijo no topo da sua cabeça.” O vento sacudiu mais forte seu cabelo e ela voltou a realidade. Sempre superamos, pensou Selena mais uma vez. Levantou os olhos para o anjo com suas assas de cimento, bem abertas como se estivesse prestes a voar, querendo chegar ao céu. O rosto redondo com sulcos no cimento ao invés de olhos, parecia olhar inexpressivo para cima. Um anjo caído que não consegue se erguer.

Virou as costas para aquele anjo e foi em direção aos avós e tentaria ao máximo não ser um estorvo.

Seu vestido preto balançava um pouco mais agitado que seu caminhar por causa do vento, ela se encaminhava par perto de seus avós. Os dois de vestimentas pretas, a vovó estava com um vestido comprido sem enfeites ou adornos a gola aula e de manga comprida, o sapato sem salto era preto fosco. Os cabelos num coque com um chapéu preto com um véu na frente, escondendo boa parte de seu rosto que estava meio inchado pelo ataque de choro que dera antes de sair de casa para ir ao enterro, e logo após a missa fora outra rodada, daquela vez acompanhada vovô, lembrou Selena a olhando. Seu avô estava com um terno preto meio amarrotado por ter ficado o tempo todo segurando a vovó, desde que saiu de casa aquela manhã. Já era passado de meio dia. E todos já haviam ido em bora, apenas eles ficaram para se despedirem sozinhos.

Hay olhou Selena vindo de longe com passos pequenos, meio curvada, com todo aquele cemitério atrás dela e a rodeando, as folhas passando por seus sapatos sem salto, o vestido preto pelos joelhos se agitava as rendas brancas dando um contraste no vestido. Aqueles cabelos longos ondulados se agitando, Hay sorriu para ela que nem olhava para frente e sim para o chão agora, ela sofre por dentro, pensou Hay voltando a falar com os avós de Selena.

Selena pegara Hay a olhando e abaixou a cabeça, cada passo que dava em direção a eles era um passo mais longe dos pais e parecia que doía aquilo, ela queria voltar aos túmulos e se deitar lá no meio da grama fofa que haviam posto por cima, o vento passo rápido sobre seus olhos e ardeu ainda mais, fazendo escorrer algumas lágrimas, ela não queria chorar, sua visão se embasou por um segundo ela piscou e passou o braço pelos olhos espalhando as lágrimas quentes pelo rosto sem maquiagem, deixou o cabelo cair ainda mais nas laterais de seu rosto para fazer sombra em todo o rosto. Ela sentia uma dor na boca do estomago e a estava fazendo andar meio curvada, prendeu a respiração e olhou para onde estavam seus avós com Hay.

— Está pronta, querida? – perguntou Marie do jeito mais calmo que conseguiu.

Aproximou-se deles e concordou com a cabeça, Ross abraçou a neta e a levou pela calçada até a porta de traz do carro, o motorista entrou e esperou todos entrarem no carro, Hay se sentou no banco do carona, todos em silêncio, Marie olhou o cemitério com a dor no coração latente, já não bastara a morte dos avós paternos de Selena no início daquele ano, pouco meses antes, um após o outro e todos ainda estavam tentando superar e agora isso. Mais duas perdas na mesma hora, Marie começou a chorar e entrou no carro passando o lenço nos olhos, fechou os olhos ao fechar a porta do carro.

O barulho da cidade passou despercebido dentro do carro. assim que o carro estaciono no aeroporto, Selena teve certeza que aquela não era mais a sua cidade. Não teve despedidas de amigos apenas frases curas como, “boa viajem” e “se cuida”. Selena falara que não queria despedida melosa e que se custava a ficar falando por muito tempo, os amigos entenderam e não deram escândalo como era acostumado a fazer em despedidas. Ela não queria passar mais nenhum minuto naquela cidade então fizera as malas na noite anterior. Teria um representante na cidade cuidando de todas as papeladas da casa da herança e tudo mais. Ela já era maior de idade e já tinha assinado tudo o que foi preciso, e logo suas coisas seriam mandadas para West Dover, Vermon. Selena não queria sabe de muita burocracia, sua mãe era bancaria e seu pai dono de uma agencia de advocacia, mas ela não queria nada daquilo então ela deixou tudo nas mãos de um braço direito do pai, que ela considerava como tio.

Despediu-se de Hay com um abraço vago, ela mal sentia se mover ou o calor do corpo pequeno de Hay que se sacudia a cada soluço ao abraçar forte Selena. Ela olhou nos olhos de Hay e sorriu.

— Eu estou bem. Tudo vai fica bem. Quando eu puder eu venho te visitar ou você vai me visitar, está bem?

— Sim, minha querida. – Ela chorou e se prometeu fazer isso.

Após as despedidas de Hay Selena se dirigiu para dentro do aeroporto com seus avó, seu olhar era vago nada prendia sua atenção, as passagens na mão de sua avó tremiam, e Selena não conseguia dar um apoio por que mal ela conseguia estar ali de pé. Assim que o chamado para o embarque foi pronunciado Selena abaixou os olhos para o chão e seguiu os passos de seus avós na frente.

Notas finais
no próximo cap: conhecer onde sua mãe morou quando era nova, uma descoberta e tanto. mostrar o que não se sente é horrível.