Culto: O Inicio

4 Capítulo 3 Curiosidade


Notas iniciais
(oii finalmente estou publicando outro cap, e apartir de hoje não vou demorar muito para postar novos caps dessa fic, e pra quem esta acompanhando essa de uma lida em Malditas http://fanfiction.com.br/historia/402692/Malditas/ ela é mais de terror. ) O avião lotado, mas aquela pessoa alguns bancos atras do de Selena admirava o topo da cabeça da garota que dormia, parecia tão cansada e sofrida que resolveu ajudar ela dormir. Entrou na cabeça dela e mostrou o que esperava ela em um futuro próximo. Para apagar tudo assim que ela acordou. Mas deixou todos os sentimentos lá, para ela saber que o que espera é sempre a tragedia, a morte e o terror.

Durante a viagem Selena dormirá e tivera apenas pesadelos turbulentos, aquela pessoa a encarava tanto mexendo a boca sem parar, e ela sentia uma dor lancinante nos braços, nas pernas e no pescoço, tudo começou a girar. Ela ouviu o grito de um homem, ele falou com ela e ela sabia que o conhecia, mas não tinha certeza de quem era, ela não conseguia ver seu rosto, tudo ficou escuro e uma chama alta apareceu, parecia que queimava sua pele. Acordou sem lembrar-se de nada do sonho, mas com um susto que sua alma tremia.

Assim que o avião pousou a garota saiu e respirou fundo o ar de Vermont, olhou para os prédios mais ao longe e descera de vagar, seus avôs desceram logo em seguida. Um homem de uns 30 e poucos anos o esperavam, Marie deu um sorrisinho não muito agradável e Ross abril um sorriso alegre ao ver o companheiro. A velha senhora fez Selena esperar os dois homens irem pegar as poucas malas que eles levaram e as duas malas da neta, que se recusara levar mais que o necessário. Marie não se aproximou muito do homem que conversava alegremente com seu marido.

A viagem de carro pela cidade fez Selena se distrair, mal fora apresentada para o tal homem, dera oi de longe e um sorriso caído que mais parecia uma boca retorcida. Durante a viagem de carro sentira o corpo finalmente doer de toda a viagem mal-ajeitada, Marie puxou sua cabeça para o colo e deixou-a descansar. Saíram do asfalto e foram por uma estrada de terra e com isso o carro se sacudiu com os solavancos o que fez com que ela desse um ataque de riso pelos pulos seguidos que dava. A senhora olhou assustada, Ross e o homem se calaram e olharam para o banco de traz, ela chorava de tanto rir, olhou para o marido e também começou a rir. A risada não era alegre, apenas um ataque sem muito sentido. A velha tinha certeza que depois daquele ataque ela ia cair no choro sofrido que evitava desde a noite que soube de seus pais.

Nunca fora a casa dos avós, não sabia o longo caminho que tinha que percorrer da cidade até lá. Como também jamais suspeitara que algum dia iria estar dentro de um carro velho que cheirava a mofo, junto com os avós que lhe restara. Pegou a mão de Marie e a beijou, sorriu-lhe e levantou. Não ia ser uma menina rancorosa, arrumou-se no banco desconfortável, nem nada que perturbasse a tranquila vida daquele casal de velhos que a amavam, ia tentar guardar pra quando estivesse sozinha no escuro do seu novo quarto, na sua nova casa, na sua nova cidade de velhos, pensou.

Abriu a janela e olhou para o campo verde que se estendia ao seu lado. Parecia uma infinidade de árvores, o verde até que era calmante. Olhou para frente e se apertasse os olhos dava para ver a pontinha de alguns telhados, sua nova cidade se aproximava, seu coração não ficou acelerado nem nada, por dentro ela não sentia nada, estava tudo adormecido e ia tentar manter assim até que chegasse o momento certo.

Alguns minutos depois entravam em uma estrada asfaltada e adiante casas bem cuidadas com jardins floridos e coloridos. Lanchonetes movimentada, lojas, e até um shopping de quatro andares branco, cada andar com um tema diferente em sua extensão, Selena ergueu uma sobrancelha interrogativa. Entrando em outra rua, veios os bares mais velhos espalhados, algumas lanchonetes com jeito de velhas, Selena sabia que tinha coisa velha ali naquela cidade, riu de novo.

As pessoas andavam pelas calçadas para diferentes direções, algumas na calçada apenas conversando. Viu um grupo de garotas sorrindo, e cochichando com certeza falando dos garotos que atravessavam a rua indo em direção delas, elas riram e eles chegaram as abraçando alguns dos garotos davam beijos em suas namoradas, outros apenas davam beijos no rosto se cumprimentando. Quando o carro parou em um sinal fechado, pode ouvir a risada escandalosa da ruiva alta que passava pela facha de segurança a frente do carro, ela falava animada no celular, como se fosse só ela e a pessoa da outra linha no mundo, Selena sorriu. A ruiva estava com uma calça jeans desbotada e uma camisa xadrez cinza e preta.

Selena pensara que a cidade fosse pequena, mas se enganara, era até bem movimentada. Casas grandes apareceram em outra rua, um hospital parecendo novo, que sua avó informou ser o único na cidade. Ela tinha que admitir que era bonitinha a cidade, mas ela gostava tanto de Nova York, que era estranho vir para uma cidade mais calma. Prometeu-se que no dia seguinte iria fazer uma caminhada para conhecer um pouco mais da cidade, não queria se perder ali, ainda mais porque seus avós não dirigiam, então não iriam ficar indo e voltando da escola com Selena, ela não era mais criança. Como a cidade não chegava a ser um bairro da sua antiga cidade, então ela jamais se perderia naquelas ruas.

Lembrar de antes, fez com que chegasse a borda da sua barreira que não deixava passar coisas da antiga cidade, ela fechou a mão e respirou fundo fechando por um instante os olhos. Seu rosto queimou, ela sentiu alguém a observando, devia ser sua avó. Ela abriu os olhos e viu dobrando a esquina alguém de casaco preto, não viu se era homem ou mulher, estreitou os olhos observando, nem soube se explicar do porque quis ter visto o rosto da pessoa. O casaco preto não indicava se era homem ou mulher, mas ela queria saber quem era, sua curiosidade que nunca fora muita, agora estava delirando imaginando o monstro da cidade o que a fez ficar com a boca apertada para não gargalhar ao se dar conta do pensamento. A pessoa era louca de estar com casaco naquele calor dos infernos, pensou desligando com custo a curiosidade.

Alguns minutos depois o carro foi estacionado na frente de uma casa bege com janelas brancas, tudo bem cuidado, um jardim verde com um pessegueiro na frente fervilhando de flores rosas. Nos fundos da casa tinha uma mata pequena pelo que Selena pode ver, a casa de Marie era do outro lado da cidade, saindo já da cidade, tinha logo após a esquina mais casas, mas ali era uma das últimas ruas.

Notas finais
(espero que tenho gostado, e também espero receber comentários de incentivo, correção de português e outras coisas sei la. desde que comentem eu vou ficar feliz.) no próximo cap: finalmente conheço onde minha mãe dormiu sua infância e adolescência, aquele quarto esquecido por uma garota que fugira de casa para se casar, esse era o motivo maior mais tinha tantos segredos que nem sua avó queria contar. ou lembrar.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.