Notas iniciais
Um especial sobre os pais de Aiko, espero que gostem e boa leitura ^^

Alguns anos atrás. Zen tinha apenas 18 anos enquanto exercia cargo de assassino em seu clã. ela, era apenas uma camponesa que morava com sua mãe na aldeia de sunsan, pertencente a província de zunicha. naquele dia, Zen tinha saído em uma missão para interceptar e destruir uma facção criminosa no local, a mesma facção estava mantendo de refém uma moça e sua mãe enquanto as duas tinha ido comprar algumas coisas no grande mercado a seu aberto da aldeia. Segundo os integrantes da facção, as duas eram as únicas que sobraram desde o extermínio do clã bara, que era acusado de trair o reino e ter matado o Rei Comoto II. Zen rapidamente chega ao local e vê que há uma multidão de de gente ao redor das mulheres enquanto todos os criminoso as espancavam.

—Vejam senhoras e senhores, essas duas vadias devem ser as únicas que vocês irão ver em toda sua vida. Olhem esses olhos, esse tom de cor do cabelo, essa aparência. Ainda conseguem lembrar das outras pessoas do clã bara jogadas no chão?, Não se parecem?. Disse um dos criminosos.
As pessoas gritavam para que as duas fossem mortas alí. Sangue espirrava de suas bocas, gritos de agonia de duas pessoas inocentes de quem só pretendiam fazer compras e viver suas vidas em paz. Zen então olha para as duas e lembra, são as mesma que ele tinha visto sorrindo algumas horas atrás, isso fazia a ira emanar de seu corpo, sem pensar ele age, coloca sua máscara vermelha no rosto e então pula de uma árvore próxima bem em meio aos bandidos. Logo as pessoas se assustam com aparecimento de Zen, o sangue em sua espada e a cabeça de um criminoso no chão. Esse era o verdadeiro poder do clã dos assassinos. Ele então coloca sua espada em sua cintura em quanto os outros criminosos fugiam do local, ele olha para a cara das moças e vê que ainda está tudo bem.

—Escutem todos vocês, são humanos ou animais selvagens ?, Essas duas moças vieram aqui apenas para comprar seu alimento e é assim que vocês a tratam?.

—Escutem assassino idiota, elas são do clã que matou nosso querido rei e...

Zen em um piscar de olhos saca sua espada e coloca no pescoço do homem a quem lhe dirigia a palavra.

—Escute caro amigo. Não acha que uma cabeça decapitada não é o bastante por hoje?, Se ousar me interromper novamente você será o próximo.

—M-Me desculpa senhor. Disse o homem tenso como se fosse seu último segundo de vida.

—Bem, como eu dizia, se essas mulheres são ou já fizeram parte do clã bara isso é passado, como podem acusar duas moças por um pecado que aconteceu a muito tempo?, O clã bara é culpado?, Me poupem. Tudo que acharam no quarto do rei foi seu corpo e seu conselheiro chorando agarrado em seu peito, e o que vocês fazem?, Matam esse homem sem pistas e exterminam todo seu clã. Se acha que essa é uma forma certa de se conseguir paz estão enganados.

Um silêncio tomou conta de todo local, as pessoas viam o tamanho da culpa que carregavam em suas costas sem nem ao menos perceber. Zen guardava sua espada mais uma vez até que foi atacado pelas costas, um dos criminosos não teria fugido como realmente ele pensou.

—Seu assasinos desgraçado, acha que pode matar nosso chefe e sair ileso?.

Depois de se ajoelhar de dor, Zen via sua mascara cair do seu rosto. As pessoas tinha medo de se aproximar e ali ficaram paradas, só que em um momento de valentia uma das duas mulheres que estavam sendo feitas de refém pega a faca do criminoso que havia morrido e a crava na cabeça do outro que cai no chão, Zen então consegue retirar a faca que estava no seu ombro.

—Bem isso não foi um dia de sorte pra nós. Dizia Zen colocando sua máscara novamente.

—Você está machucado?, Eu posso fazer primeiro socorros no ferimento, deixe eu te ajudar. Disse a moça que salvou Zen.

Nesse momento os dois olham um ao outro. Zen como era tímido, rapidamente desviou seu olhar. Ela então toca sua máscara e direciona seu rosto de encontro ao dela.

—Meu nome é Hasu, obrigado por salvar minha mãe e eu.

Aquele rosto angelical fez com que Zen ficasse perplexo, era a primeira vez que uma mulher tinha tocado seu rosto daquele jeito, sentiu seu coração bater mais forte, suas mãos tremerem, Zen então se apaixona.

Depois do incidente no mercado de sunsan, Zen passou a frequentar aquele lugar com mais frequência. Queria se certificar que aquela seria a última vez em que pessoas fossem feitas de refém, dizia ele a seus superiores. Conseguiu com que o chefe do clã, seu pai, desse a ele a condição de vigiar aquela área durante a noite para que não aparecesse nenhum criminoso. Zen tinha três horas pra vigiar aquele local e descansar, sempre que faltava apenas uma hora ele ia se encontrar com sua mais nova namorada, Hasu, a mesma que salvou a alguns dias atrás.
Se encontravam em baixo de uma árvore no pico de uma montanha próxima, a vista das estrelas e o canto das corujas faziam com que os dois apreciassem a paisagem juntos.

—Querido, sera que seu pai descobriu sobre nossos encontros todas as noites?

—Meu pai nunca iria saber, os únicos que poderiam relatar isso são os membros do clã e ele nunca manda mais de um assassino vermelho para vigiar um local.

—Então quer dizer que meu lindo namorado é um ótimo espadachim. Que encantador.

—Não pense assim, deveríamos evitar mais de matar pessoas, de que serve as prisões em nosso reino?

—Querido, nenhuma prisão dessa região consegue segurar com vida se quer qualquer pessoa que entre, são torturadas dia e noite e acabam morrendo de fome ou sede. Ter uma morte rápida evitaria eles do seu sofrimento.

—Apenas um insulto. Disse Zen sério.

—Como assim querido ?

—Nosso clã não é chamado de assassino desde o começo, nós éramos apenas espadachins que viviam da paz, desde que reis foram escolhidos para mandar muitas coisas mudaram.
—Isso eu soube a muito tempo, desde que vi minha mãe e meu pai a me carregar no colo fugindo de todos aqueles soldados...

—Não é nossa culpa amor, não pense nisso, o rei Comoto era uma boa pessoa, certamente se não tivesse morrido ele nunca deixaria isso acontecer, tudo culpa do seu irmão que sucedeu o trono, talvez se seu reinado tivesse durado, não teríamos o peso de assassino em nosso clã e poderíamos vivem em paz.

—Você é um homem bom Zen, o homem que escolhi para amar. O que acha de termos um filho?.

Zen rapidamente se levanta envergonhado e coloca sua marcará no rosto.

—Tenho que ir querida, amanhã voltarei novamente no mesmo horário.

Hasu continuava a ver Zen se distanciar aos poucos.

—Ele pode ser tímido mas é um homem forte.

Alguns dias depois Zen recebeu uma carta do seu pai enquanto vigiava os arredores de Sunsan. Nela dizia que ele deveria rapidamente voltar ao clã para receber sua nova promoção.

—Zen, do clã tamashi, convoco você para que volte e aceite sua nova promoção como máscara negra, você terá seus aposentos do templo do rei e lá servirá com honra e honestidade, prove que é o homem que eu quis que se tornasse.

Ele não sabia o que fazer naquele momento. Rapidamente pensou -Como poderei ver hasu?. Assassinos de máscara preta não podem se casar ou ter laços familiares, tudo que ele teve no passado irá ficar nele. Zen em nenhum momento quis que isso acontecesse mas ele sabia que mais cedo ou mais tarde suas habilidades o levariam a esse posto. Na manhã seguinte ele chega ao templo, vários assassinos do clã estavam posicionados em sua espera. Seu pai, o mandante de tudo segurava a máscara em suas mãos.

—Se aproxime meu filho. Hoje será o dia em que você se tornará um verdadeiro homem.

—Que a sua vontade seja feita meu pai. Diz Zen ao se ajoelhar.

—Esse cargo veio a ser seguido por várias gerações. Pelo seu avô, seu tio, seu pai e agora você. Aceite com honra sua mais nova missão e viva seus dias de glória com sabedoria.

—Obrigado meu pai.

Zen então coloca sua mais nova máscara. Seus olhos pareciam estar em chamas, o tô negro da máscara e a cor vermelha em seus olhos predominavam admiração a todos.

—Veja meu filho. A tinta do infinito. A tinta que só só irá deixar de existir quando todo esse mundo Vivar pó. Saque sua espada e extraia seu sangue em meio a ela para que sejam unificado os dois.

Ele então saca sua espada e abre um corte em sua mão derramando sangue em meio a tinta.

—Para que seu sacrifício seja feito, escreva o nome a quem se dedica proteger com sua vida. Termina seu pai.

Zen então pega o pincel a seu lado e começa a escrever com a tinta o nome de quem se dedicava proteger. Muitos colocariam que seria o rei, assim como todos os outros fizeram antes dele, mas Zen era diferente o nome da mulher a qual amava foi escrito em sua espada, ele então olha para o céu e diz.

—Deste dia me dedico a proteger a única coisa importante em minha vida, que meu amor por ela seja o suficiente para que minha força de vontade resista até o dia de minha morte, como uma flor que desabrocha ou a linda chuva que cai, ponho tua vida em minha mãos, Hasu.

Notas finais
No próximo capítulo continua, boa leitura ^^