Crônicas de luz e sombras

13 Parte 9: A força do amor que se transforma em tragédia


Notas iniciais
Continuando a história de Zen e Hasu, espero que gostem e boa leitura.

—Querida Hasu. Já faz alguns dias que parti para o templo do rei, desculpe não a ter avisado sobre minha promoção, infelizmente não tive tempo de me despedi e fui convocado imediatamente. Quero que saiba que todos os dias eu penso em você, não pretendo passar muito tempo aqui é logo darei um jeito de voltar aos seus braços.
Com amor: zen.

Essa foi a carta que Hasu recebeu alguns dias depois em sua casa através de de um corvo, ela achava loucura a ideia de Zen tentar fugir do templo do rei. seria chamado de traidor, pensou ela. Havia pouco tempo que os dois começaram a namorar mas já se amavam muito um ao outro como marido e mulher.

—Minha mãe, temo que Zen está tramando fugir do templo real para me encontrar, ele será morto se o pegarem. Disse Hasu assustada.

—Eu sabia que esse amor entre vocês dois acabaria trazendo grandes consequências, você sabia do cargo que ele carregava, o clã a quem ele pertence. Coisas boas não viriam acontecer.

—Mesmo assim eu o amo, nem que ele passasse o resto de sua vida trancado naquele templo protegendo o rei eu nunca o deixaria de amar.

—Tudo que devemos esperar minha filha, que o Deus da luz esteja do nosso lado.

No templo do rei Zen teria que está atento todos os momentos, não poderia descansar até que a noite chegasse. Estava presente com o rei em conselhos com outros reinos, reuniões sobre as províncias e até mesmo na hora do banho, uma cargo bastante sério pensava ele. Sua tristeza era passar todos esses dias sem ver sua amada, ele tinha em mente como iria fugir do templo sem ser percebido, assim encontraria Hasu e fugiria para longe, tudo que ele queria era ser feliz com ela e ter uma família, isso o deixava bastante entusiasmado. A sua nova máscara era o que mais incomodava, o efeito mágico que deixava seus olhos vermelhos faziam com que ficassem um pouco irritados com a ardência produzida, diferente das outras, essa era a única máscara que ele não poderia retirar em quanto estava trabalhando, suas horas de sono também eram muito reduzidas, deveria dormir sempre duas horas depois do rei e acordar algumas horas antes para iniciar sua carga horária.

No dia planejado Zen finalmente se preparava para fugir do templo, seu plano era sair na hora do banquete entre conselheiros e o rei, haveria uma reunião nesse mesmo dia onde o rei fazia planos e tomava ideias sobre o que fazer. Era perfeito, ele pensou. Iria fugir o mais rápido possível e iria encontrar com sua amada alguns quilômetros a frente, como tinha olanejado através de algumas cartas que ele enviou, finalmente poderia viver feliz com sua futura esposa em um local afastado sem que ninguém soubesse. Já estava na hora da reunião começar, zen ficou como de costume do lado de fora próximo a posta onde haveria a reunião, vários conselheiros do rei entraram na sua presença e lá sentaram para descutir a situação do reino.

—Bem meus queridos conselheiros, vocês já sabem que quem está em sua presença é o legimito e herdeiro legal do rei Comoto, seu irmão, telofis. Espero que tenham reunido várias ideias e planos para esse reinado. Ficarei honrado em ouvir vocês.

Um dos conselheiros levanta e puxa um pergaminho.

—Venho lhe informar meu rei que foram pegos mais de 100 bandidos espalhados pelo reino, sugiro ao senhor que devessemos manda-los para serem vendidos como escravos ou mand...

—Mande matar todos, que cada um tenha uma morte diferente e variada para que não fique chata toda essa situação.

—Mas meu querido rei, se conseguirmos vender todos eles poderíamos conseguir uma boa contia para o reino.

—Dinheiro não me interessa homem, quero que mate todos eles para que sirva de lição aos outros e pensem duas vezes antes de praticar um crime.

—Mas meu rei...

—Proximo.

Outro então se levanta para descutir outra situação, ele não estava segurando nenhum pergaminho e se dirigia ao rei de forma direta.

—Algum tempo atrás precensiei uma cena bastante interessante na aldeia de sunsan que fica na província de zunicha. Vi uma multidão no local em volta de duas mulheres e um homem do clã dos assassinos, ele protegia o que seria as únicas restantes do clã bara que todos pediam por sua morte, mas tiveram medo do assassino que as tirou do local e não foi mais visto.

Zen rapidamente ficou tenso do outro lado da porta, pensava o que aquele homem estaria querendo pedir ao rei o que devesse ser feito.
—Continue conselheiro. Disse o rei.

—Muito bem. O que eu lhe sugiro querido rei é que mate as duas mulheres e prenda o assassino que as salvou, todos viram o momento em que ele decapitou um inocente e matou outro. Foi um traidor pertencente ao clã bara que matou seu querido irmão, não acha que algo deveria ser feito?.

—Isso aconteceu a alguns anos, creio que mata as duas mulheres não seja algo justo. Mas que a justiça seja feita, mandem homem a procura de onde elas vivem e as matem assim que tiverem confirmado de que são elas, se algum inocente morrer diga que foi apenas uma missão contra uma grande organização no local.

Zen sem pensar parte a porta em dois e entra na sala do conselho.

—Se algum de vocês pensarem em machucar aquelas duas mulheres terei que mata-los imediatamente.

—O que significa isso. Disso o rei a se levantar. Você é um assassino do reino e serve a mim seu patético, como ousa me ameaçar?.

—A pessoa a quem dediquei proteger não foi um homem gordo e nojento como você, tenha em mente que minha estadia aqui seria curta de qualquer forma. Irei fugir com as duas mulheres que planeja matar e você nunca mais nos verá novamente.

—Espera. Disse o conselheiro de antes. Eu conheço essa voz, você é o mesmo assassino que protegeu as duas na aldeia, o que um traído como você faz aqui?.

—Essa foi uma questão que me pergunto quase todos os dias, poderia te matar agora mesmo por colocar minha amada e sua mãe em risco, mas não tenho tenho tempo a perder.

Zen então foge da sala e corre para os estábulos do reino, era lá que se encontrava os cavalos mais rápidos e se conseguisse pegar algum chegaria rapidamente aonde Hasu estava.

—Ele devia ter se explicado melhor se queria me encontrar aqui. Dizia Hasu sentada ao lado de uma árvore na floresta, ela tinha lido a carta que Zen a tinha enviado e estava o esperando no local, seu amor intenso por Zen a fez abandonar sua mãe para que vivesse uma vida totalmente diferente. Já estava esperando ali no mesmo lugar a umas três horas quando uma carruagem se aproxima rapidamente e entra na floresta, era Zen e a cara que ele fazia naquele momento era de preocupação.

—Vamos Hasu suba rápido. Não podemos perder tempo.

—O que aconteceu Zen, por que está tão assutado?.

—Suba logo na carruagem, eu lhe explico no caminho, temos que ser rápidos para salvar sua mãe fugir dessa região o quanto antes.

Ela sem perguntar mais nada sobe na carruagem e já tinha ideia do que poderia ter acontecido, ela sabia que a maldição do seu clã iria seguir sua família a qualquer lugar e não demoraria muito para que elas fossem caçadas. Zen seria a única pessoa em toda a sua vida que tinha extrema importância.

—Querido, eu já sei o que pode ter acontecido, por que mesmo assim insiste em nos proteger?, Estamos amaldiçoadas por esse mundo e talvez fosse melhor se nós duas morre...

—Não fale nenhuma bobagem. Está jogando no lixo a vida sua vida e a de sua mãe?, Como eu já disse, a culpa não é se vocês, enquanto eu viver meu único propósito será proteger vocês duas.

Hasu então se agarra ao braço do marido e olha em seus olhos.

—Você está fazendo isso muito bem.

Alguns minutos depois uma fumaça escura cobria os céus do local, a fumaça vinha de onde ficava a casa de Hasu.

—Olhe Zen, a fumaça vem de onde nos moramos, o que deve está acontecendo?.

Quando se aproximam a verdade é revelada o corpo de sua mãe está preso a uma estava em quanto queimava no enorme incêndio que estava acontecendo. A bandeira real cravada ao chão como sinal de que Zen havia chegado muito tarde restando apenas sofrimento para Hasu. Ela não mostrava nenhum sinal de sentimento ou atitude seu corpo ajoelhado frente a sua casa pegando fogo, seus olhos soltavam lágrima em meio a seu rosto sem reação. Zen a abraca.

—Eles irão pagar querida. Eles irão pagar...

Notas finais
Faltam poucos capítulos para que o volume 1 de Aiko chegue ao fim, acompanhe os próximos volumes dá história e fique sempre atentos aos lançamentos, obrigado por lerem e boa leitura.