Crônicas de Ghost River #Wayhaught
15 Degraus
Notas iniciais
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Waverly tinha me avisado que passaria um tempo pesquisando sobre a possibilidade dela não ser uma Earp. O exame que ela fez de DNA mostrava uma certa compatibilidade, mas era difícil de ser preciso. Quando é certeza a compatibilidade o exame mostra 99,9%, deixando ainda 0,01% para o benefício da dúvida.
Alguns dias se passaram sem que a gente pudesse se ver pessoalmente. Eu entendia a situação, mas foram dias escuros. Tristes.
N: (9h34) Ei, Waves. Eu sei que você está envolvida em suas pesquisas, mas eu posso passar aí para te ver?
W: (21h12) Oi, desculpa a demora. Que tal amanhã depois que você sair, no Shorty's? Eu te busco.
N: (21h13) Está marcado.
N: (18h00) Ei, babe. Já está chegando?
W: (19h10) Desculpa, esqueci completamente. Estou na estrada indo para o Arizona. Preciso de uma certidão de nascimento e consegui falar com um padre que tem o registro.
W: (9h26) Consegui o que eu precisava. Estou assustada.
N: (10h00) Aconteceu alguma coisa?
W: (10h12) Te conto hoje a noite?!
Nedley entrou e parou em frente a minha mesa com uma pasta grande, cheia de divisórias e folhas. Ele parecia um pouco contrariado com aquela ação, mas não desistiu. Deixou a pasta e saiu. Em cima havia um post it escrito "Foi tudo o que eu achei, espero que faça bom proveito das informações" Na identificação da pasta estava escrito "Maldito".
"Nedley tinha feito uma pesquisa sobre minha cidade e me entregado? Assim? Depois de eu ter pedido pelo menos duas vezes? Ele realmente era surpreendente." — Pensei.
Eu queria ver tudo com calma, coloquei o arquivo dentro da minha bolsa para ler em casa. Quando eu estava quase indo embora, informaram que ia ter a segunda parte dos jogos no sábado a noite, mas os ganhadores deveriam ficar em locais separados dos novos jogadores e dos perdedores. Liguei para o Doc, para perguntar se ele poderia me encontrar, ele disse que estava no Shorty's, era só eu ir até lá. Peguei minhas coisas e fui. Doc aceitou jogar novamente para me ajudar, como se ele não gostasse de fazer esse tipo de coisa por conta própria...
Cheguei em casa e vi Waverly sentada lá, tremendo de frio. Nevava pouco, mas ainda assim nevava. Andei até ela um pouco confusa. Ela se levantou com as mãos nos bolsos.
— Ficou brava comigo? — Perguntou enquanto eu subia os três degraus da entrada.
— Um pouco chateada, sim. — Respondi, como se não tivesse dado muita importância ao fato. Abri a porta e deixei ela entrar. — Você está bem? Fez uma viagem segura? — Dei um passo e encostei meus lábios nos dela rapidamente.
— Foi tudo bem, o que me assustou foi o que eu descobri. — Ela estava tremendo ainda, embora o aquecimento estivesse ligado. — Eu consegui a certidão de nascimento da minha possível bisavó biológica. — Acendi a lareira.
— E você ficou animada? — Fiz sinal para ela me acompanhar até a cozinha.
— Até ai sim, mas o padre disse que havia outra igreja lá perto, onde poderia haver registros de casamentos. Fui até lá e descobri que ela se casou com um Cryderman. — Ela estava no umbral da porta, olhando eu colocar água para esquentar.
— Cryderman? Igual do juiz Cryderman? — Virei para ela franzindo a testa. Sybil começou escalar a perna dela e ela a pegou no colo.
— Exatamente. Eu não quero ser descendente daquele pedófilo imoral.
— Waves, acho que você não tem muito o que fazer quanto a isso, mas como você chegou neles? — Tirei duas xícaras do armário.
— Foi um pouco complicado pensar nisso, então eu peguei uma lista de todas as pessoas que o Ward, meu pai, matou. Faria sentido ele ter matado minha mãe biológica e só ter ficado comigo por culpa ou por insistência da minha mãe. Eu tinha que começar de algum jeito, descobrir se tem algum descendente vivo para eu poder fazer algum tipo de teste, se não der certo eu começo de novo. — Deixou a Sybil no chão e se sentou de frente para mim. Ela parecia com menos frio.
— E o Cryderman deixou algum herdeiro antes de se matar? — Peguei o chá que já estava pronto e coloquei nas xícaras e a entreguei uma.
— Sim, o neto dele estudou comigo, vai ser muito fácil de conseguir amostra de saliva. — Ergui as sobrancelhas e cruzei os braços.
— A gente só vai tomar uma cerveja e você pode ir junto, oficial Haught. -Se levantou e passou as mãos em meus braços. — Para me manter em segurança... — Aquela frase pareceu inapropriadamente sexy ou talvez apropriada demais?
— Com certeza vou te manter em segurança, Waverly Earp. — Tentei responder no mesmo tom de provocação.
— Senti sua falta. — Passou o dedo indicador em meus lábios. Fechei os olhos por alguns segundos. Coloquei parte do cabelo dela atrás da orelha, deslizei a mão lentamente em seu pescoço até chegar em sua nuca e trouxe o rosto dela até o meu. Ela ficou de costas para a mesa, com uma mão ela passeava os dedos em minhas costas, com a outra ela prendia algumas mexas do meu cabelo.
Ela tinha um toque leve e preciso, sua língua invadiu minha boca tão vorazmente que fez meu coração disparar imediatamente. Ela não era nenhum pouco sutil quando estava disposta a algo. Dei mais um passo para frente, deixando o corpo dela completamente grudado no meu, mas parecia que não era suficiente, ela empurrava minhas costas para frente. Sua boca estava quente e nossas línguas brincavam em ritmo moderado. Minha mão passeava em sua nuca e a outra em sua cintura. Devido a pressão que a gente estava fazendo na mesa, ela começou a ir para trás. A gente riu e desencostamos dela. Waverly me olhou esperando que eu fizesse ou falasse algo. Embora a gente se gostasse, o tempo que tínhamos passado junto ainda não era suficiente para estarmos completamente confortáveis em todas as situações. Eu ainda estava com a mão em sua cintura, a puxei para mim. Ela sorriu quando a gente voltou a se beijar.
Andamos até a última parede da cozinha, que fazia divisa com a sala, sem nos desgrudarmos. A mão dela desceu até o final da minha blusa e subiu, com a ponta dos dedos, por baixo dela. Nossa respiração estava um pouco acelerada. Comecei a ficar pensativa com a possibilidade de fazer algo que ela não gostasse. Ela nunca tinha ficado com nenhuma mulher antes, certo? Ela não parecia preocupada com isso naquele momento. Indicou que não queria ficar na cozinha e andamos até a sala, parando entre a escada, que levava aos quartos e o sofá. Colocou os dois braços em meu ombro e subiu o primeiro degrau, ficando maior que eu. Começou a andar de frente, ficando de costas para mim. A abracei por trás e beijei demoradamente seu pescoço. Ela fechou os olhos e inclinou o pescoço para o lado oposto que eu estava. A abracei um pouco mais forte e senti sua respiração vacilar. Subimos mais um degrau, ela quase perdeu o equilíbrio. Entrelaçamos os dedos em cima da barriga dela. Coloquei o cabelo dela para o lado e passeei com os lábios e o nariz em sua nuca. Subimos outro degrau, eram 15 no total. Waverly ficou de frente para mim, pousando as mãos onde minha blusa acabava e a levantou um pouco. Passou a língua demoradamente em meu lábio inferior, depois o mordeu, dando uma leve puxada em sua direção. Subimos para o quarto degrau. Minha blusa já estava na metade da minha barriga. Seus dedos cautelosos passeavam em minha cintura e costas. Ela mantinha o contato visual, que me tirava o fôlego. Respirei fundo sorrindo, segurei o queixo dela e a beijei. Seus dedos encontraram o elástico debaixo do meu sutiã. Chegamos no quinto degrau e ela puxou minha blusa para cima e a tirou, com facilidade. Encostei ela na parede, colocando seus braços acima da cabeça. Nossos beijos começaram a ficar mais intensos e demorados. Ela percebeu que estava presa na parede, colocou as mãos em meus ombros e cruzou as pernas em meu quadril. Subi o restante dos degraus devagar, enquanto a beijava.
A coloquei com cuidado em cima da cama, do jeito que ela estava, permaneceu, fazendo com que eu ficasse por cima dela. Tirei alguns fios de cabelo que caiam sobre seu rosto e voltei a beijá-la. Nossos corpos estavam se movendo de forma lenta. Ela descruzou as pernas. Passei uma das mãos por baixo de sua blusa, a levantando um pouco. Eu podia ouvir sua respiração mais alta. Parei de beijá-la e a olhei, segurando sua nuca. Ela me olhava com atenção, mas séria. Terminei de tirar sua blusa. Beijei demoradamente seus lábios, bochecha e pescoço. Senti sua mão descendo pela minha barriga, depois para dentro da minha calça, mas tirou rapidamente. Por um instante não consegui sentir suas mãos, a olhei novamente, acariciando sua testa.
— Você sabe que não precisa fazer nada que não queira, certo? — Perguntei e ela balançou a cabeça afirmativamente. Puxou meu rosto para si e me beijou com vontade. Ela parecia levemente nervosa, mas não assustada, não era como se eu estivesse menos nervosa, afinal, Waverly Earp me queria.
Abri sua calça, sem parar de beijá-la. Suas unhas arranhavam minhas costas. Minha boca desceu para seu queixo e pescoço, fazendo uma linha reta até seu umbigo. Deixando um rastro de saliva com a ponta da língua. Vi os pelos de seus braços se arrepiarem. Ela subiu um pouco na cama, apoiando a cabeça no travesseiro. Tirei sua calça junto com sua calcinha. Ela se sentou na cama e me empurrou para onde ela estava e fez o mesmo que eu fiz com sua calça. Sentou-se em meu colo, com as pernas nas laterais do meu corpo. Tentei me sentar, mas ela me empurrou de novo. Foi inevitável não sorrir, ela sorriu de volta se inclinando sobre mim, passando a mão em minhas costas até achar onde abria meu sutiã, fiz o mesmo com ela. Sua boca estava colada em meu pescoço. Ela abaixou uma das pernas, ficando entre as minhas. Tirei seu sutiã com facilidade, ela parecia estar com um pouco de dificuldade. Inclinei o corpo um pouco para frente para ajudá-la. Ela pareceu gostar do movimento, nossos corpos começaram a se movimentar. Levantei os braços para ela tirar meu sutiã e ela manteve minhas mãos presas para cima, enquanto nossas pernas faziam pressão em nossos sexos. Sentia sua respiração acelerada em meu ouvido. Ela me olhou por um segundo e encostou os lábios nos meus. Sua língua invadiu minha boca com voracidade. Soltou uma das minhas mãos e a colocou em um dos meus seios. O atrito entre nossos corpos estava cada vez mais rápido. Seus dedos brincavam com meu mamilo e sua mão fazia pressão. Nossas línguas dançavam de forma intensa. Minha mão apertava sua perna. Nossos dedos entrelaçados sobre minha cabeça se abraçavam com força. Sua mão livre segurou meu rosto, fazendo nosso beijo ficar ainda mais rápido, juntamente com nossos corpos. Subi um pouco a perna entre as dela e ouvi ela soltar um rápido gemido dentro da minha boca. Pegou algumas mechas do meu cabelo e deu um leve puxão. Sua boca soltou a minha e achou meu pescoço. Me arrepiei imediatamente e ela percebeu. Seus dentes puxaram lentamente a ponta da minha orelha. Segurei suas costas. Ela subiu sua perna e fez a maior pressão que conseguiu. Soltei um gemido rápido Ela mordeu de leve meu pescoço. Apertei nossos dedos entrelaçados. O atrito de nossos sexos estava no nível máximo, não sabia se ia aguentar por mais tempo. Tentei soltar a mão dela, para não machucá-la, mas ela segurou minha mão novamente. Entrelaçou nossos dedos de novo e fechou a mão. Tentou abafar alguns gemidos em meu pescoço. Segurou minha cintura com a outra mão e eu abracei suas costas. Senti seu corpo estremecer em cima de mim, segundos depois fiz o mesmo. O atrito de nossos corpos começou a diminuir, sentia sua respiração quente e acelerada em meu ombro. Nossas barrigas suavam.
Segurei ela pela cintura e deitei ela na cama. Ela abraçou minhas costas com os dois braços e me beijou sorrindo. Fui descendo os dedos pelo seu corpo, aproveitando cada parte. Fiquei da cintura para cima, em cima dela. Permaneci com os lábios nos dela e abri os olhos, ela me olhou atenta. Pousei a mão em sua virilha e ela voltou a fechar os olhos, apertando a ponta dos dedos em minhas costas, quando fiz pressão em seu clitóres com movimentos circulares. Mordi seu lábio inferior de leve e voltei a beijá-la. Ela dobrou a perna direita. Fiz um pouco mais de pressão na ponta dos dedos, mantendo o movimento circular. Desci os lábios até seu seio esquerdo. Ela procurou minha mão livre e a segurou. Mordi e suguei seus mamilos. Ela gemia baixo e com certo intervalo de tempo. Subi um pouco no corpo dela e voltei a beijá-la. Senti que ela apertando meus dedos com os dela. Diminui os movimentos em seu clitóres e ouvi ela soltar um gemido como se estivesse reclamando. Sorri e lhe dei um beijo curto, depois desci até encontrar onde estava minha outra mão. Troquei os dedos pela língua e coloquei dois dedos dentro dela. Ela cravou as unhas no lençol e apertou mais nossos dedos entrelaçados. Chupava seu clitóres e meus dedos entravam e saiam com rapidez. Cada vez mais rápido. Ela movimentava o quadril com agilidade. Tentou abafar o gemido alto com o braço, mas não conseguiu. Senti seu líquido encharcar meus dedos. Sua respiração estava extremamente acelerada. Permaneci fazendo os movimentos de vai e vem por mais alguns segundos, enquanto seu corpo estremecia e ela puxava o lençol para cima. Tirei os dedos de dentro dela e os chupei e depois suguei o líquido que havia em seu sexo. Sua respiração estava um pouco menos acelerada. Senti sua mão em meu cabelo, me puxando para cima. Obedeci. Nossos dedos se desentrelaçaram e ela me abraçou novamente. Ficamos de lado uma para outra. Ela afundou a cabeça embaixo do meu queixo e passeava os dedos delicadamente em minhas costas. Por um instante pensei que não estivesse tudo bem, a fiz me olhar, segurando seu queixo. Ela me olhou e sorriu, tanto com os lábios, quanto com os olhos e voltou à posição anterior. Deitei com as costas inteiras no colchão, ela se ajeitou com metade do corpo no colchão e metade em cima de mim. Tirou alguns fios de cabelo que estavam grudados em meu rosto, segurou minha nuca e me deu alguns beijos rápidos nos lábios. Ela apoiou a cabeça em meu olho, de lado e ficamos nos olhando, até pegarmos no sono.
Acordei no dia seguinte com a Sybil fazendo barulho na porta. Tentei tirar o braço que estava servindo de travesseiro para Waverly, sem acordá-la. Vesti um roupão e desci. Coloquei comida pra gata e pensei em fazer algo para levar para Waverly comer. Arrumei uma bandeja e coloquei a cafeteira para funcionar. Cortei algumas frutas e pães, coloquei o café nas canecas e subi as escadas. Quando cheguei no 15º degrau a ouvi me chamando.
— Nicole?
— Ei, — Abri a porta do quarto com a bandeja.- Espero que esteja com fome.
— Achei que tinha saído sem me avisar. — Coloquei a bandeja no final da cama e me sentei ao lado da Waverly, que me recebeu com um beijo longo. — Bom dia. — Apoiou sua testa na minha, me olhando bem de perto.
— Bom dia — Sorri e peguei as canecas. Me encostei na cabeceira e ela se encostou em mim.
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