Notas iniciais
Personagens principais do capítulo: Milo e Helena Contém hentai

Helena já estava totalmente recuperada e voltara a treinar a todo vapor com seu Mestre.

Milo a ajudava a explodir seu cosmo, para liberar poder para aplicar seu golpe. Haviam treinado o dia todo, os mais diversos golpes de artes marciais, estratégias de luta e de como queimar o cosmo liberando poder máximo, mesmo sem o uso da armadura de ouro. Ao fim do dia, como último teste, Milo a levou a uma parte de mata mais fechada, com grandes árvores centenárias, altas e com raízes profundas, dessas que apenas máquinas poderiam derrubar. Depois de caminharem um tempo, ele escolheu uma que julgou ser apropriada para a última lição do dia.

Sentindo a firmeza da árvore, lançou o desafio a sua aprendiz

– Quero que a derrube — disse ele

– Derrubar? Mas ela é enorme!

– Sim, voce vai derrubá-la com um golpe — instruiu ele — concentre seu cosmo até explodi-lo em voce e lance toda sua força sobre ela. Esta árvore tem o peso de 600 homens, será como se derrubasse seus inimigos.

Helena concentrou-se de frente para a árvore, respirou fundo e lançou:

– Trovão Atômico! — gritou com autoridade

O golpe saiu forte como esperado, mas sua força lançou Helena para trás com a mesma intensidade, fazendo a voar longe e se machucar.

Milo correu em sua direção:

– Helena! Voce está bem?

Ela tinha apenas machucado um pouco o pulso

– Sim, foi só um susto. Meu pulso doi um pouco, mas não é nada. — disse ela — e a árvore?

– Ficou bem danificada, mas está de pé. Ameaçando cair na verdade

– Oh não! Com tanta força achei que havia conseguido — disse ela decepcionada

– Não desanime, você foi muito bem. Você foi lançada pois ainda está sem sua armadura, com ela isso não acontecerá. Ainda assim, ficou muito perto de acertar e derrubá-la com tudo. Na próxima você vai conseguir — disse ele ajudando-a a levantar.

Enquanto caminhavam em direção ás tendas, pegaram lenha para acender uma grande fogueira.

– A noite de hoje é especial — disse ela

– Por que?

– Porque é solstício de verão, e aqui no meu pais essa noite é celebrada de forma especial com danças e comidas em homenagem á chegada do verão — ela continuou — daqui de cima, certamente veremos muitos fogos no céu e o povo todo lá em baixo estará em festa.

Milo achou interessante, não conhecia este costume de sua aprendiz.

– Então, o que teremos esta noite de especial?

– Humm...voce verá! — falou ela fazendo mistério.

A noite caiu, estava quente e uma brisa leve passava no ar. O céu estava cravejado de estrelas, sem nuvens, e uma gigantesca lua amarela, bem redonda boiava no escuro do céu, clareando tudo. Tomaram banho, ele usava roupas leves e tinha os cabelos ainda úmidos.

A fogueira ardia em chamas altas, Milo estava sentado perto dela, observando o fogo. Como o fogo o fascinava...

Mas algo logo rouba sua atenção: Helena sai de dentro da tenda, mas ela estava diferente desta vez.

Usava uma longa saia vermelha cheia de bordados e pedrarias, e um top também todo em pedras coloridas, que realçava seus seios. Os cabelos longos estavam soltos, adornados por uma rosa vermelha.

Ele ficou paralisado diante da linda visão que tinha, nunca a tinha visto tão linda, tão mulher.

Ela andou em sua direção sorrindo, abaixou-se, tirou a flor dos cabelos, beijou-a e a entregou a ele. Antes que Milo pegasse a rosa, ela passou-a nos lábios dele com delicadeza, e aí sim, permitiu que ele a pegasse.

Então Helena começou a dançar para seu Mestre em volta do fogo, segurava a saia pela barra, levantando-a e deixando as belas pernas torneadas e longas aparecerem totalmente.

Milo sabia do perigo de tal brincadeira, mas estava apaixonado demais para tentar se conter. Ele queria que ela fosse até o fim com o que pretendia.

O cavaleiro estava completamente desarmado diante do desejo intenso que os envolvia.

Ela dançava, de um lado á outro, as pernas a mostra e o fogo a iluminava.

Vagarosamente, abriu o fecho da saia e permitiu que ela caísse inteiramente no chão...ela não usava nada por baixo da saia e seu sexo ficou totalmente á mostra.

Milo permanecia sentado de joelhos no chão olhando fixamente cada detalhe do corpo de sua aprendiz, não queria perder nada.

Continuou a dançar, tirando delicadamente a parte de cima, permitindo que seus seios ficassem também á mostra: ela estava nua, diante de seu Mestre e dançava pra ele sob a lua e a luz do fogo.

Ao pensar na ousadia de seu ato, Helena teve um súbito medo, mas seu amor por Milo falou mais alto. Ela queria ser dele, e era incontrolável esse desejo.

Vendo Helena dançar nua diante de seus olhos, Milo sentiu seu corpo todo excitado e não conseguiu mais segurar.

Levantou-se e começou a tirar cada peça de roupa que usava, despindo-se. Ela permanecia dançando, sem tirar os olhos dele. Ele sem tirar os olhos dela. Os dois estavam em transe, e mais nada os impediria de fazer o que queriam. O desejo queimava mais que as chamas da fogueira ardente.

Milo tirou toda a roupa, ficando totalmente nu. Os longos cabelos azuis caiam sobre o peito forte e com algumas cicatrizes resultantes das muitas batalhas e lutas. Milo tinha pernas musculosas e um pequeno escorpião negro tatuado na parte inferior do abdome, quase na virilha. Helena podia ver seu Mestre nu e sua excitação gritante..

Ela parou, e num ímpeto, os dois corpos se encontraram, se abraçando, se agarrando, se beijando, se lambendo, agarrando pelos cabelos com a respiração ofegante, as bocas e línguas se encontravam famintas, cheias de sede. Gemiam tamanho era o prazer que sentiam.

Ela tateava o corpo forte dele, estudando-o com as mãos, sentia cada músculo, cada centímetro da sua pele morena, podia sentir o relevo de algumas cicatrizes, os braços dele a envolviam ainda aprendendo a dosar a força. Os seios e as curvas dela eram ainda mais tentadores do que ele imaginava, e em sonhos já havia imaginado inúmeras vezes, mas nada se comparava a menina mulher que estava em seus braços, agora de verdade.

Era forte demais e eles tinham urgência naquele encontro, desejavam alucinadamente aquilo.

Helena parou por um momento, olhou Milo nos olhos e disse balbuciando:

– Sou sua. Toma-me..

Mal ouviu a súplica de sua amada, num impulso pegou-a no colo, frente a frente ela enlaçou suas pernas em volta dos quadris dele, sentindo-o íntimamente, seus sexos roçavam...ela já estava encharcada de excitação e não suportava mais esperar. Segurá-la no colo era uma sensação gostosa, sentia que ela era inteiramente dele, finalmente. A embriaguez do desejo tirou deles qualquer resquício de medo ou receio, não eram mais o cavaleiro de ouro de Atena e a aspirante desconhecida, eram apenas homem e mulher.

Ele a colocou no chão, deitada sobre o fino tecido em que estava sentado antes, explorou seu corpo em cada centímetro, sentindo seu calor doce, lambeu com fome seus mamilos, seus seios redondinhos, sempre voltando para a boca de sua Helena pera colher mais beijos e voltar a explorar seu corpo...assim ficou, saboreando sua aprendiz que delirava com as carícias de seu Mestre, ávido por mais e mais. Milo agradeceu internamente a segunda chance que os deuses lhe deram de viver, apenas para viver aquele momento, nada mais importava, se morresse, morreria feliz.

Começou a beijar as coxas torneadas e femininas dela, subindo até chegar ao seu sexo, sentiu sua excitação úmida com dois dedos, lambendo-os depois.

– Seu sabor é bom...muito bom — disse ele baixo, com uma voz sexy que a arrepiou inteira

Subiu e a beijou na boca, as línguas se embolavam. Ela retribuia o beijo, mexendo os quadris como quem implorava para ser possuída.

Vendo o desespero de sua amada, ele colocou seu membro na entrada dela, sem tirar sua boca da boca de Helena, começou a penetrá-la, devagar.

Sentiu romper a barreira delicada que separava a menina da mulher, ela gemeu e fechou seus olhos, seu rosto resplandecia prazer. Ele deixou que seu membro escorregasse para dentro dela, devagar e inteiramente, até que ela estivesse totalmente preenchida por ele.

Ele começou o vai e vem, intensificando aos poucos, olhava-a nos olhos enquanto a possuía, ele gostava de ver os olhos da mulher que estava com ele.

Os movimentos ficaram cada vez mais fortes e rápidos, rolaram, ela passou pra cima e ele lembrou do sonho que tivera: agora era real!

Ela começou a cavalgar, exatamente como no sonho, os dois gemiam cheios de prazer

– Ah como voce é gostosa! — gritou ele, segurando seus quadris.

O que se ouvia eram apenas a respiração ofegante de ambos, os gemidos que não conseguiam conter e o crispar da madeira queimando no fogo que os aquecia ainda mais, fazendo-os transpirar.

Os corpos molhados de suor, entre beijos de língua e gemidos Ela falava palavras desconexas, rebolava e em transe sentiu vir uma sensação intensa....como se fosse arremessada para o céu, seus sentidos falharam por segundos fazendo-a flutuar em um vácuo onde apenas o prazer lancinante a preenchia, uma sensação completamente nova e maravilhosa. Logo o mesmo ocorreu com ele, explodiram juntos, dentro dela o líquido dele jorrou em abundância, fazendo os dois cairem, abraçados.

– Nunca imaginei algo assim...é ainda mais forte e maravilhoso do que sonhei — disse ela recobrando as forças

Ele apenas sorriu, acariciou seus cabelos claros e a beijou novamente, dessa vez um beijo carinhoso e doce. Aos poucos foram recobrando as forças..

– Então... — disse Helena com um ar sapeca de quem conhecera algo muito bom e não queria mais largar — vamos fazer mais!

Não queriam parar, continuaram a se beijar loucamente e passaram aquela noite inteira sob a luz do fogo, fazendo sexo selvagem e apaixonado.

No fim da madrugada, dois corpos nus, exaustos, abraçados dormiam profundamente.



Aquela era a mais doce lição de seu Mestre.



"Inda és bela volúpia em leito; Ao teu doce corpo em que o beijei

Que o fogo eterno ao doce coito, Ao vosso delírio em que o tomei!

O fogo ardente à flor, amando Que eras a bela Julieta à noite;

O alvor perfeito à luz, cantando Como eras o fogo inocente...

A tua ardentia em que a amei, O lampejo esse doce castelo...

Dá-me o sonho delirante ao estalo! Ao doce castelo em que fui rei!...

Dá-me o leito deleitoso ao beijo,

Ao doce transe em que o senti Que eras o amor fogoso sem pejo,

Ao corpo ardente em que te vi!..."*

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Notas finais
* Poema Romeu e Julieta, de Lucas Munhoz Comentem sempre, e obrigada pelo apoio!