Notas iniciais
Personagens principais do capítulo: Milo, Helena, Shiryu e Shunrei. Aviso: esse capítulo pode ser talvez o mais romântico. Pois vamos tratar de amorrrr....só love kkkkkkkk >< Sim, cavaleiro também ama! Por isso se vc não curte algo mais açucarado, faça um esforço e sobreviverá a este capítulo! Boa leitura!

–- Cinco Picos --



Shunrei mal consegue comer um pedaço de pão e se sente enjoada, aquilo vinha se repetindo a dias. Fazia pouco mais de 4 meses que Shiryu havia se declarado para ela, confessando seu amor. Desde então os dois vinham curtindo longas noites de amor e ela se deu conta de que não tinha qualquer cuidado em relação a uma possível gestação. Ao pensar nisso, teve certeza: estava mesmo grávida.



Chamou Shiryu que estava com os outros de bronze ajudando Seiya para uma conversa.

Ele sentiu o cosmo da amada tenso

– O que houve Shunrei? Voce está estranha...aconteceu algo? — quis saber preocupado



– Sim Shiryu, aconteceu. Eu a dias venho tendo esta sensação de enjoo e agora tenho certeza. Eu estou esperando um filho seu, estou grávida.



O cavaleiro primeiro olhou sério para a chinesa...e balbuciou num misto de emoção e susto:



– Grá...grávida? Mas....



– Shiryu, o que mais temos feito? Todas as noites?



Ele permaneceu perplexo com a notícia, quando o Mestre Ancião entou pela porta da cozinha onde estavam



– O período de paz é mesmo assim meu jovem aprendiz — falou com sua voz rouca pela avançada idade — nos períodos de calmaria os cavaleiros demostram seu lado mais humano, amam suas mulheres, tem filhos...isso é natural, não se assuste.



E continuou:



– Comigo foi assim também, o que voce acha que eu fazia quando não tinha guerra? Tive muitas mulheres e muitos filhos!



Shiryu e Shunrei sabiam que o Ancião estava certo.



Shiryu ouvindo as palavras do Mestre se deu conta de que era mesmo inevitável que acontecesse, de súbito agarrou Shunrei no colo, colocando-a no alto, depois beijou apaixonado a boca de sua amada, colocou-se de joelhos e lhe beijou o ventre ainda sem sinais de crescimento e falou emocionado:



–Logo estará enorme essa barriga meu amor! Não vejo a hora..



– Nem eu Shiryu, quero que ela fique enorme! — disse ela, feliz e agora mais tranquila de ver que a novidade era motivo de felicidade para o pai do seu bebe



O Mestre ficou feliz com a cena, e saiu satisfeito.

Ela prosseguiu:

– Tive medo Shiryu...



– Medo? De que?



– Que voce não aceitasse, pelo fato de ser um cavaleiro de Atena



– Nunca Shunrei, nunca rejeitaria um filho e voce sabe disso. Jamais a abandonaria nem a rejeitaria por isso, ao contrário, sinto meu amor ainda maior, e se eu sobreviver ás próximas guerras, vou querer ter mais filhos com voce.



Disse ele com um olhar doce, fazendo com que Shunrei caísse em seus braços, em mais beijos apaixonados e cheios de carinho.

Shiryu e Shunrei era um casal que se amava e se entendia só no olhar, tamanha a sincronia dos dois.

Ela era sua parceira de vida desde a infancia e ele a amava muito.

Lá fora, Shun, Hyoga e Ikki estimulam Seiya a continuar a progredir. Aquela altura, o Pégaso já movia todo o seu corpo com facilidade, segurava objetos e interagia por sinais, já que a fala ainda era uma limitação. Já expressava emoções, mas ainda com dificuldades. Agora estava começando a reaprender a andar, com o auxílio dos seus amigos.



Shun se ausentou um pouco e entrou. Pegou papel e o tinteiro, sentou-se na velha mesa e começou a escrever uma carta. Era para June.

Ele andara pensando muito nela nos últimos dias, ver o amor que Shiryu nutria por Shunrei o despertara, ele desejava ter com June a mesma ligação. Seria possível? Ele se sentia apaixonado pela amazona, mas não sabia como expressar isso. Não via a hora de voltar ao Santuário e revê-la!

Ao mesmo tempo em que Shun procurava uma forma de declarar seus sentimentos por June, Hyoga e Ikki tinham o mesmo pesamento: o amor não seria para eles.

Eles se julgavam dois azarões nesse quesito.

Ikki perdera as duas únicas mulheres em que teve algum interesse na vida, e uma terceira em quem ele pensava dia e noite gostava de outro.

Hyoga também havia desistido pois seus relacionamentos não davam certo, nem ele mesmo entendia porque.

Os dois estavam descontentes no amor, e nem tocavam no assunto.



–- Vistea Mare — algumas semanas depois --



Milo e Helena treinam pesado.



O escorpião não poupa sua pupila e a treina do mesmo modo que faria se ela fosse um cavaleiro. Ele explicou a ela que nas batalhas os inimigos não levarão em conta o fato de ela ser uma mulher, por tanto seu treinamento também deve ser assim, coisa que ela aceitou e entendeu perfeitamente.

A tarde caía e o cavaleiro decidira que era hora de parar:



– Por hoje chega, acho que voce merece um bom banho e um prato de comida — disse rindo do estado deplorável de cansaço de sua pupila



– Finalmente acabou, estou moída! — disse Helena atirando-se ao chão — porque me maltrata tanto?



Milo se compacedeu de Helena, sentou-se ao seu lado e lhe disse docemente:



– Não lhe maltrato Helena, apenas estou te preparando. Acha que um espectro faria por menos numa luta contra voce? Não, ele faria pior. — disse ele sério, apesar da voz suave.



Ela entendeu, mas as lágrimas vieram em seus olhos, teimando em cair. Ela se sentia inapta a vestir uma armadura tão poderosa, ainda mais de ouro, sentia que era incapaz e ver seu Mestre se esforçando tanto em ensiná-la a angustiava ainda mais e a fazia sentir ainda menor.



– Quero honrar a armadura que me escolheu, mas me sinto tão fraca — desabafou



– Voce é forte Helena, muito forte! Só precisa aprender a controlar seu cosmo, a ter coragem e frieza para lutar. Um cavaleiro, ou amazona, precisa saber dosar o amor e a frieza dentro de seu coração. Amor pelo que defende, por seus companheiros, pela sua armadura. E frieza para lidar com seus inimigos, para lutar. Sabe... — prosseguiu Milo, olhando agora o horizonte — somente por equilibrar estes sentimentos consegui entender Kanon, Hyoga...caso contrário ou eu os mataria, ou seria morto por eles. Esse equilibrio é o que vai te dar sabedoria. Agora enxugue estas lágrimas.



O escorpião passou delicadamente a mão no rosto de Helena, limpando suas lágrimas e a acariciando.

Os dois se levantaram, e ele ordenou:

– Vá, tome um bom banho que eu prepararei algo especial para compensar o dia pesado que tivemos.



Antes de ir, Helena abraçou forte seu Mestre, teve medo que fosse um gesto ousado demais, mas agora era tarde e já tinha feito. Ele retribuiu, abraçando-a também, um abraço apertado onde os dois compartilharam o calor de seus cosmos. Fecharam os olhos para saborear melhor a intensidade daquele gesto.

Enquanto abraçava Helena, Milo sentiu seu corpo todo reagir, seu coração acelerar e foi tomado de uma sensação totalmente inédita pra ele.

Ela teve vontade de nunca mais sair daquele abraço. Mas logo lembrou da petulãncia de seu ato e o largou.

Os dois abriram os olhos súbitamente, se olharam assustados, ela se desculpou e saiu correndo para dentro da tenda de banho.

Milo ficou parado alí alguns segundos, na mesma posição em que abraçara sua pupila, inerte. Recuperou-se e foi andando devagar acender a fogueira...seus pensamentos vagavam, que sensação foi aquela? Se perguntava...ele não sabia o que era. Só sabia que era muito bom.

Já havia caído a noite, enquanto preparava o fogo, olhou subitamente na direção da tenda e quase caiu com a visão que teve:

era possível ver a silhueta do corpo nú de Helena na lona, por causa da luz da vela. Era um corpo com curvas e contornos bem femininos, delgado.

*"Teu corpo delgado,



Flexível,



Anda nos meus olhos



Desgraçadamente.



Não vejo outra coisa!



E nos meus sentidos



Só vive o teu corpo; "



Desviou rápido o olhar, voltando o novamente ao fogo. Fechou os olhos e concentou seu cosmo que estava totalmente descontrolado. Suava frio e com o coração disparado.

Separou a comida que faria, e logo ela saiu da tenda, linda, cheirosa, cabelos molhados e roupas limpas.

– Tome agora seu banho, deixe que eu faço nossa comida desta vez — ofereceu ela, com um sorriso



Ele assentiu sem falar nada e mal olhando para ela...entrou rápido e esqueceu que o efeito que a luz fez com Helena, faria com ele.

Estava transtornado, era inadimissível um mestre desejar o corpo de sua pupila, um absurdo inaceitável, e ele desejava com todas as suas forças.

Envolto em pensamentos nada inocentes, arrancou sua roupa toda ficando nú. A visão que antes ele teve, agora era ela quem tinha.

Helena olhou na direção da tenda e viu a silhueta do corpo nu de seu mestre. Um corpo forte e cheio de músculos bem definidos. Ao contrário dele, ela não se sentiu envergonhada e ficou satisfazendo seus olhos com tão maravilhosa visão.

Naquele momento, ela cobiçou ser dele. Se imaginou com ele na sua tenda, nús, se amando intensamente.

Ah como ela queria!

*"Como as águas das ribeiras



E as águas dos rios



Se perdem no mar,



Assim os meus olhos



Vão atrás de ti



Quando te vêem passar! "



Queria a força de suas mãos, o calor de seus beijos, a rispidez de sua pegada pesada de cavaleiro.



Com dificuldades voltou-se a comida que prometera preparar, afinal, o que diria se seu Mestre saísse do banho e nada estivesse pronto? Que desculpa daria?

Milo esqueceu-se do tempo, imerso na água...

Ela aproveitou a demora e ganhou tempo para preparar a comida, algum tempo depois ele saiu da tenda, os longos cabelos azuis molhados e uma roupa simples o vestia, ele tinha um leve cheiro de eucalípito, essência que ele gostava de usar na água do banho e depois ficava nos cabelos, no corpo.

Sentou-se e se impressionou com o que Helena lhe preparara:



– Nossa, parece muito bom! Estou morto de fome..



– Então vamos comer, fiz pensando em voce — disse ela carinhosa



Helena era uma moça ousada, não tinha medo de dizer o que sentia e logo Milo entendeu a pureza desse comportamento, não era algo mal, promíscuo ou vulgar, apenas falar com naturalidade o que se sente, sem falsidades. Ele admirava isso nela e passou a não mais se sentir incomodado com a sinceridade cortante de sua aprendiz. Na verdade, ele estava era aprendendo também.



Ele sorriu ao ouvir as palavras dela e permitiu que ela o servisse.

Comeram enquanto conversavam sobre a vida.

Depois do jantar, era costume dos dois trazerem um colchonete para fora da tenda de dormir e ficar sentados, ou deitados, olhando a lua e as constelações. Era junho, as noites eram agradáveis, com uma leve brisa gelada que era fácilmente aplacada pelas cobertas que os protegiam e pelo fogo que ardia espantando qualquer resquício de frio, deixando o lado de fora um ambiente confortável.

A constelação de virgem brilhava lindamente no céu.

Milo lembrou-se de Shaka e de como seu amigo era uma pessoa sábia e equilibrada.

" O que Shaka pensaria de meus pensamentos impuros por Helena?" pensou ele.

Sentados lado a lado, olhando as estrelas, Milo e Helena esqueceram por algum tempo que eram Mestre e discípula e estavam envolvidos em uma conversa íntima, se falavam como se já se conhecessem a séculos.



Ela criou coragem pois o desejo por seu Mestre a sufocava e ela precisava externar isso:



– Eu vi voce nu — disse ela com sua naturalidade sincera



Depois de sentir vergonha da confissão dela, e rir de si mesmo por não ter pensado que o efeito de sombras se repetiria com ele — "que idiota eu sou, meu Deus..." — ele também confessou:



– Também te vi nua — disse calmo



– E voce gostou? — ela quis saber



Ele a olhou nos olhos, sua postura de Mestre já tinha ficado de lado á muito tempo, não ia bancar o moralista agora:



– Sim, eu gostei muito. Voce é linda, me encanta, me fascina e eu não penso em mais nada — disse olhando fixamente nos olhos dela



– Eu também gostei de ter visto voce e tive vontade de entrar na tenda e te tocar. Eu te desejei e te desejo — disse ela com igual sinceridade.



O silêncio sobreveio, os dois permaneciam se olhando profundamente, tão próximos que suas respirações, agora mais ofegantes, se confundiam.

Ele tocou o rosto de Helena tão delicadamente que os olhos verdes dela se fecharam, sua boca se entreabriu pedindo os lábios dele, que não exitou, colou seus lábios de leve nos dela, sem parar de acariciá-la em nenhum momento, a beijou suavemente, apenas usando os lábios que se juntavam em beijos estalados, inocentes, como se se estudassem....

até que se tornasse mais intenso, ele não resistiu e segurou a nuca de Helena com firmeza e invadiu sua boca com a língua num beijo intenso, sendo retribuido da mesma forma, sentiu a língua dela em sua boca, se entrelaçando á dele.

Que delícia era sentir a boca da mulherer que ele tanto desejava, sentir seu sabor, enquanto ela também saboreava sugando a língua dele, lambendo, chupando seus lábios com força.

O beijo demorado os deixou sem fôlego, pararam, se olharam, riram e voltaram a se beijar com total intensidade, entrega e carinho.

Assim ficaram muito tempo, entre beijos quentes, carícias, olhares cheios de cumplicidade, até pegarem no sono e adormecerem juntos, abraçadinhos alí mesmo

Eles desejavam loucamente aquele momento e decidiram esquecer um pouco a responsabilidade que tinham para vive-lo plenamente.



" Se de repente o calor envolver tuas veias



Teu sangue pulsar em meu peito

A língua colar estrelas em meu céu da boca

E a saliva escorrer entre meus lábios...

Dá me então esse seu beijo quente

Leva de mim minha pureza,

E entrega a perdição de tua carne

Faça do meu corpo poço de teu desejo

E em tresloucadas mordidas

Sacie minha fome

Possua-me!

E serei a única mulher da tua vida

Me queira no chão, na chuva

Grite meu nome feito fera

Tatue teus sonhos em minha boca

Cubra me em tuas asas

E assim mergulharei em teu mundo

Unida a ti neste instante único

A suspirar por teu beijo eterno. [4]

Ao meu Mestre Escorpião."



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Notas finais
Nossa história começa a esquentar e as emoções vão á mil! O que será que existe no mais íntimo do coração de um cavaleiro ou de uma amazona?* Poemas de autores desconhecidos.[4] Poema de Mérci Benício.