Cruzamento

1 Vidas distintas


Cruzamento

Ele um renomado arquiteto. Ela a vice-presidente das empresas Kuchiki. Ambos moram na atribulada Tóquio, mas nunca se viram. Pequenas coincidências não os juntaram, mas nada como um cruzamento movimentado num dia de domingo.

Capítulo I – Vidas Distantes

Ichigo Kurosaki, 29 anos, arquiteto da Karakura Inc., alto, cabelos anormalmente laranjas, um físico impecável e duas irmãs mais novas, um pai que ele acha que não bate muito bem e ficante de Orihime Inoue.

Apesar da imagem que passa, não é homem de muitas mulheres, isso poderia tornar-se demasiadamente problemático e ele não tinha tempo para mais problemas do que já tinha.

Estava terminando um grande projeto que colocaria o nome de sua empresa em evidência no exterior. Era o que precisava para se firmar no mercado e voltar a investir no crescimento e contratação de novos talentos.

- Com licença, Ichigo-sama.

Uma moça de cabelos vermelhos cor de sangue, não muito alta e nem muito baixa, com pele bem clara e olhos azuis entrou em sua sala. Era Judith, sua secretária. Uma moça que cursava psicologia e que falava muito pouco.

- O que foi, Judith? – disse o homem sem tirar os olhos de cima da régua que usava para fazer medições –

- O senhor Isshin está na linha 2. Disse que é urgente.

- O que o velho quer...? – ele ficou alguns segundos pensando e por fim resolveu atender, caso contrário era perigoso ele resolver fazer uma visita ao vivo – Pode passar a ligação.

- Hai.

A moça saiu e fechou a porta atrás de si. A sala ocupada pelo ruivo era ampla e com grandes janelas de vidro transparente . Uma persiana escura ficava no canto esquerdo e podia ser acionada via controle remoto. Ao mais, existia uma mesa de base de mármore e tampo de vidro trabalhado, uma cadeira giratória negra, duas cadeiras a frente de sua mesa para receber pessoas, uma LCD na parede para apresentações de seus projetos em três dimensões e claro, sua mesa de trabalho própria para a criação de projetos.

O homem que permaneceu olhando para a planta em silêncio até que o telefone tocou. Caminhou até a mesa e se jogou na cadeira jogando os pés sobre a mesa.

[ — Fala, velho! Qual é a urgência dessa vez?

- Olha como fala comigo garoto! Ainda sou o maior acionista da empresa!

[ — Yare, yare... Dá para falar de uma vez, eu tenho que trabalhar!

- No domingo você vai vir almoçar aqui em Karakura, vai ser um lindo dia de família.

[ — COMO É QUE É?

- O que você ouviu. Vamos passar o dia juntos, comendo e conversando como uma boa família. E aproveite para trazer seu namorado, você sabe que eu não tenho preconceitos!

[ — EU NÃO TENHO NAMORADO NENHUM!! EU NÃO SOU GAY!? ESTÁ OUVINDO?! EU-NÃO-SOU-GAY!! E NÃO VOU PARA KARAKURA PORCARIA NENHUMA!!

- ENTÃO ME APRESENTA UMA NORA LOGO!! E VOCÊ VAI VIR SIM, CASO CONTRÁRIO, VOU TE BUSCAR!!

[ — VAI TE CATAR, VELHO!! E NÃO ME LIGA MAIS!!

Ichigo bateu o telefone fortemente no gancho e bufou. O que será que tinha feito de errado para ter um pai tão louco e sem-noção?? Não se lembrava de ter mijado em nenhum templo, ou abusado de alguém, ou xingado kami-sama.

E agora mais essa, sair de Tóquio para ir para aquela cidadezinha. Será que ninguém entendia que ele tinha trabalho para fazer? Fora que Inoue ficaria chateada por não poderem mais sair para o piquenique no domingo. Levá-la não era uma opção, não que ela fosse uma qualquer, mas também não era nada de vida ou morte.

Não apresentaria para a família mulher nenhuma, a menos que a mulher fosse a criatura com quem passaria o resto da vida.

Tudo o que podia fazer era levá-la para jantar como pedido de desculpa.

Rukia Kuchiki, 28 anos, vice-presidente das empresas da Kuchiki, baixinha, cabelos escuros e curtos, com contornos delicados, irmã de Byakuya Kuchiki e meio agarro de Renji.

Apesar de quase sempre ostentar uma face carrancuda e mal-humorada, é muito delicada e dócil, sendo que adora bichinhos de pelúcia e desenhos para explicar as coisas.

Seu irmão mais velho, na verdade, era marido de sua falecida irmã mais velha. No entanto, mesmo com a morte de sua única ligação com ele, não foi abandonada. Sendo legitimamente adotada tornando-se também uma herdeira do tradicional clã Kuchiki.

As empresas são do ramo de segurança. Treinando seguranças para personalidades ilustres como: o presidente, chefes de estado, celebridades, aristocratas e etc. Fora claro, os grandes e sofisticados sistemas de segurança para bancos, residências e joalherias.

A Kuchiki Corp. possui grande reconhecimento mundial e uma margem de lucros multimilionária

Estava atolada de contratos para analisar, era seu papel olhar os contratos mandados e escolher os que seriam repassados a Byakuya para aprovação. Sem falar que tinha achar uma maneira de diminuir os custos de montagem e execução do sistema de segurança relativo a residências ... E claro que ainda deveria ter mais coisas, só precisava se lembrar.

- EU VOU PIRAR!! – ela jogou algumas folhas para cima e ficou olhando-as cair – EU QUERO FÉRIAS!

A pequena mulher olhou para sua sala. Tudo era preto e branco. Muito sóbrio e elegante. Mas não tinha muito a ver com a real personalidade de sua dona, já pegara a sala pronta e acabou por não ter coragem, nem tempo para mudar alguma coisa.

Byakuya tinha escolhido tudo, foi o que soube, e não por ele. Quem lhe falara fora Retsu, a secretaria dele.

Uma mulher muito doce e gentil, sem falar da paciência infinita para o mau-humor contínuo do chefe.

- Com licença, Rukia-san.

Por falar na criatura. Lá estava a Unohana com sua calça social preta, camisa branca de mangas longas com babados e sapatos de salto que faziam bastante barulho ao tocarem o chão. Os cabelos escuros estavam presos como desde a primeira lembrança que tinha dela, ainda menina, um par de Maria-chiquinha baixas. Teve uma época que a chamava de Pocahontas.

- Entre, Retsu. – a morena sorriu e sem graça começou a pegar os papéis – Desculpe a bagunça, tive uma crise.

- Não tem importância. Os contratos que pegou terça-feira já foram catalogados?

Retsu abaixou-se para ajudá-la a catar as folhas e foi então que mais de perto, notou que a secretária era muito bonita. Deveria ter a mesma idade do irmão. Na verdade, sempre achou que ela nutria algum tipo de sentimento pelo mesmo.

- Já sim, estão aqui. – Rukia pega uma pasta e entrega a mulher – O nii-sama já olhou os outros?

- Sim, sim.

- Certo. Pode dizer que na sexta entrego os que ficaram comigo, sem falta.

- Pode deixar... – ela parou alguns segundos olhando a baixinha – Está diferente...

- Deve ser o salto, ganhei doze centímetros.

- ela riu – Não é isso, parece que está cansada.

- Hum... Cansada estou. Ando tendo insônias horríveis, apesar de sempre estar esgotada. Todo dia acho que aparece um novo nó nos meus músculos... – ela ouve o que estava dizendo – Esquece, estou aqui falando demais. O nii-sama está te esperando.

- Vai poder relaxar no domingo...

Rukia fez uma careta como se não fizesse idéia do que Retsu falava.

- Seu avô quer você e o Byakuya na casa de Seireitei, esqueceu?

- Nossa!! Ainda bem que você falou... Eu não me lembrava. Você vai conosco?

- Seu irmão quer que eu vá, caso aconteça alguma coisa... Mas...

- Mas?

- Eu já tinha planos, mas não tem importância.

- Você disse a ele?

Era impressão ou a mulher ficou levemente corada? Será que o motivo de seu irmão arrastá-la para Seireitei era não gostar dos planos dela? Sempre achou que dali podia sair alguma coisa, desde que enviuvara o irmão só deixava uma única mulher se aproximar: Retsu.

- Bem... Eu já vou. E tente relaxar, é muito nova para ficar tão estressada.

A pequena riu após a saída da secretária. Quem sabe logo não saia um casamento...?

Continua...

Gente, essa é a minha primeira fic de bleach, por isso deem um desconto!! E please, comentem!! Dem sua opinião!! Os autores ficam felizes com isso!!

kiss kiss