Cruzamento
2 Lar, doce lar
Cap. II – Lar, doce lar
Ichigo acabara de chegar a seu apartamento. Já passavam das dez horas da noite e querem saber? Ele estava acabado. Aquela empresa sugava até sua alma.
O apartamento era um tipicamente de solteiro. Não que fosse desorganizado. Mas era todo montado sobre cores escuras, com poucos móveis e quase nenhum objeto de decoração. Não era muito grande, visto que morando sozinho e quase não ficando em casa, não precisava de muito espaço.
Era composto de um pequeno hall de entrada, uma sala com ligação para uma sacada, dois quartos – para quando um das irmãs vinha fazer uma visita – dois banheiros, sendo que um era o de sua suíte, uma pequena área de serviço que quase não era usada e uma minúscula cozinha.
Seu cantinho ficava em uma área bem localizada da cidade, não podia dizer que era nobre porque a área nobre de Tóquio ficava localizado fora do grande centro, lugar das grandes mansões que faziam um paradoxo as moradias cada vez menores devido ao excesso de pessoas e escassez de espaço.
Enquanto retirava aquela gravata nojenta – odiava os dias que tinha de se vestir assim para falar com clientes – ligou a secretária eletrônica, tinha dois recados.
“Yo filho ingrato! Estou deixando esse recado para que você não se esqueça de aparecer aqui em casa no domingo! E VÊ SE TRAZ UMA NAMORADA! JÁ ESTÁ NA HORA DE VOCÊ ME DAR UM NETO!”
- Velho idiota!! Será que ele não tem mais o que fazer, não?
O ruivo jogou a camisa sobre a cama de casal e sentou-se para retirar os sapatos.
“Olá, Ichigo-kun, é a Inoue. Eu recebi seu recado, não tem problema. Mas o jantar de amanhã ainda está de pé, não é? Por favor, me liga para confirmar!”
- Inoue...
Ichigo ficou alguns segundos pensando na moça. Ela era muito bonita e meiga, às vezes achava covardia ficar enrolando-a desse jeito. Conheceram-se no colégio e depois de alguns anos se encontraram no campus da faculdade. E não podia dizer que era louco pela moça, ela merecia com toda certeza alguém melhor.
Terminou de tirar a roupa e foi tomar um banho. Depois ligaria para ela e confirmaria o jantar.
Morta!! Não tinha outra palavra ou expressão que chegasse a exemplificar o que a pequena Kuchiki sentia. Todo santo dia era da mesma maneira.
Ela parou o carro diante do grande portão que possuía a letra “K” cravada em ouro e esperou que ele abrisse. Sabia que os guardas deveriam estar confirmando o número da placa por meio de uma das dezenas de câmera de segurança.
Assim que o portão abriu, a morena desceu o pé no acelerador. Estava com muita pressa de chegar logo em seu “quartinho” que ficava localizado na casa do irmão.
Ela sabia que era estranho uma mulher de quase trinta anos – Argh!! Ela odiava lembrar disso – ainda morar com o irmão mais velho, mas considerando que a casa era gigantesca e ele morava sozinho, não soava tão ridículo.
Claramente, quando completou maioridade pensou em sair de casa, e sob todos os protestos do irmão, saiu. Para voltar menos de dois meses depois. Não que não tivesse se acostumado a vida sem mordomias, mas sim porque o apartamento que comprara era exatamente do tamanho de seu quarto.
Tinha saído de uma coisa, para outra parcialmente igual. Não fazia sentido permanecer ali sendo que viveria da mesma maneira na casa de Byakuya.
Seguiu pela estrada eu levava até a porta da mansão. E parou diante da grande escadaria. Quando se referiu a casa como “gigantesca” não tinha sido exagero.
O lugar era majestosamente enorme. Cercado por jardins repletos de cerejeiras, lagos com carpas japonesas e grama verdinha e muito bem aparada.
Essa parte lembrava os arredores das antigas casas Japonesas, mas casa era em um estilo completamente mais ocidental... Com alguns traços puxados para o oriente.
Fora projetada por um arquiteto ainda não muito reconhecido na época do casamento do irmão da Kuchiki. Isshin Kurosaki. Sabia hoje que a empresa dele crescera e que essa casa ainda era tomada como sua obra-prima.
- Boa noite, Rukia-sama.
Uma das criadas já estava a espera dela quando abriu a porta. Pegou a bolsa, o casaco e maleta da morena e saiu para guardá-los. Não vou fazer grandes descrições da casa porque, caso contrário, nos deteríamos em detalhes que atrasarão a história.
Passou pela grande sala de visitas e começou a subir as escadarias que a levariam ao seu quarto. Ou devia dizer apartamento?
E antes de entrar, recebeu um recado de outra criada:
“Renji-sama queria confirmar o jantar no sábado com a senhorita e com o senhor Byakuya.”
Ligaria para ele depois. Agradeceu a moça e entrou em seu cantinho.
Esse sim tinha cara de sua dona. Cores claras e objetos de decoração. Ursos de pelúcia, muitos deles, era apaixonada por esses fofinhos.
Retirou os altos sapatos que a deixavam com 1,56m de altura e foi caminhando para a parte mais interna do quarto. Centralizada estava a cama de casa, à esquerda, a entrada para o closet, mais a frente – à direta – um espaço com sofá, mesa de centro e uma grande televisão de plasma, possuía também um grande banheiro, sacada, mesa para trabalho...
Só precisava sair dali para comer... E talvez nem isso, visto que bastava uma ligação para que alguém lhe servisse as refeições ali.
Retirou as roupas que usava e foi para sua grande e confortável banheira. Onde ficou por cerca de meia hora, até que sentiu um nó no estômago, precisava comer.
Colocou sua habitual roupa de dormir, um roupão de seda por cima e desceu as escadas. Como todas as luzes já estavam apagadas, supôs que o irmão já chegara e dispensara a criadagem.
Teria de se virar.
Entrou na cozinha e foi direto para a geladeira, estava com fome de doce, queria sorvete com biscoito. Abriu o freezer achando um pote de seu sorvete favorito: morango.
Colocou o pote sobre a bancada de mármore e foi até o armário. Os biscoitos estavam na parte mais alta. QUE LEGAL!
A mulher pequenina ficou sobre a ponta dos pés tentando alcançar a caixa, sem sucesso. Mas isso não queria dizer que ela desistiria.
Ficou ali durante mais alguns segundos até que uma mão surgiu detrás de si e pegou a caixa.
- Não deveria ficar comendo porcarias tão tarde.
Era Byakuya.
Ele estava provavelmente com seu pijama e sobre este um roupão preto que lembrava um kimono masculino. Depois de colocar a caixa sobre a pia, caminhou até a outra parte do armário, onde pegou uma chaleira que encheu de água e colocou no fogo.
- Vai querer chá? Ou vai ficar com essas porcarias?
- Eu quero.
O viu pegar as coisas necessárias pela cozinha e por fim sentar-se a mesa enquanto esperava a água ebulir.
- Está sem sono, nii-sama?
Rukia picotou os biscoitos sobre uma tigela e depois jogou sorvete e calda por cima.
- Um pouco. E você?
- Só precisava de doces.
- Hn... – ele parou de falar e ficou olhando a chaleira no fogo – Eu aprovei boa parte dos contratos que me mandou. Bom trabalho. Fez excelentes escolhas.
- Arigatou. – a pequena começou a comer olhando para sua tigela, apenas ouvindo as respirações no ambiente – Retsu-san vai conosco, no domingo?
- Mais tarde, ela tem que resolver alguns problemas pessoais.
- Hn...
O moreno ao observar a irmã, não podia deixar de ver a menina que ajudou a criar. No começo, ela apesar de muito novinha, era muito fechada, mas com o passar do tempo se abriu.
Conquistando até o velho Kuchiki, líder da família, na época.
Tinha prometido a mulher que cuidaria dela e sua tarefa só terminaria quando ela se casasse bem. Achava Renji um bom partido, mas a irmã não parecia ter muitos planos em relação ao rapaz.
Seria bom que ela casasse o quanto antes e desse ao clã um herdeiro. Já que a possibilidade dele fazer isso era completamente nula. Se não fosse pela pequena Rukia, a linhagem Kuchiki terminaria com ele.
Byakuya foi desperto de seus pensamentos pela chaleira apitando. Preparou o chá e os dois o beberam em silêncio.
Continua...
Meus chuchus, cá estou eu!! Espero que gostem e gostaria de falar o quanto fiquei feliz com a aceitação de vcs a fic!! Espero que fiquem aki e comentem bastante!! Contem aos amigos!!!!hahahhaha
Para aqueles que me acompanham com FMA, vou ver se ate amanha consigo fazer poste!! Kiss kiss
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