O grupo de playboyzinhos começaram a se aproximar de mim com uma cara que não estava me agradando muito. Eu ia voltar para dentro do meu condomínio mas eles vinham daquela direção, então comecei a andar em direção oposta a que eles vinham. Eles começaram a andar mais rápido e eu também. Eu andava cada vez mais rápido, estava quase correndo quando senti uma mão puxar meu corpo para trás pela camisa. Eram seis, e nesse momento sabia que não tinha mais como escapar. Os seis me cercaram e me levaram para um beco escuro, contra a minha vontade é claro que me debatia e tentava fugir, mas eles eram SEIS, tentei gritar por socorro mas um deles estava tapando a minha boca. Ao chegar no beco um deles me deu um soco no nariz com toda a sua força e o outro me deu uma banda fazendo com que eu caísse no chão. Me chutaram com muita força por todo o meu corpo e diziam coisas como “viadinho, vai aprender a ser homem por bem ou por mal.” Enquanto faziam isso.Um deles pegou um pedaço de madeira no chão e me dava pancadas com força no abdômen, cuspi sangue nesse momento, eles não paravam os chutes e pancadas por nenhum segundo. E eu estava começando a ter dúvidas a respeito se eu sairia vivo Dalí. Puxaram-me pelo cabelo até eu ficar de pé, assim que o fiz me empurraram contra o muro chapiscado. Puxavam meu corpo de um lado pro outro fazendo com que a parede me arranhasse e cortasse. Eu sabia que eles iriam mais além, e quando um ia tirando o cinto da calça no intuito de me violentar eu vi Kiro passar por gente do beco, mas ele não havia me visto, juntei o pouco das forças que me restavam e soltei um grito de dor antes que aquele idiota fizesse o que pretendia comigo.


Ele voltou e viu o que estava acontecendo. Sem pensar duas vezes ele gritou.


-Eu vou chamar a polícia agora mesmo.- E correu saindo da frente daquela brecha que dava para a rua, ou como preferir a única saída do beco. Kiro não é burro, ele se escondeu atrás do carro mais próximo enquanto esperou eles saírem desesperados com medo da polícia. Ele sabia que a polícia demoraria para chegar se ele ligasse e se ele fosse correndo atrás de socorro, era muito fácil de algum dos seis alcançarem ele e depois os seis se juntarem contra ele também. E ele estando escondido, os caras podiam achar que ele conhece algum atalho e por isso estaria indo mais rápido.


Após um tempo que eles tinham ido embora, Kiro veio até mim. Eu estava caído no chão, eu sangrava, sentia dores por todo o meu corpo. Eu olhava pra cima com dificuldade e via Kiro. Eu sabia que era ele, mas não dava pra ver direito porque estava contra a luz do poste. Passei a mão pelo nariz e a olhei depois, acho que estava quebrado, mas eu não sentia doer tanto quanto algumas outras partes do meu corpo.


Ele caminhou até mim, abaixou-se ao meu lado. Senti a mão macia dele tocar meu rosto, meus olhos encheram-se de lágrimas. Aquilo tinha sido humilhante pra mim, e tudo o que eu precisava mesmo era ter Kiro ao meu lado.


-Me desculpe Kiro. – Disse, mas quase não se escutava porque estava sem forças até pra falar.


-Não precisa me pedir desculpas, é sério. Eu é que tenho acho que fui grosso demais com você.-


-Você não disse nenhuma mentira ao meu respeito.- Forcei falar mas ele me interrompeu com um selinho doce que me calou.