Crossed Ways

5 - Ele não me achou! Diabos ele me atacou!


Notas iniciais
Dois capitulos hoje! Essa autora tá eficiente demais! Boa noite gente! Quem tiver ai e quiser se manifestar, tô aberta a sugestões e qualquer outra coisa! Beeeeeeeeeeeeijos fofinhos!

Iguais. Como se fossem clones e não gêmeos. Por que diabos! Gêmeos tinham pelo menos uma coisinha fora do lugar, mesmo os idênticos. Um centímetro a mais ou a menos, outro ar, um cabelo fora do lugar, um tom, mas não, eles eram exatamente do mesmo jeito. Só que onde o outro sorria para ela Talon fazia uma cara feia. Atena sorriu de volta sem se conter. Talon era bonito. O homem mais bonito que tinha visto. E tinha dois dele. Dois! E seu outro eu sorria. E quando ele sorria era ainda mais atraente como se adicionasse a ele um nível a mais.

— Vai ficar ai sorrindo feito trouxa? Tenho mais o que fazer do que ficar aqui a noite toda de vendo fazer papel de galante. – Talon disse severamente. E com isso Atena decidiu que não importasse o quanto eles fossem parecidos ela sempre saberia quem era Talon. Alguma coisa nele. Ela não sabia o que o diferenciava. Ou talvez ela só estivesse ficando louca. Ou sempre esteve louca!

— Não vai ao menos, me apresentar?

— Como se você precisasse disso.

— Vejo por que a moça fez cara de desgosto quando me viu eu não também não gostaria que houvesse dois de você. – Uma pequena gargalhada soou e todos olharam para ela. Atena ruborizou quando percebeu que ela estava rindo. Abertamente. Deus! Mas, pela primeira vez ela se sentiu a vontade. Ele deu dois passos e a alcançou. Estendeu a mão.

— Sou Dimitri.

— Atena. – Ela disse apertando sua mão. Infelizmente para ele, apesar de ele ser idêntico a Talon e seu charme incrivelmente maior ela não se sentir incomodamente quente. Não, mas quanto Talon a olhou feio. Deus, um arrepio lento e embaraçoso a percorreu. – Esse meu amigo aqui trás é o Conor. – o outro. Que parecia uma montanha apenas acenou de leve.

— Já acabou com a palhaçada? – ele perguntou. A cada segundo ele parecia ainda mais rígido.

— Nossa, Talon, hoje você está fodido.

— Você não faz ideia. – ele disse apertando os olhos.

— Por que temos uma convidada humana? – Dimitri perguntou levemente. – Não se ofenda querida. – ele disse. Por que diabo falava com ela como se ela fosse uma criança? – É que Talon não costuma trazer humanos. Ele não costuma trazer ninguém.

— Ela não é humana. – Dimitri arregala os olhos.

— O que ela é então? Uma fada?

— Engraçadinho. É uma de nós. – Dimitri dá a Atena um olhar de cima abaixo. Deus! Ela estava tão cansada disso. Só cansada de todos os homens olharem ela com essa cara de, não vale a pena. Foda-se! Fodam –se todos! – Ela não tem se alimentado bem, é uma menina. – Como é?

— Eu... – Atena começou. Primeiro, ela era uma mulher! E ele podia ser uma mulher muito furiosa agora.

— Onde você achou ela?

— Ele não me achou! Diabos ele me atacou! Maldição! E tem agido como se eu fosse culpada!

— Você atacou ela?! Talon!

— Eu estava caçando! Porra! Eu não sabia que ela era uma de nós quando a mordi!

— Você mordeu ela?

— Sim! Maldito imbecil! Ainda estou sangrando!

— Santo inferno, isso é fodido. – Dimitri disse perdendo a expressão de diversão.

— Precisamos marcar um médico para ela. – Talon disse.

— Vampiros têm médicos?

— Sim. – Kiram respondeu. – Para as grávidas e os feridos.

— Vou falar com Orion. – ele saiu apressadamente. Atena só estava vendo as coisa se movimentarem. Talon a puxou pelo braço como se fosse uma criança e a conduziu para dentro da casa.

— Vou te mostrar o seu quarto.

— Eu não vou ficar. – estava mais do que furiosa e chateada por estar sendo tratada como uma doente. Deus! Sua vida toda foi assim entre as outras pessoas e agora entre as pessoas que se diziam como ela, também! Nunca se encaixaria em lugar algum?

— Olha, não estou com cabeça pra discutir agora.

— Foda-se!

— Uh, você tem a boca suja.

— Eu tenho uma vida! – ela grita. – Não pode me tirar dela!

— Seu lugar é aqui agora!

— Esse não é o meu lugar!

— Escuta Atena! Não no misturamos com os humanos ok? Se nos descobrirem estamos fodidos! Vão nos caçar e fazer de nós ratos de laboratório. E eu não vou por a segurança do meu povo... do povo por causa de você! Quando começar a se alimentar direito vai ter ainda mais sensibilidade ao sol do que já sente.

— Oh Deus! Eu vou entrar com combustão espontânea? – ela arregalou os olhos realmente preocupada com essa ideia. Ele piscou para assimilar as palavras dela.

— O que? Não! Isso é o que nós infiltramos nos humanos para que eles acreditassem que somos demônios. Você assisti esses fodidos filmes?

— Eu? Hum, talvez.

— Esqueça tudo o que viu. – ele afirma. – Não você não vai queimar. Mas ficamos mais vulneráveis. Podemos ficar doentes com muitas horas de exposição. É como uma virose, uma insolação. E seus olhos podem se danificar.

— Como é?

— Você sente um desconforto?

— Bem, sim, mas...

— Quando se alimentar bem, a sua visão noturna que eu presumo que seja boa vai se desenvolver completamente. E o sol pode nos cegar, por alguns dias. Nossos olhos são feitos para noite. Entende? Desenvolvidos como de um predador.

— Oh Deus!

— Sim. Isso tudo colocaria você em perigo.

— E eu só tenho que desistir de tudo?

— Não sei que diabos é tão importante pra você, mas eu não me importo. Você vai ficar. – com isso ele abre a porta de um quarto enorme. Deus! Como aqueles quartos do sonho de qualquer pessoa. Um lugar que dá dó de sair. Uma cama grande estava no centro e o quarto de grandes janelas de vidro e a luz da lua entrava por ela. E tinha uma varando que ela quase correu por ela para ver a vista, gostaria de ver se dava para o jardim. Um grande dossel envolvia a cama, era de uma seda quase transparente que fazia com que aquela coisa etérea do hall chegasse ao quarto e só era quebrado pela tecnologia ao redor. Como uma enorme tv de tela plana e uma escrivaninha com todos os tipos de coisa, um notebook, um tablet, um celular.

— Fique aqui. Vou buscar algo para você comer. E... beber.