Crossed Destinies

6 What do you mean?


Notas iniciais
Não me matem! PS: Escutem "Say Something" a partir do momento da carta de Regina, e ouçam até o final.

— Nunca lhe falaram que não se faz isso com Emma Swan?! — Regina tomou um susto quando saiu de seu banheiro apenas de lingerie, vendo a loira sentada sobre a poltrona em seu quarto.

— Como entrou aqui? — A morena perguntou exasperada, por mais bêbada que ainda estava, lembrava-se de ter trancado a porta.

— Zelena me disse uma vez que você tinha uma pequena mania de esquecer a janela da sala aberta. Não sabe como isso é perigoso, Regina Mills?! — Emma falava com a voz rouca.

— Perigoso? Desde quando eu tenho medo do perigo? — A morena perguntou indo em direção a loira, com o olhar cheio de luxúria.

— Desde quando esse perigo se chama Emma Swan. — Emma fala e rapidamente puxa Regina para seu colo, que no mesmo instante choca sua boca contra a da loira, em um pedido mudo mas totalmente desesperado de entrega. — Você não deveria ter me provocado, Regina.. — Emma sussurra no ouvido da morena. — por que quando eu entro em um jogo de provocação, quem sempre perde é o oponente.. — Continua a falar, apertando a cintura de Regina e a mesma suspirava pesadamente sentindo o atrito da calça jeans em sua intimidade. — Dependendo da pessoa, eu posso ser boazinha... Ou muito má! — Emma fala e suspende Regina em seu colo, levando-a até a cama.

— Você está se achando demais, Swan. — Regina sorri safada. — Acho que deveria falar menos e agir mais.

— Por que a pressa? Nunca ouviu falar que a pressa é a inimiga da perfeição? — Emma sorriu contra o pescoço de Regina, e a mesma se arrepiou. — A pressa acabará com o prazer, e prazer é o ponto crucial de nossa noite. Te ver gozar por meus toques será no mínimo prazeroso. — Emma para a centímetros do rosto de Regina, descendo sua mão até a calcinha já molhada. — Agora cala a boca e só use-a para gemer, meu amor. — Falando isso, Emma beijou Regina e a mesma se entregou ao prazer.

As mãos se tocavam em busca de descobrimento, prazer. Um desejo guardado a anos entre ambas está ali, pronto para ser desvendado.
Emma solta a boca de Regina dando uma singela mordida em seu lábio, e como se já soubesse tudo que provoca um calor descomunal na morena, Emma desceu seus lábios até o pescoço da mesma, fazendo uma trilha de beijos desde o ombro até o ponto de pulso, onde deu uma leve chupadinha na pele. As mãos de Regina presa firmemente acima de sua cabeça, deixava a morena louca, louca por mais contato.
A loira então desceu seus lábios até o vale dos seios de Regina, que arfa com a sensação da boca gélida em sua pele. Emma brinca com Regina ainda de sutiã, dando mordidinhas e pequenos chupões na pele exposta para a loira.

— Preto é uma cor que combina muito com você, Mills. — Emma sussurra contra o peito da morena. — Dizem que azul é a cor mais quente... Só falam isso por que nunca viram você de lingerie preta.

A mão já não contendo a ansiedade, desce lentamente, fazendo caminho sobre a pele e levando consigo uma boa parte de pelos arrepiados. Ainda sobre a calcinha, Emma ouve Regina gemer, enquanto a mesma brincava lentamente com o clitóris já rígido da morena.

— Por Deus, Emma! Eu não aguento mais! — A morena fala enquanto se levanta lentamente, abrindo o sutiã e expondo o belíssimo par de seios que tinha.

Emma sorri. Um sorriso cafajeste, carregado de luxúria e desejo. A loira coloca Regina deitada novamente e volta ao pescoço da morena, sugando fortemente a pele da morena. Isso ficaria marca.

— Filha da put... ahhh — Regina geme quando sente Emma sugar seu peito.

A loira mexia com maestria, da forma que sabia que conseguiria enlouquecer qualquer garota. Emma circula o bico já rígido com sua língua e o suga, largando lentamente enquanto continua os movimentos com a mão na intimidade. Emma troca de seio, e continua a brincadeira sobre eles.

— Jesus, Emma! Como você tem coragem de fazer isso? Eu acho que nunca senti o que tô sentindo agora! — Regina fala tentando soltar as mãos, mas Emma não estava disposta a lhe soltar.

A loira da um sorrisinho e chupa novamente a pele de Regina, dessa vez com um pouco mais de força, realmente deixando marca.
Resolvendo liberar um pouco da brincadeira, Emma solta as mãos de Regina, que já encaminha as mesmas para as costas da loira.

— Muita roupa. — Regina fala e puxa a borda da camiseta de Emma, e vê o abdômen trincado da maravilhosa Emma Swan. — Oh meu Deus! — A morena sussurra quando sente Emma baixar os lábios, indo até sua barriga deixando um rastro por onde passava. — Juro que se não me fizer sentir tudo que tenho direito, te faço ficar sem o couro das costas. — Regina diz e crava suas unhas bem feitas sobre as costas da loira.

— Acho que está falando demais Mills. — Emma fala com a voz bem rouca e ouve Regina gemer no momento que a loira passa seu nariz sobre o tecido encharcado da calcinha. — Se seu cheiro já é maravilhoso, o que dirá seu gosto?

— O que acha de provar? — Regina fala rouca. A morena percebe que Emma sorria, e então sente a mesma colocar os dentes contra sua pele, perto da barra da calcinha preta e a puxar com os dentes.

Sem aguentar, ela se coloca escorada pelos cotovelos, e vê a loira terminar de puxar o tecido pelas pernas. Era uma verdadeira visão do paraíso, Emma retirando a calcinha da boca e colocando perto de seu nariz, para sentir o cheiro de Regina. A loira se abaixa novamente, e então começa a beijar a panturrilha de Regina, revezando de uma perna para a outra enquanto subia lentamente até as coxas da morena, deixando uma mordida em cada uma, para depois se aproximar da virilha da mesma.

— Emma Swan, pelo amor de Deus! — Regina pede, enquanto Emma beijava suas virilhas. — Me chupe de uma vez, Swan! Ou não respondo por m... — Regina perde a voz, ao sentir Emma passar a língua de ponta a ponta em sua intimidade. Suas costas arqueiam e ela cai deitada sobre a mesma, levando suas mãos até os cabelos loiros soltos. — Oh Jesus, isso é coisa dos deuses realmente! — Regina geme.

Emma prolonga ao máximo, movimentando-se como se estivesse beijando Regina. Ela queria dar a morena todo o prazer que poderia ter. A loira vê que Regina não aguentaria muito, então ela aumenta as chupadas, deixando que saísse estalos de seus lábios ao soltar o clitóris de Regina. A morena já não sabia mais o que fazer, e o prazer que sentia não a deixava pensar.

— Emma... Emma eu... Céus o que... Eu vou gozar... — A morena diz e Emma sorri sobre a intimidade de Regina, no instante que a morena goza em sua boca. — Meu Deus, o que foi isso?

— Opa, eu acho que alguém gozou...- A loira dá um sorriso sacana, e então vai subindo os beijos novamente, parando no pescoço de Regina, que estava suada. Seus dedos vão de encontro a intimidade da morena novamente e ela sente a morena respirar pesadamente, no momento que Emma a penetra lentamente.

— Céus.. — Regina gemia. — Isso é maravilhoso, Swan.. Não, não pare... — Regina pedia e arranhava Emma, que já deveria estar com a pele em carne viva.

— É bom, huh? — Emma acelerava, e diminuía seu ritmo. — Não vou parar, apenas quando gozar e não aguentar mais. — A voz rouca de Emma denunciava sua excitação também. — Oh Regina, você é tão gostosa... Tão saborosa.. — A loira falava contra o ouvido de Regina, que usou da mesma tática, gemendo baixinho no ouvido de Emma.

— Céus.. Emma você é uma filha da puta! Ohhhh... — Regina falava arrastado, e começou a rebolar sobre os dedos de Emma, buscando mais contato. — Por Deus, nunca senti algo assim... Isso é a mistura perfeita do pecado e da santidade. — A morena morde a boca, tentando não gemer mais algo no momento que Emma começa a masturbar enquanto a penetra.

Para aumentar o prazer, a loira acrescenta um segundo dedo, e sente as paredes internas de Regina se apertar sobre seus dedos.

— Tão apertadinha... Mulher, você é a prova viva de que o paraíso existe! — Emma sussurra, e beija Regina, no momento que acelera seus toques.

— Emma... Swan eu... Eu vou gozar.. Ohhhh — A morena diz e goza sobre os dedos da loira, sentindo suas pernas tremer. — Por Deus, você é algum tipo de deusa do sexo? — A loira sorri.

— Confesso que não seria má ideia, porém não sou. — Fala e beija o pescoço suado de Regina.

— Com todo direito.. — Regina diz e aproxima seus lábios da nuca de Emma, puxando a pele da mesma para dar um chupão. — Você também ficará marcada.

— Céus mulher, minhas costas estão bem marcadas! — Emma ri. — Como Robin aguenta seus arranhões?!

— Digamos que Robin não faça o suficiente para ter tudo que você teve... — Regina comenta e esconde o rosto na curva do pescoço de Emma, no instante que ela deita ao seu lado e a puxa contra si.

— Wow.. Com um mulherão desses, ele não dá uma boa noite de sexo? — Emma começa a gargalhar. — Que frouxo!

— Shhhh... — Regina fala. — Queria que ele me desse essa noite?

— Oh, não mesmo! Prefiro eu dando prazer a você. — Emma fala e deixa um beijo na testa de Regina. — Durma pequena, você está esgotada.

Dormir, isso era algo que não passava pela cabeça de Regina, até por que Robin não saia de sua mente. Robin seu marido, o qual jurou fidelidade perante o altar, ela acabara de lhe trair com uma colega de trabalho na cama que dividiam juntos há tempos. Ele não merecia isso. Ela não merecia isso. E se Emma estivesse apenas lhe usando? Ela acabou conseguindo o que almejava. Naquela noite, Regina pediu a Deus que na manhã seguinte a loira estivesse ao seu lado, mas como ela imaginava, isso não aconteceu.

— Emma? — Regina falava coçando os olhos olhando ao redor. — Swan? — Tentou novamente, enquanto levantava e pegava o lençol para enrolar contra seu corpo.

Descendo as escadas, encontra a casa inteira silenciosa, e seu peito começa a doer. "Se sentir usada é a coisa mais horrível" pensou para si mesma.

"Re.
Sei que deve estar pensando mil e uma merda sobre mim, mas eu realmente tive que sair cedo, e você estava tão linda dormindo, que não quis lhe acordar. Levarei seu café para a escola, então não ouse tomar nada. Com amor, Swan."

— Depois da noite que tivemos, Swan ainda teve capacidade de deixar esse bilhete em minha casa! — A morena fervia de raiva, quase gritando dentro de sua sala, para Zelena. — Eu me sinto usada, Zelena! Emma Swan fez eu me sentir da forma que ninguém jamais fez! Eu a odeio! — Regina falava e gesticulava, brava.

— Foi boa a noite? — Zelena, como se não tivesse escutado o surto da irmã, pergunta.

— O que? Com toda a raiva que sinto, você pergunta se foi boa? — A ruiva faz uma cara brava, e Regina suspira. — Foi maravilhosamente ótima Zel. Não teve romantismo e coisas assim no quarto, mas ela fez tudo ser romântico, sabe? Os toques, os beijos... E você sabe que nunca fui de me entregar tão fácil assim na cama, e ela conseguiu de uma forma que.... — A morena para de falar, começando a ficar envergonhada.

— Que o que maninha? Não me deixe na curiosidade!!! — A ruiva estava impaciente, era muita informação para ser deixada pra lá assim. — Fez o que? Você implorar? — Zelena viu o rosto da irmã virar em um tomate, e não conseguiu não rir.

— Zelena idiota! Qual o motivo da risada? — Regina estava brava.

— O motivo é você, irmãzinha. Sério que Emma Swan conseguiu fazer a poderosa Regina Mills implorar para poder ser levada para a cama? — Zelena não acreditava no que ouvia.

— Em partes, Zel. Eu provoquei, e obtive a resposta que talvez não esperava.. — A morena diz. — E por que diabos contou a ela que eu esquecia a janela da sala aberta?

— Ela entrou pela sua janela? Vem cá senta aqui e me conta! — Zelena diz puxando Regina pela mão até a cadeira. — Mas antes tire esse lenço, aqui dentro está um forno!

— Eu... Eu não posso. — A morena fala baixo e envergonhada.

— Irmãzinha... — A ruiva fala enquanto abaixa o lenço. — Bela boca hein... E belo estrago.. Só imagino como ela deve ter ficado. — Zelena ri. — Agora me conta!

Nesse momento, Emma entrava na sala dos professores, e se depara com olhares curiosos para a mesma, pois todos sabiam que ela havia sido a estrela da noite.

— Ok, Ok. O que foi? — Ela ergue as mãos em forma de rendição.

— A noite foi boa né? — Ruby pergunta e passa levemente a mão sobre o próprio pescoço, e Emma percebe que o cachecol que usava, estava desarrumado. — Elas acham que você é prioridade delas? Aviso para as outras?

— É tão boa assim, que elas te deixam marcadas? — Tinker pergunta, curiosa.

— Pra responder sua pergunta, só provando pra saber, Tin. — A loira pisca de forma cafajeste. — E não importa se me marcam como prioridade, elas sabem que é coisa de uma noite só.

— Mas você nunca pensa em se envolver de verdade com alguma delas? — Ruby continua.

— Não. Elas querem alguém que as faça gozar, e eu sou esse alguém. Elas querem algo de uma noite, e eu nunca prometi relacionamento à nenhuma. — A loira morde o lábio, mas franze a testa ao ver suas colegas com os olhos arregalados.

Ao virar para trás, da de cara com Regina e sua face totalmente fechada.

— Bom dia. — A morena diz e nem encara Emma, que estranha o ato. — Sabemos que ontem tivemos nosso momento de distração, mas quero pedir que não comentem perto dos alunos. Os próprios e nem os pais precisam saber sobre a noite de alguns de vocês. — A morena sorri cínica. — Aqui está o diário de classe de cada, que estava com Zelena. Bom ensino a todas. — Ela fala isso e vira as costas, deixando todos de boca aberta.

— Regina não quer lhe ver, Swan. — Zelena fala enquanto a loira insistia em entrar. — Não depois do que você fez.

— Mas o que eu fiz? Ela queria que eu falasse para todos daquela sala que foi ela que fez essa marca em meu pescoço? Garanto que Robin adoraria saber. — Emma fala de forma cínica e Regina que escuta tudo escorada na porta, suspira pesadamente.

— Não me deve satisfações, mas não se faz o que fez, Emma. — Zelena estava realmente chateada. — Não depois da noite que deu a ela. — Diminui seu tom de voz.

— Re? Regina? Por favor... Abre a porta. — Emma pedia, escorada contra batente, enquanto Regina chorava silenciosamente com a cabeça escorada contra seus joelhos. — Me deixa explicar.. Não é nada do que você tá pensando.. — A voz de súplica de Emma apertava o coração de Regina, mas ela não daria o braço a torcer depois do que ouvira. — Você não vai abrir? Tudo bem.. Mas eu não vou desistir de você. Nem de nós. — Emma suspira e da as costas, e Zelena vê o olhar desfocado da loira, como se nada mais fizesse sentido para ela.

As semanas se passavam, Emma não desistiu de tentar falar com a morena, porém a mesma dificultava em todos os sentidos. Quando uma estava no mesmo ambiente que a outra, o clima era tenso, ou até pior, fazendo com que uma das duas saísse do local. Tudo era estranho, duas pessoas estranhas, que se conheciam muito bem.

David e Killian não reconheciam mais a amiga, que passava as noites na farra e em algumas noites nem dormia, indo direto trabalhar.
Regina havia se focado no emprego e seu marido, estava mais presente em sua vida e fazendo o seu real papel de esposa, mesmo que na hora de dormir, seus pensamentos voava para a loira e lágrimas eram derramadas. Ela não conversava com a loira mesmo ela insistindo todos os dias, mas ela sabia cada passo da mesma. Seu peito doía dessa forma, mas ela sentiu que seu coração foi arrancado do peito, no momento em que a loira parou de aparecer no trabalho.

Notas finais
Como estamos???