Crossed Destinies

7 Happy ending, maybe?


Notas iniciais
Primeiro: Entendo que vocês estão chateadas com as duas, porem, elas precisam disso! As duas estão erradas. Segundo: NÃO ME MATEM!!!!!!!

Regina e Emma. Uma paixão reprimida por anos, e quando exposta, causa um tsunami em quem as rodeia.

Regina fingia que Emma não a afetava, e que a falta dela não estava a matando todos os dias, porém era bem o oposto. O sentimento só faltava sair gritando, por que era quase palpável. Robin não poderia negar, estava amando a versão da mulher que tinha, toda sua, mas sabia que para Regina estar tão próxima de si, era por que tentava afastar alguém de seus pensamentos, sua vida.

— Amor, você vai quando? — Regina diz ao a adentrar a cozinha, encontrando o marido já tomando café.

— Vou amanhã, querida. Volto só na sexta. — Robin diz e estica a xícara de café pra esposa. — Vai querer algo dessa viagem?

— Me surpreenda. — A morena sussurra contra os lábios de seu marido, e então toma um gole da xícara. — Você sempre sabe como me surpreender. — Sorri sem um pingo de vergonha.

— Já confessei que adoro esse seu lado? Sem vergonha e afins? — O marido diz, puxando a morena para seu colo.

— Não lembro se já disse... Pode refrescar minha memória? — A morena sorri, mordendo o lábio.

— Eu amo esse seu lado sem vergonha. — Diz olhando nos olhos da morena, porém não havia brilho algum ali. Por mais que amava a mulher que tinha, sabia que ela não lhe amava mais, não como antes. — Eu te amo, Regina. E quero sempre a sua felicidade acima da minha.

Os olhos da morena se encheram de água, ela sabia que no fundo, Robin havia percebido que algo mudara nela.

Emma fugia de tudo e de todos. Suas noites eram regadas a bebidas, festas e mulheres. Cada noite era uma, que era usada e jogada fora. Isso acontecia até encontrar Alison Dilaurentis, uma loira também gaúcha, com quem Emma resolveu "se acalmar". O relacionamento era a dois, mas no pensamento da loira, sempre pairava uma terceira, Regina Mills.

— Você não pode fazer isso, Emma! É loucura! — David falava.

— Nada do que vocês falar, vai me fazer mudar de ideia. Qual parte do "eu não quero mais ver Regina" vocês não entendem? — A loira gesticula, já perdendo a paciência.

— Ah, e você acha que dormindo uma noite com cada mulher vai fazer você esquecer da diretora? — Killian engrossa a voz, deixando de lado seu jeito gay e assumindo um papel mais sério. — Pelo amor de Deus, Swan. Acha que não ouvimos os gemidos das que você traz pra cá e come no sofá? Acha que não vemos você abrir a porta para elas irem embora, e depois ir deitar, para que não suspeitamos de que teve mais alguém aqui? — David confirma com a cabeça. — Somos seus amigos, mas não vamos aceitar essa sua conduta! Você vive bebendo, vive em fervos. Essa não é a Emma Swan que conhecemos.

— O que está acontecendo contigo? — David se aproxima da loira, colocando as mãos em seu rosto, fazendo a loira olhar fixamente em seus olhos. — Você não era assim. Você não era fraca assim. Você não abaixava a cabeça facilmente e ninguém te machucava de nenhuma forma, Swan. O que aconteceu?

— O amor aconteceu, Dav. — A loira fala com lágrimas nos olhos. — Mas agora eu parei. Estou com Ali a duas semanas já, estamos nos curtindo..

— Mas ela não é Regina. Isso não vai dar em nada, Swan. — Killian se aproxima. — Por favor, não brinque com uma garota por puro luxo.

— Eu vou embora. Vou refazer minha vida no Sul, da mesma forma da outra vez. — A loira seca as lágrimas. — Não vou convidar vocês, por que estão bem aqui. Kill conhece uns caras legais, você está com Mary.. — Emma fala com os dois. — Eu não quero mais atrasar a vida de vocês. Eu sou adulta, e não sou isso que demonstro. Céus.. Eu tô tão cansada dessa farça!

— Por favor, não vá embora, Swan. — Killian súplica abraçando a amiga. — Nós precisamos de você aqui, e vamos te ajudar a passar por isso, como sempre fizemos. Juntos.

— Eu volto.. Eu acho. Não sei. — A loira funga. — Eu preciso desse tempo, de um tempo pra mim. — Swan fala e Killian se afasta.

— Não, não NÃO! — O moreno explode. — VOCÊ NÃO PODE SIMPLESMENTE SE AFASTAR POR QUE SEU CASO COM UMA MULHER CASADA NÃO DEU CERTO!

— Kill se acalma. — David tenta intervir, mas em vão.

— E quem você pensa que é pra querer gritar comigo e falar uma coisas dessas? — A loira fala baixo, mas com a voz ameaçadora.

— EU SOU A PORRA DO SEU MELHOR AMIGO, EMMA SWAN. SOU O AMIGO QUE VOCÊ QUER DEIXAR AQUI, PRA VOLTAR PARA OS BRAÇOS DA MAMÃE, POR QUE REGINA MILLS NÃO TE QUER.

— Você lave a boca pra falar de mim dessa forma! — Emma estava se sentindo ameaçada, nunca vira seu amigo dessa forma, mas realmente as coisas que ele falava, estava lhe machucando.

— CALEM A BOCA VOCÊS DOIS! EU NÃO VOU FICAR AQUI VENDO MEUS MELHORES AMIGOS BRIGANDO! — David pega a chave do carro sai batendo a porta.

Emma também pega a sua, indo até seu carro e dirigindo sem rumo, até parar em uma praia qualquer.

— Pode vir me encontrar? Estou em uma praia, te mando o endereço. — Fala rápido no telefone e desliga, já mandando o endereço por mensagem. Ela precisava saber como Regina estava, e não confiava em ninguém mais além da amiga.

— Eu realmente espero que seja algo muito importante, para fazer eu deixar minha esposa em casa. — Aurora diz enquanto se senta ao lado de Emma e percebe que a mesma chorava encarando o mar a sua frente.

— Killian e eu brigamos. — A loira suspira pesadamente. — A gente brigou feio, ele gritou comigo.. Tudo isso por que não consegue me entender. — Uma lágrima escorre de seu olho.

— E o que ele não entende?

— Que não consigo estar mais no mesmo ambiente que Regina, que não consigo mais ouvir falar sobre ela, que não consigo aceitar o fato de que ela está feliz com o marido, enquanto eu estou aqui, sofrendo pra caralho por ela. — A loira olha pra ruiva ao seu lado. — Não consigo mais estar perto dela, entende? E por isso decidi ir embora. Eu vou voltar para o Sul. Talvez por enquanto só, ou fico por lá mesmo. Eu só não aguento mais..

— Você quer minha opinião? — A loira assente. — Você está sendo idiota, infantil, dramática.. Você tá sendo tudo, Swan! — A ruiva estava chocada. — Você vai agir igual uma criança, indo embora por que um amor não deu certo? Céus, Emma, que idade você tem? 5 anos? Acho que nem Chris que está com seus 11 anos, não faria algo assim! E Alison, não está dando certo com ela?

— Está sim, mas ela não é Regina, e morando na mesma cidade, tendo o mesmo trabalho, indo para os mesmos lugares, tendo os mesmos amigos, eu nunca vou conseguir esquecer ela. — Emma funga de novo, começando a limpar as lágrimas que teimava em cair. — Eu só quero um pouco de paz pra minha cabeça, minha vida! Olha ela lá, toda feliz com o marido, levando e buscando ela no trabalho enquanto está em casa. Você acha que eu aguentaria isso? Ver ela todos os dias com ele, sendo que ela poderia estar comigo? Ah, mas o gosto de me ver mal, esse ela não terá mesmo! Alison está indo embora amanhã, minha passagem será para sexta.

— Minha opinião está dada, Swan. A escolha é sua. — Aurora sussurra abraçando Emma.

— Como ela está? — A loira funga.

— Demonstra estar forte, bem, feliz da vida. Mas eu já vi ela mexendo na sua parte da estante, um dia que ela estava mal essa semana, vi ela deitada sobre o sofá da sala, com o seu cachecol. — A ruiva suspira. — Ela pode demonstrar para os outros que está bem, mas no fundo eu sei que ela sofre por você. E não é pela sua amizade, Emma.

A loira então se deixa chorar, sabendo que apenas isso acalmaria seu coração.

— Precisamos conversar. — Emma adentra a sala da direção, passando reto pela mesa de Zelena, sem dar tempo da mesma impedir.

— Resolveu voltar ao trabalho? — Regina fala de forma cínica, como se nada estivesse acontecendo. Isso fervilhava o sangue de Emma. — Está tudo bem, Zelena. — A ruiva olha para as duas e então sai fechando a porta que fora escancarada por Emma.

— Na realidade — Emma entrega alguns papéis para Regina. — Estou aqui para que assine minha transferência. Eu vou embora.

— O que? Por que? Para onde? — Regina estava branca, sentindo dificuldade para respirar, como se seu coração estivesse sendo arrancado do peito.

— Se você ler rápido e assinar, saberá. — Emma estava sem paciência.

— Então realmente não saberei. — A morena estende os papéis de volta para Emma. — Não vou assinar.

— Por que?! — Emma perguntava exasperada e Regina estava adorando ver a loira perder o controle.

— Por que não, Swan. Eu não vou deixar você sair da minha escola, para ir sabe-se lá Deus para onde, com certeza atrás de sua namoradinha. — Regina responde, com sua voz pingando sarcasmo.

— Ah, então é isso? — Emma sorri com escárnio. — Tudo isso é por jogo seu? Por que perdeu a porra da machorrinha que vivia atrás de você? Nossa, Regina, esperava mais.

— Não é por isso não, Swan.. — A morena se levanta, ficando frente a frente com Emma, olho no olho. — Eu não vou abrir mão de você, por causa de um simples luxo seu. — Dito isso, a morena pega as folhas e as rasga, olhando para Emma.

O olhar de Emma fervia, enquanto o de Regina havia voltado a ter aquele brilho de antes, ela não daria o braço a torcer, jamais. Em hipótese alguma assinaria aquelas folhas.
Como em reflexo, Emma agarra a cintura de Regina e a puxa contra seu corpo, colando os lábios nos da morena de forma urgente. Mesmo assustada, Regina corresponde, dando passagem para que a língua de Emma explorasse sua boca, soltando um leve gemido quando a mesma coloca uma mão em sua nuca e puxa seus cabelos, do jeito que só Emma sabia fazer. A loira empurra Regina contra a mesa, e joga tudo que tem ali em cima, colocando-a sentada sobre a mesma. Regina já abre as pernas para Emma se aconchegar entre elas, e a loira desce suas mãos até as coxas volumosas de Regina, puxando-a de encontro com suas pernas cobertas com a calça jeans.
O ar se fez necessário, e no momento que separaram as bocas, Regina cola sua testa na da loira e sussurra.

— Por favor, Emma.. Não vá embora.

Como se Emma estivesse saindo de um transe, ela encara os olhos carregados de medo de Regina e responde já se afastando.

— Desculpa, mas não vai ser um simples beijo que me fará desistir. — A loira coloca novamente seu sorriso cínico no rosto. — Volte lá e viva sua vidinha de contos de fadas, por que na minha você não ficará mais.

E dizendo isso, a loira deu as costas, deixando uma Regina destruída, tanto fisicamente quanto emocionalmente.