Notas iniciais
Primeiramente, desculpem-me, minha vida complicou muito, coisas aconteceram com um amigo, entrei em época de provas, meu professor de mangá me fez fazer quatro quadrinhos em folha separada e colorir, resumindo, fiquei sem tempo para escrever, mas, aqui está o penúltimo capítulo de Cross of Mercy o/

Ato 12: Quando as luzes se apagam

Quando parti em investida o golpe acertaria em cheio, infelizmente, o assassino foi mais rápido, não creio que tenha sido exatamente isto, acho que no final, eu que fui mais lenta, não consegui atingir, pois, o nervosismo e a raiva me consumiam, queria matá-lo, mas, mesmo assim, não sabia se conseguia, no final, quando errei, olhei para o ser misterioso que estava a minha frente, ele fazia o mesmo.

Assim que ele saiu de cima do corpo o reconheci, era Arthur, não consegui evitar que uma lágrima escorresse por meu rosto.

Parti para outra investida, minha intenção era acertar a cabeça daquele...monstro, ele simplesmente se abaixou e pulou para trás, continuei a atacá-lo, não foram muito mais que uma vez até conseguir acertar seu braço, sabia que qualquer um poderia ser o assassino, aquelas memórias vieram como um sinal, algo...que me fez acordar.

- Está feliz? Era isto que queria, Hein?!? Queria matar, jogar com nossas mentes? Deixe de ser covarde e mostre sua verdadeira face, já vi do que você é capaz, vamos, mostre-se!

Percebia a movimentação do outro, ele deixava a faca cair e começava a retirar a máscara.

- Elina... Como você mudou em uma noite.

Então, era isto, esta voz, como podia? Não, não, não. Somente isto que conseguia pensar, eu disse que mataria, mas nunca disse que isto seria fácil; se a história tivesse sido diferente, talvez, quem sabe eu pudesse ter me tornado amiga destas pessoas em outras ocasiões.

- Mas... – Disse olhando fixamente nos olhos do assassino, agora desmascarado.

- Por quê? Não acha esta cena meio clichê? Bom, mesmo assim farei o favor de responder. Você se achava a rainha, mas não era, Elina, e tudo que eu queria era acabar com seu império, assim, precisaria desta peça, para começar, não sou tão burra quanto pareço, armei esta situação para acontecer o que aconteceu. Eu fiz Ian apagar, depois, mandei a mensagem para você.

- Wina, você era minha melhor amiga...

- Claro que era, afinal, você não tinha outra. Eu fiz a história, costurei os figurinos, quem diria que meus talentos seriam tão úteis afinal? Consegui matar todos, inclusive sem suspeitas.

- Por que fez isto com eles?

- Simples, é divertido. – Vi o sorriso sádico no rosto daquela que chamei de amiga.

- E quando te raptaram?

- Precisei de ajuda, confesso.

- E seu cadáver?

- Era Tânia, idiota, não acredito que não notou. O corpo de Tânia some e do nada meu corpo aparece. Vou lhe mostrar uma coisa, honey – Disse ela colocando um filme.

Fiquei olhando para o projetor que estava mirado na parede, começando a passar um filme.

- Teremos que voltar no tempo para entender o porque de tudo...No dia em que sua mãe morreu.

O projetor mostrava a cena que já havia lhes, contado, o cruz caindo em cima de minha mãe, mas, um detalhe, algo que passou despercebido pelos olhos de todos, uma garotinha com “rabo de cavalo” atrás do palco, olhando assustada para o ocorrido, é claro que todos ficaram horrorizados com isto, mas, ela estava...Diferente. Seu olhar, parecia cheio de lágrimas, suas feições estavam, como se ela a tivesse matado, será que havia sido aquilo, então? Será que Wina havia matado minha mãe?

- Não é o que está pensando. – Começou Wina. – olhe...

O vídeo continuou a rodar, todos estavam no local onde minha mãe havia morrido, inclusive eu, exceto a garota, percebi que, além de chorando, ela tinha um olhar, um olhar de desprezo lançado contra mim, raiva, parecia me odiar, mesmo não me conhecendo.

- Bem, foi por isto. Eu era fã, da sua mãe, e fiquei com raiva de você por não ter cuidado dela melhor...É o único dia de minha vida que me lembro bem, bem até demais, assim como, a culpa da morte de sua mãe foi sua.

- O-o que? Você bebeu, Wina?!? Eu não matei minha mãe, sua...

- O que, vai me ofender. Escuta aqui, piranha, você não se lembra, mas, EU ME LEMBRO! A cruz era sustentada por três cortas. As três se uniam em uma única, ela estava do seu lado...

Ela estava do meu lado, estava ansiosa, minha mãe estava perfeita, suas falas, suas expressões, estava tão feliz, quase chorando por ela, um homem ia entrar em cena, quando estava passando por mim, ele me deu um empurrão para o lado, estava caindo, a única coisa que podia fazer para me sustentar era segurar a corda, assim levantei. Fiquei com medo de ser algo importante, mas, logo que ouvi a voz de minha mãe voltei a observá-la, o homem estava no chão, e ela dizia suas palavras...

- Foi,então, que a cruz a matou, e eu vi tudo, Elina. Você se segurando na corda, até mesmo o homem te empurrando, se você tivesse olhado, ao menos, um pouco mais para ela, talvez...Talvez você não tivesse assassinado sua mãe!

Agora Wina havia pegado pesado, pesado demais, não acreditei no que ela havia dito, mas, mesmo assim, sabia que era a verdade...Andei rapidamente na direção dela e a desferi um tapa em seu rosto, ele se virou e voltou com uma marca vermelha e um sorriso vitorioso, fiquei ofegante,queria matá-la, não foi minha culpa, não foi...Não foi! Não é mesmo? Tudo havia sido apenas um acidente.

- Parece que a filhinha não consegue agüentar a verdade e tem que explodir partindo para a ignorância. – Dizia com ironia se afastando lentamente.

- Vadi... – Comecei a xingá-la

- Ah, coitada. Não consegue controlar os nervos sem dar piti e ter que xingar alguém, eu tenho pena de você, Elina, pena, você é só mais uma desnorteada, metida a besta ridícula, ainda fica se achando a coitada porque perdeu a mãe...

- Cala a boca!

- Sabe, você até que é inteligente, mas, não o suficiente para acabar com meu jogo. Você poderia ter notado que quando o corpo de Tânia sumiu o meu apareceu logo em seguida. Você é mesmo uma tapada!

Ian, Hei, Arthur, Viridia, me desculpem, não fui forte o suficiente para vingá-los...Mas não desistirei assim, afinal, se foi realmente eu quem matou minha mãe, quer dizer que já sou uma assassina, não é? Ou seja, há algum problema em matar Wina? É legitima defesa. Com a madeira bati com toda minha força em sua barriga, por sorte, com minha raiva, como dizem quando se está com raiva, ou quando quer se vingar, você toma uma atitude para ficar mais forte, ou algo do tipo, não sou boa filósofa, mas de uma coisa eu tenho certeza, naquele momento, dei tudo de mim para vingar meus amigos.

Peguei o corpo de Wina e comecei a carregá-lo para o palco, demorei um pouco, mas cheguei até lá, Hei e Ian me olharam com interrogação, principalmente Ian. Deixei o corpo dela no palco e caminhei até os dois com um sorriso no rosto.

- Parece que acabou.

- Então...Era Wina o tempo todo...

- Infelizmente sim...

Me sentei ao lado de Ian, Hei me abraçou fortemente e ficamos olhando para a escuridão, mesmo que Wina acordasse, não havia o que ela pudesse fazer, daria para ouvi-la se mover, como estava fraca conseguiria detê-la, e é claro que removi a faca dela.

- Acha mesmo que acabou assim, Elina?

Ouvi uma voz que imediatamente reconheci, principalmente quando duas luzes surgiram na platéia, duas pessoas assistindo a peça, o homem eu não havia reconhecido muito bem, ambos estavam de máscara, mas, a mulher era impossível não reconhecê-la, e parecia que, Ian havia reconhecido ambos.

- Ian, você o conhece?

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Notas finais
Quem será que são as duas pessoas de máscara? Descubram no último capítulo desta história tão...Horripilante[?]