Notas iniciais
Elina e Ian lovers, fiquem feliz. A_A

Ato 11: Últimas memórias

Corri em direção ao assassino começando uma investida com a tábua, não importaria quem fosse, o mataria, por nome de todos meus amigos que foram mortos, em nome de minha mãe, ao santuário que fizeram por ela. Estava na hora de descobrir quem estava por trás da máscara, e é claro, ver quem cai por último, a mocinha ou o vilão, como várias pessoas dizem, é hora da caça virar o caçador.

Sabe aquele ditado, o que todos dizem que a vida passa diante de seus olhos em momentos como este ou quando está próximo a morte? Sim, foi o que aconteceu, não sabemos como temos tanto tempo para todas se encaixarem, tudo teria de fazer sentido.

“ – Papai, você ta bem? – No dia em que minha mãe morreu, meu pai estava sério, sério demais.

Não parecia feliz, ainda não tínhamos tomado nossos lugares, ele ia dizer algo para minha mãe, eu fui desejá-la “boa sorte” como sempre fazia, meu pai estava sério, não entendia o porque, estava tão...Frio. Devia estar feliz pela apresentação de minha mãe, ao invés disto, estava sério, tanto que nem tive coragem de ir com ele para meu lugar, o deixei ir sozinho e fiquei com minha mãe, vendo-a se preparar para sua última peça.

Quando minha mãe morreu, meu pai ficou ainda mais sério, não chorou, e continua assim até os dias atuais raramente passa tempo comigo, raramente dá importância para mim, raramente me dá carinho e conforto, nem ao menos se lembra de meu aniversário e o aniversário de minha mãe. Como se o trabalho o afastasse das memórias dela. “

“ Estava treinando educação física, era um jogo de queimada, já estava no final, eu e Ian estávamos em um lado do campo, como sempre Wina havia sido queimada, do outro lado estavam Viridia e Simon.Um dia inesquecível, a bola estava comigo e eu tentei atingir Viridia, mas, algo a fez desviar ou simplesmente bloqueou a bola, algo, não entendi muito bem, mas, a bola caiu no campo, eu havia mirado certo, só notei o que poderia ser depois que me disseram dela ser “ilusionista”, ela se mexeu em grande velocidade para pegar a bola, arremessou para Simon que queimou Ian.

- Ual! Como vocês fizeram isto? – dizia Ian.

- Fizemos o que? – Viridia sorria maliciosamente.

- Não se faça de boba, idiota. – provoquei – Todo mundo viu a bola indo para o seu lado no chão.

- A boba é você, a culpa não é minha se você não conseguiu arremessar. Loser. – Ela dizia fazendo um símbolo de “L” em sua testa. “

“ Eu e Ian voltávamos da escola, cada um com um fone do MP3 dele, cantávamos animadamente “I don’t wanna miss a thing”, quem diria, uma Paty como eu ouvindo Aerosmith, algo estranho mas valia, Ian era apaixonado por este tipo de música, o que me fez viciar também, óbvio.

- Adoro esta música. – comentei próximo ao refrão.

- É uma das minhas favoritas, sabe por quê? – respondeu docemente.

- Por quê?

- Me lembra você...

Senti um frio na barriga ao ouvir aquele comentário, Ian sabia ser romântico quando queria, mas, depois quebrou o clima cantando, muito mal, confesso.

- I don’t wanna close my eyes, i don’t wanna fall asleep cause I’d miss you baby...

Não foi só isto que aconteceu neste dia, quando estávamos nos despedindo acabei me virando para ele para devolver o fone e me encontrei com seus olhos que me encaravam, fiquei constrangida, queria correr mas ao mesmo tempo beijá-lo, não sabia o que fazer; ele se aproximou de meu ouvindo e começou a cantar.

- I don\'t wanna miss one smile, I don\'t wanna miss one kiss, I just wanna be with you

Antes que pudesse dizer algo ele me calou com um beijo e logo andou para sua casa, e eu fiquei parada tentando raciocinar o ocorrido. “

“ – O que está fazendo, Wina? – Perguntei olhando o que ela fazia.

- Uma redação. – Respondia.

- Você sempre foi tão criativa e boa em fazer histórias, queria ser como você.

- Que nada, Elina. Eu tenho facilidade nisto, já você é mais esperta, sabe atuar e é ótima nos esportes, este é meu único dom. – Nós duas rimos.

- Que nada, tu é ótima atriz e canta muito bem, além de fazer ótimos desenhos,

- Me inspirei na Tomoyo da Sakura Card Captors. Quando eu era criança vivia tentando desenhar roupas e costurar, principalmente coisas como fadas.

- Oh My God, Wina. – Minha vontade era de esganá-la por aquele comentário, é, ela riu, e muito. “

“ Feira de ciências, algo bem chato, mas, um aluno apresentou um trabalho ótimo. Até eu me interessei pelo projeto de Caius.

- Bem, normalmente as pessoas trabalham com poções, etc e tal, eu, no caso fiz uma também, mas, algo mais “divertido” se é que podemos chamar assim. Sangue falso. Este é o meu projeto, quando colocado não parece Catchup nem tinta, e sim sangue, tudo que foi necessário foi misturar algumas substâncias e “Vualá”, eis o resutado.

Em um pequeno tubo de ensaio estava lá algo que parecia sangue, não sabíamos o que ele havia misturado, mas, pelo modo com qual falava, não havia tido tanto trabalho.Todos aplaudiram ao ver como era parecido, até mesmo o cheiro... “

“ Aula de informática, é, uma aula chata. Bem, por quê? Será que porque a maioria dos sites estão bloqueados? Jogar jogo do coelho sabido não era das melhores coisas, então...

Sentávamos de duplas, eram uma dupla por computador e dois computadores em uma mesa. Eu e Wina estávamos juntas, ao lado de Victor e Lary.

- Quer entrar no Orkut? – Victor perguntava a Lary.

- O site está bloqueado, esperto. – Lary dizia folgando na cadeira.

- Será mesmo? – Notei o tom de ironia, fiquei olhando para os movimentos dele.

Quem diria, Victor era um Hacker, ele conseguiu tirar o bloqueio do site e fazer o Orkut funcionar, parecia que havia sido fácil, pelo jeito conseguia fazer muito mais do que aquilo. “

“ – Viridia. – chamava a professora.

- Faltou. – Simon respondia.

Era um dia diferente, uma aula que uniu as duas turmas, estava sentada atrás de Simon, cutuquei seu ombro pronta para fazer uma piadinha, mas...

- Se for fazer uma piada, não faça. O pai dela desapareceu, todos estão procurando como loucos, seja sensata, pelo menos desta vez. – Ele não olhou para trás.

Recuei e me sentei na cadeira, fiquei mal por tentar tirar piada de algo sério.

- Sinto muito... – Foi o que consegui dizer. “

“O professor de história havia feito uma aula de tortura e usaria vídeos para mostrar um pouco desta, por isto as duas salas foram juntas. Antes ele fez várias perguntas à respeito:

- Alguém sabe como eram as torturas no período da ditadura? – Imediatamente Arthur levantou a mão. – Arthur. – Chamava o professor.

- Bem...Isto variava, normalmente eles pegavam pessoas que tinham informações prejudiciais ao governo e a prendiam forçando a contar, caso não contasse seria pega e torturada, ou morta, como no caso de Zuzu Angel.

- Muito bo...

- A maioria dos castigos eram corporais, chicotadas, retiradas de partes do corpo, estupros no caso das mulheres, choques, jogavam sal por cima dos ferimentos, e outras coisas. Além disto, após estas seções de tortura eles simplesmente cortavam a água, deixavam a pessoa morrer de sede tendo que beber míseras gotas. Depois de morta elas eram jogadas no mar.

- Sim. – O professor havia se impressionado, assim como a sala. – E sobre antigamente?

- Posso. – Arthur perguntou conseguindo a autorização do professor. – Não eram bem torturas, era mais para mortes mais diretas, como decapitação, queimar as pessoas e enforcar, é claro que no Brasil eram coisas diferentes, como a pessoa ser feita em pedaços como foi o caso de Tira dentes.

- Muito bom, Arthur. – O professor elogiou. – Vamos ao filme...

É, tinha ficado com medo, ele sabia muito sobre tortura. “

“ – O pai de Viridia foi achado? – Perguntei a Simon.

- Ainda não, parece que foi dado como morto por uma quadrilha. – Disse meio triste.

- Entendo...Sinto muito.

Quando me afastei de Simon fui em direção ao banheiro, ouvi choro vindo de lá era Viridia, parecia muito triste, ia entrar para tentar consolá-la, mas, alguém já fazia. Tânia.

- Calma, Viridia.

- Como calma? Meu pai está morto!

Tânia não soube responder, ela era fraca, mas, tentou ajudar a amiga, pelo menos um pouco de humanidade ela tinha.

- Sabe, é duro viver sem meu pai, é horrível, agora eu sei como Elina se sente, e porque ela trata os outros da forma que trata.

- Você está louca? Elina não trata as pessoas daquela maneira porque perdeu a mãe, ela trata porque é uma idiota! Você acha que a mãe dela gostaria que ela tivesse uma filha com um ego maior que um rinoceronte? A Elina não gosta de ninguém, ela tem que abrir os olhos...

Não ouvi o resto da conversa, somente saí de cabeça baixa, havia um motivo para eu desgostar de Tânia. “

Tantas coisas que faziam sentido, mas, ao mesmo tempo não faziam, o que aconteceu? As memórias pareciam ter certa ligação com o que estava ocorrendo, era hora da verdade. Luz, câmera, ação!

Corri em direção ao assassino começando uma investida com a tábua, não importaria quem fosse, o mataria, por nome de todos meus amigos que foram mortos, em nome de minha mãe, ao santuário que fizeram por ela. Estava na hora de descobrir quem estava por trás da máscara, e é claro, ver quem cai por último, a mocinha ou o vilão, como várias pessoas dizem, é hora da caça virar o caçador.

Sim, é a terceira vez que vocês tem que ler isto, desta vez talvez tenha mais sentido para vocês, já que para mim, a única coisa que faz sentido é acabar com esta peça e salvar Ian e Hei.

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Por mais estranho que pareça eu adorei este capítulo, só serviu para ver que todos podem ser o assassino, e no próximo capítulo ele realmente se revelará. BWAHAHAHA

Por isto, não deixe de acompanhar. o/

http://www.youtube.com/watch?v=-WA9Qw0mo50

I don\'t wanna miss a thing.

Musiquinha da Elina e do Ian. ._.