Cross Destination

21 Capítulo Vinte e Um


Notas iniciais
Olá, leitores. Antes de deixá-los ler, gostaria de pedir que não deixem de ler as notas finais. Terá um aviso muito importante. Desde já agradeço PS: Quero agradescer a Oppaxwang do blog Illusion Design pelo banner magnifico que fez para mim. Boa Leitura

Já tinha se passado uma semana desde o que Felicity descobriu sobre Oliver e Helena Bertinelli. Felicity ainda não gostava de saber que Oliver teve uma namorada antes dela. O problema maior não foi saber que ele tinha uma namorada, e sim saber que ele escondeu por tanto tempo, sobre aquela mulher, que Felicity sabia, o amava. Depois que Oliver saiu para trabalhar, Felicity recebeu uma ligação de Sarah, pedindo para conversar, então ela aproveitou para olhar as coisas para a festa dos filhos. Laurel e Caitlin também estavam com elas. Felicity estava curiosa para saber como foi a reação de Ray, mas como não tinha certeza de que Laurel e Caitlin estavam sabendo sobre a gravidez, ela preferiu não tocar no assunto.

Você e Oliver já alugaram o salão? – Laurel perguntou, quando elas se sentaram para comer.

Nós já alugamos tudo, não só o salão. Eu fui até uma confeitaria que Thea adora, ela foi comigo, e nós já resolvemos as comidas, os doces, e os dois bolos.

Então você não vai precisar de mais nenhuma ajuda?

Não, gente, obrigada. – Sorriu. – Eu só disse que você tinha que me ajudar, para se livrar da Iris. – Ela assentiu.

Obrigada. Eu nem te agradeci por isso.

Não precisa.

Bom, então nós podemos olhar as fantasias das crianças. – Sarah comenta.

Eu não faço a menor ideia do que comprar para o Lyon.

Ele já tem seis anos, deixe ele escolher.

Eu vou falar com ele, hoje depois da escola, e então a gente combina de sair juntas.

Com as crianças de preferência. Elas têm que experimentar. – As outras assentiram.

E esse bebê, Laurel?

Ai, eu quero que ela nasça logo. – Elas riram. – Minha barriga não cresceu tanto, mas está incomodando minhas costas. E também, eu quero ver o rostinho dela.

Eu também estou ansiosa pela minha, mas para mim ainda falta seis meses.

Passa voando, só os dois últimos meses que parece que não passa nunca. – Elas riram com Felicity. – Nossa, eu pensei que o mês não ia mais acabar, quando eu estava grávida. – Sarah e Felicity se olharam.

Vocês já querem ir? – Sarah pergunta.

Eu estou cansada, e com dor nas pernas, então sim.

Eu deixo vocês em casa. – Felicity olhou para o céu. As nuvens estavam ficando negras. – Eu acho que vai cair uma chuva daquelas. – As outras olharam para o céu também, depois de se levantarem. – Espero que ela só caia depois que chegarmos em casa. – Elas saem do restaurante, encontrando Mike encostado no carro.

Já vão para casa?

Sim, a Laurel está cansada. – Ele abriu a porta, e Laurel foi a primeira a entrar, seguindo de Sarah, Felicity e Cait. – Mike, deixa a Sarah e a Laurel primeiro. – Felicity pede, e então a chuva começa a cair.

É Lis, parece que a chuva resolveu chegar antes.

Eu acho que não é apenas uma chuva. – Elas ouviram o gemido de Laurel.

Você está bem? – Elas olham para a amiga.

Senti uma pontada forte.

É a bebê chutando. – Sarah diz, voltando o olhar para a estrada. Felicity percebeu o desconforto de Laurel, tinha alguma coisa errada com ela, tinha certeza.

Laurel o que está sentindo exatamente? – Cait parecia ter os mesmos pensamentos de Felicity, pois ela fez a pergunta que a loira iria fazer.

Um desconfor... – Ela gemeu mais alto, se interrompendo. Sarah a olha com os olhos arregalados. – Ah, não, meu Deus. Por favor. – Ela sussurra, apertando as mãos no banco. Olhou para as amigas. – Eu acho que isso não é apenas um desconforto. – Mike olhou para trás na mesma hora, incrédulo.

Me diz que não está acontecendo, o que eu acho que está acontecendo.

Mike, precisamos ir para um hospital imediatamente. – Cait diz, olhando para Laurel. – Acho que a Niki está pronta para vir ao mundo.

E tinha que ser agora, filha? – Colocou a mão na barriga, respirando ofegante.

Escolheu um dia de tempestade, hein? – Sarah balançou a cabeça, enquanto falava com a sobrinha. – Espera só mais um pouquinho, querida. – Laurel gemeu alto.

Eu acho que ela não quer esperar não. – Felicity passou a mão no rosto.

Eu vou ligar para o Tommy. – Mike virou o volante de uma vez, derrapando o carro.

Nós estamos chegando. – Laurel fechou os olhos, fazendo como a amiga estava instruindo, respirando de vagar.

Por favor, filha, só mais um pouco.

Ele não atende.

Manda uma mensagem. – Sarah diz, e Felicity manda um áudio no WhatsApp.

Mike? – Laurel chama, desesperada. – Falta quanto para chegarmos? – Ele não respondeu, apenas derrapou o carro mais uma vez, fazendo-o parar de frente para a entrada do hospital.

Nós chegamos. – Caitlin desceu sem que ninguém abrisse a porta para ela, e correu para dentro do hospital, para pedir ajuda.

O que estamos fazendo aqui? – Collin pergunta, quando se aproxima. Ele estava em outro carro com Gregory e Nate.

O que faríamos em um hospital? – O amigo revirou os olhos. – A esposa do Merlyn está tendo a bebê.

Ótimo dia para isso, hein? – Felicity e Sarah já estavam fora do carro, a essa altura. – Quer ajuda para descer? – Laurel, não conseguindo abrir a boca, por causa da dor, assentiu. Collin deu a volta no carro, e a tirou de lá, pegando-a no colo.

É ela. – A voz de Cait chama a atenção de todos. Ela estava ao lado de um médico e uma enfermeira. – Está em trabalho de parto.

E as contrações?

Estão piorando. – Diz ofegante. Collin colocou ela em uma cadeira de rodas.

Você é o pai?

Não. – Todos dizem ao mesmo tempo. – Ela é só uma... Amiga. – Laurel assentiu.

Bom, então vamos entrar, nós vamos prepará-la.

Sarah... – Estendeu a mão, para pegar na da irmã. Sarah pegou a mão da irmã. – Você fica comigo, até Tommy chegar. – Ela assentiu.

Ela é minha irmã. – O médico assentiu, e levou Laurel para dentro. Os outros seguiram o médico.

Eu vou tentar ligar para o Tommy de novo.

Obrigada, Lis. – Elas sorriram uma para a outra.

Quer que ela entre com você, Laurel? – As irmãs se olharam. – Por mim tudo bem. Afinal, ela é a madrinha da Niki, e eu estive com você e Tommy quando o Lyon nasceu.

Você não se importa?

Claro que não, Lis. Eu fico para ligar para o Tommy. – Beijou a testa da irmã. Na verdade, ela achava melhor assim, porque do jeito que ela estava com vontade de vomitar, era melhor ficar longe da sala de parto. – Vou ficar aqui, ansiosa par ver minha sobrinha. – O médico se afastou com Laurel, e Felicity o seguiu. Sarah respirou fundo e pegou o celular para ligar para o cunhado.

**--** **--**

Sarah. – Ela olhou para o lado, encontrando Tommy, Oliver e Barry juntos, se aproximando rapidamente. – Como ela está?

Ela está na sala de parto.

Você não foi com ela?

Eu deixei Felicity acompanhá-la. Eu preferi ficar aqui, esperando. – Tommy achou estranho, mas não disse nada.

Tem certeza de que isso está acontecendo? Da última vez foi alarme falso.

A médica disse que sim. A bolsa rompeu pouco tempo depois que ela se deitou na maca. – Tommy suspirou, e se sentou. – Elas vão ficar bem.

Eu não estava com ela.

Você não tem uma bola de cristal, amigo. – Barry diz.

Tommy, elas vão ficar bem. Daqui a pouco virão nos avisar que a Naty nasceu, e que a Laurel está te esperando. – Oliver e Tommy se olharam. – O que aconteceu com sua mãe, não vai acontecer com Laurel. Não aconteceu quando ela teve o Lyon...

Oliver está certo. Cadê as crianças?

Estão na casa do Ray, ele se prontificou a ficar com eles. – Sarah sorriu.

Corajoso da parte dele. Não deve ser fácil cuidar de quatro crianças. – Sarah se levantou quando viu Felicity se aproximar, com um sorriso.

Tommy. – Ele subiu a cabeça, e olhou para Felicity, se levantando em seguida. – Sua filha nasceu. E Laurel está te esperando no quarto. – Ele soltou a respiração, fechando os olhos, aliviado, e então sorriu. – Quer ir vê-las?

Com certeza.

A médica disse que podíamos entrar, mas eu acho que Tommy e Laurel precisam de um momento a sós.

Eu não me importo, Lis. Em qual quarto elas estão?

Eu acompanho você até lá. – Ele assentiu, e seguiu Felicity com Sarah, Oliver e Barry atrás.

**--** **--**

Ela é tão linda. – Sarah comenta, passando a mão na cabecinha cheia de cabelos. – E ela tem seus olhos, irmã, assim como o Lyon.

Pelo menos os olhos eles tinham que pegar de mim, né?

Ah, Laurel, ela tem a cor dos seus cabelos.

Mas é a cara do Tommy. – Retrucou, mesmo que estivesse sorrindo, olhando para a filha. – Lembra a sua mãe. – Diz olhando para o marido.

Tommy, você se lembrou de falar com seu pai?

Não. Eu me esqueci.

Não se preocupe, eu liguei. – Oliver diz. – Você estava tão desesperado, que eu sabia que não se lembraria.

Ansioso por isso, Barry?

Não imagina o quanto. – Cait sorriu, passando a mão na barriga. – Mas eu espero que a Cait esteja comigo quando o bebê for nascer. – Bateram na porta, e todos olham para ela, com exceção de Laurel, que continuava babando pela filha.

Pai. – Tommy sorriu.

Como ela está?

Ela está ótima. – Laurel responde. – Quer pegá-la?

Prefiro quando ela não estiver tão molinha. – Os outros riram. – Eu tinha pavor quando tinha que pegar Tommy. – Sorriu, olhando para a neta. – Você está bem, né? Deu tudo certo?

Deu sim, obrigada. – Ele balançou a cabeça.

Ela se parece muito com o meu filho.

Novidade, meu sogro. – Ele riu. – Pelo menos ela tem meus olhos, e a minha cor de cabelo.

E onde Lyon está?

Está com Ray Palmer. Ele se prontificou a cuidar dele, da Kitty e dos gêmeos do Oliver.

Eu nem cumprimentei vocês. – Eles sorriram. – Me desculpem.

Ah, Malcom, você está babando na sua netinha, agente entende. – Cait responde.

Vocês estão bem? Eu soube que Moira largou do pé de vocês.

Agente só não sabe por quanto tempo. – Felicity se pronuncia. – Na verdade, eu penso que por ela está sumida por tanto tempo... É porque está aprontando.

Infelizmente, você pode estar certa. – Ele suspira, voltando a olhar para a neta. – E a filha de vocês? – Pergunta alguns minutos depois, olhando para o casal Allen. – Lyon fala muito sobre ela, não mais que sobre a princesinha do Oliver, mas fala. – Oliver o olha, incrédulo, e Tommy ri.

Ela está bem. – Barry responde, sorrindo.

Pai, o Oliver está com ciúmes do seu neto com a filha dele.

Ora, por que? Os dois ainda são crianças. – Desviou os olhos para Niki. – Nem devem imaginar o que é um namoro.

Graças a Deus. – E todos começam a rir, até mesmo Malcom. – Queria que minha filha fosse um bebê para sempre.

Infelizmente ela vai crescer, vai querer namorar... E você não vai poder impedir. – Olhou para Oliver. – Eu tentei impedir minha filha de namorar com aquele maldito, e ela começou a fazê-lo escondida. Adiantou?

Viu, meu amor? Ouça a voz da experiência. – Malcom sorriu ao ouvir Felicity. – Diz mais coisas desse tipo para o meu marido, por favor? Ele quer colocar nossa filha em uma bolha.

Ah, então diz para o meu marido também?

Bryan e Kitty também estão tendo alguns momentos fofos, que estão deixando o papai dela desesperado. – Sarah explica e Malcom riu. – Sério. Ele e Oliver estão quase de cabelo branco, de tanta preocupação.

Não adianta de nada. Filhos nem sempre ouvem os pais. – Se virou para Barry. – Não é melhor você apoiar, estar presente o tempo todo... Ouvir ela falar sobre o que está acontecendo na vida dela? – Barry e Oliver se olhara, eles tinham que concordar com Malcom. – Eu perdi muita coisa da Thea.

Mas isso foi culpa da minha mãe.

E parte minha também. Eu quis controlar, e por isso ela começou por exemplo a namorar escondida. Por meses. Com um cara que não vale uma nota de um real. – Eles assentem. – Kitty e Brooke terão as mães para darem os concelhos sim, mas elas também vão querer compartilhar coisas sobre a vida delas com os papais. – Ele diz, sem tirar os olhos na netinha, fazendo com que todas as mamães sorrissem.

**--** **--**

Eles conversavam na frente do hospital. Tommy estava no meio deles, rindo de algo que Oliver dizia. Como Laurel tinha dormido, e a bebê também, eles decidiram deixar o quarto. Sarah e Felicity estavam um pouco mais longe dos outros. Como Felicity e Oliver iam buscar os gêmeos, Sarah pegaria uma carona até a casa do noivo. Felicity agradeceu quando Cait se aproximou do marido, chamando-o para ir.

Falou com Ray sobre a... Gravidez? – Sussurrou a última palavra.

Ainda não. Eu não tive coragem.

Sarah, cria vergonha na cara. – A amiga fez um bico. – Está parecendo uma criança. Olha, você precisa contar para ele.

E eu vou.

Quando? Sarah, você está grávida, e continua indo ao trabalho.

Não se preocupe, eu já avisei ao meu chefe que ficarei fora da equipe por alguns meses. Disse que explicaria depois. – Felicity assentiu. – Mas agora eu tenho que contar para o meu noivo e meu enteado, e eu não sei como fazer isso.

Sarah, eu entendo que foi algo inesperado para você, e provavelmente vai ser para o Ray também, mas é um inesperado tão bom. – Diz sorrindo, e a amiga fez o mesmo. – Conte para ele. Hoje. Faça isso, e vai se sentir melhor. Mais leve.

Você está certa. Eu preciso contar para ele logo, até porque eu preciso começar o pré-natal. – E Felicity concordou. – Vou fazer isso hoje depois do Lyon e do Killian dormirem.

Eu estou tão animada por você estar grávida. – Sarah riu quando viu a amiga dar uns pulinhos. – Mais uma criança para eu mimar. – Sorriu. – Tenho certeza de que Lyon vai adorar saber que vai ter um priminho.

Confesso que ver você animada desse jeito, me deixa mais leve. – Felicity a abraçou. – Obrigada por todo o apoio, e por me tranquilizar. – Felicity abriu a boca para falar, mas a fechou na hora. Sarah estranhou.

Oliver. – Sarah se virou, entendo porque a amiga tinha se calado. – Já vamos?

Sim, ainda temos que pegar nossos filhos.

Nos despedimos na casa do Ray. – Barry diz.

Tommy, agente visita vocês quando estiverem em casa.

Ela vai ter alta amanhã. – Sorriu. – Elas, quero dizer.

Me liga quando já estiver em casa. Eu pego o Lyon na escola, e o deixo lá.

Sarah, amanhã é domingo.

Querido, você é o pai dos gêmeos e não sabe que eles têm uma gincana ás 10h da manhã? – Oliver revirou os olhos.

Eu posso me esquecer? – Ela riu. – Irritante.

Isso não me atinge.

Ah, por favor, parem os dois. – Cait riu.

E você vai com os dois no mesmo carro. Tenho dó de você. – Felicity olha para Cait.

Tem um lugarzinho para mim no seu carro? – Os outros riram.

Nem pensar. – Puxou a esposa para perto de si, abraçando-a pela cintura. – Prometo não cair nas provocações da Sarah.

Ah, agora a culpa é minha? – Cruza os braços.

Vamos indo. – Barry se virou para Tommy. – Nos vemos por aí. Você com certeza vai ficar alguns dias sem levar e buscar o Lyon na escola, não é?

Bom, provavelmente a Sarah quem vai fazer isso no meu lugar.

Manda um beijo para a Laurel. – Cait e Felicity dizem ao mesmo tempo.

Claro. – Ele beija o rosto de ambas. – E você, cuide bem do meu filho.

Querido, eu cuido dele melhor que você. – Tommy revirou os olhos. – Cuida bem da minha irmã e da minha sobrinha. – Tommy beijou o rosto dela e das outras duas mulheres, depois de assentir, pegou na mão de Oliver e de Barry e se afastou, entrando de volta no hospital, caminhando para o quarto da esposa.

**--**

Felicity olhou para a cozinha, pensando no que poderia fazer para o almoço. Como o marido tinha ido resolver um assunto na empresa, e não sabia que horas ele chegaria, ela resolveu que tentaria fazer o almoço, afinal ela e os filhos precisavam comer. Felicity pegou uma panela, e colocou água, óleo sal, antes de acender o fogo alto. Abriu o armário, pegou um pacote de meio quilo de macarrão e uma lata de extrato de tomate, colocando-os um do lado do outro, na bancada. Abriu a parte de baixo do armário, pegando uma cebola e duas latas de sardinha, colocando-os junto das outras coisas que estavam na bancada. Abriu a geladeira pegou dois tomates médios e os picou em um prato em cubinhos. Dentro de outro prato, ela picou as cebolas também em cubinhos, que ficaram um pouco grandes, mas o importante foi que deu certo. Se aproximou da panela e percebeu que já fervia, por isso se afastou, pegando e abrindo o pacote de macarrão, jogando ele todo dentro da água fervida. Mexeu um pouco com um garfo grande. Ouviu Brooke chamá-la quando ela largou o garfo, e por isso caminhou rapidamente para o segundo andar, onde os filhos estavam.

Mamãe, eu vi um bicho. – Ela parecia assustada. Bryan não estava no quarto.

Que bicho amor? E onde? – Olhou pelo quarto.

Era peludinho. – Ela grudou nas pernas da mãe. – Tava bem ali, ó... – Apontou o dedo para o cantinho da cama dela. Felicity se soltou da filha e se aproximou, tomando cuidado, afinal poderia ser perigoso.

Filha, não estou vendo nada.

Tava aí, tava aí sim, mamãe. – Felicity puxou a mesa de cabeceira, e não encontrou nada. Brooke gritou, e Felicity a olha assustada, tinha sido pega desprevenida. – Aí ela, mamãe.

Onde? – Felicity arregalou os olhos ao ver uma aranha enorme saindo de baixo da cama da filha. Brooke correu para a cama do irmão, e se colocou de pé nela. – E agora? – Ela se pergunta, no mesmo momento em que a filha grita para matar. – Não dá para eu me aproximar dela, Brooke. – Felicity olha em volta. – Fica aí em cima, eu... Vou na cozinha.

Não, mamãe, não quero ficar sozinha com ela. – Bryan entra no quarto no momento em que a irmã terminava de falar.

Por que você tá gritando tanto, sua escandalosa?

Não fale assim com a sua irmã. – A mãe o repreende. – E não fique aí, tem uma aranha no quarto. – O menino olhou para onde a mãe apontou.

Você gritou por causa da Sky?

Sky? – Felicity arqueia as sobrancelhas. – Você deu um nome para essa coisa?

Claro que não, mamãe, quem deu foi o Killian.

Eu não estou entendendo, filho.

Ah, não, mamãe, está chegando perto. – A filha reclamou.

Chorona. – Ele se aproximou da tarântula e Felicity quase teve um troço quando ele a pegou com as mãos.

Bryan, largue isso imediatamente.

Tá tudo bem, mamãe. Ela é de boa. – Se aproximou de uma caixa de vidro que estava n chão ao lado da cama dele. – A Sky é do Killian, ele deixou ela comigo hoje depois da escola.

Como é? – Ela pensou ter ouvido errado. – Essa coisa é do Killian?

Sim. É de estimação.

E ele não podia ter um cachorro, como uma criança normal? – O filho riu.

Que horrorosa. – A filha diz, ao ver o bicho de perto.

Não é nada. – Ele retruca. – Quer pegar? – A irmã correu de perto do irmão, enquanto balançava a cabeça, e ele riu. – Eu também quero uma.

Vai sonhando.

Mamãe, tô com fome. – Felicity arregalou os olhos.

Ah, meu Deus. – Ela correu do quarto, deixando os filhos confusos. Eles foram atrás da mãe, entrando na cozinha segundos depois dela. Ela suspirava, não acreditando no que tinha feito. Tinha sido um perigo.

Mamãe, tá tudo bem? – Os filhos perguntam.

Felicity? – Ela ouve o marido chamar.

Estamos na cozinha. – Brooke correu para os braços do pai, quando ele entrou no cômodo, e ele a pegou no colo.

Aconteceu alguma coisa? – Pergunta ao ver o desânimo da esposa.

Aconteceu. Eu queimei a água e o macarrão.

O que? – Ele pensou ter ouvido errado.

Eu deixei aqui, e fui ver porque nossa filha estava gritando.

Felicity, já pedi para não entrar na cozinha quando eu não estiver. – Colocou a filha no chão. – O que teria acontecido com vocês?

Eu sei, mas eu não tive culpa. Foi culpa da aranha.

Tarântula. – O filho corrigiu.

Como assim? E por que não pediu comida?

Estava com vontade de comer comida caseira. – Oliver balançou a cabeça. – Prometo que não faço mais isso.

É o melhor a se fazer. Para o seu bem, o dos nossos filhos... E do apartamento. – Brooke tocou na perna do pai.

Papai, sabia que o Bryan tem uma aranha lá no nosso quarto? – Oliver arqueou as sobrancelhas.

Tarântula. – O menino voltou a corrigir, revirando os olhos.

Você tem o que?

Uma tarântula.

De onde você tirou isso, filho?

Ora, Killian me emprestou ela. – Oliver olhou para Felicity.

Isso é mesmo sério?

Por que você acha que eu esqueci da água e do macarrão no fogo? – Ele voltou os olhos para o filho, que sorria.

Ela é muito bonita, papai. Quer ver?

Estou surpreso ainda, me dá um minuto. – O menino riu. – Como é que o Ray deu uma tarântula para o filho?

Eu também quero uma. – Oliver olhou para a esposa novamente, que balançou a cabeça. – Ela é legal. E fica dentro do vidro.

E como foi que ela saiu de lá?

Ah, eu acho que esqueci de colocar ela de volta.

Nem pensar que vamos comprar uma coisa daquelas. – Bryan fez um bico. – Filho, você não quer outra coisa?

Mamãe, agente mora num apartamento. – E Oliver teve de concordar, nenhum bicho normal moraria em um apartamento. – Por favor?

Não. Eu não quero aquele bicho no meu quarto.

O quarto não é só seu, filha. – Oliver diz. – E seu irmão disse que vai deixar dentro do vidro. – Bryan se anima.

Está mesmo cogitando isso? – Felicity o olha, incrédula.

Não podemos morar em uma casa, por enquanto. E um cachorro aqui, está fora de cogitação... Qual o problema de ele ter essa tal tarântula?

Mesmo, pai? – Oliver viu o filho animado, e sorriu.

Felicity. – Ele aponta para o filho com a cabeça, e ela suspira. O que não fazia pela felicidade dos filhos? – Então, fazemos assim... Agente sai pra comprar sua tarântula, amanhã depois da escola.

Legal. – Ele pula, e abraço pai. – Obrigado, obrigado. – Oliver beija os cabelos loiros, tão parecidos com os dele.

Ah, não. – Ela abraça a mãe, chorosa. – Não quero. É feia, e perigosa.

Ela não é perigosa. – O irmão retruca.

Olha, não vamos brigar, está bem? – Felicity pede.

Brooke, o papai te compra um coelho. – Felicity olha para o marido, surpresa por ouvir tal afirmação. – Você disse que gostava, não é? – Ela sorri.

Igual aquele que agente viu no parque? – Oliver sorriu.

Como você quiser, filha. – E isso foi o suficiente para ela se esquecer da tarântula, e se animar pelo novo amiguinho que ela teria. Felicity sorriu, sua filha sempre quis ter um coelho, e agora ela teria. Ela e Oliver fariam de tudo por eles. Os seus bens mais preciosos. E se um bichinho de estimação, era o que os faria feliz, então que seja. Mesmo que um deles fosse uma horrorosa, e horripilante tarântula.

**--** **--**

Papai, quando agente vai vê a irmãzinha do Lyon? Ele disse que ela é linda. – Oliver olhou para a filha. Eles estavam na sala, sentados todos juntos assinto á um filme. Felicity e Oliver estavam no meio com Bryan de um lado e Brooke do outro.

Vamos só esperar até o final de semana? Seus tios devem estar cansados.

Ele levou um monte de fotos dela. – Felicity e Oliver sorriram. – Ela é tão lindinha. Parece uma princesa, papai.

O tio Tommy revelou as fotos. Ela tem os olhos da tia Laurel.

Tem sim, filho. E o tom dos cabelos também.

Ela é muito linda. – Bryan elogia. – Mas Lyon disse que é muito molinha, por isso a tia ainda não deixou ele pegar ela.

Eu queria uma irmãzinha pra brincar de boneca comigo.

Boneca? – Bryan reclama. Nenhum dos dois viram que tinham deixado os pais constrangidos. – De bola.

Ela ia se machucar.

Ia nada. A Kitty joga bola, você que é fresca. – Oliver e Felicity se olham.

Não sou não. – Diz com as mãos na cintura, enquanto balançava a cabeça.

É sim. – Retruca. – Você que gosta de ficar brincando dessas coisas chatas. A Kitty joga bola com agente e nunca se machucou, ou reclamou.

Ela também brinca das mesmas coisas que eu.

Mas não fica reclamando quando agente joga bola.

Eu não gosto. – Ela fez um bico.

Bryan, nem todos tem os mesmos gostos, amor. – Ele olha para a mãe. – Eu também não gostava de jogar bola, quando era criança. Achava que era coisa de garotos. – Deu de ombros. – Sua irmã talvez não goste, principalmente, porque tem medo de se machucar.

Mas agente não pega pesado, quando as garotas jogam.

Tem outras garotas que jogam? – O menino colocou a mão no queixo, pensando.

Seis garotas da nossa sala. Sem contar a Kitty.

E ela não tem medo? Kitty não tem cara de gostar de brincar de bola.

Ela gosta. – Deu de ombros. – Eu acho legal. – Felicity sorriu, e olhou para o marido.

Eu acho fofo. – Ela diz, e ele revira os olhos, entendendo o que ela queria dizer.

Lyon não reclama de eu não jogar, só você. – A garotinha vira o rosto para a TV, emburrada. Oliver faz uma cara de desgosto, e Felicity ri baixo.

Isso porque ele é o único que aguenta suas frescuras. – Oliver e Felicity voltam a se olhar, surpresos pela fala do filho. – Killian não diz nada, mas concorda comigo.

Dois chatos. – Retruca.

Okay, não vamos brigar. – Felicity pede. – Vocês são irmãos, por favor.

Agente não tá brigando. – Dizem juntos, fazendo os pais sorrirem.

Eu tô com fome.

Mas já? Garoto o que você tem dentro dessa barriga? – O menino riu, e Oliver sorriu.

Estou em fase de crescimento, papai. – Oliver assentiu, concordando.

Você está certo. O que você quer comer? – Se levantou.

Pizza

Eu também quero. – A irmã diz em seguida.

Vamos deixar a pizza para o jantar? – Felicity se pronuncia. – O papai faz uma pipoca, eu faço um suco... – Olhou para o marido. – De saquinho... – Ele riu. – E pronto. Esse é o lanche de vocês, o que acham?

Se agente for comer mesmo a pizza mais tarde... – E os pais riram. – Eu quero suco de morango, mãe.

Papai, coloca manteiga? – As crianças seguem os pais até a cozinha.

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Felicity saiu do quarto dos gêmeos, fechando a porta de vagar, para que não acordassem. Tinha deixado apenas as luzes dos dois abajures ligadas, os filhos não gostavam de dormir totalmente no escuro, e isso era culpa dos pesadelos que tinham com Cooper. Ela caminhou até o quarto, abrindo a porta e entrando sem fazer barulho, imaginando que o marido já dormia. Ela se deitou, puxando o edredom para cima do seu corpo.

Dormiram? – Ela ouve, ao mesmo tempo que sente o braço dele passar por sua cintura.

Sim. Demorei porque os dois estavam sem sono, foi complicado fazê-los dormir.

Isso tem acontecido muito ultimamente. – Diz, preocupado. – Eu pensei que os pesadelos tinham parado.

E pararam. – Se virou nos braços deles, olhando nos olhos dele. – Eu não sei por que isso está acontecendo. – Oliver assentiu. – Mas se eles não disseram nada, deve ser só insônia. Vou pedir para a Cait dar uma olhada neles.

Faça isso. Se for insônia ela deve ter alguma recomendação para ajudá-los. – Ela beijou os lábios dele rapidamente, antes de assentir.

Vou marcar com ela. – Oliver passou um dos dedos no rosto dela, antes de tomar os lábios, em um beijo calmo, mas não menos necessitado. Felicity grudou a mão direita nos cabelos loiros, puxando-o ainda mais para si. Oliver a virou, se colocando por cima dela, afastando o edredom, que naquele momento o irritava. Com a mão direita, apertou a coxa dela com força, fazendo-a gemer nos seus lábios. Assim que sentiram a necessidade do ar, Oliver desceu os lábios para o pescoço, fazendo uma trajetória lenta e prazerosa até o colo. Oliver desceu a mão que estava na cintura fina, para poder subir a saia da camisola, e com a ajuda da esposa, ele jogou o pano em algum canto do quarto. Oliver sentiu as unhas dela perfurarem seu braço esquerdo, mas não se importou, quando tomou um dos seios com a boca. Oliver aproveitou que ela estava perdida no que a fazia sentir, e então desceu a mão esquerda entre eles, tocando o clítoris por cima da calcinha, fazendo-a gemer um pouco mais lato que da última vez. Ele sorriu, antes de voltar a tomar os lábios dela, dessa vez, em um beijo selvagem. Felicity ouviu o gemido rouco, quando com a mão livre, ela tocou seu membro, fazendo os movimentos em seguida. Ela abriu um pouco mais as pernas, para a satisfações de Oliver que desceu um pouco mais o dedo, adentrando-o ainda por cima da calcinha. – O-Oliver. – Ele mordeu o lábio dela, descendo para o pescoço, colo seios, beijando cada um deles, antes de continuar a descer lentamente passando pela barriga, onde deu algumas mordidas. Felicity arfou, esperando pelo que ele faria a seguir. Oliver se afastou um pouco, para o desgosto de Felicity, que já havia parado de tocá-lo, e viu ele retirar as duas únicas peças que ele vestia, e em seguida, descer lentamente, olhando nos olhos dela, a calcinha vermelha de renda. Felicity gemeu só de sentir a respiração dele em seu sexo, e ele deu um sorriso, antes de passar a língua lentamente, fazendo-a gemer mais alto, segurando nos cabelos dele com força. Ele deu uma mordida, antes de começar a sugar o sexo dela, ao mesmo tempo que penetrava um dos dedos. Oliver sentia seu membro pulsar, pedindo para adentrá-la, mas antes ele queria beijá-la inteira. Pegando na mão dela, com a mão que não segurava com força a coxa dela, ele trouxe-a até seu membro, fazendo-a apertar, começando os movimentos.

Não pare. – Largou a mão dela, abrindo um pouco mais as pernas dela, voltando a fazer o que fazia antes, com o dedo e a boca. Ele gemeu rouco, ao mesmo tempo que ela.

Oliver. – Geme ofegante. Ela estremece e Oliver sente o gozo dela descer por seus dedos e boca. Ele se afasta, se colocando sobre ela, ainda com o dedo dentro dela.

Eu te amo. – Beijou uma das bochechas. – Muito, muito. – Beijou a outra, antes de olhar nos olhos dela.

Eu também te amo. – Ela diz, apertando as unhas nos braços fortes, sentindo-o adentrá-la. Os dois gemem, e Oliver toma os lábios dela, enquanto começava os movimentos rápidos e fortes. Felicity puxa os cabelos loiros, enquanto gemia na boca dele. Passou as pernas pela cintura, facilitando a penetração, lhes dando mais prazer. Oliver sentiu seu membro ser apertado dentro dela, e então ela estremeceu, gozando em seguida. Oliver não demorou a se derramar dentro dela. Eles respiravam ofegantes, mas Oliver não saiu de cima, nem mesmo de dentro dela.

Você é tão linda. – Ela sorriu. – Tão perfeita.

Perfeita, perfeita, eu não sou... – Beijou sua bochecha, e Oliver saiu de dentro dela, se jogando ao seu lado. – Eu nem sei cozinhar.

Mas eu sei. – Sorriu, passando a mão no rosto alvo. – Então não tem problema.

Você é tão fofo.

Lá vem você de novo com isso. – Ela riu e ele não pode deixar de sorrir. – Eu amo suas risadas.

E o que mais?

Eu amo quando você está gesticulando, quando está com o senho franzido, demonstrando que ou está preocupada, ou algo a desagradou, amo chegar em casa e ver esse rostinho lindo. – Ela o beijou rapidamente.

Eu também te amo. Mesmo quando você esconde coisas de mim.

Me desculpe. – Ela balançou a cabeça, fechando os olhos ao mesmo tempo.

Está tudo bem. O bom disso, é que você se desculpou, e prometeu não mais fazer isso. Eu não gosto de ficar brigada com você.

Nem eu. Eu errei em esconder de você. Sarah e Tommy me disseram para contar, mas... Eu não imaginei que ficaria tão irritada. – Ela franziu o cenho. – Eu não pensei que se fosse ao contrário, eu também não iria gostar. – Ela assentiu. – Eu te amo. Mais que tudo na vida. Você e os gêmeos são minha razão de viver, Lis.

E você e eles são a minha. – Ele a beijou, lentamente.

Ninguém me fez sentir o mesmo que você me faz. – Ela sorriu, mordendo o lábio. – Essa é outra coisa que amo, ao mesmo tempo que me deixa tentado. Você mordendo os lábios. – A beijou novamente, do mesmo jeito que antes. – Eu te amo. E eu nunca vou me cansar de dizer isso.

Eu amo ouvir. – Ele sorriu. – Eu também te amo. Muito. Você é e sempre será o único homem na minha vida.

Preciso dizer o mesmo para você? – Ela balançou a cabeça. – Eu sou só seu. De mais ninguém, Felicity.

Então diz de novo que me ama? – Ele sorriu

Eu te amo, meu amor. – A beijou novamente, mas dessa vez ele durou um pouco mais, pois Felicity o aprofundou. Oliver se afastou, tocando sua testa na dela. – Lis... – Ela olhou nos olhos azuis. – Eu quero outro filho.

Notas finais
E então, o que acharam desse capítulo? A Nichole finalmente nasceu. E quase que aconteceu em um carro. E como puderam ver, os gêmeos querem muito um irmãozinho. A cena deles falando sobre o irmãozinho, e Bryan discutindo com a irmã, foi minha cena favorita das crianças. E a de vocês? Momento Olicity foi lindo, e então... O pedido inesperado. Como será que Felicity vai reagir a isso? Espero por seus comentários Aviso: No primeiro final de semana de janeiro, será o chá de fralda da minha irmã. Minha primeira sobrinha. Não sabem como eu estava esperando por isso. Bom, o importante nesse aviso é que eu estou ajudando com praticamente tudo na festinha, já que minha irmã não tem muito tempo, trabalha o dia inteiro. Por isso eu só vou voltar com a atualização em janeiro. Eu quero que seja tudo perfeito, e por isso não vou poder atualizar as fic’s até lá. Eu peço que aguardem pacientemente. Desde já eu agradeço á todos. Fiquem com a prévia: Eu não quero ficar em casa. – Reclamou, e ele sorriu, o jeito que ela falou pareceu uma criança. – Estou cansada de fazer nada. Collin, me ajuda? Eu? – Ele se surpreendeu quando ela lhe pediu ajuda. – Por que eu? Você não acha que está tudo bem eu sair hoje? Não vejo problema. – O amigo revirou os olhos, enquanto Felicity sorria animada. Viu? Então vamos logo, porque eu quero passar na empresa do meu marido. – Collin e Mike a olham. De novo? Você quer ir lá? Qual o problema? Da última vez não foi muito legal... Collin. – O outro deu de ombros. O que pode ser pior do que descobrir que meu marido tinha uma namorada antes de eu voltar para ele? – Os dois se olharam.