Cross Destination

22 Capítulo Vinte e Dois


Notas iniciais
Olá Estou de volta com Cross Destination. Anteontem teve Kupidon, e por isso decidi postar CD antes do dia que sempre posto. Voltei com dias novos para minhas histórias. Postarei toda semana, se Deus quiser... Consegui estocar alguns capítulos das minhas histórias, e graças a Deus minha inspiração voltou. Acho que a festa que fiz para minha irmã me animou. Antes de deixá-los ler, quero pedir que não deixem de ler as notas finais.

Felicity tinha se assustado com o pedido de Oliver. Ela não esperava por aquele pedido. Mesmo depois de ouvir tudo que ouviu, dele dizer tantas vezes que a amava, ela não esperava ouvir o que ouviu. Ela disse para Sarah que não ia pensar no futuro. Que se fosse para acontecer, ia acontecer, mas, aquilo era diferente. Seria programar um bebê. Um bebê que poderia sofrer com a situação em que ela estava, por causa de Cooper. Ela não estava preparada para aquilo, ainda. Principalmente depois daquele pesadelo horrível. Não depois de ver aquelas coisas horríveis por sonho. Ela queria muito dar aquilo ao marido, mas aquele não era o momento. Ela sentia isso, talvez pelo medo que sentiu ao ver o que viu naquele pesadelo. Felicity tinha afastado Oliver quando ele fez o pedido, se sentando em seguida. Ele percebeu que ela estava surpresa. Não disse nada, esperando pelo que ela falaria, mas já havia passado uns dez minutos, e ela continuava a não olhar para ele, e sim para as próprias pernas. Ele suspirou alto, ao perceber o desconforto da esposa. Ele não sabia que ela teria uma reação como aquela, se soubesse, ele não teria tocado no assunto. Felicity respirou fundo, e olhou para o marido.

Nós combinamos que deixaríamos acontecer. – Ele finalmente ouve a voz dela.

Você parou de tomar o anticoncepcional.

Eu sei disso. Mas planejar é uma coisa bem diferente.

Eu realmente não entendo.

Não acho que esse seja o momento para um bebê.

Se eu soubesse que ficaria desse jeito não teria nem tocado nesse assunto. – Ele se levantou.

Oliver... – Ele a olhou. Ela passou as mãos nos cabelos. – Você entende a situação em que eu estou metida? Nossos filhos correm perigo, só por serem meus filhos. Esse bebê também correria um risco enorme. – Deu uma risada anasalada, triste. – Seria ainda pior para ele.

Do jeito que você fala, até parece que não confia em mim.

Não é isso.

Então por que pensar que ele corre perigo? – Ele colocou ambas as mãos na cama, se inclinando. – Nossos filhos estão sendo protegidos, então qual o problema de termos outro filho? – Ela balançou a cabeça. – Eu acho que isso é uma desculpa.

O que? – Ela o olha, incrédula.

Você não quer outro filho. – Deu de ombros, voltando a ficar ereto. – Mesmo depois que Cooper estiver fora do nosso caminho...

Isso não é verdade. – Ela o cortou. – Eu só estou com medo. Oliver, depois de tudo que eu passei, você acha que eu não tenho motivos?

Tem. Você tem motivos para ter medo... Mas não tem motivos de não querer outro filho agora. Cooper não é o problema, você é.

Está me magoando. – Ela diz, se levantando.

Eu não devia ter tocado nesse assunto. – Balançou a cabeça, se afastando, mas antes que ele chegasse á porta do banheiro, Felicity entrou na frente dele.

O fato de eu não querer outro filho agora, é meu medo de ele conseguir me pegar, e alguma coisa acontecer com essa criança.

Você se está se ouvindo? Felicity, para você dizer que ele vai conseguir te pegar, mais cedo ou mais tarde... É porque não confia em mim.

Eu confio. – Ela grita. – Eu confio. – Diz mais baixo. – Eu juro. – Bagunçou os cabelos. – Todas as vezes que eu pensava que estava feliz, e que ficaria a salvo... – Ela olhou nos olhos dele. – Ele me encontrava. Ele quase me levou pela segunda vez depois de me pegar na Alemanha. Foram dias torturantes com ele, dá pra entender? Ele tentou matar nossos filhos. Ele tentou sequestrar a Brooke. Não entende o inferno que eu passei, e que nossos filhos passaram, e que outra criança agora também passaria o mesmo? – Antes que ela pudesse continuar, Oliver a abraçou. Ela estava chorando e nem mesmo tinha percebido, só foi perceber depois que ele a abraçou. Ela apertou as mãos em volta da cintura dele.

Me desculpa. – Sussurra. Vê-la jogando todas aquelas coisas na cara dele, algumas que ele não fazia ideia de que tinha acontecido, vendo-a chorar, fez seu coração se apertar. Ele odiava vê-la chorar.

Eu quero ter outro filho. – Ela sussurra em meio á um soluço.

Eu entendi. – Beijou os cabelos loiros. – Eu entendi, meu amor. Me desculpa. – Apertou os braços em volta dela. – Está tudo bem. Não vamos programar nada. E se quiser voltar com os remédios, tudo bem. – Não era o que ele queria, mas fazê-la fazer algo que ela não se sentia bem, faria mal aos dois e a possível criança que estaria no ventre dela. – Eu entendo, e vou te apoiar, se é isso que quer. – Ela o olhou, com os olhos marejados, com as lágrimas ainda descendo.

Não vai ficar chateado? – Ele pegou no rosto dela com ambas as mãos.

Não. – Balançou a cabeça, enquanto respondia. – Eu não vou, prometo. – Ela assentiu, voltando a abraçá-lo. – Vamos dormir, okay? – Ela voltou a assentiu, e quando viu, Oliver já a pegava nos braços. Ele a colocou deitada na cama, se deitando ao lado dela e cobrindo aos dois em seguida. Beijou os lábios dela lentamente. – Durma. – Diz, passando uma das mãos nos cabelos dela, quando ela se deitou com a cabeça em seu peito.

**--**

Felicity tinha ido visitar Laurel depois de duas semanas do ocorrido. Tentou ao máximo guardar o que houve com ela, mas estava cada vez mais difícil O marido estava estranho com ela, e ela não sabia mais o que fazer. Eles conversavam normalmente, mas era como se Oliver estivesse chateado com ela, porque ele tem entrado no quarto depois que ela já estava dormindo. Fazia questão de colocar os gêmeos para dormir toda noite, e demorava a voltar para o quarto. E ela estava se sentindo mal pelo que houve. Como no final de semana Laurel teve visitas demais, a família decidiu deixar para o próximo final de semana, mas como Felicity estava desesperada por uma conversa, ela decidiu aparecer na sexta. E como os filhos não tinham aula, eles foram com ela. Oliver estava com Tommy, eles tinham uma reunião na empresa, mas Oliver fez questão de deixar a família na Laurel, antes. Sarah também estava lá, com Killian, para a surpresa de Felicity. Sarah tinha dito que o pai do menino tinha uma reunião e que ele escolheu ficar com a madrasta ao invés de ficar com o avô. Com certeza o velho deve estar morrendo de ódio, foi o que Felicity pensou. Laurel segurava a filha nos braços, dando de mamá, quando Felicity chegou. Sarah quem abriu a porta. Agora, elas estavam sentadas no sofá, conversando sobre o noivado de sarah. Ela já tinha escolhido o vestido de noiva, e ordenava que Felicity, Laurel e Caitlin, que não estava presente, mas ouviria dela assim que possível, dessem um jeito de saírem juntas para verem os vestidos delas, que ela já havia escolhido, claro.

Como é que vocês conseguiram brigar depois de fazerem...

Sarah. – Ela riu quando viu a amiga corar.

Você não disse pra mim que estavam tentando? – Pergunta, mesmo querendo fazê-la corar mais um pouco.

Eu disse que deixaríamos acontecer.

Felicity, você disse que tudo bem se acontecesse... Que não se importaria, por mais que tivesse medo... O que aconteceu depois disso? – Felicity abaixou os olhos, se lembrando do pesadelo que teve na noite em que Laurel teve a bebê.

Eu tive um pesadelo horrível. – Olhou para as amigas. – Na noite em que Laurel teve a bebê, mas eu não disse á ninguém. Tinha sido tão real, que... – As amigas perceberam que ela tremia. – Ele gritava irado por eu estar grávida. – A cena passou em sua mente. – Chama meu bebê de bastardo, dizia que eu nunca teria aquela criança em meus braços... E de repente eu começo a gritar de dor... E eu vejo ele segurar meu bebê nos braços, enquanto eu chorava, deitada na cama... – Laurel e Sarah se olharam. – No segundo seguinte, ele enfia a ponta da tesoura no coração do meu bebê. – Felicity viu as amigas arregalarem os olhos, horrizadas. – E eu desmaio, acordando ofegante. Oliver não acordou, por isso decidi guardar pra mim. – Ela tinha os olhos lacrimejados.

Lis, você só está com medo, por isso teve esse pesadelo horripilante.

Nada vai acontecer.

Vocês não podem me dizer não. Não temos certeza. E se esse meu pesadelo é um prenúncio? E se isso quer me dizer que eu não devo ter outro filho? Que não é a hora?

Eu sei que você está assustada, e com toda razão depois de ver essa coisa horrível, em um sonho... Mas você não acha que está se precipitando, ao pensar que não deve ter filhos agora? Não acha... Um pouco exagerado?

Depois de tudo que Cooper me fez passar? – Pergunta desesperada. – Que fez os gêmeos passarem? Ele sempre teve ódio dos meus filhos, por eles serem filhos de Oliver. Já quis matá-los... Outra criança, ainda mais agora... Não é uma boa ideia. – As irmãs se olharam. – Essa criança também estaria em perigo constante.

Eu te entendo, mas sabe, eu também entendo o Oliver.

Ele pegou essa coisinha fofa aqui, e se lembrou de que ele não teve essa experiência. – Laurel completa. Felicity abaixou o olhar, com os olhos lacrimejados.

Eu não tive culpa.

É claro que não. Eu não disse isso amiga. – Laurel colocou a filha ao seu lado, em um cestinho, aquecida, já que estava frio naquele dia.

Me sinto mal, mas... Eu não vou suportar, gente. – As lágrimas que ela segurava, começa a descer. – Não vou suportar. E se algo acontece com essa criança? Vou me sentir culpada pelo resto da vida. – Sarah suspirou.

Eu sei como é difícil. – Diz pegando em uma das mãos da amiga. – Você tem medo, e com razão. Mas não fique assim.

Esse pesadelo mexeu muito com você, e é natural depois do que você passou.

Olha, deixe acontecer, Lis. – Sarah diz, em seguida. – Se for para ser, vai ser.

Eu já voltei a tomar o anticoncepcional. – As irmãs voltaram a se olhar. – Eu precisei.

Se é assim que você quer... Nós apoiamos você. – Sarah concordou.

Mas o Oliver ficou chateado, e eu... Me sinto mal por isso.

Contou á ele sobre o pesadelo? – Ela negou. – E não vai contar?

Eu... Não sei. – Responde, balançando a cabeça. – Queria que fosse diferente...

Não pense nisso. Oliver compreende sua decisão, apesar de ter ficado triste.

Vamos mudar de assunto. Vamos falar sobre a reação idiota do meu noivo ao descobrir que eu estou grávida. – Sarah diz, sorrindo ao mesmo tempo que revirava os olhos.

Você o que? – Laurel grita, e a filha resmunga. Laurel balança ela, e a pequena volta a dormir. Sarah sorriu, culpada, quando a irmã a olha, tinha se esquecido que não tinha contado á ela. – Que história é essa?

Eu estava desesperada, louca, na verdade. Não sabia o que fazer, e Felicity me acompanhou para fazer um exame.

Por que não me contou?

Você estava prestes a ter essa gatinha aqui... – Pegou na mãozinha da pequena. – E se você visse meu surto, não conseguiria me ajudar, porque era capaz de você surtar junto, já que estava com os hormônios á flor da pele.

Verdade. – Ele teve que concordar. – Então eu vou ser titia? – Diz, com a voz mais fina. – Ah, eu esperei por isso a minha vida inteira. – Diz abraçando a irmã. – Eu vou ver minha irmãzinha ter um bebê. – As outras duas riram.

Também não é pra tanto, Laurel.

Claro que é. – Diz sorrindo. – Eu vou ser tia, de um bebê da minha irmãzinha. Sabe como eu fico feliz por você ter essa experiência? Sah, você agora vai sentir toda a emoção de sentir um bebê dentro de você, mexendo, ouvindo o coraçãozinho dele ou dela, e sentindo uma emoção tão linda quando ver o sexo... Vai sentir um amor enorme quando ele ou ela nascer. – Felicity sorriu, ouvindo Laurel. Sarah só precisa de um tempo para se acostumar, por mais que isso a assustasse um pouco, logo ela estaria babando pelo bebê.

A emoção de ouvir as primeiras palavras, de ver ele ou ela dar os primeiros passinhos... – Sarah sorriu, se lembrando de Lyon. Ela viu esses primeiros momentos dele. – O primeiro dia na escola... Provavelmente você vai chorar, e seu filho vai correr para longe de você. – Elas riram. – Uma amiga me disse que isso aconteceu com ela.

Aquela que você conheceu que é de National City? – Felicity assentiu.

Me diz, Lis, você estava desconfiada de Sarah estava grávida?

Eu fui atrás dela. – Sarah diz, antes da amiga abrir a boca. Laurel assente, e então Felicity abre a boca para completar.

Ela apareceu lá em casa depois de um comentário do Tommy sobre ela estar grávida. Eu estava estranhando ela também, mas não disse nada. Realmente, eu já tinha umas suspeitas. E então ela soltou: Eu acho que estou grávida.

Eu não tinha certeza, e estava com medo de fazer o exame.

Então eu disse que iria com ela. E fomos.

E deu positivo.

No dia que eu estava mais calma, e ia contar, você teve a bebê, então deixei para contar para o Ray primeiro. – Revirou os olhos. – E ele desmaiou. – A irmã e amiga riram. – Frouxo, ninguém merece.

Você disse como?

Ray precisamos conversar. Estou grávida. – Elas voltaram a rir.

Você foi bem direta.

Eu não sou de dar voltas, gente.

Não tinha um jeitinho melhor? – Laurel pergunta, rindo. – Só você, irmãzinha.

Você assustou ele. Coitado. – Balançou a cabeça. – Quando ele acordou, o que disse?

O que foi que aconteceu? – Elas voltaram a rir.

Eu quero dizer, Sah, sobre a sua gravidez.

Ah, ele perguntou se eu tinha certeza, eu disse que certeza absoluta. Até mostrei o exame. Então ele perguntou se estava tudo bem com ele ou ela, já que eu estava em uma situação desesperadora... – Ela apontou para a bebê, e Felicity e Laurel entenderam o que ela quis dizer. – Disse que eu estava bem, e até onde eu sabia, o bebê também. – Sorriu. – Então ele disse que queria ir na próxima consulta e disse que estava muito feliz.

No final, ficou tudo bem, como eu disse que ficaria. – Sarah sorriu, agradecida.

Nós contamos para o Killian, e ele está ansioso. Muito feliz. Perguntou se já podia contar pra todo mundo e nós pedimos para ele esperar mais um pouco.

Você quer contar para nossos pais antes?

Sim. Mas eu não acho que nossos amigos vão vazar isso pra todo mundo, só estamos com medo de que o velho descubra, entende?

Ah, então o problema é o pai do Ray. – Sarah assentiu. – Ele não quer que o pai saiba.

Por enquanto não. O pai dele é difícil... – Suspirou, antes de voltar a sorrir. – Mas o importante é que estamos felizes com esse bebê que está vindo.

E nós também estamos muito felizes por vocês.

**--** **--**

Mike está chegando para me buscar. – Felicity diz, depois de olhar para o celular. Sarah tinha ido embora com Killian á meia hora. O pai do menino tinha ido buscar os dois depois da reunião. Durante o almoço, Killian fala o tempo todo de como seria bom ter um irmãozinho, que sempre quis ter alguém para brincar e que agora teria. Felicity achou fofo da parte dele, ao mesmo tempo que sabia que os filhos se sentiam triste por não ter um também. Mas o que ela podia fazer? Balançou a cabeça ao se lembrar da conversa dos dois no dia da briga com Oliver.

Fica mais um pouco.

Eu preciso mesmo ir. Eu ainda vou passar na Cait.

Para?

Ah, Barry ligou pedindo para deixar Brooke dormir lá, porque Kitty quer alguém para brincar, então eu deixei.

Entendo. Então deixe Bryan aqui. – Antes que pudesse responder as crianças entram correndo na sala.

Mamãe, começou a chover. – Lyon diz.

Mamãe, agente já vai? Kitty tá esperando.

Eu sei, querida. Mike está chegando para nos buscar.

Tia, deixa o Bry ficar aqui.

Por favor, mamãe. Eu quero brincar. – Laurel a olhou sorrindo.

Sua tia estava mesmo falando sobre isso, e já que sua irmãzinha vai para a casa da Kitty... Eu deixo que fique aqui. – Os dois garotinhos pularam de alegria, animados. – Mas eu não trouxe roupa, deixo aqui amanhã cedo.

Não se preocupe, os dois têm mais ou menos o mesmo tamanho.

Não dê trabalho, ouviu? Sua tia tá cuidando da bebê. – Ele assentiu. A campainha tocou em seguida, e Felicity se levantou para ir abrir. Laurel estava cansada demais. – Mike.

Eu demorei?

Não. – Ela sorriu. – E eu não estou com pressa. Vamos, Brooke? – Laurel se aproximou da amiga, abraçando-a. – Obrigada pela conversa.

Sempre que precisar. – Brooke abraçou a tia. – Tchau, princesa.

Tchau, tia. – Ela beijou a bochecha de Laurel que sorriu.

Bryan não vai?

Ele vai ficar, Mike. E meu marido?

Ele deve estar chegando em casa. – Ela assentiu.

Então vamos, ainda temos que deixar essa garotinha no Barry. – Ele assentiu e se aproximou do carro, onde Gregory esperava, já com a porta aberta. – Beijo, meu amor. Juízo. – Ele riu. – É sério, hein. – O beijou. – Tchau, querido. – Beijou Lyon também.

Tchau, tia. – Felicity entrou no carro depois que Gregory colocou Brooke na cadeirinha, e depois de tudo pronto, Mike ligou o carro, se afastando da casa dos Merlyn.

**--** **--**

Ei. – Felicity cumprimenta ao vê-lo na sala. – Eu não sabia que já tinha chegado.

Faz uma hora, eu acho. – Arqueou as sobrancelhas, ao não ver o filho com a esposa. – Cadê o Bryan? Que eu saiba só Brooke ficaria no Barry.

Bryan ficou na Laurel. Ela que deu a ideia, e nosso filho e Lyon queriam muito, então...

Então seremos só nós dois? – Ele pegou na mão dela, trazendo-a para seu colo.

Sim. – O abraçou pelo pescoço. – O que está assistindo?

Na minha opinião, uma porcaria. O cara é vampiro e se apaixona por uma humana. – Revirou os olhos. – O clichê dos clichês, não? E por que ela não se apaixonou pelo lobo?

Porque agente não manda no coração? – Sorriu. – E ela fica melhor com o Edward.

Você sabe o que é isso?

Se chama “Saga Crepúsculo: Eclipse”. Eu gosto. Não é tão ruim...

Eu achei uma merda. – Ela riu. – O cara brilha. Que raio de vampiro é esse que brilha? – Ela continuou rindo. – Eu não iria querer namorar esse cara. Ele pediu ela em casamento, mas ela disse que só aceita se ele a transformar. – Bufou. – Por que raios ela vai querer ser vampira?

Para ela passar o resto da vida dela com ele.

Ela sabe que nunca vai poder ser mãe?

Ahmmm... Na verdade, ela vai ter uma filha. – Ele olha para a esposa, incrédulo. – Enquanto é humana.

Podre. – Ele trocou de canal e Felicity voltou a rir. – A mulher vai ter um bebê vampiro também?

Meio vampiro meio humano. – Oliver revirou os olhos. Passou mais dois canais e parou onde estava passando “Star Wars”.

Isso é filme bom. Filme que presta, e aqui não tem nenhum jedi que brilha. – Ela riu novamente. – Filme ruim da porra, Felicity.

Eu não obriguei você a assistir.

Quando eu liguei a TV já estava acabando o segundo filme. – Ela encostou as costas no peito do marido, olhando para a TV. – Quer assistir outra coisa?

Não. Eu gosto de Star Wars. Realmente, não tem comparação com o outro filme. – E ele agradeceu mentalmente. Passou o braço em volta da cintura, enquanto sua outra mão estava pousada na coxa dela. O filme já estava acabando quando Oliver percebeu que a esposa dormia. Com cuidado, se levantou com ela no colo, e caminhou para o segundo andar, entrando no próprio quarto, e colocando-a na cama.

**--**

Oliver estava sentado, em meio á pensamentos, de costas para a porta do escritório. Ele não conseguia parar de pensar na briga que teve com a esposa. Ele compreendia o medo dela, e por isso disse que tudo bem voltar a tomar os remédios, mas isso não queria dizer que não estava desconfortável com a situação. Ele queria muito ter a experiência que Tommy está tendo, a que Barry vai ter dentro de alguns meses, mas sabia que obrigar a esposa á engravidar novamente, não seria o certo a se fazer. Suspirou. E ainda teve o momento estranho entre eles depois do jantar.

Eu liguei para falar com Bryan e Brooke. Diz, vestindo a camisola.

Eles estão bem?

Estão mais que bem. Se deitou na cama. Perguntaram por você.

Eles não estão estranhando? Bryan não gostava de dormir sem você. Ela sorriu, se virando de lado, para olhar nos olhos azuis.

Isso era antes. Agora eles estão mais soltos com todos.

Confiam em mim, por exemplo. Diz, se lembrando da fase difícil do filho.

Isso é passado. Não vamos ficar nos lembrando disso. Ele sorriu.

Eu concordo. – Ele colocou as mãos debaixo da cabeça. – No dia seguinte eu tenho uma reunião a tarde, então eu não vou vir almoçar, está bem? – Mesmo desgostosa ela fez “uhum”, um pouco baixo. Ele abriu os olhos. – Eu sei que você fica muito sozinha... – Se virou de lado. – Vai visitar a Laurel de novo.

Queria que não precisasse ficar na empresa o dia inteiro de novo.

Eu sei, me desculpa, mas está complicado esses dias. Ela se perguntava se era por causa da empresa, ou por causa da conversa que tiveram.

Tudo bem. Diz depois de respirar fundo. Ela se aproximou e o beijou. Oliver correspondeu, colocando uma das mãos atrás da cabeça dela, aprofundando o beijo. Felicity se colocou em cima dele, ainda o beijando, mas então, para a surpresa dela, o marido a afastou de vagar. Ela o olhou, confusa.

Felicity... – Ele respirou fundo. – Não estou afim hoje. – E apesar de estar incrédula com o que ouviu, ela se afastou, deitando-se ao lado dele. – Eu só..., estou cansado. – Diz, olhando-a. Ela balançou a cabeça sem olhá-lo.

Boa noite. – Se virou de costas para ele, apertando uma parte do travesseiro com uma das mãos, e então ouviu o boa noite vindo dele. Ela achou estranho, porque ele nunca a afastava, na verdade na maioria das vezes, era ele quem procurava por ela. E ele dizer que não estava afim só a deixou mais desconfiada de que ele estivesse chateado por ter dito que não queria um filho agora. Oliver suspirou alto, e do jeito que estava, ele fechou os olhos, um pouco agoniado. Diferente do marido, Felicity não conseguiu pregar os olhos naquela noite, pensando no que tinha acontecido... Ou melhor, no que não tinha acontecido.

A porta se abriu, fazendo-o voltar a si e arqueando as sobrancelhas, Oliver se virou com a cadeira, ficando surpreso em seguida.

Senhor, me desculpe, mas ela disse que não precisava avisar, e começou a entrar sem minha permissão.

Oi, Ollie. – Ela sorria. – Tudo bem?

Hanna, obrigado por tentar. – Ela assentiu e saiu. – O que faz aqui?

Eu vim te ver. Você não está mais aparecendo na agência.

Pensei que já estava sabendo. Eu parei de ir lá desde que a Felicity voltou. Eu preciso cuidar dela e dos meus filhos.

Claro. – Ela diz, desgostosa. – Podemos sair?

Você está de brincadeira? – Revirou os olhos e se levantou. – Helena, por favor, entenda de uma vez que eu estou casado.

Mas isso não quer dizer que não possa sair comigo.

Eu já entendi o que está tentando fazer.

Eu te amo, Oliver. – E ele passou a mão no rosto. – Eu te amo mais que tudo, e se eu soubesse que ela voltaria, eu teria ficado aqui, para não deixar que ela roubasse você de mim.

Ela não me roubou, Helena. Eu nunca fui completamente seu. – Ela sentiu uma pancada no estômago ao ouvir aquilo. – Eu nunca te amei, já disse isso. Mesmo que você ficasse, eu teria terminado tudo com você por ela.

Que horror, Ollie.

Eu estou tentando te fazer entender, e se o único jeito é te falar as verdades, na cara, então que seja. – Respirou fundo. – Desiste. Eu nunca vou deixar ela por você.

Você gostou de mim.

Eu gostei dos momentos que eu tive com você. – Retrucou.

Mas gostou. Você gostava do meu corpo.

Não vamos rebaixar o assunto, okay? – Pede desconfortável. Era só o que faltava para ele. Tinha dispensado a esposa na noite anterior, e agora vinha Helena falando sobre o passado deles.

Se falar disso te deixar tão desconfortável... – Se aproximou sorrindo. – É porque se lembra, não é? De como você me tocava, de como eu te toca. – Tocou no braço dele, mas Oliver retirou. – De como você ficava louco quando me via nua.

Chega, Helena. – Se afastou, mas ela voltou a se aproximar.

Eu sei que sente falta.

Não sinto. Eu tenho esposa, não lembra? E eu amo ela.

Isso não quer dizer que não sinta desejo por outro corpo que não seja o dela. – Ele já estava se cansando daquilo. – Vai dizer que é mentira? – Antes que ele respondesse, ela voltou a dizer. – Ela pode não dar o que você quer...

Ela me dá tudo. – Retrucou, se afastando mais uma vez. – Eu e ela temos dois filhos. Helena, entenda de uma vez por todas, aquilo nunca mais vai voltar a acontecer.

Você só precisa dizer e eu faço qualquer coisa por você.

Você está me ouvindo? – Bufou, depois de rosnar a pergunta.

Por que você não pode me amar? Não pode tentar me amar?

Ficamos juntos por cinco meses, foi tempo o suficiente, para eu saber que não te amo, e nem nunca vou te amar. – Ela abaixou o olhar. – Estou dizendo isso para o seu bem, vá encontrar alguém para você.

Eu quero você, não entende? – Ela colocou ambas as mãos nos braços dele. – Eu amo você, só posso amar você. Eu não consigo gostar de outra pessoa.

Porque nunca tentou.

Porque eu te amo demais para fazer isso.

Pare de dizer isso.

Por que? Te incomoda? Eu te amo, Ollie. – Ela sorriu. – E eu tenho certeza de que dos meus lábios, você sente falta. – Oliver suspirou, e antes que a afastasse novamente, ela o beijou. Oliver pegou nos braços dela e a afastou.

Está maluca? – A porta bateu alto e forte, chamando a atenção de ambos. Oliver arregalou os olhos ao ver quem era.

**--** **--**

A senhora tem certeza disso? – Ela revirou os olhos pela terceira vez desde que tinha dito á Mike que iria sair.

Eu confio em você e nos outros, vou ficar bem.

Não é com isso que eu me preocupo, e sim que o tempo está estranho hoje.

Eu não quero ficar em casa. – Reclamou, e ele sorriu, o jeito que ela falou pareceu uma criança. – Estou cansada de fazer nada. Collin, me ajuda?

Eu? – Ele se surpreendeu quando ela lhe pediu ajuda. – Por que eu?

Você não acha que está tudo bem eu sair hoje?

Não vejo problema. – O amigo revirou os olhos, enquanto Felicity sorria animada.

Viu? Então vamos logo, porque eu quero passar na empresa do meu marido. – Collin e Mike a olham.

De novo?

Qual o problema?

Da última vez não foi muito legal...

Collin. – O outro deu de ombros.

O que pode ser pior do que descobrir que meu marido tinha uma namorada antes de eu voltar para ele? – Os dois se olharam. – E então? Vamos?

Como a senhora quiser.

E para onde vai depois de lá?

Eu acho que eu vou tomar um milk-shake no shopping, e aproveitar para comprar a ursinha da Naty.

Seja o que Deus quiser. – Collin sussurra, enquanto saiam do apartamento.

Felicity achava que precisava de um momento com o marido, e como estavam sozinhos em casa, seria uma boa ideia conversarem sobre a decisão deles e sobre o que não aconteceu na noite passada. Ela achava que ele estava chateado, e infelizmente, tinha que dar razão á ele. Oliver não teve a experiência de ver os gêmeos recém-nascidos, ver os primeiros passos, as primeiras palavras, o primeiro tombo... E parte da culpa era dela. Ela queria muito ter outro bebê, mas o medo dela era muito maior. O que poderia acontecer, caso Cooper descobrisse? Ele faria de tudo para ela perder aquele bebê, ou pior. Enquanto olhava para a estrada, ela pensava em um modo de fazer com que a situação entre eles melhorasse. Não que estivesse ruim, mas ela tinha certeza de que o marido estava um pouco afastado desde que ela voltou a tomar os remédios, e isso de certo modo a magoava. Não era para ser assim.

Chegamos. – Ela se virou para Mike. – Vamos esperar aqui. – Collin abriu sua porta, e ela desceu, agradecendo.

Quer que eu entre com você?

Não. Todos já me conhecem. – Ele assentiu e observou ela se distanciar. Felicity sorriu para a recepcionista quando ela o fez primeiro, entrou no elevador, e quando ele chegou no andar do marido, a primeira pessoa que ela viu foi Hanna.

Olá, Hanna. – Ela lhe sorriu.

Olá. O senhor Queen não avisou que vinha.

Ele não sabe. – Ela se surpreendeu. – Ele está ocupado?

Não. – Balançou a cabeça, não sabendo o que dizer. – Ele não está.

Então eu vou entrar, okay? – Ela se afastou, caminhando até a porta, e então quando está prestes a abrir, ela vê Helena se aproximar de Oliver. Felicity pede mentalmente que ela não faça o que estava pensando que ela faria. Sua raiva cresce quando ela o beija, e então ela abre a porta e deixa ela se fechar com um baque, depois de ver o marido afastá-la. Os dois olham para ela, surpresos.

Felicity. – Ele se afasta de Helena. – Não é o que está pensando, amor.

Eu não acredito nisso.

Eu posso explicar.

É incrível como eu só chego nas horas certas, não é? – Praticamente rosna. – Você não tem vergonha na cara? – Pergunta, irada, olhando para Helena.

Foi um impulso. – Diz, se aproximando da porta, para ir embora. – Eu já vou embora. – Felicity entra na frente.

Felicity. – Oliver chama, quando a vê ficar entre a porta e Helena.

A conversa é entre eu e ela.

Eu não quero brigar.

Você beija meu marido e não quer brigar? – Deu uma risada anasalada. – Qual é o seu problema, garota?

Foi só um beijo. – E o tapa que ela levou deu um estralo alto. Oliver e Helena ficaram surpresos. Helena coloca a mão onde estava quente.

Isso foi pelo “só um beijo”. – E ela deu outro mais forte. – E esse foi pelo beijo.

Você ficou louca? – Gritou, e Oliver se colocou entre as duas. – Quem você pensa que é?

Não. Quem você pensa que é? – Grita de volta. – Você beija meu marido e acha que está tudo bem? Você não viu o quão baixa você foi?

Eu queria apenas mostrar á ele que ele me ama.

Te ama? Ele não teria se casado comigo se te amasse.

Ele se casou porque você deu á ele filhos. – Oliver olha para a esposa, preocupado. Ele sabia que Felicity odiava que colocassem os gêmeos na conversa.

Mesmo antes de eu engravidar, nós nos casaríamos. – Helena apertou as mãos uma na outra. – Ele me pediu em casamento, nós morávamos juntos...

E você o deixou por ser uma covarde.

Helena. – Oliver a repreendeu.

Você não sabe o que diz. Você nem mesmo conhece nossa história.

Eu sei que eu o amo mais que você.

Você o ama mais que a mim? – Ela deu uma risada anasalada. – Você é ridícula.

Não, você é quem é. Voltou quando as coisas ficaram tensas, e só por isso está com o Oliver.

Pode até ser, mas não sou eu quem está sendo uma vadia.

Não me chame assim. – Ela rosnou.

Olha, se rebaixar por causa de um homem, é ridículo. Ainda mais quando sabe que ele não a ama. Quando sabe que ele não sente nada por você. Quando sabe que ele só esteve com você, para tentar me esquecer. – Aquilo realmente tinha tocado Helena de um jeito ruim. Ouvir aquelas coisas, sabendo que era verdade, quase a fez chorar. Quase. Helena segurou o choro, levantou a cabeça, e tentou não gaguejar quando respondeu.

Você não sabe de nada.

Não? Eu o conheço a mais tempo que você. – Felicity saiu de trás de Oliver. – Eu sei que ele me ama, e eu sei que ele com certeza já deve ter dito isso á você. E você como uma ótima piranha que é...

Olha como fala. – Rosna. – Eu não sou uma piranha.

Então mostre que não é. Do jeito que se comporta, dando em cima do meu marido, beijando-o, mesmo sabendo que ele não gosta de você... Só me faz ver como você é uma vadia.

Felicity, por favor?

Mas de que lado você está, seu vendido? – Ele se surpreendeu pela forma que ela falou com ele. – Ela te beija, e eu tenho que ficar calada?

Não disse isso.

Eu queria fazer ele ver que me ama. Só isso.

Isso nunca vai acontecer. – Retrucou. – Ou ele não teria se casado comigo. – Helena desviou os olhos, sentindo-se mal em ouvir aquilo. – Você diz que ama ele, mas só o que eu vejo é que isso é um jogo pra você.

Não é um jogo. – Diz olhando-a nos olhos.

Não? Você realmente o ama de verdade? Então deixe-o em paz. Porque quem ama faz sacrifícios, sabe? – Se aproximou. – Ele não te ama, mas você sim. Então por que iria querer destruir a felicidade dele? – Helena engoliu o choro que vinha da garganta. Ela não iria fazer aquilo ali, mesmo que estivesse com vontade. Por algum motivo, o que aquela mulher disse, havia lhe tocado de uma maneira horrível, que a fez se sentir pior do que já estava se sentindo, quando descobriu que o amor de sua vida estava casado. E o pior de tudo, era que sabia que ela estava certa ao dizer sobre os sacrifícios de quem ama, e sobre como foi baixa ao beijar um homem casado. Ela nunca tinha feito aquilo antes. Ela estava completamente engana quando pensou que podia fazer Oliver amá-la. Ele nunca a amaria, e admitir aqui para si mesma estava sendo a coisa mais difícil que já fez na vida. Ela nunca amou ninguém, como amou Oliver, e agora teria que desistir dele. Mesmo que doesse, e muito, ela o faria. Não pela mulher á sua frente, mas porque percebeu o quão vadia estava sendo, e ela sempre odiou esse tipo de gente. Helena respirou fundo, se impedindo de chorar na frente dos presentes, antes de se pronunciar.

Eu vou embora. – Ela abriu a porta, mas antes de sair disse uma última coisa. – Vou pedir para ir na missão de vigiar o tal Cooper. – E então saiu. Oliver e Felicity se olharam por alguns minutos. Ele sabia que ela estava magoada, os olhos dela lhe diziam isso. Quando ele abriu a boca, Felicity levantou a mão.

Não diga nada, por favor. – Ela saiu da sala. Oliver suspirou e correu atrás dela.

Felicity, me ouve.

Eu não quero. – Balançou a cabeça enquanto aperta o botão do elevador várias vezes, querendo sair dali o mais rápido possível.

Por favor, eu não tive culpa. – Ela entrou no elevador e ele fez o mesmo. – Meu amor, o que você queria que eu fizesse? Eu a afastei. Eu juro.

Eu vi.

Então... Por que está com raiva de mim? – Ele pergunta, não compreendendo a raiva dela para cima de si.

Eu não estou. Só não estou bem para conversar. – Ela não o olhava e isso o irritava. Oliver se colocou na frente dela.

Mas nós precisamos. Poxa, Felicity, da última vez você me deixou aqui, e foi para casa. E jogou macarrão na minha cara, na hora do jantar. O que vai ser hoje?

Nada. Eu não vou te jogar nada. Eu só... – Desvirou os olhos.

Fala comigo, por favor?

Eu... – Se interrompeu por alguns minutos. – Você... – Oliver pegou no queixo dela, fazendo-a olhá-lo.

Me diz.

Você está estranho desde que eu voltei a tomar as pílulas. – E então ele entendeu o que estava acontecendo. – Está afastado. Eu sei que te magoei com... – Ela engoliu o choro. – Eu sei que você queria muito ter outro filho, mas eu não consigo agora, Oliver.

Eu não estou me afastando, só... Estou tentando me conformar, só isso. – Ele viu os olhos dela lacrimejar e se odiou por isso. – Me desculpe se achou que estava chateado com você. Ou se estava me afastando de você...

Ver ela te beijando... Depois do que houve entre agente, quer dizer, do que não houve, né? – Suspirou. Oliver não pôde culpá-la por pensar daquele jeito.

Me desculpe. – Aproximou o próprio o rosto do dela. Oliver arqueou as sobrancelhas quando percebeu que o elevador estava demorando demais a chegar no andar que a esposa tinha apertado. Felicity percebeu o mesmo.

O que está acontecendo?

Eu acho que ele... Parou. – Apertou o botão vermelho e percebeu que ele também não estava funcionando. – Estamos presos aqui.

Presos? Por quanto tempo? – Ele a olhou, ela estava nervosa, sabia disso por causa do cenho franzido e mordendo o lábio.

Eu não sei, amor. – Ela ficou apavorada. – Calma, Hanna nos viu entrar, ela vai fazer alguma coisa.

Isso não é bom. Eu... Não me sinto bem em ficar trancada assim por muito tempo. – Ele estranhou, mas não disse nada, perguntaria depois.

Fica calma. – Colocou ambas as mãos na cintura dela. – Precisa de distração.

Como o que? Oliver, estamos presos... – Ele a beijou, cortando a fala dela. Ela correspondeu, se esquecendo momentaneamente do que estava falando. Felicity passou as mãos nos braços dele até chegar ao pescoço. Felicity passou as pernas na cintura dele, quando ele a puxou para seu colo, e então a encostou no enorme espelho que estava atrás dela. – Oliver. – Consegue dizer em meio ao beijo selvagem. – Estamos...

Eu sei onde estamos, não tem câmeras aqui, então fica tranquila. – Voltou a beijá-la, e como não havia preocupação, Felicity rapidamente abriu os botões da camisa dele, e a tirou, jogando-a no chão. Arranhou as costas dele quando sentiu o membro dele tocar em seu sexo por cima da calcinha. Oliver subiu a saia do vestido da esposa, agradecendo mentalmente por ela estar com aquele tipo de roupa. Beijou o pescoço dela quando sentiu a falta de ar, no mesmo ritmo que retirava com a ajuda dela, o cinto da calça. Felicity gemeu quando Oliver mordeu o seio dela por cima do pano do vestido. A calça caiu aos pés dele. Oliver tomou os lábios carnudos, e o gemido alto dela foi abafado quando ele a adentrou sem avisar.

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Não acredito que fizemos isso aqui. – Ela olhou para o espelho, limpando onde a maquiagem tinha borrado.

Ninguém vai ficar sabendo. – Beijou o pescoço dela, depois de terminar de se vestir.

Ainda estamos presos aqui. – Oliver olhou no próprio celular.

Tenho sinal.

E agora que você diz? – Ele sorriu.

Vou ligar para o Mike e dizer que eu estou preso aqui com você.

E o que ele pode fazer? Não é melhor ligar para alguém daqui do prédio?

Ele vai saber o que fazer.

Esse elevador sempre faz isso?

Ás vezes.

Então eu vou vir de escada da próxima vez. – Ele balançou a cabeça, dando um meio sorriso.

Não precisa de tanto, Lis. – Ela ouviu ele mandar um áudio para Mike. – No que está pensando, amor? – Pergunta assim que guarda o celular no bolso da calça. Ela percebeu que estava olhando-o fixamente.

Só... Estamos bem, não é?

Bom, se o que fizemos aqui agora, ainda te deixou confusa...

Isso não tem graça. – Ele riu, e ela socou seu braço.

Estamos ótimos. – A beijou. – Estamos mais que ótimos. – Ela fez um biquinho. O elevador voltou a funcionar.

Voltou, finalmente. – Diz ao ouvir o barulho. – Você vai comigo para casa?

Não posso, amor. Eu ainda tenho aquela reunião. – Ela entortou a boca, desgostosa. – Eu sei que deve estar entediada, e me desculpe por estar passando muito tempo aqui na empresa por esses dias... Mas por favor, não saia para lugares perigosos, está bem?

Não se preocupe, as minhas babásnunca deixariam. – Oliver riu ao mesmo tempo que a porta do elevador se abria. Ele encontrou Mike na frente deles.

Estão aí á muito tempo? – Felicity virou o rosto corada.

Um pouco.

Foi a energia. – Oliver assentiu.

Leve ela para casa? Eu ainda vou ficar aqui por mais algumas horas.

Pode deixar.

Antes eu quero passar no Belly Burger, por favor. – Mike olhou para Oliver que assentiu.

Depois direto para casa, okay? Por favor. – Ela assentiu e Oliver a beijou. – Te amo.

Também te amo. – Mike a seguiu quando ela começou a andar para fora do prédio. Suspirando, Oliver voltou para dentro do elevador, pedindo aos céus que o dia acabasse logo.

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Bryan e Lyon brincavam no jardim, correndo pelo mesmo. Laurel tinha saído e deixado os dois com uma babá. Ligaram para ela do escritório de advocacia e ela teve que correr para lá. Já que sua bebezinha não podia ficar em casa ainda com uma babá, porque ela mama, Laurel a levou. Com o dia chuvoso, Laurel pediu para que eles ficassem dentro de casa, e não ficar descalço. Ambos estavam de tênis, quando Laurel saiu, e continuaram com ele, assim como ela pediu. A babá percebeu que estava começando a chover e pediu para as crianças entrarem, para o desgosto deles.

Mas agente quer brincar, Greace.

É. E aqui dentro é chato.

Está chovendo, crianças. Por que não jogam videogame? – Ela diz, saindo da sala.

Não é justo.

Está só pingando, não dá nem pra ficar resfriado. – Lyon concordou. – O que agente faz?

Eu não quero jogar videogame.

Nem eu. – Olharam para o vidro da sacada. – Agente nem conseguiu pegar os brinquedos, ela trancou a porta. – Lyon sorriu quando viu sua bola.

Vamos jogar bola.

Aqui dentro? Tá doido?

Não. Lá fora. – Apontou para a porta que estava aberta.

Não sei não, minha mãe sempre diz que é perigoso.

Mas agente tá com os seguranças lá fora. – Bryan ponderou. – Vamos, Bry. Por favor?

Tá bom. Mas agente não sai do cercado. – O amigo sorriu, assentindo.

Vamos pegar a chinela. – Bryan o fez, mesmo confuso, afinal estavam de tênis. Ambos correram para fora de casa, sem comunicar a babá e Lyon soltou a bola na grama. – Eu vou fazer o gol com a minha chinela, já que o golzinho tá no jardim. – E então o pequeno Queen entendeu o porque do pedido do amigo. Bryan e Lyon corriam com a bola, um tentando fazer gol no outro. Sorrindo, e se divertindo, eles nem perceberam que alguém os observava do outro lado da casa, escondido atrás de uma árvore. Bryan pulou quando fez o terceiro gol no amigo. Lyon tirou a bola do amigo, que tentou fazer o mesmo, mas então Lyon consegue acertar a bola no gol feito com a chinela do Bryan.

Está empatado. – Ele diz, soltando a bola no meio deles.

Espera... – Bryan se abaixou para arrumar a chinela. Lyon se aproximou pouco antes do amigo se levantar, e então, o som de tiro foi ouvido e o corpinho dos dois foi ao chão.

Notas finais
E então, meus queridos? O que acharam desse capítulo? Como eu disse no grupo do Whatsapp, o fim do capítulo seria bombástico. Por favor, não me matem. Bryan e Lyon estão em perigo. Acreditem ou não, estou muito triste com isso. E a reconciliação Olicity? Eu amei escrever a cena do elevador. Foi a cena que mais gostei. Espero que tenham gostado também. Postarei a prévia no grupo do Zap. https://chat.whatsapp.com/CQXDQJ1SQpN5OwBlydJpcR Quem já está no grupo, fiquem espertos, e quem ainda não... Aproveitem. Estarei postando coisas de todas as minhas histórias.