Cross Destination

23 Capítulo Vinte e Três


Notas iniciais
Novo capítulo de Cross Destination para vocês. Como prometido, aqui estou com a atualização. Eu espero que gostem. Antes de deixá-los ler, gostaria de pedir um favorzinho. Poderiam passar no blog do meu amigo, o @MDK-Editions. O blog oferece capas, banners, assinaturas, betagem... E você também pode se inscrever para fazer parte da Staff! Link do blog: http://mdkeditions-mdk.blogspot.com/?m=0

Felicity e Laurel chegaram na mesma hora. Elas se olham, preocupadas, preocupando uma a outra se já estava sabendo de alguma coisa. Como a resposta era não, elas entraram desesperadas na emergência, procurando alguém para pedir por alguma informação. Quando ligaram para elas, do hospital, acharam que era algum trote, que era alguma brincadeira de mal gosto. Mesmo que estivessem nervosas demais, as duas conseguiram desligar o telefone sem surtar, e correr para o carro. No caso de Felicity, Mike quem dirigiu.

Com licença, estamos procurando por nossos filhos. — Felicity e Laurel pararam uma médica no corredor. A mulher se virou para olha-las.

Desculpe, não entendi. Seu filho está aqui?

Sim. O dela e o meu. – A mulher ficou confusa quando as duas disseram juntas. – Foi um tiroteio, estamos desesperadas. – Felicity completa.

Quem disse isso?

A polícia nos ligou. Eu estava... Eu estava no trabalho. – Laurel respondeu a médica.

E eu no meu apartamento. Eles estavam juntos na casa dela com uma babá. – Felicity completou a resposta.

Os sobrenomes são Queen e Merlyn. Pode procurar?

Desculpa, mas aqui não tem nenhuma criança com esses nomes. – Disse olhando no tablet.

A polícia disse que a ambulância vinha para cá. – Laurel tocou no braço da amiga.

Meredith, eu fui chamada. Garoto baleado? – Laurel olhou para trás, reconhecendo a outra médica.

Garoto baleado? É o nosso? – Felicity perguntou se virando para a médica, reconhecendo-a.

Laurel? Felicity? – Caitlin ficou surpresa em vê-las. – O que fazem aqui? — Antes que elas pudessem responder outro médico chega.

Snow, vamos. Criança de seis anos, baleado. – As duas se assustaram.

Nossos filhos têm seis anos. – Disseram juntas, em desespero. – Qual deles é? Qual dos dois?

Eu não... – Ela estava surpresa. – Nós já vamos saber, mas no momento precisamos que se sentem e esperem. Avisamos quando soubermos.

Esperar? Caitlin...

Eu entendo que estejam desesperadas, mas preciso que fiquem aqui. – Uma enfermeira se aproximou, mas nenhuma das duas seguiu a moça, elas foram atrás dos médicos. Um dos médicos tentou tirar elas de perto, mas as duas insistiram em ficar ali.

Nós temos que ver quem é. – Felicity diz. Dois enfermeiros seguraram elas em um canto longe dos médicos, onde elas podiam observar. Seis médicos, incluindo Caitlin e Meredith, se aproximaram da ambulância quando ela parou. Tiraram a maca de lá de dentro com o menino inconsciente.

Garoto de seis anos. Ferimento á bala no abdômen. Estável, depois de 500cc de soro com medicamento. – Relatou a paramédica. Caitlin se assustou ao ver quem era, olhou para as amigas, mas se controlou. Ela tinha que se concentrar para salvar o menino. Felicity e Laurel não conseguiam ver qual dos garotos era, por causa dos médicos em volta dele. E então, uma das médicas tirou o pano que tampava a perna do menino para ver se ele sangrava em mais algum lugar, e Felicity sentiu seu peito doer ao ver o tênis que o garotinho usava.

Não! – Exclamou colocando a mão direita no peito. – É o Bryan. – As lágrimas pareciam não parar de descer por seu rosto. Caitlin olhou para a loira, mas logo voltou sua atenção para a criança á sua frente.

Cadê o Lyon? – Olhou para a amiga e viu um dos enfermeiros abraçando-a. Ela deveria estar fazendo isso, mas estava preocupada com seu filho. E então ela o viu no colo de uma paramédica, ele tinha sangue no rosto e nas mãos, mas parecia bem. A paramédica desceu o garoto que correu para a mãe. – Lyon. – Correu até ele, pegando-o no colo. Felicity ainda chorava enquanto observava seu filho na maca. – Você esta bem, querido? – Beijou seus cabelos.

Levem-no para dentro. – Ambas as mulheres ouviram e então os médicos entraram com a maca para dentro do hospital. Felicity quis se aproximar, mas não deixaram.

Bryan, a mamãe está aqui. – Gritou enquanto os via passar com o filho. Ela se soltou do enfermeiro que a segurava, seguindo os médicos.

A entubação está bem feita. – Ouviu um dos médicos dizer. Felicity colocou a mão na boca.

Sons respiratórios bilaterais e claros. – Ela não tirava os olhos do filho. Caitlin a olhou.

Ela não pode ficar aqui. – Um dos médicos se aproximou.

Eu não saio daqui. É o meu filho! – Exclamou chorosa.

Alguém sabe o que houve? – Perguntou uma médica que estava ao lado de Caitlin.

Foi assalto? – Perguntou outro.

Onde a babá estava? – Caitlin, arqueou as sobrancelhas, irritada com as perguntas. Será que não tinham nenhuma sensibilidade com a mãe do menino que estava na sala? Tinha que ser os novatos, ela pensou.

Nós não sabemos de nada ainda. – Sua voz saiu mais alta do que queria, mas não se importou. – Querem descobrir alguma coisa? – Olhou para os médicos que falavam ao mesmo tempo, alguns minutos antes. – Vão perguntar aos policias. – Desviou o olhar para a loira. – A mãe do menino está aqui. Vamos nos concentrar no atendimento á ele? – Os médicos não disseram mais nada, e se voltaram para Bryan.

Ferimento no quadrante superior direito. – Meredith relatou. – Abdômen flácido... Eu vou querer um ultrassom. – Caitlin assentiu.

Ele está meio taquicárdico, mas o pulso está forte.

Os reflexos? – Meredith perguntou.

Até agora tudo bem. – Ela suspirou, era só um garotinho de seis anos. – Nós vamos leva-lo para a tomografia. – Três médicos levaram a maca e Caitlin ficou onde estava, avisando antes, que já ia atrás deles. Ela se aproximou de Felicity.

Ele vai ficar bem? – Caitlin pegou em seu braço.

Vamos fazer o possível e o impossível, mas precisamos de mais visibilidade, por isso faremos uma tomografia. – Ela assentiu. – Vou acompanha-la até a sala de espera, ok?

Eu não posso ir?

Felicity... Eu queria poder deixar, mas não é uma boa ideia. – Ela colocou a mão no rosto, deixando o choro sair ainda mais forte. Seu corpo tremia.

Eu não entendo. O que houve? – Caitlin balançou a cabeça. Ela entendia o desespero da amiga, ela mesma estaria como ela, se fosse sua filha naquele estado. Caitlin segurou as lágrimas e respirou fundo. Por causa da gravidez, ela estava mais "sentimental".

Vamos. – Passou um dos braços pela cintura dela, caminhando para fora daquela sala.

**--** **--**

Felicity estava sentada com a amiga do seu lado. Lyon estava sendo examinado novamente, por uma médica. Só por precaução. Elas esperavam por notícias de Bryan que ainda fazia exames. Laurel abraçava a amiga pelos ombros, tentando passar conforto. Quando se aliviou por não ser seu filho, ela se sentiu mal, porque era o filho de sua melhor amiga que tinha levado o tiro. Passou a mão no braço da amiga, que tinha uma das mãos na altura da boca.

Ele vai ficar bem. – Apertou a mão da amiga. – Ele tem que ficar bem.

E se ele... – Laurel a interrompeu.

Ele vai ficar bem. – Repetiu. – Não vamos pensar o pior, está bem?

Eu não entendo, Laurel. Como isso foi acontecer com meu bebê?

Eu não sei. – Sussurrou. – Olha, eu liguei para o Tommy, ele está chegando, a polícia tinha ligado para ele. Oliver também já está sabendo.

Laurel... – Sua voz saiu fraca, outro choro ameaçando vir. – Eu não posso perde-lo. – A amiga a abraçou. Meredith e Caitlin se aproximaram e as duas mães se levantaram.

Como ele está?

O ferimento do Bryan é muito grave. Nós vamos ter que operá-lo. – Meredith explicou.

A bala atingiu a medula espinhal, vamos avaliar... – Ela foi interrompida.

Felicity. Laurel. – As duas olharam para a mulher que interrompeu Caitlin.

Greace, você está bem? – Felicity perguntou. Tinha conhecido a mulher mais cedo, quando foi levar as coisas do filho na casa da amiga.

Você foi atingida? – Laurel pergunta em seguida.

Me desculpem. – Ela disse em desespero. As duas não compreenderam porque ela pedia “desculpas”. Os policiais apareceram logo atrás, mas não tiraram a atenção delas de Greace. – Eu... Estava de olho neles, mas eu tive que sair de perto só uns minutos. – Felicity e Laurel arquearam as sobrancelhas, ainda confusas.

Os meninos estavam no jardim?

Encontraram quem fez isso? – Laurel perguntou logo atrás, mas olhando para os policiais.

Não. Eles... – Olhou para os lados, tentando achar um jeito de explicar. O policial suspirou, antes de voltar a falar. – Eles não estavam no jardim.

Como assim? – As duas perguntaram, voltando os olhos para a babá.

Eu os deixei na sala por alguns minutos, mas eu tinha me esquecido da porta aberta...

Você o que? – Felicity praticamente gritou.

Eu esqueci, me desculpem. – Deu um passo para trás. – Foram cinco minutos.

Em cinco minutos o mundo pode acabar! – Laurel exclamou. – O que você tinha na cabeça?

Eu... Eu não... – Ela não conseguia terminar uma frase, de nervoso.

Você não deveria ter deixado a porta aberta. Eles têm seis anos. – Brigou.

A polícia vai falar com as duas e nós vamos levar seu filho para a sala cirúrgica. – Felicity olhou para Cait. – Vamos cuidar dele, está bem? – Ela assentiu, e observou Cait se afastar. A enfermeira voltou com Lyon que correu para a mãe e a abraçou.

Vai ficar tudo bem, meu amor. – Sussurrou no ouvido dele.

O Bry vai ficar bem? – Olhou para a mãe. – Eu não entendi nada, mamãe. Agente estava brincando e então ouvimos um barulho e nós dois caímos no chão, mas só ele se machucou. – Felicity colocou as mãos no rosto, a médica que tinha trago o filho de sua amiga a apoiou, sentando-a. – E eu vi sangue... – Ele tinha os olhos lacrimejados, estava assustado. – Muito sangue. – Laurel o abraçou ainda mais forte, querendo protegê-lo.

Eu quero você longe do meu filho. – Rosnou. – Eu sou advogada e eu vou processar você. – Os policiais se aproximaram.

Podemos conversar? – Eles se sentaram depois que Laurel o fez com o filho em seu colo. – Nós temos uma equipe tentando descobrir quem fez isso e o porquê. Vocês têm alguma ideia de quem poderia querer machucar os filhos de vocês? – Felicity e Laurel se olharam. – Só vou poder ajudar se me disserem. – Antes de elas poderem responder, Felicity viu Oliver e correu até ele, pulando em seus braços, abraçando-o.

Shiii. – A abraçou de volta. – Vai ficar tudo bem. – Acaricia as costas dela, antes de afastá-la um pouco para olhar nos olhos verdes. – Como ele está? – Passou uma das mãos nos cabelos dela, tentando acalma-la.

Ele está em cirurgia. – O olhou. – Acabaram de levá-lo. – Ela soluçou.

Ele vai ficar bem. – Eles viram Lyon correr para Tommy que apareceu atrás de Oliver, Laurel abraçou o marido, depois que ele pegou o filho no colo.

Senhor Queen. Senhor Merlyn. – Os policiais se aproximaram. – Estávamos falando com suas esposas. Que bom que chegaram... Assim falamos com os quatro juntos.

**--** **--**

Eu não entendo. – Diz de vagar. – Você deixou a porta aberta com dois meninos de seis anos na sala? – Oliver olhava para a babá. Os policiais tinham lhes explicado o que havia acontecido e tanto Oliver quanto Tommy estavam irritados com a falta de responsabilidade da mulher á frente deles.

Eu... – Se interrompeu, nervosa. – Foram cinco minutos.

Em cinco minutos o mundo pode acabar. – Tommy diz, revoltado, fazendo um dos policiais se lembrar que a mulher á frente dele tinha dito a mesma coisa. Ele não podia culpar os quatro por estarem irritados com a babá, ela realmente tinha sido irresponsável. – Por que você deixou os garotos sozinhos por cinco minutos?

Eu estava esquentando a comida deles e...

E não podia ter trancado a porta antes disso? Ou dito para eles não saírem até você voltar? – Felicity a interrompeu. – Eles são obedientes.

São muito obedientes. – Laurel completa.

Eu não pensei nisso.

Você não pensou em nada. – Laurel rosnou. – Nada, quando deixou meu filho e o filho da minha melhor amiga sozinhos... Com a porta aberta. – Tommy teve que segurá-la.

Eu me esqueci da porta. Eu nem me lembrava de deixá-la aberta. – Ela estava nervosa, passava uma mão na outra a cada segundo.

Isso é sua responsabilidade. – Oliver disse. – Você. E o desgraçado que atirou no meu filho. – Ele estava sério. – Eu não sei o que a polícia vai fazer com aquele filho da puta, mas eu vou destruir você. – O policial tentou contê-los.

Vamos nos acalmar?

Me acalmar? Nos acalmar? – Tommy olhou para o policial. – Meu filho podia ter sido baleado. Meu sobrinho está em uma sala de cirurgia e pode... – Olhou de volta para a babá. – Pode acontecer muita coisa com ele, por causa de cinco minutos.

Eu sinto muito. – Disse chorosa.

Não peça desculpas. – Felicity se afastou do marido para ficar em frente á mulher. – Eu não quero ouvir as suas desculpas. – Rosnou. – Meu filho pode morrer. Ele pode nunca mais andar. E a culpa não vai ser só do atirador, vai ser sua também. Sua. – Ela fechou as mãos em punhos. – Se meu filho não sobreviver...

Vamos todos nos acalmar. – Repete, com a voz mais alta. – Ela vai responder por essa irresponsabilidade. – O policial entrou no meio deles.

E será indiciada. – O outro completou.

É claro que ela vai. – Tommy diz, sério.

Tirem essa mulher da minha frente. – Felicity pede, se virando de costas.

Eles vão acompanha-la para fora do hospital.

Espera. – Laurel deu alguns passos até ela. – Você pode esperar por um processo. E não adianta fugir, eles vão te encontrar. – Dois de quatro policiais, acompanharam a mulher para fora do hospital.

Vocês descobriram alguma coisa sobre o atirador? – Oliver perguntou.

Ainda sem pistas. Achamos uma cápsula da bala perto da casa e também encontramos sangue do outro lado da rua. – Assentiram. – Assim que tivermos respostas, diremos a vocês. – Eles pediram licença e se retiraram.

Eu não entendo, Oliver. – Felicity olhou para o marido. – E os seguranças?

Eu falei com eles antes de chegar aqui. – Suspirou. – Eles não esperavam ver Bryan e Lyon do lado de fora da casa. Nike se aproximou para fazer com que eles entrassem, e de repente ouviram o disparo. E Bryan e Lyon caíram. Eles correram até eles, e viram que Lyon já se sentava apavorado. – Balançou a cabeça, imaginando o desespero do menino. – Gregory disse que ele colocou a mão no machucado do Byan, e quase não deixou os paramédicos se aproximarem dele. Estava assustado, é claro. – Eles assentiram. – Tyler conseguiu tirá-lo de cima de Bryan, para poderem trazê-lo para cá. – Suspirou, passando a mão no rosto. – O sangue que a polícia encontrou... Foi Gregory quem atirou.

Gregory? Então por que não pegaram o cara? – Tommy perguntou.

Eles tentaram seguir o cara, mas ele conseguiu fugir. Tinha um companheiro esperando-o com a moto já ligada.

Então foi ele? – Oliver a abraçou. – Ele mandou que matassem nosso filho. Os subordinados dele já sabem quem é nosso filho, Oliver.

No momento que você foi vista com Oliver, sabíamos que eles poderiam descobrir quem são as crianças. – Tommy comentou.

Brooke. – Ela se soltou do marido. – Cadê a Brooke?

Ela está com Sarah, não se preocupe. Assim que soubemos o que houve, liguei para o Barry, achei que Oliver não conseguiria nem mesmo pensar nisso. – Olhou para o amigo. – Ele disse que Sarah chegou lá, contando sobre o que houve. As meninas não sabem o que está acontecendo. – Eles assentiram.

Fico aliviada por pelo menos saber que nossa filha está bem. – Oliver a abraçou, beijando os cabelos loiros.

A Naty. Onde ela está, Laurel?

A deixei com seu pai, ele quer notícias. – Tommy assentiu.

Por falar na Sarah... Eu prometi a ela e ao Barry que mandaria notícias.

Vai lá. E fico com elas. – Tommy assentiu e pegou o celular, se afastando um pouco para falar com a cunhada e com o pai.

**--** **--**

Oliver e Felicity se levantaram ao mesmo tempo, quando viram Caitlin se aproximar. Lyon estava deitado no colo do pai e mesmo os pais dizendo para ele dormir um pouco, ele não quis, queria noticias do amigo. Ele estava se sentindo mal pelo que houve. Estava preocupado e assustado. Os pais tentaram convencê-lo a ir para casa, mas ele não quis. E por saber que o filho estava preocupado com o amigo, os pais decidiram não pressioná-lo mais.

E então? Terminou a cirurgia?

Ainda não. Eu... Preciso do consentimento de vocês.

Para...? – Oliver quem perguntou.

Eu tenho que remover o corpo da vértebra para aliviar a medula. O problema é que eu terei que dissecar mais a aorta. E isso é arriscado, pode causar paralisia. – Felicity colocou a mão na boca. Seu filho só tinha seis anos.

E tem alguma outra opção? – Caitlin olhou para Tommy.

Sim. E foi por isso que vim. Posso coloca-lo em um suporte, que não descomprimiria completamente.

O que quer dizer?

Que tanto o suporte quanto a cirurgia tem risco de paralisia. – Oliver passou as mãos nos cabelos, desesperado. – Eu aconselho a cirurgia. É bem delicada, mas eu tentaria.

Você acha que é a melhor opção, Cait? – Felicity perguntou.

Sim. Eu acho. – O casal se olhou.

Então faça como achar melhor. – Oliver respondeu. Ela assentiu e saiu para fazer o trabalho dela.

Ele vai ficar bem. – A voz de Laurel soou enquanto via Oliver e Felicity se abraçarem.

Essa cirurgia tem que dar certo. – Felicity sussurra. – Ela tem que dar certo.

**--** **--**

Laurel e Tommy olhavam o filho sentado na cadeira. Estavam preocupados. Ele não tinha dito mais nada desde que Bryan entrou em cirurgia, tentaram fazê-lo falar com eles, mas ele não respondia, era como se não estivesse ali. Lyon só tinha seis anos e havia passado por uma situação traumática. Nenhum dos dois sabiam como fazê-lo falar. Desabafar. Eles desviaram os olhos do filho quando Caitlin perguntou á Oliver e Felicity se eles queriam ver o filho. Ela tinha chego á poucos minutos dizendo que a cirurgia tinha sido um sucesso, dando alívio a cada um deles.

Você disse que ele não ficará com nenhuma sequela, certo? – Caitlin e Meredith sorriram.

Conseguimos salvar a medula, ele está bem. Ficará em observação por alguns dias aqui, mas está ótimo.

Graças a Deus. – Laurel sussurrou. Tommy a abraçou.

Ele está desacordado agora, mas logo acordará. Vai ser bom ele ver os pais do lado dele quando isso acontecer, ele deve acordar assustado. – Eles assentiram.

Cait, eu nem sei como te agradecer. – A médica pegou nas mãos da loira.

Não é preciso, fiz apenas meu trabalho. Meredith foi de grande ajuda também.

Querem ir vê-lo agora? – Eles assentiram.

Podem ir. Quando ele acordar nos avisam? – Felicity assentiu e junto do marido, seguiu Caitlin. Meredith olhou para o garotinho sentado na cadeira, tinha os olhos vermelhos, ele tinha chorado. Sentiu pena do garotinho, sabia que seria um trauma por toda a vida. Ela se aproximou e se abaixou na altura dele.

Ei, Lyon. – Tommy e Laurel olharam para a cena á frente.

O Bryan morreu? – Meredith balançou a cabeça.

Não. Não morreu.

Então ele vai ficar bem? – Ela sorriu.

Vai sim. Daqui algumas semanas vocês vão estar correndo e pulando por aí.

Eu não entendi o que aconteceu... – Meredith sentiu um aperto do peito quando ouviu a voz ele ficar baixa, parecia que ia voltar a chorar. – Por que fizeram isso? Por que machucaram ele?

Lyon, existem pessoas muito ruins... Que não se importam com outras pessoas. Essa pessoa que machucou seu amigo, era uma delas.

Bryan dizia que conhecia pessoas más. – Comentou. Laurel e Tommy se olharam. – Ele estava certo então, né? – Meredith pegou na mão dele. – Eu que tive a ideia de brincar lá fora. Ele nem queria, mas eu insisti... A culpa é minha? – Laurel e Tommy se aproximaram, mas antes que pudessem responder, a médica o fez.

Não. Não é culpa sua, Lyon. Você só queria brincar, certo? – Ele assentiu. – Você é um bom garoto e um bom amigo. Não se sinta culpado.

Ele vai me culpar?

Se tivesse sido ao contrário, você teria raiva do Bryan?

Não. Porque a gente só queria brincar de bola. – Ela assentiu.

Então não tem porque se preocupar. Ele é seu amigo, vai saber que você não tem culpa alguma e que você só queria brincar. – Ele assentiu ainda choroso. – Ele está bem. E quando ele acordar, ele com certeza deve perguntar por você. – Sorriu. – E quando isso acontecer, eu venho buscar você, está bem? – Ele assentiu e ela se levantou.

Obrigada. – Ela sorriu para Laurel e se distanciou. Laurel se sentou e o puxou para seu colo. – Vai ficar tudo bem, meu amor. – Beijou os cabelos dele, enquanto olhava para o marido. Tommy também se aproximou colocou a mão direita nos cabelos do filho.

**--** **--**

Felicity e Oliver entraram no quarto, observando a enfermeira trocar o soro. Ela saiu depois de cumprimentá-los com a cabeça. Caitlin entrou com eles. A imagem daquele menino, todo cheio de sangue, não saia de sua cabeça. Não era a primeira vez que pegava um caso como aquele, mas era diferente, ela conhecia Bryan. Suspirou, se lembrando do perigo que Felicity corria. Agora ela sabia do que aquele homem era capaz. Apesar de ter ouvido algumas coisas sobre ele... “Presenciar” é diferente. Ele quase matou uma criança, por causa de sua loucura. Felicity pegou na mão do filho.

Quando ele vai acordar? – Pergunta sem olhar nos olhos da amiga.

Em algumas horas. Ele ainda está sobre o efeito da anestesia. Logo ela passa.

E se ele sentir dor?

É só me chamar, Oliver. Eu vou estar aqui a noite inteira. – Ele a olhou.

Não vai ser um problema?

Não. Já falei com Barry, e ele concorda que eu deva ficar aqui, para o caso de precisarem de mim. – Ele assentiu. – Brooke ficará lá em casa, ela e Kitty estão se divertindo, e isso é bom para distraí-las.

Não vai durar por muito tempo. – Felicity diz, chamando a atenção do marido e da amiga. – A Brooke vai estranhar quando não formos buscá-la. E ela vai achar que algo aconteceu com Bryan. Eles nunca ficaram tanto tempo longe um do outro.

Eu converso com ela, não se preocupe. – Felicity a olhou, sorrindo fraco.

Obrigada, Cait.

Qualquer coisa é só me chamar. – Eles assentem, e a ruiva sai, fechando a porta em seguida. Felicity se senta na ponta da cama, sem tirar os olhos do filho.

Ele quase matou nosso filho. – Diz com a voz embargada. – Se Bryan não sobrevivesse, eu não me perdoaria.

Não fale assim. – Pega na mão dela, fazendo-a o olhar. – A culpa não é sua, amor. A loucura do Cooper também não é sua culpa.

Eu trouxe ele para a nossa vida.

Felicity, você não pediu para ter um psicopata atrás de você. Por favor, pare de se culpar. – Suspirou. – Olha, nosso filho está bem. Ele está vivo, e vai acordar logo. Isso que importa. Não vamos ficar pensando no Cooper. Deixa isso para os agentes. – Ela assentiu depois de respirar fundo. – Senta aqui. – Ela se senta no colo dele, sem desviar os olhos do filho.

Ele abraçou a cintura dela com os dois braços. Estava com ódio, mas podia segurar aquele sentimento por sua mulher. Só no que pensava naquele momento era em fazer aquele desgraçado pagar por ter feito aquilo ao seu filho. Por ter feito a vida da sua mulher em um inferno. Ele pagaria, e com a própria vida. Bryan começou a mexer as pálpebras, e as mãos. Felicity se aproximou, afastando as costas do peito do marido.

Bryan. – Ela chama em sussurro. Ele abre os olhos, respirando ofegante. Os pais se preocuparam. – Amor, a mamãe está aqui. – Mesmo que ela dissesse aquilo, ele não conseguia se acalmar. Felicity se levantou.

Bryan. – Oliver tocou na testa do filho. – Somos nós, filho. Respira de vagar. – Eles olham para o monitor do aparelho que estava conectado á Bryan. – Calma. Respira de vagar. – Volta a repetir.

Você está bem, amor. Está a salvo.

Mamãe. Papai. – Ele aperta a mão da mãe. – Lyon.

O Lyon está bem. – Ele olha para o pai. – Agora respira com calma, e eu conto tudo pra você. – Ele assentiu. – Isso. Muito bom. – Diz, quando o som do monitor começa a se normalizar. – O Lyon está lá fora com seus tios. Ele está bem, e não sofreu nenhum arranhão. – Oliver percebeu o alívio do filho, assim como Felicity.

Ai. – Ele colocou a mão onde levou o tiro.

Está doendo, querido?

Está. – Os olhos dele lacrimejaram.

A mamãe vai chamar a médica, okay? – Saiu sem esperar por resposta. Oliver se sentou na cama.

Você se lembra do que aconteceu? – Ele voltou a ficar nervoso. – Não. Não precisa ficar assim, passou. Não precisa falar. – Oliver apertou a mão do filho. – Está tudo bem, agora. Prometo. – Oliver então se lembra da promessa que tinha feito ao filho antes. – Não vou deixar mais nada acontecer com você. Me desculpa.

Papai. – Ele diz com a voz fraca. – Por que tá pedindo desculpa?

Porque eu prometi que te protegeria, e... Não cumpri.

Não é culpa sua, papai. Eu não te culpo, tá? – Oliver o impediu quando ele tentou se sentar.

Não faça isso. Você não está mais sentindo dor?

Um pouco. Tá dando pontada.

Vai melhorar. Caitlin vai vir te dar um medicamento.

Não quero dormir. Não quero. – Praticamente grita, desesperado.

Calma. Eu vou falar com a Cait, mas não precisa ficar nervoso. – A porta se abriu.

Bryan. Que bom que acordou, querido. – Felicity se aproximou do filho ao mesmo tempo que Cait. – Sua mãe disse que está sentindo dor.

Tá dando pontada, tia Cait.

Vai melhorar. – Se virou para a bandeja que havia colocado na mesa de cabeceira.

Ele não quer dormir, Cait. – Eles se olharam. – Entende?

Tudo bem. Você não vai dormir, está bem? – Ela diz, ao compreender o que Oliver queria dizer. O garotinho estava assustado, e por isso não queria dormir. Compreendia o medo do menino, o que ele passou foi traumatizante. – Vai te dar um pouco de sonolência, mas não vai dormir. É só até o medicamente começar a fazer efeito, está bem? – Ele assentiu. – A pressão dele está boa, então não se preocupem. O barulho que você ouviu, Felicity, deve ter sido porque ele estava sentindo dor, então os batimentos cardíacos dele ficam mais fortes. – Ela assentiu.

Eu quero ver o Lyon. – O menino diz, chamando atenção dos pais e da médica. – O papai disse que ele tá bem, mas eu quero vê ele.

Claro. Eu vou buscá-lo. – Caitlin saiu.

Agente só queria brincar.

Eu sei, querido.

A mamãe sempre diz para não ficar do lado de fora sozinho, mas... Mas ele queria brincar, e...

E você também. Ou não teria ido com ele. – Oliver completa, e o filho assentiu. – Está tudo bem, filho.

Ele está se sentindo culpado? – Felicity sentiu que iria chorar, e por isso ficou de costas. – Por isso ele não entrou com vocês?

Não. Não foi por isso que ele não entrou, filho. – Pai e filho se olhavam nos olhos. –Bryan, ele não achava que algo assim fosse acontecer. Ele disse que você não queria, mas que foi porque ele pediu. – O menino assentiu. – Ele acha que você vai culpá-lo.

Não vou não. – Balança a cabeça. – Ele não tem culpa. Nem você, papai. – Felicity se vira, ao ouvir o que o filho diz por último. – Então não se culpa, tá? – Oliver beijou os cabelos do filho.

**--** **--**

Hanna e Miya já não aguentavam ouvir aquele telefone tocar. Desde que a notícia de que o filho de Oliver Queen foi baleado, chegou á internet, todos ligavam para falar com Oliver Queen. Ele tinha avisado que iria para o hospital, e que ficaria alguns dias fora, e pediu para que elas dessem a notícia para todos, em especial para Walter, que chegava de viajem naquele dia. Ele ainda não havia comparecido á empresa, e por isso ainda não estava sabendo da tragédia. Hanna bufou ao ouvir o telefone tocar mais uma vez, e decidiu que antes de voltar a rotina de falar com aqueles abutres, ela tomaria um café. Mayu, que estava sentada ao lado da amiga, colocou dois dedos de cada mão, na têmpora, já começando a sentir dor de cabeça. Ela e a amiga estavam enlouquecendo. Hanna voltou no mesmo momento em que a amiga atendia a mais um telefonema.

Alô. – Diz, revirando os olhos. – Senhor Heiiter. Sim, eu me lembro do senhor. – Olhou para a amiga que gesticulava, perguntando o que o CEO da Global Pegasu queria. – Entendo. Eu mesma marquei essa reunião, mas eu liguei desmarcando. Porque o Senhor Queen estará ocupado. – Miya bufou. Ela odiava quando tinha que falar a mesma coisa duas vezes. Já tinham ligado desmarcando. – Senhor, ele não desmarcou porque quis, houve um contra-tempo. O senhor falou com a sua secretária fabulosa? – Hanna riu baixo. – Bom, então o faça. Vai saber o que está acontecendo, e que é realmente grave... – Miya começa a dizer baixo, “blá, blá, blá, enquanto gesticulava com a mão livre. – Meu senhor eu sou apenas a secretária, eu não tenho a menor ideia de quando o senhor Queen irá remarcar essa reunião. – Ouviu o homem reclamar, e perguntar o porque de Oliver desmarcar a reunião. – Ele teve um problema familiar e até que seja resolvido, não poderá se encontrar com o senhor. – E ela revirou os olhos, entediada. – O senhor por acaso não lê revistar ou entra na internet? O filho do senhor Queen está internado. O menino levou um tiro. – Ela ouviu mais alguns minutos o homem lhe falando. – Então o senhor deveria entender como o senhor Queen deve estar ocupado. – Ela mudou a feição, era cada uma que ouvia. Ela arqueou as sobrancelhas. – O senhor é realmente um homem desprezível. – Hanna sabia como a amiga era estressada, talvez por isso se davam tão bem. – Eu já expliquei que o senhor Queen não está e se ele estivesse, ele ia mandar o senhor sabe para onde? – Hanna riu, dessa vez alto. Novamente sua feição mudou, dessa vez para irritação. – Vai pra inferno o senhor também. – Colocou o telefone de volta no gancho. – Maldição. O que eu fiz para merecer isso?

O que nós fizemos para merecer isso. – Corrigiu.

E ele ainda começou a ser rude. Eu não sou obrigada a ouvir desaforo calada.

Sabe o que está acontecendo, e mesmo assim quer estar no direito de estar certo. – Hanna bufa. – Gentinha mesquinha. – A outra concorda.

Por que gostam tanto de se meter na vida alheia? – Pergunta, quando vê no celular, um site falando sobre o tiro que Bryan Queen levou.

Como descobriram o nome do menino? – Pergunta, indignada.

Vai saber. – Deu de ombros. – Esse povo é enxerido.

O senhor Queen vai ficar possesso. – O telefone toca e as duas olham para ele, se olham e suspiram juntas.

É a sua vez. – Miya diz á amiga. Hanna respira fundo e atende a chamada.

Alô? Sim, é da Queen Consolidated. – Ela ouve o homem falar. – Ah, sim, eu entendo, mas o senhor Queen ficará algumas semanas fora da empresa. – Ela revira os olhos ao ouvir novamente de onde é. Ele começa a explicar porque precisa falar tão urgente com o chefe dela. – Eu sei que é da Rússia. E já intedi que é urgente. – A voz do outro lado voltou a falar. – YA uzhe ponyal. YA ponyal. YA govoryu po-russki, ser (Eu já entendi. Eu entendi. Eu falo russo, senhor. – Hanna mudou a feição ao ouvir a voz mudar de tom e compreender o que aquela pessoa estava lhe dizendo. – Eu... E... E não adianta me xingar em russo que eu estou entendendo cada palavra. Eu falo muito bem a sua língua. – Myia riu. Ela ouviu mais uma vez aquele russo lhe dizer que precisa falar com o Senhor Queen. – O senhor Queen infelizmente não pode ser localizado hoje. Ele não está disponível. – Ela suspirou. – Blagodaryu vas. do svidaniya. (Obrigada. Adeus.) – Finalmente ele se despediu e suspirando ela voltou o aparelho para o gancho. – Eu mereço. – Reclamou, olhando para a amiga.

O que está acontecendo? – Elas olham para a pessoa que fez a pergunta.

Senhor Steel.

Por que está cheio de fotógrafos na porta da empresa?

Ah, senhor, aconteceu uma tragédia. – Ele arqueou as sobrancelhas, preocupado.

Com meu filho, Hanna?

Não, mas com o filho dele. – Walter se aproximou, mais preocupado do que já estava. – Ele levou um tiro, está na sala de cirurgia.

**--** **--**

Lyon e Bryan estavam conversando, enquanto os pais observavam. Lyon entrou, com medo, mas logo se acalmou quando o amigo perguntou se ele estava bem mesmo. Ele se aproximou, e ouviu do amigo que não o culpava, fazendo-o ficar mais leve. Lyon realmente estava se sentindo mal pelo que houve. Os dois agora conversavam, como se nada tivesse acontecido, mas os pais sabiam que provavelmente os dois teriam pesadelos com aquilo durante algumas semanas.

Você não quer ir para casa? – Tommy diz, chamando a atenção dos amigos. – Eu fico com o Oliver, se quiser.

Não, Tommy. Eu quero ficar. E também... Lyon vai precisar de vocês dois.

Concordo. O que aconteceu hoje foi algo traumático para ambos. – Oliver completa. – Eles podem estar bem agora, mas eu acho que provavelmente terão pesadelos.

Cooper é um desgraçado.

Maldito, filho da puta.

Como é que uma pessoa, tenta matar outra e consegue dormir tranquilo?

Como se esse tipo gente fosse uma pessoa normal. – Felicity diz, olhando as crianças. – Cooper quer tirar todos do caminho para poder ficar comigo.

Infelizmente, é isso mesmo que ele quer.

Seu pai ligou. – Oliver olhou para Tommy. – Disse que a notícia está correndo solta sobre o que houve com Bryan.

Droga. – Passou a mão no rosto. – Que inferno.

Thea está preocupada e diz que vem amanhã, já que eu disse que o horário de visitas acabou. – Ele assentiu. – E seu pai disse que vinha junto.

Por favor, diz que Moira não vem.

Eu não sei. – Deu de ombros. – Não perguntei. – Oliver suspirou alto. Esperava que sua mãe não aparecesse, não estava com paciência para aguentá-la.

Bryan disse que você se sente culpado. – Felicity muda de assunto, fazendo os três olharem para ela. – Por que se sentiria assim?

Prometi para ele que ninguém machucaria vocês, e...

Oliver, você vive me pedindo para não me culpar pelas coisas que Cooper faz.

É diferente. Eu prometi uma coisa para o meu filho, e não cumpri. Ele quase matou nosso filho, isso é algo... – Bagunçou os cabelos.

Cara, o que aconteceu foi algo que você não pôde controlar. Não foi sua culpa.

E se seu filho não te culpa, então por favor, não o faça. – Felicity pede. Oliver a abraça pelos ombros, e ela passa os dois braços pela cintura dele.

Nós vamos conseguir passar por tudo isso. – Laurel diz. – Ele vai pagar por tudo que está nos fazendo.

Eu espero que esteja certa. – Oliver beija os cabelos da esposa.

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Laurel saiu do quarto do filho, fechando a porta, em seguida. Pela primeira vez desde muito tempo, ela teve dificuldades para colocá-lo para dormir. Ele teve um dia desgastante, e traumatizante. Viu alguém atirar no amigo, além da quantidade de sangue que tinha visto sair do corpo de Bryan. Nenhuma criança deveria passar por aquilo. Mesmo depois de ver o amigo, depois que ele acordou, Lyon continuava assustado, ele tinha medo de que o amigo o culpasse. Laurel suspirou ao se lembrar que seu filho não queria ir embora, ele queria ficar com o amigo. Foi bem complicado fazê-lo entender de que não poderia ficar, e só conseguiram levá-lo, porque Tommy prometeu que eles se veriam novamente, assim que Bryan se recuperasse. Ela entrou no quarto, encontrando o marido deitado.

Ele dormiu?

Dormiu. – Suspirou, sentando-se na cama. – Foi complicado, mas consegui.

Seria estranho se ele não estivesse com medo.

Agora eu sei o que Felicity sente toda vez que os filhos saem de casa.

Laurel... – Ele a puxou para mais perto dele, quando ela se deitou. – Não pense assim.

Aquele homem podia ter matado nosso filho, Tommy.

Mas não o fez.

Porque queria o Bryan. Ele quase morreu. Como ficaria nossos amigos? Como ficaria nosso filho?

Ele está bem. E nossos amigos também, pare de ficar pensando no “se”, por favor. Deu tudo certo. – Ela balança a cabeça, voltando a ficar de costas na cama. Ela não conseguia tirar a imagem de Bryan desacordado todo cheio de sangue, na maca. – Meu amor, eu sei que hoje foi um dia... Horrível... – Se colocou em cima dela. – Mas deu tudo certo no final. Cooper não conseguiu o que queria.

Ele destabilizou todos nós.

Por alguns minutos, é verdade, ele conseguiu nos destabilizar. Mas Bryan está bem, nosso filho está bem, e é isso que importa. – Colocou dois dedos no queixo dela, encostando seu nariz no dela. – Nós vamos todos ficar bem. Confia em mim.

Eu confio.

Eu sei que tem medo por Lyon...

Eu tenho, você não?

Tenho. Mas eu não vou colocá-lo em uma bolha, amor. Não vou, porque assim, Cooper ganharia. Porque é isso que ele quer, nos colocar medo. E eu não vou dar esse gostinho para ele. – Laurel sorriu fraco, sentindo-se orgulhosa dele.

Eu te amo, sabia?

Eu te amo muito mais. – Ele a beijou de leve. – Vamos dormir, amanhã eu quero estar com o Ollie bem cedo.

Tudo bem. Lyon vai querer ir com você. – Ele assentiu, se afastando, deitando ao lado dela, antes de puxá-la para deitar sobre seu corpo.

Eu acordarei ele para ir comigo. – Beijou sua testa. – Boa noite.

Boa noite. – Sussurra, fechando os olhos.

Notas finais
O que acharam do capítulo? Gostaria de saber qual parte gostaram mais, entre outros coisas. Por favor, não deixem de comentar, eles me fazem muito bem. Postarei a prévia no grupo do whatsApp. https://chat.whatsapp.com/CQXDQJ1SQpN5OwBlydJpcR Quem já está no grupo, fiquem espertos, e quem ainda não... Aproveitem. Estarei postando coisas de todas as minhas histórias.