Cross Destination

24 Capítulo Vinte e Quatro


Notas iniciais
Aqui estou com mais um capítulo de CD. Eu me atrasei um pouquinho porque estou com o corpo mole, não estou muito bem hoje. Mas o importante é que estou postando no dia combinado. Espero que gostem. Antes de deixá-los ler, eu gostaria de pedir um favor, não deixem de ler as notas finais, darei um aviso importante. Boa Leitura

Já fazia três semanas que Bryan estava hospitalizado. E para o alívio de Oliver e Felicity, ele estava ótimo, se recuperando muito bem, mas isso não queria dizer que o garoto estivesse feliz em estar naquele hospital. Bryan jogava no celular do pai, enquanto esperava pela médica. Ele estava agoniado, e por isso Oliver tinha dado seu celular ao filho para poder distraí-lo por alguns minutos. Assim como Felicity, Bryan odiava hospital. Mas isso não era uma surpresa, criança alguma gosta. O casal estava sentado no sofá alguns passos da cama, conversando com Brooke pelo celular de Felicity. Ela estava com saudades do irmão. Eles tinham explicado que ele ainda deveria ficar mais alguns dias no hospital para se recuperar, mas que logo eles se veriam. Ao mesmo tempo que desligavam a chamada, Caitlin e Meredith entravam no quarto.

Boa tarde. – Cumprimentou, fazendo Bryan olhá-la, assim como os pais. – Espero que tenha tido uma boa noite, Bryan. – Ele não respondeu, estava emburrado. – Pelo jeito ainda está inconformado de não poder ir para casa.

Sim. Reclamou todos os dias, e acordou reclamando hoje também. – Meredith riu.

Bom, eu sei que está emburrado porque não te liberei, mas eu vim avisar algo que pode te alegrar. – Ele a olha, interessado.

E o que é?

Meredith vai refazer seus exames, Bryan, e se estiver tudo certo, ela vai te dar alta amanhã cedo. – Oliver sorriu ao ver que o filho tinha mudado de humor.

Mesmo?

Mesmo. – Meredith responde. – Mas você terá que me prometer que não fará esforço algum.

Prometo.

Esses exames, eles vão demorar muito? – Oliver pergunta.

Não. Será no máximo uma hora. – Ele assentiu. – Eu só quero saber se está tudo certo com esse garotinho, antes de mandá-lo para casa.

Amanhã, uma enfermeira vai passar um caderninho com todas as instruções. Não deixem de fazer como estará explicado nele.

Não vai estar aqui, Cait?

Não. Infelizmente eu estarei de folga. Mas Meredith virá para liberá-lo.

Por que não posso ir hoje? – Os adultos sorriram.

Porque já passa das 16h e eu quero que fique mais um dia em observação. – Ele fez um bico. – Pense que amanhã cedo você estará indo para casa. Prometo vir antes das 9h.

Ele espera, Meredith. – Passou a mão nos cabelos do filho.

Ah, senhor Queen, eu quero lembrá-lo de que Bryan não deve subir escadas por algumas semanas. O corte pode se abrir.

Pode deixar. Ele não vai subir escadas. – Ela assentiu.

Bom, as enfermeiras virão para levá-lo daqui a pouco.

E eu venho me despedir de vocês, quando trouxerem Bryan de volta para o quarto.

Obrigada, Cait. Nem sei o que seria de nós se não estivesse aqui. – Ela sorriu. – Quer dizer, vocês duas salvaram meu filho. Nosso filho. – Olhou para o marido por alguns segundos, antes de se voltar para a médica.

Foi apenas meu trabalho.

Até daqui a pouco, Bry. – Ele balançou a mão, e ambas as médicas saíram.

Feliz? Está menos emburrado?

Eu queria ir hoje, mas... – Dei de ombros, e Oliver riu.

Não se desespere, você vai para casa amanhã cedo, filho.

Eu não gosto daqui. E isso machuca. – Ele olha para a agulha no braço.

Eu sei, querido. – Felicity beija os cabelos loiros. – Mas vai ser sua última noite aqui.

Eu não vou pra escola mesmo quando for liberado?

Não, Bryan. Seria perigoso demais. – Ele desviou os olhos. – Não se preocupe, em um mês você estará de volta à escola.

Um mês? – Ele pergunta, desgostoso. – Por que tanto tempo?

Você levou um tiro, filho. Isso demora a curar. Não ouviu a médica dizendo que não pode fazer esforço? – Ele assente. – É para o seu bem. Vai passar rápido, vai ver. – Bateram na porta, e em seguida duas enfermeiras entraram.

Com licença. Nós viemos levá-lo.

Minha mãe não pode ir?

Desculpe, Bryan, mas sua mãe terá que ficar.

Caitlin estará lá. – A outra diz, fazendo o menino ficar mais aliviado. Pelo menos era alguém conhecido. – Traremos ele de volta em alguns minutos. – Eles assentem e as enfermeiras saem, levando Bryan do quarto.

**--** **--**

Felicity estava sentada ao lado do marido, observando o filho dormir. Tinha dado tudo certo nos exames que ele fez a algumas horas, e como a medicação para dava sonolência, o filho acabou por dormir. Oliver tinha falado com Brooke pelo celular. Ela estava com saudades dos pais e do irmão, mas compreendia que Bryan não podia ficar sozinho no hospital. Ela já estava sabendo que dando tudo certo, no dia seguinte estariam em casa. Felicity sentiu seu celular vibrar, e o olhou, desbloqueando a tela. Eram mensagens. Oliver desviou os olhos do filho, para olhar para a esposa que escrevia algo no celular.

Tudo bem?

Tudo sim. São meus amigos dizendo que chegarão depois de amanhã. – Oliver arqueou as sobrancelhas. Felicity o olhou na mesma hora. – Eu disse que eles viriam para o aniversário dos gêmeos. Eles tinham decidido vir antes, para poderem ficar mais tempo.

Ainda tem isso... O aniversário dos nossos filhos vai ter que ser adiado.

Eu pensei nisso também. Podemos fazer algo simples. Só nós, nossos amigos e família.

Vou falar com a Thea, ela vai ficar feliz em cuidar dos detalhes da festa. – Ela assentiu. – Quer fazer a festa no espaço que alugamos?

Você quem sabe.

Eu posso falar com Laurel ou Sara, para podermos usar o jardim da casa de uma das duas, afinal seremos poucas pessoas.

É uma boa ideia. Seria desnecessário fazer a festa naquele espaço.

Então eu falarei com elas, e com Thea também, para ela resolver os detalhes da festa.

Tem certeza de que não será um problema?

Que nada, vou aproveitar que ela virá aqui hoje visitar Bryan.

Ela vai vir?

Ela disse que sim. Malcom vai trazê-la.

Ele e Walter ainda temem que aquele garoto volte a fazer mal a ela, né?

Sim. Eu queria era dar uma surra naquele maldito, mas meu pai pediu para eu não me meter nisso, que ele resolveria.

Eu concordo com ele. Por favor, esqueça isso. – Pede, preocupada.

Não se preocupe, amor, eu não farei nada. – Ela assente. – Eu quero aproveitar que Bryan está dormindo, para te contar uma coisa... – Ela esperou que ele continuasse. – Eu prometi para você que nunca mais mentiria ou esconderia coisas de você.

Aconteceu alguma coisa?

Não. Está tudo bem. Mas Helena me avisou que... Que Cooper está vindo para Star. – Felicity se assustou com o que o marido disse. – Deve chegar em poucas semanas.

Ela... Ela tem certeza?

Absoluta. Mas você não tem que se preocupar com isso, nós ficaremos bem. Você e nossos filhos ficarão bem. – Ele viu a esposa tremer e seus olhos se lacrimejar. – Meu amor, olha para mim... – E ela o fez, devagar. – Eu prometo que farei o possível e o impossível para que nada lhes aconteça. Os seguranças estão mais atentos. E seis deles estão cuidando de Brooke.

Temo o que ele pode fazer com nossos filhos. Os filhos dos nossos amigos...

Não fique preocupada, por favor, estou cuidando de tudo. – Ela assentiu, mesmo que temesse. – Eu não queria te deixar assim, mas prometi a você e a mim mesmo que não deixaria você no escuro.

Eu prefiro que me diga tudo, mesmo que isso me deixe assustada. Por isso obrigada. – Eles ouvem baterem na porta, e em seguida abrirem uma fresta. – Thea. – Cumprimenta sorrindo.

Olá, cunhada. Como você está? – Se aproxima do casal.

Estou bem. Estamos todos bem. – Diz olhando para o marido por alguns segundos, antes de se voltar para a cunhada.

E você, Ollie? Parece cansado.

Não é fácil dormir no hospital, mas eu estou bem. – Ela assentiu. – Você não veio sozinha, veio?

Não. Meu pai me trouxe. – Sorriu. – Não se preocupe comigo.

Não peça o que é impossível de fazer, Speedy.

Eu ia pedir para parar de me chamar assim, mas não vai adiantar, então... – Felicity riu. – Bryan. Como ele está? – Pergunta olhando para o sobrinho.

Ele está ótimo. E amanhã ele irá para casa.

E ele deve estar ansioso por isso. – Os pais do garotinho assentiram. – Eu vi a Brooke hoje, e ela está com saudades de vocês.

Nós falamos com ela, e explicamos que voltamos para casa amanhã. – Oliver diz.

Ela está bem na casa da Caitlin. Está se divertindo com a Kitty, e compreende porque vocês estão aqui com o irmão. – Sorriu. – Quando eu saí de lá, ela e Kitty estavam ajudando Barry a fazer o lanche.

Eu imagino que a cozinha vá ficar uma bagunça. – Thea concorda com o irmão. – Mas fico feliz que Barry esteja distraindo-a.

Kitty perguntou por Bryan. – Thea conta, rindo. – E Barry ficou com ciúmes.

Você soube que Brooke tem um carinho especial por Lyon? – Oliver bufou. – Seu irmão não gostou nada disso.

Ah, que bobagem, eles são apenas crianças. Mas que eu acharia fofo que eles tivessem alguma coisa mais para frente, eu acharia. – O irmão revirou os olhos. – Larga de ser idiota, sua filha vai namorar, você querendo ou não. Mas está se preocupando antes do tempo, ela só tem seis anos e meio.

Ah, Thea, por falar nisso... Precisamos que cuide dos detalhes da festa de aniversário e que cancele o aluguel do salão de festas.

Vão fazer onde?

Vou falar com Laurel e Sarah para fazermos na casa de uma das duas. Como Bryan ainda estará de repouso, nós faremos uma comemoração apenas com a família e os amigos mais íntimos. – Ela assentiu, compreendendo.

Entendo. Então deixe que eu falo com as duas, e cuido das outras coisas. – Sorriu. – Vocês cuidem daquele garotinho ali.

Obrigada, Thea.

Eu faço isso com o maior prazer. São meus sobrinhos, afinal de contas. – O casal sorriu.

**--**

Bryan estava agoniado, querendo que sua médica chegasse logo. Ele tinha feito todos os exames, e agora esperava pelo resultado, com os pais ao seu lado. Só o que ele queria era ir para casa, estava com saudades de lá, de sua irmã, dos seus amigos, incluindo Killian, para a surpresa dele mesmo. E queria além de tudo tirar aquela agulha de seu braço, ele odiava sentir dor, e aquilo estava incomodando-o. Ele só esperava que não doesse. Oliver tinha falado com Barry, e ele disse que assim que eles chegassem em casa, para avisá-lo, pois ele deixaria Brooke lá, e aproveitaria para ver o menino, já que como ele teve que ficar com as crianças, ele não pôde ir visitar Bryan no hospital. Laurel e Tommy, Sara e Ray também apareceriam no apartamento dos amigos, Felicity tinha convidado eles para almoçarem com eles. Enquanto Oliver conversava com o pai, do outro lado do quarto, Felicity tentava acalmar o filho, que já não aguentava mais esperar.

Mamãe, e se ela não me liberar? Vou ter que ficar aqui?

Não pense nisso agora, querido.

Eu quero ir para casa. Estou com saudades da Brooke, da Kitty, do Lyon e até do Killian. – A mãe sorriu.

Eu fico feliz em ver que ficou amigo dele.

Ele é legal. A mamãe estava certa quando disse que ele era daquele jeito para chamar atenção. Pelo menos agora ele tem a tia Sara.

É verdade. E eu vou contar um segredo a você, mas não pode contar a ninguém.

O que é?

Killian vai ganhar um irmãozinho ou irmãzinha.

Mesmo? A tia Sara vai ter um bebê? – Felicity assentiu sorrindo. – Ele vai ficar feliz.

Ele já está sabendo, e está muito animado.

Então por que ele não contou? – Estranhou.

Porque o pai dele e sua tia pediram. – Bryan ficou em silêncio por alguns minutos, olhando para as mãos. Minutos depois se voltou para a mãe.

Ah, já sei. – Felicity ficou confusa. – É por causa do avô dele, né, mamãe?

Como... Como sabe, filho? – Pergunta, surpresa.

Killian disse que o avô dele não gosta da tia Sara, e que ele não queria que o tio Ray ficasse com a tia Sara. – Felicity pensou no quanto deveria ser difícil para aquele garotinho. O avô tentando colocá-lo contra o próprio pai, querendo tirá-lo do mesmo. Ela ficava horrorizada.

Sim, querido. Infelizmente isso é verdade.

Ele disse que contou pra tia Sara sobre o avô dele querer a guarda dele, mãe. Ele estava com medo de não ficar mais com o pai dele.

Isso não vai acontecer, querido. Nenhum juiz seria capaz de tirar um filho de um pai. Não se preocupe. – Ele assentiu. – Lembre-se, não diga a ninguém sobre o irmãozinho dele.

Pode deixar, mamãe.

Sobre o que estão conversando? – Eles olham para Oliver, que se aproximava.

Sobre a gravidez de Sara.

Você contou ao Bryan? – Mãe e filho se olham.

Contei. Ele não vai contar a ninguém. – Oliver assentiu. – Estávamos falando que Killian ficou muito feliz com essa descoberta.

Eu posso imaginar. De acordo com Ray, ele sempre quis isso.

Ele só tem medo de ficar longe do pai dele, papai. – Oliver arqueou as sobrancelhas. – Não ficou sabendo que o avô dele quer tirar ele do pai dele?

Ah, sobre isso... – Suspirou. – O pai do seu amigo me contou sim.

Eu me pergunto como pode existir gente tão ruim.

Ele não quer mais ver o avô dele.

Tenho certeza de que Ray vai dar um jeito nisso. Killian com certeza teme ir para a casa do avô e não voltar mais. Coitado. Criança nenhuma deveria passar por isso.

Isso é triste. Querer colocar o um contra o outro... – Balançou a cabeça.

Igual a mãe do papai quis colocar o papai contra a mamãe. – O casal se olhou. – Ela nunca mais apareceu, né?

Não vamos pensar nisso, filho.

O papai sente falta dela? – Oliver não esperava por aquela pergunta.

Eu... Não reconheço Moira como mãe. Não mais, filho. – Diz, fazendo Felicity olhá-lo. Ele estava sendo verdadeiro, não poderia mentir. – Ela deixou de ser a pessoa boa e carinhosa que era, á muito tempo...

Ela ainda não gosta da mamãe, né?

Sabe, querido, as coisas aconteceram á tanto tempo... Não vamos ficar falando sobre isso. – Ele olhou para o pai, e voltou os olhos para a mãe alguns minutos depois.

Tudo bem. – Murmura.

Bryan, eu quero conversar algo com você, enquanto a médica não chega.

Sobre o que?

Eu não quero mais que faça o que fez aquele dia. Quando alguém disser para ficar dentro de casa, meu amor, não saia.

Desculpa.

Sua mãe não está brigando, filho. Nós só não queremos que fique exposto. Poderia ter acontecido algo pior, Bry.

Eu sei, papai. É que..., a gente queria brincar. E dentro de casa estava chato.

Tudo bem. Quando for assim, peça para alguém ficar com vocês. Por que não ligou para Tyler? Você tem o número dele.

Eu não pensei na hora. O Lyon queria brincar de bola, a porta estava aberta..., aí a gente foi.

Eu não me importo que brinque no jardim, quando estiver na casa dos seus tios, mas eu e seu pai queremos que você avise quando for fazer algo assim.

Nós..., brigamos com a babá. – Bryan abaixou a cabeça. – Ela foi errada, mas você também foi. Você e Lyon.

Laurel e Tommy já conversaram com Lyon. A partir de agora nada de fazer as coisas sem pedir permissão, combinado?

Combinado. – Ele diz olhando nos olhos dos pais. A porta se abriu, e eles olham para a mesma. – Vou poder ir pra casa? – Pergunta assim que viu a médica. Ela sorriu.

Sim, Bryan. – Ele se animou. – Seus exames estão ótimos, e por isso você poderá ir para casa. Mas terá que me prometer que fará tudo que eu orientar.

Prometo. Já posso tirar isso? – Colocou a mão no fio que ligava a agulha que estava enfiada em sua veia.

Não faça isso, filho. Pode se machucar. – Coloca a mão na mão do filho.

Ela vai tirar com cuidado. – Oliver completa.

Não vai doer, vai?

Vou tirar de vagar, para você não sentir dor. – Ele assente, ainda temeroso.

Bryan, o que quer comer quando chegarmos em casa? – Felicity pergunta, tentando distrair o filho, quando Meredith começa a retirar os fios que estavam conectados no corpinho dele.

Eu quero o estrogonofe de carne do papai.

Bom, nós não íamos pedir comida mesmo. – Oliver responde ao olhar da esposa.

E a gente pode comprar sorvete?

Temos sorvete em casa. – Oliver responde.

Os pais olham para o filho ao ouvi-lo gemer de dor.

Prontinho. – A médica diz em seguida, se afastando. – Acabou. – Tirou o soro de perto do garotinho. – Ele tem roupas para trocar?

Tem sim. Oliver foi buscar ontem. – Felicity caminhou até o sofá, pegando a mochila, ao mesmo tempo que Bryan coloca as pernas para fora da cama.

Quando passarem pela recepção, a enfermeira vai estar esperando por vocês, para entregar o caderninho com as orientações.

Obrigada por tudo, Meredith.

Não precisa agradecer. Ah, tem outra coisa... Quando ele for se vestir, tome cuidado, porque ele pode sentir pontadas.

Pode deixar.

Eu vou ajudá-lo a se vestir. – Felicity assentiu, e Oliver entrou com o filho no banheiro.

Meredith, e sobre os remédios para dor?

Eu deixei as receitas com a enfermeira. Está explicando como e quantas vezes ao dia tomar cada um deles.

Ótimo. Eu já ia me esquecer disso.

Não dê os remédios antes de ele se alimentar. – Ela assentiu.

Pronto, querido? – Pergunta quando o vê sair do banheiro com o pai, vestindo uma bermuda verde musgo e uma camisa de mangas, branca, com um desenho de um leão colorido no meio da mesma.

Uhum.

Obrigado mais uma vez. – Ela sorriu.

Tome cuidado, hein, Bryan? – Ele assentiu. – Vejo vocês daqui um mês para retirar os pontos. – Abriu a porta, deixando-os sair primeiro.

Até mês que vem. – Eles se afastam da médica, seguindo para fora do hospital.

**--** **--**

Papai. Mamãe. – Brooke abraça a mãe primeiro, e em seguida o pai a pega no colo, quando ela o abraça. – Estava com saudade. – Felicity abriu a porta, deixando os amigos entrarem primeiro. Eles tinham chego juntos.

Nós também, filha. E como está?

Tô bem. O tio Barry cuidou de mim direitinho. – Barry sorriu ao ouvir a garotinha. – Ele deixou até agente ajudar a fazer o lanche, né, tio Barry?

E posso dizer que ela não pegou seu desastre na cozinha. – Felicity o olha, incrédula, e Caitlin riu. – E olha que ela tem apenas seis anos.

Quase sete, tio Barry. – Oliver a colocou no chão. – Bry, você tá bem? – Ela abraça o irmão.

Com cuidado, filha. Bryan está machucado ainda, não cicatrizou.

Eu estou bem, irmãzinha.

De verdade? – Kitty pergunta. – Lyon disse que você tavasangrando muito.

É, mas a sua mãe ajudou a melhorar. – Cait sorriu.

Como você machucou?

Eu não expliquei, Brooke? – Barry diz. – Seu irmão levou um tiro. – Seria idiotice mentir, já que Bryan e Lyon sabiam que tinha sido um tiro, por isso Barry achou melhor contar a verdade á Brooke e a sua filha.

Doeu muito?

Doeu, mas já estou bem. – As duas garotinhas assentiram. – Lyon não vem? – Pergunta, olhando para o pai.

Deve estar chegando com seus tios, filho.

Bry, é melhor se sentar, lembra-se do que a médica disse.

Não está sentindo nenhuma dor, querido?

Não, tia Cait. – Diz se sentando, com as duas garotinhas de cada lado dele.

Que susto que levaram, hein.

Nem me fale. Eu e Laurel quase surtamos, Barry.

Elas estavam desesperadas quando as encontrei.

Cait disse que vocês não sabiam qual dos dois tinha sido baleado. – Ela assentiu, enquanto ligava a TV.

Barry, eu quero agradecer por ter cuidado da Brooke.

Que isso, Oliver, não foi nada. Brooke é uma criança adorável. E muito obediente, não foi trabalho nenhum cuidar dela. Além disso, somos amigos.

Vocês ficaram três semanas com ela, realmente fiquei preocupado.

Ela é um amor. E foi ótimo tê-la lá em casa, Oliver. Kitty adorou. – A campainha tocou, e Felicity caminhou até a porta, abrindo-a em seguida.

Oi, tia Felicity. – Ela abraçou o garotinho, beijando os cabelos castanhos claros.

Oi, querido. Como você está?

Estou bem. E o Bry?

Ele está ótimo, só precisa ficar de repouso. Está na sala, pode ir até lá. – Diz sorrindo, e ele corre para onde o amigo estava. Laurel abraçou a amiga.

Como vocês estão? – Fechou a porta quando os amigos passaram.

Bem. Não tem sido fácil, mas estamos bem.

O que houve, Laurel?

Lyon continua tendo pesadelos com aquele dia. – Tommy quem responde. – Têm dormido no nosso quarto.

Coitado. Eu entendo, Bryan teve pesadelos também.

Laurel, como está? – Eles olham para Caitlin, quando se aproximaram da sala, longe do sofá onde as crianças estavam sentadas.

Estou bem.

E essa coisinha fofa? – Felicity olha para a pequena, pela primeira vez.

Está comendo mais do que fazendo qualquer outra coisa. – Eles riram, inclusive os homens, quando Tommy termina a frase. Laurel percebeu os olhos de Oliver na filha, e se aproximou. Ela sabia que ele sentia-se mal por não ter aquela experiência com Felicity, e isso meio que a deixava triste também. Não culpava a amiga, claro que não, mas também compreendia totalmente o amigo. Ele queria aquilo. Segurar, sentir o cheiro de bebê, ouvir as primeiras palavras, ver os primeiros passos. Ele pôde ter isso com os gêmeos, e por isso ela via os olhos dele em Niki, sempre que chegava com ela, perto dele. Ela queria tanto poder ajudar a amiga superar as coisas que aconteceu, mas sabia que seria impossível.

Quer pegá-la? – Felicity observou a amiga entregar Niki para seu marido.

Claro. – Oliver pegou a pequena nos braços, sentindo o corpinho quente e o cheirinho gostoso da bebê. – Ela cresceu e ficou mais gordinha, Laurel. – Ela sorriu assim como Tommy ao ouvir Oliver.

Eu disse que ela está comendo muito. – Tommy diz.

E dormindo também. Quando ela não está comendo, ela está dormindo.

Isso é bom.

Ela chora muito?

Não, Barry. Por enquanto ela não está dando trabalho com isso não. – Enquanto conversavam, Oliver não tirava os olhos da afilhada. Felicity tinha percebido a emoção do marido, e também os olhos um pouco tristes. Ele queria aquilo, e ela não poderia dar. Felicity sentiu seus olhos arderem, mas não deixou que nenhuma lágrima descesse. Respirou fundo, não deixando ninguém ver como tinha lhe afetado, ver Oliver e a Bebê.

Ela acorda quantas vezes a noite?

Seis. – Olhou para o marido que concordou.

Senhor, ela está mamando a cada uma hora. – Eles riram. – Por isso está gordinha desse jeito. – A garotinha começou a resmungar. – Ela vai começar a chorar?

Não, ela acabou de mamar, então deve ser só resmungo mesmo. – A campainha toca mais uma vez.

Deixe que eu vou, Lis. – Caitlin caminha até a porta.

Laurel, quer colocá-la no meu quarto e de Oliver? Podemos colocar vários travesseiros em volta dela.

Eu acho que vou querer sim. – Olham para trás, ouvindo Sara falar com Caitlin.

Oi, Killian. – Felicity é a primeira a cumprimentar o garotinho.

Oi, tia. – Ela beijou os cabelos do menino. – O Bry está bem?

Ele está sim. Está assistindo TV. – Apontou para onde as crianças estavam. Laurel abraçou o menino, e então ele se aproximou da pequena.

Ela está maior. – O menino comenta

Está sim. Ela já tem dois meses, querido.

Ela é tão linda.

Daqui alguns meses você vai estar segurando seu irmãozinho ou irmãzinha nos braços. – Ele sorriu para Felicity. – Você quer que seja o que?

Uma menina seria legal. – Todos sorriram, inclusive o pai do menino que estava perto. – Bryan disse que se vier menina, eu devo pedir para ela não vir fresca que nem a Brooke. – Oliver, Tommy, Barry e Ray riram.

Esse garoto... – Felicity diz, balançando a cabeça. – Agora ele está falando isso direto...

É coisa de criança, Lis. – Sara diz. – Pode ir assistir TV, Killian. – Ele assentiu e se afastou.

Bryan está bem?

Está sim, Ray. Foi... Complicado, mas agora está bem. Ele não pode fazer esforço, e vai ficar de repouso, mas o importante é que tudo ficou bem.

Eu fiquei preocupado quando disseram que ele tinha levado um tiro. Liguei para Sara perguntando sobre o que li na internet.

E você sabe também, quem foi que fez isso, não? – Oliver pergunta.

Sim, eu imaginei assim que Sara me contou o que tinha acontecido. – Balançou a cabeça. – Maldito, desgraçado.

Eu compartilho da sua indignação. – Oliver, Barry e Tommy dizem juntos.

Então, eu vou fazer o almoço. – Oliver diz.

Nós vamos com você para a cozinha. – Caitlin diz. – Posso ajudar, se quiser.

Eu e Laurel vamos subir para colocar essa princesa no nosso quarto. – Pegou a afilhada dos braços do marido.

Esperamos vocês na cozinha. – Elas assentem e sobem as escadas.

**--** **--**

Felicity, e seus amigos? – Caitlin pergunta. Eles estavam sentados ainda a mesa da cozinha, enquanto que as crianças assistiam TV. – Quando chegam?

Eles chegam amanhã. – Sorriu. – E já combinei de eles virem almoçar aqui. Vocês poderiam vir também, para conhecerem eles.

Claro. É só dizer o que temos que trazer. – Sarah responde.

Isso não é comigo.

Graças a Deus.

Cala a boca, Tommy. – Ele riu.

Eu vou decidir o que fazer e aviso vocês ainda hoje. – Elas assentem.

Eles sabem que agora a festa será menor?

Sim, eu expliquei que como o Bryan ainda estará de repouso, seremos só a família e alguns amigos.

Ah, Thea falou comigo e com Laurel, e decidimos fazer na minha casa. Parte do jardim é coberto, então caso chova, não será problema.

Obrigada, Sah.

Ah, eu vou amar ter a casa cheia. – Eles sorriram. – Eu já dei minha chave para ela organizar as coisas. Eu tenho passado mais tempo na casa do Ray do que na minha casa, mesmo.

Principalmente, porque eu prefiro que ela não fique sozinha.

Faz bem. Nesses primeiros meses de gestação tem que ser cuidadoso. – Barry diz.

Como está essa pequena, Cait?

Eu ainda não sei se é menina, Laurel.

Ah é. Tinha me esquecido disso.

Talvez venha um mini Barry. – Tommy diz, sorrindo. – Kitty veio ruivinha, talvez ele venha com a cor dos cabelos de Barry e seus olhos, Cait.

Eu acho que é mesmo um menino.

A médica disse que podemos descobrir na próxima consulta.

E quando vai ser? – Felicity pergunta.

Daqui duas semanas.

Barry deve estar querendo muito que não seja outra menina, para não passar pelo desespero que logo começará a passar. – Tommy diz, rindo.

Do que está falando? – Pergunta, confuso.

Da sua filha começar a namorar. – Barry fechou a cara. – É. Ela já está com quase sete anos. Logo, ela vai querer um namoradinho. E pelo que pudemos ver, vai ser Bryan Liam Queen.

Cala a boca, Tommy. Minha filha não vai namorar.

Eu vou ter que dizer novamente que a nossa filha não vai ficar em uma bolha feita por você? – Ele olhou para a esposa. – Quando ela quiser namorar, nós vamos apoiar.

E eu já aviso que faremos o mesmo. – Oliver olha para a esposa.

Por que nós estamos falando sobre isso? Minha filha tem quase sete anos, e se Deus quiser só vai pensar em namoro depois dos 18 anos.

Vai sonhando. – Tommy diz, gargalhando.

Ollie, eu se fosse você ficaria preparado quando ela fizer doze.

Doze? – Olha para a Sara.

Foi com essa idade que eu e Laurel começamos a namorar, não se lembra?

De jeito nenhum. Minha filha não.

Eu concordo. Minha filha também não.

Suas filhas vão namorar vocês querendo ou não, então parem de ficar se escabelando? – Ray diz, revirando os olhos. – E elas ainda tem seis anos. – Barry e Oliver bufaram.

Eu espero que Sara tenha uma menina, para você passar pelo mesmo que eu e Oliver. – O amigo concordou.

Se vier menina, não vou me importar.

Claro que não, você vai demorar muito para se preocupar com isso.

Brooke e Kitty ainda tem muito tempo para começar a pensar em namoro, não fiquem se preocupando agora, será inútil.

Eu vou adorar ver essas duas namorando. – Ray riu. Sua noiva gostava de um mal feito. – Principalmente porque verei vocês dois surtando muito. – Os outros riram, com exceção de Oliver e Barry, que reviraram os olhos.

**--**

Enquanto Oliver começava a preparar o almoço, Felicity ajudava os filhos a se vestir. Para Bryan ela escolheu uma bermuda azul marinho e uma blusa de mangas longas, em um azul pouco mais claro que o da bermuda, escrito no meio dela em letras garrafais e brilhosas, na cor branca, “Game with your friends”. Calçava uma chinela em couro com tiras mais largas, bege, azul e vermelho. Para Brooke ela escolheu um vestido salopete dourado com listras pretas, e dois botões pretos no meio da cintura. Por dentro, uma blusinha rosa clara com um desenho de uma coelhinha branca no meio da mesma. Calçava uma chinela de dedinho, rosa água, com estampa floral branca, e tiras médias, rosa pink, com um coração dourado no lado direito de cada chinela. Para completar, Felicity colocou uma tiara dourada com um laço médio na mesma cor. Felicity vestia um vestido curto de alça fina, azul marinho, com várias flores de cerejeira, rosa claro, estampado no vestido. Calçava uma sapatilha rosa clara. Eles desceram as escadas, encontrando os amigos na cozinha com Oliver.

Oi, Lis. – Ela sorriu, abraçando as crianças primeiro.

Tia Lissy, você está tão linda. – Ela sorriu para a pequena.

Você está muito mais, está parecendo uma boneca. – A garotinha sorriu inclinando a cabeça. Ela vestia uma blusinha rosa pink com uma bonequinha no meio da mesma, uma jardineira jeans clara e uma sandalinha de dedo na mesma cor que a blusinha, com uma flor em cima da tira média. – Não ouvi vocês chegarem.

Faz pouco mais de 15min. – Thea respondeu. – Oliver disse que estava se arrumando e ajudando esses dois a se vestirem também... – Ela se aproximou dos sobrinhos. – Como você está? – Pergunta, depois de beijar o rosto de Brooke.

Estou bem, tia Thea. – Ela olhou para Felicity.

Ele ainda sente pontadas, mas a médica disse que seria normal. – Ela assentiu.

Por falar nisso... – Cait se pronuncia. – Você deveria estar sentado. – Ele fez um bico. – Não pode fazer esforço.

Você não quer voltar para o hospital, quer? – Oliver pergunta, olhando para o filho que balança a cabeça. – Então vá para a sala. Eu deixei o videogame ligado para vocês.

Eu trouxe um jogo novo. – Killian diz, fazendo Bryan olhá-lo.

Eu também trouxe. Meu pai comprou ontem. – Lyon diz em seguida.

De futebol de novo? – Brooke reclama, fazendo os outros rirem.

Não, esse é de luta.

Vocês garotas, contra nós. – Elas assentem, indo para a sala.

E seus amigos?

Eles devem estar chegando, Laurel. Mandei a localização para eles ontem mesmo.

Você disse que eles têm filhos...

Sim, uma garotinha com a idade dos nossos filhos e um casal de gêmeos com três anos. A irmã dela também viria, mas ela tinha trabalho...

Oliver, tem certeza de que não precisa de ajuda? – Laurel pergunta.

Tenho. – Thea revira os olhos.

Laurel, ajuda ele, por favor, ou do jeito que é perfeccionista, não comemos hoje.

Exagerada. – Os outros riram. – Coloca essa lasanha no forno pra mim. – Antes que Laurel pudesse se aproximar para fazê-lo, Cait o faz, já que estava mais perto.

Vou ajudar a montar. – Laurel e Cait falam juntas.

Eu prefiro ficar longe. – Felicity olha para Sara.

Está enjoada?

Um pouco. Hoje acordei com um enjoo insuportável.

E até agora não melhorou nada.

Suco de limão. Já tentou?

Não adiantou. – Ray quem respondeu.

Fez ele mais forte? – Ela fez uma careta. – Isso é um não?

Ela não gosta de suco de limão azedo. – Felicity revirou os olhos.

Thea... – Ela se levantou de onde estava, interrompendo a cunhada.

Deixa comigo.

Pensei que você faria. – Ela olha para Tommy.

Prefiro ficar aqui mesmo. – Ele riu ao mesmo tempo que tocavam a campainha. – Eu vou. – Ela se afastou da cozinha, olhando para as crianças, antes de se direcionar para a porta. Sorriu ao abrir. – Kara.

Oi, Lis. – Elas se abraçaram. – Faz tanto tempo.

A Mabel tinha um ano. – Olhou para o homem de cabelos castanhos escuros atrás da loira. – Olá, Mon-el.

Eu pensei que não me cumprimentaria. – Kara lhe cutucou e Felicity riu. – Como você está, Lis?

Estou ótima. Agora, melhor ainda. – Os deixou entrar. – Mabel, você está tão grande.

Você me conhece?

Lembra que eu disse que visitaríamos uma amiga de muito tempo, querida? Quando ela te conheceu você era bem pequena.

Você tinha um aninho. E continua linda... – Olhou para Mon-el. – E se parece muito com Kara. – Ele sorriu. – É ela novamente.

Eu concordo.

Essa é a Sophie. – Kara apresentou a garotinha ao lado de Mabel. – Soph, essa é a Felicity.

Oi. – Diz sorrindo, nenhum pouco tímida. – Minha tia fala muito de você.

Ah, ela fala de você também. E você é mais linda pessoalmente.

Os gêmeos você ainda não conhece, certo? – Felicity olhou para os dois bebês que estavam no colo de Mon-el.

Quase três anos, certo?

Completaram três anos a duas semanas.

Oh. Eles têm um pouco dos dois. – Diz observando o rosto deles. As crianças sorriram para ela. – E são tímidos...

Muito. Quase não conversam.

Eles têm mesmo três anos? – O casal riu. – Normalmente crianças falam pelos cotovelos.

Eles não são assim, principalmente com pessoas que eles não conhecem.

Talvez isso mude. Eles estarão em volta de outras crianças. – Eles concordaram.

E seu marido? – Kara pergunta.

Está na cozinha com os nossos amigos.

Você ainda não aprendeu a cozinhar?

Não me julgue, Mon-el. – Ele riu. – Eu tentei, não deu certo. Graças a Deus meu marido cozinha, e muito bem.

Amém. – O casal diz juntos, antes de rirem.

Venham comigo, vou apresentá-los. – Caminharam para a cozinha. – Gente. – Eles olham para ela. – Esses são Mon-el e Kara Denvers.

Olá. – Eles dizem juntos.

Esses são Laurel e Tommy Merlyn, Caitlin e Barry Allen, Ray Palmer e Sara Lance... – Aponta para a cunhada. – Thea Queen, e meu marido... Oliver Queen.

Felicity falou muito sobre vocês quando a conhecemos.

Principalmente de você. – Kara aponta para Oliver. – Praticamente contou a história inteira. – Ele sorriu.

Ela falou que vocês ajudaram com os gêmeos.

Sim. E até hoje eu me pergunto porque ela estava tão longe de casa. – Kara diz, olhando para a amiga. – Eu fico feliz que vocês se resolveram.

Ah, esses são Mabel e Sophie. A Sophie é sobrinha deles.

Felicity disse que sua irmã não pôde vir por causa do trabalho.

Infelizmente. Estava tudo certo, quando ligaram dizendo que precisavam dela. – Eles assentem. – Esses dois são Kayla e Kane.

Gêmeos. Ultimamente tem nascido muitos gêmeos. – Laurel comenta.

Ouviu, né, Sara?

Cala a boca, Tommy.

Você está grávida?

Sim. Quatro meses.

Parabéns aos dois. – Sorriu.

Sara e Ray não esperavam pela gravidez assim como eu e vocês dois. – Felicity diz. – Foi uma surpresa. Sara deu até mesmo uma surtadinha. – Os outros riram. – Crianças, vou levar vocês para a sala. – Ela pega nas mãos dos gêmeos. – Vou pegar alguns brinquedos para vocês dois. – Diz quando já estavam na sala.

Mamãe, quem são?

Esses são os filhos e sobrinha dos meus amigos.

Oi. – Brooke e Kitty cumprimentam as meninas, sorrindo.

Mabel, Sophie... Essas são Kitty e Brooke, minha filha. E eles são Lyon, Bryan e Killian.

Vocês querem jogar? – Killia pergunta, e ambas assentem.

Vocês ficam de olho nos pequenos? Qualquer coisa é só chamar.

Pode deixar, mamãe. – Ela assente.

Vou pegar alguns dos seus brinquedos para entreter os dois.

Eles brincam com qualquer coisa. – Mabel diz.

**--** **--**

Felicity disse que são de National City. – Sarah comenta, quando Felicity entra na cozinha. Kara e Mon-el estavam sentados lado a lado, de frente para os amigos de Felicity.

Sim, nós dois somos. Já foram lá?

Eu já fui á trabalho, mas nunca a passeio.

É um lugar lindo. Vocês iriam gostar. É um pouco parecido com Starling City.

Nós deveríamos ir visitar nas férias. – Tommy diz.

Pode ser uma boa ideia. Um lugar novo para as crianças conhecerem.

Os filhos da Felicity conhecem mais lugares que todos nós juntos. – E todos não puderam descordar de Barry. – Vocês não devem saber, mas acreditam que eles falam quatro línguas, além do inglês? – O casal olha para Felicity.

O que eu aprendia, eu passava para eles. E como eles tinham facilidade para pegar... – Deu de ombros. – Eu parei de ensinar para eles, quando cheguei aqui. – Comenta, um pouco inconformada. – Mas vou voltar a ensiná-los.

Oliver aprendeu a falar Russo depois que Felicity foi embora. – Tommy diz.

E ela me ensinou alemão.

Principalmente porque ele ficou com ciúmes dela, por causa de um CEO da Alemanha. – Tommy provocou, e Oliver revirou os olhos.

Você ficou com ciúmes dela com um alemão? – Barry pergunta, arqueando as sobrancelhas. – Disso eu não sabia.

Ele cantou ela na minha frente, queria o que?

Boa resposta. – Ray diz. – Qualquer um na sua situação ficaria do mesmo jeito.

Eu já passei por isso com Kara. – A esposa o olhou. – Com alguém do trabalho dela, que era completamente apaixonado por ela.

E não é mais. – Ela completa. – E eu nunca dei esperanças para ele.

Você e Felicity se parecem pra caramba. – Laurel comenta, e todos a olha. – Estava observando... Vocês gesticulam, são loiras, usam óculos...

Ah, eu só uso para ler. – Kara diz, tirando o dela. – Eu sempre me esqueço de tirar.

A Lis também só usa para ler. – Caitlin diz. – Realmente, o que Laurel diz é verdade, vocês são bem parecidas.

Vai ver são irmãs, e nem sabem. – Thea diz, fazendo os outros rirem. – Acredite, eu passei por isso. E eu quase beijei meu irmão.

O que? – O novo casal, e os Allen perguntam, juntos, surpresos pela fala da outra.

Eu e Thea somos meio irmãos e não sabíamos. Ela quase me beijou, a nossa sorte foi que eu me afastei... – Ele a olhou. – Thea era um pouco doida naquela época. – Ela o socou.

Doida o caramba. – Eles riram.

Como é que isso aconteceu?

Minha mãe traiu meu pai e o de Oliver com o meu pai e o de Tommy. – Ela piscou algumas vezes. – Deu para entender?

Deu. Não se preocupe.

Então, eu só soube que Tommy era meu irmão e que Malcom era meu pai, depois dos 14 anos.

Como conseguiram esconder por tanto tempo?

Meu pai não sabia. – Tommy diz.

Ele tinha suspeitas, mas Moira sempre negou, então... – Oliver completa e eles assentem.

Complicado, não é? – Ray pergunta retoricamente.

E vocês ainda não a conheceram.

E eu prefiro que continue assim, já tenho um inferno na minha vida. – Ela e Mon-el se olham. – Felicity disse algumas coisas sobre sua mãe.

Eu e Kara temos o mesmo problema. – Diz olhando para o marido.

Sua sogra também a odeia?

Podemos dizer que ela queria que eu estivesse morta.

Infelizmente é verdade. – Mon-el completa.

Mais uma coisa em comum entre vocês, hein? Credo.

Não vamos falar sobre essas coisas que dão indigestão. – Laurel comenta. – Então, vocês ficarão por quantos dias?

Até uma semana depois do aniversário dos gêmeos.

E onde estão suas coisas?

Deixamos no hotel. – Felicity arqueou as sobrancelhas

Hotel? Mas eu disse que poderiam ficar aqui.

O apartamento tem três quartos vagos. – Oliver completa.

Nós agradecemos, mas não queremos dar trabalho.

Kara, larga de ser boba. Vocês vão ficar em um hotel, quando temos quartos vagos aqui?

Ela não vai te deixar em paz até que aceite. – Barry disse. – Ela é tão teimosa quanto as outras mulheres aqui.

Eu não sou nada. – Dizem juntas.

Kara, por favor. Eu convidei vocês para ficarem aqui, os quartos até foram arrumados no começo da semana. A Alissa deixou de ir para a lua de mel dela, um dia antes para poder vir aqui fazer isso.

Felicity, sério? – Ela olhou para Oliver e deu de ombros.

Você agora jogou sujo. – Os outros riram.

Alissa é sua governanta, certo? – Mon-el pergunta. Ele já tinha ouvido a esposa e Felicity falarem sobre a governanta.

Isso mesmo. Ela se casou no final de semana. Era para eu e Oliver irmos, mas não deu por causa do Bryan. – Kara suspirou.

Tudo bem. Nós ficamos aqui.

Ela não deixaria você dizer o contrário. – Ray diz.

É. Nós sabemos que isso é verdade.

Quando a conhecemos, ela teimou que conseguiria se cuidar sozinha... Ela não queria conversa comigo e Kara, mesmo que disséssemos que poderíamos ajudá-la. – Os amigos de Felicity se olharam. Eles sabiam porquê ela fazia aquilo. Ela não confiava em ninguém naquela época. – Depois de quase três semanas, ela deixou que nos aproximássemos.

Nós até mesmo ficamos mais tempo para ajudá-la com os gêmeos.

E foi a melhor coisa que eu fiz. – Diz sorrindo para Kara. – Se não fosse por eles, estaria ferrada. Cuidar de gêmeos sem ajuda é muito complicado.

Eu posso imaginar. Se com um já dá trabalho, imagina com dois... – Barry comenta.

Laurel, vamos deixar a sua filha e a minha, quando ela nascer, com Ray e Sara.

O que? Para que? – Ele pergunta, confuso.

Para irem treinando. – Laurel responde sorrindo.

Para o caso de virem gêmeos. – Cait completa.

Viu? Não sou só eu que acha que virá gêmeos.

Vai vir um só.

Ah, é? E você por acaso tem bola de cristal, cunhada? – Os outros riram.

E você por acaso tem? – Retruca.

Eu acertei na gravidez da Cait e na sua, se você não está lembrada.

Isso é verdade. – Oliver e Barry dizem juntos.

É só um treinamento, Sah. Que mal vai fazer? – Ela olha para Felicity. – Eu se fosse você e Ray, aceitava. Vai ser de grande ajuda, caso venha gêmeos.

Eu concordo.

Você acha que eu esperava por gêmeos? Eu pensava que era só um, mas então quando estava com cinco meses, descobri que eram gêmeos.

Como assim? – Oliver pergunta, não sabia daquela história.

A Brooke estava escondida atrás do Bryan, e por isso não sabia que eram gêmeos.

Nossa, que susto que deve ter levado.

Eu fiquei normal. Claro que me pegou de surpresa, mas naquela época eu tinha minha mãe, então eu não me assustei. – Eles assentem.

E se vier gêmeos, Sah... Olha o tanto de tias e tios para ajudar? – Laurel diz, sorrindo. A irmã sorriu de volta.

É o primeiro filho de vocês, então...

Não. – Sara quem responde, fazendo Ray olhá-la. – Temos um garotinho de seis anos e meio, Killian. – Ela não percebeu, mas o noivo sorriu.

Então por que está assustada?

Bom, Killian não é meu, meu, entende?

Ele é meu filho biológico, mas não de Sara. – Eles dizem “ah”.

E ele apoia vocês totalmente?

Ele adora a Sara, Mon-el. É completamente apaixonado por ela.

Antes foi complicado, mas agora... Está ótimo.

Vocês também têm filhos?

Eu e Tommy temos um garotinho com a mesma idade dos gêmeos e de Killian. Se chama Lyon.

E minha princesa que está com dois meses. Nichole.

Ah, então é você a mulher que teve uma garotinha a pouco. Felicity me contou que quase que você a teve no carro.

Ah, nem me lembre. Que susto que eu levei.

Eu posso imaginar o seu desespero. – Mon-el diz, olhando para Tommy.

Eu nem estava com ela. Ela estava só com as amigas.

Ele surtou imaginando o pior. – Barry completa. – Mas quem não ficaria do mesmo jeito?

E você está grávida de quantos meses?

Seis. Quase sete. – Cair responde.

E já sabem se é menino ou menina?

Não. Ainda não.

Mas eu acho que é menino. – Comenta depois do marido.

E vai ser o primeiro?

Não. Temos uma garotinha de seis anos. Kitty.

Então só você que está grávida pela primeira vez. – Sara assentiu. – Quando fiquei grávida pela primeira vez, eu e Mon-el não estávamos juntos, mas mesmo assim eu não tive medo algum. Nós já tínhamos decidido ter um filho.

E por que não estavam juntos? – Todos olham para Thea que dá de ombros.

Nós brigamos feio por causa da minha mãe.

Mais uma coisa que você e Felicity tem em comum.

A diferença, Caitlin, é que a Kara contou ao Mon-el quando descobriu tudo.

E decidimos ficar longe da mãe dele, para que nada acontecesse á Mabel.

E foi a melhor coisa que eu fiz, acreditem.

Eu compreendo. Também me afastei de Moira, e eu penso que deveria ter feito isso muito antes de tudo que houve entre mim e Felicity.

Sua mãe e a minha devem ter sido irmãs em outra vida.

Provavelmente.

Está pronto. – Caitlin avisa. – Eu vou chamar as crianças.

Eu vou pegar os gêmeos. – Kara se levanta, e Felicity a segue junto de Caitlin.

Eu vou pegar os pratos. – Thea diz, se levantando.

Tô morrendo de fome.

Eu também. – Lyon e Bryan concordam com Killian.

Quero água, mamãe.

Eu quero suco. – Kitty diz, em seguida da amiga. As cinco crianças olham para o casal que estava sentado lado a lado. Kara e Mon-el estavam com os pequenos no colo.

Brooke, Bryan, vocês não se lembram deles, mas eles me ajudaram a cuidar de vocês dois quando vocês tinham um ano. – Felicity comenta ao ver os olhares das crianças. – Eles são Kara e Mon-el.

Olá. – Dizem juntos.

Eu achava que eram parecidos com Felicty, mas agora que conheço o pai de vocês... – ara sorriu. – Eu sei como estava errada.

Bryan é seu marido novamente, Lis.

Até quando está emburrado. – Tommy comenta em seguida.

Esses são Kitty Allen, Lyon Merlyn e Killian Palmer.

Sua filha se parece mais com você do que com seu marido.

Eu digo o mesmo á ela. – Eles sorriram.

São seus amigos, tia?

São sim, Kitty. – A ajudou a se sentar ao lado de Bryan. Do outro lado do garotinho, estava Brooke, em seguida vinha Lyon, Killian, Mabel e Sophie.

E seu bebê?

Dormindo. Mas deve acorda daqui a pouco para mamar.

Ela só não dorme mais que come. – Lyon comenta fazendo os outros rirem. – Nem dá pra brincar com ela.

Isso é por pouco tempo, querido.

Logo você vai começar a ensinar ela a andar, Lyon. – Felicity diz.

E vai deixar seus pais de cabelos brancos. – Thea comenta em seguida, fazendo os outros rirem, concordando com ela.

Notas finais
É isso, gente. Kara e Mon-el aparecerão com seus filhos e sobrinha. Eles não ficarão muito tempo na história, já avisando. Como puderão ler, Felicity não confiava neles no começo. Ela tinha medo, e eles não têm ideia do que aconteceu com ela. Eu gostaria muito de saber o que acharam desse capítulo super fofo, por isso não deixem de comentar. Aviso Importante: Esse capítulo foi o último pronto que eu tinha aqui. O outro só tem metade do capítulo, e por algum motivo que eu ainda não sei qual é, não estou conseguindo escrever, apesar de estar conseguindo em Kupidon. Bom, o fato é que eu não sei se vou postar semana que vem. Tudo depende do término do capítulo, ou seja, meu cérebro tem que estar ativado; o que está complicado. Vou postar a prévia para recompensar vocês. Mas só mais tarde, porque agora eu tenho que fazer o almoço, e ainda vou descansar um pouco para ver se meu corpo melhora. Até o próximo Tenham uma ótima semana Kissus