Cross Destination

15 Capítulo Quinze


Notas iniciais
Bom dia, Leitores. Eu sei que estou atrasada, mas eu fiquei sem energia, e agora a pouco estava betando o capítulo. Por isso me desculpem. Eu quase que não posto hoje, mas como eu tinha o capítulo já pronto, e vocês estavam esperando... Aqui está. Meu aniversário é amanhã, então é como se eu estivesse me dando um presente, afinal eu amo escrever. Espero que gostem desse capítulo. Um aviso: Vai ter “hot”. PS: Leiam as notas finais, é importante. PS2: Quero agradescer a Oppaxwang do blog Illusion Design pelo banner magnifico que fez para mim. Sem mais delongas... Boa Leitura

Oliver estava com alguns documentos em cima da mesa, a maioria deles precisavam ser revisados. Já havia se passado duas semanas desde a briga do filho com o colega da escola. Duas semanas desde aquele presente “macabro”. Oliver revirou os olhos. Cooper achava que aquilo iria lhe colocar medo? Ficou foi mais revoltado, isso sim. Sarah tinha lhe mandado uma foto naquele mesmo dia, o item dentro da caixa era uma cabeça sem os olhos, e o mais macabro daquilo tudo, era que era mesmode uma pessoa. Sarah descobriu que era de um traficante que a equipe do pai dela estava trás. O que o cara fez para Cooper, era o que Oliver se perguntava. Apesar de que isso não estava sendo algo preocupante para ele. O cara estava morto, não podia fazer mais nada, apesar de que isso o irritava. Ele estava matando por prazer. Oliver desviou os olhos do documento quando sua porta se abriu.

Senhor Queen, a senhorita Lance está aqui.

Deixe que ela entre. – A mulher saiu e voltou logo em seguida com sua amiga.

Olá, Ollie. – Miya fechou a porta.

Oi, Sah. Aconteceu alguma coisa?

Nada muito importante. Só vim saber se você se importa de eu colocar alguém no meu lugar hoje.

No seu lugar?

É. Estou escalada para proteger os gêmeos, hoje.

Ah, é. Tinha me esquecido disso. – Soltou o documento na mesa. – Por que você quer “folga”? – Sarah revirou os olhos.

Hoje eu vou... Jantar com... – Oliver sorriu.

É tão difícil dizer que vai jantar com Ray Palmer?

Não é só com ele. Vou ser apresentada ao filho dele, hoje. – Oliver fez um uool”.

Não vai ser fácil. O garoto é uma peste.

Eu já estou nervosa o suficiente, Ollie.

Desculpe. – Suspirou. – Você pode deixar outra pessoa no seu lugar.

Obrigada. – Ele assentiu. – Você tem filhos. Alguma dica?

Sarah, o garoto não tem uma presença feminina desde os três anos. O jeito que você trata meus filhos e seu sobrinho... Faça o mesmo. Ele precisa ser ouvido para falar a verdade.

Ray acha o mesmo, mas não consegue conversar com o menino.

Talvez você consiga fazer com que ele fale com o pai.

Por que eu conseguiria isso? – Oliver sorriu.

Porque você é Sarah Lance. – Ela sorriu. – Vai se dar bem. E para de ficar escondendo esse relacionamento. Felicity e Laurel já estão desconfiadas.

Droga. – Ela praguejou. – Vou falar com o Ray hoje.

Ótimo. Agora, mudando um pouco de assunto... Preciso de ajuda com uma coisa.

Que coisa?

Nate me ligou para avisar que a escola está programando um passeio para a sala dos gêmeos.

E... – Ela arqueou as sobrancelhas. – Qual o problema?

O problema é que minha mulher não vai autorizar a ida deles.

Por que? Ela deixou da primeira vez.

Dessa vez é diferente. – Suspirou. – Eles vão passar uma semana acampando.

Eles vão levar crianças de seis anos para acampar?

Eu não vejo problema, nosso primeiro acampamento com a escola foi aos sete. Não se lembra?

É. Eu tinha me esquecido disso. Me lembro que eu torci meu pé subindo a colina.

Não diga isso á minha mulher.

Você quer minha ajuda para convencê-la. – Afirmou.

Sim. Eu não acho que consigo sozinho.

Nate disse quando vai ser?

No próximo mês. Ele me avisou antes para eu preparar a Felicity. – Sarah assentiu. – Isso vai ser bom para eles, Sarah. Vai ser o primeiro acampamento que os dois irão. Bryan precisa de momentos assim. Ele é um garoto, afinal de contas.

Tudo bem. Falarei com ela.

Vou falar com ela hoje quando eu for almoçar, mas conto contigo para tentar depois de mim, caso eu não consiga convencê-la.

Vou pedir ajuda á Laurel e a Caitlin também. Sua esposa é tão teimosa. – Oliver não pôde retrucar. – Apareço com Laurel e Caitlin depois das 17h, tudo bem? – Oliver assentiu, mas antes que qualquer um dos dois voltassem a se pronunciar, o telefone tocou, Oliver atendeu no segundo toque.

Senhor Queen, a senhorita Bertinelli está na linha. – Oliver não acreditou no que estava ouvindo. – Senhor?

Pode transferir, Miya. – Ela o fez, e então, ele ouviu a voz dela.

Olá, Ollie.

Quem é? – Sarah pergunta.

Helena. – Ele cumprimenta e responde ao mesmo tempo. Sarah revirou os olhos.

Coloca no viva-voz. – Sussurra.

Como você está?

Estou ótimo. Onde você está agora?

Estou na Inglaterra. Aqui é lindo, sabia? – Sarah colocou o dedo em direção a boca, como se estivesse com nojo.

E Cooper?

Nossa, Ollie, não vai nem me perguntar como eu estou?

Você está ótima, está falando comigo. – Sarah segura uma risada.

Você está nervoso?

Não, Helena. Estou querendo saber do Sheldon.

Ele ainda não saiu de Connecticut.

Disso eu sei, estou rastreando ele. Eu quero saber se ele mandou mais homens.

Sim. Mandou mais seis. E eles devem estar chegando em Star amanhã. Eu acho. – Oliver arqueou as sobrancelhas.

Acha? Você acha?

Eu tenho certeza.

Helena não esqueça que esses caras estão atrás de alguém importante para mim.

Então é mesmo...

Quando você volta? – Ele a cortou.

Em duas semanas, talvez. Respondeu alguns minutos depois de um silêncio desconfortável.Você vai estar no aeroporto?

Eu não vou poder.

Você nem sabe quando vou chegar.

Helena... – Sarah revirou os olhos e sussurrou um “ela vai fazer cena”. – Eu tenho coisas importantes para fazer, não importa o dia que chegue, eu não vou estar lá. – A linha ficou muda por alguns minutos.

Quando eu souber mais alguma coisa sobre Cooper eu aviso.

Você tem certeza de que quer continuar nisso?

Tenho. Eu disse que quero ajudar você, Ollie. – Sarah fez uma careta de nojo. – E você sabe por que.

Eu tenho que desligar.

Tudo bem. Até minha volta. – Oliver não respondeu, apenas desligou.

Você está tão ferrado.

Calada. – Rosnou.

Você tinha que contar á Felicity.

Não tem porque eu contar. Helena não foi importante para mim. Ela foi um... “momento”.

Foram muitos momentos, Ollie.

Que acabou um mês antes de Felicity voltar para mim. Então chega desse assunto. – Se levantou. – Você tem que se preparar para o seu encontro em “família”.

Cala a boca. – Ele riu.

E eu vou dar uma volta.

Você tem uma reunião em meia hora, Ollie.

Preciso de ar.

Ah, não posso discordar, depois dessa conversa insuportável com Helena... – Ela o seguiu porta a fora.

**--** **--**

Felicity limpava o raque onde estava o home theater, o som e o DVD. Mesmo que Alissa tenha dito que ela não precisava fazer isso, ela insistiu. Alissa sabia que a loira era teimosa, se lembrava bem de seis anos atrás, e para ela, Felicity só tinha mudado a cor dos cabelos. Alissa deixou o arroz no fogo e voltou para o quarto dos gêmeos. Na primeira vez que ela entrou no quarto das crianças, Alissa pensou que encontraria tudo espalhado, uma baderna, mas ela se surpreendeu ao ver que os brinquedos estavam em seu próprio lugar. Ela só teria que limpar o chão do quarto, lavar o banheiro e trocar as roupas de cama. Ela sorriu, se lembrando que os pais das crianças eram tão organizados quanto elas. Ao terminar de trocar as roupas de cama, Alissa voltou para a cozinha, desligando a chama do arroz.

Felicity, eu coloquei a batata gratinada no forno. Precisa que eu faça mais alguma coisa? – A loira a olhou.

Não. Você já terminou o que tinha que fazer, certo? – Ela assentiu.

Apesar de que você arrumou todo o primeiro andar, praticamente sozinha.

Ah, eu preciso de fazer alguma coisa. – A garota sorriu. – Como está sua mãe?

Ela está melhor, mas continua em observação no hospital.

Você sabe que pode contar comigo e com Oliver, certo?

Eu nem sei como agradecer por tudo que fazem por mim.

Não precisa agradecer. – Felicity sorri. – E seu noivo? Vocês já marcaram a data?

Ainda não, estou tão preocupada com minha mãe... – Felicity assente. – Ela pediu para eu marcar logo, para eu não parar minha vida por causa... Dela, mas...

Mas ela é sua mãe. Eu entendo. – Felicity pegou nas mãos dela. – Alissa, eu realmente compreendo, mas... Sua mãe estão mal, ela só... Quer ver você feliz. Ela quer ver você se casar. – Felicity se lembrou de sua mãe. Ela vivia lhe dizendo que o sonho dela era ver a filha todo de branco no altar. – Não acha que deveria fazer isso por ela? Seja feliz por ela. Deixe ela ver você se casar, tenho certeza de que esse é o sonho dela.

Eu sei que é. Ela me disse. – Ela tinha os olhos lacrimejados.

Então... Faça isso por ela, Alli. – A campainha atrapalhou a conversa dela. Alissa caminhou até a porta antes mesmo de Felicity dar um passo.

Felicity? – A loira olhou quando foi chamada, e um suspirou saiu de seus lábios quando viu quem estava na porta.

Vai me deixar passar ou não, incompetente? – Alissa deu um passo para o lado e a mulher entrou.

Você poderia ser menos entojada? Você não está na sua casa, por isso, eu peço que respeite a Alli. Deveria se desculpar pela grosseria.

Eu não peço desculpas á subalternos. – Alissa pediu com os olhos que Felicity deixasse de lado. Felicity respirou fundo, tentando se controlar.

E o que você veio fazer aqui?

Eu vim conversar. Com você. – Caminhou, ficando dois passos de distância da “nora”.

Alissa, nos deixe a sós, por favor. – Ela assentiu e foi para a cozinha. – O que quer falar?

Você disse que não está atrás do dinheiro do meu filho. Então eu pergunto... Por que não assinou o documento?

Você ainda está pensando sobre isso? Troca o disco. – Bufou.

Você voltou bastante atrevida, não é?

Pode-se dizer que sim. Respeito não se ganha, Moira, se conquista.

Vamos fazer um acordo.

Eu não faço acordo nenhum com você. – Retrucou rapidamente. – Muito menos sem que meu marido saiba.

Marido? – Debochou.

É o que ele é. Meu marido. Nos casamos, e você sabe disso.

Não acho que aquele pedaço de papel valha alguma coisa.

Não me importo com o que acha. – Cruzou os braços.

Mas as pessoas vão se importar quando souberem o que aconteceu na sua “vida” nesses seis anos. As pessoas vão adorar saber que você está com problemas. – Felicity mudou a postura, e Moira, ao perceber, sorriu. – O que eles vão dizer, quando souberem que você provocou tanto um homem, que ele passou a te desejar? – Felicity se perguntava como ela soubera sobre Cooper. – O que dirão, quando souberem que você atiçou um psicopata? Que você se envolveu com um lunático? – Felicity começou a tremer. – O que você fez para ele? O que fez para deixá-lo tão louco por você? – A respiração de Felicity ficou irregular. – Você deve ter provocado muito, não é?

Você não sabe o que diz. – Sussurra.

Não? Então por que? Por que ele a persegue? Por que ele é tão obcecado por você? – Felicity segurou as lágrimas. – Hum? Me diz. Se você não o provocou... O atiçou... Você deve ter deixado ele louco, não é? Usando seu corpo... Enlouquecendo-o. – Felicity não conseguia dizer nada. Ela fechou os olhos, e por isso, as lágrimas desceram por seu rosto. As cenas do que passou com Cooper começou a vir como um filme em sua mente. – Você fez isso, não fez? E é por isso que ele ficou tão obcecado por você. Não é isso?

Isso não é da sua conta. – Felicity ouviu um rosnado e então abriu os olhos.

**--** **--**

Oliver apertava as mãos no volante, irado. Tentando controlar a raiva. Ele estava tremendo, enquanto dirigia. Passou em mais um sinal vermelho, não se importando se levaria alguma multa. Só o que queria era chegar em casa. Quando sua secretária lhe disse que Alissa estava na linha, ele imaginou um milhão de coisas, menos o que tinha ouvido.

Senhor?

Fala.

É a Alissa na linha.

Transfira, Hanna.

Senhor Queen?

Sim, Alli? Aconteceu alguma coisa?

Sim. A voz dela o preocupou. Eu estou preocupada com o que pode acontecer aqui...

Como assim,Alli? – Arqueou as sobrancelhas.

Sua mãe está aqui. Oliver se levantou da cadeira onde estava sentado.

Como é?

E a coisa não está nada boa na sala.

Eu estou indo pra casa, Alli. Não avise nenhuma das duas sobre isso.

Sim, senhor. Desligaram.

Oliver fechou as mãos em punhos, tentando se controlar, ele queria socar alguém, e de preferência no filho da puta que deixou sua “mãe” entrar em seu prédio. Oliver respirou fundo duas vezes, pegou sua carteira, as chaves e o blazer e saiu de sua sala.

Miya, estou saindo.

O senhor já vai? Tão cedo?

Aconteceu uma coisa lá em casa. Caminhou para o elevador.

Eu vou desmarcar tudo que tinha para hoje, então.

Obrigado,Miya. – Ela assentiu. – Hanna, quero que avise meu pai agora. Diga á ele que... Aconteceu uma coisa com Felicty e por isso saí mais cedo.

Sim, senhor. – As portas do elevador se fecharam ao mesmo tempo em que Oliver ligava para Mike.

Oliver.

Como raios Moira Queen conseguiu entrar no meu apartamento?Ele rosnou.

Como? Ele pergunta, surpreso. Do que está falando?

Estou falando que a mulher que me colocou no mundo está neste momento no meu apartamento, humilhando minha mulher. Gritou.

Oliver... Eu não sei de nada disso. Ela não passou por mim.

Mas ela passou por alguém. Voltou a rosnar. Descubra por quem.

Pode deixar.

Eu quero falar com o infeliz.

Claro. Oliver bagunçou o cabelo, andando até o carro. Eu sinto muito, Oliver. Eu já tinha deixado claro que ela não estava autorizada a entrar.

Sei que provavelmente isso não é sua culpa, Mike, mas alguém deixou que ela subisse... Descubra quem foi.

Deixa isso comigo. Oliver desligou, entrando no carro, batendo a porta com força e dando a partida do carro.

Oliver passou pelo último sinal vermelho antes de entrar no condomínio. Ele entrou no estacionamento de seu prédio, estacionou seu carro, desceu e o travou em menos de um minuto. Ele estava com tanta raiva que era capaz de matar alguém. Para Alissa ter ligado para ele, era porque Felicity não estava conseguindo lidar com Moira. Oliver apertou o número de seu andar, fechou os olhos e pediu calma, coisa que estava bem difícil de conseguir no momento. E tudo só piorou quando ouviu o que ela disse para sua mulher.

Não? Então porque? Por que ele a persegue? Por que ele é tão obcecado por você? – Oliver fechou as mãos em punhos. Ele se perguntava como Moira sabia sobre Cooper.Hum? Me diz. Se você não o provocou... O atiçou... Você deve ter deixado ele louco, não é? Usando seu corpo... Enlouquecendo-o. – Ele imaginava como sua esposa estava ouvindo aquelas coisas. Se ela ficou desesperada quando tentou contar o que houve entre ela e Cooper... – Você fez isso, não fez? E é por isso que ele ficou tão obcecado por você. Não é isso? – Oliver abriu a porta, vendo sua esposa de olhos fechados, e lágrimas grossas desciam pelo seu rosto. Vê-la naquele estado o deixou possesso, e por isso se pronunciou.

Isso não é da sua conta. – Rosnou.

Oliver. – A ouviu sussurrar.

O que raios você está fazendo aqui? – Ele se aproximou, perigosamente.

Eu vim te proteger. – Oliver fechou as mãos em punhos.

Como você tem coragem de falar esse tipo de coisa á ela? – Estava irado. – Você não cansa de machucar as pessoas?

E você ainda a defende? Mesmo sabendo que tem um psicopata atrás dela?

Isso não é da sua conta. – Volta a dizer, exaltado. – Você não sabe pelas coisas que ela passou. – Oliver se colocou na frente da esposa. – Mas você nem mesmo se importa, não é mesmo?

Eu me importo com meus filhos.

Você se importa apenas com você mesma. – Gritou. Felicity ainda tremendo, segurou sua camisa com ambas as mãos. – E com quem tem níveis sociais iguais aos seus.

Você está cego por ela. De novo. Outra vez. Não vê que ela é uma...

Não se atreva. – Cortou, rosnando.

Ela é uma prostituta. – Diz sem papas na língua.

Você é o pior dos monstros. – Oliver diz, com a voz mais baixa, mas não menos perigosa. – Felicity estava certa quando disse que vocêdeveria falar com o demônio... – Moira arqueou as sobrancelhas. – Vocês devem ser parentes.

Oliver... – Ela o repreendeu.

Você não tem compaixão por ninguém. Não se importa com ninguém. Você é feliz apenas quando está vendo o sofrimento dos outros. Quando está infernizando alguém... Se você não fizer algumas dessas coisas, não está feliz. Não consegue se controlar. Mas para mim chega. – Oliver rosnou a última palavra. – Dê o fora do meu apartamento. – Moira abriu a boca para dizer alguma coisa, mas Oliver a cortou. – E se voltar aqui, eu juro que peço uma ordem judicial contra você. – Moira olhou para o filho, depois para Felicity, e então saiu, batendo a porta do apartamento. Oliver suspirou e se virou para a esposa, abraçando-a, e então, ela desabou. Ele a apertou em seus braços, enquanto ela chorava e soluçava alto. Ele sentiu seu peito apertar ao vê-la naquele estado. Alissa, que estava na cozinha, apareceu na porta, olhando com compaixão para Felicity. Ela tinha ouvido tudo, e sentia “pena” da mulher que estava aconselhando-a a poucos minutos. – Shiiii. – Oliver sussurra no ouvido da esposa. – Está tudo bem, amor. Estou aqui. – Ela aperta as mãos em volta do tronco dele. Oliver percebeu que ela continuava a tremer. Pegando-a nos braços, ele caminhou até o sofá, sentando-se com ela em seu colo. Felicity escondeu o rosto na curva do pescoço de Oliver, ainda chorando. Oliver acariciava as costas e os cabelos lisos, tentando tranquilizá-la. – Está tudo bem, amor. – Voltou a sussurrar. Alissa apareceu em seu campo de visão.

Eu já vou. – Ele leu os lábios dela, pois ela não deixou que o som saísse de seus lábios. Oliver assentiu.

Obrigado. – Diz no mesmo “tom”. Ela pega a bolsa e sai do apartamento sem fazer barulho. Oliver respirou fundo, fechando os olhos, não parando de acariciar a esposa. – Se acalme, querida. – Ele diz baixo. Ele sabia que demoraria para ela se acalmar, o que ela tinha ouvido foi "forte" demais. Ela ainda se lembrava das coisas que passou com Cooper, e isso a machucava, isso trazia más lembranças. Oliver praguejou internamente. Como sua mãe ficou sabendo sobre aquela história? Ele voltou a se perguntar. Oliver então, decidiu que o melhor seria deita-la, e por isso se levantou com ela no colo. Ainda ouvia o choro dela, mas estava mais baixo. Ela ainda tremia. Oliver entrou no quarto, e se deitou com ela deitada encostada á ele. Oliver apertou a cintura dela com ambos os braços, sabia que ela logo dormiria, ele contava com isso, ela precisava disso.

**--** **--**

Eu juro que não foi de propósito, Oliver. A sua mãe... Ela é louca. – Oliver passou as mãos no rosto, tentando se controlar. Mike tinha ligado para ele poucos minutos depois de Felicity adormecer, dizendo que descobriu quem tinha autorizado a entrada de Moira. E agora estava falando com um dos novatos. – Eu não tinha visto ela passar, até que ela já estava no elevador.

E você não fez nada? – Rosnou. – Deixou ela subir? E não avisou a ninguém.

Eu... – Ele se interrompeu, e isso fez com que Oliver se irritasse.

Termina a droga da frase.

Desculpa. Isso não vai voltar a acontecer.

Eu quero saber o que raios você estava fazendo que não viu minha... Moira passar.

Houve uma confusão no estacionamento. Dois carros bateram, uma mulher estava... Machucada, e me pediram ajuda. – Oliver suspirou. – Eu sei que não era da minha conta, mas o marido da mulher estava... Desesperado. A pessoa que deveria estar no outro carro, fugiu... – Oliver olhou para Mike.

A placa era falsa. Achei estranho, e vou averiguar porque teria um carro com placa falsa no condomínio.

Prestem bastante atenção, porque pode ser que isso seja obra do maldito. – Mike assentiu.

Não se preocupe, já tem uma equipe encarregada de averiguar tudo isso, e eu me juntarei a eles assim que sair daqui.

Kellan, não é? – O garoto de 19 anos assentiu. – Eu espero, realmente, que isso não volte a acontecer. Eu sei que houve um problema, e você precisou ajudar... Mas eu não quero que Moira Queen entre nesse condomínio novamente. Eu já avisei ao porteiro, e ele parece ter compreendido. Apesar de você ter errado, o imbecil também errou em deixar que ela passasse.

Isso não vai voltar a acontecer. Mas eu acho que o senhor vai querer saber que ela roubou a chave da cobertura. – Oliver arqueou as sobrancelhas. – Eu falei com o cara da recepção e ele disse que sua mãe ficou sozinha no balcão por tempo suficiente para pegar a chave. E a sua chave... Bom, ela sumiu.

É claro que ela roubou. – Oliver deu uma risada anasalada. – Eu vou mandar trocar a chave, então obrigado por avisar.

Pode ir, Kellan. – O garoto saiu. – Vou ficar de olho na sua mãe também. Desculpa, mas... Se ela não gosta da sua mulher...

Você acha que ela pode se juntar ao Cooper?

Você acha que não?

Sinceramente eu não duvido de mais nada. – Deu de ombros. – Tem a minha permissão para ficar de olho nela.

Bom, eu vou deixá-lo agora. Ainda quero saber do carro da placa falsa.

Não esqueça de falar com Diggle sobre isso. – Ele assentiu. Oliver abriu a prota para ele e ele saiu. – Obrigado, Mike. – Diz, antes do homem entrar no elevador. Oliver fechou a porta com um suspiro cansado. Decidiu então voltar para onde sua esposa estava.

**--** **--**

Oliver ouviu seu celular vibrar e o pegou rapidamente, não queria acordar a esposa. Era uma mensagem de Tommy dizendo que tinha chegado e que estava subindo com os gêmeos. Depois que Felicity adormeceu, ele mandou uma mensagem ao amigo pedindo para ele pegar os gêmeos, e que depois explicava o porquê. Oliver se levantou da cama, sem acordar a esposa, e descalço, saiu do quarto, desceu as escadas e caminhou até a porta, abrindo-a.

Papai. – Brooke o abraçou. Oliver olhou para seu filho, ele estava emburrado.

Por que não foi buscar a gente?

Ele não gostou nada de ser eu a trazê-los.

Não é isso. Você não disse que não ia buscar a gente, pai.

Eu sei. – Suspirou. – Me desculpe. Sua mãe... Não estava bem e eu preferi ficar com ela.

O que aconteceu? – Bryan se preocupou.

Nada que tenha se preocupar. Ela dormiu.

A mamãe tá dodói?

Não, querida. Ela só... – Oliver não sabia como explicar, sem contar a verdade. – Estava se sentindo mal. Só isso.

Eu quero ver minha mãe.

Ela está no quarto. Mas não a acorde, está bem? – Pede quando o menino já estava na escada. Brooke o seguiu.

Pode ir também, Lyon. – Ele assentiu e subiu as escadas.

O que houve?

Moira Queen. – Tommy revirou os olhos e bufou.

O que ela fez?

Não sei como, mas ela sabe sobre Cooper. – Tommy o olhou surpreso. – Vamos nos sentar, eu vou contar o que eu ouvi pelo menos.

**--** **--**

Papai disse pra não acordar a mamãe. – Brooke sussurrou quando eles entraram no quarto.

Ela estava chorando. – Bryan se aproximou da cama junto da irmã e do “primo”.

Será que ela ta doente?

A mamãe não fica doente. – Bryan responde á Lyon. Felicity se remexeu na cama, e quando abriu os olhos, encontrou as três crianças olhando-a.

Ei. – Sussurrou, sentando-se.

Mamãe.

A gente não queria acordar você, tia Lissy. – Ela sorriu fraco.

Tudo bem, amor. Não foram vocês que me acordaram. – Bryan subiu na cama, ficando ao lado da mãe. – Subam também. – Brooke e Lyon o fizeram, ficando lado a lado, do outro lado de Felicity.

Mamãe, o que aconteceu? Por que estava chorando?

A mamãe não estava se sentindo bem, amor.

O papai disse isso, mas...

Eu estou melhor.

Mesmo, mamãe? – Brooke perguntou.

Mesmo, amor. – Sorriu, dessa verdadeiramente. – E vocês? Já comeram?

Chegamos agora, mamãe.

É. O papai que trouxe eles.

Entendo. – Suspirou, se lembrando da “conversa” que teve com Moira.

Mamãe, está triste? – Ela olhou para as crianças, que tinham a mesma feição, a de preocupação.

Não é nada. – Sorriu. – Vamos comer?

E a Alli?

Ela já foi, querida. Lyon, está com fome?

Eu tô.

Eu também, mamãe. – Brooke diz. Bryan observa a mãe se arrastar até o fim da cama para descer. Felicity o olhou.

Bry, eu estou bem, amor. Juro. – A porta que estava encostada, foi aberta.

Você acordou. – Felicity olhou para Oliver.

Estou melhor. – Ele sabia que não era bem uma verdade, mas assentiu. – As crianças estão com fome.

Vamos descer então. – Oliver se aproximou para ajudar Brooke a descer da cama, Bryan e Lyon desceram sozinhos. Oliver passou a observar a esposa que caminhava para o banheiro e fechava a porta. – Vamos?

A mamãe não está bem. – Bryan cruzou os braços.

Ela vai ficar melhor se você não ficar preocupado. – Ele olhou para o pai.

Mas... Ela estava chorando, papai.

Ela teve... Um pesadelo. – Não era bem uma mentira, porque o que aconteceu, foi mesmo um pesadelo infernal, ele pensou.

Vamos? – Felicity se pronuncia e tanto pai e filho quanto Brooke e Lyon a olham. Bryan olha para o pai que assente.

A gente pode tomar sorvete depois? – Bryan quem pergunta, e animada, a irmã pula pedindo por favor.

Claro. – Ela sorriu. – Vamos descer, porque o tio Tommy ficou lá embaixo.

Ele tinha pedido para eu chamar Lyon.

Ah, podemos leva-lo para casa depois, se for o caso. – O menino sorriu. – Não é? – Eles desceram as escadas e Felicity se aproximou de Tommy.

Eles te acordaram.

Não. – Ela balançou a cabeça. – Oliver disse que já está indo.

Laurel está me esperando.

Deixe Lyon aqui. – Tommy olhou para Oliver, eles conversavam pelo olhar. Felicity percebeu, mas não disse nada.

Tudo bem, então.

Deixamos ele lá mais tarde. – Oliver diz.

Então, eu vou indo. – Se aproximou do filho. – Nos vemos mais tarde. Por favor, não dê trabalho para os seus tios.

Eu nunca dei, papai. – Oliver e Felicity sorriram.

Então até mais tarde. Nós vamos esperar vocês para jantar.

Ah, Tommy...

Sem questionar, por favor. Até Sarah estará lá.

Tudo bem, então.

Não precisa levar nada. Nem mesmo a sobremesa. – Tommy sorri. – Principalmente se for você que for fazer. – Com essa, até as crianças começaram a rir.

Você sempre tem que fazer algum comentário sobre minha culinária, não é? – Ela cruza os braços e faz um bico. Bryan sorri, afinal, sua mãe não estava mais triste.

Nem sempre, só de vez em quando. – Ele ri. – Por favor, não dê nada para o meu filho, não sei como seus filhos sobreviveram nesses seis anos sozinhos com você, mas eu não sei se meu filho sobreviveria. – E todos riram novamente.

A mamãe comprava comida pronta, tio Tommy. – E novamente eles riem.

Bryan. – A mãe o repreendeu.

Mas o tio Tommy queria saber, mamãe... – Oliver sorriu.

Então, ela não pedia aos vizinhos?

Ás vezes.

Bryan. – E ela ouve todos rirem mais uma vez. – Puxa vida, meus filhos, meu sobrinho e meu marido rindo de mim. Tommy, isso é culpa sua.

Minha? Eu não tenho culpa de você ser um desastre na cozinha, Lis.

Papai disse que a tia quase colocou fogo na casa que morou com o tio Ollie.

Você contou isso para ele? – Pergunta indignada.

Eu queria proteger meu filho. – Ela bate nele e ele ri. – Ai. Sua mão é pesada, hein?

É para doer mesmo. – Retrucou. – Quer parar de falar sobre meus dotes culinários para os outros?

Que dotes culinários? – Ele debochou rindo. E Oliver o acompanhou.

Tommy, para de ser irritante.

Tudo bem. Eu continuo mais tarde. – Felicity o olha, indignada. – Não se preocupe, Lis, isso não quer dizer que eu não te ame. – Ela bufou. – Agora eu me vou mesmo. Até mais tarde.

Até mais tarde.

Eu não sei mais se eu quero ir. – E os outros riram.

Se não for, a sua amiga grávida vai vir aqui te buscar pelos cabelos.

A mamãe tá mesmo perigosa, tia Lis. – Oliver riu.

Até seu filho, Tommy.

Para você ver que eu não minto quando digo que Laurel está assustadora.

Ela só se acalma com chocolate. – Lyon completou.

Vou levar pra ela quando estivermos indo pra lá mais tarde. – Tommy riu.

Coitadinha da Laurel.

Coitadinho de mim, minha filha. – Tommy retruca. – Você não convive.

Ela tem que te aturar, querido, ela já padece. – Tommy revirou os olhos, mas Oliver riu.

Tio Tommy, leva agente naquele parque de novo outro dia?

Que parque?

Sabe daquele parque que nossos pais nos levavam quando éramos crianças?

Ah, eu os levei lá uma vez.

Eu os levei um pouco lá. – Oliver entendeu. – Bom, agora eu vou de verdade.

Você está dizendo isso á quase uma hora. – Tommy finge estar magoado.

Poxa, me mandou embora. – Felicity riu e revirou os olhos.

Claro que não, idiota.

Ele está fazendo graça, Lis.

Tio Tommy, é feio colocar palavras na boca dos outros.

Puxa... – Ele riu. – Você tinha que ser filha da Felicity para dizer algo assim, não é?

Só dela, não é?

Você era uma negação, Ollie. – Oliver revirou os olhos. – Assim como eu. Graças a Deus nossos filhos não puxaram nossas “pestices”

Pestices? A cada dia você me vem com uma palavra nova. – Felicity riu. – Mas nisso eu concordo com você.

Se bem que... Bryan brigou na escola. E você fazia muito isso.

Eu estava me defendendo. – Ele retrucou.

Por falar na briga... – Bryan olhou para o pai. – Como estão indo as coisas com o mini Palmer?

Ele nunca mais me implicou. – Oliver olhou para a correntinha no pescoço do filho. Fazia duas semanas que a nova correntinha tinha ficado pronta. Dessa vez, ele mesmo entregou para o filho, e desde então, ele só o tira para tomar banho. – Mas isso não quer dizer que eu e ele viramos amigos, não.

Eles quase nem se olham, tio Ollie.

Ficam bem longe. – Brooke completa.

Melhor assim.

Bom, agora é sério. Eu tenho que ir. – Beijou os cabelos do filho, passou a mão nos cabelos de Bryan, beijou a bochecha de Brooke e Felicity e pegou na mão de Oliver.

Nos vemos mais tarde.

Até lá. – Olhou para o filho quando Oliver abriu a porta. – Juízo.

Sim, senhor. – Tommy assentiu e saiu.

Então, quem quer comer? – E um coro de “eu” foi ouvido pelo casal.

**--** **--**

Boa noite. – Laurel cantarolou quando viu os amigos.

Boa noite, Laurel. – O casal cumprimenta juntos, com um sorriso.

Mamãe. – Ela beijou o filho.

Como foi lá, querido? – Deixou eles entrarem.

Foi muito legal. A gente até mesmo ajudou o tio Ollie a fazer bolo.

Jura? E sua tia ajudou? Espero que não.

Poxa, Laurel. Até você? – A amiga riu.

Desculpe, amiga. Isso é convívio com o Tommy. – Felicity fez um bico.

O jantar está quase pronto.

Tia Sarah. – Lyon correu para abraçar a tia.

Você aprontou muito na casa dos seus tios?

Eu nunca apronto.

Só quando estamos juntos. – Ele ri.

Ah, então é por isso que ele gosta tanto de ficar com você. Você deixa ele fazer tudo o que quer.

Eu sou tia. – Deu de ombros. – Meu papel é estragar. – Oliver riu junto da esposa.

Lis, você sabia que a Sarah está namorando?

Laurel... – Sarah a repreendeu.

Ah é? E quem é o “pretendente”?

Ray Palmer.

Não a-cre-di-to. – Diz devagar. – Que fofo.

Felicity, não diz isso.

Ah, mas é fofo, Sah. Você nunca esteve em um relacionamento desde... – Pareceu pensar.

Desde o Oliver, não?

Sim. Desde o Oliver. – Concordou com Laurel.

A tia Sarah está namorando o pai do Killian? – Lyon pergunta.

Coitada dela. – Bryan sussurra, mas Oliver ouve e ri.

Sim, filho.

Boa noite a todos.

Papai. – Ele abraça o pai.

E aí campeão? Como foi lá?

Foi demais. – Tommy sorriu.

Eu estava contando sobre o namorado da Sarah, amor.

Ah. Então você já sabe, Ollie...

Eu soube primeiro que todos vocês. Eu e o Bryan.– Olhou para o filho. – Não é?

Sim.

Como é? – As mulheres perguntam.

Eu descobri sozinho, e Bryan estava comigo quando questionei a Sarah.

E você deixou sua irmã, que sempre esteve com você, saber por último?

Ah, irmãzinha, por favor, sem drama. – Revirou os olhos.

E por que meu filho não contou para mim?

O papai disse para não contar. A tia Sarah não queria que contasse.

Gente, eu queria um tempo. – Bufou. – Podemos não falar sobre isso?

Não. Você teve um almoço com ele hoje. Como foi?

Ah, eu também quero saber. – Felicity se aproxima.

Não estávamos sozinhos. Killian também estava lá.

E foi tudo bem? O que ele... Achou?

Ele não gostou muito.

Com certeza deve ter feito um escândalo. – Oliver riu.

Bryan. – Felicity o repreendeu. – Oliver não ria.

Felicity, ele só fez um comentário.

Comentário certíssimo. – Sarah suspirou. – Ele ficou chateado. Disse que não aceitava que o pai dele namorasse. Que não queria conhecer ninguém. Que não iria me aceitar, nunca. Ray o obrigou a almoçar conosco, e ele ficou emburrado todo o almoço.

Fresco.

Bryan. – Felicity novamente o repreendeu e dessa vez Tommy acompanhava o pai do menino na risada.

Felicity, seu filho é uma graça, sabia?

Vocês podiam não rir? Ele tem que ver que isso não é certo.

Ele dizer a verdade? Ele nem está falando isso perto do garoto.

Oliver. – Ela o repreendeu.

Amor, o garoto não tem que aceitar nada. O pai dele é um adulto e sabe o que faz. O que ele quer? Que o pai dele fique sozinho pelo resto da vida?

Ele está confuso. Ele é uma criança. – Felicity o defendeu. – Ele errou. Fez malcriação, mas... Eu compreendo ele.

Ele ser chato?

Bryan, não diz isso.

Ele só ainda não conhece você direito, tia Sah. – Lyon diz, sorrindo. – Ele ganhou a melhor madrasta do mundo. – E os outros sorriram.

Espero que eu consiga me entender com ele.

Vai dar tudo certo. – Felicity e Laurel sorriram.

Mamãe, a gente pode jogar videogame?

Claro, querido.

Vem, Bry, vem, B. – Oliver viu os filhos subirem as escadas. Os adultos foram se sentar na sala de TV.

Ah, vendo você olhando as crianças, me lembrou de uma coisa que meu marido me contou, Ollie. – Oliver a olhou. – Você estava com ciúmes da Brooke com meu filho?

O que? Como eu não soube disso? – Oliver revirou os olhos.

Fofoqueiro. – Diz para o amigo.

Eu? Eu só disse para minha mulher como você entrou no meio dos nossos filhos na sorveteria.

Epa. Isso você não me contou. – Felicity diz.

Alguém me conta essa história? – Tommy contou rapidamente para a cunhada. – Ollie, que gracinha, queria ter presenciado esse momento fofo.

De quem? O do Ollie, ou do meu filho com a filha dele? – Tommy provocou.

Os dois. Ah, pensem, que fofo seria se isso acontecesse...

Não mesmo. – Todos riem. – Eu não quero pensar nisso tão cedo.

Você já pensou. Você até mesmo tenta deixá-los afastados um do outro. Mas não adianta. Sua filha adora o meu filho.

Quem não gosta do Lyon? Ele é um fofo. – Felicity diz.

Isso me faz lembrar...

O que?

A viagem.

Que viagem? – Laurel e Tommy perguntam juntos.

Uma viagem que eles terão no próximo mês. Não sei mais se quero que minha filha vá.

Larga de ser bobo. – Sarah diz.

E eu ainda não autorizei isso. – Felicity diz de braços cruzados.

Felicity, nós já conversamos.

E minha resposta continua sendo não. – Oliver suspirou, pedindo ajuda para Sarah com os olhos, enquanto se lembrava da conversa que teve com a esposa quando seus filhos foram jogar videogame.

Você disse que queria conversar. Sentou-se na cama. Oliver fez o mesmo, na frente dela.

Sim. Nate me ligou mais cedo para avisar sobre... Uma viagem que estão programando para a sala dos nossos filhos.

Hum. E para onde dessa vez?

Eles vão acampar.

Acampar? Arqueou as sobrancelhas.

Isso. Passarão dez dias lá.

Não.

Felicity...

Não. De jeito nenhum. Ela o cortou. Meus filhos não vão passar dez dias longe de mim.

Não faça isso, eles estarão bem.

Como você me pede para deixá-los passar quase duas semanas fora, no meio do mato, com Cooper aí fora, pronto para acabar com a minha vida?

Felicity, os seguranças estarão com eles o tempo todo.

Não, Oliver. Eles não vão. Fim de conversa. Ela se levantou.

Você diz que quer que nossos filhos tenham uma vida normal... Mas como, se você nega algo como isso para eles?

Oliver... Ele se levantou da cama.

Meu amor, vai ser a primeira vez que eles estarão em um acampamento. Com crianças da idade deles... Vai ser ótimo para os dois.

Você não entende que é perigoso? E não use minhas palavras contra mim.

Então não seja boba. Se nossos filhos quiserem ir... Você vai negar?

Oliver...

Vai negar, Lis? Ele a cortou. Vai negar isso aos dois? Felicity cruzou os braços e não o respondeu. E qualquer resposta dela ou questionamento dele foi cortado pelas crianças.

Então eles vão acampar? – Laurel pergunta depois de ouvir Sarah explicar.

Dez dias.

E Felicity não quer deixar os gêmeos irem.

Não acredito nisso, Oliver. Você vai usar...

Vou. – Ele a cortou. – Eu vou usar nossos amigos para colocar juízo nessa sua cabeça.

Lis, isso vai ser ótimo para eles.

Nosso primeiro acampamento foi aos sete anos. – Tommy comentou.

Vocês não entendem que é perigoso?

Nossa, obrigada, hein? Parece que não confia em mim.

Sarah, não é isso.

Lis, eu vou estar lá com uma equipe.

Você vai? Você? Com uma equipe? – Oliver olhou para a amiga. Ele não estava sabendo sobre aquilo, mas para ele não fazia diferença. Se esse era o jeito de sua esposa autorizar a ida dos filhos á esse acampamento, que seja.

Prometo. E eu estarei com o grupo de gêmeos, Tyler e Dimitri.

Você já tem tudo programado, hein? – Oliver sorriu.

Claro. Estamos falando dos meus sobrinhos. – Felicity sorriu pela primeira vez desde que o assunto começou. – E então? Desse jeito que eu programei, vai deixar eles irem?

Tudo bem. – Oliver suspirou aliviado.

Ótimo. Achei que ia precisar da Laurel e da Cait também. – Laurel riu.

Eles ficarão bem. – Felicity assentiu.

Então, eu tinha vindo até aqui para dizer que o jantar estava pronto e eu me esqueci.

Tinha que ser você, não é, Tommy?

Ah, cala a boca, Oliver.

Espero que a comida esteja boa. Eu vim pensando que seria Laurel a cozinhar.

Eu não sou sua esposa. A desastrada em pessoa.

Ah, mas estava demorando. Por que sempre tem que colocar meu nome no meio?

Foi seu marido que começou.

Eu só fiz um comentário inocente.

O caramba, seu filho da mãe.

No momento não tenho mais mãe. – Laurel olhou para Feliciy, Tommy tinha contado para ela sobre o espetáculo que Moira tinha feito. Bufou. Aquela mulher não cansa de infernizar os outros, Laurel pensou.

É. Essa mãe, nem eu iria querer. – Sarah comentou.

**--**

Oliver suspirou quando viu aqueles documentos em cima de sua mesa. Ele não estava com cabeça para aquilo naquele dia. Alguma coisa lhe dizia que teria dor de cabeça. Só não sabia o que seria, com quem e onde. Sentou-se e pegou o primeiro dos seis documentos que teria que revisar. Oliver ouviu um barulho quinze minutos depois de começar a ler, arqueou as sobrancelhas e quando olhou para a porta, viu Hanna entrar em sua sala apressada.

Hanna? O que houve?

Senhor... Sua mãe, ela está subindo. – Miya apareceu ao lado de Hanna.

Ela já está aqui. – Oliver suspirou.

Hanna, volte para a mesa, por favor. Obrigado por tentar me salvar. – A mulher assentiu. – Miya, você fica.

Mas senhor...

Eu sei que ela é complicada, mas caso alguma coisa aconteça, terei que pedir que chame o meu pai. – Ela assentiu. – Não se preocupe, não deixarei que ela te humilhe. – Olhou para o documento que revisava. – Enquanto isso, poderia refazer, aqui mesmo na minha sala, o que eu achei de errado?

Claro. – Quando ela olha se vira, se encontra com Moira entrando na sala. – Vou pegar meu notebook.

O da empresa, você quer dizer?

Miya, finja que não foi com você. – A garota saiu para fazer o que tinha dito que faria. – O que veio fazer aqui?

Preciso falar com você. – Miya bateu na porta e entrou quando Oliver autorizou. – Ela vai ficar aqui?

Sim. Preciso que ela faça algumas coisas para mim. Se não percebeu, estou trabalhando.

Já faz uma semana desde o dia em que me expulsou de seu apartamento.

Você veio falar sobre isso?

O que eu queria falar é sobre o perigo que está correndo, colocando aquela mulher debaixo do seu teto.

Isso não é da sua conta. Eu já disse isso para você. – Miya mordeu o lábio nervosa, mas continuou refazendo o documento. – Felicity é minha mulher.

Se é que aquele documento valeu de alguma coisa, já que você se casou no hospital. – Miya arregalou os olhos, mas ninguém viu.

Como eu me casei também não é da sua conta.

Oliver, você não vê que está destruindo sua vida? Você podia ter uma mulher...

Rica, fútil, egoísta e submissa. – Ele a cortou. – Mas eu não iria amar uma pessoa assim. Eu gosto de pessoas com personalidade.

Aquela mulher que você diz ser sua “esposa”, é o pior tipo de gente. – Oliver riu debochadamente.

Para mim não. Ela é a melhor pessoa que eu já conheci. E se você não se lembra... O papai pensava o mesmo. Ele sempre quis meu casamento com Felicity.

Robert era tão cego quanto você.

Não ouse falar isso do meu pai. – Oliver se levantou. – Ele era tudo que você nunca vai ser. Você mentiu para ele durante anos. O traiu debaixo do teto dele. E ainda vem falar mal da minha esposa? – Rosnou. Miya engoliu em seco.

Eu não vou deixar você destruir sua vida, Oliver. – Ela gritou e Miya tremeu, ela tinha medo de Moira. – Eu vou fazer o que for para tirar essa prostituta do seu caminho.

Prostituta? Ela? – Oliver deu uma risada anasalada. – Você quem traiu seu marido com o melhor amigo dele. Quem é a prostituta? – Miya arregalou os olhos.

Olha como fala comigo. – Gritou. – Eu sou sua mãe. Você querendo ou não, ainda sou sua mãe. E eu quero respeito.

Respeito? E você por acaso sabe o que é isso?

Sabe o que te faltou, Oliver? Algumas chineladas. – Oliver riu.

E sabe o que te faltou, Moira? Caráter. – Miya segurou uma risa ao ouvir isso. – Mas quem sabe você não o encontra no inferno? Porque se mesmo depois que se casou com Walter, você não mudou... Você não muda nunca mais.

Você está passando dos limites.

Você passou dos limites á seis anos atrás.

De novo essa história?

Você não se arrepende, e é isso que mais me irrita. Você destrói minha vida com a Felicity, quase destrói a vida da Laurel com o Tommy, quase faz a Laurel perder o bebê, e mesmo assim, você não se arrepende. Você continua fazendo as mesmas merdas de antes. E vai fazer até morrer, pelo jeito.

Oliver...

Eu não quero mais ouvir seus argumentos, suas opiniões, o caralho que for. – A cortou. – Miya, vai chamar meu pai.

Sim, senhor. – Ela se levantou, deixou o notebook em cima da mesa e saiu da sala.

Você vai mesmo me tratar assim? Eu? Sua mãe?

Eu não tenho mais mãe. – Moira balançou a cabeça.

Você está escolhendo aquela mulherzinha ao invés de sua mãe. Eu te coloquei no mundo.

Isso não me faz diferença. – Walter entrou na sala assim que ele terminou de falar.

Oliver. Pediu para me chamar?

Sim, pai. – Era raro chama-lo assim, mas era como ele se sentia. – Moira está de saída, então, poderia tira-la da minha sala?

O que você fez? – Olhou para a esposa.

O que ela fez, hoje? – Oliver corta a resposta de Moira. – Porque a uma semana atrás ela humilhou minha mulher, no meu apartamento.

Como? – Pergunta, indignado. – Moira, você não cansa de humilhar os outros?

Eu só não acho que ela seja mulher para o meu filho.

Isso quem decidi não é você.

Quer saber? Fique. – Oliver pegou as coisas dele. – Eu vou para casa.

O que?

Miya, por favor, termine o que eu pedi e depois desmarque o que eu tinha para hoje.

Sim, senhor.

Estou indo para casa. – Ele passou por Miya que o seguiu. – Se ligarem da escola, me ligue no meu celular. – Ela assentiu. – E obrigado. – Entrou no elevador enquanto Miya se sentava perto de Hanna. Moira e Walter saem da sala logo em seguida. Miya suspira, fecha os olhos por breves momentos, e cruza os braços os braços em frente ao corpo, apoiando a cabeça nas mãos. Respirando fundo, ela abre os olhos.

Quatro anos de Secretariado Executivo. Estuda línguas. Pensa que vai trabalhar com pessoas bem-talhadas... – Gesticula com a mão, incrédula. – E cai nisso aqui. – Hannah, que estava ao lado dela, segura uma risada e pega um copo de água que estava ao seu lado. – Inferno da tecnologia. Deveria ter estudado á psiquiatria. – Ela pega o copo da mão da amiga e começa a beber. A outra passava a mão em seu braço, pedindo para ela se acalmar.

**--** **--**

Oliver parou na porta do quarto. A esposa estava sentada na cama, com um livro nas mãos, não conseguiu ler o título. Ela estava tão concentrada que nem mesmo o ouviu chegar. Ele sorriu. Ela vestia um short branco de renda, tão curto que fez seu amigo pulsar. Desviou os olhos para cima, ela vestia uma blusa rosa pink de alça fina que mostrava metade da barriga lisa e os cabelos loiros estavam completamente soltos. Oliver entrou no quarto sem fazer barulho, mas quando se aproximou da cama, Felicity pulou.

Oliver. – Ela colocou uma das mãos no peito. – Vai assustar outro. – Ele riu. – Você por acaso quer me matar?

Eu estava pronto para lhe fazer a mesma pergunta. – Ela arqueou as sobrancelhas, confusa. – Que tipos de roupas são essas?

Roupas confortáveis. – Deu de ombros. – Você não deveria estar na empresa? – Marcou a página do livro, o fechou e colocou em cima da mesa de cabeceira.

Sim, mas eu estava cansado e resolvi vir para casa.

Cansado?

É. – Se sentou na cama. – Cansado. Eu tive um encontro com Moira Queen.

Ah, entendo o seu “cansado”. – Fez aspas com os dedos das mãos. – Não quero nem saber qual foi o tema.

Ótimo. – Ele diz, puxando-a para seu colo. – Não estou afim de falar sobre isso.

Não? – Ele negou. – Então, o que você está afim? – Ele sorriu.

No momento, tirar essas roupas confortáveis. – Ela riu.

Seu pervertido. Você veio para casa já pensando nisso, não é?

Nem em meus melhores sonhos pensei que encontraria você com esses... “trapos”.

Trapos? – Arqueou as sobrancelhas. – Não são trapos.

Para mim são. – Retrucou. – Isso nem mesmo tampa o seu corpo. Ainda bem que você não sai com esse tipo de roupa...

Amor, esse tipo de roupa é para ficar em casa. – Oliver riu.

Prefiro você sem. – E foi a vez dela de rir. – E de preferência deitada na nossa cama.

Mesmo? – Ele assentiu. – Hummm... – Felicity tirou a blusa lentamente e Oliver mordeu o lábio, sentindo seu amigo pulsar novamente. – Assim?

Você está sem sutiã. – Felicity aproximou seu rosto do dele, parecendo que ia beijá-lo, mas não o fez. Ela se levantou em cima da cama, deixando-o entre as pernas dela, e bem de vagar, provocando-o, ela retirou o short curto e a calcinha. Felicity voltou-se para o colo de Oliver, na mesma velocidade que retirou as roupas. – Felicity... – Felicity levantou a camisa dele até o peito. Ele rosnou, sentindo a língua dela passar pelo seu pescoço, queixo e descendo do peito até a barriga, voltando com a mesma lentidão com que começou. Oliver a puxou para um beijo selvagem quando ela aproximou os rostos. Pegando nos cabelos loiros com uma das mãos, ele sentiu a língua dela contra a dele. Felicity se remexeu em cima dele, e ele gemeu dentro dos lábios dela. Oliver a afastou um pouco, e retirou a camisa que usava. Com a ajuda da esposa, ele também retirou a calça. Ainda por cima do marido, Felicity mordeu o lábio dele, voltando a beija-lo, passando as mãos pelo corpo dele até chegar a cintura. Oliver gemeu, e então para a surpresa da esposa, ele a jogou na cama, deitando-se por cima, levando ambas as mãos dela para cima da cabeça, ainda beijando-a, possessivo. Felicity gemeu, remexendo a cintura, sentindo os sexos deles se encontrarem.

Oliver... – Ele ouviu. Ela sentiu a língua dele passar pelo pescoço, colo e seios, mordiscando o bico dos dois, antes de continuar o trajeto até a barriga. Ele a olhou. Felicity arfou, em ansiedade. Oliver sorriu, e voltou com a língua por onde passou antes, fazendo o mesmo trajeto. – Oli...ver... Oh... – Ela tentou soltar as mãos, mas ele não deixou. Ele olhos nos olhos verdes.

Quero fazer algo diferente. – Sussurrou. Ela o olhou em espectativa. – Se vira. – Diz ao soltar suas mãos e ela o fez. – Não desça os braços. – Pediu antes de fazer o trajeto com a língua, do começo das costas até a cintura, vagarosamente. Ele ouviu o gemido baixo dela. Felicity apertou ambas as mãos nos travesseiros, esperando, pelo que ele faria a seguir. Oliver segurou a cintura dela com ambas as mãos e então ouviu o gemido dela quando tocou o sexo dela com a língua. Oliver passou um dos braços por debaixo da barriga dela, levantando apenas a quadril, e chupou o sexo dela com gosto. Felicity gemeu alto, mas foi abafado pelo travesseiro, no qual ela mordia. Um dos dedos dele tocava a intimidade dela, junto da língua, estimulando-a. Oliver apertou a nádega dela, com força, e a mão que estava na barriga, subiu para o seio, apertando-o enquanto estimulava o clitóris com a língua.

Oliver... – Gemeu, se remexendo na cama. – Oh... – Ele sabia que ela estava quase pronta, e por isso não parou de estimulá-la. Ela estremeceu e Oliver engoliu todo o prazer dela. Oliver colocou um dos travesseiros debaixo do quadril dela, antes de voltar a colar seu corpo no dela, beijando o pescoço. Oliver fez um rabo de cavalo frouxo, segurando-o com a mão e a outra mão desceu até o clitóris, enquanto beijava o pescoço, lambendo e mordiscando-o. – Oh... – Ouviu quando ela virou o rosto de lado, e Oliver a beijou antes de adentrar todo seu membro no sexo dela. Os dois gemeram na boca um do outro, enquanto que Oliver aumentava o ritmo dos movimentos.

Felicity... – Gemeu, mordendo o lábio dela, desviando para o pescoço, mordendo de leve. Ele sentiu ela estremecer mais uma vez. E então, ele gemeu sentindo derramar todo seu prazer dentro dela.

**--** **--**

Onde vai? – Felicity perguntou quando viu o marido se levantar da cama completamente nu.

Eu preciso me vestir.

Por que? – Oliver a olhou com um sorriso.

Por mais que eu queira voltar para a cama com você, eu não vou poder. Nossos filhos estão me esperando.

Eu me esqueci.

E eu quase ia me esquecendo também. De novo. E eu prometi ao nosso filho que nunca mais faria isso. – Ela assentiu. – Alissa não veio hoje, não é?

Ela veio, mas depois de terminar de arrumar o quarto dos gêmeos, recebeu uma ligação do hospital.

A mãe dela está só piorando. – Ele e a esposa sentiam-se tristes pela garota.

Infelizmente. Mas... – Sorriu. – Ela marcou a data do casamento. E, trouxe o convite.

A mãe dela vai ficar feliz. – Também sorriu.

Vai sim. Ela disse que queria falar com nós dois, e que por isso vinha aqui amanhã.

Tudo bem. Será que aconteceu alguma coisa ruim?

Ela não parecia estar com uma cara de que “algo ruim aconteceu”.

Então vamos esperar. – Ela assentiu e o olhou. Oliver tinha colocado uma bermuda azul marinho, uma camisa branca com mangas até os cotovelos, um tênis preto e branco e o relógio preto da magnum.

Você está um gato. – Ele sorriu se aproximando depois de pegar as chaves e a carteira.

Você está gostosa. – Ela mordeu o lábio e então seus lábios foram tomados por um beijo lento. Oliver mordeu o lábio dela antes de se afastar. – Eu volto logo.

Mas quando você voltar, eu já estarei vestida. – Oliver suspirou.

Infelizmente. – Ela riu. – Vou indo. – Lhe deu selinho, e quando se virou, Felicty bateu na bunda dele, e ele olhou para trás, nos olhos verdes dela.

O que? Você vive fazendo isso em mim. – Ele riu.

É minha, de qualquer forma.

Digo o mesmo. – Ele sorriu e saiu do quarto. – Te amo. – Gritou.

Te amo também. – Gritou de volta, do fim do corredor.

**--** **--**

Ollie. – Olhou para trás e viu o amigo. – Você não deveria estar trabalhando? Pelo caminho que veio, estava em casa.

É. Eu estava trabalhando, até Moira aparecer e estragar o meu dia. – Tommy revirou os olhos. – Eu precisei ir para casa.

E Felicty te acalmou. – Foi a vez de Oliver revirar os olhos. – Vocês estão aproveitando muito, não é?

Qual é o seu problema com minha vida sexual? – Sussurrou.

Nenhuma. Eu até agradeço á Felicity, porque antes você vivia de mal humor. – Oliver bufou. – Não sei como a Helena te aguentava.

Para que você tinha que colocar o nome dela na conversar?

Você não contou, não é mesmo? E nem vai, pelo jeito.

Para que? Eu e Felicity estamos ótimos.

Mas pode deixar de estar quando ela descobrir que Helena...

Okay. – Cortou. – Não quero falar sobre isso, pode ser?

Por mim... – Deu de ombros. – Você que vai se ferrar.

Boa tarde. – A mulher sorri. – A professora já está trazendo os três.

Obrigado. – Agradecem juntos.

Mas e aí? Me diz quando ela volta.

Eu ainda não sei e nem quero saber.

Vai ficar tão ferrado. – Cantarolou rindo.

Vai se ferrar, Tommy.

Não. Isso vai acontecer só com você, amigo. E vai ser bonito, viu. – Riu novamente.

Filho da...

Olha a boca. Nossos filhos estão se aproximando. – Oliver suspirou e se virou para os filhos que se aproximavam, com Brooke no meio dos garotos.

Papai. – Ela o abraçou.

Como foi a aula, princesa?

Legal, papai. – Sorriu.

Normal. – Os garotos deram de ombros.

Oliver, seu filho está passando algumas atitudes herdadas por você para o meu filho.

E o que eu tenho a ver com isso? – As crianças olharam para eles sorrindo.

Vocês dois continuam se provocando? – Tanto Oliver e Tommy quanto as crianças olharam para a voz.

E aí, Palmer?

É a primeira vez que nos encontramos na frente da escola. – Tommy comenta.

Eu cheguei atrasado das outras vezes. – Olhou para a professora que chegava com seu filho. – Mas eu fiz uma promessa. – Oliver e Tommy olharam para o menino.

Entendi. – Eles falam juntos.

Nós já estamos sabendo de você e Sarah.

Ela me disse. – Não disseram mais nada quando o menino chegou.

Vamos? – Ray arqueou as sobrancelhas.

Vamos. A gente se vê. – Oliver e Tommy assentiram. Ele saiu com o filho e os amigos se olham.

Pelo jeito as coisas ainda estão complicadas.

Haja paciência. – Oliver diz. – Mas, acho que Ray consegue domar a ferinha.

Você conseguiu. – Ele sussurra. Oliver não pôde discordar. – Então, vamos?

Sim. Eu tô com fome.

Quando é que você não está? – Lyon ri e Oliver sorri. – Vamos que sua mãe está esperando. – Brooke olha para Lyon e o menino puxa a camisa do pai.

Espera, papai.

O que?

É que... Segunda não tem aula.

Não? – Ele e Oliver arquearam as sobrancelhas.

Não. Tá na agenda. – Ele assentiu. – Então, Bryan e Brooke podem dormir lá em casa?

Na segunda?

No domingo. O papai deixa a gente na escola, terça.

Você que sabe, Ollie.

Por favor, tio Ollie. – Ele desvia os olhos para os filhos, eles pareciam ansiosos por sua resposta, principalmente Brooke.

Eu vou falar com a sua tia, mas não acho que ela vá se importar. – O menino sorriu. – Eu ligo para seu pai mais tarde dando a resposta.

Tá. – Os garotos sorriram. – E a Kitty também.

Kitty? – O filho assentiu.

Eu chamei ela também, não é, Bry?

Ela disse que ia pedir para o tio Barry, mas ele veio buscar ela primeiro.

Eu vou ligar para o Barry quando chegarmos em casa. – As crianças sorriram. – Bom, agora vamos. Tchau, Ollie.

Tchau. – Lyon também se despediu do tio e dos “primos” e saiu com o pai. – Vamos? – Eles caminharam para o carro. – Então, vocês querem ir para a casa do Lyon?

Eu quero. – Sua filha sorriu.

A mamãe vai deixar?

Por que não? – Ele guardou a mochila de ambos no porta-malas. – Vocês vão se divertir. Lá tem um jardim enorme. Piscina... Melhor que o apartamento, não acham?

Eu gosto do apartamento. – Bryan diz, e Oliver sorri.

Mas é muito melhor brincar no jardim, não? É muito maior, tem espaço de sobra para vocês correrem, jogarem bola...

Jogar bola, não, papai. Machuca. – Oliver sorriu quando entrou no carro. – Mas eu gosto de piscina.

Bola é legal. Eu gosto.

Lyon tem bola de futebol, dei uma para ele o ano passado.

A gente combinou de brincar.

Só tomem cuidado com a Brooke e a Kitty. – Ele assentiu.

Bola não, Bry.

Você pode ficar no gol. – Oliver riu.

Você quer deixar sua irmã traumatizada? – O menino riu.

É legal, você vai gostar. Se você e Kitty brincarem, eu e Lyon brincamos com vocês depois, do que quiserem.

Promessa é divida. – Oliver riu novamente e seu filho o acompanhou. – É sério. Eu vou cobrar. E a Kitty vai me ajudar. – Bryan assentiu.

E a mamãe?

Ela está nos esperando em casa.

Com a Alli?

Não, filha. Alli teve que ir ver a mãe dela no hospital.

De novo? – A garotinha reclamou. – A mamãe dela tá muito mal, né?

Está, querida.

A gente não pode ajudar? – Oliver olhou para o filho pelo retrovisor.

Não podemos fazer mais nada, Bry. Ela precisa de... Algo que nós não podemos dar.

Por que?

Porque o que ela precisa... É de um milagre. – Bryan abaixou a cabeça. – Alli sabe disso, ela... Sabe que a mãe dela, não está melhorando.

É triste.

É sim. – Oliver olhou para a estrada quando o sinal abriu.

**--** **--**

Oi, meus amores. – Abraçou ambos. – Vocês estão suados, meu Deus.

Eu joguei bola hoje, mamãe.

Eu não. Eu pulei corda.

Humm. Então antes de vocês comerem, porquinhos... – Eles riram. – Vão já, tomar um banho. – Eles assentiram. – E tragam o uniforme, eu vou colocar para lavar.

Tá, mamãe. – Brooke diz, da escada.

Você está mesmo de roupa. – Ela riu. – Você está cheirosa. – Diz depois de abraça-la. – Ah, Lyon chamou os gêmeos para dormirem na casa dele no domingo.

Mas e a escola?

Eles não terão aula na segunda. E terça Tommy deixará nossos filhos e Kitty na escola.

Kitty também vai?

Tommy disse que ia ligar para o Barry para confirmar, mas acho que sim.

Humm. Então seremos só nós dois? – Ele beijou o pescoço dela.

Sim. – Mordeu de leve. – E eu não irei trabalhar na segunda e na terça.

Sério?

Você acha mesmo que não vou aproveitar que estaremos sozinhos? – Ela riu.

Bryan está mais solto. Eu não imaginei que ele iria dormir na casa de Laurel, não sem mim.

Ele está se dando bem com Lyon.

Não só o Bryan. – Ela sorriu quando ele fez uma careta.

Por favor, não me lembre disso. – Ela riu. – Você faz isso de propósito, não é?

Ah, é fofo.

Fofo? Felicity, eu não vejo fofura, nisso.

Você não vê porque é um ciumento. E eles são tão novos para pensar em outra coisa, se não amizade...

Espero que continue assim até os 30. – Ela gargalhou. – Okay. Eu sei que isso é pedir demais. – E ela voltou a gargalhar. Ele sorriu. – Você sabia que eu amo ouvir sua risada?

Sabia. E eu amo ouvir a sua. – O beijou rapidamente.

Você está sem sutiã? – Ele pergunta olhando para os peitos dela.

Você percebeu? – Sorriu. – Sim, eu estou. É mais confortável. E eu estou em casa. – Deu de ombros.

Não me deixa mais tentado. – Pede quando ela morde o lábio. – Sabe o que isso me faz.

O que? Isso? – Ela voltou a morder o lábio.

Você tem sorte de nossos filhos estarem lá em cima. – Felicity colou mais os corpos deles. – Felicity... – Rosnou quando ela esfregou o sexo dela no dele de propósito.

Okay. – Se afastou. – Só porque nossos filhos estão no andar de cima. – Felicity caminhou para a cozinha.

Sacanagem, ela começa e agora eu fico...

Eu ouvi. – Ela o interrompeu, se virando para ele. – Eu termino mais tarde. – Piscou, mandou um beijo e voltou para a cozinha.

Vou precisar de um banho. – Ela ouviu o marido da onde estava e riu.

**--** **--**

Boa noite, amores. – Desejou antes de fechar a porta.

Boa noite, mamãe. – Dizem juntos. – Te amo.

Também amo vocês. – Felicity encostou a porta, caminhando para o próprio quarto.

Eles dormiram? – Perguntou quando Felicity fechou a porta. Oliver a abraçou por trás.

Já estão na cama, quase dormindo. – Suspirou quando ele beijou seu pescoço. – Oliver... – Gemeu quando ele apertou seu seio por cima da roupa. Oliver levou a mão livre até a dela, que estava na chave da porta, e a ajudou a trancar. Largando a mão dela, Oliver a desceu para as coxas fartas, apertando e subindo devagar. Felicity arfou quando sua mão chegou entre as pernas dela, por cima da calcinha.

Foi assim que eu me senti mais cedo. – Sussurrou. Oliver passou um dedo e o tirou. Repetiu o gesto mais duas vezes, lentamente. – Viu como é frustrante?

Oliver... – Rosnou. Ela pegou na mão dele, impedindo-o de retirar o dedo. Ela gemeu quando ele pressionou o dedo no clitóris. Oliver mordeu o pescoço de leve, enquanto apertava o seio direito, sentindo seu membro pulsar por dentro da boxer. Felicity gemeu um pouco mais alto quando ele entrou com o dedo ainda por cima do pano.

Tira a camisola. – Ordenou. Ela o fez, sem se virar, jogando o pano no chão. Oliver retirou a calcinha dela devagar, e quando caiu no chão, Felicity a empurrou com o pé. Oliver voltou com o mesmo dedo para o sexo dela, e Felicity voltou a gemer. – É, eu te entendo. – Ele diz, gemendo, sentindo seu membro ir de encontro a bunda dela. Oliver a virou para ele e tomou os lábios dela em um beijo possessivo, enquanto continuava com seu dedo dentro dela, fazendo movimentos lentos. – Vem, amor... – Sussurrou e sentiu ela estremecer. Oliver retirou o dedo, retirou a boxer que usava e a ergueu, fazendo com que ela abraçasse sua cintura com as pernas. Os dois gemeram quando sentiram o encontro dos sexos. Oliver voltou a tomar os lábios dela enquanto caminhava para a cama, deitando-a na cama, ficando por cima, sem parar de beija-la. Oliver desceu os beijos para o pescoço, mordiscando e lambendo por poucos segundos, antes de voltar a descer a língua para colo e seios, tomando um deles com a boca. Felicity gemeu, pegando nos cabelos de Oliver. Ele voltou com a língua até o pescoço, mordendo ali com uma certa força quando Felicity remexeu o quadril, fazendo o contato de seu membro ir mais de encontro com o sexo dela. Oliver apertou ambas as coxas, separando-as mais um pouco, e enquanto tomava os lábios dela em um beijo possessivo, ele a adentrou por inteiro.

Não quer ver anúncios?

Com uma contribuição de R$29,90 você deixa de ver anúncios no +Fiction durante 1 ano, além de outros benefícios.

Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!

**--**

Felicity separou três mochilas para cada um de seus filhos, uma média com roupas normais, uma pequena com o uniforme escolar e a outra, de rodinhas, com os materiais escolar. Tommy tinha mando uma mensagem para Oliver que não precisaria de ele deixar as crianças lá, que ele os pegaria quando estivesse voltando da casa do pai. Ela olhou para a porta quando ouviu passos.

Meu amor... – Felicity se virou.

Oliver, Alissa me mandou uma mensagem dizendo que não vem hoje. Ela vai resolver as coisas do casamento.

Tudo bem.

Eu disse que se caso ela não puder vir amanhã, ela avisa. Ela vai se casar dentro de três meses, e casamento não é algo fácil de se preparar.

Imagino. Não tem problema, eu posso cuidar da refeição até ela voltar. – Ela assentiu. – Fiquei muito surpreso quando ela nos chamou para sermos os padrinhos. – Felicity sorriu.

Você a ajudou tanto, meu amor... Eu não fiquei tão surpresa assim.

Eu fiz de coração.

E ela te convidou em agradecimento por todo o apoio que deu a ela e á família dela. – Ele assentiu. – Eu estava pensando... – Ela mordeu o lábio. – Em darmos a lua de mel de presente para eles.

Boa ideia, meu amor. – Sorriu. – Eles vão aproveitar mais do que qualquer outra coisa.

Então está decidido. Vou sondar ela sobre um lugar que ela queira muito conhecer. – Riu. – Sei ser sutil... Ela nem mesmo vai desconfiar.

Como preferir.

Mudando de assunto... Você ia me dizer algo quando entrou no quarto. – Oliver pareceu se lembrar.

O Tommy já chegou.

Okay. Eu já terminei.

Para que tudo isso? – Arqueou as sobrancelhas, ao perceber as mochilas das crianças em cima da cama. – Amor, eles ficarão lá até segunda, terça estarão de volta.

Eu sei, mas, eu separei as roupas normais do uniforme.

Para quê? – Ela deu de ombros. – Você é tão você. – Ela revirou os olhos. – Você leva as menores? – Ela assentiu e Oliver pegou as maiores, e juntos, saíram do quarto.

Felicity, querida, seus filhos não irão morar lá.

Calado. – Ela diz e ele ri. – Eu separei as roupas normais do uniforme.

Laurel poderia fazer isso lá em casa.

Você poderia parar de reclamar?

Tudo bem. – Riu. – Vocês devem estar animados, não é? – Felicity arqueou as sobrancelhas, mas Oliver sabia do que ele falava. – Terão a casa só para vocês por dois dias e meio. Vão aproveitar bastante, hein? – Oliver olhou para a esposa que corou, e ele segurou uma risada. – É. Vou falar para a Laurel separar umas roupinhas de bebê. Ela ganhou muitas do meu pai e de Sarah.

Do que está falando? – Felicity pergunta.

Do próximo bebê que vai vir em instantes. – Riu. – Do jeito que vocês estão no cio, logo, logo, veremos mais um Queen nascer.

Cio o escambau. – Oliver retrucou o amigo riu. – Vai se ferrar, Tommy. – As crianças olhavam para eles sem entender o que estava acontecendo.

Vamos crianças, seus pais querem... Se divertir. – Diz malicioso.

Tommy. – O casal o repreendeu.

Se divertir? – Bryan pergunta, curioso.

Isso mesmo. – Oliver balança a cabeça. – Quem sabe assim vocês não ganham um irmãozinho.

Um irmãozinho. – Brooke diz animada. – Ia ser muito legal, não é, Bry?

Hummm... – Os adultos olharam para ele. – Papai, de onde vem os bebês? – E então, uma série de coisas aconteceu: Tommy começou a gargalhar, Oliver paralisou, sem saber o que dizer e Felicity começou a tossir exageradamente. – E então?

E então? – Tommy provoca, olhando para o casal.

Você não sabe também? – Tommy o olhou. – Não é possível, já que você é pai do Lyon.

É papai. – Lyon concorda com o primo. – Você tem que saber também. – Os meninos inclinaram a cabeça, esperando pela resposta.

E aí, idiota? – Oliver rosna. – Responde. – Felicity conseguiu se recuperar nesse meio tempo. Engoliu em seco quando viu os olhos das três crianças, curiosos.

Conversamos sobre isso quando tiverem quinze anos.

Por que? – Bryan e Lyon perguntam juntos.

Que vontade de te matar, Tommy. – Oliver sussurrou para o amigo.

Porque... Porque...

Porque isso é uma conversa complicada. – Felicity ajuda o amigo, mesmo que ele não merecesse. – Chega desse assunto. Não tem irmãozinho nenhum.

Ah... – Brooke fez uma carinha triste. – Mas eu queria.

Quem sabe um dia, princesa. – Oliver diz, abraçando-a, ao mesmo tempo em que fuzilava o amigo.

Vamos? – As crianças assentiram.

Tchau, meu amores. – Beijou cada um dos filhos e o sobrinho. – Nos vemos na terça.

Tá. O papai vai buscar a gente na escola, né? – Bryan olhou para o pai.

Sim. Vou estar lá no mesmo horário. – Ele assentiu.

Papai. – Ela o chamou balançando o dedo indicador, e Oliver se abaixou na altura da pequena. – Quando eu voltar, quero sorvete. – Sussurrou. Oliver riu.

Combinado. – Ele beijou a bochecha fofa da filha e ela o abraçou.

Te amo.

Também amo você, princesa. – Ela sorriu e seguiu o tio para fora do apartamento. Bryan também se aproximou do pai, abraçando-o e se afastando poucos segundos depois.

Não desobedeçam seus tios. – Felicity pede. E então, Oliver fecha a porta quando eles vão para o elevador.

Agora, somos só eu e você. – A abraçou. Beijou o pescoço dela. – Você está tão linda nesse vestido minúsculo.

Minúsculo? – Ela bufou. – Não tem nada de minúsculo, até porque o Tommy estava aqui.

Eu acho.

Isso porque seus olhos estão vendo demais. Ou seria de menos? – ele riu, ainda beijando o pescoço dela. Ela arfou ao sentiu uma das mãos dele em um de seus seios. – Oliver... – Ela mordeu o lábio.

Não morda o lábio.

Você nem mesmo está vendo... Como sabe?

Eu te conheço. – Desceu uma das mãos para o meio das pernas dela, lentamente. Ele a ouviu gemer. – Oh, você já está molhada. – Felicity gemeu um pouco mais alto quando o dedo dele pressionou o clitóris. – Eu gosto desse som. – O membro dele latejou e foi a vez dele de gemer.

Oliver... – Ele caminhou com ela até o sofá e sentou-se com ela por cima.

Porr... – Gemeu, trincando os dentes logo em seguida, quando ela se remexeu em cima de seu membro. Oliver retirou o vestido que ela usava, jogando em algum canto da sala, e Felicity retirou a camisa sem mangas que ele usava, jogando junto do vestido dela. – Tira isso. – Ele pede, e logo em seguida Felicity tira o sutiã, ficando só de calcinha.

Não é justo. – ela diz. – Você ainda está de roupa. – Ele riu.

Se levante. – Pede, e ela o faz, sem sair do colo dele, apoiando os joelhos no sofá. Oliver tira a bermuda preta junto da boxer, e a fez sentar-se em cima de si novamente. O contato entre os sexos fez ambos gemerem. – Não. – Ele diz quando ela faz menção de tirar a calcinha preta de renda que usava.

Por que? – A pergunta sai como um gemido.

Porque não. – Ele diz antes de tomar os lábios dela. Felicity passa os braços ao redor do pescoço do marido, colando mais seu corpo no dele. Ela se remexeu e ambos gemeram. – Eu quero te ouvir... – Ele segurou a cintura dela com ambas as mãos. – Gemer meu nome. – Diz antes de coloca-la deitada no sofá, subindo por cima, sem colocar o peso.

Oli...ver. – Ele sorriu, antes de atacar um dos seios dela. Ele não fechou os olhos, observou a feição dela, por breves momentos, até que ao passar o dedo no sexo dela, a viu jogar a cabeça para trás, gemendo seu nome.

Isso amor... – Oliver diz, voltando a tomar o seio dela com a boca, sugando com certa força, fazendo-a gemer mais alto. Oliver, ainda por cima da calcinha, colocou um dos dedos dentro dela e ela arfou. A respiração de Felicity já se tornava irregular. – Vem pra mim... – Sussurra, soltando o seio, fitando-a. Aumentou o ritmo do dedo e sentiu o corpo de sua mulher estremecer. Ele sorriu. Ela o olhou, ele via os seios dela subirem e descerem por causa da respiração acelerada da esposa. Oliver então, retirou a calcinha vagarosamente, Felicity mordeu o lábio, e ele sentiu seu membro pulsar. – Não morda o lábio. – Rosnou, e ela parou.

Eu quero você. – Ele sorriu novamente.

Agora não. – Diz, jogando a calcinha longe.

Mas... – Ela não pode terminar a fala, pois, a língua de Oliver começou a passar por sua coxa lentamente. E ele a ouviu gemer alto quando ela enfim chegou onde ele queria. – Oli...ver. Oliver... – Ela jogou a cabeça para trás e puxou os cabelos de Oliver. Ele colocou um dos dedos em cima do clitóris, pressionando-o. Ela gemeu novamente. – Geme para mim, amor. – E ela o fez logo em seguida. Oliver colocou a língua dentro dela e depois chupou. Felicity arfou. Ela mexeu o quadril e Oliver pode ir mais fundo, fazendo Felicity revirar os olhos, gemendo. Ele sentiu ela estremecer e então chupou todo o prazer dela. Oliver tomou os lábios dela, antes que ela pudesse dizer alguma coisa. Ela puxou os cabelos dele com força, sentindo o membro dele roçar em seu sexo. Ele gemeu dentro da boca dela, quando sentiu a mão dela em seu membro, bombeando-o.

Não para. – Diz antes de descer a língua para o seio dela, enquanto que um dos dedos brincava com o sexo dela. – Ah. Oh, amor. – Ele diz, mordiscando o bico do seio. – Mais rápido. – Ele pede e ela o faz. – Isso. Oh...

Oliver... – Ela geme quando ele adentra com dois dedos dentro dela, fazendo os movimentos no mesmo ritmo que ela. – Oh... Amor...

Meu amor... – Ele diz e então ela goza junto dele. – Isso foi bom.

Foi ótimo. – Ele a beija enquanto tirava a mão dela de seu membro.

Oliver. – Ela resmunga baixo quando sente os dedos dele deixar o sexo dela.

Sente isso... – Ele roçou o membro dele no sexo dela.

Oh... – Ele mordeu o lábio dela. – Oliver... Eu... – Antes de ela terminar a frase, Oliver adentra seu membro no sexo dela, sentindo as paredes internas chuparem seu membro. Oliver gemeu. Felicity abraçou a cintura dele com as pernas. Fazendo os movimentos lentos, Oliver pega nas coxas dela com ambas as mãos, levantando o quadril, podendo ir mais fundo. Ambos gemeram juntos. – Oli...ver.

Tão apertada. – Ele rosnou, aumentando o ritmo, ao mesmo tempo em que tomava os lábios dela. Felicity apertou as costas dele com as unhas, gemendo dentro da boca dele, assim como ele fazia. – Felicity... – Felicity estremeceu, e logo em seguida foi a vez de Oliver, sentindo seu prazer explodir dentro dela.

Notas finais
Sim, gente, agora é “real”, Helena foi a namorada de Oliver. Ela está fazendo um “trabalho” que Oliver pediu, e deve voltar logo. Moira apareceu no apartamento de Felicity e Oliver. Ela disse coisas que Felicity não conseguiu retrucar. Ela foi maldosa, sem escrúpulos, não concordam? Tocou na ferida, mas não se importou. Chamou Felicity de prostituta, e ainda achou que estava correta em dizer todas aquelas coisas. Mas mais uma vez, Oliver a colocou no lugar dela. Mas parece que ela não aprende, não é? Porque ela apareceu no trabalho do filho para fazer mais um de seus shows. Oliver não mais suporta as histerias da mulher, e não se importou em dizer “todas”, na frente de sua secretária. Quem gostou desse capítulo? O que acharam dele? Por favor, espero que comentem. Críticas positivas ou não são aceitas. O que acharem que eu deva “concertar” ... Por favor, não deixem de comentar. Bom, eu tenho um aviso, e um pedido: O Aviso é que eu estou com um bloqueio insuportável, tanto que não consigo continuar a escrever C.D E KUPIDON. Eu não sei o que está acontecendo, mas espero não demorar a voltar a escrever como antes. Enquanto não consigo escrever essas, eu estou conseguindo escrever as que tinha salvas no meu PC. Por isso eu peço que me entendam, e não desistam da história. Eu não sei se volto na próxima segunda ou na sexta, mas vou tentar não sumir por muitas semanas. Vou tentar escrever essa semana, caso não consiga... Já estão avisados. Desde já agradeço pela compreensão. Tenham uma ótima semana Kissus