Cross Destination

16 Capítulo Dezesseis


Notas iniciais
Olá, leitores. Espero que estejam bem. Eu quero antes de tudo pedir perdão pela minha demora. Eu queria muito ter voltado antes, mas não pude. E eu tenho a explicação para isso: Eu sei que fiquei sumida, mas finalmente eu consegui terminar esse capítulo. Foi difícil, bem complicado. Mas eu finalmente consegui. Fiquei duas semanas sem escrever, sem poder entrar no not, porque eu tirei os cisos, e vou dizer, é o inferno. Fiquei com dor durante duas semanas. Tomando remédios fortes, e dormindo quase o dia inteiro. Por isso eu demorei mais do que eu pensei para voltar. Mas aqui estou. Espero que me perdoam e compreendem meu sumiço. Bom, não quero enrolar mais... Boa Leitura.

Oliver acordou, mas não abriu os olhos, passou a mão pela cama, mas não sentiu o corpo de sua esposa ao seu lado, abriu os olhos e ao se virar, percebeu que ela não estava. Olhou no relógio que estava na mesa de cabeceira e arqueou as sobrancelhas, não entendendo porque sua esposa estava fora da cama ás 9 da manhã sendo que os filhos não estavam em casa. O barulho do chuveiro lhe avisou onde ela se encontrava. Se sentou na cama, ainda inconformado de ela não estar ali, ao seu lado. Suspirando, Oliver fez menção de se levantar e ir atrás dela, mas o toque do seu celular o interrompeu. Se levantou e caminhou até o criado mudo. No visor, o nome de Sarah piscou. Oliver atendeu no terceiro toque.

Sarah.

Olá, Ollie, como está?

Bem.

Você deve estar aproveitando pra caramba esses dias em que está de "folga", ? – Oliver revirou os olhos. – Deve estar tirando o atraso.

Por que você e Tommy se importam tanto com a minha vida sexual? – Ela riu.

Ora, porque somos seus melhores amigos. E depois, quem tem que aturar seu mau humor somos nós. – Riu novamente. Oliver nem mesmo sorriu. – Cadê seu humor, Ollie?

Deixei ele na minha cama.

Ah, entendi, eu atrapalhei algo, ? – Sarah diz, sem tirar o tom de diversão da voz.

Não, Sarah. Eu estava dormindo. – Ela fez um "hum".

Então, eu vou viajar.

Para onde? – Arqueou as sobrancelhas.

Ah, é um "trabalho". São só três dias. — Foi a vez de Oliver dizer "hum".

E o que mais queria falar comigo?

Por que acha que tem mais alguma coisa?

Porque eu sei, Sarah. O que houve? – Perguntou alguns segundos depois, enquanto verificava se Felicity continuava com o banho.

Você não vai gostar.

Diz logo, Sarah.

Os homens de Cooper andaram rondando a escola.

Que filho de uma... – Rosnou, interrompendo o xingamento. – Eles conseguiram chegar perto dos meus filhos?

É claro que não. Foram mortos antes disso. – A voz de Sarah saiu sombria. – Ele aumentou a oferta, Oliver. Está oferecendo 500.000 por Felicity.

Maldito. – Ele rosnou, não conseguindo conter a voz. – Eu vou buscar os gêmeos.

Não faça isso.

O que... – Sarah o interrompeu.

Acalme-se, Oliver. – Sarah pediu. – Onde está Felicity?

No banho... – Oliver responde enquanto verificava novamente se o chuveiro continuava ligado.

Ela não pode saber. Você a conhece, Oliver. Sabe que ela ficará preocupada e você não quer isso, não é? – Sarah sabia bem como acalmar o amigo.

Oliver respirou fundo, tentando se acalmar. Sabia que a amiga estava certa, ele não queria preocupar a esposa. Mas também, não gostava de ficar sem fazer nada, eram seus filhos. Passou a mão livre nos cabelos, sabia que se não fosse pelos agentes, seus filhos poderiam ter "sofrido" algum ataque. Esse Cooperdesgraçado, estava mexendo com quem não deveria, ele pensou, xingando-o mentalmente.

Sarah, os gêmeos estão com Tyler e Dimitri?

Estão.

Então mande Gregory e Jayden para junto deles.

Eu já fiz isso. – Oliver se aliviou. – Estou tomando conta, Ollie. Confia em mim.

Eu confio, mas... Eu que deveria... – Sarah o cortou.

Olha, por enquanto você fica com Felicity. Cuide dela e dos seus filhos. Dê a atenção que eles precisam.

Sarah, eu não posso... – Ela novamente o cortou.

Deixe isso comigo. E eu prometo, vou entregar Cooper para você. – Oliver passou as mãos nos cabelos novamente. – Vai me deixar cuidar disso?

Tudo bem. – Afinal, ela estava certa, Felicity e seus filhos eram prioridade. – Deixo isso com você. Por enquanto.

Ótimo.

Me mantenha informado... – Oliver se virou ao ouvir os passos da esposa. – Te vejo amanhã. – Desligou.

Quem era? – Felicity perguntou assim que ele colocou o celular de volta no criado mudo.

Sarah... – Disse enquanto se sentava na cama.

E o que ela queria? – Oliver a fitou. Os cabelos longos e loiros estavam húmidos e seu corpo estava enrolado em uma toalha minúscula, rosa pink. Os olhos verdes demonstravam preocupação.

Ela vai viajar. – Desconversou.

Viajar? Para onde?

É um trabalho.

Não é perigoso?

Ela vai ficar bem. – Diz enquanto a trazia para perto de si.

Tem certeza? – Oliver fez com que ela se sentasse em seu colo, com os joelhos apoiados na cama, de cada lado de sua cintura.

Tenho. – Respondeu, e antes que ela lhe fizesse mais alguma pergunta, ele tomou os lábios dela em um beijo necessitado. Felicity levou as mãos até os cabelos macios e loiros dele. Oliver se impediu de gemer quando ela remexeu o quadril, passando o sexo dela no dele, mordendo o lábio inferior dela. Enquanto ainda a beijava, ele retirou a toalha que tampava o corpo de sua esposa. Oliver largou os lábios, para mordiscar e beijar o pescoço dela. Gemeu quando novamente ela esfregou o sexo dela no seu, e mordeu um pouco mais forte o pescoço macio, descendo os beijos até o colo, e com uma das mãos, apertando as nádegas.

Oli...ver. – Gemeu ao sentir ambas as mãos apertando sua nádega. – Oliver... – Segurando-a pela cintura, e tomando os lábios dela em um beijo possessivo, ele a posicionou sobre sua ereção, e gemeu quando sentiu as paredes internas dela descerem sobre seu membro rígido. Ele a ouviu gemer.

Felicity... – Oliver rosnou quando ela começou a se movimentar sensualmente sobre si. Com ambas as mãos na cintura fina, apertando fortemente, ele a incitou a cavalgar mais rápido. – Você é tão apertada... – Ele rosna baixo no ouvido dela, passando a mordiscar o pescoço macio. O sexo dela se apertou ao redor do dele, e ele gemeu mais uma vez. Era impossível não sentir desejo quando ela tinha os olhos nublados de luxúria, os lábios inchados por causa dos beijos e os seios firmes roçando em seu tórax enquanto ela subia e descia sobre ele. Felicity puxou os cabelos loiros, enquanto gemia, ela sentiu as mãos de Oliver ficarem mais firmes em sua cintura. Ela não conseguia tirar os olhos dela dos olhos dele. Aqueles olhos azuis lhe causava um arrepio tão bom, o que fazia o seu desejo por ele aumentar. Oliver tomou os lábios dela, tocando com um dos dedos, no clitóris, pressionando-o. Eles gemeram um na boca do outro, sentindo o prazer crescer. Oliver mordeu o lábio levemente, para logo voltar a busca-los novamente, enroscando sua língua na dela, enquanto deixava seu prazer jorrar para dentro dela. Oliver se deixou cair para trás, e a levou consigo. Ambos respiravam ofegantes.

Eu preciso de outro banho... — Sussurrou, ainda deitada sobre o peito de Oliver. Ele não respondeu, ficaram em silêncio por alguns minutos. Quando ele colocou os olhos nela, percebeu que ela já dormia. Passou a acariciar os cabelos sedosos levemente. Ele adorava vê-la dormir. Ficou tanto tempo sem fazê-lo, que sempre que podia, ele ficava horas, apenas observando-a dormir. Tão relaxada. Ele se arrumou na cama, sem acorda-la, sem tira-la de cima de si, e puxou o edredom, cobrindo a ambos.

Oliver não dormiu. Não conseguiu. Seus pensamentos voltaram-se para o telefonema de Sarah. Sem perceber, ele apertou um dos braços em volta de Felicity, abraçando-a protetoramente. Não deixaria que nada acontecesse a ela. Protegeria ela de tudo e de todos. Ele agora tinha uma família, e não deixaria ninguém destruir o que construiu. Pensar nisso o fez lembrar do homem que estava lhe causando problemas. Cooper. Esse nome lhe causava ódio. Um ódio tão grande, que o fazia se sentir um monstro. Mas ele não se importava. Se fosse para proteger a mulher que amava, ele se tornaria um monstro. Ele iria matá-lo, e se divertiria muito fazendo isso. Era uma promessa. E ele nunca quebrava uma promessa. Cooper se arrependeria amargamente do dia em que colocou os olhos em Felicity e seus filhos, Oliver teria certeza disso.

**--** **--**

E aí, Oliver. – Ouviu, se virou e encontrou o dono da voz.

E aí, Barry. Cadê a Cait?

Ela está em casa, não estava se sentindo muito bem hoje. – Oliver arqueou as sobrancelhas.

Está doente?

Não sei. Ela disse que estava melhorando, mas já tem uns dias que ela está assim.

Como você é lento. – Ouviram. – Talvez ela esteja esperando um mini Allen.

Tommy. – Oliver revirou os olhos. – Você estava escutando nossa conversa desde quando?

Eu cheguei quando você perguntou se ela estava doente.

Ela não está grávida. – Tommy riu.

E você é médico por acaso? – Oliver segurou uma risada. – Talvez ela esteja e vocês nem desconfiam. Eu e Laurel descobrimos que ela estava grávida no terceiro mês. Ela não estava passando mal, e entrou nas regras por dois meses seguidos. Só descobrimos porque ela teve que fazer um exame de sangue por causa do fluxo... E BOOM.

BOOM? – Oliver e Barry perguntam juntos.

É. BOOM. Ela estava grávida.

A Cait não está grávida, Tommy. – Voltou a dizer.

Depois não diga que eu não avisei, hein. – O portão abriu. – Acho que Kitty vai gostar de saber que terá um irmãozinho ou irmãzinha. – Barry revirou os olhos.

Não adianta repetir, Barry. Tommy é assim mesmo.

Irritante?

Sempre.

Estou tentando te abrir os olhos. – Se virou para Barry. – E aí, Palmer?

E aí. – Se aproximou. – Oi, Barry, e a Caitlin?

Ela está em casa.

Vocês se conhecem?

Caitlin é pediatra do meu filho. – Oliver e Tommy dizem “ah”.

Ray, diz aí, você não concorda que quando uma mulher está passando mal demais, e sentindo-se enjoada demais, quer dizer: Gravidez?

Por que está me perguntando isso? – Arqueou as sobrancelhas.

Só responde.

Bom, é. Noventa por cento de chance, se ela tiver um conjugue.

Viu? – Tommy se virou para o amigo. – Estou dizendo, está vindo um mini Allen. – Ray e Oliver riram.

Então é isso? A Caitlin está grávida?

A Cait não está grávida. – Barry diz depois de bufar.

Isso é o que ele acha, Ray. – Oliver e Ray voltaram a rir.

Você é irritante, hein?

Obrigado. – Barry agradece ao Palmer. – Sim. Ele é.

Já estou acostumado. – Eles vêem as crianças chegarem juntas.

Eu ainda vou ouvir você dizendo que eu estava certo.

Senhor Allen, o senhor Ramon ligou dizendo que vai levar o Chase.

É, eu vou.

Bom, as crianças estão com um recadinho na agenda sobre a primeira reunião de pais e mestres. – Os quatro homens assentiram. – E a diretora pede que ambos os pais compareçam, por favor. – Ray desvia os olhos para o filho que conversava com Chase.

Pode deixar. – Oliver diz, desviando os olhos para Ray, tinha percebido ele ficar desconfortável.

Vamos? – Barry tenta chamar a atenção das crianças, mas não foi o suficiennte. Eles estavam conversando. Bryan e Killian nem mesmo se olhavam, estavam afastados um do outro. Oliver viu sua filha rir de alguma coisa que o seu afilhado tinha dito, e logo em seguida os outros também riram, inclusive Bryan e Killian.

Ollie, ficou sabendo que Sarah vai viajar? – Ray olhou para Tommy.

Ela vai ficar três dias fora. Em trabalho. Ela disse pra você? – Olhou para Ray.

Sim. Ela me disse ontem.

E como estão as coisas entre ela e... – Barry olhou para o mini Palmer.

Estão... Melhor. Ele não a trata mais tão friamente. – Revirou os olhos. – Não entendo como que meu filho pode ser tão difícil.

Isso vai melhorar. – Tommy comentou. – Ele não tem feito nada de errado na escola, tem?

Não desde a briga com seu filho. – Olhou para Oliver.

O que é ótimo, não é? – Ele não pode concordar. – Bryan tem mais coisas de mim do que da Felicity. Até mesmo a falta de paciência para algumas coisas.

Em compensação, parece que sua filha pegou a calma dela, não é? – Oliver sorriu.

Graças a Deus. Ela consegue acalmar Bryan, o que é de grande ajuda.

Ainda não conheci sua esposa pessoalmente.

É. Ela tem ficado muito em casa.

Mas você vai conhecê-la. – Tommy diz. – Aproveitando que estão todos aqui... No final de semana vai ser aniversário da Sarah. Laurel decidiu fazer um almoço lá em casa.

Sua irmã falou sobre isso com a Sarah? – Eles pararam em frente ao carro de Oliver.

Por que? Vocês marcaram alguma coisa? – Ray revirou os olhos.

Não, Tommy. Estou perguntando, porque eu sei que a Sarah não gosta de festa.

Verdade. É por isso que vai ser um almoço só com a família. E bom, vocês são praticamente da família. – Deu de ombros.

Sarah não sabe disso, não é?

Não.

Não sei se isso é uma boa ideia.

Eu tenho que concordar com o Ray. – Oliver diz.

Não se preocupem, não vai ser surpresa. Assim que ela voltar de viajem, Laurel vai falar com ela. – Ray assentiu.

Bom, é só falar que horas vai ser que eu e Cait aparecemos.

Ótimo. – Se virou para Oliver. – E você avisa sua esposa que ela está sendo intimada a chegar mais cedo. Laurel quer falar com ela. – Oliver assentiu. – Diz para ela que não é para ajudar minha mulher com a comida. – Oliver balançou a cabeça e Barry riu.

Você não se cansa disso, não é?

Não entendi.

A esposa do Oliver é uma negação na cozinha. – Ray olha para Oliver.

Mas... Ela não passou seis anos longe, com os filhos? Como eles sobreviveram? – Tommy e Barry riram. – Não era para ser engraçado.

O Tommy fez a mesma pergunta á Felicity, por isso ele está rindo. – Ray sorriu. – Ainda bem que eu sei cozinhar, se não, até eu estaria ferrado.

Estaria comendo comida pronta, todos os dias. – Tommy completou.

Bom, eu tenho que ir. – Barry diz. – A Cait ainda não está bem, e ela está sozinha.

Não precisa se preocupar. Ela está grávida. – As crianças que estavam se aproximando dos pais, olham confusos para Tommy.

Quem está grávida, papai?

Sua tia Caitlin.

Tommy. – Barry, Oliver e até mesmo Ray o repreendeu.

O que? – Olhou para os amigos com cara de inocente.

A mamãe vai ter um bebê? – Barry suspirou, pensando em como matar o amigo.

Não, querida. Sua mãe não vai ter bebê nenhum, seu tio não sabe o que diz.

Ele está brincando, Kitty. – Oliver completou, passando uma das mãos nos cabelos ruivos da menina, que o olhou em seguida.

A tia Lissy não veio hoje?

Não. – Oliver sorriu. – Hoje ela ficou em casa. Mas vocês se verão no final de semana. E quem sabe ela não vem buscar os gêmeos amanhã, comigo? – Ela assentiu.

Papai, a gente já pode ir? – Bryan se pronunciou.

Claro. – Olhou para os amigos. – Nos vemos no final de semana.

Vamos, Chase. – Chamou o afilhado que caminhou até o tio. – Até mais.

Até mais, Ray. – Oliver diz, depois de ajudar os filhos entrarem no carro.

Até. – Ray, que estava com o carro ao lado de Oliver, respondeu.

Ollie. – Oliver olhou para o amigo. – Liga para a Laurel depois, ela está preocupada com Sarah. E só você sabe onde ela está, e o que está fazendo.

Ah, quando chegar em casa eu faço isso. – Ele assentiu. Lyon balançou a mão direita, se despedindo dos gêmeos, que fizeram o mesmo.

Vamos, filho. – Oliver deu a partida no mesmo momento em que o amigo ajudava o filho a entrar no carro. Passou por ele e buzinou, acelerando o carro logo em seguida.

**--**

Felicity se olhou no espelho. Ela tinha escolhido um look casual, afinal o aniversário da amiga seria um almoço no jardim da casa da irmã. Ela colocou um vestido roxo de alça fina a um palmo e meio do joelho, sapatilhas pretas com um desenho de uma flor lilás do lado direito e uma pulseira de ouro branco. Cacheou as pontas dos cabelos com babyliss, ela sabia que não duraria por muito tempo, mas não jogaria o laquê. Ouviu passos, mas mesmo assim, não parou de passar o perfume. Oliver entrou no quarto quando ela terminava de colocar os brincos. Ele sorriu.

Você está linda.

Posso dizer o mesmo de você. – O olhou pelo espelho. – Eu já estou terminando.

Tudo bem. Não estamos atrasados.

Laurel pediu para eu chegar mais cedo. – Oliver assentiu. – Você viu meu celular?

Ele está junto do meu, lá embaixo.

E minha carteira? – Ela se virou para ele.

Junto da minha, lá embaixo. – Felicity sorriu.

Então eu estou pronta. – Se aproximou, passando os braços pelo pescoço.

Não acha que esse vestido está curto demais? – Olhou para a barra do pano.

Não. – Ele a olhou. – Está ótimo. Vamos? – Oliver passou uma das mãos pela coxa, por baixo do pano. – Oliver. – Ela sussurrou, e ele a virou de costas para ele.

Está tão curto que quando você está de costas, eu vejo quase tudo. – Felicity revirou os olhos.

Nossa, não é pra tanto. – Ele a ouviu bufar. – Eu não vou trocar. – Ela diz de uma vez, cortando qualquer pedido que o marido fosse fazer. Ela sentiu o marido beijar seu pescoço, e suspirou. Ele subiu a saia do vestido, passando a mão das coxas até a barriga, lentamente.

Você tem certeza? – Sussurrou no ouvido dela.

Não... – Arfou ao sentir a mão dele apertar um dos seios por cima do tecido do sutiã. – Vou trocar. – Ela conseguiu se virar nos braços dele. – Eu vou assim, e você vai ter que se conformar. – Aproximou os rostos. – Eu te compenso mais tarde.

Não deveria ter dito isso. – Ela riu.

Mamãe. Papai. – Eles ouvem os filhos, e Oliver se afasta.

Você tem sorte de estarmos saindo. – Felicity mordeu o lábio. – Não faz isso. – Rosnou. Ela riu. – Você faz de propósito, não é? – Ela não respondeu e passou por ele. Oliver deu um tapa na bunda dela e mesmo assim ela não parou de andar para fora do quarto.

Vamos logo. – Ela diz do corredor. Oliver balançou a cabeça.

Ela vai me deixar louco. – Sussurrou, seguindo para fora do quarto.

**--** **--**

Sabe, quando eu disse para chegar mais cedo, não era dez minutos mais cedo. – Laurel diz, revirando os olhos enquanto caminhavam para o quarto que ela dividia com Tommy.

Do que precisa? – Felicity pergunta.

Eu preciso que me ajude a convencer Sarah a aceitar a proposta do Ray.

Meu Deus, ele fez o pedido? – Felicity praticamente grita.

Ele deu o anel á ela, e ela disse que precisava pensar.

Aff, sua irmã é difícil, hein? – Sentou-se na cama ao mesmo tempo que a amiga.

Ele está vindo para o aniversário dela. E ela precisa dizer sim. – Elas ouvem passos se aproximar do quarto, e então Sarah aparece da porta.

Você já chegou. – Elas se abraçam.

Feliz aniversário, amiga. – A outra sorriu.

Obrigada. Cadê o Ollie?

Ele e os gêmeos estão com Tommy e Lyon lá embaixo.

Entendi.

Então... Sah... – Elas se olharam. – Laurel me contou do pedido.

Poxa, Laurel, você vai contar para mais alguém? – Cruzou os braços, chateada.

Não entendo, Sarah. Por que não quer se casar com o Ray?

Não é que... – Suspirou. – Não é que eu não queira, okay? É que, minha vida...

Ah, não, Sah. Você não precisa desistir da sua vida de Agente. Ele pediu você em casamento. Á quanto tempo vocês estão “namorando”?

Faz mais ou menos um ano. – A irmã e a amiga ficaram surpresas. – Nós estávamos nos conhecendo...

E depois? Você ficou esse tempo todo namorando escondida... Não achou que uma hora ou outra ele iria querer mais?

É claro que eu achei. Só que... Killian ainda é complicado.

Pensei que estavam se dando bem.

E estamos. Mas é um namoro. Imagina como vai ser quando ele souber que... – Bufou e se jogou na cama da irmã.

Ele precisa de uma presença feminina. E Ray merece ser feliz, assim como você. – Laurel diz. – Você disse que iria pensar, Sah. Ele diz que te ama, que quer passar o resto da vida dele com você, e você diz que precisa pensar?

Eu também não queria ter dito isso, mas... – Olhou para as amigas. – Eu nunca tive medo de nada, e pela primeira vez na minha vida estou sentindo isso.

Medo? Todo mundo tem. – Felicity deu de ombros. – Mas você vai deixar esse medo ganhar da sua felicidade?

Acho que ele está chateado. – Diz. – Ele não me ligou depois que voltei. E não nos vimos...

Sarah, eu não o conheço, mas pelo que me disseram ele foi abandonado pela ex-mulher. E mesmo assim, ele deixou você entrar. Sarah, ele se abriu pra você, e você está machucando ele.

Eu concordo com a Lis. – Sarah voltou a se deitar e olhou para o teto. – Ele disse que esperava o tempo que você precisasse, mas mesmo assim... Ele deve estar magoado. Foi como se você dissesse não. O que vai fazer? Deixar assim? Porque... Porque você tem medo? Não faz isso, Sah, você vai se arrepender pelo resto da sua vida.

E sobre Killian... Você se dá tão bem com Lyon e meus filhos, até mesmo com Kitty... – Sorriu. – Você está conquistando ele aos poucos, você mesma disse que ele está menos rude. – Ela assentiu, ainda sem olhar para a irmã e a amiga.

Está menos rude. – Repetiu. – Estamos nos dando bem. Ele... Precisava de alguém que o compreendesse. E ele e Ray estão se entendendo. Mas eu não sei se ele vai gostar de saber sobre o “casamento”.

Não diga para ele, então. – Sarah se sentou e olhou para a irmã. – Fale com Ray, e diga que acha que Killian precisa de mais tempo. – Sorriu. – Ele vai entender.

Quando acharem que ele está pronto... Vocês dizem a ele que vão se casar.

Vocês acham mesmo que eu devo fazer isso?

Não é o que você quer? – Laurel e Felicity perguntam juntas.

É o que eu mais quero. – Bufou. – Eu não acredito que estou com medo. Medo. Dá pra acreditar? Eu nunca senti isso na minha vida e agora... – Revirou os olhos. – Eu amo o Ray. De verdade, só... Não quero complicar as coisas entre ele e o filho. E também, estou com medo de que não dê certo.

Sarah, deu certo por um ano. – Felicity diz sorrindo.

Sabe do que precisa? Falar com Ray. Ser honesta com ele. Dizer tudo.

Mas eu vou me sentir...

Fraca? – Laurel a interrompe. – Isso não é fraqueza, Sah. Você vai estar se abrindo para o homem que você ama. Deixa ele conhecer todos os seus “eus”. – Sorriu. – Vai ver que vai se sentir mais leve.

Okay. Então, hoje, quando ele chegar, eu vou falar com ele.

Ótimo. Eu e a Lis fazemos sala para os convidados, até você e Ray terminarem a conversa. – Elas são interrompidas por uma voz.

Ei. Ray, Caitlin e Barry chegaram. – Tommy avisou.

Sua deixa. – Felicity diz, sorrindo.

Tá. Tommy, desce e diz para o Ray que a Sarah quer falar com ele. – Laurel pede.

Para que? – Arqueou as sobrancelhas.

Não é da sua conta, Tommy. – Felicity revira os olhos. – Deixa comigo, que eu mesma faço isso.

O que vocês estão aprontando?

Virou fofoqueiro agora? – Felicity o empurrou para fora do quarto. E antes de sair sussurrou um “boa sorte”.

Vou precisar. – Ouviu da amiga.

**--** **--**

Eu não sou fofoqueiro, só quero saber o que vocês estão aprontando.

É fofoqueiro, sim. – Ela retrucou enquanto desciam as escadas.

Quando tem muita mulher juntas, não acaba bem.

Eu poderia dizer o mesmo dos homens.

Sério? Por que?

Porque quando vocês estão juntos, só sai merda. – Os homens que estavam perto da escada, arqueiam as sobrancelhas.

Como é isso aí? – Ela olha para Oliver.

Só disse a verdade. – Deu de ombros.

Tenho que concordar. – Barry olhou para a esposa que deu de ombros.

Tia Lissy. – Ela correu para a tia que a pegou no colo.

Você está tão linda, meu amor. – Beijou a bochecha dela.

Obrigada. Você também. – Felicity sorriu. – Eu estava com saudade, a tia nem vai buscar a B e o Bry. – Fez um biquinho.

Desculpa, amor. Prometo ir mais vezes. – Ela beijou a bochecha da tia.

Ah, então é você que me roubou minha afilhada. – Felicity olhou para o homem.

Lis, esse é Cisco e Cinthya Ramon.

Felicity Queen. – Oliver sorriu. – E eu não roubei ninguém, não posso fazer nada se eu conquistei essa fofura aqui em menos de um dia. – O homem cruzou os braços.

Não seja tão infantil, Cisco. – Cinthya diz. – Não dê atenção a ele. – Felicity sorriu para ela. – Esse é nosso filho. Chase.

Olá. – Ela cumprimentou o garoto que a cumprimenta de volta.

Você é a mãe dos gêmeos?

Sim. Eu sou.

Brooke parece muito com você.

Você acha? – Ela olhou para o marido e então, percebe que tem mais um homem presente. Oliver percebe o olhar da esposa.

Ray, essa é minha esposa. Felicity. – Ela lhe sorriu. – Amor, esse é Ray Palmer.

É um prazer. – Dizem juntos.

Esse é meu filho. Killian. – Olhou para o menino que estava de braços cruzados.

Oi. – Ele diz.

Oi. – Sorriu. – Você não quer ficar com as outras crianças? Elas estão no jardim. – O menino olhou para o pai.

Vai lá.

Vai também, Chase. – Cait diz.

Vai com eles, pequena. – Colocou Kitty no chão. E ela seguiu Killian e Chase.

Ele está mais “manso”, ou é impressão minha? – Barry pergunta depois que Felicity o abraça.

Não é impressão. Ele está... Diferente. Nós conversamos.

Isso é bom. – Caitlin e Felicity dizem juntas.

É. Estamos nos entendendo.

Como eu disse... – Oliver se pronunciou. – Ele só precisava que você conversasse com ele. – Ray assentiu.

A Sarah ajudou também. – Oliver sorriu, se lembrando de ter dito para a amiga que ela ajudaria Ray com o filho.

Ah, por falar na Sarah, ela pediu para você subir. Ela está no... Terceiro quarto á direita. – Ele assentiu e caminhou para as escadas.

Eu estou curioso. – Tommy diz, vendo o Palmer subir.

A curiosidade matou o gato.

Eu sou humano. – Barry e Oliver riram. Felicity e Cait reviraram os olhos.

Bom, nós vamos ficar com as crianças, vocês vêm? – Antes que eles pudessem responder, a campainha toca.

Quentin. Dinah. – Tommy cumprimentou assim que abriu a porta.

Olá, Tommy.

A Sarah ainda não desceu, mas... – Vê a esposa descendo as escadas.

Mãe, pai. – Ela se aproxima e os abraça.

E sua irmã?

Ela já vai descer, ela está... – Se interrompeu propositalmente. – Conversando com uma pessoa. – Eles assentiram.

Oh. – Eles olham para alguém atrás da filha. – Felicity? – A loira se aproxima. – Você está loira mesmo.

É muito bom vê-la novamente, Dinah.

Você está linda, querida. – Ela sorriu.

Obrigada.

Quando Laurel e Sarah disseram que você estava mesmo de volta, ficamos surpresos. – Quentin se pronuncia.

É. Não era para ser do jeito que foi, mas... – Olhou para o marido que estava ao seu lado.

E vocês estão mesmo casados?

Sim. Estamos. – Oliver respondeu.

Seu pai quem ficaria feliz com isso.

Sim, ele ficaria. – Oliver sorriu.

Barry, Caitlin. – Eles cumprimentam e são cumprimentados de volta. – E a filha de vocês?

Ela está brincando com Lyon e os outros lá fora.

Esses são nossos amigos. Cisco e Cinthya. – Barry os apresentou.

Ah, eu me lembro de você no consultório da Caitlin. – Dinah diz. – Vocês têm um filho.

Sim. – Sorriu. – Chase. Ele estuda junto do seu neto.

Ah, mamãe, você vai se surpreender quando conhecer os gêmeos.

Ouvi dizer que são parecidos com você, Oliver.

Sim. É verdade. Mas eles têm os olhos verdes da Felicity.

Alguma coisa eles tinham que puxar de mim. – Eles riram.

É o cúmulo, não é? – Laurel se pronuncia. – Nós carregamos nossos filhos por nove meses dentro da barriga, e com quem eles se parecem quando nascem?

Com o pai. – Felicity diz junto de Laurel e Cinthya.

Minha filha tem a cor dos meus cabelos.

É, mas o resto é do Barry. – Ela concordou com Cinthya.

Superem isso. Não adianta reclamar. – Dinah diz, sorrindo. – E onde estão as crianças?

Elas estão no jardim. – Felicity diz.

Vamos pra lá. – Tommy chama, já andando com Oliver e Barry na frente dos outros. As crianças estavam correndo. Oliver se surpreendeu com o fato de que o filho de Ray e seu filho não estavam brigando. Tommy olhou para Oliver, que deu de ombros. Eles ouviram risadas, e viram Lyon caído em cima de Bryan, enquanto Kitty e Brooke riam. Lyon sentou-se na grama, e Bryan reclamou alguma coisa que os adultos não ouviram.

Seus filhos... – Dinah, se pronuncia. – São mesmo parecidos com você, Oliver.

Quem é o outro menino? – Ele olhava para o filho do Ray, que para a surpresa de todos, ajudou Bryan a se levantar.

Isso aconteceu mesmo? – Felicty pergunta.

Sarah faz milagres. – Laurel comenta.

Eu soube que eles não se davam bem... – Cinthya diz. – Eles não brigaram á algumas semanas atrás?

Sim. Saíram no soco. – Tommy responde.

Bryan disse que os dois mal se olhavam... – Oliver diz, surpreso demais com o que acabou de presenciar.

É o fim dos tempos. – Barry revira os olhos com o comentário do amigo. – Vai que estamos em um universo paralelo? Nunca se sabe.

Cisco, menos. – Barry pede.

Quem é ele? – Quentin volta a perguntar.

Ah, ele é filho do namorado da Sarah, pai.

Namorado? – Ele arqueou as sobrancelhas.

Ah, é... – Ela riu, nervosa. – A Sarah não contou, né?

A Sarah não contou aos pais dela que está namorando? – Cait sussurra para Felicity.

Estou tão surpresa quanto você. – Sussurrou de volta.

Ela está namorando?

Sim. Ray Palmer. – Tommy respondeu. – O menino se chama Killian.

E como está sendo isso? – Quentin pergunta. – Eu sei que não deve estar sendo fácil.

O menino é difícil, mas parece que ela está conseguindo conquista-lo. – Oliver diz, tentando ajudar.

A Sarah sabe o que faz, Quentin. – Dinah diz. – Se ela está feliz, é isso que importa.

E ela está. – Felicity quem diz. Ela voltou os olhos para as crianças.

Vamos nos sentar? Sarah ainda pode demorar.

Onde ela está?

Ela está conversando com o Palmer.

Sozinhos? Lá em cima? – Os homens se olham, segurando uma risada.

Pai, pelo amor, né? Eles estão conversando.

É. Eles precisam disso. – Felicity completa. Ele assentiu, desgostoso.

**--** **--**

Oi, querida. Feliz aniversário. – Abraçou a filha.

Obrigada, mãe. – Ela abraçou o pai que olhava para Ray.

Eu pensei que não desceria mais. – Laurel, Felicity e seguraram uma risada.

Hummm... Mãe, pai, esse é o Ray.

É um prazer. – Dinah sorriu.

Humm. – Pegou na mão do “genro”. – Há quanto tempo isso está acontecendo?

Pai.

Foi apenas uma pergunta, Sarah. – O casal se olhou.

Faz um ano. – Sarah respondeu.

Como é? – A olha indignado.

Depois eu explico, pai. – Se virou para Oliver, querendo mudar de assunto. – Cadê a Thea, Ollie?

Ela mandou uma mensagem dizendo que está chegando. – A campainha tocou. – Com certeza é ela.

Isso é hora de chegar? – Sarah diz, colocando as mãos na cintura.

Desculpa. – Suspirou. – Eu sei que ando sumida.

E muito. – Oliver diz. – Faz semanas que eu não te vejo.

Depois que eu descobri que minha “mãe” é uma vaca, e que meu ex-namorado é um traficante, eu precisei de tempo. – Os outros decidiram não comentar. – Mas, eu não perderia seu aniversário. Nunca. – Sorriu.

Obrigada.

Oi, Lis. – Ela abraçou a cunhada primeiro, depois os dois irmãos, e então os outros. – Eu não conheço vocês. – Diz para Cisco e Cinthya.

Eles são Cisco e Cinthya Ramon.

Você é a irmã do Oliver.

E do Tommy. – Eles arquearam as sobrancelhas.

Como isso é possível? – Cisco pergunta.

Minha mãe traiu meu pai com o pai do Tommy. – O casal se olhou. – É. Eu sei. Isso é estranho, mas... Vindo da minha “adorável” mãe, isso não me surpreende. – Oliver e Felicity se olharam. – Ray Palmer?

Ele e a Sarah estão namorando. – Quem respondeu foi Tommy.

Ora... – Riu. – Eu nunca pensei que veria a Sarah com um namorado.

Ei. – Ela reclamou e os outros riram.

Mas convenhamos, Sah, você nunca mais ficou com ninguém depois do Ollie.

Péssima hora para se lembrar disso, Thea.

Isso faz tanto tempo. E nem deu certo.

Se a Thea não fizer algum comentário indiscreto, não é ela. – Felicity e Caitlin riram do comentário de Laurel.

E então? Cadê meus sobrinhos?

Eles estão no jardim. Mas você ainda não respondeu, Thea... – Oliver se pronunciou. – Onde estava nessas últimas semanas?

Viajando. – Deu de ombros. – Avisei o meu pai e Walter apenas, que avisou Moira... – Revirou os olhos. – E pedi para que ele dissesse que eu estava bem.

É. Ele disse. Mas mesmo assim...

Desculpa, não faço mais isso. – Os irmãos assentiram.

Você é mesmo irmã desses dois, né? – Quentin comentou.

Hummm. Imagino que esteja assim porque sua filha mais nova está namorando. – Oliver e Tommy abaixaram a cabeça e riram. Os outros seguraram uma risada.

Nossa, a irmã de vocês é tão discreta. – Cisco comenta.

Olha quem fala. – Barry e Cait dizem juntos.

Você é tão irmã desses dois. – Repetiu. Thea sorriu.

Então, vamos chamar as crianças para comer? – Laurel pergunta.

Vocês estavam me esperando?

Não. Sarah estava ocupada.

Ocupada fazendo não sei o quê, lá em cima. – Ray desviou os olhos e Sarah olhou para o pai, repreendendo-o.

Seu pai é tão complicado. – Tommy sussurra para a esposa.

Não posso discordar. – Diz, fazendo um bico.

Eu vou chamar as crianças. – Thea diz, caminhando para o jardim. – Ah, já vou avisando que vou dormir no seu apartamento hoje, Ollie.

O que? – A olhou, confuso.

É porque o meu pai está recebendo uns amigos, e eu não quero incomodar. Por isso vou dormir no seu apartamento.

Thea, você é tão inconveniente. – Laurel diz, revirando os olhos.

Você acabou com os planos do casal. – Barry riu com o comentário de Tommy.

Planos?

É. Você sabe que eles ficaram sem se ver por seis anos, né? – Felicity corou. Enquanto que os mais jovens riam, os mais velhos colocavam a mão na cara. Thea gargalhou.

Tommy, você quer morrer? – Felicity consegue dizer.

Eu só disse a verdade.

Seu amigo é assim sempre? – Cisco pergunta, rindo.

Eu fiquei com os gêmeos por dois dias e meio, e eles aproveitaram bastante.

Tommy, cala a boca. – Oliver diz.

Não acredito que eu estou ouvindo isso. – Quentin comenta.

Olha, com um amigo como esse, não precisa ter inimigo.

Concordo com você, Ray. – Felicity diz. – Eu não sei porque você continua fazendo esses comentários idiotas.

Não é idiota. O Oliver tem saído mais cedo da empresa para ficar em casa. E eu pergunto: Fazendo o que? – Pergunta maliciosamente. Felicity corou mais uma vez. Ray olhou para a loira, percebendo que ela ficou sem graça.

Tommy, agora o inconveniente está sendo você. – Ray decide dizer, tentando ajudar Felicity.

Tudo bem, chega, Tommy.

Laurel, você padece. – Cait comentou.

Eu concordo. – Sarah diz. – Apesar de que foi engraçado.

Obrigada pelo apoio, Sarah. – Felicity cruzou os braços, fazendo um bico.

Tá. Então vamos falar da próxima grávida. – Barry balança a cabeça, depois de fechar os olhos. Ele sabia de quem o amigo falava. – Cait.

Eu? – Ela o olhou surpresa.

É. Barry disse que você tem passado mal.

É. Ele disse isso mesmo. – Ray comenta.

Ora, e dái?

E daí que você com certeza está esperando um mini Allen. – Laurel bateu no marido.

E porque você está se metendo na vida dos outros? – Gesticulou com uma das mãos.

Foi só um comentário, meu amor.

Ah, é sério? – Thea pergunta, animada. – Você está grávida?

Não. – Ela e Barry dizem juntos.

Está sim. – Tommy diz, fazendo Ray e Oliver rirem. – Estou dizendo, ela está grávida.

Você virou médico agora? – Cait retruca.

Leva. – Felicity provoca. – Viu o que acontece quando se mete na vida alheia?

Querida, se você e Oliver continuarem do jeito que estão, a próxima grávida será você. – Laurel segura uma risada, ela queria bater no marido, mas não pode deixar de achar engraçado quando viu a amiga corar. Ao contrário de sua irmã, que gargalhou junto de Thea. – Mas nesse momento estamos falando da gravidez da Cait.

Você é o único que está falando. – Barry retruca.

Ah, eu já imaginei um mini Allen. – Sarah comenta, fazendo o casal revirar os olhos.

Não acredito, Barry, somos amigos, quando ia me contar?

Ela não está grávida, Cisco. – Repete, olhando para o amigo.

Sabe, pode ter uma chance...

Mas até você, Cinthya? – Cait a olha, indignada.

Viu? Tem uma chance. E como o Ray disse... Noventa por cento de chance.

Não me coloca nessa não. – Oliver riu do Palmer.

Mas você disse. E eu aposto que os dois vão descobrir que eu estou certo.

Vai se ferrar, Tommy. – Os “pais” apenas observavam.

Eles parecem crianças quando se juntam.

Não é? – Quentin concorda com a esposa.

Quem aposta comigo?

Ninguém vai apostar nada. – Laurel praticamente grita. – Se Cait está grávida ou não, não é da sua conta, Tommy. Pelo amor de Deus, para com isso. – Ele riu.

Ele está brincando, Laurel. – Oliver diz. – É irritante? É. Mas ele está provocando o Barry.

Como sempre. – Revirou os olhos. – Quando não sou eu, é o Oliver.

Ou eu. – Felicity diz. – Porque ele sempre tem que me colocar no meio das coisas.

Vamos comer? – Sarah tenta ajudar a amiga.

E não se preocupem, gente... – Sarah segura uma risada, já sabendo o que ele falaria. – Não foi Felicity quem fez.

Cala a boca.

Graças a Deus nós não teremos o desprazer de comer algo que ela faça. – Sarah riu.

Sarah.

Desculpa. – Ela colocou a mão na boca, mas não conseguia parar de rir.

Querida, você não aprendeu a cozinhar? – Dinah se pronunciou. – Mas... Você virou mãe.

Ela dava comida pronta para eles. – Tommy diz, rindo. Ray balançou a cabeça, rindo baixo.

Ela é péssima, mamãe, não adianta.

Obrigada, Laurel.

Estou dizendo que não adianta você tentar fazer nada. – Tentou se explicar. – Você não tem esse dom, amiga.

Seus filhos passaram seis anos comendo comida de supermercado?

Sim. E aí, o senhor deve estar se perguntando: Como eles sobreviveram? – Os outros riram. – Eu me perguntei o mesmo. Até o Ray fez essa pergunta ao Oliver. – Felicity cruzou os braços e Oliver a abraçou por trás.

Me tira dessa. – Ray diz.

Tommy, deixe-a em paz.

Ah, mas estava demorando. – Tommy revirou os olhos. – Até você não deixa ela chegar perto da cozinha.

Ele tem medo, né? Da última vez ela quase queimou a casa deles.

Thea. – Felicity a repreende.

O que? É verdade. Você quase colocou fogo na casa de vocês.

Como é que você conseguiu?

Cisco, não faça perguntas difíceis. – O outro riu.

Não. Isso não tem cabimento. Ela pode aprender.

Cinthya, eu e Sarah tentamos. Mas não deu certo.

Ela disse que aprendeu algumas coisas, mas... – Tommy riu. – Quem vai ser o louco a experimentar. – Os outros riram novamente.

Tommy, quando você quer, sabe ser insuportável, hein? – Barry comenta, rindo.

Quando ele não quer também. – Ray diz. – Você não saber cozinhar não é o fim do mundo, vai por mim. Minha mãe também era um desastre.

Talvez ela e Felicity sejam parentes. – Ray riu. – Tudo bem, eu vou parar.

Até que enfim.

Mas eu ainda não me esqueci do mini Allen.

Mas de novo isso?

Vai vir um mini Allen aí. Tô dizendo. E logo vocês vão ver que eu estou certo. – Laurel revirou os olhos.

Vamos comer, gente. Não ouçam o que meu marido diz.

Eu tô começando a acreditar no Tommy.

Cala a boca, Cisco.

Ué. A Caitlin nunca fica doente. Nunca. – Tommy sorriu.

Olha aí. Estão vendo? Mais uma prova de que ela está grávida. – Ele comenta enquanto seguem para o jardim.

Eu vou pegar as coisas.

Deixa isso com a gente, Laurel. – Oliver diz. – Me ajuda a pegar as coisas. – Ray assentiu, e Barry seguiu os dois junto de Cisco. – Tommy, seu animal, vem também.

Pra quê esse tanto de homem para pegar panela?

Você só sabe reclamar. – Barry, Oliver e Ray dizem juntos, e Cisco riu.

**--** **--**

E então, Sarah? Pelo jeito a conversa foi boa. – Felicity comentou quando ficaram sozinhas. Os pais de Sarah já tinham ido embora, e os homens estavam jogando videogame. Elas estavam no jardim, de olho nas crianças.

Sim. Nós conversamos, e ele me compreendeu. – Laurel e Felicity sorriram.

Do que estão falando?

Ah, vocês não sabem...

Bom, o Ray me pediu em casamento. – As outras duas abriram a boca, mas Sarah as interrompeu. – É segredo.

Por que? – Caitlin arqueou as sobrancelhas.

Por enquanto é melhor assim, por causa do Killian. – Elas olharam para o garotinho que tinha acabado de correr para trás da árvore. – Eu e ele estamos nos dando bem, e eu não quero estragar isso. Quando ele estiver pronto, eu e Ray vamos contar para ele.

Ah, então é por causa do menino.

Você fez bem, Sarah. Killian está começando a se abrir... Ele está mais fácil de lidar, está confiando nas pessoas. E eu acho que isso tem dedo seu.

Eu não sei, Cait. Nós conversamos, ele conversou com Ray... – Suspirou. – Ele se sentia culpado pela mãe ter ido embora. Achava que o pai não o amava porque aquela mulher os deixou. – As mulheres sentiram compaixão pelo garotinho. – Ele é só uma criança. E precisava de ser compreendido.

Algumas mães destrói a vida do filho sem ao menos tocá-lo. – Cinthya diz.

Ela nem mesmo o amamentou. – Sarah diz, surpreendendo as outras, exceto Caitlin.

O que? – Ficaram surpresas.

É sério. Ray teve que arranjar uma pessoa para fazer isso.

Ela não quis nem mesmo pegá-lo no colo quando o teve. – Cait comentou. – Quando conheci o Killian, ele tinha apenas três meses. Ray apareceu no meu consultório, desesperado. O menino estava sendo amamentado por uma “ama de leite”, mas Killian quase não mamava, e Ray não estava entendo o por que. Killian teve que começar a tomar mamadeira muito novo, antes dos nove meses, já que ele não se acostumou com o peito da “ama”. A mãe nunca apareceu no meu consultório, era sempre o Ray.

Ela não se importava com o próprio filho. Ela nem mesmo brincava com ele. – Suspirou. – Ray disse que ele deixou o filho com ela uma vez. E ele disse que se arrependeu muito por ter feito isso. – Balançou a cabeça, se lembrando do que seu noivo havia lhe contado. – Ele foi trabalhar, e algumas horas depois ligaram para ele do hospital. Killian tinha sido internado.

O que aconteceu?

Uma estante tinha caído em cima dele. – Todas olharam assustadas para Sarah. – A Ex-mulher do Ray tinha ido se deitar e deixou o filho sozinho na sala. – Bufou. – Ele tinha quase um ano.

Ela é retardada? Não se deixa uma criança sozinha nem por um segundo. Ainda mais bebês.

Quem disse que ela se importou, Lis? Ela nem mesmo ouviu o choro estridente dele. Quem ouviu foi a governanta que tinha chegado do mercado. Ela abriu a porta bem rápido, e encontrou Killian debaixo de uma estante. Ela nem mesmo avisou a mulher que deveria ser a “mãe” dele. Chamou uma ambulância, e o levaram.

E a mulher? – Cinthya pergunta.

Continuou dormindo, como se nada tivesse acontecido.

Ordinária. – Felicity diz em um rosnado. – Se ela não queria ser mãe, por que se tornou então? – Sarah deu uma risada anasalada.

Ora, Lis, dinheiro. Ela se casou com Ray por dinheiro, e teve o filho também por dinheiro. – Balançou a cabeça.

A sorte do Killian foi que ele foi socorrido depressa. Quando ele chegou ele teve que passar por uma cirurgia. Mas graças a Deus deu tudo certo. – Cait

Depois disso Ray nunca mais o deixou com ela.

Ele não pediu o divórcio? Eu já teria pedido.

Ele sabia que ela não o daria. E ele não queria problemas naquele momento. Ele só queria cuidar do filho.

Então... Como ela o deixou? Se ela estava querendo o dinheiro dele...

Um dia, Ray chegou em casa com Killian, e ela não estava. Só tinha uma carta dizendo algo como: Agora você está livre de mim. Já assinei os papeis do divórcio. Vou ler feliz... – Arqueou as sobrancelhas. – Sei lá aonde. Eu nem me lembro do resto da carta. Ela deixou até mesmo os papéis para eles poderem se divorciar.

Mas ela levou uma grana preta antes, é claro.

Ray acha que ela fugiu com alguém com mais... – Fez um gesto com a mão. – Por isso ela só levou as coisas dela. Roupas, joias... A grana do cofre. – Elas balançam a cabeça.

Isso foi muito bom. Ela ter ido embora, eu digo. Killian sofreria muito mais tendo aquela mulher como mãe. Se é que eu posso chamá-la de mãe.

Eu concordo, Lis. – Cait diz. – Ele não seria feliz. Seria um garoto ainda mais problemático. Uma vez eu disse ao Ray que o filho dele precisaria de um acompanhamento psicológico... Mas eu não sei se ele ouviu meu conselho.

Ele tentou. Killian começou a mostrar sinais de... brutalidade, grosseria... Ele achou melhor não o levar mais a psicóloga. – Elas assentiram.

Você está sendo a melhor psicóloga que ele poderia ter. – Felicity diz, sorrindo. – Você pode não ter esse diploma, mas...

Está sendo uma boa experiência, esse convívio com ele. Ele está confiando em mim, e é por isso que eu não quero... Jogar a bomba do casamento em cima dele. Ele precisa de mais tempo para se acostumar comigo sendo a namorada de seu pai, quando eu perceber que o fato de eu me casar com Ray, não vai prejudicá-lo... Então nós falamos com ele. – As amigas e irmã sorriram.

Você fala como uma mãe. – Sarah olhou para Felicity. – Se preocupa com ele em primeiro lugar, e isso, é o primeiro passo. Ele precisa disso. Ele nunca teve isso antes, o carinho, a preocupação, a dedicação... De uma mãe. E mesmo que você não seja a “mãe” dele... Bom, mãe não é quem põe no mundo. É quem cria.

Isso é um pouco assustador, na verdade. – Elas riram. – Mas é bom. Eu nunca pensei em ser mãe, mas eu adoro meus sobrinhos. E eu totalmente me apeguei ao Killian. Ele parece ser um garoto difícil, e no começo realmente o foi... Mas ele está tão mais... Carinhoso. – Sorriu. – Está mais obediente. Não está mais respondendo ao pai com grosseria...

Isso está acontecendo, Sah, porque ele está sendo compreendido. – Laurel diz. – Era isso que ele precisava. E de carinho. Algo que eu acho que ele pensava não merecer. Por isso ele fazia aquelas coisas.

Por isso ele provocou Bryan. – Felicity diz pensativa, fazendo todas olharem para ela. – Não era só para chamar atenção, Sah... Era por ciúmes.

É. Eu imaginei que fosse também, e por isso eu conversei com o Ray. E por isso eles dois estão se entendendo melhor, porque houve uma conversa. Sem gritos, sem grosseria... Uma conversa normal. Isso foi ótimo para os dois. – Sorriu. – Ray disse que ele perguntou por mim quando eu viajei. – As outras sorriram.

Viu? Você conquistou o garoto, como Oliver disse que você faria.

É bom saber que ele não mais me odeia. – Riu.

Tem como odiar? Sah, meus filhos te adoram. Lyon é completamente apaixonado por você... Como que ele não iria sentir o mesmo por você? Ele não poderia ganhar uma “mãe” melhor do que você.

Mãe. Isso é assustador. Madrasta não é melhor? – As outras riram. – Mas agora, pensando bem... Ele nunca demonstrou esse carinho para outras pessoas, e ele tem feito isso bastante de uns dias para cá. Fico feliz que eu tenha ajudado ele e Ray.

**--**

Oliver terminava de preparar o almoço. A esposa estava no banho, enquanto que seus filhos jogavam videogame. Oliver pensava na cena que tinha visto no final de semana. Tinha ficado surpreso com o entrosamento do filho com o filho do Palmer. Não esperava ver aquela cena, dos dois conversando, e brincando juntos. Seu filho tinha dito que os dois mal se olhavam. Desligou a chama do arroz e deu a volta na bancada, para chegar até a geladeira e pegar o suco. Ele ouviu passos.

Precisa de ajuda para colocar a mesa? – Ouviu a esposa.

Não. Já está tudo pronto. – Se virou para ela no mesmo momento em que ela azia um bico. – Você pode chamar as crianças.

Oliver, eu disse que ia arrumar a mesa.

Eu sei, mas não precisou. – Deu de ombros. Oliver a abraçou, depois de deixar a jarra na mesa. – Não fica chateada, deixa para a próxima. Você está melhor?

Estou. Foi só um mal-estar passageiro.

Tem certeza?

Tenho, Oliver. “Minhas regras chegaram”, então... – Ele assentiu. – Isso é um alívio, não é?

Por que? – Ele arqueou as sobrancelhas. – Eu não me importaria se você ficasse grávida.

Só acho que... Não é a hora. – Ela percebeu o desconforto do marido. – Com tudo isso acontecendo comigo...

Não vamos pensar nisso, por favor. – Ele pegou no rosto dela com uma das mãos. – Mesmo com tudo isso acontecendo, eu ficaria feliz se ficasse grávida. – Ela sorriu. – Seria a primeira vez que eu estaria com você o tempo todo, acompanhando a sua gravidez. – ela se sentiu mal.

Me desculpa.

Não. Eu não estou... – Se interrompeu, por alguns minutos. – Meu amor, eu não estou te culpando de nada. Eu sei que o que aconteceu, não foi sua culpa...

Mas você não pôde acompanhar nenhum momento dos nossos filhos.

É verdade. Mas a culpa não é sua por eu não poder ter esse prazer. – Sorriu. – E eu ainda posso ter essa experiência. – Ela sorriu fraco. – Ou você não quer?

Não. Eu quero. Muito, Oliver. Só tenho medo. – Ela o abraçou. – Os gêmeos estão em perigo constante, eu não quero outro filho no meio disso. – Ele compreendia.

Eu sei. – Sussurrou, apertando os braços em volta dela. – Mas mesmo se acontecesse... Eu ficaria feliz. – Se afastou para olha-la nos olhos. – E eu protegeria vocês.

Eu sei. – O beijou de leve. – Eu confio em você.

Não vamos pensar nisso agora, se acontecer, aconteceu. Vamos deixar ser... Surpresa. – Ela sorriu, passando ambas as mãos no rosto dele.

Tudo bem. Eu concordo. – Oliver a beijou, colocando uma das mãos nos cabelos lisos, aprofundando o beijo. A mão livre, apertou a cintura fina, enquanto caminhava com ela até a bancada.

Eca. – Foram interrompidos pela voz do filho, e se afastaram, com a respiração descompassada. – Que nojo. Não deviam fazer isso.

Você diz isso agora, mas espera até ter quinze anos. – Ele fez uma careta. – Você vai fazer isso e muito mais.

Oliver. – A esposa o repreendeu.

O que? – Ele deu de ombros.

Eu tô com fome. – Eles ouvem a filha dizer, ao chegar na cozinha.

Sua mãe já ia chamar vocês.

Ia mesmo? – Oliver segurou uma risada e Felicity corou. – Tô começando a duvidar.

Ora, garoto. Vamos comer. – Se virou de costas. – Nem parece que tem seis anos. – Sussurra, mas o marido ouve.

Penso o mesmo que você. – Oliver colocou a comida do Bryan, enquanto que Felicity colocava o da Brooke. – Ás vezes ele parece ser mais velho do que aparenta.

E você ainda fica falando aquelas coisas... Quando ele começar a fazer as perguntas, você que vai respondê-las. – Briga. Oliver riu. – Quero ver se vai rir quando chegar a hora.

Bryan, eu queria falar com você sobre uma coisa... – Mudou de assunto, olhando para o filho, que estava sentado á mesa, ao lado da irmã.

O que eu fiz?

Nada. O que quero falar é sobre você e Killian. – Ele olhou para o pai confuso. – Vocês dois estão se dando melhor. – O casal se sentou.

É. Ele parou de ser insuportável. – Oliver riu.

Não fala assim, querido.

Mas é verdade. – Deu de ombros, e Felicity o achou tão parecido com o pai. – E ele me pediu desculpas de novo. – O casal se olhou, surpresos.

Ele disse que foi mal-educado, mamãe. E pediu desculpas para o Bry e pra mim.

Para você?

É. Porque ele falou mau do papai e da mamãe. – O casal assentiu. – Ele tá muito melhor agora.

Acho que a tia Sarah ajudou, como Lyon disse. – Brooke concordou com o irmão. – Ele fica com a gente no recreio, mas os professores ficam de olho na gente o tempo todo.

Talvez eles temam que vocês dois briguem de novo. – Felicity comenta. – Mas eu fico feliz que você e Killian estejam se dando bem. – Sorriu.

É. Não é tão ruim. – Deu de ombros mais uma vez. – Ele é legal. O papai tava certo quando disse que ele só... Se sentia mal porque não tem mãe.

Só não fale sobre isso com ele está bem, querido? – Ele assentiu.

Ele tem falado muito da tia Sarah. – Oliver e Felicity se olham, sorrindo.

**--** **--**

Amor? – Oliver entrou no quarto, que estava com as luzes apagadas, e as cortinas fechadas. Estava um breu. – Você está melhor?

Não. – Sua voz saiu fraca.

Não quer ir ao médico?

Não. Eu não estou sentindo cólica, é só dor no corpo, fraqueza... Médico nenhum vai me ajudar com isso. – Oliver se sentou na cama, colocando uma das mãos na testa dela. Ele arqueou as sobrancelhas.

Você está com febre.

Estou? – Abriu os olhos. – Então é por isso que eu estou com frio. – Voltou a fechar os olhos.

Vamos tomar um banho. – Ela resmungou. – Sério, você precisa de um banho, para ver se a febre abaixa.

Eu nunca fico doente. – Reclamou, deixando ele ajuda-la a se levantar.

Para tudo tem uma primeira vez. – A ajudou a chegar até o banheiro. – É melhor não molhar os cabelos. – A deixou sentada sobre a tampa do vazo e caminhou até uma das gavetas da pia, encontrando uma touca roxa. Oliver prendeu os cabelos dela em um coque frouxo e colocou a touca. – Levanta os braços. – Oliver retirou a blusa dele que ela usava.

Você é tão fofo. – Sorriu para ele. Oliver arqueou as sobrancelhas.

Fofo? Não tinha uma palavra melhor para me definir? – Ela riu. – Vamos. – A levantou, colocando-a dentro do box, abrindo o chuveiro em seguida. Oliver a ajudou a sair do box quando ela terminou o banho, entregou a toalha, e a ajudou a se vestir. Quando saíram do banheiro, ela sentiu uma tontura e segurou na camisa do marido, que a olhou preocupado.

Eu ainda estou fraca. – Diz com os olhos fechados. Oliver a pegou no colo e a levou até a cama, cobrindo-a logo em seguida. – Eu acho que preciso de um... Ibuprofeno.

Ibuprofeno? – Ele arqueou as sobrancelhas.

É um remédio para dor e febre. Está dentro da minha caixinha de remédios. – Oliver caminhou até o banheiro, pegando a caixa vinho, abrindo-a, e pegando o remédio citado.

É esse? – Felicity se senta, abrindo os olhos, e pegando o remédio das mãos do marido.

É. – Suspirou. – Parece que está ficando pior...

Não quer mesmo ir á um médico?

Não. – Sorriu. Oliver pegou água da jarra que estava na mesa de cabeceira, e entregou para a esposa. – Não precisa se preocupar, vou melhorar daqui a pouco.

Eu vou ver o que os gêmeos estão fazendo e volto para ficar com você. – Pegou o copo de volta e ela se deitou. Oliver saiu do quarto, entrando do quarto dos filhos, vendo Brooke com um bico e Bryan com um sorriso.

Não é justo. – Sua filha reclamou. – Só você que ganha.

Tá. Eu vou deixar você ganhar.

Aí não tem graça, ué. – Oliver segurou uma risada, mas seu filho riu.

Então eu não posso fazer nada, irmãzinha. – Oliver então decidiu entrar no quarto. As crianças olharam para ele. – Papai, vem jogar. A Brooke é muito ruim.

Papai, não é justo, o Bry ganha sempre. – Cruzou os braços.

Tenho certeza de que vai aprender a jogar. Bryan, ensine sua irmã, está bem?

Mas eu já tentei, papai, ela não consegue.

Tente de novo, filho. Algumas pessoas demoram a aprender. – Ele assentiu.

Você vai jogar também?

Não. Vou ficar com sua mãe.

Ela tá melhor, papai?

Um pouco, filha. Ela vai melhorar logo. Já tomou um remédio.

A mamãe não fica doente. – Oliver bagunçou os cabelos do filho.

Para tudo tem uma primeira vez. Ela só está com dor no corpo. Isso acontece com qualquer um.

Então não é sério, né? – Os olhos preocupados dos seus filhos, o fez sorrir.

Não. Ela está bem, é só um mal-estar passageiro. – Eles assentem. – Eu vou ficar com ela, só vim aqui para pedir que não mexam em nada na cozinha. Caso queiram algo, me chamem. Okay?

Tá, papai. – Oliver então se levantou.

Qualquer coisa, me chamem. – Repetiu e eles assentiram. Oliver então saiu do quarto, para ir para o próprio.

**--** **--**

Felicity se virou na cama, e abriu os olhos. Ela se sentia muito melhor. Percebeu que o marido dormia, ao seu lado. Não querendo acordá-lo, ficou olhando-o, sem fazer nenhum movimento. Passou uma das mãos pelos cabelos dele, de leve, se lembrando de seis anos atrás, quando já moravam juntos. Oliver sempre foi muito cuidadoso com ela, carinhoso, preocupado, e ainda o é. Vê-lo cuidar dela mais cedo, a lembrou de quando ela se machucou, tentado cozinhar. Ele ficou desesperado quando viu o hematoma vermelho em seu braço. Ela tinha se queimado, mas não tinha sido nada sério, mesmo assim ele insistiu em levá-la ao médico. Oliver nunca mais a deixou entrar na cozinha, a não ser que ele estivesse lá. Felicity sorriu com a lembrança. Ela nunca ficava doente, nunca, por isso ele tinha ficado tão preocupado mais cedo.

Oi, amor. – Ela ouviu o sussurro dele.

Oi, amor. Eu não queria te acordar.

Tudo bem. – Se virou na cama, para poder olha-la melhor. – Como você está?

Nem parece que estava quebrada mais cedo. – Ele sorriu. – Estou bem melhor.

Que bom. Fiquei realmente preocupado. – Ela sorriu.

Eu sei. E sabe o que eu acho? – Oliver arqueou as sobrancelhas.

Que isso é fofo? – Ela riu.

Isso mesmo. – Ele revirou os olhos. – Eu acho fofo como você se preocupa e cuida de mim.

Como eu não faria isso? – Ele trouxe a esposa para mais perto. – Você é a mulher que eu amo.

Eu amo você também. E prometo não chamar você de fofo perto dos outros. – Ele quem riu dessa vez. Ela sorriu. – Vai ser fofo só pra mim. – O beijou levemente. – Sabe, eu estou morrendo de fome. – Colou seu corpo ao dele, mordendo o lábio inferior, em seguida.

Felicity, você não deveria me tentar.

O que eu estou fazendo? – O olhou, inocente.

Amor, você não está em condições de terminar o que está começando. – Ela riu. – E se não percebeu... Eu estou louco pra te comer.

Não diga essas coisas. – Ela bufou, corando, e ele sorriu. – Tudo bem. Eu não vou te tentar. – Felicity saiu de cima do marido, sentando-se na cama. – Mas eu estou mesmo morrendo de fome.

Então vamos descer. Vou preparar algo para nós. – Se sentou. Oliver arqueou as sobrancelhas. – Os gêmeos estão... Quietos demais, não acha?

Nós dormimos, Oliver. – Ela se levantou da cama ao mesmo tempo que o marido fazia o mesmo. Felicity chegou a porta do quarto dos filhos primeiro que Oliver, e quando abriu, viu ambos os filhos dormindo.

Eles estão dormindo. – Por mais que soubesse que seus filhos eram obedientes, era perigoso deixá-los sozinhos por tanto tempo. Só tinham seis anos, afinal.

Eles não vão dormir á noite. – O olhou.

Eu acho que nem nós iremos. – Ela sorriu.

Por qual motivo, amor? Por nossos filhos, ou porque dormimos?

Acho que por nossos filhos. – Ela riu. – E eu acho que vamos precisar de alguma coisa para entretê-los.

Concordo. – Felicity se aproximou da cama de Bryan. – Querido, acorde. – Sussurra, passando a mão direita nos cabelos loiros. O filho resmungou. – Vamos... Não está na hora de dormir.

Mamãe... – Reclamou. – Não quero.

Quer sim. Acorde. – Beijou o rosto do filho. Oliver se aproximou de Brooke ao mesmo tempo em que Felicity puxava o filho para se sentar. – Se vocês continuarem a dormir, não vão dormir á noite.

Estava tão bom. – Oliver riu.

Brooke. – A menina se virou na cama, ficando de costas para o pai. – Acorde, princesa.

Não. – Oliver segurou uma risada, quando ela tirou a mão dele de seus cabelos.

Sim. Está na hora de acordar. Não está com fome?

Quero durmi. – Felicity sorriu quando a filha puxou a coberta para cobrir até a cabeça.

Você pode dormir mais tarde. Vamos, Brooke... Nós vamos comprar sorvete. – Felicity riu quando viu a filha tirar a coberta da cabeça.

Papai, isso é chantagem. – Bryan diz.

Não. Eu não acho. – Diz olhando para o filho. – É um acordo. Vocês não dormem e a gente sai para tomar sorvete.

Mas está frio.

Você não quer sorvete? – Bryan fiz um bico e cruzou os braços.

Eu quero, papai. – Brooke se senta, fazendo os pais rirem.

É claro que você quer. – Beijou a bochecha da filha.

Nós podemos comprar e vir pra casa. – Felicity se pronuncia. – Está frio, e eu prefiro ficar em casa hoje.

Eu também. – Bryan concorda.

Tudo bem, então. A gente compra e volta pra casa. – Oliver se levanta. – Mas agora... Quem está com fome? – Felicity e os filhos levantam a mão.

Eu estou morrendo de fome. – Oliver sorriu ao ouvir a esposa repetir isso pela terceira vez.

Claro que está, quase não comeu no almoço.

Eu estava enjoada. – Retrucou, cruzando os braços.

Eu quero bolo.

Não, querida. Vamos comer algo de sal, vocês já vão se empanturrar de sorvete mais tarde. – Oliver concordou com a esposa.

Vamos fazer sanduíche natural. É fácil e prático. Acho que tem frango no congelador.

Vai demorar. – Bryan reclamou.

Claro que não. Ele já está desfiado. Vai ser rápido.

Tudo bem. Enquanto seu pai faz isso... – Se levantou. – Vocês vão tomar um banho quente agora.

Mas mamãe, está cedo.

Está frio, querida. Por isso é melhor que tomem banho agora. – Eles assentem.

Eu vou primeiro. – Bryan correu para o banheiro, o que fez a irmã cruzar os braços.

Você toma banho no meu banheiro, querida.

Enquanto você ajuda os dois, eu vou descer para preparar as coisas. – Felicity assentiu, e Oliver saiu do quarto.

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Oliver e Felicity se jogaram no sofá, cansados. Já passava da 1h00 da manhã, e eles ainda estavam acordados. Enquanto lanchavam, eles tinham assistido a quatro filmes infantis. Depois de jantarem, resolveram ir a sorveteria antes que ficasse tarde demais, jogaram videogame, e então as crianças quiseram brincar de pique esconde. E a brincadeira continuou até que eles finalmente se cansaram. Agora eles dormiam no tapete da sala. Apesar do casal ter dormido a tarde, eles sentiram sono depois do jantar, ao contrário das crianças. Eles acharam que os filhos nem mesmo dormiriam naquela noite.

Eles dormiram. – Felicity sussurra.

Graças a Deus.

Amém. – Oliver trás o corpo da esposa para junto do dele. – Eu estou tão cansada, e com tanto sono, que não sei se consigo chegar até nossa cama.

Vamos ficar aqui um pouquinho... – Oliver beijou os cabelos loiros da esposa. – Daqui a pouco subimos para colocar as crianças na cama.

Por mim tudo bem.

Só tem um problema com tudo isso... – Ela fez “hum”. – Amanhã eu trabalho e nossos filhos tem aula.

Hoje, né, amor? Hoje. – Oliver suspirou, fechando os olhos. – Acho que eles não vão conseguir ir á aula amanhã.

E eu não vou conseguir ir á empresa.

Isso não pode acontecer mais, Oliver. – Ela o olhou, colocando o queixo no peito do marido. – Não quero que eles fiquem matando aula.

É só hoje. Você não estava passando bem, e nós dois dormimos. E por isso não deu para impedirmos os dois de dormirem também. – Ela assentiu. – Eu vou ligar para a escola amanhã depois que acordarmos, para falar com a diretora.

Você deveria mandar uma mensagem para o Walter. Hoje. – Ele assentiu. – Cadê seu celular?

Não faço a menor ideia. – Felicity riu. – Estou com sono demais para pensar no meu celular agora.

A semana passou rápido demais. Amanhã já é quinta-feira.

O ano está passando rápido demais. – Corrigiu. – Por falar nisso... O aniversário dos gêmeos vai ser em dois meses.

Graças a Deus eles já estarão de férias.

Já pensou no que fazer?

Ainda não. – Voltou a olhá-lo. – Vou falar com os dois no final de semana sobre isso.

Tudo bem. – Respirou fundo antes de abrir os olhos. – Vamos para o nosso quarto?

Uhum... – Oliver se levantou primeiro, pegando nas mãos da esposa logo em seguida, ajudando-a a fazer o mesmo. – Eu levo a Brooke e você o Bryan. – Oliver pegou o filho com cuidado, vendo Felicity fazendo o mesmo com Brooke, e juntos subiram as escadas, para finalmente colocarem os filhos na cama, e poderem dormir.

Notas finais
Eu espero que tenham gostado desse capítulo. Foi bem difícil escrevê-lo, mas acho que ficou muito bom... Concordam? O próximo capítulo ainda não está pronto, e eu não sei se consigo terminá-lo até segunda, mas seja o que Deus quiser. Por favor, peço que não deixem de comentar. Quero muito saber a opinião de vocês sobre o capítulo. Aviso: Eu estou escrevendo o capítulo de Kupidon, provavelmente já o terei pronto até sexta. Falta apenas o final do capítulo. Está difícil pensar no final dele, mas vai sair. Bom, enquanto eu não volto, os deixo com a prévia do próximo: Eu sei que eu fiz certo em deixá-los ir, mas ao mesmo tempo, eu não sei se foi... Entende? – Ele beijou a bochecha dela. Eu entendo. – Oliver começou a acariciar a barriga da esposa por baixo da camisola roxa de seda. – Mas vamos pensar que tudo vai ficar bem. E que logo os dois estarão em casa. – Ela desviou os olhos, e assentiu. – Sarah vai me ligar caso aconteça alguma coisa... – Ela voltou os olhos para o marido. – E eu prometo... Prometo que se acontecer alguma coisa, qualquer coisa, ela os trará para casa. Você vai me avisar, certo? – Oliver queria tanto que ela não fizesse aquele pedido. – Vai me avisar caso algo aconteça com nossos filhos, Oliver? – Ele não queria ter que prometer aquilo, pois não queria deixá-la preocupada. – Me responde. – Ela pede, agoniada. Eu prometo. – Ele sentiu um gosto amargo na boca, pois dependendo do que acontecesse, ele não poderia dizer a esposa. – Mas não vamos falar disso. Nada vai acontecer. Nossos filhos estão super protegidos. – Ela assentiu, mesmo que ainda não estivesse certa. – Eu te amo. – Ela não pôde deixar de sorrir. Eu te amo também.