Cross Destination

17 Capítulo Dezessete


Notas iniciais
Olá, leitores queridos. Obrigada por me esperar, gente. Eu estou tentando escrever os capítulos, mas eu ainda estou com a inspiração irritantemente bloqueada. Graças a Deus consegui escrever esse capítulo, mas o próximo eu ainda nem comecei. Acredita que eu tenho tudo na cabeça, mas não consigo colocar no papel? Isso tá me irritando pra caramba. Ontem eu fiquei o dia todo com meus primos, então nem deu tempo de tentar escrever. Mas foi bom, me desestressou. Pelo menos eu terei essa semana para tentar escrever. Esse capítulo terá as fofura das crianças, e claro, hot. Não poderia faltar, né? ✴ Espero que gostem ✴ Boa Leitura.

Papai. – Oliver a pegou no colo assim que a filha chegou até ele.

Como foi a aula? – Bagunçou os cabelos de Bryan.

Foi legal. Hoje a professora deu um recado.

A gente vai ter um passeio. – Oliver e Tommy olharam para Lyon. As crianças estavam animadas, até diriam “entusiasmadas” com aquele passeio.

É. Vamos acampar.

Ah, é? – Oliver diz, como se já não soubesse. – Isso é muito legal. Sabia que nós já fomos acampar com a escola também?

Como é isso, papai? – Oliver colocou a filha no chão.

Bom, vocês vão dormir em barracas, fazer trilha... Se divertir. Vai ser legal, você vai gostar. – Sorriu.

Eu e seu pai aprontamos pra caramba.

Não diz isso para as crianças. – Eles olham para trás, vendo Sarah se aproximar.

O que você faz aqui? – Perguntam juntos.

Vim buscar o Killian. Ray não vai poder, ele teve que entrar em uma reunião agora a pouco. – Eles assentem. – Poderia buscar Killian Palmer? – A mulher assentiu, ao reconhecer Sarah.

Isso está ficando realmente sério. – Tommy diz. – Está até mesmo vindo buscar seu... Filhoainda é muito cedo, né? – Oliver revirou os olhos.

Sobre o que estavam falando antes de eu chegar?

A gente vai acampar, tia Sarah. – Olhou para o sobrinho com um sorriso.

Mesmo? Isso vai ser muito legal. Eu já fui acampar várias vezes.

Eu nunca fui.

Eu já fui uma vez com o papai e o tio Ollie. – Bryan olhou para o pai.

Vamos marcar de irmos acampar, depois que voltarem da viagem com a escola. – Ele assentiu. – Temos que comprar as coisas que eles têm que levar.

Quando é o acampamento?

Na sexta. A gente tem que trazer a autorização até depois de amanhã, papai. – Brooke explica.

Autorização de que? – A voz de Barry se faz presente.

Allen. A quanto tempo, anda sumido desde o aniversário da Sarah.

É. Aconteceram algumas coisas... – Olhou para uma professora que estava perto. Ele não precisou dizer nada, ela apenas assentiu e se afastou. – Mas sobre o que estão falando?

Nossos filhos vão acampar.

Acampar? Não sei se Kitty vai gostar de acampar. – Comenta. – Nós fomos a uma fazenda da minha família á uns três meses, e ela chorou querendo ir embora por causa dos mosquitos. – Os adultos riram.

Eu também não gosto de mosquitos, papai. Lá vai ter?

Você vai passar repelente. – Ela fez um biquinho fofo. – Vai ser bom, Barry, ela não vai estar sozinha. Vai estar com os amigos.

Vamos ver se ela vai querer ir.

Por que ela não iria querer, tio Barry? – Bryan pergunta, mas antes que qualquer um pudesse responder, a voz de Killian se fez presente.

Cadê meu pai? – Sarah o olhou, ele chegava com uma professora.

Ah, ele entrou em uma reunião chata a alguns minutos. – Ele cruzou os braços. – Mas... Vamos ficar juntos até ele sair.

Tá. A gente pode passar na sorveteria? – Ela sorriu.

Claro. Por que não passamos todos? – Olhou para os amigos.

Por que não? O Barry ainda tem que nos contar o que anda escondendo.

Você parece mulher.

Ei. – Sarah reclamou.

Foi mal. – Oliver riu. Kitty correu para o pai quando o viu, e ele a abraçou.

Papai, você demorou.

Me desculpe. – Beijou o rosto da filha. – Não vai acontecer de novo.

E então? Vai contar o que anda acontecendo?

Tommy. – Oliver o olhou. – Para de se meter na vida alheia.

Já deveria estar acostumado, Ollie.

Eu não sei se devo te contar, vai ficar me infernizando até o ano que vem. – Barry comenta pouco depois do Tommy o olhar, curioso.

Ora... – Ele sorriu. – Aí mesmo que eu vou querer saber.

Fofoqueiro. – Revirou os olhos. – Vamos? – Killian assentiu. – Nos vemos na sorveteria. – Barry e Tommy foram para um lado com os filhos, já que o carro de ambos estavam perto, e Sarah e Oliver foram para o outro lado, onde seus carros estava, estacionados.

Por que você não tá trabalhando hoje, Sarah?

Isso por acaso é um problema para você? – Colocou as mãos na cintura, quando chegaram ao carro. Ele segurou uma risada. – Sabe, se eu estivesse trabalhando, você não iria na sorveteria hoje.

Isso aí é chantagem, tá? – Ela riu. – E meu pai me levaria.

Talvez. – Sarah sorriu, ao vê-lo balançar a cabeça. – Bom, respondendo a sua pergunta, mocinho... Hoje eu estou de folga.

Você já está de folga á três dias. – Mostrou os dedos para ela.

Está me chamando de desocupada? – Oliver que estava se aproximou com os filhos segurou uma risada, ao contrário do menino.

Ele nem mesmo deve saber o significado dessa palavra, Sarah. – Abriu a porta do carro.

É claro que sei. – Olhou para Oliver. – É quem não tem trabalho.

Você é mesmo filho do seu pai. – O menino sorriu.

Aí, parem de fofocar e vamos logo. – Tommy praticamente grita quando passa por eles de carro.

Irritante. – Sarah e Oliver dizem juntos.

Entrem no carro. – Oliver ajudou os filhos a se sentarem na cadeirinha, assim como Sarah fez o mesmo com Killian. – Nos vemos daqui a pouco.

**--** **--**

Então, agora que nossas crianças estão se lambuzando com sorvete, nos conte por que você anda tão sumido. Nem mesmo estava buscando a Kitty. Quem vinha era aquele seu amigo, Cisco. E isso já faz... O que? Duas semanas?

É, fazem duas semanas. Eu e a Cait estávamos... Tentando digerir a notícia.

Que notícia? – Sarah pergunta.

Bom, provavelmente a Felicity e a Laurel já estão sabendo já que Caitlin disse que contaria hoje.... Então...

Diz logo. Tô curioso.

Larga de ser fofoqueiro, Tommy.

Eu estou curioso. Vocês não?

A Cait está grávida. – Oliver e Sarah o olham, surpresos, e Tommy começa a rir.

É sério?

Muito sério. Ela fez um exame á uma semana e como o Tommy disse: BOOM. Deu positivo. Muito positivo.

Eu não disse?

Que boca é essa, hein, Tommy? – Sarah diz, olhando-o. – Credo. Não diz nada desse tipo sobre mim. – Barry revirou os olhos.

Eu vou dizer mais uma vez, amigo: Eu disse. Ela estava tão grávida e você nem mesmo percebeu. Sua esposa estava com um letreiro na testa, dizendo: você vai ser papai de novo. – Oliver riu. – E você não percebeu.

Não vou responder.

Você parece estar assustado. – Oliver comenta.

Que isso, Allen, não é a primeira vez que você vai ser pai.

Eu sei disso. Só não deixa de me pegar de surpresa. Eu não esperava por isso, ou a Cait.

Mas vocês estão felizes, certo?

Claro. Depois que digerimos a notícia... – Eles riram.

Nós ficamos felizes por vocês, Barry.

Obrigado, Oliver.

Como eu acertei com a Cait, se prepare, Oliver. – Olhou para o amigo. – Logo será a Felicity. Vai por mim. Tô sentindo.

Deve ser dor de barriga. – Os outros riram.

Você não entende do meu sexto sentido, Sarah, então calada.

Felicity sangrou dois dias depois do aniversário da Sarah.

E quem disse que não há possibilidade de isso acontecer em breve? Além do mais, minha mulher sangrou por dois meses, lembra-se? – Oliver revirou os olhos.

A Kitty já sabe, Barry?

Não. Vamos contar para ela hoje. Ainda não sabemos como ela vai reagir a notícia.

Tenho certeza de que ela vai gostar. – Oliver diz. – Lyon adorou quando soube que teria uma irmãzinha. Ficou todo animado.

Não se preocupe, ela vai adorar saber que terá um irmãozinho.

Ou irmãzinha. – Oliver corrigiu.

Ou os dois. – Barry olha para o Tommy. – O que? Tem possibilidade, amigo.

Se Deus quiser, vai vir só um.

Você disse que a Caitlin ia contar para a Felicity hoje...

É. Eu deixei ela lá antes de eu vir buscar a Kitty. E a Laurel também estava lá.

O que? – Tommy o olhou, surpreso. – Ela estava lá?

Estava. Não sabia? – O amigo negou. – Bom, eu a vi. Ela tinha acabado de chegar de carro quando eu cheguei com a Cait.

Laurel é tão teimosa. Ontem ela não estava se sentindo bem, e hoje sai sozinha.

Ela está quase parindo. Minha irmã é tão...

Teimosa. – Tommy completa, repetindo a palavra. – É. Ela é. Mas, tinha que ser, afinal ela tem o sangue Lance. – Bufou, passando as mãos no rosto. Sarah o socou.

Não sou teimosa.

Não. Claro que não. – Deu uma risada anasalada. – Tenho dó do Ray. Ele vai sofrer na sua mão.

Não coloca meu namorado nisso, não, tá? – Bufou.

Eu pedi para a Laurel ficar em casa... – Diz, voltando ao assunto. – Mas eu deveria saber que a senhorita teimosa não faria como eu pedi. – Revirou os olhos.

Não fique preocupado, minha mulher é médica, e está lá com ela.

Bom, pelo menos a Cait está lá, né? Se algo acontecer ela vai saber o que fazer. – Barry assentiu. – Agora, mudando um pouco de assunto.... Sobre o acampamento.

Eu estava pensando... Talvez devêssemos colocar os garotos em uma barraca e as garotas em outra. – Sarah diz. – Eu adorava dividir barraca com a Laurel e com a Felicity.

É uma boa ideia, Sarah. Eu até prefiro, porque assim eu não me preocupo tanto com a Kitty.

Então vamos marcar de ver isso amanhã.

Não temos muito tempo. Eles viajam na sexta.

Eu vou falar com o Ray hoje, quando ele chegar do trabalho. – Eles assentem. – Bom, eu tenho que ir. Ray deve estar chegando em casa.

Então vai lá, mãe de primeira viagem. – Os outros riram quando ela mostrou o dedo para Tommy. – Que coisa feia, Sarah. Mães não fazem isso.

Vai se ferrar. – Ela sussurrou, já que as crianças estavam na mesa ao lado.

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Olá, senhorita teimosa. – Laurel mordeu o lábio quando viu o marido. Lyon a abraçou ao mesmo tempo que os gêmeos e Kitty abraçavam suas respectivas mães.

Tommy. – Ele cruzou os braços. – Eu sei que disse que não sairia, mas... Eu estava entediada.

Laurel, será que você não compreende que ficar saindo de casa nessa situação, é perigoso? Falto pouco para você entrar em trabalho de parto.

Eu sei, mas eu estou bem.

Ontem você não estava. – Retrucou. – Eu pedi para você ficar em casa porque me preocupo com você andando por aí sozinha.

Me desculpa. Não vai mais acontecer. – Ela beijou seu rosto e ele apenas assentiu. – Como foi a aula? Algum recado da professora? – Mudou de assunto, olhando para o filho.

A gente vai ter um passeio, mamãe.

Eles vão acampar. – Felicity desviou os olhos dos filhos para o marido. – Sarah já está sabendo. – E ele viu a esposa assentir, mais aliviada. – Vai ser sexta-feira.

E vocês querem ir?

Eu quero. – Lyon e Bryan dizem juntos.

Mamãe, vai ter mosquito? – Os outros seguraram uma risada, achando fofo a forma que a pequena Allen perguntou.

Ah, querida, a mamãe vai mandar repelente. – Ela fez um biquinho. – Vai ser divertido, acho que você vai gostar.

Vocês vão estar com Bryan e Lyon o tempo todo.

E Killian também vai, provavelmente. – As meninas assentiram.

Sarah deu a ideia de colocarmos os garotos em uma barraca e as garotas em outra. – Tommy diz. – Nós achamos uma boa ideia.

Eles mandaram uma lista das coisas que eles têm que levar?

Tá na agenda. – Bryan respondeu. – E a gente tem que levar a autorização até depois de amanhã.

Nós vamos resolver isso. – Eles assentem, e Brooke os puxa para longe dos pais.

Bom, nós já vamos. – Laurel se levantou.

É. Nós também. – Cait também se levanta.

Ah, Cait... Barry já nos contou a novidade. – Ela olhou para o marido com um sorriso.

Na verdade, eu já sabia, né? – Eles reviram os olhos.

Parabéns, Cait. – Ela sorriu.

Obrigada, Oliver.

Nós sabemos que a pequena ainda não sabe... – Olhou para as crianças que estavam na sacada. – Mas é como eu disse para o Barry... Ela vai adorar te um irmãozinho.

Ou dois. – Tommy diz, chamando a atenção dos amigos. – Pode vir gêmeos aí.

Vai vir um só, okay?

Olha, minha boca anda santa ultimamente, então...

Cala a boca. – Tommy riu.

Não liguem para o meu marido. – Laurel diz, olhando para Barry e Cait que estavam lado a lado. – E sim, Kitty vai amar ser irmã mais velha. Lyon está louco para que a irmãzinha dele nasça logo.

E ela está mesmo quase chegando. – Cait diz, sorrindo.

Eu estou ansiosa.

E você, Tommy?

Eu estou... Acho que ansioso e me preparando para ficar alguns meses sem dormir direito. – Eles riram. – Sério. Lyon era terrível quando bebê. Ele dormia o dia inteiro, e a noite não queria dormir.

Vamos pedir a Deus que nossa filha seja ao contrário.

Não reclamem, eu cuidava dos gêmeos sozinha. Era muito difícil, porque quando um dormia, o outro acordava querendo mamar. Sério, eu quase surtei.

Se com um bebê já é difícil, imagina com dois, e sozinha ainda por cima.

Eu tive ajuda depois que os gêmeos fizeram um ano.

De quem? – Oliver pergunta, curioso.

Fiz amizade com um casal que estava em uma viagem em família. Eles me ajudaram com os gêmeos por algumas semanas, ficaram mais tempo na viagem só para me ajudar.

Você não tinha me contado isso.

Eles tiveram que voltar para a cidade deles, mas nós conversávamos por e-mail. – Oliver assentiu. – Por falar nisso, eles devem estar preocupados, não falo com eles desde que eu fui hospitalizada.

Entre em contato, Lis. – Cait diz. – Eles devem mesmo estar preocupados com você.

Eles sabem da sua história?

Não. Eu não podia contar, não queria colocar eles em perigo também. – Eles assentem. – Mas eu contei para eles sobre o Oliver. Eu vou entrar em contato com eles, dizer que estou viva e bem. Eles devem estar loucos, se já não sabem sobre eu estar casada.

**--**

Oliver percebeu que a esposa estava nervosa, enquanto via os filhos entrarem no ônibus com as outras crianças. Os amigos estavam ali perto também. Ele sabia o que passava na cabeça dela, e compreendia o seu medo. A abraçou de lado. Felicity passava os dedos indicador e o médio nas palmas das mãos, ele sabia que ela fazia isso quando estava nervosa. Ele já tinha dito a ela que os filhos ficariam bem, que estariam protegidos, e mesmo assim ela não parava de se preocupar. Ele não podia culpa-la. Depois de tudo que passaram fugindo de Cooper, era normal ela ficar daquele jeito. Thea tinha ido se despedir dos sobrinhos no dia anterior, contou sobre a época em que ela também acampou, e Bryan ficou ainda mais animado.

Fica calma. – Pede.

Não consigo. Eu... Não devia ter autorizado. – Olhou para o marido. – Não devia.

Eles estarão bem, Lis. – Ela mordeu o lábio, voltando a olhar para o ônibus.

Já conversamos, Lis, vai ficar tudo bem. – Laurel se pronuncia. Caitlin e Barry olham para a loira.

Eu não sei... – Suspirou. – É muito perigoso.

Felicity, desculpa, mas você viu como Bryan estava animado com essa viagem?

Você conseguiria dizer não? – Cait completa. – Eu não conseguiria se estivesse no seu lugar.

Eu sei. Ele estava animado. E eu sei que isso vai ser uma experiência muito boa para ele, mas... Eu tenho medo do que pode acontecer. – Ray não compreendia aquele medo da mulher. Era só uma viagem.

Você deveria confiar mais na sua melhor amiga. – A voz de Sarah se fez presente. – Eu estarei lá.

O que? – Ray arqueou as sobrancelhas. – Como assim? – Os outros se olham, Ray era o único que não sabia sobre o que houve com Felicity.

É que... – Ouviram ônibus ser ligado. – Eu vou ter que ficar esses sete dias fora. Vou acompanhar as crianças nessa viagem.

Por que? – Eles ouvem uma buzina, e olham para trás.

São os agentes. – Tommy diz.

Sarah, por que você vai acompanhar as crianças? – Ray pergunta. Ele não desistiria de saber sobre aquilo.

Sarah, você precisa ir. – Oliver diz. – Eu explico para ele.

Ligo quando eu chegar lá. – Ela beijou o noivo e correu para o carro preto, onde os agentes estavam. Oliver percebeu os olhos de Ray sobre ele.

Vamos para o meu apartamento, e lá eu explico tudo.

Por que eu acho que isso tem dedo seu?

Não tem. A ideia foi da Sarah. – Olhou para a esposa. – Para que a Felicity fique mais tranquila.

Por que? Eles só vão acampar.

Vamos para o apartamento do Ollie. – Tommy diz. Ray suspira, ele sabia que tinha algo muito estranho naquela história.

Tudo bem. Nos encontramos lá. – Eles assentem e cada casal vai para seu carro.

**--** **--**

Então... Então sua esposa tem um “alvo” nas costas? – Ele pergunta, surpreso. – Tem um... Psicopata atrás dela?

É isso mesmo. Ela estava fugindo dos “capangas” dele, quando foi encontrada por Sarah, Laurel e Tommy.

Parece filme, né? – Barry se pronuncia. – Mas não é. É bem real.

Como é que esse desgraçado não foi preso ainda?

Não acharam nada sobre ele. Quando a mãe da Felicity foi morta, a polícia de Vegas averiguou o carro, e deram como “acidente”. Eles não acham que teve algo por trás da morte dela.

É um filho da puta. – Tommy diz. – Ele fez de tudo para que nada caísse nos ombros dele, caso Felicity dissesse para a polícia sobre ele.

Felicity teve medo, e não contou sobre ele para a polícia.

E é por isso que você anda com os agentes para cima e para baixo. E por isso sua esposa quase nunca sai do apartamento. – Oliver assente. – Como é que você... Fica tão calmo com isso?

Eu não estou, mas tenho que ficar. Por ela. – Olhou para as escadas onde as mulheres estavam. Elas tinham ido para o quarto de Felicity para que Oliver contasse tudo para Ray. Felicity não queria ouvir aquela história tudo de novo. – Você acha que eu não tenho vontade de matar esse desgraçado? Eu tenho. E eu vou fazer.

Agora é que eu não vou dormir. Se eu já me preocupava com o trabalho da Sarah antes... Imagina agora, que eu sei que ela está atrás desse psicopata?!

Ela sabe se cuidar.

Eu também ficaria assim se tivesse na pele de qualquer um de vocês dois. – Barry diz. – Sua mulher está sendo perseguida por um lunático, e a sua está atrás desse lunático.

Nada vai acontecer com Sarah. Ela sabe o que faz. – Suspirou. – Felicity não queria deixar os gêmeos irem acampar, e por isso Sarah se prontificou para ir com uma equipe.

Agora eu compreendo. Sua mulher tem medo de que esse cara se aproxime dos seus filhos. E agora que todos vocês apareceram nas revistas...

É. Ele já sabe sobre nós. Mas eu estou a um passo na frente dele.

Como sabe?

Eu sei onde ele está nesse momento. Uma agente conseguiu colocar um rastreador nele. – Ray bagunçou os cabelos. – Não se preocupe, não foi a Sarah.

Você vai ter que se acostumar, Ray. Esse é o trabalho da sua noiva.

Eu sei disso, Barry. Mas mesmo assim eu me preocupo. – Ele assentiu, compreendendo. – O que esse cara quer exatamente?

Ele que a Felicity.

Tá. Eu entendi isso. Mas por que?

Psicopatas não tem o “por que”, Ray. – Tommy retruca. – Felicity deu um fora nele, ele ficou louco... E agora quer ela. De qualquer jeito. – Oliver suspirou, se lembrando do que Sarah e Felicity contaram a algumas semanas.

Ele a levou uma vez. – Todos o olham surpresos. – Sarah descobriu e eu... Pedi para a Felicity me contar.

E ela contou tudo?

Não, Barry. Ela não conseguiu. E eu não vou mais pressioná-la. Vou descobrir por mim mesmo. Não foi fácil vê-la do jeito que eu vi. Ela tremia... Enquanto tentava me contar. Ele a levou, e ficou com ela por uma semana. Agora imagine um desgraçado desse, com a mulher que ele... Acha que é dele, por uma semana?

Não gosto nem de imaginar. – Tommy fechou as mãos em punhos.

Filho da puta. – Barry diz. – Como ele conseguiu?

Ele fez ela “dormir”. Os gêmeos ficaram com um casal onde ela trabalhava. – Oliver contou o que Felicity e Sarah lhe contaram. Os outros três estavam indignados com tudo o que ouviam.

Um cara desse merece a morte.

Morte é muito pouco para ele. – Oliver diz, fazendo Barry e Ray estremecerem. Eles nunca tinham visto Oliver daquele jeito. Sombrio. – Ele vai pedir para morrer quando eu conseguir por minhas mãos nele.

O jeito que você fala, até assusta.

Você pode me culpar? – Ele retruca. – Ele fez a vida da minha mulher em um inferno. Meus filhos tiveram pesadelos por semanas. Bryan me odiava por culpa desse desgraçado. Eu tenho motivos de sobra para querer fazer ele pagar. – E nenhum dos outros puderam descordar. Eles sabiam que fariam o mesmo se estivessem no lugar do Oliver.

**--** **--**

Oliver se deitou ao lado da esposa, que estava deitada de lado, de costas para ele. Ela tinha os olhos fechados, mas ele sabia que ela não dormia. Felicity não se moveu mesmo depois de sentir o marido se deitar atrás dela, e muito menos abriu a boca. Desde que as amigas foram embora, ela estava deitada naquela cama, nem mesmo desceu para comer, estava preocupada demais para pensar em comida. Oliver levou o almoço e o jantar para ela, na cama. Eles não tinham conversado sobre a ida dos filhos para aquele passeio, porque Oliver não queria deixar a esposa mais preocupada do que já estava. Felicity sentiu a mão do marido na curva de sua cintura, e mesmo assim ela não se moveu. Oliver aproximou seu corpo do dela, envolvendo a cintura da esposa com o braço, e ele sentiu quando ela se arrepiou, só com aquela aproximação.

Você está bem? – A voz dele saiu rouca, por falar baixo. Ele estava preocupado. Felicity estava estranha todo o dia.

Estou... – Ela suspirou. – Não sei se foi uma boa ideia deixá-los ir nesse acampamento.

Meu amor, eles ficarão bem. Sarah estará de olho o tempo todo.

Eu sei. Eu sei disso, mas mesmo assim... Eu tenho medo do que pode acontecer.

Não vai acontecer nada. – Ela se virou nos braços dele, ficando de costas na cama.

Então por que essa sensação horrível continua me atormentando?

Porque você nunca ficou tanto tempo longe deles. Isso é normal, Lis.

Eu sei que eu fiz certo em deixá-los ir, mas ao mesmo tempo, eu não sei se foi... Entende? – Ele beijou a bochecha dela.

Eu entendo. – Oliver começou a acariciar a barriga da esposa por baixo da camisola roxa de seda. – Mas vamos pensar que tudo vai ficar bem. E que logo os dois estarão em casa. – Ela desviou os olhos, e assentiu. – Sarah vai me ligar caso aconteça alguma coisa... – Ela voltou os olhos para o marido. – E eu prometo... Prometo que se acontecer alguma coisa, qualquer coisa, ela os trará para casa.

Você vai me avisar, certo? – Oliver queria tanto que ela não fizesse aquele pedido. – Vai me avisar caso algo aconteça com nossos filhos, Oliver? – Ele não queria ter que prometer aquilo, pois não queria deixá-la preocupada. – Me responde. – Ela pede, agoniada.

Eu prometo. – Ele sentiu um gosto amargo na boca, pois dependendo do que acontecesse, ele não poderia dizer a esposa. – Mas não vamos falar disso. Nada vai acontecer. Nossos filhos estão super protegidos. – Ela assentiu, mesmo que ainda não estivesse certa. – Eu te amo. – Ela não pôde deixar de sorrir.

Eu te amo também. – Oliver a beijou, e colocando a mão direitas nos cabelos dele, ela correspondeu. A mão de Oliver subiu até um dos seios, acariciando-o de leve, enquanto a beijava com mais intensidade. Felicitiy se arrumou melhor na cama, ainda correspondendo ao beijo, e o trouxe para cima do seu corpo. A outra mão apertava as costas largas. Quando o ar faltou, eles se afastaram o bastante para poderem respirar. Os narizes de ambos se tocavam e os olhos continuavam fechados. A mão de Oliver parou de brincar com o seio dela, mas ela sentiu ela descer entre eles, até a barriga, ali, ele apertou de leve.

Você quer dormir? – Ela abriu os olhos, piscando algumas vezes.

Não tenho sono. – Sussurrou, enquanto apertava um dos braços de Oliver. – E você?

Nenhum pouco. – Diz no mesmo tom que a esposa. O celular de Oliver vibrou, e Felicity foi a primeira a olhar para onde ele estava.

Quem é? – A voz dela dizia que estava preocupada.

Ninguém importante. – Largou o celular na mesa de cabeceira.

Oliver...

Eu juro que se fosse Sarah eu diria. – Oliver suspirou, ela estava tão leve a poucos minutos atrás, e agora a preocupação voltou para seus olhos.

Se não é ela... – Oliver beijou o pescoço dela, fazendo-a se interromper.

É do Walter. – Respondeu ainda beijando o pescoço dela. – Nada importante. – Felicity gemeu baixinho, ao sentir a mão de Oliver subir novamente para seu seio, acariciando-o e apertando de leve. Oliver sorriu quando percebeu que ela já não estava preocupada e a beijou, dessa vez mais possessivo. A outra mão de Oliver apertou a cintura fina e Felicity subiu ambas as mãos de leve pelo braço até o pescoço, onde ela envolveu a mão direita nos cabelos loiros. Assim que a falta de ar foi sentida, Oliver passou a beijar o pescoço da esposa, sentindo seu cheiro inebriar os sentidos dele, ao mesmo tempo em que ouvia os suspiros prazerosos. Oliver voltou a tomar os lábios dela. Felicity abriu mais as pernas, permitindo que Oliver se colocasse entre elas. Não demorou muito para que ele apertasse ambas as coxas, sentindo a mão livre de sua esposa passar levemente pelas costas, apertando certos lugares. Se afastando um pouco do corpo da esposa, ele retirou a camisola, que o atrapalhava, jogando-a em algum lugar do quarto. Oliver desceu os lábios para o pescoço mais uma vez, antes de se deleitar com a pele exposta de seu colo. Descendo mais um pouco, ele ouviu o arfar de sua esposa quando enfim lambeu um dos seios, enquanto sua mão dava atenção para o outro seio. Felicity se remexeu, fazendo o contato dos sexos de ambos. Eles gemeram juntos, mas Oliver não deixou de mordiscar seu seio. Com a mão livre ele desceu até a barra da calcinha preta que ela vestia, retirando-a em seguida. Felicity estava com a respiração ofegante assim como seu marido, ele havia parado com o que fazia antes, para retirar sua bermuda. Oliver voltou a beijá-la quando voltou a posição de antes, descendo a mão até a intimidade dela, sentindo-a quente e úmida. Seu sexo pulsou ao ter essa constatação. Felicity gemeu quando sentiu um dos dedos do marido se mexer, pressionando o clítoris. Ouviu os resmungos de palavras incoerentes, enquanto descia os beijos pelo pescoço, colo, barriga, ventre, e enfim introduziu a ponta da língua em seu ponto mais sensível, chupando e sentindo seu gosto com a boca. Oliver sorriu quando ouviu seu gemido, um pouco mais alto, e isso fez com que ele aumentasse o ritmo dos movimentos, tanto do dedo quanto da língua. Mesmo que ele sentisse seu sexo pulsar, pedindo para estar dentro dela, ele continua dando prazer a sua esposa. Seus gemidos se tornaram mais altos e desesperados até o momento em que Felicity finalmente atingiu seu ápice. Oliver sentiu as paredes internas dela apertarem seu dedo e o gozo passar por ele e tocar sua língua. As pernas de Felicity tremiam, e espasmos ocorriam por todos os seus membros. Oliver retirou o dedo de dentro dela, ouvindo um resmungo de insatisfação logo em seguida, e então ele a beijou, possessivo. Felicity abraçou as pernas na cintura dele, e o contato de ambos os sexos fez ambos gemerem na boca um do outro. Ela apertava e puxava os cabelos do marido, em desespero, pedindo por mais. Oliver não pensou muito mais, o gemido de ambos saiu alto quando ele enfim a adentrou, sentindo as paredes internas dela apertarem seu membro.

**--**

Felicity estava sentada no meio das pernas de Oliver, tendo seu braço acariciado pelos dedos do marido. Eles estavam sentados no tapete felpudo que se encontrava na sala. Oliver se encostava em uma das almofadas, com Felicity semideitada, com as costas apoiadas no peito dele. Como Felicity ainda se encontrava preocupada com as crianças, Oliver tentou entretê-la com alguma coisa, então pediu que ela decidisse o que fazer, e ela escolheu um filme. Por isso estavam em frente á TV. Oliver apertava um dos botões do controle, procurando um filme na “netflix”, que ambos gostassem. Oliver escolheu “Harry Potter”.

Eu tenho dó desse garoto. – Felicity sussurra quando vê o menino ser maltratado pelos “tios”.

A vida dele é um inferno. – Diz, concordando com a esposa. Ele já tinha assistido aquela “saga” pelo menos três vezes.

Sei que a mãe dele está morta, mas... Imagina o desespero dela ao imaginar seu filho nas mãos dessas cobras?

Ele não tinha ninguém.

Não sei o que seria pior... Ele ser órfão ou ele viver com esses dois. – Eles não mais comentaram sobre o filme. Aos poucos Oliver voltava a acariciar os braços da esposa. Ele beijou um dos ombros dela por cima da blusinha verde de mangas curtas, sentindo ela se arrepiar, mas percebeu que ela não desviou os olhos da TV. O cabelo que estava jogado em um dos ombros, ele passou para o outro e começou a dar delicados beijos. Ele sentiu a reação dela no mesmo instante, ao estremecer. Oliver subiu uma das mãos por dentro da blusa, passando leve e demoradamente pela barriga, subindo devagar até um dos seios. Felicity arfou e jogou a cabeça para trás, colocando-a na curva do pescoço do marido, enquanto apertava a mão esquerda nos cabelos loiros dele. Ele a ouviu gemer quando passou a apertar seu seio, enquanto continuava a beijar seu pescoço. Eles não mais prestavam atenção no filme. De repente Oliver sente Felicity se mexer entre as pernas dele, e ele para o que estava fazendo para observar ela se virar para ele, ficando sentada em seu colo, com as pernas em volta de sua cintura. Felicity o beijou, puxando-o pelos cabelos, ele correspondeu, deixando-a guiar. Suas mãos foram para a curva da cintura dela, trazendo-a para mais perto, sentindo o sexo dela sobre o seu. Ela gemeu junto dele. Sem parar o beijo, Oliver a deitou sobre o tapete, e se colocou por cima, apertando as coxas grossas. – Oliver... – Gemeu baixinho. Oliver se afastou um pouco, fazendo Felicity o olhar, confusa.

Tire a blusa. – Sentando-se, ela fez como ele pediu, vendo em seguida, o marido fazer o mesmo. Os dois voltaram a se deitar e Oliver tomou os lábios dela em um beijo possessivo, bem diferente do primeiro, que tinha sido calmo. Felicity puxou os cabelos dele com uma das mãos, mas ele não se incomodou.

Oliver, seu celular. – Ela avisa, ofegante, quando ouve o aparelho.

Deve ser o inconveniente do Tommy. – A ouviu arfar quando mordiscou seu colo. – Deixe tocar. – E então voltou a tomar os lábios dela, fazendo-a se esquecer do celular.

**--** **--**

Oliver colocou o celular na mesa de cabeceira quando terminou de falar com Tommy. O amigo estava chamando eles para almoçarem na casa dele no dia seguinte. Caitlin e Barry, também iriam. Ele concordou. Seria bom ter um momento entre os amigos, principalmente, porque assim Felicity se esqueceria um pouco daquela preocupação com os filhos.

Nós vamos ao shopping. – Ele afirmou, e ela arqueou as sobrancelhas.

O que? Para que?

Comprar algumas coisas para você.

Para mim? Mas não... – Ele a interrompeu.

Felicity, você só tem as roupas que você usava antes de nos reencontrarmos, e algumas peças que Sarah e Laurel compraram.

Mas elas estão me servindo muito bem. Eu não preciso de mais. – Na verdade ela gostaria de ter mais, mas nunca gostou de pedir esse tipo de coisas para Oliver.

Larga de ser boba. – Ela cruzou os braços. – Vamos lá. Eu sei que você quer.

Tá. É verdade. Eu quero. – Ele sorriu. – Mas eu não gosto disso.

Disso o que? Sou seu marido.

Eu queria poder trabalhar.

E eu vou fingir que não ouvi o que acabei de ouvi. – Colocou ambas as mãos na cintura fina. – Tudo que é meu, é seu. Esse apartamento, o carro, o meu dinheiro... Principalmente o meu dinheiro. Nosso dinheiro.

Você tem certeza de que quer ir comigo? Eu posso chamar uma das garotas.

Eu vou contigo. Quero fazer isso. – Ela sorriu.

Isso é tão fofo. – Ele revirou os olhos e ela riu. – Sabe, a maioria dos homens odeiam ir ao shopping com a mulher.

Eu sou diferente. – Ela passou os braços pelo pescoço dele. – E não é a primeira vez que eu saio com você para escolher roupa.

Dessa vez é diferente, meu amor, não é apenas um vestido. – Diz, se lembrando de quando saíram para ela comprar um vestido que ela pudesse usar no aniversário de treze anos da Thea.

Eu sei disso. E eu não vou dar pra trás mesmo assim. Quero fazer isso com você.

Tudo bem, então. – O beijou de leve. – Eu vou me arrumar.

Acho que podemos tomar banho juntos.

De jeito nenhum. Vamos acabar saindo daqui tarde. – O beijou novamente. – Vou ser rápida.

Eu duvido. – Ela riu. – Eu vou tomar banho no banheiro de um dos quartos de hóspedes. – Ela não respondeu, apenas entrou no banheiro.

**--** **--**

Quando Oliver entrou no quarto, Felicity acabava de sair do banho. Ela estava com uma toalha curta e roxa tampando seu corpo. Ele sentiu seu corpo aquecer ao vê-la daquele jeito. Felicity não o olhou, apenas continuou caminhando até o closet, onde deixou a toalha cair e vestiu a calcinha e o sutiã que estavam separados em cima da cômoda. Oliver resolveu esperá-la sentado na cama, ele sabia que entrasse no closet e a encontrasse nua, ele não resistiria. Felicity saiu do closet já vestida, com os sapatos de salto alto nas mãos. Os largou ao lado do sofá de dois lugares e caminhou até o banheiro.

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Só vou fazer minha maquiagem.

Por mim nem precisaria. – Ela o olhou sorrindo. Ele estava lindo. Vestia uma calça jeans escuro, uma camisa verde musgo de mangas até os cotovelos, e calçava um tênis branco da “adidas”.

Obrigada, mas eu não gosto de sair sem maquiagem. – Parou em frente ao espelho, pegando a caixa prata com detalhes rosa pink com brilho. Ela passou a base, o pó, e com capricho, passou o delineador de gatinho. Passou um blush não muito escuro nas bochechas e terminou passando um batom rosa bebê nos lábios.

Você está linda. – Ele sorriu ao vê-la sair do banheiro.

Obrigada. Você também está.

Então, podemos ir agora?

Deixa eu pegar minha bolsa. – Ela passou os olhos no quarto, não encontrando a bendita. Caminhou até o closet, se lembrando de que tinha tirado suas coisas dela e guardado ela ali. Aproveitou para pegar uma bolsa de alça para poder colocar nos ombros, ela era bege com um brilho fraco, e o zíper dourado no formato de borboleta. Ela pegou seus documentos e junto do batom e do celular, colocou dentro da bolsa média. – Estou pronta.

Então vamos. – Ele guardou o celular no bolso da calça. – Eu avisei os agentes.

Eles também vão com a gente? – Ela estava desgostosa.

Vão nos acompanhar, mas você nem mesmo vai percebê-los. – Ela fez um bico. – É para a nossa segurança.

Tudo bem. – Suspirou. – Não tem outro jeito mesmo.

Vamos nos divertir. – Ela sorriu. Ele pegou na mão dela e saíram do quarto.

**--** **--**

Então, o que vai querer comprar?

Eu não sei... – Ele a olhou, enquanto caminhavam para dentro do shopping. – Eu não pensei muito nisso.

Eu sei que você adora vestidos, quer começar por eles?

Pode ser. – Ela o olhou. – Você tem certeza disso?

Vamos começar com a Channel. – Decidiu não responder, novamente, a pergunta de sua mulher. Felicity pegou algumas peças de roupa, em especial, os vestidos, e caminhou para o provador. Oliver se sentou no sofá que tinha em frente ao provador e a esperou sair, o que não demorou muito. A cada peça que vestia, ela pedia a opinião do marido, afinal estava se vestindo para agradá-lo também. Eles saíram daquela loja com algumas sacolas e caminharam para outras lojas. Felicity estava gostando, afinal ela precisava mesmo de algumas peças de roupas, mas ela estava ficando preocupada. Ela sabia o quanto o marido era rico, mas nem por isso ela gostava de ostentação. Ela quase teve um troço quando viu os preços da maioria das roupas que Oliver comprou para ela. – O que mais você quer ver? – Ela o ouviu quando eles saíram da quinta loja, se ela não estivesse engana.

Oliver, eu acho que só isso está ótimo.

Você tem certeza? – Ele percebeu que algo a incomodava, e por isso decidiu questioná-la. – O que está te incomodando?

É que... – Ele parou de andar e se virou para ela, ficando em sua frente. – Não acha que isso é caro demais?

Você está preocupada com isso? – Ele arqueou as sobrancelhas, mas deixou um sorriso de lado sair de seus lábios.

Estou. Você viu o preço da maioria dessas roupas? – Mostrou as sacolas que estavam em suas mãos.

Eu não me importo com isso. – Sorriu.

Já está me assustando. – Ele riu. – É sério...

Eu também estou falando sério. Você precisa de roupas, de mais roupas... E eu não me importo em dar o que você quiser, seja o que for.

Eu sei, e agradeço. – Sorriu.

Então, não fique se preocupando com essas coisas. É inútil. – Ela quase riu de como ele disse.

Tudo bem. Mas essa será a última loja. Depois vamos comer.

Como você quiser. – Oliver deixou que Felicity passasse o braço dela pelo dele, e voltaram a andar. Ela estava menos preocupada, apesar de não gostar de ficar "gastando" atoa. Pelo menos não era nada fútil.

**--** **--**

Eu me impressiono que consiga comer esse combo enorme, sozinha. – Felicity e Oliver estavam sentados na praça de alimentação.

Eu estou com fome. – Diz depois de engolir. – E você pegou o mesmo que o meu.

É verdade. Mas mulher normalmente faz regime, ou come menos porque não aguenta comer muito. – A esposa continuou a comer, sem se dar ao trabalho de responder. – Antigamente você não comia muito.

Eu como muito quando é besteira. – Ela riu. – Não diga isso perto dos nossos filhos. – Ele quem riu dessa vez. – E você já devia saber, minha mãe e eu vivíamos de fast-foot.

É, eu tinha me esquecido disso. – Oliver percebeu que a esposa ficou pensativa. – Sente muita falta dela, não é?

Não faz ideia. – Diz, depois de um suspiro longo. – Eramos sempre eu e minha mãe contra o mundo. Ela me criou sozinha. Ela não merecia... – Se interrompeu.

Não, ela não merecia. Mas ela vai ser vingada.

A culpa foi minha.

Felicity... – Ele odiou que a conversa tivesse ficado pesada.

Foi, Oliver. Se eu não tivesse trazido Cooper para a nossa vida, se eu não tivesse confiado nele... Ela ainda estaria viva.

Você não podia saber que ele era um psicopata. – Ela o olhou, e ele percebeu o quão opacos os olhos verdes dela, estavam. – Eu tenho certeza de que sua mãe não iria querer que você pensasse assim.

Eu sei. Mas todas as vezes que penso nisso... Minha mãe queria me proteger.

Não vamos falar sobre isso. Nós viemos até aqui para nos divertirmos. – Ela inclinou a cabeça. – Cooper está sendo procurado, você e nossos filhos estão protegidos... É isso que me importa. É isso que nos importa. – Ela assentiu. – Então, eu estava pensando em levar uma sobremesa amanhã. – Mudou de assunto.

No almoço com nossos amigos? – Ele assentiu.

O que você acha que devemos levar?

Ah, eu não sei. Se as crianças estivessem aqui, eu diria: sorvete. – Eles riram. – Como seremos só nós, adultos... – Deu de ombros. – Eu gosto de qualquer doce que não tenha coco. Porque não pergunta para as grávidas? – Riu.

Boa ideia. Você liga para elas?

Quando eu chegar em casa, faço isso. – Limpou as mãos e a boca, quando terminou de comer.

Você já quer ir para casa?

Antes, eu quero um Ovomaltine.

Cabe? – Ela o socou e ele riu. – Estou assustado. – Ela revirou os olhos.

É sobremesa. E eu estou com vontade.

Tudo bem. – Ele se levantou, pegando o celular dele e o dela.

Eu vou tomando no caminho para casa.

**--**

Felicity — https://d217x90lq68j4c.cloudfront.net/media/catalog/product/cache/2/small_image/550x770/602f0fa2c1f0d1ba5e241f914e856ff9/s/c/screen_shot_2017-12-20_at_16.03.42_c_pia.jpg

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Caitlin — https://ae01.alicdn.com/kf/HTB11wlsLVXXXXc6aXXXq6xXFXXXn/summer-crop-top-and-skirt-set-Retro-Floral-sexy-Backless-women-shirt-two-piece-shorts-blouses.jpg

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Laurel — http://alessandrafaria.com/wp-content/uploads/2012/11/vestido-solto-5.jpg

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Felicity estava na cozinha com Caitlin e Laurel. Enquanto as duas últimas preparavam o almoço, a primeira apenas observava. Tinha prometido tanto ao marido quanto á Tommy que não encostaria em nada. Ela e Oliver tinham chego mais cedo, para ajudar, mas Laurel deixou claro que só as mulheres estariam na cozinha.

O Oliver concretizou o meu desejo e o da Cait ao mesmo tempo. – Laurel comenta.

É verdade. Ontem mesmo eu comentei com a Laurel que eu estava com uma vontade louca de comer torta de “pavê trufado”. – Felicity sorriu ao ver os olhos das grávidas brilharem.

Eu pensei em vocês mesmo, quando ele perguntou o que trazer de sobremesa.

Obrigada, Felicity. – A amiga riu.

Eu também fiquei assim quando estava grávida dos gêmeos. Minha mãe disse que nunca teve desejos, disse que achava que... – Riu. – Era tudo frescura. – As outras duas riram. – Mas ela estava errada. Eu tive desejos até o final da gravidez. Mas nada muito estranho.

Não fala em desejos estranhos. Tommy ficou reclamando por uma semana quando eu mandei ele ir comprar ás três horas da manhã, iogurte de goiaba com mortadela e queijo. – As amigas fizeram uma careta. – Depois de cinco minutos, eu vomitei tudo. – Felicity e Caitlin riram.

Tommy deve ter ficado revoltado, né?

Ah, você nem imagina. Mas o que eu posso fazer? Me deu vontade, ué.

Tommy me disse que você está assustadora por causa da gravidez. – Ela olhou para a amiga, incrédula.

Ele disse isso? – Ela largou a lasanha no forno e saiu do cômodo. As amigas a seguiram. – Tommy, você disse que eu estou assustadora? – Questionou, com as mãos na cintura. Tommy olhou da esposa para a amiga loira, fuzilando-a.

Meu amor, é claro que não. – Oliver e Barry seguraram uma risada.

Ah, não?

Disse sim. Ele disse isso perto dos gêmeos. Pergunte a eles depois. – Tommy voltou a fuzilar Felicity.

Eu acho que você está ouvindo coisas.

Oliver, ele não disse?

Ah, não me coloca nessa, Lis.

Isso é um sim, Ollie? – Os amigos se olharam. – Tommy, eu não acredito que você tem dito que eu estou assustadora.

Felicity, você é uma fofoqueira.

Eu? – Colocou a mão no peito, e encenou. Caitlin riu.

Não, a minha mãe. – Retrucou, se virando para a esposa. – Amor, foi só um comentário bobo. – Ela arqueou as sobrancelhas. – Você fica linda e fofa até quando está assustadora.

Agora ele se saiu bem. – Barry comentou, fazendo os outros rirem.

Não vai mais apanhar, hein, Tommy.

Graças a Deus.

Engraçadinho. – Ela fez um biquinho.

Só ás vezes.

Sempre, né? – Felicity disse, rindo. – Barry, Caitlin já está tendo desejos estranhos?

Não. Até agora nada de coisas estranhas e muito menos nojentas. Graças a Deus. – Eles riram. – Mas Tommy tem nos contado das coisas horrendas que você tem comido, Laurel.

Por cinco minutos. É o tempo que as nojeiras têm ficado no estômago dela.

Eu não tenho culpa.

É claro que não, amor.

Você teve, Felicity?

Nada muito nojento. Mas tive desejos até o final da gravidez.

Tipo o que?

Tipo... Sorvete de menta com bacon e chantilli, foi o mais estranho que eu tive.

Que nojo. Até o chantilli, tudo bem. Mas bacon? – Tommy fez uma careta.

Eu não fiquei muito enjoada na gravidez dos gêmeos. Eu mal vomitava, graças a Deus. Odeio vomitar.

Duas. – Cait diz.

Três. – Laurel diz em seguida.

Você teve sorte, então, porque a Cait teve enjoos insuportáveis na gravidez da Kitty.

E agora?

Ela não está tendo tanto, né, amor?

Graças a Deus. Eu passei mal antes de eu descobri que estava grávida, e depois que eu descobri a gravidez, enjoei por mais duas semanas. Desde então eu não vomitei mais.

Peça á Deus que continue assim. Eu tive enjoos insuportáveis na primeira gravidez, e nessa também. – Cruzou os braços. – Eu ficava enjoada com tudo.

E quando ela diz tudo, é tudo mesmo. Eu tive que trocar meu perfume e meu desodorante quatro vezes. – Os amigos riram. – E ela teve que trocar o creme para o corpo, o condicionador e o shampoo, duas vezes.

Laurel, você ficou pior que eu.

Não, Cait, você não entendeu. No do Lyon foi mais fácil. Esse dos cremes, do perfume e do desodorante foi nessa gravidez. – Colocou a mão na barriga. – Eu não tinha dito nada pra você, porque eu já estava resolvendo. – Ela assentiu.

Agora eu entendo porque Tommy estava parecendo um zombie. – Oliver diz, rindo, e Barry o acompanha. – Eu lembro que disse para ele: Mas a minha sobrinha nem nasceu, e você já está parecendo um zombie?

A culpa era dos enjoos. – Ele respondeu. – Não posso culpar minha mulher, afinal, ela não pediu para ter isso.

Com certeza não.

Mudando um pouco de assunto, Sarah ligou? – Cait pergunta.

As crianças estão bem. Eles fizeram trilha ontem.

Kitty e trilha na mesma frase, não dá certo. – A esposa concordou.

Ela reclamou um pouquinho, mas foi. – Oliver riu. – Sarah disse que não acha que o repelente vai durar até o final da semana.

Eu sabia que ia ser assim.

Por isso eu mandei três. – Cait diz, fazendo os outros rirem. – Não adianta. Kitty não nasceu para ficar no meio do mato.

Mas elas estão se divertindo, apesar das reclamações. Elas têm ficado muito tempo no rio. – As mães se preocuparam.

Eu espero que os professorem fiquem de olho.

Eu também. Dependendo do rio, pode ser perigoso. – Diz, concordando com Felicity.

Lyon sabe nadar, mas... Espero que esse rio não tenha correnteza.

Os professores não deixariam eles nadar, se tivesse, amor.

Mas e os bichos?

Fiquem despreocupadas. – Barry pede. – Eles estão sendo observados. E eu não falo só dos professores. – Elas assentiram.

Eu vou ver a lasanha.

Já deve estar pronta. – Cait a seguiu.

Você não tocou na massa, né? – Felicity revirou os olhos. – Bom, você está viva, e minha cozinha também, então, eu não tenho que me preocupar. – Os outros seguram uma risada ao ver a acara que Felicity faz.

Há-há-há-há. Que engraçado, Tommy. Por que você não deixa de ser empresário e vira comediante? – Ele riu.

Não. Eu gosto de ser empresário. – Ela cruzou os braços e fez um biquinho. – Não fique chateada, Lis. Um dia, se Deus quiser, você aprender a cozinhar.

O almoço está pronto.

Finalmente. Estou morrendo de fome.

Laurel você não está tratando dele? – Barry pergunta, enquanto caminhava para a cozinha com os outros.

Que? – Pergunta, confusa.

Tommy disse que está morrendo de fome. – Ela revirou os olhos.

Quando é que ele não está? – Os amigos riram.

**--** **--**

Lis, você ligou para o casal de amigos que você disse que lhe ajudou?

Eu me esqueci. – Colocou a mão na testa, apoiando o cotovelo em uma das penas. – Ainda bem que você me lembrou. Eu vou ligar hoje.

Eles devem estar preocupados.

Apesar de eles não saberem da minha situação, eu prometi dar notícias. – Balançou a cabeça. – Droga. Odeio não cumprir com a minha palavra.

Eles vão entender. Explica a situação.

Não posso.

Ela está dizendo para você explicar que sofreu um acidente. – Laurel concordou.

É. Sobre isso eu posso dizer.

Eles já devem até saber que você está casada. – Laurel diz. – Afinal, quem não conhece Oliver Queen? – Felicity não pôde descordar.

Eu sinto saudades deles. Eles apareceram quando eu mais precisava... Eles me chamaram para ir com eles para National City, mas eu não podia colocá-los em perigo também.

A gente entende.

Eu não queria nem mesmo contar para vocês, mas aí... – Balançou a cabeça.

Não se preocupe com a gente.

Como não? Cooper pode fazer algo com vocês. Com seus filhos... E agora até o Ray e o filho dele podem correr perigo. – Afundou o rosto nas mãos.

Felicity, somos seus amigos. Você passou por coisas horríveis, e você guardar tudo pra si... Só vai te machucar ainda mais.

Eu nem mesmo contei tudo. – Ela olhou para as amigas. – Eu não consigo. Contar, falar sobre o que houve... É muito dolorido para mim. – Fechou os olhos. – Tudo o que ele me fez passar... Não consigo contar. – Abriu os olhos.

E nós entendemos. São lembranças ruins que você prefere guardar bem lá no fundo do seu subconsciente. São coisas que você prefere não lembrar.

E não vamos te culpar por pensar assim. Oliver já disse que vai descobrir o resto por si só. Então pare de se preocupar com isso.

Tem uma coisa que eu não contei... E eu não posso contar.

Algo ruim?

Não. Não é ruim.

Então qual é o problema?

Eu prometi não contar, porque ele trabalha para pessoas poderosas.

Ele? Você teve alguém antes de voltar para o Oliver?

Não. Eu não tive ninguém. Ele é só um amigo.

Então eu não estou entendendo sua preocupação.

Ele sabe das coisas que me aconteceu á seis anos. Ele sabe a minha versão, não a verdadeira, entende? E ele odeia o Oliver.

Felicity, você precisa entrar em contato com ele... – Laurel diz, preocupada com o amigo.

Eu não posso. Ele está... Ocupado com o trabalho dele. Combinamos de que eu só ligaria caso entrasse em perigo. E eu não estou em perigo. – Suspirou. – Ele vai dar um jeito de entrar em contato, principalmente quando souber do meu “casamento”.

Será que ele ainda não sabe?

Ele ainda não me ligou, então... – Deu de ombros. – Quando ele entrar em contato, conto tudo para ele. Não quero que ele e Oliver tenham um atrito. Ele é uma pessoa muito especial para mim. Tanto quanto Oliver.

Diz isso para o Oliver, e ele vai imaginar mil e uma coisas. – Laurel comentou, e nenhuma das outras duas garotas puderam descordar.

Eu tenho que falar com Oliver sobre ele, sem contar quem é ele. Eu disse que ele era só um amigo, e nunca mais falamos sobre ele.

É melhor contar logo de uma vez. – Felicity assentiu.

**--** **--**

O casal entrou no apartamento. Felicity tirou a sandália e deixou a bolsa no chão, ao lado do sofá, onde se jogou. Oliver, que tinha ido á cozinha tomar água, volta, se jogando ao lado da esposa. Ambos cansados. Já passava das 17h quando eles tinham resolvido ir para casa, mesmo que os amigos tenham convidados eles para jantar.

Oliver, eu tenho que falar com você. – Ela se arrumou no sofá, e ficou de frente para ele.

Sobre? – Ele tinha os olhos fechados.

Lembra do rapaz que me ajudou, e você perguntou quem era ele? – Ele abriu os olhos e a olhou. – Eu ainda estava no hospital.

Claro que eu lembro. Você disse que ele era um amigo, e que trabalhava para gente poderosa. – Ele diz, com as sobrancelhas arqueadas.

Então, você disse que procuraria saber o que houve comigo, que eu não precisaria falar nada. – Ele assentiu. – É provável que você descubra sobre ele, então eu decidi te contar sobre ele.

Você disse que ele te ajudou.

E ajudou. Quando ele soube o que houve... – Suspirou. – Foi ele quem me arrumava as identidades falsas. – Oliver a olhou, incrédula. – Era ele quem me ajudava a fugir... E foi ele quem me salvou do Cooper quando fui pega.

Então, foi esse cara?

Ele não é um ex-namorado, okay?

Então quem é ele?

Eu não posso dizer. Não até ele dizer que eu posso falar.

Você mantém contato com ele?

Faz meses que não nos falamos. A última vez foi quando eu me acidentei. – Oliver bagunçou os cabelos. – Só o que precisa saber, é que ele é confiável.

Como pode saber disso? Só porque ele te ajudou?

Oliver, você pode confiar em mim? Ele não é qualquer pessoa... Ele é... – Ela se interrompeu ao perceber que ia dizer o que não devia. – Minha mãe o conhecia á muitos anos. Ele tinha cinco anos quando ela o conheceu. – Oliver se aliviou.

Tudo bem. Então ele te ajudou.

Eu só não queria que você pensasse coisas erradas, e principalmente, que você não descobrisse por outros. – Ele assentiu.

Entendo. Obrigado por me dizer. – Ela sorriu.

Você é meu marido. Eu não quero ficar escondendo coisas de você. – Oliver ficou desconfortável, mas não deixou transparecer. – Se o que eu passei, não me machucasse, eu mesma contaria tudo.

Eu sei. Eu posso esperar... – Ela assentiu. – Eu te amo.

Eu também te amo. – Ela o beijou, lentamente. – Eu preciso fazer uma ligação.

Ligação para quem?

Os amigos de National City que me ajudaram...

Eles devem estar preocupados.

Por isso mesmo. Já era para eu ter ligado, mas eu me esqueci. – Se levantou, pegando o celular dentro da bolsa. – O número deles está na agenda. – Ela caminhou para o segundo andar, e Oliver a seguiu.

Você disse que eles têm filhos? – Pergunta, quando chegam ao quarto.

Sim. uma garotinha com a mesma idade dos nossos filhos, e um casal de gêmeos. – Diz, sorrindo. – Eles têm dois anos. – Felicity pegou a agenda e discou o número.

Alô?

Oi, é a Kara?

É sim, quem está falando?

Kara, é a Felicity.

Eu não acredito. Onde é que você se meteu? – Felicity sorriu. – Nós ficamos preocupados, Lis.

Eu sei, me desculpa. Eu tive um acidente, quando estava chegando em Starling City.

Acidente? Se preocupou.

Mas eu já estou ótima. Me encontrei com o Oliver. – Ela o olhou, e o viu deitado na cama, de olhos fechados.

E vocês se entenderam?

Sim. Tudo o que eu tinha ouvido... Não era verdade.

Como assim?

Ah, a história é um pouco longa.

Eu tenho tempo. Meus filhos saíram com o pai. – Felicity saiu do quarto e entrou no dos filhos, sentando no tapete em frente a TV.

Eu descobri tudo quando a Sarah, minha amiga, me contou que Laurel e Oliver não tinham se casado. – Ela começou a contar desde o início. Kara não a interrompeu em nenhum momento. Quando Felicity terminou, a amiga se pronunciou.

Felicity, parece coisa de novela.

É muito real.

A sua sogra e a minha são parentes?

Vai saber. Nós não ganhamos uma sogra boa, né?

Não. Não tivemos muita sorte com isso.

A minha me odeia. Ela nunca me quis na família. E bom, não sei se ela queria que eu escutasse, mas eu escutei tudo. – Bufou. – Deve ter ficado muito feliz naquela época. Não conseguiu casar o filho com a Laurel, mas conseguiu me separar dele.

Sua sogra é parente da madrasta da branca de neve?

Ela deve ter pacto com o capeta, isso sim. – A amiga riu. – Quando ela descobriu que eu voltei, e que estava casada com o filho dela... Faltou ela me bater.

Credo. Fez sinal da cruz.

Tentou me humilhar, mas eu não deixei. Respondi a altura.

Queria ter presenciado essa cena. Diz com um sorriso.

E você não sabe... – Olhou para a porta, e abaixou o tom de voz. – Eu tenho certeza de que ela sumiu com a minha carta.

A carta que você mandou para o Oliver, avisando sobre os gêmeos?

É. Ele disse que nunca recebeu nada, mas eu sei que a carta chegou no endereço.

E você não contou para ele?

Quero ter provas, antes de acusá-la.

Está certa.

Eu estou com saudades. – Diz sorrindo. – Como estão as crianças?

Também estou. Sorriu. E as crianças estão ótimas. E os gêmeos?

Estão ótimos também. Oliver e Bryan estão se dando super bem, graças a Deus. No começo foi tão difícil...

Eu posso imaginar. Ah, eu queria tanto te ver.

Vem me ver, então.

Você está falando sério?

É claro. O aniversário dos gêmeos está chegando, porque não vem e ficam alguns dias? Podem ficar hospedados aqui em casa.

Eu vou conversar com o Mon-el, e te aviso.

Por favor, diz para ele que se ele não vier, eu vou ficar muito chateada.

Pode deixar.

Ah, e pode trazer sua irmã também.

Ah, ela vai ficar feliz em te conhecer finalmente.

E eu a ela. Você fala tanto dela, que é como se já a conhecesse. E como está sua sobrinha?

Sophia está ótima. Crescendo. Ela fez sete anos, mas parece uma adulta. Se minha filha começar a agir como ela, acho que vou chorar. — Elas riram.

Bryan ás vezes parece ser tão adulto, que me impressiona. Oliver quem não gostou muito...

Eu entendo ele. Eles têm seis anos e meio, precisam ser crianças enquanto podem.

Verdade. O tempo passa tão rápido...— Escutou um uhum vindo da amiga. – Então, eu vou contar com a presença de vocês, okay?

Okay. Eu vou falar com meu marido, mas pode contar com a gente. Sorriu.

E traga sua irmã e sua sobrinha.

Pode deixar. Eu preciso fazer o jantar, nos falamos depois. Eu te ligo.

Liga mesmo, por favor. – Sorriu. – Boa noite.

Boa noite para você também.

Beijo. – Kara respondeu o mesmo, e juntas, desligaram.

Felicity se levantou, saiu do quarto e ao entrar no dela, encontrou o marido dormindo, tranquilo. Ela não queria acordá-lo, por isso decidiu que pediria o jantar. Ela se deitou ao lado dele, também estava cansada, e como ainda não estava com fome, dormiria um pouco, mesmo que soubesse que demoraria a voltar a dormir, quando acordasse.

**--** **--**

Eu os convidei para o aniversário dos gêmeos. – Felicity diz, quando se levantou para colocar os pratos na pia.

Isso é ótimo. Eles são seus amigos, vai ser bom tê-los por perto.

É, mas mesmo assim, eu me preocupo com eles.

Felicity, eles ficarão bem.

Se Cooper descobre que eles têm ligação comigo...

O problema dele é comigo.

Ah, não fala assim que eu fico mais nervosa. – Pede, enquanto gesticula.

Não vamos falar sobre isso. Você já decidiu o tema do aniversário dos nossos filhos?

Festa a fantasia. Sempre tive vontade de fazer, e eles concordaram. Até disseram que já sabem do que vestir. – Sorriu.

Eu vou procurar um salão de eventos.

Então, eu fico com a decoração. Vou pedir ajuda para as meninas. – Ele assentiu. – Pelo menos eu vou me ocupar, não aguento ficar sem fazer nada.

Eu posso imaginar.

Eu quero voltar a trabalhar. – A expressão de Oliver mudou. Ele não gostou nada de ouvir o que ouviu. Ele se preocupava. Faria de tudo para convencê-la do contrário.

Felicity, eu não acho que seja uma boa ideia.

Oliver... – Ela começa a reclamar.

É só até nós pegarmos o Cooper.

Não sabemos quanto tempo isso vai levar.

É para a sua segurança. – Ela cruzou os braços. Oliver percebeu que ela estava chateada, e se aproximou, abraçando-a pela cintura. – Por mim. Faça isso por mim.

Ah, Oliver, você está jogando sujo. – Ele quase sorriu, quase.

Não é verdade. Eu só estou te pedindo para desistir dessa ideia, por enquanto. Por mim. Eu não quero ficar preocupado com você. – Ela fez um biquinho.

Tudo bem. Mas é só até ele ser pego.

Prometido. – Sorrindo, ele a beijou.

Eu vou lavar a louça.

Alissa vem amanhã.

Oliver, eu não vou morrer, se lavar a louça. – Revirou os olhos, e ele bufou. – Eu ainda não perguntei para ela sobre o lugar que ela sonha em visitar.

Faça isso amanhã.

Espero que ela goste da surpresa. – Ele sorriu e a abraçou por trás.

Tenho certeza de que vai gostar. – Beijou o pescoço, sentindo-a estremecer em seguida. Ele sorriu, ainda beijando-a naquele mesmo ponto, mordiscando ora ou outra. Felicity fechou os olhos temporariamente, parando de esfregar o prato.

Oliver. – Ela diz, um pouco ofegante. Felicity abriu os olhos, tentando continuar com seus planos, mesmo com ele beijando seu pescoço. Maldito, ela pensou, ele sabia que ali era seu ponto fraco. Não aguentando ficar sem tocá-la com as mãos, desceu uma delas da cintura até chegar a bunda, onde ele apertou, antes de estapear aquela parte do corpo, ouvindo-a gemer, em seguida. – Oliver. – Ela gemeu quando a mão dele pressionou aquela parte do corpo mais uma vez.

Sabe o que eu sempre quis fazer? – Sussurrou no ouvido dela, enquanto seus dedos desciam até a parte íntima da esposa, massageando aquela região por sima da calcinha. Ele agradecia por ela estar de camisola. Felicity, percebendo que seu marido não pararia, e que ela mesma, não queria que ele parasse, largou o prato na pia. Remexeu o traseiro sobre o volume na bermuda do marido, que grunhiu ao sentir o ato. Com a mão livre, Oliver puxou os longos cabelos loiros, para provocá-la. Seus beijos desceram do pescoço até o colo, mordiscando de leve aquela região, antes de voltar ao ponto de partida, mordendo o lóbulo da orelha, fazendo-a voltar a gemer baixinho.

O que? – Ela enfim conseguiu perguntar, totalmente curiosa. Ele não respondeu por um tempo, estava ocupado com o que fazia no meio das pernas dela, assim como os lábios, que estavam ocupados em marcar o pescoço da esposa. Oliver sorriu ao ouvir o gemido um pouco mais alto, saindo dos lábios dela, quando seus dedos se movimentaram mais rapidamente. – Você não... respondeu. – Diz, ofegante. – O que você sempre quis fazer? – Estava muito curiosa.

Te comer em cima dessa mesa... Fe-li-ci-ty. – Ela gemeu em resposta, e Oliver a virou para si, tomando seus lábios em um beijo possessivo. Era algo intenso, e o desejo de ambas as partes transparecia a cada mínimo toque. Oliver, sentindo seu membro pulsar, de maneira ágil, passou as mãos pelas coxas grossas, levantando-a do chão, fazendo-a abraçar sua cintura, e a passos rápidos, caminhou até o espaço livre da mesa da cozinha, deixando-a sentada sobre a beirada. Se colocou entre as pernas dela, fazendo sua ereção roçar no sexo da esposa, que ao sentir o toque, gemeu alto. Os dedos, apertavam os seios por cima do tecido. Felicity puxou os cabelos do marido, sem que machucasse, provocando-o. Oliver mordeu os lábios, querendo sentir, com suas mãos, a pela leitosa. O barulho de tecido se rasgando, fez com que Felicity abrisse os olhos, soltou um gritinho fino, demonstrando o quão revoltada estava.

Oliver... Eu comprei essa hoje. – Reclamou ofegante, sentindo os lábios dele mordiscar seu pescoço. Oliver subiu as mãos pelo corpo da esposa, lentamente. Pegou ambas as mãos de Felicity que estavam apoiadas na mesa, e empurrou seu corpo sutilmente, para que ela se deitasse. A direita segurava ambas as mãos por cima da cabeça dela, e a esquerda descia por entre as pernas da esposa, enfiando um dos dedos para dentro daquele pedaço de pano, movimentando-o. Felicity grunhiu em resposta, rebolando devagar o traseiro. Ela sentiu suas mãos serem soltas, e no mesmo instante, Oliver se abaixou, se colocando entre as pernas dela que estavam sobre seus ombros. Apertou as coxas, sentindo seus dedos se afundarem sobre a pele da esposa. Sentir a respiração do marido lhe causou arrepios, e gemidos baixos saíram de seus lábios. Mesmo com um dos dedos dentro dela, Oliver colocou a língua, e esse gesto fez com que Felicity gemesse mais alto. Pegando nos cabelos dele com uma das mãos, ora apertando, ora puxando. Ele lambeu até colocar um pouco de pressão até o clitóris, parando algumas vezes, apenas para olhá-la. Ela estava corada, com os cabelos bagunçados, e com a respiração ofegante. Ele sorriu com orgulho por saber que ele era a causa.

Goze na minha boca, amor. Eu quero sentir seu gosto. – Pede alto o bastante para ela ouvir, devido a curta distância entre eles. Não demorando a retomar com o que fazia, seguindo o mesmo ritmo de antes: lento. A respiração de Felicity falhava a cada toque que sentia. Os olhos fechados, faziam com que aumentasse os outros sentidos. Sentia aquela sensação boa do orgasmo chegando, resistindo a todo custo, querendo sair. Oliver aumentou os movimentos, ao mesmo tempo em que levava a mão livre dela até seu membro, sentindo-a fazer os movimentos, em seguida. Ele gemeu, mesmo que ainda pressionasse o clitóris.

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Oliver... – Ele ouviu o gemido, e logo em seguida ela estremeceu. Oliver sentiu o líquido descer por seus dedos, até sua língua, e chupou cada gota.

Uma delícia. – Felicity respirava ofegante, mas não teve tempo de se recuperar, quando a língua dele entrou em contato com a sua, fazendo-a sentir o próprio gosto. – Tão gostosa... – Diz entre o beijo, voltando a colocar dois de seus dedos para dentro dela. Felicity gemeu baixo, enquanto correspondia ao beijo lento. Estava sensível depois daquele orgasmo. – Tão prontinha para mim... Fe-li-ci-ty. – Ela gemeu, pedindo por mais. Oliver mordeu o lábio inferior, descendo os beijos para seu pescoço.

Oliver... Eu quero você – Ele sorriu ao ouvir a súplica. Se afastou o suficiente para que pudesse retirar a bermuda. Oliver voltou a se aproximar, e viu nos olhos da esposa, que ela estava ansiosa. Se deitou sobre ela, com cuidado. Seu membro deslizava lentamente pela área molhada, roçado na entrada da vagina, fazendo-a suspirar. Com ambas as mãos, ele apertou a cintura fina.

Tão gostosa, tão apertada e tão minha. – Gemeu, antes de tomar os lábios dela em um beijo selvagem. Suas línguas batalhavam por espaço na boca um do outro, enquanto gemidos saíam de suas gargantas e o ritmo rápido prosseguia. Tentando retomar o fôlego, seus lábios desceram para o pescoço, ombro, colo e seios, lentamente, enquanto ouvia os gemidos da esposa. – Goza para mim, Felicity. – Pede, em murmuro, prosseguindo com os movimentos rápidos e fortes. Entre uma estocada ou outra, o orgasmo chegou novamente, de forma intensa a ponto de ela não conseguir se mexer. O gozo por sua vez, molhou tanto o membro do marido quanto suas coxas. Ofegantes e suados, era assim que ambos estavam. O orgasmo de Oliver chegou algumas estocadas depois, se derramando todo dentro dela, misturando ao líquido que ela havia soltado. Oliver soltou um gemido rouco e baixo, agarrando a cintura da esposa, apertando com força entre os dedos, enquanto, lentamente, parava com as estocadas.

Notas finais
Gente, esse capítulo foi muito difícil de escrever, mas ficou tão fofo, não concordam? Bom, pelo menos a parte das crianças, porque depois a Felicity ficou toda desesperada com o fato das crianças ficarem em perigo. Ela tem medo do que pode acontecer, e alguém pode culpá-la? A Cait está grávida! Assim como Tommy induziu. E Barry achando que era só provocação, mas não. Ela está mesmo esperando um mini Allen. Quem gostou de saber disso? Eu sei que vocês provavelmente estão querendo me matar, porque a Cait tá grávida, e a Lis não... Mas fiquem tranquilos, isso vai acontecer. Prometo. E para quem estava se perguntando quem eram as pessoas que tinha ajudado Felicity com os gêmeos... Sim, foi a Kara e o Mon-el. Eles vão aparecer um pouco aqui. Mais que em Kupidon com certeza. Quem gostou da cena, mesmo que pequena, entre Sarah e Killian? Eu amei escrever essa parte, ele é fofo demais. Essas crianças são minhas paixões. Para quem está perguntando sobre Cooper... Ele vai aparecer logo, gente. Quer dizer, os subordinados dele, né? Porque o maldito vai ficar mais um pouco escondido. Eu espero que tenham gostado de todo esse capítulo Por favor, não deixem de comentar. São eles que me animam e ajudam a continuar a escrever. Hoje mesmo eu li um comentário tão fofo em Kupidon, que tô quase terminando um pequeno capítulo “extra”, que vai focar em “Cooper”. Postarei ele assim que eu terminá-lo. ✴ Bom, dessa vez não terá prévia. ✴ Afinal ainda não escrevi o capítulo. ✴ Mas desejo uma ótima semana para vocês. ✴ Kissus e até o próximo.