Cross Destination
43 Capítulo Quarenta e Três
Notas iniciais

Oliver não acreditaria, se não estivesse vendo com seus próprios olhos. Os três bebês, que estavam do outro lado do vidro, eram seus, e tão parecidos com ele e Felicity. Os olhos, tinham pegado de sua esposa, como sempre imaginou que seria. Perfeitos. Seus filhos eram lindos, e graças à Deus, saudáveis. Tanto eles quanto Fel estavam bem, mesmo na condição em que estavam há alguns dias. A médica ainda estava com sua esposa, mas Helena tinha dito que ela estava bem, então não se preocuparia.
Sabe quando você acha que tudo está desmoronando, e nada do que faça pode mudar isso? Bom, isso não é verdade. Oliver pode ter essa certeza, ao ver os rostinhos de seus filhos. Ele pensou que estava morrendo aos poucos, pensou que tudo de ruim poderia ter acontecido com a esposa, pensou o pior, naquele momento de desespero, e agora parecia que nada daquilo foi real; mas sabe que foi. O loiro sentiu na pele o desespero, a agonia, a loucura de não saber onde estavam as pessoas que amava. Em nenhum momento, pensou naquela possibilidade. Não passou pela sua cabeça, que seus bebês poderiam já estar nesse mundo. Que teriam nascido. E agradecia demasiado por ter ficado tudo bem, tanto com eles quanto com a sua mãe. Ollie era agradecido a Helena. E ao Gregory. Eles salvaram sua família. Protegeram e cuidaram deles. Nunca poderia imaginar que sua ex, faria o parto de sua esposa; mesmo sabendo que ela não é uma má pessoa.
Helena estava com Michael, pouco atrás de Oliver e Roy, que olhavam para os bebês, emocionados, felizes, aliviados. Estava tudo bem. E eles tinham pedido tanto para que encontrassem eles á salvo. Roy teve que admitir que estava errado em pensar de modo tão ruim da ex do cunhado. Ela fez o parto de sua irmã. Cuidou não só dela, como de seus sobrinhos. Protegeu eles, mesmo amando o pai e marido deles. Ele era agradecido sim. E agradeceria em alto e bom tom, assim que sua mente processasse o que estava acontecendo. Ainda não havia caído a ficha. Nem para ele, e muito menos para Oliver. Parecia um sonho. Um sonho muito bom. Os bebês estavam bem. Não só bem, tinham nascido. Em meio àquela confusão, aquele perigo, aquele acidente desgraçado. Mesmo depois de tudo o que houve, eles e Felicity estavam saudáveis; apesar dos hematomas que a loira tinha no corpo.
— Seus filhos são a mistura perfeita de você e sua esposa, Oliver. — Ouviram de Michael.
— Eles são sim. — Sorriu.
— Tem os olhos da minha irmã.
— São muito dorminhocos, só não sei de quem eles pegaram isso. — Oliver deu uma risada rápida ao ouvir Helena. — Nesses três dias, eu e Felicity tínhamos que acordá-los, para dar de mamar.
— Mamam muito?
— Sim. Dormem enquanto mamam, mas sim, eles têm uma fome absurda.
— Talvez tenham pego isso da minha irmã. — Oliver não pôde retrucar. — Obrigado pelo que fez. — Agradece, olhando nos olhos da mulher. — Se não fosse por você, vai saber o que teria acontecido com eles.
— Não precisa me agradecer. — Balançou a cabeça. — Na verdade, se eu tivesse chegado mais um pouco atrasada, não sei o que seria deles. E eu fiz isso porque era o certo.
— Obrigado, Helena. — Ela assentiu. — Você e Gregory fizeram um bom trabalho.
— Na verdade, Gregory fez mais que eu, foi ele quem cuidou dos machucados dela, enquanto eu não chegava...
— Vocês dois cuidaram deles. Você salvou meus filhos. — Desvia os olhos para os bebês novamente. — Gregory não conseguiria se estivesse sozinho.
— Ele fez bem em ligar para vocês dois. — Roy diz, olhando para Michael. — Cooper ainda está na área, e se ele descobrisse que estavam sozinhos com Felicity e meus sobrinhos...
— Foi por isso que não entramos em contato com vocês.
— Eu sei. — Oliver fala. — Eu pensei nas regras da agência. Pensei na forma como Gregory deveria estar pensando... Para impedir que algo acontecesse com Felicity. — Helena assentiu.
— Eu fui atrás deles sem saber o que estava acontecendo. Estava em uma cidade vizinha, almoçando, quando Gregory me ligou. Ele só disse que precisava de mim, que era importante, e perigoso. Peguei o primeiro vôo para chegar aqui o mais rápido.
— Ele chegou hoje. — Helena conta. — E então o contamos tudo, e viemos para cá. Eu sabia que me encontrariam, por causa do meu chip. — Tocou o pescoço.
— Por falar em chip... O que houve com o seu e o do Gregory? — Helena se virou e mostrou um adesivo cinza que o Queen reconheceu como o desativador de localização.
— Eu não pensei nisso em nenhum momento.
— Nem eu. Até porque, nós quase nunca usamos isso. – Oliver diz depois do cunhado.
— Eu tinha alguns comigo. E Gregory achou um na minha casa no bosque. — O loiro piscou algumas vezes.
— A casa de tijolos. Era lá que estavam? — Ela assentiu. — Por que eu não pensei nessa casa?
— Foi bom você não pensar nela. Cooper estava na sua cola, Oliver. — Michael diz. — Era para ser você no carro, não sua esposa.
— É. Eu e Oliver sabíamos disso. — Bufou Roy. — Cooper não sabia da troca, o que quer dizer que alguém traiu a equipe.
— E eu quero saber quem foi o desgraçado. — Helena rosna. — Acredita que os homens dele me interceptaram no estacionamento do aeroporto? — Roy e Cooper franziram o cenho. — Me deram uma surra.
— Por quê? Eles disseram?
— Descobriram que eu coloquei um rastreador no carro do maldito.
— Como? — Oliver se aproximou. — Como poderiam saber disso?
— Eu tenho certeza que é o mesmo traidor desgraçado. — Cruzou os braços.
Oliver percebeu que uma enfermeira se aproximava com um dos bebês no colo. Seu bebê. Ele imaginou que os filhos precisassem ficar mais tempo na incubadora, e por esse motivo não pensou em pedir para pegá-los, mesmo que desejasse muito. Pela roupinha azul, ele soube que era seu único garotinho, já que as suas garotinhas estavam de rosa e lilás. O loiro se perguntava se poderia ficar mais nervoso do que já estava, e a resposta era sim. Estava ansioso, e assim como ele, seu cunhado e amigos olharam para a mulher de uniforme rosa e branco que se aproximava.
Kyle. Esse nome havia sido escolhido por Bryan, e era o nome perfeito em sua opinião. O bebê, que ele soube há alguns minutos atrás, tinha quase quatro quilos, assim como seus irmãos. Impressionante que sua esposa havia conseguido dar à luz, aos três, sem complicações, naquela situação tensa e desesperadora. Se não fosse por Helena e Gregory, ele não sabia o que teria sido de sua família.
— Senhor Queen, quer pegar? – Os olhos dele não saíam do bebê.
— Ele não deveria ter ficado mais um pouco na incubadora? — A mulher de curtos cabelos castanhos claros sorriu.
— O pequeno e as irmãs estão bem, só precisam ficar em observação. — Ele enfim olhou nos olhos caramelo da mulher. — Pode pegar se quiser.
Oliver respirou fundo, e se aproximou para poder pegar o filho. O menino estava dormindo, de forma serena. Pensando que ele iria acordar, ou chorar, o loiro ficou tenso, mas foi o contrário, o garotinho apenas se mexeu para se acomodar melhor nos braços do pai. Assim como Helena havia dito, Kyle tinha um pouco dele e de Felicity. Era uma mistura perfeita, e agora, mais de perto, ele podia ter a certeza disso.
Roy se aproximou, para poder ver o sobrinho mais de perto. Tinha que concordar com a ex de seu cunhado, Kyle realmente tinha traços de ambos os pais. Se dormindo era uma fofura sem tamanho, ele imaginava acordado. Seus sobrinhos mais velhos ficariam encantados, assim como cada um que estava perto do bebê Queen. Os cabelos, o que era muito para um bebê que havia nascido a dois dias, era liso e loiro. Não era como ele imaginava, mas mesmo assim, lindo.
— Helena estava certa... — Roy comenta, sem desviar os olhos. — Kyle tem traços de ambos os pais.
— Eu disse. Ele e Katie são os mais parecidos com vocês.
— Killie é mais parecida com Felicity, mas também tem traços seus Oliver, poucos, mas tem. — Michael diz, olhando para o amigo.
— Elas vão poder ser pegas quando quiser.
— Posso pegar uma de minhas sobrinhas?
— Claro. — A mulher se afastou sorrindo.
— Ficou preocupado de repente. — Helena comenta ao olhar para o irmão de Felicity.
— Os homens de Cooper me preocupam, porque o hospital é um lugar que qualquer um pode entrar. — Oliver o olhou, compreendendo. — E ainda tem o maldito do traidor.
— Realmente... Nós temos que ficar alerta, Oliver. Não sabemos quem está infiltrado na nossa equipe. — Michael se pronuncia, tão preocupado quanto.
— Nós temos uma suspeita. — Conta o que ninguém mais além de Mike e Gregory estavam sabendo.
— Quem?
— Eu não quero falar até que eu tenha certeza, Helena.
— Oliver, quero ficar de olho nele, então me diz. — Ela o viu suspirar. — Eu vou ser discreta.
— Okay. — Suspirou. — Noah.
— Noah? Eu nunca fui com a cara do imbecil, mas será que ele seria capaz de nos trair? — Michael bufou ao ouvir Helena.
— Ele está dando em cima da irmã do Gregory, entrou em uma missão sem falar com nosso chefe... Vai saber do quê mais é capaz. — E todos não puderam descordar. — Eu estou sabendo de tudo.
— Harley? — Eles se viram ao ouvirem Oliver, e se viram, encontrando a mulher de longos cabelos dourados, ao lado dela, estava a noiva de Ethan, a mulher de longos cabelos rosados. — Algo errado?
— Não. Está tudo bem. Só viemos avisar que já estão todos sabendo que Felicity está aqui.
— Todos? Todos quem? — Helena perguntou.
— Os jornalistas. — Mina é quem responde.
— Droga. Como isso é possível?
— Coloque isso na conta do traidor também, Oliver. Quer apostar? — Roy revirou os olhos.
— Onde a Vicky está?
— Com Gregory. — Helena responde. Oliver balançou a cabeça, compreendendo, afinal, a mulher estava preocupada com o namorado. — Ele estava desidratado, e por isso está tomando soro, ela estava preocupada.
— Eu disse para ele se cuidar, mas o teimoso não me ouviu. — Resmungou Michael.
— Pelo menos ele está bem. — Os outros assentiram. Ollie prosseguiu: — Todos vocês estão. — Ele se virou ao ser chamado, dessa vez pela médica que estava cuidando de sua esposa. — Como ela está?
— Ela está bem. — Sorriu. — Está dormindo agora, mas deve acordar logo.
— E os machucados? — Helena indagou.
— Você e seu amigo cuidaram bem deles.
— Posso vê-la? — Oliver pergunta, ansioso.
— Por isso eu estou aqui. Vamos?
— Nós cuidamos dos bebês. — Roy tranquiliza o cunhado, que entregava o filho para Harley segurar, e antes de seguir a médica, Oliver agradece ao cunhado.
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Oliver parou perto da cama, e a observou. Ela estava pálida. A médica disse que ela tinha recebido sangue, e que logo a palidez desapareceria. Passou uma das mãos no rosto dela. Estava com tantas saudades. Seu coração batia tão rápido e tão alto, que ele imaginava se alguém estaria ouvindo. Sua esposa estava de volta. E estava bem. Ele se sentou na poltrona, e pegou na mão esquerda dela, beijando as costas da mesma, emocionado. Ele podia ouvir o coração dela, por causa dos aparelhos conectados no corpo dela. O que o loiro mais queria naquele momento era olhar nos olhos verdes, e pedir desculpas. Se ele tivesse convencido sua loirinha a ficar em casa, nada disso teria acontecido. Sabia também que ela não o culparia, que ela pediria, imploraria, que ele não se culpasse. Felicity era boa demais. Oliver agradecia a todo momento, á Deus, por ter trago sua esposa e filhos a salvo, de volta para ele. Agradecia por Ele ter ajudado seus amigos a cuidá-la, protegê-la, ajudá-la a ter os trigêmeos sem problemas. Ele queria ter estado ao lado dela. Ele queria ter estado no momento em que seus filhos nasceram, mas só de saber que estavam bem, já o bastava.
Oliver foi tirado de seus pensamentos quando ouviu um som diferente vindo do monitor, e de repente ele vê os olhos verdes que tanto amava. Ela sentiu uma sensação boa ao ver os olhos que tanto sentiu falta. Seu coração bateu mais rápido ao ver quem era ao seu lado. Não conseguiu conter o sorriso ao ver o marido sentado na poltrona, tão emocionado quanto ela.
— Oliver. – Diz, emocionada por vê-lo. Sua voz estava embargada e rouca, pela falta de água, mas em especial, pela emoção de finalmente ver o marido.
— Amor. Sou eu. – Aproxima a poltrona para mais perto da cama. – Eu estou aqui, baby.
— Senti sua falta. – Os olhos dela lacrimejaram.
— Eu também senti a sua, meu amor. Você não faz ideia. – A beijou lentamente. – Nossos filhos, nossos amigos, seu irmão..., Thea. Estávamos todos desesperados sem notícias suas.
— Gregory. – Ela fica preocupada.
— Ele está bem. Está sendo cuidado. – Ela se aliviou, ele viu isso nos olhos dela. – Está sentindo dor?
— Não. – Balançou a cabeça devagar. – Eu estou bem. Agora eu estou bem. – Apertou a mão do marido. – Você conheceu eles? Nossos filhos.
— Conheci. – Sorriu. – Eles são perfeitos. E tem os seus olhos.
— Se não fosse por Helena, eu nem sei o que seria de mim e deles.
— Eu sei. Vou ser agradecido á ela pelo resto da minha vida. Ela cuidou de vocês. Ela, Gregory, Michael. – Levou a mão livre até o rosto da esposa. – Não sabe como eu fiquei desesperado. Não sabe como eu me senti culpado.
— Oliver, a culpa não é sua.
— Eu que deveria estar naquele carro. A emboscada era para mim, Felicity.
— Não importa. Cooper fez isso. Ele é o único culpado. – Oliver suspirou. – Eu não te culpo, e tenho certeza de que meu irmão também não..., então por favor, não o faça.
— Nossos filhos estão com saudades. – Mudou de assunto. – Eles ficaram..., muito mal com o seu desaparecimento.
— Como reagiram? – Oliver abriu a boca três vezes, para tentar encontrar uma forma de responder, mas nada lhe vinha à mente. – Tão mal assim?
— Bryan gritou. Muito. – Felicity balançou a cabeça, preocupada.
— Não. Ele te...
— Estamos bem. Não se preocupe. – A interrompeu. – Nos entendemos algumas horas depois. Eu não o culpo, por me culpar. Eu prometi que te protegeria, e não o fiz.
— Não vamos falar sobre isso. Quero saber dos trigêmeos, como estão?
— Estão ótimos. Estão sendo cuidados pelos médicos, e protegidos por Michael, Helena e Roy. – Ela sentiu o alívio novamente. – Eu liguei para Thea e pedi para que ela trouxesse os gêmeos.
— Estou com tantas saudades... – Ele sorriu. – Sabe, Gregory fez os curativos em mim.
— Eu soube. E eu vou ser agradecido á ele, pelo resto da minha vida. – Volta a dizer.
— Ele foi demais. Comigo, com os trigêmeos..., ele não tirou os olhos de mim nem por um segundo.
— Agora eu entendo porque ele está praticamente “morto” no quarto ao lado. – Ele franziu o cenho. – Hora errada para essa palavra. – Ela sorriu fraco.
— Ele mal dormiu. Só quando Helena chegou. Mesmo assim, ele não conseguia dormir por muito tempo, temendo que nos encontrassem. – Oliver balançou a cabeça. – Eu devo minha vida á ele..., e á Helena.
— E Michael. – Ela concordou.
— Se ele não tivesse aparecido, não estaríamos juntos agora. – Foi a vez dele, de concordar. – Você não está chateado por eles não terem te avisado antes, certo?
— Não. Eu compreendo. Eles fizeram o certo. Tudo isso foi para deixar você e os trigêmeos protegidos. – Beijou a bochecha dela. – O que seria de mim, sem você?
— Eu pergunto o mesmo. Senti sua falta todos os dias. Ficava pensando em como você e os outros estariam. Como os gêmeos estariam com você..., o que você e Roy estariam pensando sobre o que houve comigo. – Oliver levou a mão dela á sua boca, onde deixou um beijo casto. – Eu te amo.
— Eu te amo mais. – Ela sorriu. – Então..., uma pergunta..., você e Helena conversaram? Por que ela não parecia ter raiva de você por todas as coisas que disse a ela, e você não parece sentir toda aquela raiva que sentia antes.
— Bom, digamos que tivemos a conversa que tínhamos que ter tido á muito tempo. – Ele assentiu. – Ela pediu perdão, e eu a perdoei.
— O mundo está acabando? – Ele brincou e ela riu. Ele não conseguiu não a acompanhar. Como sentiu falta daquela risada. A porta se abriu de forma abrupta, e eles olham para ela.
— Mamãe. – Os gêmeos correm para a cama.
— Esperem. – Oliver pede, se colocando na frente deles rapidamente. – Devagar, está bem? Precisam ter cuidado com ela. – Eles concordam, e Oliver os ajuda a subir na cama, mesmo que não precisasse.
— Meus amores. Que saudades. – Os abraçou, e eles fecharam os olhos, sentindo o calor dela. – Vocês cresceram, ou é impressão?
— Mamãe, sentimos saudades.
— Estávamos com medo. Você demorou a aparecer. – Bryan completou, depois da irmã.
— Eu estava sendo cuidada e protegida por Gregory e Helena. – Sorriu. – Estou bem. – Olhou para a cunhada. – Thea.
— Você nos deu um maior susto. – Ela se aproximou, e a abraçou devagar. – Nunca mais faça isso.
— Eu não tenho intenção de fazer isso novamente.
— Ficamos loucos sem notícias. Os jornalistas estavam polvorosos.
— Nós nem estávamos indo pra escola. – O casal se olha.
— Não tinha como. Os jornalistas não deixavam nosso apartamento, e estavam acampados na porta da escola. – Felicity se surpreendeu com o que ouviu. – É. Foi um inferno.
— Que bom que está de volta, mamãe. – Bryan a abraçou novamente, e ela beijou os cabelos loiros, tão parecidos com os do pai.
— Eu também estou feliz por estar de volta. – Sorriu. – Finalmente.
— E sabe, temos uma novidade. – Oliver se faz ouvir. Os gêmeos olham para o pai, curiosos. – Querem conhecer seus irmãozinhos? – Pergunta com um sorriso.
— Eles já nasceram?
— Sim, filha. E eles são lindos.
— Não acredito. Quando foi isso? – Felicity e Oliver olham para Thea.
— Há dois dias. Helena fez meu parto. – Isso deixou Thea surpresa.
— Como é? Ela fez seu parto? – Ela olhava do irmão para a cunhada. – Helena? A mesma Helena que conhecemos?
— Ela mesma, irmãzinha.
— Meu Deus. – Bryan franziu o cenho. – Eu nunca..., pensaria nessa possibilidade.
— Ela salvou minha vida e dos trigêmeos, Thea. Ela chegou na hora em que eu entrei em trabalho de parto.
— Eu jamais pensaria que ela poderia fazer algo assim por você.
— Por que? – Bryan pergunta, curioso. Os outros se olham. – Ela não é uma boa pessoa?
— Ela é sim. – Felicity diz. – Sua tia só..., elas não se dão muito bem... – Respondeu, mesmo sem saber muito bem como explicar.
— Helena foi uma ex namorada minha, Bryan. – Oliver interrompe a esposa, contando a verdade. As duas mulheres o olham, surpresas. – Não vou mentir para eles. – Olhou para o filho novamente. – Ela ainda gosta de mim, e por isso sua tia fez esse comentário.
— Se ela ainda gosta de você..., por que ela está na equipe de segurança?
— Porque ela quer ajudar. – Felicity quem responde. – Ela não é um problema.
— Não mesmo. Eu e ela não temos mais nada á meses. E ela é uma boa pessoa.
— Sim, ela me ajudou. Ela salvou seus irmãozinhos. – Os gêmeos balançam a cabeça.
— Eu fiz esse comentário, mas isso não quer dizer que eu não goste dela, entende? – Decide ajudar o irmão e a cunhada. As crianças voltam a balançar a cabeça. – E se ela ajudou tanto sua mãe e seus irmãos..., então ela não merece que tenhamos raiva dela, não concordam? – Oliver se surpreendeu com o que ouviu.
— Isso mesmo. Então não quero que a tratem diferente do que tratavam antes.
— Tudo bem, mamãe. Se você, o papai, e a tia dizem...
— A gente não vai tratar ela mal. – A irmã completa. A porta é aberta mais uma vez.
— Lis. – Sara foi a primeira quem Felicity enxergou. E então Laurel, Caitlin, Tommy, Barry, Ray e as crianças, todas juntas.
— Tia. – Ela sorriu ao ouvir as crianças.
— Você não parece estar mal.
— Estou ótima, Tommy.
— Tia, você está muito machucada?
— Não, Lyon. Foram apenas alguns arranhões. – Sorriu para o garotinho.
— Dinda, agente já viu os bebês.
— Que injusto, a gente ainda não. – Brooke diz, fazendo os outros rirem, inclusive seus pais.
— Eles vão trazê-los aqui. Roy vem com as enfermeiras. – Felicity assentiu.
— Roy disse que você deu à luz há dois dias.
— Foi isso mesmo. Em uma casinha de tijolos.
— Adivinhem quem fez o parto?
— Quem? – As mulheres perguntam juntas.
— Helena. – Cada um dos presentes, se surpreenderam.
— Ela fez seu parto? – Caitlin olhou para a amiga ao perguntar.
— Helena? A mesma Helena que eu disse que era uma cobra?
— Não devia ter dito isso. – Oliver diz.
— Minha esposa só disse isso porque ela te beijou. – Tommy revirou os olhos.
— Cala a boca, Tommy. – Sara riu.
— Nós estamos muito felizes por estar bem.
— E aliviados por estar de volta. – Barry completa depois de Sara. – Foram muitos dias de desespero.
— Eu sei. Mas Gregory não podia fazer nada.
— Nós entendemos. – Ray diz. – Ele estava protegendo você.
— Ele foi demais. Ficou comigo o tempo todo, ele nem mesmo dormia.
— Ollie, eu não sabia que Michael tinha voltado.
— Foi ele quem trouxe Felicity, os bebês, Gregory e Helena para o hospital. – Responde à Sara.
— Gregory ligou para ele porque ninguém além dos veteranos o conhece.
— Foi um bom plano. – Oliver concordou.
— Roy. – Todos olham para a porta, ao ouvir Felicity.
— Ei, irmãzinha. Tem três pessoinhas aqui que precisam de você. – Ela sorriu. Ele se aproximou, e beijou sua testa. Uma enfermeira deixa os bebês ao lado da cama hospitalar e se afasta, deixando o quarto. – Que susto que nos deu, hein.
— Desculpa.
— Não fiz esse comentário para me pedir desculpa. – Beijou seus cabelos dessa vez. – Estou mais aliviado por ter você de volta. – Ela sorriu.
— Estou feliz por estar de volta. – Olhou ao redor, e em seguida para os bebês, que já tinham os irmãos ao redor deles.
— Eles parecem com o papai e a mamãe.
— Tem seus olhos, mamãe. – Ela sorriu. – E sua boca. O resto é tudo do papai. – Os outros riram. – Mas a Killie parece mais com a mamãe do que Kyle e Katie.
— Foi o que Gregory e Helena disseram.
— E eles estão certíssimos. Killie é a mais parecida com você. É como se fosse a sua cópia, irmãzinha.
— Eu achei eles as coisinhas mais fofas do mundo. Olha essas bochechas? – Os outros riram ao ouvir Thea.
— Agora vocês vão saber como é ver os outros apertarem as bochechas dos seus filhos. – E novamente os outros riram. O Merlyn pegou na mãozinha da afilhada. – Vou ensinar essa garotinha a lutar.
— Você fala isso só para me deixar maluca, não é, Tommy?
— É isso mesmo. – Eles voltam a rir.
— Posso pegar? – Sara pergunta, já se aproximando de Killie.
— Claro. Você é a madrinha dela. – Diz sorrindo. – Por falar em bebês? Cadê Connor, Nikki e os gêmeos?
— Estão com as babás Heyley e Violet. – Os amigos riram. – Adoro elas. São as melhores babás do mundo.
— Eu concordo, Cait.
— Mike teve sorte. – Felicity franziu o cenho.
— Mike e Heyley? – Oliver sorriu ao vê-la confusa. – Eles são...
— Noivos. Já tem quase um ano.
— Eu nunca percebi nada. – Os amigos riram. – Todos sabiam?
— Mamãe, até a gente sabia. – Eles voltam a rir.
— Está de brincadeira? Eu sabia que o Greg e a Vicky são noivos, e também sabia que a Violet e o Collin são namorados..., mas Mike e Heyley?
— Isso quer dizer que você também não sabe da Harley e do Nate? – Laurel pergunta.
— Ou da Mina e do Ethan?
— O que? Não.
— Nossa, irmãzinha, você não enxerga um palmo á frente de você, né?
— Cala a boca, Roy. – Os outros riram. – Eu não fico mexericando a vida dos outros. – Eles voltam a rir. – As garotas quase não estão comigo, elas estão com meus filhos.
— Verdade. – Barry diz, olhando para Kyle que estava nos braços de sua esposa. – Ela está certa.
— Obrigada, Barry. – Ele lhe sorriu. – Onde estão os outros seguranças? Eles estão bem? – Pergunta ao marido.
— Estão todos bem. – Mais uma vez naquele diz, ela se sentia aliviada.
— Ainda bem. Estava preocupada.
— E eles com você. – Ray responde. – Eles fugiram do hospital para procurar por você e Gregory.
— O que? – Estava surpresa, e além de tudo, emocionada por saber que eles gostavam tanto dela.
— Isso mesmo que ouviu, loirinha. – Tommy diz.
— É por isso que são do grupo do meu irmão, são todos malucos. – Oliver fuzilou a irmã, que riu. – Só digo verdades.
— Mas o que é isso? – Eles ouvem, e olham para a porta. – Vocês querem me deixar louca? Não disse que só podiam três pessoas por vez?
— Estávamos ansiosos para vê-la, doutora.
— É. Ela ficou desaparecida por quase dez dias.
— Tudo bem, eu compreendo, mas isso cansa ela. E os bebês. – As mulheres concordaram.
— Ela está certa. – Cait diz. – Nós vamos vê-la quando for liberada.
— Se ela estiver bem, como está hoje, em três dias ela estará em casa. – Os outros sorriram. – Ela e os bebês.
— Três dias? – A mulher olha para os gêmeos, que perguntaram juntos.
— Vocês podem esperar por mais três dias, certo?
— Sim, eles podem. – Felicity responde. – Vocês ficam com o tio Roy e a tia Thea.
— Cuidamos deles. – Eles fizeram um bico.
— Nem vai demorar tanto. – Roy diz. – Vai passar rápido.
— E o papai?
— Ele fica, Bryan. – Barry diz. – Ele precisa ficar com a sua mãe. – Ele assente.
— Então, vamos nos despedir? Por favor, ela precisa alimentar os trigêmeos, e descansar.
— Tudo bem. – Os gêmeos dizem ainda emburrados.
— Vou cuidar dela e dos seus irmãos, não se preocupe. – Diz para o filho quando ele lhe abraça. – Obedeça seus tios.
— Pode deixar, papai. – Enquanto os filhos se despediam do pai, Kitty, Lyon e Killian beijavam o rosto da tia preferida deles.
— Papai, tira um montão de fotos dos bebês. – O pai sorriu.
— Pode deixar, princesa. – Beijou sua bochecha.
— Todos saíram pela porta, e ele se viu sozinho com a esposa e os filhos.
— Somente nós, agora.
— Sabe o quanto eu amo você? – Ele sorriu.
— O mesmo tanto que eu amo você. – Ela quem sorriu dessa vez. – O que seria de mim e dos nossos filhos sem você? Nós a amamos muito. Ficar sem você foi uma tortura, imagina se fosse para sempre?
— Não vamos pensar nisso. Eu estou aqui.
— Graças a Deus. – Passou a mão no rosto dela. – Ter você nos meus braços novamente, é como se fosse um sonho. Eu te amo tanto..., tanto..., você é minha luz, Felicity.
Com um pouco de dificuldade, ela se aproximou do marido e o beijou. Ele correspondeu, emaranhando os dedos da mão direita nos cabelos dela. Sentiu tanta falta daquele gosto. Ela sentia-se da mesma forma. Uma semana sem beijar sua esposa, sem sentir o corpo dela junto ao dele, tinha sido um martírio. Ele nunca mais queria passar por aquilo. Com um pouco de cuidado, ele aproximou seu corpo do dela, passando a dar mais urgência ao beijo, sendo correspondido da mesma forma. Um choro alto se fez presente, e Oliver se afastou.
— Eu acho que nosso filho precisa de você.
— E eu tenho certeza. – Sorriu, pegando Kyle nos braços. – Quando estávamos na casinha você mal chorava, agora que estamos aqui, você abre o berreiro? – O marido riu.
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— Ei, você parece cansada. – Felicity desviou os olhos dos filhos. – Por que não dorme um pouco? Logo virão buscar os trigêmeos.
— Eu quero observá-los até que venham buscá-los. – Ele assentiu.
— Nesses dias em que esteve com Gregory e Helena..., você teve pesadelos?
— Algumas vezes, poucas, graças a Deus. – Ele assentiu. – Gregory ficava no quarto comigo, então isso meio que me fazia sentir segurança. Quando Helena chegou também..., eu tinha medo de que conseguissem nos encontrar.
— Ainda bem não que conseguiram.
— Você tem certeza de que está tudo bem com Gregory?
— Tenho. Não se preocupe, ele está sendo cuidado, e a noiva está com ele. – Ela assentiu. – Está com saudades do nosso apartamento?
— Muito. Ficar longe de você e dos nossos filhos..., foi um inferno para mim.
— Eu me senti do mesmo jeito. – Beijou a mão dela. – Eu me senti culpado. – Foi sincero.
— Oliver...
— Eu não devia ter feito aquela troca. Eu devia ter deixado você em casa. Eu podia fazer as duas coisas.
— Não podia não. Você é um só. Oliver, nós somos um casal, ajudamos um ao outro. Cuidamos um do outro. Você fez o que deveria fazer. Eu era a melhor opção para te substituir. – E isso ele não poderia negar. – Por falar na troca..., quem sabia dela?
— Além dos agentes que estavam com você? – Ela assentiu. – Eu, Roy, Thea, e os gêmeos. Além de Mike, afinal, foi ele quem escolheu os seguranças que iriam com você.
— Acho estranho que alguém tenha descoberto sobre o carro. Eles foram exatamente no carro em que eu estava. Eles sabiam qual era o carro certo, Oliver.
— Eu sei. Também achei estranho. – Suspirou. – Não era para isso acontecer. O fato é que Cooper não sabia que você estava no carro, ele pensou que seria eu.
— Queria poder descobrir.
— Não fique pensando nisso. Os outros vão descobrir.
— Você disse que tinha desconfiança de alguém...
— Esquece. Eu não vou falar. Você não consegue fingir, iria dar bandeira. – Ela bufou. – Estou cuidando disso a minha maneira. Não se preocupe.
— Tudo bem. Eu confio em você. – Ele sorriu.
— Com licença. – Uma enfermeira se aproximou. – Vou levar esses três, está bem?
— Eles vão demorar muito para voltar? – A mulher sorriu.
— Algumas horas, mas não se preocupe, vai vê-los ainda hoje. – Felicity assentiu. – Descanse, você precisa. Pelo bem deles, e de você mesma.
— Ouviu ela, certo?
— Eu vou descansar sim.
— Até daqui a pouco. – Ela saiu e o casal se olhou.
— Eles estarão bem. Michael, Helena, Mike, Dylan e Collin estão fazendo a guarda deles pessoalmente, e de pertinho.
— E tem os outros, certo?
— Estão espalhados e disfarçados. – Beijou sua testa. – Durma. Vou ficar zelando pelo seu sono.
— Obrigada. – Ela não demorou muito a dormir, estava realmente cansada. Oliver fez como prometeu, não pregou o olho, enquanto ela dormia.
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Felicity estava fazendo os exames novamente, naquela manhã. Ela teve febre e por isso ficaria mais um dia no hospital, para o desgosto dela e de seus filhos. Mas era preciso. Os trigêmeos estavam bem, mas a médica tinha conseguido fazer com que ficassem mais um dia ali, para poderem irem para casa junto dos pais. Felicity não estava feliz por ter que passar mais uma noite ali. Ela estava resmungando a cada segundo, o que fazia Oliver achar graça. Ela via os filhos de três em três horas, e por serem prematuros os médicos achavam melhor eles ficarem mais tempo na incubadora, fazendo com que eles ficassem mais tempo lá, e menos com os pais. Eles compreendiam, mas isso não queria dizer que os deixava feliz. Em especial a mãe.
Oliver percebeu a esposa mexer no fio que estava conectado ela, mexer as pernas vez ou outra, tocar na tela do celular que estava em uma de suas mãos. Ela estava agoniada, e ele sabia que ela não conseguia parar de pensar nos filhos, que tinham acabado de sair do quarto. Ela queria algo para fazer, algo que a distraísse. Ele estava no celular, falando com o pai enquanto a observava fazer todas aquelas coisas, repetidamente. Se despediu e se aproximou da poltrona, onde se sentou.
— Você vai acabar se machucando. – Ele parou a mão dela de tocar no fio que estava ligado ao braço dela.
— Eu estou agoniada, Oliver. Não aguento mais ficar aqui.
— Você está aqui a três dias, também não é para se desesperar.
— Fale por você. – Ela fez um bico, e ele sorriu. – Eu quero ir para casa. Eu quero ver nossos filhos, fazer alguma coisa além de ficar deitada.
— E você acha que vai poder andar de um lado para o outro quando for para casa?
— Pelo menos andar pela casa eu vou poder.
— Isso é o que você acha. Seu parto foi complicado, e você vai ficar de repouso. – Ela murmurou um “saco”. – Você entrou em trabalho de parto aos sete meses, meu amor, e no meio do nada. Foi perigoso, e se não fosse pela Helena, você e nossos filhos não estariam aqui agora.
— Eu sei. – Suspirou. Ficou em silêncio por poucos minutos, até que franziu o cenho. – Sete meses.
— O que? – Ele não a escutou, por ela sussurrou muito baixo.
— Nikki. Ela já fez um ano. – Oliver então compreendeu por que a esposa tinha ficado estranha.
— Ainda não. Ela fará um ano amanhã.
— Mas a Laurel não vai mais comemorar?
— Ela disse que com tudo o que houve, vai deixar para o próximo ano.
— Mas é o primeiro ano da filha dela.
— E terá outros, meu amor. Ela estava mais preocupada com você, do que ficar organizando festa de aniversário. Ela e Tommy concordaram que esse ano não fariam nada.
— Isso não é justo.
— Felicity, foi algo que eles decidiram em conjunto. Malcom e os pais de Laurel entenderam. – Ela assentiu, mas ainda estava inconformada.
— Tudo bem. – Murmurou. – Mas amanhã, nós iremos para casa, então chamamos nossos amigos para almoçarmos juntos.
— Você tem certeza de que não quer descansar...
— Não. – O interrompeu. – Não vai ter a festinha da nossa afilhada, eu quero pelo menos entregar o presente dela, no dia do aniversário dela. – Oliver sorriu.
— Tudo bem. Eu falarei com nossos amigos, assim que a médica disser: está liberada. – Ela sorriu.
— Obrigada.
— Será que eu também não conseguirei dizer não aos nossos filhos? – Ela riu. – É só eu olhar para seus olhos, que eu faço tudo que me pede.
— Nem sempre.
— Sempre que possível. – E ela não pode retrucar dessa vez.
— Quero fazer uma pergunta, mas não é sobre nossos amigos. – Ele franze o cenho ao perceber que ela começa a falar mais baixo.
— Por que está sussurrando?
— Porque eu não gosto de falar dos outros, mas eu estou curiosa. – Ele não conseguiu deixar de rir. – É sério. Eu percebi uma coisa no caminho para cá.
— O que você percebeu?
— Michael e Helena. Estavam..., estranhos um com o outro, apesar dos sorrisos, e da conversa.
— Oh. Entendo. – Ela gesticulou. – Você quer saber...
— Se eles tiveram algo. – Completou antes dele. – Tiveram?
— Não. Ele sempre foi apaixonado por ela, mas ela já tinha sentimentos por mim, e...
— E não aceitou os sentimentos do Michael. – Ele assentiu. – Ela parecia meio perdida, não sabendo como conversar com ele. Envergonhada, eu acho.
— Helena envergonhada? Duvido.
— Foi o que eu vi, ora. – Cruzou os braços. – Eu acho que ele ainda gosta dela. E que ela está envergonhada porque deu um fora nele.
— E eu acho que não devemos nos meter nisso.
— Quem disse que eu vou me meter? Eu só fiquei curiosa. E pensativa sobre isso, só isso. – Ele arqueou as sobrancelhas. – É isso que dá, não ter nada para fazer. – E novamente ele ria.
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