Cross Destination
44 Capítulo Quarenta e Quatro
Notas iniciais

Felicity e Oliver já estavam em casa há pouco mais de um mês, para a felicidade de todos, em especial da loira e dos gêmeos. Eles não largavam a mãe nem por um minuto, quando estavam em casa, apesar de terem voltado a ir para a escola na semana em que a mãe foi liberada do hospital. Os pequenos observavam os irmãos mamar e até mesmo dormir. E, na opinião deles, eles dormiam demais. Kallie principalmente. Mas isso não era muita surpresa para aquela família, a pequena era a lady, a mais calma, então era natural que ela dormisse tanto quanto dormia quando estava na barriga de Felicity. Eles ficavam observando os irmãos, querendo achar características parecidas com seus pais, e o casal ria quando os viam fazer isso. Era fofo, ver o quão cuidadosos eles eram com os irmãozinhos, mas Oliver não estava surpreso, afinal, eles foram criados por Felicity, e ela os criou muito bem. Mesmo que soubessem que teriam menos tempo com os pais, eles compreendiam com os bebês precisavam mais deles do que eles. Era emocionante para os pais das crianças, verem o quão adultos eles pareciam de vez enquanto, apesar de sentirem um aperto no peito, algumas vezes, por saberem que eles eram assim, por conta das coisas que passaram.
Felicity, até alguns dias depois da festa da afilhada, ainda estava chateada, mas sabia que os amigos faziam aquilo por ela, pelo carinho que sentiam. Mesmo com os filhos por perto, ela não largou a afilhada até que eles precisassem dela, ficou com a menina no colo por mais de três horas, conversando, beijando, abraçando. Ela estava a coisinha mais fofa do mundo. E falava um monte de palavras novas, que a madrinha ainda não havia ouvido, como por exemplo, Dinda. Ela havia começado no dia em que a loira sofreu o acidente, e dizendo Laurel, não parou mais. Parecia que a mesma sentia a falta da madrinha, e era realmente verdade, porque assim que Nikki a viu, ela ficou toda alegre, animada, e pulou nos braços da tia, mesmo que tivesse o perigo de se machucar. Não reclamou nem por um momento, enquanto esteve nos braços da Dinda dela, mas assim que foi passada para a mamãe, começou a resmungar e não foi pouco não. Só se acalmou quando Sara a pegou e começou falar com ela, e mostrar os trigêmeos.
Oliver e Felicity não tinham um momento intimo há mais de quarenta dias contando os dias em que ela ficou longe dele por conta do que “acidente” que acarretou ao nascimento dos gêmeos. Eles sabiam que era importante, mas não era fácil, para nenhum dos dois. Naquele dia, haviam recebido a visita de Kara e Mon-el, que haviam descoberto sobre a sua aparição depois de tudo o que houve, mas que como estavam muito ocupados no trabalho, não tiveram como visitarem o casal de amigos antes. Eles já tinham resolvido ficar em um dos apartamentos daquele mesmo condomínio, e mesmo que Felicity tivesse reclamado muito, ela compreendeu que ambos não queriam que ela se cansasse mais do que já estava se cansando. A loira tinha ficado feliz em ver a amiga bem, em ver que Mon-el parecia estar com uma cara melhor do que da última vez que o viu, e ver Mabel e os gêmeos. Mabel estava crescendo muito rápido na opinião da loira, e isso deixava o papai dela desesperado. Ollie sentia o mesmo que ele.
Depois de colocar os filhos para dormir, o que levou algumas horas, porque as vezes eles ainda tinham os malditos pesadelos, ele foi até o quarto dos trigêmeos, onde encontrou a esposa, cantando para eles, como fazia com os gêmeos. Ele sorriu, ouvindo a voz dela. Ela era realmente perfeita. O loiro sentiu falta de vê-la fazer aquilo e, agora, não deixava de observá-la cantar para os filhos, nenhuma vez. Todas as noites, se encostava no batente e esperava–a terminar de cantar a música; como estava fazendo naquele momento. Ele viu quando ela se virou com os olhos brilhando.
— Oi, meu amor. — Ela lhe sorriu tão abertamente, deixando-a mais linda do que já era.
— Oi. Você está aí há muito tempo?
— Um pouco. — Se aproximou. — Você está radiante, sabia disso?
— Você quem me deixa assim.
— Por quê?
— Porque eu amo você com todas as minhas forças. Porque você me deu os gêmeos, e agora os trigêmeos, Oliver..., as pessoinhas que eu mais amo nesse mundo. Parte de você. — O loiro sorriu.
— Eu também te amo, minha loirinha. — Beijou sua bochecha.
— Os gêmeos dormiram?
— Uhum. Estão em um sono muito profundo.
— Graças a Deus. Eu estava ficando preocupada com os pesadelos inconstantes.
— Eu também. E isso piorou quando você desapareceu. — Ela se sentiu mal. — Estamos todos juntos agora. Eles ficarão bem.
— Mas eu já estou em casa há um mês, Oliver.
— Eles vão melhorar, não fique toda preocupada. — ouviram os filhos fazerem sons indefinidos, e sorriram.
— Você pode ficar com eles, para eu poder tomar um banho?
— É claro, baby. — Beijou seus lábios de forma lenta. — Pode ir tranquila. — Felicity agradece e sai do quarto.
Ela precisava de um banho longo e quente. Há dias não sabia o que era isso. Tinha sempre que tomar um banho rápido para que os filhos não ficassem sem ela por muito tempo. Mas como já estavam alimentados, e dormiam tranquilamente, com o pai de vigia, estava tudo bem demorar um pouquinho. Felicity retirou as roupas quando já estava no banheiro, e seguiu para a banheira, ligando a torneira de água quente. Poderia tomar banho no chuveiro, mas precisava relaxar.
Oliver pegou uma das duas babás eletrônicas que estava no quartinho infantil, e seguiu para seu próprio quarto, depois de beijar a testa de cada um dos cinco filhos. Ele sabia que ficariam bem sem tê-lo por perto por poucas horas. Eles dormiam mais que qualquer coisa — menos que comer; então não acordariam tão cedo. Entrou no quarto e foi diretamente até onde sabia que a esposa estava. Ela estava relaxada na banheira. Se aproximou devagar, e se abaixou atrás dela, lhe dando um beijo no pescoço. Sua esposa se assustou.
— Desculpe, baby. — A beijou no mesmo lugar, novamente. — Eu não consegui resistir.
— Você deveria estar com os trigêmeos. — Ele colocou o eletrônico em cima do banquinho bege que tinha perto da banheira.
— Ouviremos se precisarem de nós. — Ela fez um biquinho, que ele pôde ver bem, mesmo estando atrás dela. — Não se preocupe. — Beijou sua bochecha e se levantou. — Se importa de eu acompanhá-la nesse banho?
— De jeito nenhum. – Oliver retirou as roupas, sem pressa alguma sob os olhos da esposa, e entrou, sentando-se do outro lado dela. — Sabe, eu deveria ter pensado melhor.
— Pensado melhor sobre o que? — Pergunta, passando uma das mãos na coxa direita dela.
— Sobre você estar aqui. — Reprimiu um gemido. Ele sorriu e se aproximou, lentamente, até ficar com o rosto colado ao dela.
— Tarde demais. — Sussurra antes de beijá-la com vontade. O loiro passava as mãos em cada parte do corpo que tanto sentia saudades, e ela fazia o mesmo com ele, arranhando-o vez ou outra. — Faz tanto tempo... — diz em meio ao beijo. — Tantas semanas sem sentir seu corpo colado ao meu. — Morde o lábio inferior, fazendo-a gemer baixinho. — Quero te fazer minha.
— Oh... — Ela arfa. — Eu quero ser sua. — Apertou as mãos nos ombros largos. — Me faça sua, Oliver. — geme ao sentir os dedos dele em contato com sua carne quente, no meio de suas pernas.
— Como senti falta desses gemidos em meu ouvido. — Mordeu de leve seu pescoço, depois de deixar seus lábios.
— Não me torture... Dessa forma. — Pede, em meio aos gemidos baixinhos, sentindo os dedos dele brincarem com o clitóris.
— Não podemos demorar muito. — comenta, lembrando-se dos bebês que estavam no quarto ao lado, dormindo.
— Oliver. — Felicity geme, sentindo o membro dele contra seu sexo.
— Sinta, baby. Sinta o quanto eu estou... — Se interrompeu por causa de um gemido que deixou sair ao sentir a mão dela em seu membro. — Oh, amor.
— Quero sentir você. — Ela pede.
— Não precisa pedir duas vezes. — Retirando a mão de sua esposa sobre seu membro, ele se coloca para dentro dela, sentindo as paredes internas sugarem seu membro de forma gostosa. Ambos gemeram ao mesmo tempo. — Que deliciosa. — Ele geme no seu ouvido, começando os movimentos de forma carinhosa.
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Felicity se perguntava se estava tudo bem com Alissa. Desde que descobriu que ela tinha uma gravidez de risco, não parava de pensar na garota que tanto a ajudou. Assim que tiveram aquela certeza, Oliver e a esposa acharam melhor que ela ficasse em casa, cuidando de si mesma e do bebê que esperava. Seu marido estava sabendo sobre aquilo primeiro que ela, já que foi descoberto a gravidez de quatro meses no dia do seu desaparecimento. A loira ainda se perguntava se mais alguma coisa tinha acontecido naquele dia horrível.
Alissa já estava no quinto mês, e de acordo com o marido dela, estava bem. Mesmo assim, a loira ligava todos os dias para saber da grávida. Gostava da garota, a conhecia desde que namorava Oliver. E esperava que tudo desse certo. Mesmo que ela e o marido dela não soubessem, Felicity tinha comprado várias coisas para o bebê, que havia descoberto a pouco ser um menino. Ela queria ver a cara deles, quando vissem tudo que o bebê precisava, chegando na casa deles naquela manhã. Isso tinha sido uma ideia do casal, e por esse motivo a Queen decidiu descobrir como Alissa sonhava que seria o quarto do bebê dela. Estava feliz pela amiga. Sim, ela via a garota como uma amiga muito querida.
Enquanto Oliver fazia o almoço, Felicity dava de mama para seus três filhos. Eles estavam com pouco mais de um mês e estavam gordinhos. O peso deles estava ideal, como a médica disse. E esperava que continuasse assim. Os gêmeos a ajudavam com tudo. Dar banho, olhar quando dormisse, trocar fralda. Quando os três dormiram, ela os deixou cada um seu berço, pegou uma das babás eletrônicas, e saiu do quarto. Os gêmeos estavam ajudando o pai com a comida. Quando chegou a cozinha, eles estavam em volta do forno, esperando o frango terminar de assar.
— Por que eu tenho que comer comida de doente, e vocês não? — Eles olham para ela assim que ouvem sua voz. — Isso é tão injusto.
— A médica ainda não deixou que comesse nada muito gorduroso, ácido, e muito menos gelado.
— Tudo bem com as duas primeiras, mas a terceira? — os três riram. — Não vejo problema.
— É pelo bem dos nossos filhos. — Felicity fez um bico.
— Só porque eu os amo muito. — Se sentou na cadeira, vendo o sorriso nos lábios do marido.
— Eles estão dormindo, mamãe?
— Estão sim, querida.
— Será que vai demorar muito para eles pararem de ficar só dormindo e mamando? — Os pais riram ao ouvirem Bryan. — Eu quero ensinar um monte de coisa para eles.
— Mamãe, fica de olho, por favor, ele vai ensinar Kyle a implicar comigo.
— Seu irmão não fará isso..., não é mesmo, Bry?
— Sim, senhora. — Oliver riu. — Mas isso não quer dizer que ele não vá fazer isso, até porque tio Tommy disse que ele tem o DNA do papai. — Dessa vez quem riu foi Felicity. Oliver franziu o cenho.
— Seu tio anda abusado demais.
— Por que os tios não vão vir almoçar aqui hoje? — Brooke pergunta, ao ouvir falar no tio.
— Eles tinham umas coisas para fazer, mas mais tarde estarão aqui. Todos eles.
— Então eu vou arrumar os jogos novos que o senhor me deu.
— Vocês estão viciados nesse videogame. — Felicity observa, desgostosa.
— Ah, mamãe, não tem nada pra fazer aqui. — E ela não pôde retrucar. — E também, Killian disse que me ganha facilmente no Tekken 6. Ele vai sofrer por dizer isso. — Oliver segura uma risada, e Brooke revira os olhos dizendo um “garotos”.
— Garoto viciado, você está levando isso muito a sério.
— Papai, ele quem começou.
— Pelo amor, não vai brigar por conta de um jogo.
— Nós não vamos brigar, não na vida real pelo menos. — Felicity o olhou, seria.
— Eu acho bom. — O interfone tocou. — Deve ser a Kara.
— Mas a senhora disse que os tios não vinham.
— Kara, Mon-el e os filhos deles almoçarão conosco, filho. — Ollie explica. — Por que não atende o interfone?
O pequeno correu para fazer como o pai “pediu”. A cada dia ele se parecia mais e mais com o marido. Felicity se impressionava. Não era só na forma de falar, mas na de agir também. Desde que se conheceram, esse toque especial dos dois foram aparecendo cada vez mais. Ela gostava de vê-los tão bem, mesmo depois do que houve. Havia ficado preocupada, mas agora pôde perceber que foi à toa. Não demorou muito para o elevador se abrir, e Kara, Mon-el e as três crianças aparecerem no campo de visão dos gêmeos Queen. Felicity, que tinha ouvido o som do elevador, foi até o hall.
— Kara. Mon–el. — Diz, se aproximando. — Que bom que vieram.
— Você fez chantagem, como é que não viríamos? — As duas mulheres riram.
— Isso não é verdade, Mon–el.
— Eu entendi assim. — Retrucou. — Vocês dois cresceram pra caramba desde a última vez que vimos vocês.
— Faz um tempão que isso aconteceu, tio. Os meus irmãos até já nasceram. — Mon-el sorriu pelo modo como o menino disse.
— Ah, eu sei. Eu os vi.
— Quando?
— Vocês estavam com seus tios Thea e Roy. — Felicity explicou. Brooke era abraçada por Kara.
— A cada dia que passa vocês se parecem mais com Oliver.
— Não é? Eu fico com eles na minha barriga por nove meses, e eles se parecem com o pai.
— Eu sei como é.
— Mabel se parece mais com você, do que com o tio. — Kara sorriu para o garotinho.
— Obrigada. Alguém, além do meu marido, que concorda comigo.
— Eu também acho. — As amigas sorriram uma para a outra.
— Cadê seu marido?
— Está na cozinha. Ele está terminando o almoço.
— Vem, Mabel, vamos assistir TV.
— Querida, fica de olho nos seus irmãozinhos. — Ela assentiu e pegou na mão dos dois, levando-os para a sala.
— Oliver. — Ele se virou e se aproximou para cumprimentar o casal.
— Que bom que aceitaram o convite. — Pegou na mão de Mon–el.
— Sua esposa fez chantagem, então não deu para não vir. — Eles riram.
— Você vai dizer isso mais quantas vezes? — Ele riu.
— Como você está? — Perguntou a Kara.
— Estou bem. — Sorriu. — Eu sei que já agradeci, mas eu agradeço mais uma vez por ter cuidado tão bem de Mabel.
— Não precisam agradecer. Ela é um amor, e sempre que precisarem... — Eles sorriram.
— Obrigado também por me avisar do abusado do mini Palmer. — As mulheres reviraram os olhos.
— Começou. – Dizem juntas.
— Eu fiz o que eu gostaria que fizessem se fosse comigo.
— Oliver está focado nisso agora. Todas as vezes que Brooke fala sobre o Lyon..., ele surta.
— Que calúnia. — Ela o olha de uma forma que ele teve que suspirar. — Okay. É verdade. — as mulheres riram. — Mas eu tenho meus motivos.
— Minha filhinha tem quase sete aninhos, não aceito que um garoto abusado a tire de mim. — Mon-el resmunga.
— Que ridículo. — Felicity sorriu ao ouvir a amiga. — Nossa filha não pensa nisso ainda. E o Killian também é uma criança. Pelo amor de Deus!
— É. Deixem as crianças em paz. — A Queen completa. — E não fiquem com esses olhos ameaçadores para cima dos meninos não.
— São pequenos agora..., mas logo terão doze anos, e aí..., aí Lyon Merlyn tira minha princesinha de mim.
— E Killian Palmer tira a minha. — Elas reviram os olhos com os comentários. — Vou ficar de olhos bem abertos com aquele garoto.
— Faz bem, eu faço o mesmo com o Lyon.
— Seu sobrinho, meu Deus. — Revira os olhos. — Oliver, vai ver o frango, okay? — Ele bufa, mas vai fazer como ela “mandou”.
— Ah, saiba que todos estarão aqui mais tarde. — Avisou a Mon–el. – Isso quer dizer que Killian também estará aqui. — Contou.
— Ah, bom saber. Muito bom saber. – Felicity e Kara se olham.
— Fique de olhos bem abertos, assim como eu.
— E eles recomeçaram. — Dizem juntas, uma para a outra, revirando os olhos. Mais uma vez.
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— Ei, seus viciados, não vão cumprimentar os tios de vocês? — A pergunta tão teve resposta, eles continuaram a correr em direção a sala. — Seu filho passou esse vício para o meu.
— Vai se ferrar, Tommy. — Bufou.
— Nós acabamos de chegar, e você já está provocando? — Laurel revira os olhos. — Como você está, Lis?
— Eu estou ótima. — Sorriu.
— Kara, Mon-el, é bom ver vocês novamente.
— Dizemos o mesmo, Tommy, Laurel.
— Nós estávamos preocupados com Felicity. — Kara explica. — Queríamos ter vindo antes, mas não conseguimos.
— E vão ficar por quantos dias? — Sara se pronuncia.
— Apenas uma semana. Mabel está sem aula essa semana, por conta de um problema que tiveram com duas das professoras...
— Entendo. Bom, nós ficamos felizes por estarmos todos reunidos novamente.
— Eu vim para ficar de olho no seu filho. — Ray franze o cenho. — Oliver me contou que ele está muito abusado. — O outro bufa, antes de olhar para o amigo loiro.
— Você gosta de fazer a discórdia, né?
— Eu? Só contei a verdade. Ele tinha que saber, e eu te disse que havia contado.
— Você por acaso vai ameaçar o meu filho também? — Tommy se pronuncia.
— Vou ficar de olho naquele menino.
— É isso mesmo que são, meninos. São apenas garotos, pelo amor de Deus. – Caitlin se pronuncia.
— Vocês estão sendo ridículos.
— Diga alguma coisa quando sua filha estiver namorando. — Oliver retruca o Merlyn.
— Pois é. Nossas filhas já tem sete anos. Sete. Não falta muito para terem doze. — As mulheres reviraram os olhos ao ouvirem Barry. — Eu estou de olho no seu filho. — Avisou a Oliver.
— Vocês são tão ridículos... — Sara diz. — Não tem mais o que fazer não? — Bufou. — Lis, eu vou colocar os gêmeos lá em cima.
— Claro. — Sorriu. — Fique à vontade. — Passou pela amiga e andou até Laurel, que estava com a filha nos braços. — Me dê essa princesinha aqui.
— Dinda. — Ouviu a voz infantil.
— Você vai roubar minha filha de novo?
— Tem sorte por eu devolvê-la. — Os outros riram, e viram ela dar um beijo na bochecha da pequena. — Não é, amor? Você não fica com a dinda? — A pequena balançou a cabeça, mas seus olhos estavam fixos no colar novo que estava no pescoço da madrinha.
— Que lindo. — Caitlin comenta.
— Oliver me deu. O outro quebrou, então... — Sorriu. — Você gostou, querida?
— Dá, dinda.
— Esse é da dinda, princesa. — Laurel diz, pegando na mãozinha da filha. — Fala pra dinda como você gosta dessa pulseirinha linda que ela te deu.
— Não deixa–nos tirar nem mesmo na hora de tomar banho. — Todos sorriram ao ouvir Tommy. — E ainda tem aquela coelhinha, que ela não solta nem por um minuto.
— Por falar nela, ela está dentro da bolsa.
— Lilinha, dinda, lilinha.
— Eu disse que ela ia pedir por essa coelhinha. — Sara faz o comentário, se aproximando dos amigos. Tommy pegou a pelúcia de dentro da bolsa e entregou a filha que a abraçou com força.
— Você é a princesinha mais fofa do mundo. — A apertou em seus braços.
— Por que você não aperta seus filhos? – Tommy fez todos rirem.
— Ela aperta os nossos filhos, então por que não apertaria os de vocês?
— Isso é verdade. — Roy concorda com Cait.
— Toda vez que ela vê Connor, ela aperta as bochechas dele.
— Ele é fofo demais. Essas suas bochechas dá vontade de morder. — Os amigos voltam a rir.
— Vocês não viram ela apertar meus filhos agora a pouco — Mon-el comenta.
— Qual é o seu problema, irmãzinha?
— Ela é que nem a Felícia daquele filme. — Todos riram, mas Felicity olhou indignada para a Sara.
— Obrigada pelo carinho, amiga da onça.
— Espere um momento..., você está aqui, mas a minha irmã não. — Roy revirou os olhos. — Onde ela está?
— Eu não nasci grudado nela, Tommy.
— Graças a Deus. — riram.
— Ela disse que vinha depois, porque tinha algo para fazer. — Explicou.
— Como o quê? — Os dois irmãos ficaram curiosos.
— Ela pediu para eu não contar, e eu prometi, então... — Tommy e Oliver fuzilaram ele.
— Como vocês se amam. — Mon-el comenta.
— Não sabe o quanto. — Barry diz.
— Vocês se lembram como Roy adorava provocar o Ollie?
— Você precisa lembrar, Sara?! — Felicity reclama, fazendo os amigos rirem.
— Ora, Lis, essa é uma lembrança que ficará para sempre em nossas memórias.
— Como a de que Tommy viu na bola de cristal dele, que Roy se apaixonaria.
— Caitlin, esse tipo de coisa, a gente esquece para sempre. — Eles voltam a rir.
— Vamos para a sala ver nossos filhos jogarem. — Oliver chama.
— Você acha que vou ficar só vendo? Eu vou jogar também. — As mulheres olharam para Roy. — O quê? Eu gosto.
— É por isso que Bryan anda viciado, né? A culpa é sua.
— Foi seu marido que deu dez jogos para ele, há alguns dias atrás — Se defende, fazendo Oliver bufar antes de responder.
— Dedo duro. — Os outros riram.
Antes que pudessem seguir para a sala, eles ouviram o elevador. Sabiam que como o interfone não tocou, era alguém conhecido. O as portas da caixa de metal se abriram, e eles viram Thea sair dele. Cada um percebeu que seu humor não era dos melhores, que algo tinha acontecido. A mesma estava nervosa. Oliver pode perceber assim que seus olhos se encontraram com os dela. Ela não sabia como dizer aquilo. Estava com raiva, com nojo, sentia uma coisa horrível consumir seu coração.
— Thea? O que foi? — Ollie indagou.
— Eu tenho uma coisa para te contar. E outra para te mostrar. — Ele franziu o cenho. Os amigos olhavam, curiosos. — Algo muito importante. Mas você não vai gostar.
— Diga de uma vez, Thea. — Ela passou a língua nos lábios, e se aproximou do irmão.
— Eu encontrei essa carta em um fundo falso, no closet de nossa mãe. — Oliver pegou a carta branca com detalhes em rosa, não compreendendo nada.
— É a minha carta. — Felicity reconheceu, e Oliver a olhou. Eles estavam lado a lado. — A carta que eu te enviei.
— A carta que você disse..., que me enviou quando soube dos gêmeos. — Ela assentiu. Oliver a abriu e pôde ver a letra trabalhada da esposa, e o ultrassom.
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— Moira escondeu, Oliver. — Thea diz, enquanto observava o irmão ler o conteúdo daquela carta. — Eu soube de quem era, assim que bati meus olhos nela. — Olhou para Felicity. — Eu fiquei curiosa e a abri. — A cunhada assentiu. — Moira sempre soube dos gêmeos, Oliver. — Ele trincou os dentes, sem tirar os olhos daquela carta. Sua respiração ficou descompassada, ele fechou uma das mãos em punhos.
— Ela sabia onde você estava por todos esses anos. – Rosnou. Todos se preocuparam quando Oliver saiu do apartamento, totalmente descontrolado.
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