Cross Destination

42 Capítulo Quarenta e Dois


Notas iniciais
Oie. Demorei, mas apareci. Eu sei que normalmente eu posto de manhã, mas não consegui. E quando ia postar a tarde, minha irmã apareceu com minha sobrinha, e eu não me conti em ir babar um pouquinho, afinal, eu não a vejo mais com tanta frequência. Eu nem deveria estar aqui, na verdade, mas eu queria cumprir com a minha promessa. Antes de deixá-los ler, gostaria de dizer o porquê de não ter postado ontem. Fui ao oftamologista, e infelizmente, o grau aumentou pra caramba. Eu até me assustei. Por esse motivo, eu não postei ontem, e por esse mesmo motivo, não sei quando vou voltar. Vou comprar meu óculos na terça ou quarta-feira, e não sei quando vão me entregar ele... E meus pais - eu também - não querem que eu entre no notebook sem estar com o novo óculos. Espero que me entendam. PS: Não deixem de ler as notas finais. PS2: Quero agradescer á Guuke - Vostok Edits -, pela betagem. Agora, eu os deixarei ler. Espero que gostem Kissus

Felicity tinha dois de seus filhos nos braços; um menino e uma menina. A outra garotinha estava nos braços de Gregory, que estava sentado na poltrona ao lado da cama, observando o rostinho gorducho da recém-nascida.

Ele achava a pequena Killie extremamente parecida com Felicity. Era a mais parecida, em sua opinião. Ela chupava os dedinhos, era muito fofa. Kyle era muito parecido com Oliver, com a única diferença, seus olhos, eles eram idênticos aos da loira a sua frente. A segunda garotinha, Katie, era um pouco dos dois. Tinha os olhos e a boca de Felicity, mas o resto era de Oliver. E mesmo eles tendo algumas pequenas diferenças, eram extremamente parecidos. Quase idênticos, se não fosse pelas pequenas diferenças entre eles.

Helena terminava de costurar a loira, que até pouco tempo sangrava. A sorte era que tinha anestesia na mala que ela havia levado consigo. Felicity respirava devagar, emocionada. Seus filhos estavam bem. Helena verificou se a loira estava bem, confortável e com a pressão normal, para só então se sentar na cama, aliviada. Assim como os bebês, a nova mamãe estava perfeitamente bem, mas os dois agentes sabiam que os quatro precisavam de um hospital.

— Helena... — As mulheres se olharam. — Obrigada.

— Não foi nada. — Responde com um sorriso. — Greg, pode nos deixar a sós?

— Vou confiar que como você a salvou e ela te agradeceu, — fez uma pausa antes de retomar sua fala — vocês não tentarão se matar. — Ambas riram.

— Pode ir tranquilo, Greg. — Felicity diz.

— Vamos ficar bem. — Ele se levantou da poltrona e Helena se aproximou dele. — Me dá a bebê.

Ele passa a menina para ela e sai do quarto. Gregory realmente achava que as duas precisavam conversar, e assim, ele poderia pensar e encontrar uma forma de levar Felicity e os trigêmeos em segurança até Oliver. Helena se senta com calma na poltrona onde o amigo estava antes, olhando para a bebê em seus braços. Quando ela soube da gravidez da loira, sentiu uma dor no peito, que ela não sabia se conseguiria suportar. Mas ela sabia que aquilo estava fazendo o homem que amava feliz, e por esse motivo, tentou, com todas as suas forças, ficar feliz por ele. Foi difícil? Com certeza. Mas ela sabia que aquela era a melhor forma de ver tudo com outros olhos, de se esquecer de Oliver de uma vez por todas. As mulheres se olham por um momento, em silêncio. A morena solta o ar bem alto e se senta onde Gregory estava.

— Eu..., pensei muito durante a minha viagem e achei que deveria te pedir... — Respirou fundo. — Perdão. Encontrei o momento certo para isso. Quão mais estranho isso pode ficar?

— Helena...

— Me deixa falar. — Pede. – Eu fui uma vaca no começo. Não fui justa, e realmente, você tinha razão em me chamar de vadia.

— Na verdade, eu não devia ter dito daquela forma.

— Acho que foi a forma certa. Eu abri os olhos depois daquilo. Eu não pensei nos sentimentos de ninguém. Em especial nos das crianças. — Balançou a cabeça. — Eu sei como é crescer com pais separados. Eu sei como é ver uma madrasta querer destruir uma família, infelizmente passei por esse inferno quando mais nova.

— Eu sinto muito.

— Eu amo o Oliver, é verdade. Mas eu estou tentando esquecê-lo. — Felicity assentiu. — Eu não quero mais sofrer por um amor impossível. E eu não quero ser alguém que destrói uma família. Por isso me perdoa. — E ela sentiu alívio ao colocar tudo pra fora.

— Tudo bem. É claro que eu te perdoo. Eu também peço desculpas por minhas palavras grosseiras. Apesar de não me arrepender por ter falado algumas daquelas coisas.

— Sem ressentimentos. — Elas sorriram uma para a outra. — Eles são lindos.

— Não são? Eles têm meus olhos. Queria que Oliver estivesse aqui.

— Vocês vão se ver logo. — Elas voltam a se olhar. — Vocês precisam de um hospital.

— Você disse que eles estão bem.

— E estão. Mesmo assim, nasceram prematuros. Precisam ser examinados. Além disso, você se machucou, e foi sério. Bateu a cabeça, tem vários hematomas, arranhões e cortes pelo corpo. Também precisa ser examinada.

— Entendo. E como vamos fazer?

— Eu ainda não sei, mas eu prometo que tiro vocês quatro daqui, em segurança.

**--** **--**

Oliver e Roy entraram em contato com a agência assim que o primeiro pensou na possibilidade de Helena estar ajudando Gregory de alguma forma. Eles ainda não sabiam se ela estava de volta, mas poderia ser, afinal, ela não estava na cidade quando tudo aconteceu. Assim como o cunhado, ele estava com uma esperança de que desse modo, com essa confirmação, poderia encontrar a esposa. Se tudo se confirmasse, ele agiria para tentar contatar Helena, mesmo que ele soubesse, seria complicado se ela estivesse mesmo com Gregory.

Quando tudo se confirmou, Oliver se aliviou de alguma forma, mesmo que a preocupação ainda estivesse em sua alma. Ele queria saber como ela estava, como seus filhos estavam. Esperava que tudo estivesse bem, mesmo com aquele acidente horrível. Ela poderia estar machucada, e como Quentin disse, Gregory não sabia nada sobre gravidez, diferente de Helena. Se ela estivesse com sua família, eles estariam bem. Ele acreditava que sim. Que ela estava com eles.

— E então? Quanto tempo para saber onde ela está?

— Uma hora, duas, eles estão tentando encontrá-la pelo chip do pescoço.

— O do celular foi destruído. – Oliver assentiu. – Esperta. Se ela fez isso, é porque estamos certos. Ela sabe onde Gregory e Felicity estão.

— No momento eu só penso que eles estão bem, e a salvo. Confio nos dois.

— Na sua ex, nem tanto. – Murmura.

— Ela não é uma má pessoa. Ela só..., sente por mim o que eu não sinto por ela. – Suspira. – Eu sabia desses sentimentos, e por isso terminei tudo. Mas já era tarde demais. Acabei machucando-a no processo. E mesmo que eu tivesse avisado a ela que eu não queria um romance, um amor..., ela não é a única culpada por tudo que houve.

— Você deixou que ela se apaixonasse mais e mais por você. Deveria ter acabado com tudo antes de isso acontecer. — Balançou a cabeça.

— Fui um imbecil.

— Foi sim. – Concordou. – Mas agora não importa. As coisas aconteceram desse modo, e nada do que fizer vai mudar isso. — Oliver concordou. — Tem certeza de que ela não faria nada que piore a situação?

— Tenho. Helena não faria nada para machucar Felicity.

— Por que? Porque ela te ama?

— Não só por isso. Mas porque ela viveu com pais separados quando era mais nova. O pai teve uma amante, e a família dela desmoronou..., e quando entrou na adolescência ela perdeu ambos os pais. – Roy se surpreendeu com a revelação. – Helena não desejaria que os gêmeos passassem pelo mesmo.

— Okay. Então eu acredito que ela esteja ajudando. Espero que não esteja errado.

— Não estou. – Cruzou os braços. – Tenho uma coisa para pedir.

— O que?

— Eu já devia ter pedido antes, mas foram tantas coisas, e eu me esqueci. Com tudo isso acontecendo eu tenho a chance de descobrir.

— Descobrir? – Franziu o cenho.

— Tudo o que o desgraçado fez à minha mulher. – Roy suspirou. – Ela é minha mulher, Roy. Eu tenho o direito de saber. E ela não vai conseguir me contar.

— Tudo bem. Senta que eu vou contar tudo que eu sei. – Oliver o fez e esperou. Roy respirou fundo. Não era fácil para ele. – Eu te contei que quando conheci Felicity, Cooper já estava perseguindo-a. – Oliver assentiu. – O fato é que pouco depois da morte da mãe dela, eu a mandei para fora de Las Vegas.

— A mandou para Rússia.

— Sim, ela teve os bebês lá. Mais ou menos dois meses depois de os gêmeos completarem um ano. Cooper a encontrou, mas ele não conseguiu pôr as mãos nela, eu consegui falar com ela e a mandei para a Alemanha com novas identidades falsas.

— E o que houve lá?

— Ele quase a pegou. Os gêmeos já tinham dois anos. Ele conseguiu entrar na casa, mas um amigo conseguiu tirar Felicity de lá a tempo.

— Amigo?

— Da agencia onde trabalhei, não se preocupe, ele é de confiança. – Explicou. – Esse meu amigo tinha contatos e conseguiu fazer com que ela trabalhasse na casa de um casal que tinha muita grana.

— Espera. Então ela tinha outro nome antes de Hanna Street?

— Sim. Amélia Scott. Ela trabalhou em uma biblioteca, então ninguém a conhecia direito. Pensei então, que como Cooper a encontrou ali, ele não iria imaginar que ela continuaria na cidade.

— Bem pensado.

— Me enganei. E feio. – Ele se culpava. – Os gêmeos completariam três em alguns meses. E por isso ela achou que não tinha problema em terem uma vida mais tranquila ali, já que seus patrões a adoravam. – Suspirou.

— Ela ficou mais de um ano na Alemanha.

— Ficou sim. Dias depois de os gêmeos completarem três anos, ele a pegou.

— E ficou uma semana com ela. – Roy assentiu.

— Não era para ter acontecido. Quando eu soube, deixei tudo, em especial meu trabalho, e fui buscar por ela. Foram dias, incansáveis, procurando pela minha irmã. Eu imaginava o inferno que ela estava passando.

— Como a encontrou?

— Eu segui um dos capangas do desgraçado. Foi fácil, muito fácil. Eu entrei na surdina, ninguém me percebeu. O quarto estava com seguranças, e eu tive que matar eles para passar pela porta. Usei uma silenciadora. Foi rápido. Felicity estava toda ensanguentada, machucada e desmaiada na cama. O corpo dela tinha marcas horríveis, eu sabia o que tinha acontecido a ela. – Oliver trincou os dentes. Ele também sabia. – Meu amigo me esperava no carro. Eu saí com a Felicity sem ninguém ver.

— Você a deixou sozinha.

— Eu não podia ser reconhecido ali. Meu trabalho era – hesitou – complicado. Meus chefes, não iriam gostar de saber que eu estava envolvido com o desgraçado do Cooper Sheldon.

— Foi por eles que você descobriu que ele era um caçador de recompensas?

— Sim. Mas Felicity descobriu isso primeiro que eu. – Oliver não pode deixar de sorrir. – Eu a deixei a salvo. A levaram para o hospital, e mandei que meu amigo lhe desse um recado, e claro, dissesse onde estaria o carro que a levaria para Gotham. Além disso ele deixou novas identidades e uma nova peruca. – Não gostava daquela ideia que teve, mas era o jeito de deixar sua irmãzinha a salvo. – Ela foi para a cidade que eu instruí.

— Em Gotham, onde aconteceu aquele acidente no café.

— Sim. Felicity teve que fugir novamente. Ela me disse que contou sobre isso a você.

— A senhora a ajudou. – Roy assentiu.

— Eu a encontrei no caminho para Central City e entreguei novas identidades e uma nova peruca. Disse que eu ficaria sem vê-la por tempo indeterminado, por causa do meu trabalho, mas que continuaria protegendo-a pelas sombras. Ela concordou, nos despedimos e ela foi para Central City. Ela estava salva lá..., até que não estava mais.

— Ele a encontrou novamente.

— Sim. Dessa vez ele quase a levou pela segunda vez. – Bagunçou os cabelos. – Ela foi pega desprevenida. Bryan se aproximou do quarto, e ela se desesperou. Cooper disse coisas a ele, que Felicity sabia, deixaria marcado.

— É. Eu sei. Ele jogou na minha cara quando nos conhecemos, que a culpa do Cooper estar atrás da mãe dele era minha. Eu não estava lá para protegê-lo.

— Isso é passado, cara. Bryan disse aquilo porque foi manipulado.

— Mas isso não faz com que eu me sinta menos culpado.

— Pare com isso. Você não tem culpa alguma, se tem algum culpado aqui, é a sua mãe. — Oliver não pôde deixar de concordar. — Cooper é um maldito, e ele usou seu filho para te atingir, e atingir minha irmã também. Então pare de ficar se culpando. Felicity não ia gostar que fizesse isso com você. – Colocou a mão no ombro direito de Oliver. – Ela nunca te culpou por isso, porque você o faria? – Oliver suspirou.

— Termina de contar.

— Felicity conseguiu se soltar de Cooper e o fez desmaiar, mas ela sabia que ele não demoraria a acordar. Ela pegou os gêmeos e fugiu. Ela me ligou, disse que estava indo para Star, que Sara a protegeria. Eu pedi, implorei para que ela não fizesse isso... – Oliver sabia o porquê. – Bom, ainda bem que ela não me ouviu. – Deu um sorriso.

— Ele a machucou muito? Em Central City, eu digo.

— Ela disse que tinha marcas em seu pescoço, rosto, costas...

— Caitlin disse que ela tinha várias fraturas, mas eu pensei que fosse do acidente.

— Felicity pediu para ela dizer que foram "todas" do acidente. Mas a médica sabia que algumas manchas eram de agressões.

— Desgraçado. – Rosnou.

— Você sabe que ela ficou uma semana com o maldito. E sabe o que ele fez com ela. Se ele a tem por um dia, imagina por uma semana, o que ele pode fazer? – Oliver não gosta nem de pensar.

— Vontade de matar esse filho da puta.

— Tem outra coisa. Felicity não deve ter contado porque ela apagou da própria memória. – Sua frase deixou o Queen curioso. — Quando eu a deixei em segurança, depois da Alemanha, ela começou a ter enjoos fortes, desmaios...

— Não.

— Calma. Não era. – Oliver se aliviou. – Ela pensou que era, se desesperou, eu me encontrei com ela, levei em uma médica de minha confiança, e ela disse que era alarme falso. Que por Felicity estar passando por todo aquele estresse, ela pensou que estava grávida. Minha irmã ficou tão mal, pensando que estava grávida que a médica teve que dar um calmante forte, depois disso ela acordou e não se lembrava da suspeita de gravidez.

— Que raios de calmantes eram esses? — Rosnou.

— Não foi culpa da médica. Felicity tomou vários remédios antes dos calmantes. Misturou tudo, Oliver. Eu não sabia. Ela estava desesperada.

— E eu não estava lá...

— Não comece novamente com isso. — Oliver passou a mão no rosto.

— Então ela não se lembra por causa disso?

— Uhum. Tentei falar com ela sobre isso, mas não foi uma boa ideia. Ela passou mal com dores de cabeças fortes.

— Claro. Momentos angustiantes e traumáticas fazem isso com o cérebro da vítima. – Roy concordou.

— Então eu deixei como estava. E então aconteceu aquilo tudo em Central City, e ela veio parar aqui, onde reencontrou você. – Oliver balançou a cabeça. – Eu sabia que ela ainda o amava, mesmo com tudo que viu e ouviu – fez aspas com os dedos ao proferir as três últimas palavras. – Não podia me meter nisso.

— E eu agradeço por isso, ou não teria me casado com ela novamente, não teria o conhecido meus filhos, ou mesmo o carinho deles, e não teria os trigêmeos.

— Tudo pela felicidade da minha família.

**--**

Helena observava a loira dormir, com os filhos ao lado. Tinham travesseiros ao redor dos bebês, para o caso de eles se mexerem, o que provavelmente não aconteceria. Ela sorriu ao ver um deles, chupar com gosto o bico. Eles eram grandes para três bebês prematuros, deveriam ter 3k. Gregory estava na sala, e agora que ela tinha cuidado de Felicity, — que havia tomado um longo banho, dado de mamar para os bebês e dormia tranquila — ela poderia tratar de um assunto sério com Gregory. Os bebês tinham dois dias, e tanto eles quanto a loira que dormia, precisavam de ser examinados. Cobriu os quatro, pois estava frio, e saiu do quarto, encostando a porta. Quando chegou a sala, encontrou Gregory fazendo o próprio curativo. Ela poderia ajudar, mas ele era cabeça dura, e não deixaria. Esperou que ele terminasse para poder se pronunciar.

Gregory não conseguia parar de pensar. Ele queria arrumar um jeito de levar Felicity e os bebês para a segurança do apartamento. Eles precisavam de um hospital, tinha que encontrar uma forma de levá-los até lá, sem que corressem perigo. Eles estavam bem, mas precisavam ser examinados, e Helena não tinha as coisas necessárias para isso. Isso tudo era uma droga. Ele precisava pensar.

Queria poder falar com Oliver. Os filhos dele tinham nascido á dois dias, e ele não sabia, deveria estar desesperado. Ele ficaria do mesmo jeito, se estivesse na mesma situação. Não tinham roupas para os bebês, além da única peça que Helena havia trago para cada um — ela era precavida – e só tinham trocado as roupas de Felicity, porque ela pensou em trazer algumas peças das dela.

Ele não sabia o que estava acontecendo na agência. Não sabia se eles tinham desistido de procurá-los, se sabiam que estavam vivos, se desconfiavam que o alvo era Oliver, e não Felicity. Ele estava entrando em desespero pela situação em que se encontrava. Era agradecido por Helena ter aparecido para ajudar. Imaginar fazer um parto lhe trazia calafrios.

Gregory ouviu passos, e percebeu que Helena estava na sala, com ele. Vestiu a camisa quando terminou de fazer o curativo.

— Precisamos conversar. – Ouviu a voz dela, e se virou, sem se levantar.

— Eu sei. – Suspirou. – Como ela está?

— Dormindo, assim como os trigêmeos. – Se sentou na frente dele. – Ela e os bebês precisam de um hospital. – Foi direta.

— Eu estava pensando em uma forma de sairmos daqui sem nenhum perigo.

— Cooper não quer matá-la. – Lembrou.

— Mas ele a quer. – Afirmou. Helena suspirou. Ela sabia que era verdade, e que ele faria qualquer coisa para tê-la para si. – Estamos em dois, Helena...

— Eu entendi. – Passou as mãos nos cabelos. – Nós teremos que roubar um carro.

— Como é? – Franziu o cenho, se levantando.

— É a única forma de irmos a um hospital sem que Felicity e os trigêmeos corram perigo.

— Como é que vamos roubar um carro? E onde encontraremos esse tal carro? Olha onde estamos, Lena.

— Greg, você tem uma ideia melhor? – Retrucou e ele bufou. Começou a andar de um lado para o outro, pensando em outra forma de saírem de lá. – Deveria estar de repouso.

— Estou bem.

— Teimoso. – Bufou. – Se tivesse uma forma de nos comunicar com alguém que Cooper não desconfie. Que ele não conheça e não saiba que está na segurança da Felicity. – Gregory parou de andar imediatamente.

— É isso.

— O que?

— Tem alguém que só os veteranos conhecem. – Ela franziu o cenho.

— Quem? – Ele deu um sorriso.

— Michael.

**--** **--**

Oliver tentava encontrar Helena, mas dois dias haviam se passado, e nada dela. Nada de encontrarem ela. O chip do pescoço, o chip do celular e o chip do carro não tinham dado em nada; o do pescoço estava dando erro, o do celular estava desconectado e o do carro, os levou até a casa dela, mas ninguém se encontrava lá. No dia anterior tinham descoberto que ela tinha chego de viagem, mas que não deu nenhum sinal de vida; mais um motivo para Oliver ter certeza de que a mulher estava com Gregory e sua esposa.

Ele não sentia raiva de nenhum dos dois. Sabia que eles faziam tudo aquilo para o bem de sua esposa e filhos, mas isso não queria dizer que não ficaria louco de preocupação. Sem notícias, sem ter a esposa ao seu lado, sem saber como estavam os trigêmeos, sem sentir eles chutarem sua mão quando falava com eles, isso era desesperador.

Os gêmeos sentiam falta da mãe. Sentiam falta das risadas, da voz dela ao cantar, e Oliver já não sabia mais o que fazer para tentar tranquilizá-los. Como o faria, se ele mesmo não estava tranquilo?

Desde que tudo aconteceu, eles dormiam com o pai, que tentava ao máximo suprir a necessidade que eles tinham pela mãe, mesmo que soubesse que era meio impossível. A campainha tocou, e Oliver andou até a porta, abrindo em seguida.

— A encontraram? – Perguntou ao se deparar com Mike, Collin, Tyler, Rennee, Noah, e Dimitri.

— Nada. – Mike respondeu, entrando no apartamento junto dos companheiros.

— Parece que ela tomou chá de sumiço. – Tyler diz, revoltado.

— Isso é revoltante. – Collin se pronuncia.

— Em minha opinião, ela armou tudo isso e por isso está desaparecida. – Oliver franziu o cenho. Ninguém tinha gostado daquele comentário.

— Não diga o que não sabe, Renee. – Oliver a defende.

— Ela ama você. E uma mulher despeitada é capaz de tudo.

— Eu poderia concordar com você se não soubesse da história de Lena. – Dimitri diz.

— Nós confiamos nela. – Collin diz em seguida.

— Ela não seria capaz de armar algo assim. – Mike diz. – Todos nós confiamos nela.

— Eu em especial. – Oliver completa. – Por isso peço que não mais repita isso. –Noah olha para Renee, esperando que ele respondesse, o que não aconteceu.

— Ela deve estar ajudando Gregory. – Comenta.

— Sim, Noah, foi o que eu pensei.

— Meu irmão pode ter ligado para ela, de outro celular, Oliver, afinal, ela não poderia ser interceptada estando na Bélgica.

— Foi o que pensei, Collin. Eles devem estar tentando encontrar uma forma de nos avisar sem chamar a atenção daquele maldito.

— Helena e Gregory são inteligentes, vão pensar em algo. – Os outros concordaram com Tyler.

**--** **--**

Helena não o via á muito tempo. Ela não esperava vê-lo por pelo menos mais três meses. Mas sabia que era pelo bem de Felicity e os bebês. Não que ela o odiasse ou tivesse algo contra ele. Não. Ela só não estava preparada para vê-lo, depois de dizer a ele que amava Oliver, e que por isso não poderia aceitar seus sentimentos.

Ela pensava, naquele momento, se tivesse aceitado seus sentimentos, talvez não sofreria tanto por amar Oliver. Suspirou. Com certeza seria mais feliz, eu subconsciente gritou. E provavelmente era verdade. Ela não estaria fazendo uma força sobre-humana para esquecê-lo, se tivesse deixado aquele amor para trás, e se entregado a Michael.

Ela estava passando por todo aquele sofrimento, por culpa dela mesma. Como pôde ser tão burra? Como pôde se deixar levar? Como pôde continuar amando alguém que, ela sabia, nunca seria dela. Ele disse. Ele avisou a ela para não se apaixonar. Avisou para ela, que ele amava e sempre amaria Felicity Smoak. E ela ouviu? Não. Agora estava sofrendo. Amando-o. Mas aquilo não seria para sempre. Ela o esqueceria, ou não se chamaria Helena Bertinelli.

Gregory estava com Felicity e os bebês. Ele, assim como todos os outros seguranças, tinham um amor, um carinho, muito forte por ela. E isso não poderia ser diferente. Ela era tão amável. Ela não a odiava, mesmo depois do que fez. Isso fez com que a admirasse mais ainda. Felicity tinha um coração enorme. E esse era um dos motivos de não fazer nada para tentar conquistar o amor de Oliver; além de saber que ele nunca a amaria. Como poderia trair aquela mulher, quando ela a perdoou? Quando ela não sentiu ódio de si? Além disso, ela prometeu que não deixaria que Cooper a pegasse. Não por Oliver, mas pela loira. Ela não merecia ser perseguida por aquele homem. Não merecia tudo que passou. E com certeza, ela não merecia ter uma vida cheia de medo, por causa de um desgraçado, totalmente desequilibrado. Ela faria de tudo para que Felicity e aquelas crianças, incluindo os bebês, terem uma vida normal.

Quando ouviu a campainha, ela seguiu até a porta, e a abriu, encontrando o homem de cabelos e olhos castanhos claros.

— Michael. – Cumprimentou.

— Helena. – A olhou por breves minutos, tentando encontrar alguma diferença depois de um ano. – Quanto tempo.

— Um ano. – Ele assentiu. – Entre. – Ele o fez, olhando ao redor.

— Onde está Gregory?

— No quarto. – Apontou para o cômodo. Michael suspirou ao chegar à sala.

— Então, me explique o que está acontecendo. – Cruzou os braços.

— Você está sabendo da proteção sobre a esposa de Oliver?

— Claro. O Canadá tem revistas, e eu leio elas. – Ela revirou os olhos. – Me espanta saber que você está no grupo.

— Ela é uma boa pessoa, e não merece ter um psicopata atrás dela.

— Que fofa. – Ironiza, mas ela não se importa.

— Você parece ter voltado diferente.

— Pois é. Eu mudei, você mudou... – Deu de ombros. – As pessoas mudam quando algo acontece na vida delas. – Ela não pôde descordar. – E então, o que tem haver minha vinda aqui com a esposa do chefe?

— Tudo. Tentaram matar ela e Gregory. – O homem mudou de postura, e ficou mais sério.

— Como é?

— Senta aí, vou lhe contar cada detalhe.

Ele o fez como a morena instruiu, e ela se sentou a frente dele, começando a contar. Michael havia ficado surpreso, apesar de não demonstrar. Assim como Helena e Gregory, ele tinha certeza de que alguém havia traído a equipe. Eles precisavam de ajuda, e por isso foi chamado, os calouros não o conheciam, o que queria dizer que Cooper também não, e isso era uma vantagem. Uma ótima vantagem. Eles estavam a salvo, pelo menos por enquanto. Helena viu os olhos surpresos de Michael quando contou que fez o parto da esposa do homem que amava.

— Você fez o parto da sua rival?

— Ela não é minha rival. – Retrucou. – É verdade que ainda amo o Oliver, mas estou tentando esquecê-lo.

— Faz bem. – Ela não respondeu. – Como a mulher está?

— Bem. Ela e os bebês estão bem, mas...

— Bebês? – A interrompeu. – No plural?

— Uhum. Trigêmeos. – Ele arregalou os olhos, surpreso. Muito surpreso.

— Você fez o parto de uma grávida de trigêmeos? Parto normal? – Ela assentiu, mesmo que não precisasse. – Foda. – Ela riu, e ele a acompanhou. – Quando foi o parto?

— Há dois dias.

— Então não podemos demorar.

— Não. Eles precisam ser examinados.

— Já deviam ter sido, mas eu entendo o medo de vocês. Realmente seria perigoso saírem daqui. Aquele louco sabe quem são vocês... – Arqueou as sobrancelhas ao pensar em algo importante.

— O que foi?

— Se ele a quer, ele não deve ter desistido de descobrir onde ela está, e em que estado. – Helena assentiu.

— Com certeza deve estar monitorando os agentes.

— Concordo. E isso não é bom. – Suspirou. – Que maldito.

— Isso aí e muito mais.

— Eu tenho um plano. – Ouviram passos. – Gregory.

— Michael. Que bom que veio.

— Tiveram sorte. Eu estava chegando na cidade, quando recebi sua ligação.

— Não sabe o quanto eu agradeço por você ter tirado férias. – O outro sorriu. – Obrigado por ter vindo.

— Somos amigos, é para isso que eles servem. – Se levantou, assim como Helena. – Eu vim com um carro azul escuro, assim como me pediu.

— Ótimo. Desse modo temos mais chances de não sermos descobertos. Eles devem estar procurando por carros pretos, já que os da agência são no mesmo modelo.

— Ele está blindado e os vidros são espelhados. — Gregory balançou a cabeça.

— Você trouxe roupa para bebê?

— Assim como Gregory pediu. Fiquei confuso quando me pediram isso. — Mostrou a mochila que ele havia colocado em cima do sofá, quando chegou.

— Obrigada. — Ele assentiu.

— Eu quem vou dirigir?

— Uhum.

— Eu e Helena iremos no banco de trás com Felicity e os bebês. – O outro completa.

— Os homens de Cooper pode estar à espreita, e eles podem nos reconhecer. – Helena explica, e Michael assente, compreendendo.

— Vamos começar a organizar tudo então.

— Antes... – Helena se aproximou mais um pouco de Michael, com a mochila dele em uma das mãos. – Precisa conhecer Felicity.

Eles seguiram para o quarto. Os três. Michael estava curioso sobre a mulher que encontraria em instantes. Ele já havia ouvido falar sobre a mulher que Oliver Queen amava, e sabia um pouco da história através de Sara, que era amiga da mesma. Nunca pensou que um dia ouviria o que ouviu, vindo da mulher por quem ainda é apaixonado, que ajudou a mulher do homem que ela ama a salvar seus filhos. E mais, que ela estava ajudando-a a se ver livre de um psicopata. Quando chegaram a porta, Helena entrou primeiro para saber se a loira estava adequada para receber os homens. Felicity já se encontrava acordada, e dava de mamá para um dos bebês, enquanto os outros dois ainda dormiam. Quando ela autorizou, os homens entraram; Gregory sendo o primeiro. Felicity olhou para o desconhecido, um pouco confusa, já que não sabia que havia mais alguém na casa.

— Felicity, esse é Michael. – Gregory os apresentou. – Michael, essa é a Felicity.

— É um prazer, senhora Queen. – Ela fez uma careta e Helena e Gregory riram. O outro ficou confuso.

— Ela odeia que a chamem assim. – Helena explicou.

— Pode me chamar de Felicity. E o prazer é meu.

— Parabéns pelos bebês.

— Obrigada. – Olhou sorrindo para os filhos que dormiam entre ela e quatro travesseiros.

— Agora que Michael está aqui, podemos levá-los em segurança até um hospital.

— Como?

— Simples. – Helena diz, fazendo com que Felicity a olhasse. – Ele vai dirigir o carro blindado.

— Mas ele também faz parte do grupo.

— Ninguém além dos veteranos o conhece.

— E é por isso, Felicity, que ninguém vai descobrir que nós estamos com ele.

**--** **--**

Oliver esperava por notícias. Ele e Roy. Eles desejavam que aquele dia fosse o dia em que teriam boas notícias. Eles queriam muito que aquele fosse o dia. Todos os dias, eles procuravam por Felicity e Gregory, e nada. Não sabiam nada de Helena também. Essa era outra que parecia ter desaparecido, assim como os outros dois. Oliver sabia que essa era a forma de eles ficarem em segurança, mas não saber o que estava acontecendo com sua família, era desesperador.

Como poderia ficar calmo e tranquilizar alguém, se não tinha notícias de sua esposa e filhos? Como poderia ajudar os filhos mais velhos, naquela situação maldita em que estavam? Eles estavam tristes, com saudades da mãe, e ele não conseguia ajudá-los. Ele tentava manter a sanidade intacta, mas estava difícil. Roy e os outros seguranças procuraram por todo o bosque. Procuraram por cada centímetro, e nenhuma pista foi encontrada.

Apenas o colar de sua esposa. O colar que deu a ela á meses atrás. Sentado, enquanto ouvia Roy falar com os seguranças, ele olhava para as pulseiras que ele tinha mandado fazer para os trigêmeos. Tinham ficado prontas naquela manhã. Era para ele mostrar para a esposa, que não fazia ideia sobre aquele presente, mas pelo jeito teria que esperar.

Como estariam seus filhos? Ele falava com eles todos os dias. Como estariam sem ouvir sua voz? Como sua amada esposa estaria dormindo, sem a sua ajuda? Ouviu passos, mas não se importou. Não queria saber de quem era.

— Sabem o que eu descobri? – Ouviu Liam, e o olhou.

— O que? – Pergunta, desesperado.

— Michael chegou na cidade. – Oliver franziu o cenho, não compreendendo aquele comentário, e tendo suas esperanças esmagadas.

— E o que isso tem a ver com a minha esposa?

— O chip dele está ligado, e sabe onde ele está?

— Onde? – Mike pergunta.

— No hospital geral de Starling.

— Hospital? – Todos acharam estranho.

— Hospital. – Repetiu. – Verifiquei as câmeras de segurança, e sabe quem estava com ele, Oliver? – Todos esperavam pela resposta, em especial Roy e Oliver. – Helena.

— Helena? – Todos repetem juntos.

— Helena e Michael? – Oliver compreendeu o que aquilo queria dizer. As esperanças voltavam ao seu ser.

— Quem é Michael? – Renee perguntou.

— Ele faz parte da equipe. – Collin respondeu.

— Estava de férias. – Vicky completa.

— Tentem descobrir se minha esposa chegou ao hospital com eles. – Um celular tocou no momento seguinte.

— Não vai precisar. – Todos olham para Mike. – É o Gregory. – E cada um deles, demonstraram surpresa, e alívio. Oliver e Roy se aproximam do garoto.

— E o que ele diz? – Roy pergunta ansioso.

— Que ele e Felicity estão no hospital com Michael e Helena. – Tanto Oliver quanto Roy se aliviaram, e disseram um alto “graças a Deus”.

— Vamos todos para lá. – Oliver ordenou. – Tyler, mande a equipe que está com Noah para lá também.

Comanda, enquanto pegava as chaves de casa, as do carro, e os documentos; os dele e as “cópias” dos da esposa. Se ela estava no hospital, iriam precisar dos documentos dela. Passou pela porta sem pensar duas vezes, e cada um dos seguranças seguem Oliver e Roy para fora do apartamento, aliviados e apressados.

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Oliver não se importava em quantos sinais vermelhos havia passado. Ele só se importava em chegar naquele hospital. Só se importava em ver a esposa bem. Ela e seus filhos. Roy também não parecia se importar. Ele estava ao seu lado, sério. Assim como Oliver, ele estava ansioso. Haviam ficado uma semana sem Felicity. Uma semana sem saber onde ela estava, como ela estava. E era por isso que a ansiedade era tão grande.

Assim que chegou ao hospital, derrapou o carro, estacionando-o. Os outros carros, onde estavam os seguranças pararam em volta do carro do Queen, e então eles se espalharam pelo lugar, prontos para protegerem tanto Oliver quanto Felicity, que estava dentro daquele prédio. Provavelmente, Cooper já sabia que ela estava ali e eles queriam garantir a segurança e o bem-estar da esposa do amigo. A mulher por quem eles sentiam um carinho muito grande.

Oliver e Roy correram para dentro do prédio. Não precisaram perguntar por Felicity, pois encontraram Helena e Michael.

— Ela está bem. – Helena diz para tranquilizá-lo. – Está sendo examinada. – Os dois homens se aliviaram.

— Onde está Gregory?

— Sendo examinado e costurado de forma correta.

— Costurado? — Oliver pergunta, com o cenho franzido

— De forma correta? – Roy pergunta com o mesmo tom de estranheza, do cunhado.

— Sim. Ele tem um corte grande no abdômen, mas estão cuidando disso.

— Ele se costurou. – Michael diz, e os outros o olham. – Mas estava mal feito, claro.

— Depois eu quero saber de tudo. – Eles assentem.

— É melhor mesmo, porque agora... – Helena se aproximou. – Tem umas pessoas que vocês têm que conhecer.

— Como assim? – Michael e Helena sorriram.

— Seus filhos, Oliver.

— O que? – Ele diz, confuso.

— Nasceram. Eu fiz o parto deles á dois dias.

E essa frase fez com que tanto Roy quanto Oliver não só se surpreendessem, mas também se assustassem, afinal, ainda faltavam dois meses para que Felicity entrasse em trabalho de parto.

Notas finais
Como puderam ver, Felicity teve seus bebês, e tudo certo. E por favor, não queiram me matar por eu parar logo agora que Oliver soube que os filhos nasceram. Por favor, não deixem de comentar. Quero muito saber o que acharam desse capítulo. Importante: Por conta do grau dos meus olhos, ter aumentado, eu não poderei postar até comprar o óculos com o grau correto. É perigoso, né gente. E eu não quero que piore. Deus me livre. Mas eu estarei de volta. Posso demorar um pouco, mas eu volto. Até o próximo Kissus