Cross Destination

51 Capítulo Cinquenta e Um


Notas iniciais
Demorei, mas cheguei!! Quem estava desesperada(o) por esse capítulo, se acalme, que finalmente consegui vir postar. Hoje foi uma correria..., e não era para ter sido. Mas fazer o quê. PS: Caso vejam algum erro, peço desculpas desde já, não consegui revisar. O importante é que estou aqui. Então... Boa Leitura!

Felicity piscou algumas vezes, e de repente se sentou desesperada. Ela se lembrava de tudo. Lembra-se do carro onde estava, lembrava-se do sorriso sádico de Renee, lembra-se do cheiro horrível que a fez desmaiar. Tinha sido uma armadilha, e ela havia caído nela. Não queria acreditar que realmente havia um traidor. Renee estava do lado dele. De Cooper. Ela olhou em volta. Tinha uma janela, que ela tinha certeza, não era de verdade. Ele não seria idiota em fazer isso, sabia que ela não se importaria em tentar fugir, caso colocasse uma de verdade. Odiava o fato de ele a conhecer tão bem. Tinha um abajur ao lado da cama enorme em que estava. Um guarda-roupa, e um banheiro. Ao lado da cama também tinha uma poltrona. Seu coração batia desenfreado, seu corpo tremia, suas mãos soavam. Ela estava se desesperando. Por quanto tempo ela estava inconsciente? Por quanto tempo testava desaparecida? Seus bebês. Ela se lembrou deles imediatamente. Eles precisavam dela. Ela tinha decidido ir ver Kara, mas não ficaria mais de uma semana fora. Não poderia por causa dos seus filhos. Esperava que Alissa conseguisse amamentar os trigêmeos por mais tempo do que tinham combinado. A porta se abriu e ela tremeu dos pés à cabeça.

Oi, meu amor. – Ela sentiu seu corpo ficar tenso ao ouvir aquela voz. – Finalmente voltou para mim.

Cooper.

Sou eu. – Sorriu. – Estava com saudades?

Você é louco. – Ele franziu o cenho. – Você acha mesmo que eu sentiria saudades de um desequilibrado como você? Eu tenho nojo de você, Cooper. Você é o pior tipo de gente que existe. – Levou uma bofetada.

Me respeita. Eu não vou tolerar esse tipo de malcriação.

Vai para o inferno. – Gritou. – Eu nunca vou te respeitar. Eu nunca vou ser sua. – Outra bofetada, mas ela respira fundo e volta a olhá-lo nos olhos. – Você pode me bater o tanto que for..., mesmo assim não vai me ter.

Você acabou de chegar. Não sabe o que diz.

Onde está aquele traidor?

De quem está falando, minha querida?

Não se faça de desentendido. – Gritou.

Abaixe o tom. – Grita de volta. – Você não tem que saber nada sobre ele. Não tem que me fazer perguntas, e muito menos me exigir alguma coisa. – Ele pegou no rosto dela com uma das mãos. – Agora que está de volta, vou me certificar de que nunca mais fuja de mim.

Eu nunca vou parar de tentar. Oliver vai me achar. – Outra bofetada.

Não diga esse nome. – Rosnou. – Eu não aceito que diga esse nome aqui. Muito menos na minha frente. – Grita, totalmente desequilibrado. Ela engole em seco. – Ele não é mais nada. Não é ninguém. Está me ouvindo? Nunca mais vai vê-lo, ou aqueles pestinhas que você chama de filhos. – Ela cuspiu no rosto dele e Cooper trincou os dentes. – Para o seu próprio bem..., nunca mais faça isso.

Eu não me importo com o que diga. Não me importo com você, eu quero que vá para o quinto dos infernos. – Gritou. Ele suspirou, deu de ombros e se afastou da cama.

Vou deixar você pensar no que está falando.

Cooper. – Grita, correndo até a porta, que ele havia trancado. – Me tira daqui. Me tira daqui, Cooper. Você não pode me trancar. – Ela estava desesperada. – Eu quero meus filhos. Eu quero ir para casa. – Ela batia na porta enquanto gritava.

**--** **--**

Oliver e Roy não conseguiam compreender como tinha acontecido aquela tragédia. Felicity estava desaparecida e a culpa era de Renee. Os agentes que estavam no carro que estava seguindo o carro no qual a Smoak-Queen estava, acabaram perdendo-o durante a perseguição. Dimitri ficou furioso ao perceber que Renee estava se distanciando demais, e ficou mais possesso, junto dos outro quatro que estavam com ele, ao perceber que ele estava tentando despistar o carro deles. Eles só não conseguiram continuar a perseguição, porque um caminhão acabou capotando, parando no caminho, depois que o carro em que Felicity estava passou no sinal vermelho. Dylan não pode deixar de socar o capô do carro em que estava, quando percebeu que haviam perdido a esposa do chefe deles.

Nick ligou para avisar Mike, no instante em que percebeu que Renee estava os traindo, e foi ele também que avisou ao líder que haviam perdido o carro de vista. Mike enviou Gregory e Collin para que tentassem encontrar o carro, mesmo sabendo que àquela altura, o traidor já devia ter trocado ou mudado de placa. Eles rodaram toda a região em que os outros agentes perderam-no de vista, mas nada havia sido encontrado, nem o carro, nem o celular de Felicity, ou mesmo o colar, no qual poderiam localizá-la. Tentaram encontrarem ela pelo GPS, mas como imaginaram, estava desligado. Havia sido uma busca impossível, e só então, avisaram os familiares da loira.

Desespero definia bem o que Oliver e Roy sentiram ao ouvirem dos agentes que Felicity havia sido sequestrada. Possessos, era assim que estavam ao descobrir a traição de Renee. Eles tinham vários sentimentos conturbados dentro deles, mas naquele momento, a preocupação falava mais alto. Eles sabiam com quem ela estava, àquela altura seria idiotice se perguntar porque Renee a levou. E o marido e irmão da loira não eram os únicos furiosos, os agentes e amigos da mulher também estavam. Eles miraram em um deles, e acabaram errando. Não tinha sido Noah. E Gregory só ficava mais nervoso ao pensar que ele não havia desconfiado antes. Uma nova busca havia sido feita. Enquanto Mike, Collin, Dylan, Gregory e Tyler contavam os detalhes, dois grupos ficaram responsáveis em continuar a procura da Smoak-Quen, além de um terceiro estar procurando o que não haviam encontrado sobre Renee. Eles não conseguiam entender como não haviam percebido nada, como não haviam encontrado nada de estranho no dossiê.

Oliver tinha a cabeça apoiada nas mãos. Ele não estava acreditando que aquilo estava mesmo acreditando. O ódio que sentia. A raiva. A vontade de pegar o maldito traidor e destrui-lo, com suas próprias mãos. Os seguranças estavam à procura dela, qualquer sinal, mas ele sabia que ela não seria encontrada com tanta facilidade. Seu colar não foi encontrado, e o localizador do celular estava desligado. Deviam ter destruído ele. O que ela estaria passando nas mãos daquele desgraçado? O que ele estaria fazendo com ela? Ah, ele sabia. Oliver sabia o que a esposa estava passando nas mãos de Cooper. Mais uma vez, ela estava sendo abusada. Só o pensamento o fazia trincar os dentes de ódio. Ela estaria sofrendo. Sua esposa, a mulher de sua vida, estaria vivendo um novo inferno. Ele havia prometido, e não conseguiu cumprir. Não conseguiu, e isso era uma tortura.

Roy sentia-se tão culpado quanto Oliver. Ele sentia ódio, raiva, desespero. Várias coisas em seu coração, e mesmo assim tentava se controlar. Era a segunda vez que passavam por um desespero como aquele, a diferença é que dessa vez, eles tinham a certeza de que ela estava com Cooper. Ele errou ao confiar em Renee. Nunca tinha pensado que aquele desgraçado era o culpado. Ele demonstrou preocupado, atencioso, sempre tão gentil. Tudo mentira. Tudo encenação. Eles focaram em Noah, e não pensaram na possibilidade de ser outro. Se tivesse ido mais a fundo. Se tivesse cuidado melhor de sua irmãzinha, se tivesse procurado melhor sobre a vida dos outros seguranças, se tivesse ido com ela para National City, tudo poderia ser diferente. Tudo. Seus sobrinhos não estariam sem ela, seu cunhado não estaria sofrendo por estar longe dela, seus amigos e namorada, não estariam tão devastados com o fato de ela estar com Cooper novamente.

Ambos estavam no apartamento, mas cada um em um cômodo. Não estavam irritados um com o outro, mas queriam ficar sozinhos. Oliver estava em seu quarto e Roy na sala. Os gêmeos, para serem distraídos, pelo menos um pouco, foram levados pela tia, que cuidará deles na mansão Merlyn. As outras crianças também estavam lá, e por isso elas seriam uma ajuda para Bryan e Brooke, que estavam sofrendo. Daquela vez, Bryan não culpou o pai. Ficou triste, irritado, ficou desesperado, mas não culpou ou esbravejou contra o pai, nem por um momento. Na verdade, o apoiou. Bryan e Brooke abraçaram o pai, pois sabiam, assim como eles, o pai também sofria. Oliver tinha feito tudo para proteger a esposa, mas por culpa de alguém que os traiu, Felicity estava agora, com o homem que tanto Brooke quanto Bryan tinham um medo horripilante. O Queen viu uma mensagem em seu celular, quando o aparelho vibrou, e desceu as escadas rapidamente, no mesmo momento em que as portas do elevador se abriam.

Como foi? – Oliver pergunta e no mesmo momento, Roy se aproxima.

Não a encontramos. Nem ela e nem Renee.

Aquele maldito. Desgraçado. – Gregory rosna. – Vontade de matá-lo com minhas próprias mãos.

Me sinto do mesmo jeito, irmão. – Collin se pronuncia. – Ele nos traiu. Confiamos nele...

Não esperávamos uma atitude como essa vinda dele. – Oliver concordou com Lucca.

Eu a deixei em suas mãos. Eu confiei nele... – Os olhos de Oliver e Roy se encontraram. – A coloquei em perigo, mesmo me dizendo que não o queria levando-a a National City.

Você não podia saber que ele estava do lado do desgraçado. – Não o culpava. Poderia fazê-lo, mas não o faria, ele já estava se culpando o bastante, e no momento, Roy precisava ajudá-lo a se recompor, para poder falar com os gêmeos.

Ele não deve aparecer tão cedo, afinal, já deve saber que sabemos que ele é o culpado. – Nate diz.

Desgraçado. – Roy sussurra. – E National City? Como está a família de Mon-el?

Eles estão bem, mas Kara continua do mesmo jeito. – Oliver balança a cabeça para Tyler. – Mas os médicos estão positivos.

Espero que ela fique bem.

No momento, precisamos achar Felicity. – Todos concordam com Trevor. – Vicky, Harley, Heyley e Violet estão na equipe com Helena, Oliver. Elas estão procurando por Felicity nos arredores de National City.

Helena? Ela não deveria estar nisso. Ela está grávida.

E quem disse que alguém segura aquela teimosa? — Tyler diz, bufando em seguida.

Ela ficará bem. – Oliver assentiu.

Tudo bem. Mas agora nós vamos mudar o foco. – Todos o olham. – Nós não conseguiremos encontrar Felicity dessa mesma forma, afinal ela não tem mais nenhum dos dois localizadores.

Verdade. Estão destruídos. Seria perda de tempo. – Roy concorda com o cunhado.

Por isso temos que procurar por Cooper e Renee.

Eu não vou descansar até encontrar eles dois. – Gregory diz.

E eles pagarão caro pelo que fizeram. – Ethan diz, fazendo todos concordarem com eles. Cada um deles sentiam um ódio tão grande, que os inimigos estariam perdidos quando eles os encontrarem.

Vamos nos dividir. Grupos de seis. – Mike instrui. – Harper? Você vai estar nas buscas?

Eu não vou ficar parado. – Os outros assentem. – Eu, Gregory, Dimitri, Jhonathan, Luke e Liam faremos uma busca em Central City. – Eles assentiram.

Onde estão Noah e Michael?

Michael achou melhor ir com as mulheres, e eu concordei. – Collin responde a Oliver.

Bom, não é tão surpreendente, afinal, Helena está nessa equipe. Ele não a deixaria sozinha, não quando ela está naquele estado.

Os outros concordaram, se lembrando da notícia que Michael acabou dando a todos os agentes, sem nem perceber. A partir do momento em que Felicity desapareceu, Helena se prontificou em liderar uma equipe para verificar algumas cidades, e foi nesse momento, completamente preocupado, que o namorado da mulher se pronunciou, anunciando a gravidez dela. Collin tentou fazer com que a morena mudasse de ideia, mas foi impossível e por isso Michael seguiu a equipe de mulheres. Ele sabia que a namorada não mudaria de ideia por nada e por isso pediu para que Jhonathan ficasse em seu lugar, na equipe em que ele lideraria.

E quanto a Noah, eu não faço a menor ideia. – Mike completou. – Ele disse que procuraria por Felicity, Renee e Cooper..., mas nem eu mesmo consigo encontrá-lo.

Ele está usando aquela merda para não conseguirmos rastreá-lo. – Jayden diz, raivoso. – E me pergunto por que.

Todos nós, Jay, todos nós. – Diz Brandon, e todos concordam.

**--** **--**

Felicity não soube por quanto tempo gritou e bateu na porta, mas teve uma hora que ela cansou, e acabou por escorregar até o chão. Ficou sentada ali, por horas. Tinham entrado no quarto, deixado comida, e ela não havia tocado em um grão do que foi levado para ela. Não conseguia comer, seu estômago revirava por se imaginar mais uma vez naquela situação. O sangue quente já estava frio, e ela começava a sentir um medo desesperador. Sabia que não poderia se descontrolar, que deveria ser submissa para ele não a machucar, mas não conseguiria fazer isso. Sentia nojo só de imaginar que ele a tocaria, e ela sabia, em algum momento ele a obrigaria a se deitar com ele. Felicity não sabia quanto tempo levaria para ser encontrada. Não sabia se desconfiavam de Renee. Não sabia nem mesmo se sua família estava bem. Cooper podia muito bem fazer algo contra eles. Ela tinha certeza de que ele poderia fazer. Mesmo com ela ali, com ele. E ela temia tanto por cada um dos que amava. A porta foi aberta, mas ela não olhou para quem entrava.

Você se acalmou. – Ela estremeceu. – Pelo jeito sim. Vamos conversar agora, sem gritarias? Ou xingamentos?

Vai se ferrar. – Sussurra.

Você acha que eu estou feliz com isso? Você me deixou. Você fugiu de mim, e se casou com aquele maldito Queen. – Rosnou o nome. – Acha que foi fácil para mim, te ver com ele? Acha que foi fácil para mim, saber que ficou grávida dele novamente? Acha que foi fácil para mim, saber que você quase morreu por culpa de Moira?

O que? – Ela olhou para ele, enquanto se levantava do chão.

Ela armou para mim. Ela sabia que você estava no carro, e não me disse nada.

Ela..., foi a culpada? — Não precisou de olhar nos olhos dele, para saber se ele mentia ou não. — Moira é mais louca do que eu imaginava. – Sussurra.

Você não merece estar naquela família. – Ela o olhou irritada.

Não me importo com Moira. Eu amo o Oliver. – Ele trincou os dentes.

Não repita isso.

Eu o amo. Eu o amo com todas as minhas forças. Oliver é e sempre será o amor da minha... – A bofetada veio antes que ela terminasse a frase. Foi tão forte que sangrou. Ela colocou a mão no corte.

Eu não quero te bater, mas se você continuar a me peitar..., eu não terei outra opção.

Eu não me importo. Me bata. Me espanque. – Cuspiu o sangue no chão. – Mas você não.vai.me.ter.

Isso é o que veremos.

Vai ter que me obrigar, e me amarrar, porque eu não vou...

Que seja, então. – Grita, se afastando dela. – Por que você continua a me negar? Por que? Eu te dei tudo. Eu te amei. Eu cuidei de você, eu dei carinho, atenção, fui ao médico por causa daqueles seus filhos insuportáveis..., e o que você faz? – Joga as mãos para o alto. – Me afasta. Me tira da sua vida. Não quis me dar uma chance.

Eu disse que amava, Oliver. – Grita, fazendo-o trincar os dentes. – Eu disse para você que não podia te amar.

Você nem mesmo tentou.

Você acha que pode obrigar alguém a te amar? Que sequestrando vai conseguir algo? Eu tenho medo de você. Eu tenho nojo, repulsa, ódio, rancor. Desespero. Você me faz sentir as piores sensações do mundo... – Mesmo com medo, mesmo respirando ofegante por conta do nervoso que sentia, e de falar sem pausar direito, ela ficou frente a frente com ele. – E você matou a minha mãe. – Gritou revoltada.

Ela estava no meu caminho, porra. – A jogou na parede, e ela arfou, sentindo as costas doerem. – Ela queria tirar você de mim. Ela te afastou de mim. – Socou a parede, e Felicity fechou os olhos. – Ela mereceu morrer.

Você é louco.

Não repita isso. — Ela abriu os olhos, criando coragem.

Você é totalmente louco. – Ele segurou o rosto dela com uma das mãos.

Não me teste, Felicity.

Eu posso apanhar o tanto que for..., mas não vou abaixar minha cabeça para você. Nunca mais. – Ele trincou os dentes. – Você é doente. Precisa ser...

Cala a boca. – Rosna, interrompendo-a. – Você vai ser minha..., querendo ou não. – Ela tremeu, e a respiração dela ficou descompassada. – Para ver como sou bom, e mostrar o quanto eu te amo..., vou deixar que se alimente e durma. Amanhã nos veremos.

Pegue essa comida e enfia... – Ele tampou a boca dela com força.

Tome cuidado com o que fala. – Beijou o pescoço dela, e Felicity sentiu nojo. – Boa noite, amor. – Deu um sorriso macabro. – Até amanhã.

Mesmo com as pernas bambas, mesmo sabendo que provavelmente não conseguiria andar, de tanto medo que sentia, e que seu corpo demonstrava naquele momento, a loira caminhou até a cama e se jogou nela. Precisava se sentir, de algum modo, protegida. Sabia que a cama não a protegeria, mas mesmo assim, ficou toda encolhida debaixo do edredom, rezando para que sua família a encontrassem logo.

**--**

Felicity não havia conseguido pregar o olho. Medo. Era tudo o que ela sentia. Ela não queria ser tocada por ele. Só de pensar ela começava a chorar. Ela não choraria na frente dele. Não mesmo. Não daria esse gostinho. Tudo que queria chorar, ela chorou naquela madrugada. Não sabia por quanto tempo dormiu, mas desde que acordou para aquele pesadelo real, tinha se passado cinco dias. Cinco dias, e nada de encontrarem-na. Ela não queria sair da cama, mas sabia que precisava pensar em um modo de fugir. Mesmo temendo que ele entrasse, ela caminhou até o banheiro onde tomou um rápido banho. No guarda-roupa, ela encontrou as roupas que ela tinha colocado na mala no dia em que viajou para ver Kara. Kara. Ela se perguntava se ela estava bem. Se ela tinha sobrevivido. Se ela tinha saído do coma. Enquanto vestia uma calça legging florida e uma blusa de mangas branca com detalhes em roxo, ela pensava em um jeito de fugir. A janela, como havia pensado, era falsa. Ela procurou alguma passagem pelo quarto, e não se surpreendeu quando não encontrou. Ouviu passos, e correu para a cama. A porta se abriu e ela o viu entrar.

Bom dia, querida. – Ela não respondeu. – Pelo jeito você tomou banho. Ótimo. – Sorriu. – Vamos tomar café-da-manhã juntos.

Prefiro morrer. – Ele franziu o cenho.

Você quer fazer isso do jeito fácil ou do jeito difícil?

O que você acha? – Ele não estava gostando daquele novo jeito dela. Ela não demonstrava ter medo, e vivia retrucando-o, como nunca aconteceu antes. Ela gritava, era verdade, mas aquilo que estava acontecendo era novo para ele.

Você se esqueceu do que aconteceu da última vez que estivemos juntos?

Você diz tanto me amar, mas está me ameaçando. – Ele suspirou.

Eu não quero fazer isso. – Ótimo, ele está mais calmo, ela pensa. – Fiz a sua comida preferida.

E desde quando você sabe dos meus gostos? – Ele trincou os dentes. – Se passaram muitos anos, desde a última vez que estivemos juntos. Eu mudei. E muito. Não sou a mesma.

Mas vai voltar a ser.

Como? Vai me bater até eu cansar de me debater? – Ela tinha medo, mas não demonstraria. – Vai ser um covarde maldito?

Eu vou tentar me controlar para não te assustar. – Prometeu. – Afinal, eu quero que você volte a me amar.

Eu nunca te amei. – Retrucou. – E nunca vou amar.

Isso é o que vamos ver. – Sorriu. – Seremos muito felizes. – Apoiou as mãos na cama, aproximando seu rosto do dela, e ela engoliu em seco. – E quem sabe..., daqui alguns anos..., você não me dê um filho?

Nunca. – Rosnou. – Isso nunca vai acontecer. Eu nunca teria uma cria sua.

Isso é o que está dizendo agora. Daqui alguns anos você terá outra opinião sobre isso. – Ela se perguntava de onde ele estava tirando tanta calma. – Agora vamos.

Eu não vou. – Ele pegou no braço direito dela e a puxou para fora da cama.

Você vai. Porque eu quero, e você sempre fará o que eu quiser. – A puxou para fora do quarto.

**--** **--**

Ela percebeu que havia mais alguém além dela e de Cooper naquela casa, quando uma mulher entrou no cômodo, os servindo. Por que alguém se aliaria a Cooper? Só por dinheiro? Ou ele ameaçou mais alguém? A mulher a sua frente se vestia como uma empregada normal, seus cabelos eram castanhos, mas os olhos eram azul-turquesa. Parecia tremer toda vez que se aproximava do homem a sua frente, e então a loira percebeu que ela estava ali por medo. Os olhos dela ficavam abaixados o resto dos minutos em que colocava as coisas na mesa. Olhou para a quantidade de variedades de comida que havia em cima da mesa, e novamente seu estômago embrulhou. Ela não conseguia comer, não sabendo onde estava.

Por mais que isso fosse deixá-lo irritado, ela não tocou em nada. O olhou, séria. Não comeria, ele querendo ou não. Não estava com fome, e nem sentiria fome, enquanto estivesse com aquele maldito homem. Mesmo que seu corpo tremesse, ela não deixou que o medo chegasse em seus olhos. Não deixou que ele percebesse, que tudo que vinha dele, a deixava assustada, em especial sua voz.

Coma. – Ela não o fez. – Coma, ou vai ficar doente.

Então eu ficarei doente. – Ele trincou os dentes, começando a se irritar.

Não pensa nos seus filhos? – Ele tocou no seu ponto fraco. Ela olhou para as coisas que estavam à sua frente, pensando em seus filhos. – Eu sei de tudo que gosta. Te observei por muito tempo.

Coisa de psicopata.

É melhor controlar a sua língua. – Sorriu. – Use ela para outras coisas. – Ela fez uma careta.

Você é um nojo.

Vamos ver por quanto tempo vai continuar dizendo isso.

Pelo resto da minha vida. – Retruca.

Isso é o que veremos, querida.

Kara. Por que fez aquilo com ela? – Pergunta, mudando de assunto.

Eu precisava fazer você sair da toca. E eu sabia que você iria com Renee, afinal, eu mandei que ele se voluntariasse para levá-la até a cidade.

Ela está viva?

Vai saber? – Deu de ombros.

Eu quero saber se ela está viva. – Ele a olhou nos olhos.

Você quer mesmo? Então vai ter que fazer uma coisinha para mim. – Ele sorriu. – Vai ter que me beijar.

Nunca.

Então fique sem saber da sua amiga. – Deu de ombros. – Ou..., eu posso mandar matar ela. Desligar os aparelhos..., se é que eles já não foram desligados. – Os olhos dela lacrimejaram, mas ela não deixou que nenhuma lágrima descesse. – As coisas vão começar a mudar, meu amor. E se você não quer aceitar por bem..., então terá que ser por mal.

Não faça nada com ela. – Pede, com os olhos marejados.

Claro. Eu prometo..., mas vai ter que fazer o que eu pedi. – Ele se levantou, andou até ela devagar, e se colocou atrás da cadeira, dela. Felicity fechou os olhos, com medo, sentindo nojo ao sentir os lábios dele em seu pescoço. – Como vai ser?

**--** **--**

Felicity esfregava a boca com sabão. Com força, mesmo que a machucasse. Estava com nojo de si mesma. Com nojo do que acabara de fazer. Beijar aquele ser repugnante, tudo para que sua melhor amiga ficasse bem. Será que ele usaria chantagem sempre? Pelo menos ela tinha a certeza de que Kara estava bem. Ele tinha mostrado um vídeo dela no hospital, e Mon-el ao lado dela. Ele tinha colocado uma câmera lá. Ele estava espionando–os, por uma maldita câmera. Ele podia machucar seus amigos e os filhos deles a qualquer momento, e por isso, ela sabia que deveria parar de provocá-lo. Ele havia deixado ela ir para o quarto depois do beijo, e ela agradeceu aos céus quando isso aconteceu.

Ele não apareceu na hora do almoço, e ela sabia que alguma coisa deveria ter acontecido para ele não ir até ela. Deu graças a Deus quando as horas se passaram, e ele continuou sem aparecer. Ela estava tão aliviada. Ela pensou o pior, e estava a salvo. Pelo menos por enquanto. Chorou ao sentir falta de sua família. Oliver, Brooke, Bryan, Kyle, Kallie, Katie. Todos seus amigos e sobrinhos. Sentia tanta falta deles. Ela se perguntava como todos eles estavam. Se seus bebês estavam bem. Se Alissa não estivesse amamentando, o que seria dos seus bebês? Abriram a porta, e ela se aliviou quando não o viu. Um homem entrou, deixou seu jantar e saiu. Mesmo que ela não quisesse comer, não tivesse fome, ela se obrigou a se alimentar. Precisava estar forte, para tentar fugir.

Oliver. – Sussurra, deitada na cama. – Estou com tantas saudades. Como é que vocês devem estar? Como é que meus bebês devem estar? – Fechou os olhos, tocando no pescoço. Imediatamente abriu os olhos. Ela não tinha percebido antes. Olhou para o pescoço, e pela primeira vez, sentiu a falta do colar. Tinham tirado dela. Ela estava preocupada com tantas coisas, temerosa em estar novamente nas mãos de Cooper, que não havia percebido. Mas não era tão surpreendente. Renee sabia que o colar tinha um localizador. – Estou sem você..., e agora sem o seu presente. – Seus olhos lacrimejaram. – Oliver.

Você vai dormir? – Ela deu de ombros, e se sentou em um sofá que ficava do lado esquerdo da cama. – Você está fazendo isso de propósito? – Pergunta, ao vê-la passar o creme em uma das pernas, bem devagar, provocando-o.

Eu? – Perguntou, fingindo inocência. – Só estou passando o creme. – Oliver respirou fundo.

Você tem muita sorte dos nossos filhos estarem acordados, e no quarto ao lado. – Ela riu. – Isso é jogo sujo. – Diz, quando a esposa sobre um pouco mais a barra da camisola, passando o creme nas coxas.

O que seria jogo sujo? – Oliver se levantou, se aproximando perigosamente perto dela.

Você fazendo isso... – Com uma das mãos, ele desceu a barra da camisola, aproveitando é claro, para passar a mão na coxa dela, lentamente.

Não foi de propósito. – Oliver balançou a cabeça.

Não devia ter feito isso. – Comenta ao vê-la morder o lábio.

Logo em seguida, Oliver toma os lábios dela em um beijo sedento. Felicity o puxou pela camisa, fazendo com que ele se sentasse ao lado dela. Enroscando uma das mãos nos cabelos da nuca, Felicity o puxa para mais perto de seu corpo. Eles estavam esperando por aquele momento á muito tempo, foram seis anos longe um do outro. Oliver coloca as mãos na cintura fina, e Felicity passa a perna direita para o outro lado da cintura dele, sentando-se em seu colo, fazendo com que o marido gemesse. Ele mordeu o lábio da esposa, passando a lamber e beijar o pescoço dela, ouvindo seu suspiro de prazer.

Aquele tinha sido o primeiro dia em que ficou sozinha com o marido. Ela sentiu-se protegida, amada. Sentiu-se feliz novamente. Oliver a deixava daquele modo. Ele a fazia se sentir especial. Ela queria tanto sentir o cheiro dele. Beijá-lo, abraçá-lo. Aqueles momentos, os daquele dia, tinham sido lindos. As palavras, o carinho, os beijos, estarão cravados em sua alma, para sempre. Havia o provocado, de uma forma que ela nunca havia feito antes. Ela era tímida demais, quando namoravam. Quase teve um infarto quando o viu dizer que estava apaixonado por ela, e a pediu em namoro, durante um dos jogos da escola.

Felicity não compreendia porque a demora de começar um jogo. Era a primeira vez que eles atrasavam. Por mais que já tivesse acostumada com a roupa de torcida, ainda não conseguia deixar de se envergonhar, por estar torcendo, com pompons, na frente de tantas pessoas. As arquibancadas estavam lotadas, não havia um lugar vago, e isso a deixava mais nervosa do que já estava. Era sempre assim. Sara tentava distraí-la, mesmo sabendo que não adiantaria por muito tempo. Assim como sua amiga, a Smoak havia percebido a falta de Oliver. Ele não havia entrado com o time. As luzes se apagaram por um momento, e de repente, o telão foi ligado. A morena não soube o porquê, mas ver Oliver Queen naquele telão, a fez estremecer.

E aí, pessoal. Eu sei, estou atrasado, mas é por uma boa causa. – Tommy, que já sabia de tudo, sorriu. – FelicitySmoak, eu vou falar alto porque é para todos que estão nessa quadra ouvirem. – Sara e Laurel se olharam, sorrindo. – Você um dia me disse que não conseguia confiar em mim completamente, e por esse motivo tive a ideia de dizer as palavras na frente de toda a cidade. – Ele sorriu. – Eu te amo. – A morena arregalou os olhos. – De uma forma que não imaginei amar alguém. Amar você me mudou completamente, e eu gosto dessa mudança. Ela me fez crescer, me fez amadurecer. O amor que sinto por você, me faz querer ser cada vez melhor. E eu quero que você me dê a chance de mostrar a você que eu posso ser esse cara. Então me responde... – De repente ele aparece na quadra, caminhando em direção onde a morena de olhos verdes estava, com um microfone em uma das mãos. Ela mordeu o lábio, nervosa, percebendo os olhares sobre ela. – Quer namorar comigo? – Perguntou quando já estava frente a ela, com o sorriso que ela não conseguia resistir.

Havia aparecido em um telão, e todos a olharam no instante em que Oliver disse seu nome. Sara, que estava ao seu lado, lhe cutucou, dizendo o quanto havia sido romântico, fazendo-a corar mais do que já estava. As amigas riram ao vê-la se envergonhar. Elas estavam junto a equipe de torcida, em um canto da quadra, esperando o jogo começar. Todos os jogadores haviam entrado, menos Oliver Queen. Naquele momento, ela só queria se afundar na terra, de tanta vergonha. Laurel e Sara tentaram fazê-la caminhar até Oliver, mas não precisou, ele mesmo veio até ela, para saber da resposta. E mesmo vermelha igual a um morango, ela aceitou o pedido, dizendo um baixo e tremido sim. Pra seu desespero, foi beijada na frente de todos, e mesmo assim, ela correspondeu, não resistindo aquele pedido extremamente fofo.

Tinha que admitir que ver Oliver fazer toda aquela cena, a surpreendeu. Jamais o imaginou fazendo tal coisa, não por ela. Ela o amava, era verdade, mas mesmo assim, não conseguia acreditar que ele sentia o mesmo. Por que ele sentiria? Naquela época, ela não se achava boa o bastante para Oliver Queen. Mas não pôde deixar de se sentir a mulher mais amada do mundo quando ele fez aquele pedido, e mais ainda, quando ouviu de Robert, que ele estava extremamente feliz pelo romance. Àquela tinha sido mais uma surpresa, porque não imaginou que o homem a aceitaria como nora. Ele não só havia apoiado o romance, como esteve presente, quando o filho fez o pedido de casamento.

Felicity, faz algum tempo agora, que sou uma pessoa completa e feliz, e eu tenho absoluta certeza que o motivo é você. – Ele começou a falar, depois de se aproximar, e pegar na mão da namorada. – Contar com sua presença em minha vida é algo que me torna mais forte e mais confiante. Eu adoro seu cabelo e não aguento ficar longe do seu cheiro, que me eleva para outros mundos, outros sons. – Deu um sorriso. – Eu amo escutar sua voz, e na beleza do seu olhar, me perder entre a profundidade e a certeza das palavras que ele transmite ao meu coração. – Felicity tinha os olhos lacrimejados, emocionada. – Eu sou mais forte e mais capaz quando meu corpo está junto ao seu; e é aí que o tempo para e nada mais é importante além do amor que nos torna tão especiais. Você é a pessoa mais importante da minha vida, alguém que me faz querer ser melhor todos os dias. Você ilumina meus dias escuros e acalma minhas tempestades. – A mão livre, acariciou o rosto delicado, sem desviar, nem por um segundo, os olhos azuis dos esverdeados. – Você, FelicitySmoak, é meu grande amor... – Ela sorriu. – E eu estou aqui para dizer que tenho certeza absoluta que é ao seu lado que quero passar o resto de minha vida. – Diz devagar, as últimas palavras. – Eu amo você. E por isso lhe pergunto: você quer viver ao meu lado para sempre e compartilhar seu tempo comigo? Você, meu amor, aceita casar comigo?

É claro que eu aceito, Oliver. Desviou os olhos para o lindo anel, que ele havia acabado tirado do bolso da calça.

Eu te amo. Diz, colocando o anel no dedo dela, mas sem desviar os olhos dos brilhantes dela.

Eu também te amo. Diz, deixando-o beijá-la.

Tinha sido um momento especial. Era algo que eles queriam a um tempo. Já moravam juntos, já eram um do outro, e só faltava oficializar. Ela tinha sido feliz. E era uma pena que não tenha durado tanto tempo. Graças a mulher que a desprezava, não passou mais de quatro meses noiva de Oliver. Estavam para se casar. A data já havia sido escolhida, mas então, Robert faleceu, e eles decidiram esperar passar o luto. Pouco depois, Moira resolveu infernizar o filho mais velho, e infelizmente, acabou que tudo que ela fez, na intenção de separar o casal, se concretizou. Ela ainda se perguntava, como seria sua vida, se não tivesse caído na armadilha de Moira Queen. Ela com certeza não estaria passando por aquele inferno naquele momento.

De repente, ela se lembrou da primeira vez que reencontrou Oliver. Ela não disse, mas seu coração bateu desenfreado, seus olhos lacrimejaram, e os sentimentos de abraçá-lo, pedir sua ajuda, e beijá-lo vieram com força total. Ele estava mais lindo do que já era. Estava com mais barba do que antes, curta e bem-feita. Seus olhos demonstravam cansaço, mas mais que isso, demonstravam felicidade por vê-la. Ela pôde perceber isso, apesar da decepção. Ele, assim como ela, não conseguia deixar de se mostrar decepcionado um para com o outro. Ela acreditava no abandono, e ele na traição de não ter conhecido os filhos. Tudo por culpa da mesma pessoa que os fez tão infelizes. Moira Steel. Ou..., a antiga Moira Queen.

Bom dia. – Sussurrou.

Bom dia. – Colocou uma das mãos na cintura fina.

Por que está acordado a essa hora? – Pergunta ao olhar rapidamente para o relógio em cima da mesa de cabeceira.

Eu tenho que ir trabalhar.

Ah, não. – Ela resmungou e ele sorriu. – Por que?

Como assim, por que? Eu preciso voltar para minha empresa. Ela precisa de mim.

Quem se importa com a empresa? – Ele riu. – Você precisa mesmo ir hoje?

Disse para Walter que voltava hoje. Só fiquei esses dias sem ir, por você. – Ele se sentou.

Mas por que hoje? Não pode ser amanhã? – Felicity fez um bico, que ele achou fofo. – Nossos filhos não terão aula hoje, podíamos fazer algo juntos.

Você ainda não pode sair do apartamento.

Eu sei. Mas, podíamos assistir um filme, nós quatro. – Oliver estava quase cedendo, ele não conseguia dizer não a ela, não quando ela lhe olhava tão intensamente. Mas ele não poderia, tinha prometido á Walter que iria voltar para a empresa.

Eu realmente queria ficar, amor, mas não posso. – Ela voltou a fazer um biquinho. – Mas venho almoçar em casa, vou trazer comida.

Tudo bem. – Diz, ainda inconformada. Oliver se aproximou para beija-la e Felicity enlaça seu pescoço, correspondendo ao beijo, fazendo-o se deitar em cima dela. Ele se afasta o suficiente para poder se pronunciar.

Eu preciso ir.

Ela assentiu antes de voltar a beijá-lo, e Oliver só pode corresponder. Ele solta os lábios dela, para poder passar a beijar e lamber o pescoço, enquanto as mãos adentravam a fina camisola subindo lentamente, até chegar aos seios. Ele sente com uma das mãos, um dos seios enrijecerem, ao mesmo tempo que ouvia a esposa arfar. Oliver aproveitou que uma das alças tinha descido para descer a boca até o seio em que estava livre de sua mão.

Ela riu ao se lembrar da forma como o fez ficar em casa. E de como ele tinha ficado todo envergonhado ao se desculpar com o pai, e mesmo assim, não se importou por ser a culpada de tal coisa. Ela não queria que ele fosse trabalhar. Ela queria ficar grudada nele por mais algumas horas. Queria poder ter momentos com ele e os filhos, já que estavam passando pouco tempo junto — apesar de ele não trabalhar naquela época. Tinha sido tão bom. Ela queria ter mais momentos como aquele. Não gostava de pensar daquela forma, como se nunca mais fosse ter momentos como os que teve com o marido e os filhos.

Por que você não ficou na empresa hoje?

Porque eu queria ficar com você. – Ela sorriu, enquanto sentia a respiração dele em seu pescoço. – E eu não tinha nada para fazer lá. – Felicity então o afastou e antes que ele pudesse questionar se tinha acontecido alguma coisa, ela o beijou. Oliver colocou uma das mãos na cintura dela, e Felicity se levantou um pouco para poder passar uma das pernas para o outro lado da cintura de Oliver, sentando-se no colo dele. Ela sentiu o marido apertar suas coxas, com força. Ela suspirou. – Vamos para o quarto. – Ele diz quando para de beija-la.

Felicity se levanta e caminha para as escadas com Oliver seguindo-a. Quando ela entra no quarto, ela retira a blusa amarela e o short branco deixando-os no chão, mas antes que ela pudesse se virar, Oliver a abraçou por trás, afastando os cabelos do pescoço, beijando levemente a região exposta. Felicity joga a cabeça para trás, quando ele coloca a mão em um dos seios por cima do tecido do sutiã. Oliver encontra o feche do sutiã que a esposa usava e retirou, sem pressa alguma, deixando-o cair no chão, aos pés dela. Ele a vira para si, e ela percebe que ele já estava só de boxer. Ele a puxa par um beijo intenso, cheio de desejo. Felicity passa as mãos pelos braços fortes, devagar até chegar em seu pescoço. Ela o sente suspende-la, e ela abraça a cintura dele com as pernas, ainda o beijando. O contato das intimidades faz ambos gemerem um na boca do outro.

Oliver... – Geme em sussurro. Ela sentiu suas costas ter contato com os lençóis da cama. Oliver desceu os beijos para o pescoço, ficando ali por um tempo, lambendo e mordiscando. Ele ouve o gemido dela, e sorrindo ele desce o trajeto dos beijos em seu colo e seio, vagarosamente, tomando um deles logo em seguida. – Oli...ver... – Felicity apertou as unhas nos braços dele. Ele percorre a língua dos seios, para o queixo e então a beija novamente, tendo contato com a língua dela.

Me diz... – Morde o pescoço alvo lentamente. – O que você quer... – Felicity sente a língua dele brincar com seu pescoço, colo e seio, e pensar que ele poderia ir mais além, fez com que sentisse uma umidade no meio das pernas. – Que eu faça. – Ele deixou o seio dela e olhou nos olhos verdes.

Seu corpo estava quente, principalmente o meio das suas pernas. Mas como não estaria tendo aquelas lembranças? Eram suas preferidas. Eram de momentos em que o marido lhe desejava, lhe mostrava o quanto a amava. Ela se lembrava daquele dia como se fosse ontem. Seu marido tinha chego mais cedo do trabalho, pois teve a reunião na escola, pelo fato de Bryan e Killian terem brigado. Se alguém lhe dissesse que eles seriam melhores amigos, ela com certeza riria. Eles eram como cão e gato naquela época.

Nós vamos ao shopping. – Ele afirmou, e ela arqueou as sobrancelhas.

O que? Para que?

Comprar algumas coisas para você.

Para mim? Mas não... – Ele a interrompeu.

Felicity, você só tem as roupas que você usava antes de nos reencontrarmos, e algumas peças que Sarah e Laurel compraram.

Mas elas estão me servindo muito bem. Eu não preciso de mais. – Na verdade ela gostaria de ter mais, mas nunca gostou de pedir esse tipo de coisas para Oliver.

Larga de ser boba. – Ela cruzou os braços. – Vamos lá. Eu sei que você quer.

Tá. É verdade. Eu quero. – Ele sorriu. – Mas eu não gosto disso.

Disso o que? Sou seu marido.

Eu queria poder trabalhar.

E eu vou fingir que não ouvi o que acabei de ouvi. – Colocou ambas as mãos na cintura fina. – Tudo que é meu, é seu. Esse apartamento, o carro, o meu dinheiro... Principalmente o meu dinheiro. Nosso dinheiro.

Você tem certeza de que quer ir comigo? Eu posso chamar uma das garotas.

Eu vou contigo. Quero fazer isso. – Ela sorriu.

Isso é tão fofo. – Ele revirou os olhos e ela riu. – Sabe, a maioria dos homens odeiam ir ao shopping com a mulher.

Eu sou diferente. – Ela passou os braços pelo pescoço dele. – E não é a primeira vez que eu saio com você para escolher roupa.

Dessa vez é diferente, meu amor, não é apenas um vestido. – Diz, se lembrando de quando saíram para ela comprar um vestido que ela pudesse usar no aniversário de treze anos da Thea.

Eu sei disso. E eu não vou dar pra trás mesmo assim. Quero fazer isso com você.

Tudo bem, então. – O beijou de leve. – Eu vou me arrumar.

Acho que podemos tomar banho juntos.

De jeito nenhum. Vamos acabar saindo daqui tarde. – O beijou novamente. – Vou ser rápida.

Eu duvido. – Ela riu. – Eu vou tomar banho no banheiro de um dos quartos de hóspedes. – Ela não respondeu, apenas entrou no banheiro.

Naquela época os filhos tinham ido à primeira viagem escolar dos filhos. Seus filhos. Se lembrou deles, e seus olhos lacrimejaram. Eles deviam estar tão assustados. Com saudades. Eles deveriam estar tendo os pesadelos novamente, deviam estar dando trabalho para o pai. Deviam estar preocupados com ela. Como deveriam estar suportando não a ter por perto? Como Bryan deve estar tratando o pai? Ela esperava que eles estivem bem um com o outro. Apoiando um ao outro. E então ela se lembrou de quando Oliver disse que queria ser pai. Eles estavam na casa deles, ainda não eram noivos, e tinham terminado a escola a poucos meses. Eles eram novos, novos até demais, e mesmo assim, ela não se assustou ao ouvi-lo falar tão abertamente sobre o futuro.

Eu quero ser pai. – Felicity apoiou o queixo no peito do namorado, que tinha as mãos em volta de sua cintura. Eu quero um filho com você.

Nós temos 17 anos, Oliver.

Eu sei, mas eu não digo agora. – Ela sorriu. – Digo em breve, mas não agora. Eu quero me casar com você, ouvir você dizer que serei pai e sentir o bebê mexer dentro da sua barriga.

Eu não imaginei que o ouviria dizer essas coisas.

Por que não? Eu te amo de verdade.

Eu sei. O beijou rapidamente, se afastando em seguida. Era sempre ele quem aprofundava os beijos deles. Eu não duvido do seu amor por mim, mas não imaginei que diria isso, muito menos agora, sendo que acabamos de terminar o colegial.

Para mim não importa o tempo. Quando estou com você o tempo para. – Ele sorriu ladino. –Minha vida mudou completamente desde que te conheci. E eu me arrependeria todos os dias, se não tivesse conquistado você, porque eu não sei o que seria de mim, sem você na minha vida.

Provavelmente continuaria sendo um galinha. Diz, rindo.

Você às vezes é tão má. Ela ri ainda mais. Essa risada. Eu quero que nossa filha tenha essa risada.

Então você quer uma menina?

E um menino.

Eu iria gostar de ter um menino e uma menina.

Gostaria de ter primeiro uma menina.

Então é sua escolhida?

Claro. E ela tem de vir exatamente como você. – Novamente aquele lindo sorriso apareceu nos lábios dela. – Nossa filha iria me ganhar no instante em que meus olhos encontrarem com os dela. Principalmente se tiver a cor dos seus. – Ela beijou sua bochecha, voltando a apoiar a cabeça no peito nu do namorado.

E se vier menino nas duas tentativas?

Nós vendemos e tentamos novamente. Ele riu ao ouvir a gargalhada gostosa dela. Como eu amo ouvir essas gargalhadas. Ela voltou a olhá-lo.

Eu te amo.

Eu te amo muito mais. Além das estrelas. A mão direita dele segurou os calos negros, e imediatamente, levou os lábios dela de encontro aos dele, enroscando a língua na dela, aprofundando o beijo.

Kallie.

Ela pensou que ele estava dormindo. Depois de fazer amor com o homem de sua vida mesmo sendo tão nova, ela sabia que não viveria mais sem ele , se enroscou no corpo dele, e fechou os olhos, tentando se recuperar. O silêncio reinou, mas não era incômodo. Os dedos dele lhe acariciavam as costas, levemente, carinhosamente, e ela fazia o mesmo com o peito nu. Ela ouvia o coração dele, que começava a se regularizar, e sentia seu coração fazer o mesmo, no mesmo instante. Alguns minutos depois, ela o ouviu dizer um nome. Lindo, mas ela não compreendeu o motivo de ele dizer tal nome.

Gosto desse nome, Lis. Kallie.

Lindo. É grego. O namorado assentiu, fazendo um “uhum”. Mas por que está pensando nesse nome.

Nossa filha. Ela o olhou, dessa vez, surpresa. Quero que se chame Kallie.

Já está pensando no nome?

Eu sou prático. Ela riu, e ele sorriu. Eu sonhei com uma garotinha morena como você, com os mesmos olhos que você.

Se vier como eu, quero que ela tenha o nome contrário ao seu.

Olívia. Ela assentiu. Justo.

Se vier loira, Kallie.

Se vier morena, Olívia. Sorriram um para o outro. Se vier gêmeas melhor ainda. Ela riu balançando a cabeça, voltando a deitar a cabeça no peito dele. Vou ser o homem mais feliz do mundo.

Pensei que iria querer pelo menos um menino.

Podemos tentar depois de as meninas nascerem. Ela o olhou. O que? Eu quero pelo menos quatro.

Oliver, quem você acha que vai sofrer a dor do parto? Apesar de estar séria, ela sorria por dentro, pela forma que ele falava no futuro.

Meu amor, eu não tenho útero, mas seria um prazer trazer nossos filhos ao mundo, se tivesse. Ela gargalhou. Ele riu junto dela.

Seria bem estranho, ver você grávido.

Ao contrário de você, que ficaria mais bela do que já é.

Gorda? Eu seria bela, estando imensa? Franziu o cenho.

Você estaria carregando meu filho, e lembre-se, é a mulher da minha vida. Sim, estaria perfeitamente bela. A beijou rapidamente.

Okay. Você ganhou na parte em que disse que traria nossos filhos ao mundo se pudesse. Ele sorriu.

Então eu quero cinco.

Não exagere. E foi a vez dele em gargalhar.

Havia sido tão especial. Um momento só deles, e extremamente perfeito. Eles eram jovens, tinham muita coisa para viver ainda, e mesmo assim, não se assustavam ao falar em bebês. Ela não estava pronta para ser mãe, mas não se assustava em falar sobre filhos com o homem que amava, principalmente porque ele falava com tanta naturalidade. Ele já sonhava com tal coisa, sonhava em ser pai de um filho deles. De cinco, na verdade. Ela sonhava em ter dois, mas não se importava em realizar o sonho de Oliver, se fosse para vê-lo feliz, principalmente depois que seu pai faleceu. Tinha sido angustiante. Ele quebrou todos o escritório da casa deles, e mesmo que tentasse fazê-lo se acalmou, ele gritou, esbravejou e mandou ela sair. Ela sabia que não era ele, era a bebida. Ele havia bebido demais antes, durante e depois do velório. E ela não o recriminou por isso. Ela mesma sentiu uma dor horrível por perder o sogro. O amava, como um pai. Não teve um, e a forma como Robert cuidava dela, foi especial para ela, uma garota que cresceu sem uma presença paterna. Por um momento, sua mente a levou para outra lembrança de seu passado, uma que a deixou emocionada.

Felicity se sentia nervosa. Ela via aqueles palitinhos em cima da bancada, e de forma desesperada, implorava para que Deus não a abandonasse. Era nova demais para ser mãe. Oliver perdeu o pai a pouco, e seria um desastre se mais um problema caísse sobre seus ombros; mais um porque Moira Queen já estava sendo um estorvo. A mulher não cansava de fazer a vida deles em um inferno, principalmente a vida da loira. Ela não desistiria, Felicity tinha certeza, e se soubesse que estava grávida, seria seu fim. A mulher faria um escândalo e daria um jeito de fazê-la sumir, se é que já não estava arquitetando um plano para fazer tal coisa. Quando olhou para os palitinhos e percebeu que deram todos negativos, ela deixou seu corpo escorregar na parede, sentando-se no chão do banheiro, abraçando as pernas, agradecendo a Deus.

Não estava grávida. Não estava grávida. Ela repetia em sua mente, aliviada. Oliver estava resolvendo assuntos com a mãe, e por isso ela podia ficar ali por mais alguns minutos, relaxando o corpo. Estava tensa desde que percebeu que estava atrasada. Soltou a respiração, depois de alguns minutos, decidida a se levantar, jogar aqueles palitinhos no lixo e se preparar para a chegada do noivo. Não demorou mais de meia hora para que ela ouvisse o som da porta e ver o homem cansado passar por ela, caminhando até o sofá onde ela estava sentada, se jogando ao seu lado, abraçando-a.

Como foi?

Um inferno. É, eu imaginei, ela pensou. Mas agora estou em casa..., e eu não quero falar sobre Moira.

Tudo bem. Você jantou?

Não. Franziu o cenho. Você fez o jantar? Ela revirou os olhos.

Não. Ela percebeu o corpo dele relaxar. Exagerado. Ele riu.

Eu tenho medo do que pode acontecer com você, ao chegar perto da cozinha. Ela o fuzilou e ele voltou a rir. Ah, aquela risada, ela estava com tantas saudades dela. Felicity passou a mão no rosto dele.

Senti falta. Diz sorrindo.

De que?

Da sua risada. Ele beijou os cabelos morenos.

Me desculpe, eu vou voltar ao normal.

Você tem o direito de ficar triste e se fechar, Oliver.

Não com você. Não com o amor minha vida. Ela voltou a sorrir. Então, o que fez na minha ausência? Ele percebeu o corpo dela ficar tenso, e por isso franziu o cenho, olhando-a nos olhos. O que foi?

Na...

Não diga nada. Senti seu corpo ficar tenso. A interrompeu, fazendo-a suspirar e desviar os olhos para baixo.

Oliver... Ele esperou, quando ela fez a pausa. O que faria se eu ficasse grávida?

C-como? Ele não conseguiu evitar gaguejar.

O que faria...

Você está grávida? Ela o olhou nos olhos, quando ele pegou no queixo dela, com uma das mãos ao mesmo tempo em que cortava a fala dela.

O que faria se eu estivesse?

Eu já disse que quero ser pai.

Mas agora?

Não importa a hora. Ela não conseguiu evitar um sorriso. Eu sei que somos jovens, mas estamos noivos, Lis, e eu ficaria feliz se ficasse grávida. Você está?

Não. Balançou a cabeça e no instante seguinte, ela pode ver a decepção no olhar dele. Ele queria mesmo que tivesse acontecido, ela pensou surpresa. Mas achei que estava. Atrasou e eu surtei um pouquinho. Confessou.

Me promete algo?

O que quiser.

Que na próxima, faremos isso juntos. Ela sorriu, inclinando a cabeça.

Eu prometo, meu amor. E então ele a beijou.

No final, não conseguiu cumprir. Quando soube da gravidez, estava longe de Star, estava longe de Oliver, estava longe da mãe maldita dele. Se não fosse por ela, aquela promessa teria sido cumprida. E isso deixava Felicity triste, de vez enquando, porque ela viu a felicidade no olhar dele, quando ele falava sobre filhos, viu os olhos brilharem, quando, alguns anos depois, contou que novamente estava grávida. Mas ela não iria mais pensar no passado ruim deles, apenas nos bons, apenas nos que fizeram ambos feliz. Felicity não soube por quanto tempo esteve naquelas lembranças maravilhosas – indo ao passado e voltando ao presente – e por isso nem mesmo soube quando pegou no sono.

**--**

Felicity tinha dormido. Dormido tanto que ela acreditava que tivesse alguma coisa na comida para fazê-la dormir. Acordou com o corpo todo mole, e isso a fazia crer mais ainda naquela ideia. Se levantou devagar, e tomou um banho, ainda com medo de que ele entrasse no quarto. Ele tinha colocado algo em sua comida. Mas com qual propósito? Ela não compreendia. O que ele queria com aquilo? Não apareceu por uma tarde inteira, e coloca algo em seu jantar? Por que? Suspirou. Tinha que pensar em como sair daquela casa dos horrores, e só nisso. Ela não colocaria nenhum short, ou saia. Não mesmo. A sorte é que ela tinha colocado várias calças de malha, por conta do frio que fazia em National City. Colocou uma branca, e para completar, colocou uma blusa verde musgo, de mangas longas, que tinha escrito "Tenha Fé" em branco com glitter. Se assustou quando a porta se abriu. Ela deu graças a Deus por estar vestida.

Bom dia, amor. Como você se sente hoje?

O que colocou na minha comida ontem? – Ele deu um sorriso para ela.

Era para te relaxar.

Me relaxar? Para que? – Ele se aproximou, e ela se afastou.

Eu te dei o tempo que precisava. Cinco dias..., para pensar.

Como assim? – A cada passo que ele dava em direção a ela, ela se afastava mais.

Repensou na ideia de não se entregar para mim?

Não. Eu nunca vou me entregar. – Sua expressão não mudou. – Esqueça.

Você pode mudar de ideia. Eu te dei espaço. Eu deixei você aqui nesse quarto..., sequer fiz algo que não quisesse. Pense bem, querida.

Não me chame assim.

Mas é o que você é para mim. Minha querida. – Ela percebeu a parede atrás dela, e não pôde mais fugir. – Meu amor. Percebe o quanto eu amo você? – Ela engoliu em seco quando ele pegou na mão dela. – Sinta. – A levou até seu peito. – Sente como bate forte? Eu te amo, Felicity. Mais que tudo. Muito mais que aquele playboyzinho que você insiste em dizer que é seu marido. Você deu uma segunda chance a ele..., mas ele não serve para você.

Você pode dizer o que quiser... – Puxou a mão para longe dele. – Mas eu nunca vou deixar de amar o Oliver.

Minha paciência está se esgotando, Felicity. – Rosnou.

Não me importo. Nada que faça vai me fazer mudar de ideia. Nada que fale vai me fazer enxergar Oliver de outro modo. O ruim da história é você. – Ele trincou os dentes, fechando as mãos em punhos, na parede. – Você é louco, desequilibrado, totalmente psicopata. Não se importa com os sentimentos dos outros. Acha que pode obrigar alguém a te amar. Obrigar a mim, mas está equivocado. Eu nunca serei sua. Eu nunca vou te amar. Ninguém amaria você. Um maldito filho da puta. – Ela levou uma bofetada. Ela sentiu o gosto de ferrugem na boca.

Vai se arrepender por essas palavras. – Ele a puxou com força pelo braço direito e a jogou sem nenhuma delicadeza na cama. Ela se assustou. – Você vai pedir perdão por cada uma delas. Eu farei você se arrepender. – Deu outra bofetada. – Você merece isso. Eu queria ter feito isso, muitas vezes, na verdade, desde que você chegou. Por ter sumido. Por ter me largado. Por ter fugido de mim. – A cada frase uma bofetada no rosto. Felicity fazia uma força sobre-humana para não gritar de dor. – Você me ofendeu. – Ela não conseguiu reprimir um grito, quando ele lhe deu um tapa na coxa direita. – E continua me provocando. – Ela queria chorar, mas não o faria. – Você por acaso faz de propósito? Faz? Faz? – Grita, fazendo-a olhá-lo nos olhos.

Está me machucando. – Sussurra.

Esse é seu castigo. – Soltou o rosto dela com brutalidade. – Eu tentei ser paciente. Eu pensei muito, e tinha decidido não te castigar. Queria que você visse meu amor por você.

Isso não é amor. – Grita, interrompendo-o. – É doença. – Outra bofetada.

Você está errada. Você diz que nunca vai se minha? – Ela se assustou quando ele rasgou sua blusa. – Isso é o que vamos ver.

Não. – Ele puxou ambos os braços dela para cima da cabeça, e amarrou as mãos, juntas, com seu cinto de couro preto. – Pare, Cooper.

Grite o quanto quiser. – Ela tentava se soltar, desesperada. – Vai ser minha. Por mal, já que não quer ser por bem. – Puxou a calça que ela usava, com força, machucando-a no processo. Ele estava com raiva.

Não. – Chorou, mesmo que tentasse não o fazer. – Não me toque.

Você vai gostar. Vai gostar e vai pedir por mais. – Ela chorou ao sentiu os beijos dele em seu corpo, de forma raivosa. Ele a machucava. – Eu poderia ser carinhoso. Mas eu sei que você gosta disso. – Ela reprimiu um "ai" ao sentiu a mordida dele em seu seio por cima do sutiã, que não demorou a ser arrancado. Ela puxava os braços, mas não conseguia se soltar. As mãos ásperas, e grossas de Cooper deixava marcas. Ela tinha os olhos fechados. – Estava com saudades desse corpo. Meu corpo. Meu. – Ela chorava baixinho. Ela não daria o gostinho de pedir "por favor", como das outras vezes. – Sente, amor. Sente, sente como eu estou duro por você. – Ela sentiu nojo. – Só por você. Tão linda, tão gostosa... – Não era o mesmo que ouvir da boca do marido. Não mesmo. Ela chorou mais ainda, controlando os soluços. – Quero te ouvir, amor. – Ela gritou quando ele mordeu com força sua barriga, e lhe deu um tapa forte na bunda. – Oh, isso é bom.

Te odeio. — Ele lhe deu uma bofetada.

Diz que me ama. – Ela o olhou.

Nunca. – Ele rosnou, apertou as mãos na cintura dela, e com raiva a preencheu de uma vez. Felicity gritou alto, de dor.

Você vai..., mudar de ideia. – Diz rouco, começando os movimentos com brutalidade. – Vai ser minha. Minha para sempre.

Notas finais
Tenso, não? Eu imagino que vocês devam estar horrorizados com o que Felicity está passando... Mas acreditem, tende a piorar. Até amanhã com a segunda parte desse inferno que envolve a loirinha