Cross Destination

27 Capítulo Vinte e Sete


Notas iniciais
Capítulo novo no ar. Espero que gostem. Esse vai ser um capítulo bem... Leve. PS: Se virem algum erro, me perdoem, não tive tempo de betar. Boa Leitura

Os olhos de cada um dos amigos de Caitlin Snow, não haviam saído do corpo dela. A preocupação de cada um, era sentido pelos médicos que tentavam fazer a mulher voltar a respirar. Alguma coisa estava acontecendo e eles não conseguiam descobrir o quê. Barry estava tão assustado e preocupado, que nem mesmo percebeu quando Oliver se aproximou e pegou o bebê de seus braços. Ele poderia ter deixado o filho cair, e nem perceberia. Por mais que cada um deles estivessem assustados, eles sabiam que deveriam deixar que os médicos fizessem seu trabalho. Felicity tinha saído com Kitty, Laurel e Sara no momento em que o barulho começou. Ela não deixaria que a menina se assustasse, e achasse que algo sério estava acontecendo com a mãe. Ela esperaria por notícias para só então, contar a menina. Kitty, apesar de assustada e confusa, não chorava. Ela pedia pela mãe, mesmo que Felicity explicasse que estavam cuidando dela. Estava inquieta e agoniada, e Felicity compreendia. Barry, ouviu o barulho mudar e então voltou a si, se aproximando.

O que está acontecendo com ela? – Consegue se pronunciar.

Nós estamos tentando descobrir.

Ela acabou de dar à luz, só pode ser algo relacionado a isso.

Ela está pálida demais. – Barry, Oliver, Ray e Tommy ouvem os médicos conversarem entre si. – Vou chegar uma coisa.

Acho melhor saírem.

Eu não vou ficar longe dela. – Barry praticamente rosna. – É a minha mulher que está aí nessa cama.

Eu sinto muito, senhor. Mas precisamos cuidar dela. E vocês aqui...

Atrapalharíamos. – Ray diz. – Vamos esperar lá fora.

Daqui eu não saio. – Oliver suspirou, e entregou a uma enfermeira o bebê em seus braços.

Tudo bem. Nós vamos falar com Felicity e as outras para irem para casa.

Esperaremos na sala de espera. – Ele assente, mas não desvia os olhos da esposa. Oliver sai primeiro, e os outros dois o seguem, preocupados. Eles entendiam Barry. Se estivessem no lugar dele, também não iria querer sair do lado da esposa. Encontraram Felicity, Laurel, Sara e Thea lado a lado, enquanto que a primeira tentava acalmar a pequena criança em seus braços.

Acho melhor levá-la para casa. – Eles ouvem Sara dizer.

Eu também acho. – Tommy diz, com a chave em mãos.

Vocês vão. Nós ficaremos aqui com o Barry. – Oliver completa.

O coração dela...

Voltou. – Todas respiraram aliviadas. – Vão para o apartamento. Nós ligaremos quando tivermos ideia do que está acontecendo.

Não sabem ainda?

Acham que é algo ocasionado do parto. – Oliver responde. – Não se preocupem, nós manteremos vocês informadas. Prometo.

Quero minha mãe.

Eu sei, querida. Mas agora estão cuidando dela e do seu irmãozinho. – Diz, tentando manter a calma, pela criança. – Enquanto isso, nós vamos para casa.

Tenho certeza de que seu pai vai querer falar com você mais tarde. – Oliver se aproxima da menina. – Prometo que lembro ele de te legar.

Ele não vai vir comigo?

Ele vai ficar com a sua mãe, Kitty. – Laurel responde.

Ela precisa dele. Você fica com agente. – A menina assente.

Nos falamos pelo celular. – Eles se despedem das esposas e namorada, beijando-as.

Já que não vão precisar de mim, podem me deixar no meu pai? Ele ficou preocupado.

Malcom ou Walter?

Walter. – Responde, saindo com as cunhadas e amiga para fora do hospital. Elas entram no carro, enquanto que Sara colocava Kitty na cadeirinha, entrando em seguida. Felicity liga o carro, e dirigi em direção à mansão que ela pensou que nunca mais pisaria.

**--** **--**

Felicity estava sentada no sofá com Kitty semideitada, com as costas apoiadas no peito dela. Felicity não sabia como explicar para a garotinha o que estava acontecendo. Depois que chegou em casa com Laurel e Sara, elas explicaram aos amigos o que tinha acontecido, e tentaram fazer com que a pequena ruivinha se distraísse; o que não conseguiram fazer. A menina perguntava pelos pais toda hora, e nem mesmo os amigos estavam conseguindo fazê-la se distrair. Já passava das 18h, e só fazia alguns minutos que havia recebido a notícia. Seu marido ligou para avisar o que estava acontecendo. Eles ficariam o resto da noite com Barry. Não queriam deixá-lo sozinho naquela situação desesperadora. Felicity olhou para a ruivinha que estava preocupada, e que diferente dos amigos, não dormia. Respirou fundo, fechando os olhos ao mesmo tempo, enquanto passava a mão direita nos cabelos ruivos.

A sua mãe, Kitty... Ela teve que operar de novo. Mas ela está bem. Ocorreu tudo bem.

Mas o papai disse que ela estava bem, antes, tia. – A voz triste da garotinha, fez Felicity sentir um aperto no peito.

Eu sei, amorzinho. O que aconteceu, foi que depois que o seu irmãozinho nasceu, sua mãe teve um pequeno problema, lembra que o papai te disse mais cedo? – Barry tinha ligado para falar com a filha, e explicar de um jeito fácil, para que a menina entendesse. A mãe tivera uma hemorragia forte, mas ele não disse com essas palavras, claro.

Então, o culpado é meu irmãozinho?

Claro que não, amor. – Balançou a cabeça. – Kitty, a mamãe perdeu muito sangue quando teve seu irmãozinho, mas isso não é culpa dele. Foi uma fatalidade. Algumas mamães têm isso quando têm bebê. Entende? – A menina assentiu. – Mas uma médica muito boa cuidou da mamãe, como cuidou da última vez... E agora, ela está se recuperando. – Respirou fundo. – Só tem uma coisinha, que é chata, sabe... É que ela vai ter que ficar mais alguns dias no hospital.

Quando que eu vou poder ver ela? com saudade da mamãe.

Ô meu amor... Eu sei que a sua mãe também está com muita saudade de você. Mas ela precisa ficar lá, para se recuperar, querida. Lá eles vão cuidar direitinho dela, ela vai tomar os remédios certos para ela se curar, e voltar para a princesa dela. – Kitty saiu dos braços da tia, para poder olhá-la nos olhos.

E o papai? Vai ficar lá também?

Ele vai passar a noite com a sua mãe, para ela não ficar sozinha. – Ela abaixou os olhos. – Mas eu já falei com ele, e você vai ficar aqui comigo, com seu tio e os seus amigos. – Kitty a olhou com os olhos lacrimejados. – Não fica assim, princesa... – Aquilo fazia o coração de Felicity se quebrar em vários pedaços. – Já já isso tudo vai passar, e sua mãe vai estar de volta pra você, está bem? – Ela assentiu, abraçando a tia. Felicity a abraçou de volta, bem apertado, passando a mão esquerda nos cabelos ruivos, beijando-os em seguida.

**--**

Havia se passado duas semanas desde o problema de Caitlin. Apesar de ela estar bem, os médicos não haviam liberado a mulher para ir para casa. Desde então, Tommy, Barry e Ray se revezavam para não deixar Barry sozinho. Eles não queriam que o amigo surtasse, ou ficasse pensando em coisas desnecessárias. Com tudo que estava acontecendo, Kitty estava sendo cuidada pelo casal Queen, e mesmo que ela pedisse todos os dias para ver a mãe, eles negavam. Caitlin ainda não podia receber visitas. Isso a deixa agoniada, preocupada, e chorosa pelo resto do dia, até que o pai ligava e enfim a acalmava. Felicity e Oliver estavam conseguindo conter a preocupação da menina, mas às vezes o pai tinha que ajudar. Naquela manhã, Felicity estava com Kara e Mon-el em casa, já que o marido tinha ido ver Barry. Era o dia de ele ficar com o amigo; enquanto isso a empresa ficava nas mãos de Walter. Felicity esperava que Caitlin ganhasse alta logo, era agoniante ficar sem vê-la. Ela não esperava pela visita, no começo da tarde.

Roy. – O abraçou. – Finalmente. Não o vejo desde o dia seguinte no almoço aqui.

Me desculpe. Eu estava trabalhando para poder descobrir quem é o traidor. – Sussurra a última parte. – Como você está?

Estou mais ou menos. Preocupada, para falar a verdade.

Eu soube da sua amiga.

Como? – Questionou, surpresa.

Thea.

Você anda se encontrando com a minha cunhada? – Ele revirou os olhos, se sentando no sofá. – E como é que é isso?

Estamos sendo amigos. Cadê meus sobrinhos?

Não. Não mesmo que você vai mudar de assunto.

Só somos amigos, Lis.

Sei. E você acha que eu vou cair nessa? Por favor... – Revirou os olhos.

Nos conhecemos faz três semanas.

I daí? O que vocês andam fazendo?

Ela tem me mostrado a cidade. No meu tempo livre, é claro.

Espero que isso dê certo.

Isso..., irmãzinha, por enquanto, só amizade.

Disse tudo. Por enquanto.

Cadê os meus sobrinhos? – Antes que ela pudesse responder, Bryan apareceu na sala.

Tio Roy. – Pulou em cima do homem, que sorriu e o abraçou. – Chegou agora?

Cheguei. Eu vim pegar você e sua irmã para um passeio.

Só agente?

Isso mesmo. Pensei em irmos ao Kart, e depois comer um super sanduíche..., depois um sorvete. – O menino sorriu. – Que tal?

Eu quero. Agente pode, né, mamãe?

Claro, amor.

Legal. – Pulou, ficando no chão. – Você demorou muito pra vir aqui.

Seu tio estava resolvendo algumas coisas. – Ela diz maliciosamente, e ele revirou os olhos.

Mas você disse que íamos nos ver mais vezes.

Eu disse, e vou cumprir. Que tal irmos ao cinema amanhã? Aproveita que você está sem aula essa semana, e vamos marcar algo legal.

A semana..., inteira? – Felicty pergunta, mas Roy não a olha quando assente.

Eu quero que me leve para ver a pista de corrida. Você prometeu pra mim.

E eu vou cumprir. Vamos aproveitar que eles estão aqui essa semana. – O menino começa a pular animada. Felicity, apesar de feliz pelo filho estar feliz, também estava preocupada com o que o marido iria pensar. Ela ainda não tinha conversado com o filho. Já era para ter feito, mas, com tudo que estava acontecendo, não conseguiu ou lembrou. – Vou programar alguns lugares bem legais para visitarmos a semana inteira.

Você nem conhece aqui, tio Roy.

Por isso você vai me ajudar, garoto. – Fez cócegas, ouvindo-o rir.

Tio Roy. – A garotinha grita ao vê-lo e pula em cima dele. Felicity sorri e se levanta, olhando para Kitty que estava quieta perto da escada.

Ei, princesa. – A beijou no rosto. – Você está cheirosa.

O papai me deu o perfume. Você gosta?

Gosto demais. – A beijou mais uma vez. – Então, eu vim buscar vocês para dar uma volta.

O tio vai levar agente no kart.

E vamos tomar sorvete. Sei que você adora.

Mas..., e a Kitty?

Ela pode vir também.

Vamos? – Bryan pergunta, olhando para a garotinha.

Eu quero ver a minha mãe. – Diz olhando para a tia, que se aproximou.

Amor, por enquanto, como eu disse, a mamãe não pode receber visitas.

Mas eu quero ficar aqui. O papai vai ligar.

Ele pode ligar mais tarde.

Não. Eu quero falar com ele. Eu quero falar com a minha mãe. – Felicity balançou a cabeça.

Tudo bem. Deixa para a próxima, Bry. – Diz olhando para o filho, de onde estava.

Então eu não vou.

Ah, pequena..., só um pouquinho.

Mas a Kitty vai ficar sozinha, tio Roy. E a Mabel e a Sophie, estão dormindo.

Bom, então vamos só nós dois.

Eu vou vestir roupa. – Grita, enquanto subia as escadas.

Ele está tão animado quanto você.

Eu adoro esse garoto, sabe disso.

Kitty, vamos assistir desenho? – Ela pega na mão da amiga, e a puxa.

Não deve ser fácil para ela. Não vê a mãe desde que ela teve o bebê?

Sim. E pior..., não pode ir vê-la. – Suspirou. Olhou para a filha e a “sobrinha”. Estava agoniada. Tinha deixado Roy levar Bryan, e nem mesmo conversou com Oliver. Para piorar, eles combinaram de sair a semana inteira. Assim fica complicado. Volta a suspirar.

Está tudo bem?

Está. – Sorriu fraco. Ela não iria falar com o irmão sobre aquilo, antes ela deveria falar com Bryan e com seu marido. Mas primeiramente com o filho.

Você está estranha.

Só preocupada. Cait é minha amiga.

Entendo. – Eles ouvem passos.

Ei, você não vai pegar uma blusa?

Ele não vai precisar não.

Roy, eu não gosto que ele saia sem uma blusa de frio, pode adoecer.

Felicity, deixa o garoto. Se esfriar, juro que dou a minha para ele. – Sorriu para o menino.

Vamos logo. – O puxou.

Ei. – Chama. – Não vai me dar um beijo? – Se abaixou e recebeu um beijo rápido, para depois puxar o tio para fora do apartamento. Felicity se levantou, preocupada. Dessa vez, não era com a amiga, e sim em como o marido reagiria ao saber sobre aquilo.

**--** **--**

Cheguei. – Felicity olhou para onde ouviu a voz, e o viu se aproximar. – Elas dormiram?

Finalmente. Kitty estava agoniada, mas consegui fazê-la se acalmar. – Ele assentiu. – E a Cait? Como ela está?

Muito melhor. Se os resultados dos exames estiverem iguais ou melhores que os de hoje, amanhã ela terá alta.

Graças a Deus. – Sorriu. Ele a beijou antes de se sentar.

Barry está bem também. Mais aliviado. – Ela assentiu. – Disse que vem pegar essa pequena amanhã, se tudo der certo.

Vai dar certo.

Cadê o Bryan? – Felicity mordeu o lábio, desviando os olhos. Oliver estranhou. – Felicity?

Ele saiu..., com o meu irmão. – Oliver assentiu sem nem perceber. – Eles devem estar quase chegando.

Entendo.

Não está chateado, não é? Por eu não ter falado com você antes.

Não. Está tudo bem. – Desviou os olhos para a filha e Kitty.

Ele chegou aqui a algumas horas, dizendo que ia levá-lo ao kart, e..., nosso filho quis ir. Não pude negar. – Ele volta a assentiu, sem olhá-la.

Estava pensando..., podíamos..., fazer alguma coisa.

Como assim?

Sair. Esse final de semana.

Nós dois?

E as crianças. – Ele a olha. – Kara e Mon-el vão para casa que dia?

Eles querem ir amanhã mesmo.

Mas por que tão rápido?

As meninas estão faltando aula para poderem estar aqui. – Ele assente. – Eles esperaram para saber como Caitlin iria ficar. Eu disse que ela estava melhor, e eles decidiram isso hoje á tarde.

Bom..., eles podem voltar outro dia. – Ela assente. – E sobre o final de semana?

Oliver, eu não acho que vai dar certo... – Diz, um pouco desconfortável.

Por que? – Felicity não pôde responder por causa da campainha. Ela se levantou e ao atender, deu de cara com o irmão e o filho.

Mamãe. – A abraçou.

E aí, amor, se divertiu?

Muito. Agente andou de kart. Eu nunca tinha andado de kart antes.

Ele foi comigo, convenci o cara deixar. – Diz sorrindo enquanto entrava. Felicity fechou a porta. – E comemos um sanduíche enorme.

No Belly Burger.

Eu imaginei.

E a gente ainda foi no aquário. Tio Roy queria conhecer o daqui, e a gente viu um monte de bichos novos lá.

Por isso que você está suado assim. – Ele riu.

O tio Roy vai me levar na pista de corrida no final de semana. Ele descobriu que vai ser a última semana deles aqui. – Felicity desviou os olhos para o marido, que se aproximava no momento em que Bryan contava.

E aí, Queen.

E aí, Harper. – Murmura.

Pai, agente foi no kart. É muito legal.

Que bom que se divertiu. – Diz sorrindo, mas Felicity percebeu que não era muito verdadeiro. Ela sabia que ele estava feliz pelo filho estar animado, mas mesmo assim, ela viu como ele ficou estranho ao ver Bryan abraçar Roy, e falar com tanta animação sobre o que fizeram e “vão” fazer.

Vocês vão sair no final de semana?

Vou aproveitar que eu estou sem nada para fazer, e vou levar ele para conhecer algumas coisas. Coisas, essas que provavelmente, nem eu conheço. Olhei na internet, e vi uns lugares maneiros.

O tio vai aproveitar que eu não tenho aula essa semana. – Diz na maior inocência. Oliver apenas assente.

Bom, fique à vontade. Eu acabei de chegar do hospital, estou cansado. Vou tomar um banho.

Oliver. – Ele a olhou. – Não vai jantar?

Não. Estou sem fome.

Boa noite, papai. – Oliver beijou os cabelos claros e saiu do hall, se dirigindo para a sala, pegando a filha e Kitty nos braços de vagar, para não as acordar.

Ele está bem? – Felicity olha para o irmão. – Estava bem estranho. Vocês brigaram? – Aquela pergunta chamou a atenção de Bryan.

Não. Estamos bem. Ele só está cansado. – Responde, preocupada. Ela percebeu o desconforto do marido e isso a deixou extremamente mal. – Você não deve estar com fome, certo? – Ele negou. – Então banho.

Sim senhora.

Até amanhã, garoto.

Até tio Roy. – Correu para as escadas depois de abraçá-lo.

Vou deixar você descansar. – Beijou a bochecha da irmã. – Até amanhã.

Até amanhã. Vai com cuidado. – Ele assentiu e ela fechou a porta quando ele saiu. Felicity abaixou o olhar por um momento. Ela deveria falar com o filho, mas aquele com certeza não era o momento. Suspirou e caminhou para o segundo andar. Precisava dormir.

**--**

Felicity se alegrou ao ver Caitlin em sua porta. Não mais pálida. Agora ela estava corada, sorrindo e não sentia dor. Aquela imagem realmente tinha ficado na cabeça dela por dias seguidos. Ela pegou Connor no colo assim que se sentou. Barry tinha ido até o quarto com Oliver, para fazer uma surpresa a filha, que estava morrendo de saudades; ele também estava. Connor era um bebê calmo, e para a alegria de Barry tinha os olhos da mãe. Ele tinha nascido gordinho e essas semanas no hospital o fizeram pegar mais peso. O garotinho que havia nascido com 3k, estava quase com 4 e meio. Ele estava a coisa mais fofa. A alegria no olhar de Kitty, o sorriso enorme que a pequena tinha no rosto, deixava todos felizes. A menina tinha ficado mal com a ausência dos pais, mesmo que ela gostasse muito de Oliver e Felicity. Cisco havia visitado os amigos todos os dias, junto da esposa, para saber de Cait, para ajudar o Barry a não surtar com tudo que estava acontecendo. Barry era agradecido a todos os amigos. Não sabia o que seria dele, se não tivesse eles por perto naquela situação desesperadora. Caitlin abraçou, beijou, apertou e acariciou a filha incontáveis vezes, quando a colocou sentada em seu colo. A saudade que sentiu de sua pequena, era tão forte que havia dias que ela chorava por não poder vê-la, mesmo sabendo que era para o bem dela própria e de sua filha.

Que saudade que eu estava de você.

Eu também, mamãe. Demorou demais.

Me desculpe, amor.

Sua mãe estava precisando se recuperar, querida. Agora que ela está bem, podemos ir para casa. – Kitty olhou para o irmãozinho que estava nos braços da “tia Lissy”.

Ele tá maior.

Ele está. E bem mais gordinho que antes.

Isso é bom.

A médica disse, que por eu ter ficado alguns dias sem amamentar, ele perdeu peso. Mas..., ele recuperou tudo em alguns dias. – Kitty passou a mão na cabecinha do irmão, de leve.

Ele parece ser tão calmo. – Felicity comenta. Oliver se aproxima, se abaixando diante dela, para poder fitar o bebê.

E ele é. Ele vai no colo de todo mundo.

Realmente, não sei quantas vezes Barry o passou de colo em colo lá no hospital. Ele não chorava, não resmungava. E se estivesse dormindo, ele não acordava.

Que bebê dorminhoco. – Eles riram.

Você vai querer que ele durma muito, Kitty.

Lyon disse que os bebês choram muito de noite.

Ele precisa se alimentar, por isso vai chorar muito. – Cait explica. – Mas isso vai passar bem rápido. Logo ele não mais chorar tanto á noite.

Quer pegar, Oliver? – Ele olhou para Barry.

Não gosto de pegar quando está muito pequeno. Eu peguei uma vez, mas porque foi naquele momento... – Eles compreenderam.

Que bobeira. – Cait sorriu. – Me dá ele, Lis. – Felicity o passou para a mãe com cuidado. – Agora, você o pega. Mas eu acho que deveria se sentar, vai ser mais fácil.

Ele já pegou o bebê da Laurel.

Ela tinha mais de um mês. – Diz, se sentando na mesa de centro, pegando o bebê em seguida, dos braços de Cait. – Ele não está tão molinho como da última vez.

Já faz duas semanas, Oliver. – Barry se sentou ao lado da esposa. Felicity percebeu que em nenhum momento, Oliver tirou os olhos do bebê. Mais uma vez ele via o carinho, os olhos brilhando ao olhar para o bebê. Ele queria muito aquilo. E ela queria muito dar isso a ele.

Ele chora muito durante a madrugada?

Não muito. Kitty chorava mais. – Barry sorriu.

Chorava?

Chorava. Você chorava muito, amor. Você não gostava de ficar longe do papai ou da mamãe, e se colocássemos você no berço, você voltava a abrir o berreiro. – Ela fez um biquinho. – Acho que tinha medo, querida.

Um dia você vai sentir isso na pele. – Cait diz rindo para Oliver. Pela primeira vez ele tirou os olhos do bebê, para olhar para a esposa. Ela lhe sorriu.

É. Talvez. – Voltou a olhar o bebê.

Então, eu e Barry estávamos pensando e..., nós vamos chamar Laurel e Tommy para serem padrinhos do Connor.

Coitado do menino. – Eles riram ao ouvir Oliver.

Tommy não é tão ruim assim.

Isso porque não é você quem ouve as piadas infames, e as implicâncias.

Verdade. – Barry balança a cabeça.

Um segredo..., se tivéssemos conhecido você antes, teria o escolhido para ser o padrinho da Kitty. Cisco é doido, e com certeza em algum momento, vai levar a minha filha para o mal caminho. – Eles voltam a rir.

Tio Cisco é mesmo doido.

Não diga que eu te ensinei isso. – Ela ri.

Ela não tem madrinha, Cait? Eu nunca te perguntei, porque eu realmente pensei que ela tinha a esposa do Cisco como madrinha.

Não. Quando a Kitty nasceu, eu não a conhecia. Ela e Cisco não estavam juntos.

Olha que doido. O filho deles foi concebido em uma noitada. – Oliver que ainda tinha os olhos em Connor, riu.

Está brincando? – Felicty pergunta, surpresa.

Não. Eles se conheceram em um bar, ficaram juntos, ela ficou grávida e o procurou quando o menino já tinha nascido.

Ela demorou isso tudo para procurá-lo?

Ela estava com medo do que ele acharia. Ela mesma foi expulsa de casa por causa da gravidez. Mas ela se surpreendeu quando Cisco a colocou para dentro da casa dele, e a ajudou com o nosso afilhado.

E depois de quase três anos, eles se casaram.

Aprenderam a se amar. Que fofo. – Cait sorriu.

Felicty..., já que tocou no assunto... – Elas se olharam. – Te convoco para ser a madrinha.

O que? Isso é sério? – Kitty estava tão focada no irmãozinho, que nem escutava a conversa. Ela beijava, tocava e sussurrava, enquanto os adultos conversavam.

Com certeza. Concorda, Bar?

Claro. – Sorriu. – Acho que ela vai amar. – Olhou para a filha. Assim como a menina, Oiver não ouviu o resto da conversa.

Eu vou amar também. – Sorriu, olhando para a pequena.

O que? – Oliver se volta para eles, ao ouvir a esposa.

Você não ouviu?

Não. Estava observando Kitty conversar com Connor. O que estavam conversando?

Cait me chamou para ser a madrinha da Kitty.

Minha? – A menina pergunta.

Isso, querida. Sua madrinha, já que você não tem uma. – Ela sorriu e se sentou no colo de Felicity. – O que acha?

Eu vou poder chamar ela de Dinda, agora? – Eles riram. Felicity a beijou no rosto.

Com certeza. – A abraçou bem apertado, mas sem machucá-la

Sabe de quem estou sentindo falta? E só agora eu estou comentando? – Eles se olharam. – Os gêmeos. Onde estão?

Brooke está ajudando as filhas da Kara a arrumar as coisas.

Ah, sim. Eles vão embora hoje. – Ele assentiu. – Felicity comentou comigo.

E Bryan? – Oliver e Barry se olharam. Ele tinha comentado com o amigo quando estavam no segundo andar, onde o filho estava e o que isso estava fazendo com ele. Barry o compreendia. Também se sentiria do mesmo jeito se estivesse no lugar do amigo. Qualquer um perceberia a forma “diferente” que Bryan é com o tio. Oliver demorou muito para conseguir a atenção, o afeto, o carinho de Oliver, e mesmo assim, a forma como o menino o tratava era muito diferente da forma como trata o pai. Oliver se lembrou da conversa rápida que teve com o amigo, ao mesmo tempo em que Barry tinha a mesma lembrança.

Roy foi, em um momento difícil, a forma paterna que Bryan e Brooke não tiveram naquela época, eu sei disso, mas mesmo assim...

Mesmo assim você se sente mal. Oliver não responde.

Eu sei que não deveria..., mas... Suspirou e olhou para Barry. Ver a forma como Bryan é com Roy, meio que me... Ele se interrompe, não conseguindo terminar.

Você está com ciúmes do seu filho. Totalmente normal, na minha opinião.

Às vezes acho que isso é ridículo. Que eu não deveria me sentir assim..., mas então...

Então você o vê com Bryan e sente aquilo tudo de novo.

Ridículo, eu sei. Passou as mãos nos cabelos.

Oliver, isso não é ridículo. Eles se olharam. Eu também me sentiria assim, se estivesse no seu lugar, cara. Converse com ele.

Como é que eu vou conversar sobre isso com um garoto de seis anos?

Ele é mais esperto do que qualquer um na idade dele. Mesmo assim, ele nem deve ter percebido que a forma como ele trata o tio, está te deixando mal.

Não posso falar com ele sobre isso.

Então se abra com a sua esposa, Oliver. Vai ficar guardando isso por quanto tempo? Ele suspirou.

No momento..., eu prefiro guardar isso para mim.

Roy veio buscá-lo, mas Brooke não quis ir novamente porque queria ficar para brincar mais um pouco com Mabel e Sophie. – Barry e Oliver ouvem Felicity responder.

Entendo. Ele deve estar bem feliz, não vê o tio a um tempo. – Oliver não responde, apenas volta a olhar para Connor. Felicity percebe o desconforto do marido, e agradece mentalmente ao ver Kara e Mon-el entrarem na sala.

Kara. – Cait se levantou para cumprimentá-la.

Não precisava levantar. – Diz, abraçando-a. – Como você está?

Estou ótima. – Sorriu.

Kara ficou tão preocupada quanto Felicity.

Eu já estou bem, e meu bebê também.

Own, que coisinha mais fofa.

Que gordinho. – Mabel diz, se aproximando junto da mãe.

Seu bebê? – Sophia pergunta.

Sim. Pode se aproximar dele, querida. – E ela o fez. – Vocês já vão mesmo?

Sim. Nós estamos aqui á muito tempo, e as meninas estão faltando aula.

Entendemos. Mas voltem.

Pode deixar. – Sorriu. – Seu filho é lindo.

Ele é a cara da Cait. – Eles riram. – Tem até mesmo os olhos dela.

Tia Cait, eu posso pegar um pouquinho?

Nem pensar. – Felicity diz. – Ele é muito novinho, meu amor. Espera ele ficar maiorzinho, e então eu peço para a Cait deixar você pegá-lo.

Tudo bem. – Murmura, pegando na mão do bebê.

Sabia que eu que dei o nome, tia Kara? – Kitty se pronuncia, fazendo com que todos se surpreendessem. Era a primeira vez que a menina chamava Kara daquele jeito.

Sabia que você é coisinha mais fofa do mundo? – Ela corou. – Vocês duas. Eu queria levar vocês para a minha casa. – O marido riu junto dos amigos.

Se antes você não levaria, agora que ela é minha afilhada que você não leva mesmo.

Sua afilhada?

Caitlin e Barry me chamaram, já que ela não tem madrinha.

Melhor madrinha para ela. – Caitlin concordou.

Bom, nós já vamos.

Agora? Por que? Agente leva vocês mais tarde no aeroporto.

Não. O Mon-el comprou as passagens pela internet, e vai sair em uma hora.

Então nós vamos com você até lá.

Cait, você deve estar cansada, e o Connor é muito novinho para ficar no meio de tanta gente. – Sorriu. – Olha, nenhum de vocês precisam ir com agente.

É. Agente vai chegar lá, e vamos esperar no máximo 20min para podermos entrar.

Tem certeza? Eu posso ir e deixar Oliver aqui com nossos amigos.

Não mesmo. Você é outra que mal dormiu esses dias que eu sei. – Caitlin olhou para Felicity. – Fique. Nós vamos, e prometo que voltamos um outro dia.

Vamos combinar de virem para passarmos o natal juntos.

Claro. Decidam tudo, e liguem para confirmar. – Mon-el diz, antes da esposa. Kara abraçou a amiga e Caitlin, em seguida, enquanto Mon-el se despedia de Oliver e Barry.

Vou sentir saudades.

Eu também.

Qualquer coisa, é só ligar.

Pode deixar. Obrigada por tudo.

Eu que deveria dizer isso. Nos acomodou na sua casa por tantos dias.

E quando voltarem, não se preocupem com hotel. Vocês podem ficar aqui novamente. – Oliver diz, fazendo a esposa concordar.

Manda um beijo para o Bryan.

Mando sim.

Eu ajudo com as malas. – Oliver passou o bebê para a esposa, e se afastou para pegar as malas, junto de Barry, saindo do apartamento junto de Mon-el, com as mulheres e as crianças atrás.

**--** **--**

Preocupado? – Oliver a olhou. Eles estavam deitados no sofá, com Brooke dormindo no menor ao lado deles. Apesar de passar um filme na TV, Felicity percebeu que o marido olhava vez ou outra para a direção da porta.

Do que está falando?

Bryan. Está preocupado?

Não. Ele está com o tio, não está? – Se voltou para a TV. Felicity assentiu, apesar de ele não ver. Ela havia percebido o desconforto dele quando Roy veio buscar o filho. Ela queria ter falado com Bryan e mais uma vez, não havia conseguido. A cada dia, ela percebia mais o ciúme de Oliver para com Bryan, e ela poderia culpá-lo? Claro que não. Bryan e Roy tinham uma afinidade muito linda, mas invejável para quem esperava ter o mesmo. Era o caso de seu marido. Ele e Bryan foi complicado desde o início. Eles se amavam, isso ela tinha certeza, mas o que Bryan tinha com Roy, era diferente, e Oliver havia percebido isso.

Quer que eu ligue?

Não. Eles estão se divertindo, não precisa ligar.

Oliver... – Ele a olhou, mas ela se arrependeu de tê-lo chamado. Não podia falar com ele, antes de falar com Bryan. – Acho que devemos colocar Brooke na cama.

Eu vou fazer isso. – Se levantou e pegou com cuidado, a filha no colo. – Já volto.

Tudo bem. – Ela esperou que ele subisse as escadas, para pegar o celular e mandar uma mensagem.

“Roy, já está chegando? Está ficando tarde.”

A resposta veio rapidamente.

“Estamos no estacionamento, irmãzinha”

Felicity suspirou, mas antes que pudesse mandar um okay, os passos do marido se fizeram presente, por isso ela largou o celular na mesa de centro.

Ela nem se mexeu. – Diz sorrindo.

Estava cansada.

E eu..., você nem imagina. – Ele se jogou no sofá, e ela deitou em cima dele. – E para piorar tudo..., vou voltar para o trabalho depois de amanhã.

Sinto muito, amor.

Fazer o quê. – Fechou os olhos. – Por isso, eu acho que devemos sair no final de semana.

Bryan e Brooke vão estar com Roy.

Tudo bem. – Ela percebeu o desconforto dele, mesmo vendo-o de olhos fechados. – Passamos um dia só nós dois.

Eu vou amar. – Sorriu. – Onde quer ir?

Não sei. Você decide.

Você ainda tem a casa de campo? – Ele abriu os olhos. – Podemos passar um dia inteiro lá. São algumas horas daqui até lá. Saímos de madrugada.

E as crianças?

Thea. – Sorriu. – Roy os pega com ela.

Isso é mais um jeito de você fazer os dois se encontrarem? – Ela riu.

Não. É um jeito de passar um dia inteiro, sozinha, com meu marido. – Diz beijando-o provocante. Oliver apertou a bunda dela, por cima do short curto, ouvindo-a gemer.

Vai ser ótimo. – Sussurra, mordendo o lábio dela. Antes que pudessem prosseguir com as carícias, a campainha tocou. – Bryan.

Com certeza. – Diz se afastando, deixando-o se levantar. Felicity mordeu o lábio. Ver Oliver com Connor nos braços fez com que ela se decidisse. Era perigoso? Ela tinha medo? Sim para as duas coisas. Mas ela faria aquilo por ele. Principalmente por ser por ele. Ela o amava demais. Com certeza demoraria para acontecer o que Oliver tanto queria a alguns meses atrás, mas o importante era a sua decisão. Ela se levantou ao ver o irmão e o abraçou.

Vim deixar esse garotinho aqui e já estou indo.

Estou morrendo de sono.

Estou vendo. – Sorriu.

Antes você precisa de um banho. – Oliver diz.

Estou com preguiça. – Reclama.

E você vai dormir suado desse jeito? – Arqueou as sobrancelhas.

De jeito nenhum. Banho. – Apontou para as escadas. Ele fez um bico, abraçou o tio e se afastou. – Porquinho. – Diz antes de ele se afastar completamente, e Roy riu.

Bom, já vou indo.

Roy. – Ele a olhou. – Então, eu e Oliver estávamos conversando e decidimos sair no final de semana. – O irmão arqueou as sobrancelhas. – Vamos deixar os gêmeos com Thea. Você os pega com ela?

Claro. Onde ela vai estar?

Ela te manda uma mensagem. – Oliver responde, abraçando a cintura da esposa.

Por mim tudo bem. Amanhã eu venho às quatro. Brooke também vai?

Vai sim. Ela disse que ia, pelo menos.

Então até amanhã.

Boa noite. – O casal diz juntos, e Felicity fecha a porta depois que o irmão sai.

Vamos dormir?

Se eu não estivesse tão cansado... – A puxou para junto de seu corpo. – Eu terminaria o que começou no sofá. – Ela riu, e o beijou. – Vamos ver Bryan antes de dormir. – A esposa concorda e eles sobem.

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Notas finais
O que acharam? Como eu disse... Caitlin ficou bem. E o bebê Connor também. Viram a cena em que Oliver pega o bebê? Quem gostou? Felicity fez uma decisão. Que decisão seria essa? Bom, o próximo será atualizado na próxima quarta. E espero conseguir escrever mais capítulos para poder continuar postando toda quarta, mas infelizmente até agora eu não consegui escrever o cap. 29. Rezem para que eu tenha inspiração. Postarei a prévia em algumas horas no WhatsApp Até lá Kissus