Cross Destination
31 Capítulo Trinta e Um
Notas iniciais

Felicity desceu do carro em que Mike dirigia ao mesmo tempo que Sara fazia o mesmo. Elas estavam juntas, quando Oliver ligou para Sara, pedindo para que ela fizesse o favor de pegar Bryan e Brooke na escola. Ele estava em uma reunião importante e não sabia que horas iria acabar. Felicity decidiu que iria com a amiga. Aproveitando que seria o último dia de aula das crianças, elas iriam passar na sorveteria. Ela sabia que assim como seus filhos, Killian estava animado com as férias. Eles nem mesmo queriam ir à escola naqueles últimos dias. Elas caminharam para longe do carro, e assim como Felicity, Sara franziu o cenho ao ver o enteado do lado de fora da escola. Ela não compreendia o que Killian fazia do lado de fora do portão. Não era do feitio do garoto, e muito menos dos professores. Ela viu Bryan e Brooke ao lado do menino. Em frente a eles, havia uma mulher de cabelos claros, mas por estar de costas, não deu para ver seu rosto. Felicity percebeu o humor da amiga mudar. Sara conhecia Killian muito bem. Ela sabia quando ele estava triste, quando estava escondendo algo, quando queria chorar, quando estava irritado, ou como ele estava naquele momento: assustado. Isso a deixou preocupada. Sara se perguntava o que a mulher dizia ao menino, para que ele ficasse daquela forma. Apressou o passo, e Felicity fez o mesmo ao perceber que a amiga estava preocupada. A conhecia muito bem para saber que ela não estava bem. E alguma coisa lhe dizia que era por causa da mulher perto de Killian e os gêmeos. Os olhos de Killian se encontraram com os de Sara, e então, mais aliviado; mas não menos assustado, ele correu para a mulher que via como “mãe”.
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Killian. — Ela se preocupou ainda mais ao senti-lo a abraçar forte. Ele tremia, e ela tinha certeza de que não era por causa do frio que fazia. – Querido, o que houve? – Colocou uma das mãos nos cabelos escuros.
Quero ir para casa. – Sussurra, choroso. Felicity e Sara se olharam. Os gêmeos já estavam abraçados a mãe, mas olhavam preocupados para o amigo.
Me diz o que aconteceu antes. – Ele tremeu mais. – Amor, me diz.
Ela... – Ele sussurra. Sara então se volta para a mulher que estava à frente. Tinha olhos claros. Olhos parecidos com os de Killian. Franziu o cenho.
Quem é você?
Eu quem deveria perguntar isso. – Retrucou, começando a ficar irritada. Ela não estava gostando da forma que o enteado estava.
Eu sou a mãe do Killian. – Assim como Felicity, Sara arregalou os olhos. Não era possível. Ela olhou para Killian que tinha se afastado um pouco para olhá-la; sem que tirasse um dos braços que envolvia a perna direita da madrasta.
Mãe? – Felicity é a primeira a se pronunciar. – Você é a mãe dele?
Eu sou a mãe dele.
Não. Não é, porque uma “mãe”, não faz o que você fez.
Isso não é da sua conta. Você é quem? A babá?
Babá? – Riu em irritação. – Não, querida... – Disse a última palavra em deboche. – Eu não sou a babá.
Ela é a minha mãe. – Sara se surpreendeu com o que ouviu, assim como as outras duas mulheres ao lado. Bryan olhou para o amigo sorrindo. Ele já tinha ouvido Killian chamar Sara de mãe uma vez, mas ele nunca tinha feito isso na frente da própria.
Eu..., sou a sua mãe, Killian.
Não é não. Você não cuidou de mim. Ela quem cuidou. – Retruca. Felicity sorriu, ao contrário da outra mulher, que franziu o cenho.
Não sabia que Ray tinha se casado novamente.
Nós nos casamos. – Para ela era a verdade. Estavam morando juntos, teriam filhos, então, para ela, já estavam casados. Só faltava oficializar isso.
Quem diria... — Sussurra.
E pelo que estou sabendo... – Sara volta a se aproximar. – Você não tem o direito de se aproximar do meu filho. – Killian a olhou, mas ela tinha os olhos na mulher à frente. Ela envolveu o corpinho do menino, abraçando-o com um dos braços.
Ele não é seu filho.
Ele pode não ter meu sangue..., mas não deixa de ser meu filho. – A outra fecha as mãos em punhos, irritada.
Não vai roubar o que é meu.
Querida, ele não é uma bolsa Louis Vuitton. — Felicity se pronuncia, chamando a atenção da outra. — Ele é uma criança. E ninguém está roubando ninguém, ele nunca foi seu.
Não se meta.
Você não deveria ter vindo até aqui. Não tem o direito de se aproximar dele. – A mulher fingiu não ouvir Felicity e se voltou para Killian.
Querido, eu juro que posso explicar tudo a você.
Não quero ouvir. – Responde, com a voz exaltada. – Você não é a minha mãe e nem nunca vai ser. – Apertou ambos os braços em volta de Sara.
Não sei o que seu pai disse, amor, mas ele mentiu. É tudo mentira.
Não é não, Killian. — Sara a interrompe. — Seu pai nunca mentiria para você. Lembra? Ele disse que sempre seria sincero com você, independente do que fosse. — Ele assentiu. — Tudo que ele contou é a verdade.
Não é não. Eu não te abandonei. Seu pai me mandou para longe..., não queria que eu me aproximasse de você. Não queria que eu e você nos conhecêssemos.
O papai não faria isso.
Mas ele fez.
Pare de mentir para o menino. Faça algo de útil e diga a verdade. Diga que você só se casou com o pai dele por dinheiro. – Felicity se aproximou, pegando no braço da amiga. – Diga que você nunca quis ficar grávida...
Sara. — Felicity a repreende.
Diga que foi embora, com uma grana boa, que você tirou do cofre..., e que nem mesmo se importou com o filho que você carregou no ventre por nove meses. — O menino tinha os olhos lacrimejados. Ele soluçou. — Ela não quis ser sua mãe, querido. Mas você não precisa dela. Você tem a mim.
Você não vai roubar meu lugar como mãe. Não vai mesmo.
Esse lugar nunca foi seu. — Retrucou. Sabia que tinha passado um pouco do limite, mas estava irritada, e não queria que Killian ficasse na dúvida. — Eu e Ray somos a sua família, querido. Nós dois, e os seus irmãozinhos.
Você está grávida. — Sussurra, surpresa.
Agora que percebeu? — Felicity bufou. Brooke e Bryan não tinham tirado os olhos do amigo nem por um minuto, mesmo depois de ouvir todas aquelas coisas da boca da tia Sara.
Isso não vai ficar assim. Vou à justiça para ter meus direitos. — O menino se assustou.
Ninguém daria a guarda dele para alguém que abandonou o lar. Abandonou o filho sem pensar duas vezes. E Ray tem provas do que fez.
Eu quero ir embora..., mamãe. — Sara o olhou. Felicity sentiu seus olhos lacrimejarem ao ver o estado do menino. Estava mais que assustado. Era só uma criança, passando por uma situação agoniante. E a culpada era aquela mulher que deveria ter sido sua mãe.
Nós já vamos, meu amor. — Beijou os cabelos escuros. — Fique bem longe dele. Ou acredite, vou fazer se arrepender de ter nascido. — Felicity estremeceu com aquela ameaça. Não era uma brincadeira. Sabia disso. Era o mesmo tipo de ameaça que ela já viu Oliver fazer. Que já viu seu irmão fazer. Assim que a amiga deu as costas para a mulher, levando Killian, abraçada a ele, Felicity a seguiu, depois de pegar os gêmeos pela mão.
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Felicity observava Killian agarrado a Sara. Eles não tinham nem passado na sorveteria, por causa do que houve. O menino estava assustado, e elas acharam melhor irem para casa. Killian demorou a se pronunciar novamente. Quando chegaram ao apartamento, já que Sara não queria ficar sozinha, ele perguntou se “aquela mulher” — foi assim a forma como ele chamou a mulher que deveria ser sua mãe — teria chance de tirar ele de Sara e Ray. Sara prometeu que não deixaria que ela o tirasse deles. Que aquela mulher nunca mais se aproximaria dele. Mesmo assim, ele continuou com medo. Ele continuou agarrado a “mãe”. Felicity achou melhor, depois que estavam os dois mais calmos, ligar para Ray. Sara estava grávida, e não podia passar por estresse. Ela e Killian precisavam dele. Depois de explicar com detalhes o que tinha acontecido, Ray avisou que chegaria em alguns minutos. A campainha tocou e ela soube quem era antes mesmo de abrir.
Eles estão bem? — Foi a primeira coisa que ouviu assim que abriu a porta.
Estão sim. – O deixou passar. – Estão mais calmos, mas..., Killian ainda está um pouco assustado.
Ela disse que iria tirá-lo de mim?
Disse que iria à justiça procurar pelos..., direitos dela. — Bufou, e Ray fez o mesmo em seguida.
Direitos? E desde quando ela o tem?
Sara acabou se exaltando quando a sua ex começou a tentar colocar Killian contra você.
É muito maldita. — Rosnou. — Cadê eles?
Na sala. — Ele caminhou para o cômodo e Felicity o seguiu. Killian foi o primeiro a vê-lo. Ray o pegou no colo assim que o menino chegou até ele. Sara ficou onde estava, esperando-o se aproximar.
Está tudo bem agora. — Sussurra para o filho, antes de se sentar ao lado da noiva.
Como você...
Eu liguei. — Felicity respondeu no lugar do amigo. — Você estava nervosa, Killian assustado..., achei melhor ele saber.
Obrigada, Lis.
Eu já estou sabendo de tudo, e já falei com o meu advogado. Ele vai resolver tudo.
Não vou ficar com ela, né? Ela não vai me tirar de vocês, né?
Não. Eu não vou deixar. — O filho assente, sentindo Sara apertar sua mão. — Responde algo para mim..., ela disse como te encontrou? — Ele negou.
Talvez..., só talvez, o dinheiro dela tenha acabado, e por isso ela voltou.
Ou meu pai tenha dado um jeito de entrar em contato com ela. — As mulheres o olharam. — Killian, por que não vai brincar com seus amigos lá em cima?
Por que? Eu quero saber também.
Amor, é muito melhor você não ficar sabendo de algumas coisas. — Sara diz.
O vovô quem fez isso?
Killian...
Ele disse que ia separar vocês. — Sara e Ray se olharam, antes de se voltarem para o filho. Felicity balançou a cabeça. Mais um com o sangue de Moira Queen, ela pensa.
Quando ele disse isso?
O vovô foi me ver na escola. Ele disse que ia viajar, mas que quando voltasse, agente estaria junto. — Ray franziu o cenho. — E disse que logo o papai não estaria mais com..., a Sara. — Voltou a chamá-la de Sara, Felicity pensou. Provavelmente com medo do que o pai diria.
Isso não vai acontecer. Nenhuma dessas coisas.
E se ele me levar?
Killian, ele não pode te levar. O juiz não deu a guarda para ele.
E se ele tentar de novo?
Vai dar no mesmo. — Sara quem responde, fazendo o menino olhá-la. — Ninguém vai te tirar do seu pai. Lembre-se que o juiz fez como achou melhor para você. E o melhor para você é ficar com seu pai. — Apertou a mão do menino. — Com agente. — Ele assentiu.
Não se preocupe. Nem com seu avô..., e muito menos com aquela mulher.
Eu só lembro dela por causa da foto, mas não tinha reconhecido ela. — Ele abaixou o olhar. — Por que ela voltou?
Eu vou descobrir. — Beijou os cabelos escuros. Todos se viram para a direção da porta, ao ouvirem passos.
Oliver. — Ele percebeu a tensão assim que bateu os olhos nos amigos e na esposa.
Está tudo bem? — Ray suspirou.
Agora está. — Sara olhou para o amigo. — Parece cansado.
E estou. Mas agora fiquei preocupado.
Killian, vá brincar, querido. — Ele balançou a cabeça, desceu do colo do pai e seguiu para o segundo andar.
O que houve?
Acredite ou não, mas a minha ex está de volta. — Oliver o olhou, surpreso.
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Felicity se arrumava para dormir. Ray e Sara ficaram só por mais algumas horas, e então partiram para casa. Eles estavam preocupados. Killian havia ficado muito assustado, Felicity achava que ele teria problemas para dormir, por causa do que houve. Mesmo que Sara tenha dito todas aquelas coisas, ela sabia, a culpa do menino estar tão perturbado era da outra mulher, a mãe biológica. Felicity estava revoltava com a mulher. Suspirou, se obrigando a não mais pensar sobre aquilo. Só faria com que o ódio pela outra crescesse. Ouviu passos, e soube que era o marido. Ele tinha ido colocar os gêmeos na cama. Oliver, assim como os outros, havia ficado indignado. A mulher aparece do nada, e diz que é a mãe do menino? Ele pensou em primeiro lugar, na cabeça do menino, em como ficaria.
Tudo bem? — Oliver a abraçou por trás.
Tudo sim. Só..., preocupada com Killian. — Ouviu um suspiro alto.
É, não deve ter sido fácil, mas ele ficará bem. — Felicity balançou a cabeça, antes de se virar nos braços do marido.
E como foi na empresa?
Foi..., um inferno. – Ela mordeu a bochecha reprimindo uma risada. – Sabe, se eu tivesse coragem, e se não fosse patrimônio da minha família, eu jogaria uma bomba naquele lugar.
Credo, Oliver.
Estou de saco cheio de ouvir murmuração, e reclamação.
Eu sinto muito.
Hoje tive uma reunião exaustiva, cansativa e infernal com o CEO da Inglaterra.
Uau. — Ela se impressionou, e ele sorriu.
Eu não tinha comentado sobre isso, não é? — Ela balançou a cabeça. — Só faz três anos que fizemos um acordo, e eu começo a me arrepender.
O que houve? Ele é uma pessoa ruim?
Não. Ele é uma pessoa agradável, mas o filho dele é um filhinho de papai. — Felicity reprime outra risada.
Filhinho de papai?
Eu não era um terço do que aquele moleque é. — Ela riu. — Quem veio na reunião foi ele. O pai estava ocupado.
E quantos anos ele tem?
22 anos. Mas é muito inexperiente. E insuportável. Acha que é o dono da razão, aquele filho de uma...
Opa. — A esposa o interrompe. — Não fale. Deixe quieto, não vamos xingar a mãe alheia.
Tudo bem. — Murmurou. — Até porque a mãe dele é muito gentil. — Felicity passou as mãos no rosto do marido. — O que mais me irrita é ficar ouvindo por mais de três horas, um garoto que não sabe o mínimo do que estávamos conversando. Um inútil.
Você está mesmo irritado.
Meu humor só melhorou quando cheguei em casa, e então soube do que houve, mas mesmo assim..., só de pensar que terei que me encontrar com aquele moleque amanhã novamente...
Por que? Não resolveu tudo?
Não. Ele é tão inútil que não conseguimos chegar a lugar algum. — Suspirou. Oliver então percebeu que a esposa sorria.
Vou te ajudar. — Ele franziu o cenho. — Vou com você amanhã. Eu sei como colocar moleques sabe-tudo no lugar deles. — Ele riu. — Ele vai ficar pianinho, vai ver.
Contanto que ele não dê em cima da minha mulher...
Ele não seria tão estúpido... — Beijou a bochecha do marido. — E se ele for..., você faz com que ele se arrependa do seu jeitinho assustador. — Ele volta a rir, mas dessa vez ela o acompanha.
Eu já disse á você que eu te amo?
Hoje..., não.
Bom, eu te amo. Te amo muito. Você é o amor da minha vida. — Ela passou os braços pelos ombros do marido.
Eu também te amo, meu amor. — Sussurra, antes de tomar os lábios dele de forma calma.
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Felicity olhava para o garoto que estava em frente ao seu marido. Ele tinha cabelos negros e olhos azuis. Tinha braços fortes, mas o de seu marido era muito mais. Revirou os olhos quando ele fez uma piada idiota, e ao mesmo tempo, ela vê que o marido faz o mesmo que ela. Ela riu internamente, deixando um sorriso aparecer. O garoto era um completo idiota. E como seu marido disse na noite anterior, ele era um moleque “dono da razão”; pelo menos era o que ele achava. Ficou observando por mais alguns minutos, sabendo que logo seu marido perderia a paciência. Ela queria observar o garoto para poder saber o que fazer quando estivesse na presença dele.
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Oi, meu amor. — Cumprimenta assim que a vê. O outro se vira.
Oi, amor. — Ela sorri enquanto caminha até eles.
Senhor Walker..., essa é minha esposa, Felicity Smoak–Queen. — A esposa se colocou ao seu lado. — Felicity, esse é Kevin Walker. O inglês de quem lhe falei.
Você é muito linda. — Oliver franze o cenho.
Obrigada. — Responde sem sorrir.
Não sabia que sua esposa era tão perfeita.
Ela é. E é minha. — Felicity morde o lábio, reprimindo uma risada. O outro não se importa com o jeito que Oliver lhe fala.
As inglesas são lindas..., mas elas não chegam aos seus pés. — A olhou de cima a baixo.
Isso por acaso foi uma cantada? — Arqueou as sobrancelhas.
Talvez. — Sorriu de forma “sexy”.
Você realmente não sabe com quem está se metendo, não é garoto? — Felicity segurou o braço do marido quando ele deu um passo em direção do garoto.
Ora, estou só elogiando-a. – Mostrou um sorriso provocador.
Uma pessoa como você e sua família, que é tão renomada, não deveria elogiar desse modo, alguém que já é comprometida. — Oliver gostou de como a esposa respondeu.
Eu não me importo com isso. – Deu de ombros. – Falo o que eu quero, do jeito que eu quero. – Oliver trinca os dentes e fecha ambas as mãos em punhos. – Se ele não queria que eu elogiasse a esposa dele, ou que eu a olhasse..., então que a deixasse em casa, não é mesmo? — Oliver respirou fundo, tentando se controlar.
Estamos aqui para a reunião, não para elogiar mulheres alheias. – Rosna.
Ainda bem que a reunião teve de ser adiada para hoje, não é? Ou eu não conheceria essa beleza estonteante. – Fingiu não ouvir Oliver. Felicity revirou os olhos ao ouvir a cantada ridícula. – É uma perfeição desperdiçada.
O que quer dizer? – Pergunta pausadamente, não gostando da forma que o outro olhava para a esposa. O outro sorri provocante mais uma vez.
Alguém como ela, com alguém como você. Um playboyzinho que não serve para ser CEO.
Garoto, você tem 22 anos, acabou de sair das fraldas. – Felicity deixou uma risada curta escapar. O garoto a olhou, mas logo desviou os olhos para Oliver, irritado, sentindo-se humilhado. – Não sabe nem mesmo o que veio fazer aqui. Não soube falar sobre a própria empresa, nem mesmo sobre os planos que eu e ele tínhamos. Seu pai o mandou, e você foi um completo inútil. – Felicity realmente se preocupou dessa vez, e por isso o olhou. – Quem é que não serve para ser o CEO?
Sabe com quem está falando? Eu sou o herdeiro de meu pai. Logo o substituirei.
Pois eu farei de tudo para que seu pai não faça isso. – O cortou rapidamente. — Você levará a empresa dele à falência.
Falarei com meu pai assim que chegar à Inglaterra. Nós não teremos mais laços com você. — Oliver deu uma risada debochada.
Acha mesmo que seu pai faria algo assim? Ele quem me procurou para começo de conversa, garoto. – O outro demonstrou-se surpreso. – E eu tenho algumas pessoas de prova, em especial a assistente pessoal que seu pai mandou com você, de que você não fez nada, a não ser se envergonhar na frente do conselho da QC. – Apontou para a mulher na porta da sala de reunião, que estava envergonhada pela forma que o garoto estava agindo.
Ela pensará duas vezes de ir contra ao futuro chefe dela. — Oliver bufou.
Okay. – Felicity decide se pronunciar. – Vamos nos acalmar, certo? Muita testosterona, céus. — Os dois a olham quando ela fala em voz alta; era para ser apenas em pensamento. — Estamos todos com os ânimos alterados, né? – Completa depois de respirar fundo. – Você foi indelicado, sem educação, e com certeza ofendeu o meu marido ao me elogiar daquela forma. O errado aqui é você, não ele.
O que você viu nele? O dinheiro?
Agora você me ofendeu. – A expressão de Felicity mudou drasticamente.
Não tem outra explicação para mim.
Eu estou com Oliver porque eu o amo. Mas isso não é da sua conta. Você não tem o direito de humilhar as pessoas, tendo ou não o status que você tem. Na verdade, se eu fosse sua mãe, eu te daria umas palmadas. – Gesticulou com uma das mãos, enquanto dava dois passos à frente do marido, para ficar mais próxima ao garoto. O Walker deu alguns passos para trás, sem perceber, tinha se assustado. Oliver reprimiu uma risada, assim como a assistente pessoal. Tinham gostado de como Felicity se pronunciou. – É isso que anda merecendo. Talvez só assim você aprende a respeitar as outras pessoas.
Você não sabe com quem está falando, mulher.
Ah, eu sei. Eu pesquisei sobre a sua família. Sei tudo sobre vocês. – Sorriu. – E tenho certeza de que sua mãe deve ter dado mais educação do que você demonstra agora. Mas eu já esperava que fosse assim, afinal, alguém que ganhou tudo na mão, não é? Se você tivesse levado uma surra quando menor, e ouvido alguns nãos..., seria muito diferente.
Isso é um ultraje.
Ultraje foi seu desrespeito para comigo e para com a minha esposa. — Oliver volta a se pronunciar, se colocando ao lado de Felicity. – Desde ontem você só tem dito palavras sem sentido, e fazendo piadas ridículas.
Isso não ficará assim. Ligarei para meu pai.
Oh. Não precisa, eu mesmo faço isso. — Pegou o celular de cima da mesa. — Ele vai gostar de saber da sua inutilidade. — O outro fechou as mãos em punhos.
Não tenho medo de sua ameaça. Está fazendo isso por despeito. – Oliver franziu o cenho. – Porque eu disse que achava sua esposa linda. – Sorriu de forma provocante e maliciosa. – Se quer saber, a palavra que eu segurei dentro da boca, era gostosa.
Não, Oliver. — Felicity se coloca entre os dois, com ambas as mãos no peito do marido. Ela sentia que ele tremia de raiva. — Por favor. Ele está fazendo isso para te provocar. — Ele olhou nos olhos verdes, que tanto o acalmava. Respirou fundo.
Garoto... — Olha nos olhos de Kevin Walker. — É melhor você voltar para a sua terra... — Trincou os dentes. A assistente pessoal se aproximou, preocupada. — E pense duas vezes antes de voltar a Starlin City, porque eu não sei se terá uma segunda chance em sair vivo daqui. — Felicity, assim como os outros, sentiram como sombria aquela frase tinha soado.
Está me ameaçando?
O que você acha? — Rosnou.
Eu..., sinto muito. – Oliver olhou para a mulher que havia se aproximado. Deveria ter a mesma idade que sua esposa. – Eu comunicarei tudo ao senhor Walker.
Cala a sua boca. Está aqui para...
O senhor é filho do meu chefe, mas ele pediu para que eu observasse tudo o que fazia aqui, e o dissesse quando chegássemos em casa. — O interrompeu, explicando a situação. — Mas..., eu já enviei pôr e-mail. E o que aconteceu hoje, o desrespeito, será relatado ao meu chefe hoje mesmo, antes de voltarmos para a Inglaterra.
Ótimo. — Oliver desvia os olhos para o garoto. — A reunião está encerrada.
Mas ela nem mesmo começou. — Oliver deu uma risada debochada, e passou as mãos nos cabelos.
E nem vai. Faço questão de fazer uma videoconferência com seu pai. Melhor do que entrar em discussão com um moleque encrenqueiro e sem noção. — O garoto trincou os dentes. — Vai sair por bem, ou eu devo chamar a segurança?
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Oliver e Felicity entram no apartamento, cansados. Exaustos. Os gêmeos estavam com Roy e Thea, e não chegariam tão cedo. Iriam assistir a um filme e comeriam fora. Isso era ótimo. Oliver não estava com cabeça para pensar em jantar. Eles caminharam até o segundo andar, entrando no quarto de ambos. Felicity tira os saltos, aliviada, e os coloca perto da cama. Finalmente seus pés poderiam respirar. Felicity olhou para o marido, que se jogava na cama, depois de tirar os sapatos. Ela revirou os olhos. Ele estava com aquela cara desde que mandou o garoto inglês embora da empresa. Sabia que ele tinha razões para ficar irritado, mas aquilo já era demais. Havia ficado emburrado o tempo todo, de lá até em casa. Aquilo a deixava irritada. Tinha que se acalmar. Não queria brigar com o marido. Suspirou e se virou para o marido.
Até quando vai ficar com essa cara? — Oliver a olhou.
Aquele garoto insolente me peitou. Ele te chamou de gostosa.
Oliver foi só um comentário idiota vindo de um garoto mais idiota ainda.
Para mim não foi só idiota. — Trincou os dentes. — Ele me desrespeitou falando daquela forma sobre você.
E o que vai adiantar ficar assim? Está dando importância para que um garoto infantil diz. Você é o adulto, pelo amor de Deus. — Revirou os olhos, sentando-se de frente para ele.
Você realmente não entende, não é? — Ele tinha o cenho franzido, e estava sério. Ele estava irritado, ela sabia. — Queria ver como você agiria e ficaria se estivesse no meu lugar.
Eu com certeza não ficaria emburrada, e muito menos irritada por um comentário feito por uma criança. — O marido bufou. — Tudo bem. Eu admito que ele foi desrespeitoso, foi idiota, foi um moleque sem noção..., mas Oliver, foram apenas comentários sem importância.
Chamar a minha mulher de gostosa..., na minha frente... — Colocou a mão direita nos cabelos, tentando se controlar. — Não foi só desrespeitoso, não foi só um comentário imbecil... — Trincou os dentes pela segunda vez naquele dia. — Foi um abuso. — Suspirando, Felicity se levantou lentamente.
Foi. Mas edaí? — O marido franziu o cenho. — Eu sou mesmo gostosa, não sou? — Se sentou no colo dele, com as pernas de cada lado de sua cintura. — Ele não errou nisso. — Diz passando a mão esquerda no peito dele, por dentro da camisa, para cima e para baixo, lentamente, fazendo-o se arrepiar.
Não. Ele não errou. — Colocou ambas as mãos nas coxas expostas da esposa. — Mas apenas eu posso te chamar assim. — Ela riu.
Você fica tão fofo quando está com ciúmes. — Morde o lóbulo de sua orelha, ouvindo-o arfar em seguida.
Eu não estava com ciúmes. — Ele ouviu a risada baixa e provocante da esposa.
Não? Tem certeza? — Oliver gemeu baixo quando sentiu a mão da esposa em seu membro. Ela bombeou apenas uma vez, e sorriu ao ouvi-lo gemer. — Hum? — Ela morde seu lábio inferior. Oliver aperta as coxas com certa força.
Eu estava com ciúmes sim. — Ele admite. — Só eu posso te chamar de gostosa. Só eu posso te olhar daquela forma maliciosa. Só eu.
Tão possessivo. — Apertou os músculos dos braços com ambas as mãos e se mexeu contra o membro dele. Ambos gemeram baixinho.
Sabe a melhor parte... — Grudou mais seus corpos, puxando-a pela bunda. — De uma discussão? — Chupou o pescoço, mordiscando antes de se afastar. Felicity arfou.
Qual? — Sua voz saiu arrastada.
A reconciliação. — Felicity não pôde responder, pois seus lábios foram tomados de forma selvagem, mas ela não se importou, apenas o correspondeu da mesma forma. Oliver subiu as mãos pelas coxas fartas, por baixo da saia cor-de-rosa, apertando certos lugares. Felicity não ficava de fora. Ela subia e descia a mão esquerda por dentro da camisa de botões.
Oliver. — Ela gemeu.
Tire isso. — Ordenou, apressado. Felicity retirou cada peça de roupa, ainda no colo do marido. Enquanto isso, Oliver fazia o mesmo. Antes que a esposa retirasse a lingerie, ele a parou com as mãos. — Eu mesmo faço isso. — Ela gemeu baixinho, só de sentir as mãos dele pelo corpo dela. Ela sentiu quando ele desabotoou o feixe do sutiã rosa.
Me faz sua, Oliver. — Ela pede com a voz arrastada de desejo. — Eu quero você dentro de mim. — Ele gemeu e seu membro pulsou, ouvindo-a pedir daquela forma.
O quanto você me quer? — Ela arranha os ombros dele, sentindo os dedos dele brincar com seu sexo por cima da calcinha. — Hum?
Não faça pergunta difícil. — Ele riu. Ela gemeu mais alto quando ele pressionou o clítoris.
Eu amo esse som. Sabe o quanto? — Ela não conseguiu respondeu. Mordeu o ombro direito do marido, levando seu quadril para os dedos dele. — O mesmo tanto que eu amo de estar dentro de você. — Sussurra em seu ouvido. — Você está encharcada. — Morde o pescoço exposto. — E eu estou duro por você. — Geme, sentindo seu membro tocar o sexo dela.
Oliver. — Ela geme mais alto.
Eu vou te fazer minha. — Quando ela percebeu, já estava debaixo dele. — Minha. — Sussurra, beijando o pescoço, o colo, a barriga.
Então faça. Agora. — Implora, sentindo seu sexo quente e molhado.
Sem preliminares. — Ele sorriu e rasgou a calcinha. Felicity fecha os olhos, mordendo o lábio. — Te dou outras iguais a essa. — Diz, já sabendo o pensamento da esposa.
No momento só estou me importando com você dentro de mim.
Isso vai ser..., — Voltou a passar a língua por onde tinha passado antes. — Literalmente..., um prazer. — Diz, antes de tomar os lábios de forma urgente e se colocar dentro dela sem nenhuma delicadeza. Ela não se importava. Felicity passou as pernas em volta da cintura dele, ajudando-o com a penetração. Gemendo um na boca do outro, eles só queriam que aquele momento durasse o máximo possível.
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Oliver percebeu que a esposa estava pensativa. A conhecia bem para saber disso. Poderia dizer que ela estava agoniada. Ela estava sentada com as costas apoiadas na cabeceira da cama, com o edredom até a cintura e as mãos juntas, pousadas sobre as pernas. Havia se passado um mês e meio desde que a mãe biológica de Killian voltou. Desde então a mulher tinha tentado entrar em contato com o filho todos os dias. Por causa da justiça, Ray não poderia viajar com o filho, até que tudo fosse esclarecido. Até a decisão do Juiz. A mulher havia pedido a guarda de Killian; e foi por isso que decidiram viajar depois da decisão do Juiz. Por incrível que pareça, Ray não estava preocupado. Ele tinha provas contra a ex-mulher. Mesmo assim, Felicity não deixava de se preocupar. Estavam todos preocupados. Aquela situação toda não fazia bem a Sara, que estava prestes a ter os filhos. Mas naquele momento, ela tinha uma preocupação diferente. Ela estava agoniada, mas não era por causa da situação dos amigos. Oliver franziu o cenho, enquanto continuava a observar a esposa de onde estava. Ele estava preocupado com ela. Ela não estava bem, ele tinha certeza. A cada dia ela estava mais e mais estranha. Enxugou os cabelos e se aproximou. Sua esposa não fez movimento algum, nem mesmo percebeu que se colocava ao lado dela. Ela mordia o lábio vez ou outra, deixando-o curioso, além de preocupado. Ele a chamou duas, três, quatro vezes e ela não o escutou. Oliver arqueou as sobrancelhas, estranhando e então colocou a mão esquerda sobre as dela. Ela o olhou imediatamente.
Você está bem, amor? Te chamei várias vezes.
Estou. Me desculpa. — Sorriu. — Estava..., pensando.
Sobre? — Ela mordeu o lábio. — Algo ruim?
Não. Não... — Respirou fundo. — Sabe, me pergunto como uma mãe pode sumir da vida de um filho e reaparecer, anos depois, como se nada tivesse acontecido.
Está falando da ex do Ray.
Ela deixou Killian confuso, tentou colocá-lo contra o pai, mentiu... E agora pede a guarda do menino. Ela está sendo uma... – Se interrompeu.
O menino vai ficar bem.
Eu espero que sim. Crianças são frágeis. Elas não merecem passar por algo tão traumático. Ela o abandonou, isso o afeta, mesmo que não pareça.
Eu sei. Mas ele tem Ray e Sara, por isso ficará bem.
Ele a chamou de mãe. — Diz sorrindo, se lembrando da ocasião. Tinha sido espontâneo, e ela achou muito fofo. Percebeu, em seguida, a expressão de surpresa no rosto do marido.
Mãe? Quando?
Quando a mulher disse que ela queera sua mãe. Ele retrucou e disse que era Sara, porque ela o cuidou.
Isso foi aquele dia, na escola? – A esposa assentiu. – Mas ele a chama de Sara.
Ele deve ter ficado sem graça, ou então estava com medo do que o pai poderia dizer, ou achar. — Deu de ombros. — Mas eu conversei com Sara quando estávamos sozinhas, e ela conversará com Killian e Ray.
É o melhor a se fazer. — Ela assentiu. — Era só isso? Não estava pensando em mais nada? — Felicity segurou o que queria dizer, dentro da boca, antes de morder o lábio e se colocar sentada em cima dele.
Era só isso. — Beijou o pescoço do marido. Oliver apertou as mãos na cintura dela.
Será que seu pensamento... – Sussurrou em seu ouvido, dando uma pausa para poder beijar o pescoço exposto. – Não estaria também... – Deu uma leve mordida, fazendo a esposa arfar. – Em eu te beijando por inteira... – Desceu os lábios lentamente até o colo, onde deu uma mordida. – E te fazendo minha mais uma vez? – Ela gemeu ao sentir as mãos dele apertar sua bunda com certa força.
Eu... — Se interrompeu por causa de um gemido baixo. Felicity puxou os cabelos loiros com força, mas Oliver não se importou. — Acho que tem poderes como o Tommy. — Ele deu uma risada rápida, pousando os olhos azuis nos verdes, em seguida. — Você leu meus pensamentos. — Diz antes de morder o lábio dele de forma provocante.
Então me deixa dar margem a eles, meu amor. – Diz antes de tomar os lábios carnudos de forma urgente.
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Apesar de Oliver adormecer pouco tempo depois, Felicity continuou acordada por mais algumas horas. Com metade do corpo por cima do corpo do marido, ela mais uma vez ficou pensativa. Ela sabia que poderia ter alguma coisa errada. Estava sentindo-se estranha, assim como o marido têm dito nos últimos dias. Seu subconsciente gritava, mas ela não queria ouvir. Olhou para o marido, com o queixo apoiado no peito dele. Mordeu a parte interna da bochecha. Desde que Moira voltou, ela não tinha feito nada, mas mesmo assim, estava lhe dando um reboliço no estômago só de pensar o que ela poderia fazer. Ela tinha tentado um pacto com a ex de seu marido, mas a mulher não aceitou. Bom, ela esperava mesmo que ela estivesse falando a verdade. Apesar do marido acreditar nas palavras dela, Felicity ainda tinha um pé atrás. Voltou a posição de antes, suspirando alto, ao mesmo tempo que fechava os olhos. Sentiu seu estômago se agitar. Ela não deveria ter medo do que a “sogra” estava tramando, mas ela infelizmente ela estava. Seu corpo inteiro demonstrava o quão temerosa ela estava. Mesmo que quisesse dormir, a vontade súbita de querer ir à cozinha começou a atormentá-la. E ela se esforçou para continuar deitada onde estava. Fechou uma das mãos em punhos, com certa força. Estava agoniada. Quanto mais Moira demorava para agir, mas ela sentia que algo grande estava por vir. Isso a deixava apreensiva e estava causando sensações estranhas. Como naquele momento. Felicity se levantou rapidamente, mas sem acordar o marido e correu até o banheiro, onde fechou a porta, sem batê-la. Se abaixou quando abriu a tampa do vazo e sentiu a ânsia que sentia, cada mais forte, sair por sua boca. Ela tossiu algumas vezes, respirava fundo tentando se recuperar, e mesmo assim ela continuava a vomitar. Bateu duas vezes, com a mão direita, na beirada do vazo. Seus olhos lacrimejaram. Seu corpo estava agindo na forma que seu medo, seu anseio, sua preocupação e apreensão passava por sua mente. Bom, isso era o que ela pensava.
Felicity ouviu um celular tocar, mesmo assim, ela continuou dentro do banheiro tentando se recuperar. Estava sentada no chão. Parecia que seu marido estava em um sono tão profundo que nem mesmo ouvia o celular tocar, apesar de ele não estar tão alto, mas o marulho dele tremendo sobre a mesa de cabeceira, poderia acordar qualquer um; menos seu marido, pelo jeito, ela pensou. Ela não conseguiu se levantar, se sentia fraca. Também, depois de vomitar o almoço, o lanche e a jantar, já era de se esperar por aquela fraqueza. Respirou fundo algumas vezes, e se levantou, caminhando de vagar até o lavabo. Ela ouviu o celular parar de tocar, só não sabia se tinha sido o marido que atendeu, ou a pessoa desistiu. Felicity se pergunta, quem ligaria a quase três da manhã para alguém. Pode ser emergência, o subconsciente de Felicity gritou alto. Felicity terminava de escovar os dentes quando a porta se abriu.
A Sara entrou em trabalho de parto. — Felicity se virou para o marido, surpresa, ainda com a escova nos lábios.
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