Cross Destination

32 Capítulo Trinta e Dois


Notas iniciais
Boa Noite a todos. Para quem estava desesperado... Não precisa mais infartar, aqui estou eu. Capítulo novinho, fofinho e..., cheio de "sinais" para vocês. Bom Capítulo

Todos os amigos de Ray e Sara estavam na sala de espera. Assim que souberam da notícia, eles correram para o hospital. Os gêmeos estavam em casa, e Oliver e Felicity já haviam recebido a notícia de que Roy já estava lá, cuidando das crianças. Eles não deixariam os filhos sozinhos. Thea havia aparecido a algumas horas atrás, para pegar os filhos de Ray e Barry. E agora, só os adultos estavam ali. Tinha sido difícil fazer com que Killian fosse para casa. Ele queria ficar. Ele queria ver os irmãozinhos, mas o pai explicou que demoraria, e depois de muito custo, o menino aceitou ir com Thea. Roy estava nervoso. Sara ainda não tinha completado os nove meses, e para ele, isso era inconcebível. Apesar de todos os amigos estarem sentados, esperando pela notícia de que Sara e os gêmeos estavam bem, Ray continuava de pé. Oliver então, em algum momento do silêncio, se lembrou de como havia encontrado a esposa: dentro do banheiro, com a escova na boca. Ele se perguntava o que ela fazia escovando os dentes às 3h da manhã. Balançou a cabeça e se encostou na cadeira fria, sentindo um arrepio, que não o incomodou muito.

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Você estava comendo escondida de novo? — Felicity ouve o marido perguntar em sussurro.

O que? – Ela o olha.

Estava comendo escondida de novo, Felicity? – Repete a pergunta, mais lentamente. Ela franze o cenho.

Não.

Então porque estava escovando os dentes quando entrei no banheiro?

Eu passei mal. – Ele quem franziu o cenho dessa vez, mas diferente de Felicity, estava preocupado.

Passou mal?

Eu senti..., vontade de vomitar.

Isso não é normal, meu amor. — Diz, preocupado.

Estou nervosa com... – Ela para de falar ao perceber que falaria demais.

Com? – Tarde demais, ela pensa. – Com o que? – Ela suspira, desviando os olhos.

Moira. – Oliver quem suspirou dessa vez. – Ela está armando algo, sabemos disso.

Ela não vai conseguir o objetivo dela.

Sinceramente? – Ela o olhou. – Estou com medo do que ela possa fazer. – Oliver a abraçou, trazendo-a para junto de seu corpo.

Não se preocupe com isso. – Beijou os cabelos loiros.

E se ela fizer algo contra nossos filhos? E se fizer algo..., irreversível? Oliver, ela tentou fazer um pacto com a sua ex.

Esqueci isso, meu amor. – Ela balança a cabeça. – Ficar nervosa, só vai te deixar pior. Você mesma disse que passou mal por causa disso.

É impossível eu esquecer. Ainda mais sabendo que ela está tramando algo. Algo para nos separar, de novo.

Vou resolver isso, eu prometo. – Beijou os cabelos dela novamente. – Confia em mim.

Você ficar andando de um lado para o outro não vai resolver nada. – Eles ouvem Tommy se pronunciar. Olharam para Ray que estava nervoso.

Cara, senta aí, que vai demorar. – Mesmo assim, ele não ouviu Barry.

Está demorando demais.

Só faz duas horas que ela está lá dentro. – Oliver diz. – Laurel e Cait ficaram mais que isso.

Senta Ray, logo eles vêm avisar que os gêmeos nasceram. – Laurel diz, enquanto olhava para a filha que estava no bebê conforto ao seu lado. Ray suspirou e se sentou no meio de Oliver e Barry.

É totalmente normal essa demora. – Cait diz, também olhando para o filho que estava no bebê conforto, dormindo tranquilamente. – Fica tranquilo.

Difícil ficar tranquilo. – Sussurra, colocando dois dedos nos cantos dos olhos.

Ela está bem. – Felicity diz sorrindo. – Você mesmo disse que ela estava bem.

Ainda não completou os nove meses.

São gêmeos, é natural que venha antes. – Cait responde sorrindo. – E também, faltavam pouco mais de uma semana para eles nascerem. – Ele assentiu.

São filhos da Sara, é claro que serão complicados. – Ray levantou o rosto e fuzilou Tommy, que riu.

Tommy, você é irritante. – Barry diz, segurando uma risada.

Estou apenas tentando distrair nosso amigo.

Irritando-o? – Oliver pergunta. – Está fazendo um ótimo trabalho.

Isso está acontecendo porque ela riu da minha desgraça. – Dessa vez todos começam a rir.

Você não vai se esquecer disso tão cedo, né?

Será que Thea está bem com cinco crianças? – Ray pergunta, preocupado. Ele sabia como seu filho era complicado quando estava ansioso. E ele estava. Ray tinha percebido isso assim que Sara explicou ao menino que os irmãozinhos dele iriam nascer.

Ela está com meu irmão, então não se preocupe.

Como assim? – Tommy olha para Felicity. – Ele está com ela?

Claro. Eu pedi para que ele ficasse com Thea lá em casa. Ela disse que quando ela chegou no apartamento, Roy já estava lá. Ele também tinha me mandado uma mensagem dizendo que estava com os sobrinhos. Eu não podia deixar os gêmeos sozinhos, e Thea estava vindo para cá buscar Kitty e Killian.

Não tinha outra pessoa não? – Os outros riram.

Ele chegaria mais rápido que qualquer um. – Oliver quem responde.

Você também é irmão dela. Por que deixou?

Porque eu não vou ficar controlando a vida da minha irmã. – Felicity sorriu. – Por mais que eu queira. – Os amigos riram, com exceção de Tommy.

Ela já tem idade para escolher com quem namora.

E outra, meu amor, Roy não é como o outro namoradinho...

Traficante. – Completa antes da esposa. – Eu sei disso. – Murmurou. – Mas isso não quer dizer que eu goste de ver minha irmãzinha namorar.

Eu também não gosto, mas a culpa foi sua. – Tommy fuzilou o amigo.

Vai jogar na minha cara para sempre, não vai?

Vocês são comédia demais. – Barry diz, balançando a cabeça. – Deixe a irmã de vocês namorarem em paz.

Ah, isso quer dizer que eu posso dizer o mesmo para você? – Barry franziu o cenho.

Eu não tenho irmã, Tommy.

Mas tem filha. – Ray riu.

Não vamos colocar a minha filha no meio disso não. – Cait revirou os olhos. – Ela tem sete aninhos, e não vai namorar tão cedo.

Eu acho que ela e Brooke descordam. – Ray volta a rir.

Para de ser irritante.

Por que está colocando a minha filha no meio disso? – Oliver pergunta, indignado.

Porque é verdade. Não viu como meu filho e o seu convenceram as garotinhas a irem no jogo de baseball?

Como é? – Felicity e Caitlin perguntam juntas, se olhando, antes de olharem para seus maridos.

Elas aceitaram a ir em um jogo?

De baseball?

Isso mesmo. E foram Bryan e Lyon quem convenceram as suas filhas.

Nunca pensei que um dia isso poderia acontecer.

Kitty nunca foi com Barry.

É. Foi o que eu disse. – Barry bufou.

Brooke disse várias vezes como odeia jogo. – Oliver bufou. – É inacreditável. – As mulheres começam a rir.

Ray. – Laurel o chama e ele olha para ela. – A médica. – Ele desvia os olhos imediatamente, e todos se levantam ao mesmo tempo.

Então... – A mulher sorriu.

Quer ver seus filhos? – Ele sorriu, balançando a cabeça.

Eles estão bem? Sara?

Estão os três muito bem. Deu tudo certo. – Ele se aliviou. – Me acompanham?

Vai deixar todos nós entrarmos?

Por 15 minutos. Só porque eu sei que devem estar ansiosos para verem aquelas fofuras lá dentro. – Ela se vira, e eles a seguem.

**--** **--**

Que fofos. — Felicity é a primeira a se pronunciar, depois de Ray e Sara terem o momento sozinhos com os gêmeos. Eles tinham decidido deixar o amigo entrar sozinho primeiro.

E os olhos, Sara?

São claros. Como os meus. — Responde para a irmã.

Mas são a cara do Ray.

Coitados. — Laurel cutucou o marido.

Cala a boca, Tommy.

Calma, cunhadinha, não se estressa, você está com minha sobrinha nos braços.

E ela definitivamente não terá você como padrinho. — Os outros riram.

Isso aí eu ainda não me acostumei. — Murmurou.

Nós somos tios, já vale. — Laurel diz, sorrindo.

Quer pegar sua afilhada, Oliver? — Felicity olha para o marido, que estava surpreso.

Pegar?

Qual o problema?

Ele não gosta de pegar bebês recém-nascidos. — Barry responde, enquanto Ray passava Enzo para seus braços. — Ele é gordinho. Meu Deus, olha o tamanho dessas bochechas. — Os amigos, inclusive os pais do bebê começam a rir.

Eles dois são. — Ray diz. — A médica disse que apesar de eles terem nascido a pouco, eles estão com um peso muito bom, e até maior do que os bebês que nascem prematuro.

Vai, Ollie. Pega ela, você é o padrinho dela. — Ele suspirou e se aproximou da amiga, que sorriu. Devagar ele pegou Eliza nos braços. — Ela tem os melhores padrinhos do mundo.

Eu seria muito melhor.

Está querendo roubar meu lugar? — Os outros riram. — Ela é muita fofa. Realmente, eles se parecem com Ray, mas ela tem seu nariz, Sara.

Você acha? — Apesar de não olhar para a amiga, ele assente. A bebê no colo de Oliver faz alguns resmungos, e ele fica à espera, pensando que ela choraria; o que não acontece.

Lis..., dentro da bolsa tem duas chupetas, pode pegar para mim? — Ela assente, e caminha até o sofá.

Eu posso dizer que eu amei esses nomes? — Sara sorri para Caitlin. — Combinaram perfeitamente.

E quem escolheu o da menina foi Killian. Ele queria um nome que combinasse com o do irmão.

Por falar nele, ele deve estar deixando Thea e Roy de cabelos em pé. – Os amigos novamente riram. – Estou preocupado. – Felicity dá uma das chupetas á Barry, e em seguida, ela mesma coloca a cor-de-rosa na boquinha da afilhada.

Não se preocupe. Minha irmã sabe lidar com crianças.

E o meu também. Ele vai saber acalmar Killian.

De manhã eu o trago para ver os irmãozinhos. — Ray agradece ao Oliver.

Se quiser, eu e Oliver ficamos com Killian. Caitlin e Laurel têm bebês..., então, seria complicado para elas.

Sara deve ter alta em poucos dias, mas eu quero ficar aqui com ela..., então se não for incomodo...

Incomodo algum. — Oliver responde. — Ficamos com ele.

Obrigado.

Olha, o que vocês precisarem, liguem.

Sim, a qualquer hora. — Barry completa depois de Tommy.

Vamos ficar bem, mas qualquer coisa ligamos sim.

Vocês já vão?

Sim, eu ainda tenho que passar no apartamento do Ollie para pegar Lyon.

E nós temos que pegar Kitty.

Deixe-os lá pelo resto da noite.

Devem estar dormindo. — Felicity completa. — Amanhã vocês buscam eles.

Tem certeza? — O casal assente.

Então nós deixamos, né? — Tommy assente, olhando para a esposa.

Nós também. — Barry passa o pequeno para o pai.

E nós nos vemos quando tiver alta.

É. Eu e Cait sabemos como é chato ficarem em cima. – As mulheres riram. – Então quando estiverem em casa, agente visita vocês.

Eu e Oliver viremos amanhã para trazer Killian.

Mais uma vez obrigado.

Sempre que precisar.

Mais uma coisa... — Ray entrega o filho para Sara, antes de se virar para o casal Queen. — Não entreguem Killian para meu pai, mesmo que ele apareça na porta. Eu não dou autorização, e ele só pode levá-lo com a minha autorização.

Pode deixar.

Eu não acho que ele vá aparecer na casa dos meus amigos.

Vai saber do que ele é capaz. Ele trouxe minha ex de volta para Star, então...

Não se preocupe, Ray, ninguém levará Killian lá de casa.

**--**

Uma semana havia se passado desde que os gêmeos Palmer nasceram. Sara estava em casa, descansando e ela não via as amigas e a irmã desde então. Oliver estava ocupado resolvendo coisas na empresa. Problemas, que graças a sua mulher, ele poderia resolver. Ele sabia que a esposa não tinha terminado a faculdade, mas sabia também que ela tinha feito cursos online, e por isso ele pediu ajuda dela no setor de IT. Com vários empregados, Oliver não encontrou um, competente o bastante para ajuda-lo naquele problema. Ele passou uma semana tentando resolver as coisas, e quando não conseguiu, decidiu que era hora de pedir ajuda a esposa. Ele se surpreendeu e a todos, quando resolveu tudo em menos de meia hora. Walter estava mais surpreso do que qualquer um. Ele conheceu muitos com aquele conhecimento, mas nunca, alguém como a “nora”.

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Obrigado mais uma vez.

Não precisa agradecer. — Ela diz para Walter.

Preciso sim. Você nos salvou.

Sim, eu estava surtando já.

Ele estava mesmo. —Walter diz, rindo. — Todos estavam surtando, e consequentemente deixando-o louco. Nos deixando louco. — O filho concordou.

Tinha um vírus. Um vírus em cada sistema.

Como? — O marido quem perguntou.

Olha, pode ter sido de várias formas, Oliver. Alguém pode ter feito isso daqui mesmo, ou pode ter sido alguém de fora que conseguiu a configuração da rede daqui...

Não temos como saber isso, filho.

Infelizmente. Saco isso. Não gosto de ficar na berlinda, sabe.

É horrível, realmente, mas agora ficaremos de olho.

E qualquer coisa é só me chamar novamente. Estou surtando em casa mesmo. — Oliver revirou os olhos, mas Walter riu.

E como vocês estão?

Estamos ótimos. — Olhou para a esposa, que estava ao seu lado.

Soube que sua mãe voltou? — Oliver suspirou.

Eu soube sim, pai. E sinceramente..., as notícias não foram muito boas.

Como assim? — Ele ficou confuso, o casal percebeu.

Ela está tramando algo.

Não. Ela disse que ia deixar vocês em paz, Oliver. Ela me prometeu.

Ela mentiu. — Felicity pegou na mão do marido. — Eu sei que a ama, mas ela não merece esse amor.

Oliver, sua mãe está tentando mudar. Eu sei disso.

O senhor realmente acredita nisso? — Suspirou. — Ela procurou pela Helena.

Sua ex? — Novamente ficou confuso. — Para quê?

Para fazer um acordo, um pacto, ou sei lá o quê.

Oliver disse que Helena foi até ele para dizer que Moira apareceu no apartamento dela.

Ela pode estar mentindo.

Não está. Eu conheço Helena. — Felicity o olhou. — O senhor sabe..., eu fiquei com ela por bons meses.

Infelizmente. — A esposa murmurou.

Conheço ela, pai. Ela não estava mentindo. — Walter suspirou, e passou as mãos no rosto.

Eu falarei com Moira. Quero ouvir isso da boca dela.

E ela vai mentir mais uma vez.

Ela terá que mudar. Ela terá que conversar com você e Felicity. Pedir perdão.

Ela nunca vai me pedir perdão.

Ela fará..., se quiser continuar comigo. Terá que pedir perdão e deixar vocês dois em paz.

**--** **--**

Meu pai está cego. — Oliver comenta assim que entra em casa. — Ele..., não vai desistir dela. Moira sempre vai conseguir virar a cabeça dele. Convencê-lo de que não fez nada.

Ele a ama. — Oliver bufou. — Infelizmente, ele a ama. Só não sei se ela sente o mesmo.

Duvido.

Fico com pena. — Ela caminhou para a cozinha e ele a seguiu. — Walter é um homem tão bom. Tão integro, tão carinhoso..., um pai maravilhoso para você e Thea...

Ele foi um paizão. Principalmente para Thea. Naquela época ela precisou muito dele, e ele a ajudou como pôde. Ele estava lá para ela quando ela descobriu sobre Malcom. — Ele viu a esposa pegar uma torta de frango de dentro do congelador e colocar dentro do micro-ondas.

Eu só espero que ele não se machuque. — Diz, se sentando á mesa, e abrindo a tampa do porta bolo, pegando um pedaço dele.

Eu também espero, apensar de sentir que ele vai acabar se machucando sim. — Felicity não respondeu, pois estava mastigando. — Roy ligou para dizer quando vai trazer nossos filhos?

Sim. — Ela pega outro pedaço. — Ele disse que chegaria em 15min. Nós já estávamos no elevador. — Ele assentiu. — Quando vai ser o jogo?

Na próxima semana. Você quer ir?

Não, obrigada. – Sorriu. – Prefiro ficar aqui com as minhas amigas, até porque a Sara não vai poder ir, né?

Ray disse que mesmo com os gêmeos ele iria. Sara o convenceu de ir com Killian. Já comprei os ingressos de todos.

Bryan está todo animado por esse dia. — Oliver sorriu.

Eu sei. Ele não para de falar sobre esse jogo.

Mas eu acho que é mais pelo fato de que ele estará com o pai e o tio juntos.

Você acha que é por isso? — A esposa assente, enquanto pegava outro pedaço de bolo. Oliver franziu o cenho, mas não disse nada.

Você mesmo não disse que ele insistiu que o tio falasse com você sobre isso?

É. Parando para pensar, ele tem pedido para sairmos todos juntos. Pediu para o tio ir na viagem que faremos, pediu para eu ir ao kart com ele e Roy, pediu para nós irmos a sorveteria que o tio estava. – Diz se lembrando do começo da semana.

Onde ele estava com Thea. — O lembrou e riu quando ele fez uma careta.

Precisava me lembrar? — Ela gargalhou. — Isso é tudo culpa do linguarudo do Tommy. — Diz, fazendo a esposa rir ainda mais. — Minha irmãzinha..., pode estar namorando.

Não sei se já estão, mas acho que não demora a acontecer.

Só quero que ela seja feliz..., se ele a faz feliz... – Deu de ombros ao mesmo tempo em que o som do micro-ondas soa. Felicity se levanta.

Vai querer que eu esquente um pedaço para você?

Você vai comer esse pedaço sozinha? — Ela estranhou a pergunta. — Você comeu metade desse bolo, vai conseguir comer isso sozinha?

Vou. – Deu de ombros. – Então, vai querer? – Ele apenas assentiu, não conseguindo entender como a esposa poderia estar com aquele apetite absurdo. Ela se sentou à frente dele, assim que colocou o pedaço dele para esquentar.

O que foi?

Só..., estou pensando.

Em que? — Ela cortou um pedaço e assoprou antes de colocar na boca.

Você anda...

Se você disser estranha de novo, Oliver... –Ela o corta, depois de colocar o pedaço na boca. – Juro que vou te bater. – Ele se surpreendeu ao ver que ela falava sério. Ela estava mesmo irritada com aquilo? – Juro que não entendo. Eu estou estranha? Mulheres são assim mesmo. Okay? Nem sempre estamos bem.

Não disse que tem que estar bem todos os dias. Só que você anda comendo para caramba. – E ele soube que não deveria ter dito aquilo, assim que encontrou os olhos verdes da esposa. – Esqueça o que eu disse, okay? – Gesticulou com as mãos. – Podemos por favor, esquecer isso?

Você vai esquecer? Porque já tem dias que você tem falado sobre eu estar estranha.

A campainha. — Ele se levanta, agradecendo a Deus pela campainha.

Papai. — Ele foi abraçado por ambos os filhos. Ele beijou os cabelos de cada um.

E aí. — Sorriu. — Entre. — Olhou para o cunhado. — Onde foram? O que fizeram?

Nós fomos ao cinema, depois ao parque aquático, e depois comer no Belly Burger.

E também fomos tomar sorvete.

É claro que o sorvete não poderia faltar. — A menina riu.

De jeito nenhum. Sua filha está viciada.

Eu tenho que concordar. — Os dois sorriram.

Felicity?

Está na cozinha. Comendo. — O outro assentiu. — Na verdade, vocês me salvaram.

De que?

Felicity estava..., irritada? Eu acho que posso dizer que seja essa a palavra.

Por que?

Disse que ela estava estranha. — Roy riu. — Ela anda surtando por bobagens.

A mamãe está irritada?

Vocês estavam brigando?

Não. – Oliver responde imediatamente. – Estávamos conversando. Estamos bem, não se preocupem.

Estão com fome?

Se vocês responderem que sim, eu juro que vou comprar para vocês, um lombrigueiro. — Roy interrompeu a resposta das crianças, fazendo Oliver rir.

Então com essa frase, eu posso entender que eles se esbaldaram hoje.

E como. — Responde enquanto o seguia até a cozinha. — Olá, irmãzinha. — Os gêmeos eram beijados pela mãe. — Como você está?

Estou ótima. — Oliver franziu o cenho ao perceber que o micro-ondas estava ligado.

As crianças não vão comer, Felicity.

É para você.

Para mim? — Ela assentiu e então ele percebeu que a torta que estava no prato da esposa, era o que ela tinha colocado para ele. — Por acaso você está comendo o segundo pedaço de torta?

Por acaso eu estou. — Responde sem olhar para ele.

Eu realmente estou começando a me assustar. – Roy riu, enquanto via o cunhado tirar o pedaço de torta de dentro do micro-ondas e se sentar à mesa para comer.

Quem é que vai tomar banho primeiro? — Roy se pronuncia, ao ver que as crianças estavam ficando curiosas sobre o assunto.

Até você, tio Roy? — A garotinha fez um biquinho fofo.

Brooke, você tem algum problema com banho, filha? Porque não é a primeira vez que você quer fugir dele. — Roy gargalhou.

Não. Eu só queria tomar banho depois que eu comer.

Você vai comer? — Oliver e Roy perguntam juntos.

Eu tô com fome.

Brooke, eu não acho que deva comer, querida. Você comeu um combo médio no Belly Burger, tomou um copo gigante de sorvete, tomou um creme de cupuaçu antes de virmos para casa..., você vai passar mal.

Se você comeu tudo isso, hoje você não come mais nada. Se quiser tomar um suco, tudo bem. — Ela assentiu, mesmo que tivesse feito um bico, ao ouvir o pai. — E depois banho.

Eu vou no do quarto do papai. — Bryan se pronuncia antes da irmã.

Você só faz isso pra me irritar.

Você que diz gostar de tomar banho no nosso quarto. — Cruzou os braços. Felicity e Roy viram como ele ficou parecido com o pai.

Vocês não vão brigar, certo?

Não. — Respondem juntos.

Papai, a gente vai poder ir ver os gêmeos da tia Sara de novo quando?

É. Killian disse que eles estão maiorzinhos, e que estão mais gordinhos.

Ah, eu imagino que sim, pelo tanto que Ray disse que eles comem. — Os adultos riram. — Vamos esperar um pouco, Sara e Ray devem estar cansados demais.

Killian disse que os gêmeos acordam muito de madrugada.

Bebês são assim.

Vão aprendendo, logo terão irmãozinhos também. — Oliver e Felicity olham para Roy. — Já imaginaram?

Ia ser bem legal ter um irmãozinho.

Irmãzinha. — A irmã corrigiu.

Não sendo fresca como você... — Roy riu.

Bryan. — Os pais o repreendem.

Eu não sou fresca. Sou diferente. — Os adultos riram. — Lyon não reclama.

Ah, lá vamos nós. — Felicity gargalha.

Não acredito... — Se pronuncia, surpreso. — Minha sobrinha já tem namoradinho?

Namoradinho uma ova, Harper. — Ele gargalhou. — Minha filha não vai namorar tão cedo.

Do que estão falando?

Estão falando que você e Lyon estão namorando. – O irmão responde, de braços cruzados.

Não estamos nada.

Os tios acham que sim, porque você não desgruda dele. — Brooke mostra a língua.

Okay. Sua irmã não está namorando, e vocês dois vão esquecer essas histórias. São criança ainda. — Felicity balança a cabeça, com um sorriso. — E você..., desgruda um pouco do mini Merlyn.

Mas por que? Ele é meu amigo.

Não ouça seu pai, amor. Ele está com ci.ú.mes. — Oliver revirou os olhos. — Vão tomar banho.

Tchau, tio Roy. Boa noite. — Dizem juntos, abraçando-o.

Boa noite, pequenos. — Os observou subir, com um implicando com o outro. — Desde quando isso vem acontecendo?

As implicâncias? — Roy assentiu. — Não faz muito tempo não.

Acho que Bryan faz isso para irritar mesmo.

E desde quando minha sobrinha tem pretendente? — Oliver o fuzilou.

Desde que Oliver viu o quanto Lyon e Brooke são fofos juntos.

Eu poderia não ter presenciado. — A esposa riu.

Sabe, irmão..., Bryan também tem pretendente.

Sério?

Só que isso vai ser um problema, porque Barry é tão ciumento quanto seu cunhado.

Não creio... — Riu. — Bryan e a ruivinha? Bem que eu vejo o jeito carinhoso que ele trata a menina. Que fofura.

Você realmente não se importa em saber que sua sobrinha está grudada em um menino?

Eu não. Ela tem sete anos.

Ah, por favor, irmão, faça meu marido, seu cunhado compreender isso? — O outro riu. — Ele quer colocar Brooke em uma bolha.

Não vai dar certo. Quando ela quiser namorar..., você vai ter que aceitar.

Inacreditável. — Murmurou.

Bom, eu já vou indo. Tenham uma ótima noite.

Não quer comer? Eu nem perguntei antes.

Eu já comi. Tenta maneirar, beleza?

Como é?

Você anda estranha.

Você também com isso?

Não está mais aqui quem falou. — Oliver ao perceber os olhos da esposa, jogou as mãos para o alto, em rendição. — Nos vemos por aí.

Ei. Não deixe de vir me visitar sempre que puder.

Prometo. Eu viris até almoçar aqui amanhã, mas tenho compromisso.

Com a minha cunhada? — Roy olhou para o cunhado.

Com a minha irmã. — Afirmou ao ver o olhar do outro. — Que ótimo.

Somos só amigos. — Resolve dizer.

Por enquanto. — Felicity completa. — Eu quero muito que isso dê certo.

Só não faça minha irmã se machucar, que tá tudo bem. — Roy realmente se surpreendeu ao ouvir o cunhado. Ele apenas assentiu. Não faria nada que pudesse machucar a baixinha. Gostava dela de verdade, por mais estranho que aquilo fosse. Nunca se sentiu daquele jeito por ninguém. Ele se despediu e foi acompanhado até a porta.

Pronto para ter Roy como cunhado duplamente? — Oliver bufou e a esposa gargalhou.

Notas finais
Até a prévia Kissus