Cross Destination

37 Capítulo Trinta e Sete


Notas iniciais
Eu estou de volta! Sentiram saudades? Espero que sim. Então, eu encontrei um tempinho - minha irmã foi ao médico - e por isso aproveitei para vir postar. Espero que gostem Boa Leitura

E então, como está a Kara? — Laurel perguntou. Estavam todas na casa da Caitlin. Ela tinha convidado todos para um almoço. Enquanto as crianças brincavam, eles conversavam.

Ela está bem, graças a Deus. – Felicity responde demonstrando alívio. – Ela ainda está em observação, vai ficar mais algumas semanas no hospital, mas está bem.

Que ótimo.

Estávamos preocupadas. – Diz depois da irmã.

Apesar de tudo, Mabel tem gostado de ficar em Star City. – Felicity sorriu ao ouvir Caitlin.

Têm sim. Ela tem se divertido. E melhor, não tem ficado preocupada com a mãe. Lá seria diferente.

Com certeza.

Mon-el disse para eu ficar de olho no seu filho. – Ray franziu o cenho, confuso.

Por que?

Porque eu disse para ele que Mabel e Killian andam muito grudados um no outro. – Sara revirou os olhos.

Você é bem fofoqueiro, hein.

Ele é pai da menina, precisa saber. Eu gostaria que me avisassem, se tivesse na situação dele.

Eles têm sete anos, pelo amor de Deus. – Laurel bufa.

Mesmo assim, é bom ficar de olho, né?

Como pode ser tão ciumento assim?

Você não tem outras coisas com que se preocupar? Meu filho tem sete, e Mabel também. Para que pensar que pode haver algo, sendo que eles são tão pequenos?

Vou te lembrar disso quando sua filha estiver maior. – Tommy riu.

Isso vai demorar. – Arrastou a última palavra.

Você é outro.

Eu concordo. – Caitlin revirou os olhos ao ouvir o marido. – Vocês estão despreocupados porque as filhas de vocês têm quatro e nove meses.

É isso aí. Nossas filhas podem pensar em namoro em poucos anos.

Podem não, elas vão. – Eles fuzilam Sara que riu junto das amigas.

Não gosto nem de pensar na minha filha namorando. – Oliver diz, e Barry concorda.

Se ele é assim com a filha dele, imagina com você. – Ray diz para Felicity.

Ah... – Sorriu. – Ele quase socou o filho do sócio da Inglaterra, acreditam?

Ollie. – Laurel o repreendeu.

Ele chamou minha mulher de gostosa.

Okay. Ele merecia uma surra. – Tommy e Ray concordam com Barry.

Que garoto abusado.

Viu? Eles concordam comigo que ele foi abusado.

Não disse que ele não foi. Só acho que seria perda de tempo discutir e brigar com um adolescente.

A Thea e o Roy não já deviam estar aqui? – Caitlin se lembra.

Eles devem estar chegando.

Juntos. – Tommy murmura, inconformado. – Ainda não acredito que meu pai autorizou esse namoro. E que você ficou sabendo e deu carta branca.

Ela gosta dele, ele gosta dela..., o que você queria que eu fizesse? – Retrucou. – Além do mais, Roy não vai machucar nossa irmã, ele presa muito pela vida dele.

E eu não gostei dessa ameaça. – Oliver não responde. – Eles se amam, okay? Conformem-se.

Eu gostei muito dos dois estarem juntos.

Você gostou, porque a previsão fui eu que fiz, e você gosta de jogar a culpa na minha cara. – Os outros riram.

Também. – Eles voltam a rir. – Mas não é só isso. Eles ficam fofos juntos.

Deve ser a Thea. – Caitlin se levantou para atender, e eles se viraram para a porta quando ouviram um “não acredito” sair da boca da amiga e esposa.

Bom dia, Caitlin. Como vai?

Eu estava ótima até alguns segundos atrás. – A morena lhe sorriu falsamente. Barry franziu o cenho, se perguntando o que Iris fazia ali.

Barry. – Ela passou por Caitlin, esbarrando de propósito em seu ombro.

Vadia. – Sussurrou.

Que bom te ver. – O abraçou, mas ele não fez o mesmo.

Iris, o que faz aqui?

Aproveitei que seus pais estavam vindo, e peguei carona. Eles não puderam ver o menino depois que ele nasceu, então... – Olhou para os presentes na sala. – Tudo bem?

Tudo. – Apesar dos homens terem respondido, cada uma das mulheres não abriu a boca.

Mãe, pai. – Eles abraçavam Cait. – Por que não avisaram que vinham?

Queríamos fazer uma surpresa, querido.

Joe e Francine não puderam vir, mas mandaram abraços, e presentes. – Mostrou duas caixas empacotadas em azul. Barry pegou das mãos do pai.

Como vão?

Vamos bem.

E a senhora?

Estou louca para ver meu neto. – Eles sorriram. – Ele deve estar enorme.

Está sim.

E bem gordinho. Já disse ao Barry que aquele garoto anda comendo pra caramba. – Barry fuzila Tommy que começa a rir.

E sua filha não, né?

Eles têm quantos meses de diferença?

Três. – Laurel responde.

E onde Connor está? Eu também quero vê-lo. – Caitlin olha para o marido.

Ele está dormindo. – Suspirou. – Se puderem esperar só um pouco, logo ele deve acordar.

Claro, querido. – Se aproximou de Felicity. – Barry me disse que está grávida.

Eu estou. Já estou terminando o terceiro mês.

Ficamos surpresos quando ele disse que são trigêmeos.

Trigêmeos? – Eles olham para a Iris. – Nossa, vocês queriam mesmo ter filhos, né?

Iris. – Nora a repreende.

O que? Foi apenas um comentário.

Claro. Isso porque eu escolho quantos bebês são fecundados em mim. – Os outros seguram uma risada, em especial Caitlin.

Já sabem o sexo? – Henry pergunta, querendo amenizar as coisas.

Ainda não.

Nossos filhos estão em um impasse. Bryan quer que venha tudo menino, e Brooke quer que venha tudo menina. – Eles riram.

O filho do Oliver acha que se vierem meninas, serão todas..., como é que ele diz? Frescas? – Os pais riram. – Frescas como a irmã dele.

Ele e Brooke agora deram para se implicar, em especial Bryan.

Isso é coisa de idade, querida.

E como estão os gêmeos?

Estão ótimos. Estão dormindo lá em cima. – Sara responde.

Que bom.

Caitlin, por que não chama sua filha? Tenho certeza de que meus tios querem vê-la. – O casal se olhou. – E eu também, claro.

Claro. – Debochou. – Você também. – Sussurrou enquanto ia até o jardim.

Falsa. – Oliver apertou a coxa direita da esposa.

Vovô, vovó. – A garotinha abraçou ambos.

Meu amor, você está enorme.

E está linda como a sua mãe. – Barry sorriu ao ouvir o pai, mas Iris revirou os olhos. Todos com exceção dos adultos e da criança, perceberam.

Obrigada. – Ela encontrou, sem querer, os olhos de Iris.

Olá, querida. – A menina não lhe sorriu. – Não vai me dar um abraço?

Não. – Barry se surpreendeu, assim como Caitlin. Sua filha nunca tinha respondido Iris daquela forma, ela sempre se escondia atrás dele, ou de sua esposa, de medo. Olhou para Iris que tinha a sobrancelha erguida.

Ora, isso é jeito de responder?

Não gosto de você. – Novamente, ambos os pais estavam surpresos. Felicity segurou uma risada. Ela conhecia aquele jeito de ser. Sua afilhada estava aprendendo direitinho.

Meu Deus, ela está virando o Bryan, só que de saia. – Eles riram baixo do comentário de Tommy. – Seu filho ensinou isso para ela.

Está na cara que sim. – Sara diz.

E por que não? Nunca te fiz nada. – Se aproximou da garotinha, mas ao contrário do que os pais da menina e os tios acharam que ela faria, ela ficou no mesmo lugar. – Alguém está te colocando contra mim?

Ninguém fez isso. Você é falsa, e eu não gosto de você.

Ora, sua...

Iris. – Barry se aproximou assim como Caitlin. – Controla sua língua.

E sua filha? Não tem que controlar a dela também não?

É só uma criança. E você perguntou para ela porque ela não gosta de você e ela te respondeu. Simples assim.

Se não quisesse ouvir o que ouviu, então que não perguntasse.

Eu não pedi a sua opinião.

Você vem na minha casa, e me diz quando eu posso ou não falar? – Bufou.

Okay, criança no recinto. – Ouvem Henry.

Você anda me colocando contra a menina, não é? Assim como fez com o Barry.

Iris, não faça cena. – Nora pede.

Eu não coloquei ninguém contra você. Mas eu teria motivos, não é? Se eu fizesse isso.

Iris, eu peço, que se você quiser ficar na minha casa, que controle sua língua, respeite a minha mulher..., e os meus amigos... – Completa ao se lembrar dos comentários que ela fez sobre Oliver e Felicity. – E principalmente a minha filha.

Kitty, querida, porque não volta a brincar? – Ela olhou para a madrinha, sorriu e assentiu. – Daqui apouco chamamos vocês para almoçarem. – A menina volta assentir e corre de volta para o jardim.

Desde quando ela ouve você?

Desde que virei a madrinha dela. – Iris olha para Barry, indignada.

Você a chamou para ser madrinha da sua filha? Ela? – Apontou para Felicity que franziu o cenho. – Essa mulher que você mal conhece?

Eu a conheço melhor do que a você. – Iris não acreditava no que estava ouvindo. – E foi Caitlin quem a chamou, eu só concordei. E achei mais que justo, já que Kitty ama tanto Felicity.

E eu Barry? – Caitlin riu.

Você? Está brincando, né? Acha mesmo que eu cogitaria chamar você para ser madrinha, depois de tudo que fez?

Eu sou quase irmã do Barry.

E mesmo assim o beijou. Duas vezes. – Iris arregalou os olhos. – Achou mesmo que eu não saberia do segundo? Barry me contou o que houve da última vez que ele foi visitar os pais.

Iris. Você beijou o meu filho? – Henry balança a cabeça, enquanto a esposa perguntava. – De novo?

Ele..., também quis.

Ah, por favor, Iris. Eu nem mesmo correspondi ao beijo. Você explicou aos seus pais como foi que torceu o pé? – Ela desviou os olhos.

Barry a empurrou e ela acabou caindo.

Não era para machucá-la. – Explicou aos pais. – Mas acabei usando muita força.

E esse é o motivo de você não ir mais á Central City. – Henry cruza os braços.

É isso mesmo, pai. Eu não queria me encontrar com Iris.

E mesmo assim, você veio até aqui conosco.

Eu queria ver o Barry, conversar, tio Henry.

Nós já conversamos. – Suspira. – Nossa amizade terminou naquele segundo beijo.

Barry...

Eu disse para você que só queria amizade. Eu disse no dia do meu casamento, que eu amo a Cait, e disse de novo quando você me beijou pela segunda vez. Você não consegue se controlar. Toda vez que estamos todos juntos, você faz alguma cena. Então..., essa é a última vez que vamos nos ver. – Deu as costas para a mulher morena. – Vou ver como está a lasanha. – Caitlin o seguiu.

Ahmmmm..., vocês querem ver os bebês? – Laurel decide se pronunciar. – Tenho certeza de que eles não vão acordar, se não fizermos muito barulho.

Claro, querida, por favor. – Nora responde.

Eu e minha irmã acompanhamos vocês até lá. – Felicity não retrucou. Ela preferia ficar de olho na morena, então ficaria ali mesmo, sentada no sofá.

**--** **--**

Felicity percebia os olhares de Iris sobre Barry e Kitty. Ela com certeza não estava feliz pelo que ouviu, de nenhum dos dois, pela cara que fazia. Caitlin também havia percebido, e tentava se controlar, pelas crianças que estavam presentes. Pela primeira vez, surpreendendo a todos, Kitty não estava nenhum pouco comedida na presença da morena. Ela estava do jeito que ela sempre ficava na presença dos tios e avós, e isso era uma felicidade para os pais da pequena. Eles ficavam com o coração na mão, sempre que Kitty estava na presença de Iris. Ela danava a grudar neles, e algumas vezes, chorava. Laurel e Sara estavam concentradas em dar a comida para os bebês, e Thea se controlava tanto quanto Caitlin, pois a presença de Iris a irritava. Ela havia presenciado algumas coisas quando chegou, e como filha de Malcom Merlyn, ela não conseguiria segurar a língua por muito tempo. Temperamento Merlyn. Era assim que Laurel dizia as vezes, e os outros concordavam.

Então, você é irmão da Felicity? – A loira franze o cenho ao ouvir seu nome na boca de Iris West.

Sou sim. Na verdade, meios irmãos. – Explicou.

E você também é de Las Vegas?

Sim, nasci lá assim como a Felicity.

E vocês dois se conhecem desde pequenos?

Por que que você quer saber sobre a vida do meu irmão? – Felicity não consegue segurar a língua.

E eu pensando que seria a Thea que começaria o barraco. – Tommy comenta com Oliver.

Você é amiga do Barry, quero conhecer mais os amigos do meu amigo. – Caitlin revirou os olhos.

Quem te conhece que te compre. – Iris franziu o cenho não gostando da forma que Felicity lhe disse.

Agente pode ir brincar agora? – Kitty interrompeu uma nova discussão.

Já terminamos de comer, mamãe. – Brooke completa.

Eu acho que devem fazer um quilo antes. — Iris se pronuncia, fazendo as mulheres arquearem as sobrancelhas, se perguntando porque ela estava respondendo por elas.

Eu não pedi a sua opinião. – Todos olham para Kitty.

Kitty, não fale assim, por favor. – O pai pede. Apesar de entender a forma como a filha trata Iris, ele não podia deixar que ela fizesse aquilo na frente dos outros. A menina cruzou os braços.

Querida, eu prefiro que vocês joguem videogame.

Sim. Vocês acabaram de comer, e correr agora não é uma boa ideia. – Felicity completa.

Tudo bem. – As crianças dizem juntas.

Eu e Felicity vamos levar o sorvete daqui a pouco. – Eles correram para fora do cômodo, discutindo sobre quem jogaria primeiro.

Não corram. – Sara grita.

Eu e Roy ficaremos de olho nos pestinhas. – Se levanta.

Eles já têm seis anos, não precisam de babá. – Thea franziu o cenho. – Além disso, não deveria falar pelos outros.

Iris. – Nora e Henry a repreendem. Barry balança a cabeça.

Em primeiro lugar, o que eu faço ou deixo de fazer não é da sua conta, em segundo lugar, eu não pedi a sua opinião, e em terceiro... – Ela deu alguns passos até a morena. – Você tem sorte de eu estar na casa do Barry e da Cait, porque se fosse de outra forma, eu já teria dado na sua cara. – Felicity e Sara riram baixo. Laurel segurou uma risada, desviando o rosto para o outro lado, e Cait cruzou os braços, olhando para as mulheres ao lado dela.

Não se acanhe, Thea. – Dessa vez até mesmo os homens seguraram uma risada.

Vamos nos acalmar, por favor. Iris, pare de ficar provocando.

Eu só fiz um comentário, tia. Ela que veio com brutalidade. – Thea balançou a cabeça. – Mas também, sendo filha de quem é.

Como é? – Tommy tinha o cenho franzido quando se pronunciou junto da irmã.

Dizem coisas horríveis sobre seu pai. Agora eu entendo o porquê.

É melhor tomar cuidado com o que fala, garota.

Iris, se controle. – Barry se levanta. – Você está na minha casa.

Você está sempre do lado dessas aí. Você me trocou por essa mulher, defende essas outras aí..., até mesmo me impedir de vir te visitar, e de ser sua amiga você está impedindo.

Se você quisesse ser amiga...

Depois que você fez amizade com essas pessoas, acha que é muita coisa, né? – Caitlin franziu o cenho. – Como se ficar amiga de uma mulher que sumiu por seis anos, e escondeu os filhos do pai, fosse ser importante.

Olha aqui, garota... – Felicity se pronunciou, se levantando. – Eu sei que você odeia a Cait, porque é uma invejosa de primeira, mas não me coloca no meio disso não, okay? – Se aproximou. – Se eu sumi ou não, se eu escondi ou não, isso não é da sua conta. Minha vida não lhe diz respeito.

Realmente, eu não devo falar de uma perdida como você. – Apesar de as amigas, o marido, e o irmão não terem se surpreendido com a bofetada, os outros sim. A marca da mão de Felicity estava no lado direito do rosto de Iris, e com certeza ardia. – Sua...

Perdida é você. – Rosnou. – Não fui eu que dei em cima de alguém comprometido, que beijei alguém que é casado..., eu sempre fui fiel aos meus princípios. Diferente de você.

Você não sabe com quem está lidando.

Querida, você não sabe com quem está lidando. – Oliver se levantou ao perceber que a esposa iria dar outro tapa na outra. – E se não quiser outra bofetada, é melhor controlar essa sua língua.

Barry, vai deixar que ela fale assim comigo? Não vai fazer nada, depois de ela me dar um tapa?

Você teve sorte de ela só lhe dar um tapa... – Caitlin se pronuncia. – Eu teria arrancado todos os fios de cabelo da sua cabeça.

Não se meta, eu não falei com você.

Se soubéssemos que você faria uma cena, não teríamos trago você.

Tio, ela quem começou. – Se faz de inocente.

Garota, você não tem caráter?

E você ainda pergunta, Thea? Essa aí não sabe o significado dessa palavra. – Caitlin diz.

E você por acaso sabe? Você está com o Barry porque eu deixei.

Ah, não. Essa garota quer apanhar. – Barry segura a esposa.

Iris, você vai continuar com as provocações? Por que se for, eu quero que saia da minha casa. Você ofendeu uma amiga, dentro da minha casa, sem motivo algum.

Eu só disse a verdade. Você não percebe, Barry? Não vê que você seria muito mais feliz se estivesse comigo?

Meu Deus, ela está mesmo fazendo o que eu acho que ela está fazendo? – Laurel se pronuncia, surpresa.

Eu te amo. Eu sempre te amei. – Cada um dos presentes ficou indignados.

Você não o ama. Você só diz isso porque é conveniente. – Se soltou do marido, que ficou por perto para o caso de precisar. – Ele deixou de correr atrás de você, deixou de te amar, e por isso você passou a amar ele. Falsa. Hipócrita.

Você por acaso já se olhou no espelho, sua golpista? – A outra face de Iris tinha também a marca de uma mão, dessa por causa da bofetada que Cait lhe deu. – Doeu, não é? Pois é pouco o que você está ouvindo. Quem garante que você não estava de olho no Barry desde antes de começarem a namorar? Quem garante que você não estava de olho no status que teria, ao se casar com ele?

Chega, Iris. – Barry praticamente gritou, o que chamou a atenção das crianças, que chegaram bem no momento em que Caitlin dava o segundo tapa do dia em Iris.

Repete, se você tiver coragem. – Rosnou, e o marido a segurou em seguida.

Vadia. – Xingou, mesmo percebendo a presença das crianças. Barry se coloca na frente da esposa.

Você pode sair da minha casa.

Barry...

Nem tente gastar saliva. Quero você fora da minha casa. – Iris trincou os dentes.

Sua máscara de boazinha caiu.

Eu vou embora, Barry, mas você ainda vai me dar razão. – Deu as costas e se dirigiu para a saída do cômodo, passando irritada pelas crianças.

Definitivamente vocês precisam se benzer. – Roy comenta depois da saída da mulher, fazendo todos concordarem com ele.

**--**

Oliver observava a esposa comer o cachorro-quente com o creme de avelã numa boca tão boa que ele se perguntava se era mesmo tão bom assim. Quando ela teve o desejo era quase meia noite, e para a sua sorte, ele tinha tudo em casa. Tinha sido sorte. Da última vez que ela teve desejo, ele rodou a cidade inteira para achar o tal dos tacos de chocolate com salada de frutas que ela havia encontrado na internet. Ele acabou encontrando alguém que trabalhava em uma sorveteria, e que se disponibilizou a fazer. Como era bom ter o sobrenome Queen, ele pensou naquele dia. Se não fosse por isso, ele duvidava e muito que aquela senhora faria seu pedido à 1h30min da manhã. No final, ele acabou ficando feliz só por ter feito sua esposa feliz. Ela comeu cinco e sobrou dois que ela guardou na geladeira para comer no dia seguinte. Oliver fez uma careta quando viu a esposa colocando calda de abacaxi, caseira, em cima do cachorro-quente.

Definitivamente, isso é um nojo. – Ela não respondeu, apenas continuou comendo. – Como é que consegue comer isso?

Eu comi aquela canja horrível...

Tudo que eu faço é uma delícia. – A cortou, e ela fez um bico.

Mas eu odeio canja.

Ouviu o que Caitlin disse sobre diminuir a quantidade de doce, e comer o tanto de nutrientes certos? Estou fazendo como ela ordenou.

Isso é tão injusto. – Ele quase riu. – O que vai fazer para mim amanhã? Por favor, nada de frango. – Ele riu.

Vou fazer salada de macarrão. – Os olhos dela brilharam.

Feito na panela de pressão? – Ele sorriu, assentindo. – Me deu até água na boca.

Percebi, pelo modo como seus olhos brilham. – Diz limpando o canto da boca dela. — Então, Roy vai entregar Mabel para os pais?

Sim. Amanhã as 15h eles pegam o avião.

As crianças sentirão falta dela.

Em especial Killian. — Diz rindo. — E eu também. Foi bom passar esses dias com ela.

Eu também gostei. Mas ela pode voltar sempre que quiser.

Humm... – Mordeu outro pedaço da comida em suas mãos. – Você disse que tinha algo para me contar.

É..., eu tenho. – Suspirou.

É algo grave?

Não. Não é. – Ela o olhou, curiosa. – Eu vou ter que fazer uma viagem na sexta.

Viagem? – Ela parou de comer imediatamente. – Por quantos dias?

Uma semana no máximo.

Uma semana? – Reclamou. – Você tem mesmo que ir?

Eu também odeio ter que fazer essas viagens longas, mas não tem outro jeito, baby. Precisam de mim. – Ela fez um bico. – Farei um esforço para voltar antes.

Queria que não tivesse que ir.

Eu sei, amor. – Ela limpou a mão no pano de prato que estava ao seu lado. – Não vai mais comer?

Não. Perdi a fome. – Oliver suspirou, sentindo-se mal por deixar a esposa tristinha.

Me desculpa. – Ela balança a cabeça.

Eu entendo. – A voz dela saiu embargada, e Oliver se levantou para se dirigir do outro lado da mesa, onde a esposa estava sentada. – Só queria que não tivesse que fazer essa viagem.

Eu também, baby. – A puxou para seus braços, e ela o apertou bem forte. – Vamos dormir? – Ela não respondeu, apenas balançou a cabeça. Ele beijou os cabelos loiros e a levou para o andar de cima, onde, com cautela, a deitou na cama box, deitando-se ao lado dela, e a abraçando, esperando que ela dormisse, e se esquecesse, pelo menos por um momento, daquela viajem.

**--** **--**

Era difícil. Muito difícil estar naquela situação. Ele teve ela por algumas semanas, até aquele maldito do Harper levá-la. Não aguentava mais ficar sem ela. Ficar sem o cheiro, o corpo, o beijo dela. Mesmo quando ela não o correspondia. Ela pagaria por fugir. Ela aprenderia a nunca mais o deixar. Ele a faria pagar, por ter sido tão malcriada, tão desobediente. Ele passou a língua nos lábios. E então, enfim ela seria dele. Toda dele. Ele faria com que Oliver Queen e Roy Harper se arrependessem de se meterem em seu caminho. Eles eram a maior razão de Felicity estar longe de si. Aqueles dois eram seus piores inimigos, e eles pagariam muito caro por tirar algo tão precioso de suas mãos. Se não fosse pelo segundo, ele ainda estaria com a mulher em seus braços, e se não fosse pelo primeiro, ela com certeza teria olhos só para ele. Os passos de que alguém se aproximava o fez olhar para a porta.

Você conseguiu uma folga?

Consegui, ou não estaria aqui.

Eles não estão desconfiados?

Eu acho que sim..., mas não é uma certeza. Vou fazer com que confiem em mim. – O outro assentiu. – Eu vim até aqui para lhe dar uma notícia.

Boa ou ruim? – Tomou um gole do whisky.

Uma que Cooper Sheldon não vai gostar nenhum pouco.

Diga de uma vez. – Os olhos se encontraram.

Ela está grávida. – O copo se espatifou no chão, quando Cooper o soltou. O líquido, manchava o tapete branco.

Como é?

Ela está grávida. – Repete. – Aproximadamente quatro meses. Mike avisou a todos. Ela está com ainda mais segurança na cola dela.

Não a.cre.di.to. – Diz, em rosnado, pausadamente. Fechou as mãos em punhos.

Eles deixaram para contar para os "outros"... – Fez aspas com as mãos. – Quando a barriga começasse a aparecer. E já está com uma barriguinha.

Aquele maldito.

Pode piorar. – Cooper se levanta, possesso.

Como é que pode piorar? Será que pode me dizer como? – Grita. – Minha mulher fica grávida daquele maldito mais uma vez. Ela vai ter um filho com ele..., de novo. – Se vira. – Novamente. E você diz que pode piorar?

São trigêmeos. – Ele se volta para o infiltrado.

Repete.

São trigêmeos. – Cooper pega a garrafa que estava na mesa de centro e joga na parede.

Queen desgraçado. – Esbraveja.

**--** **--**

O ódio não tinha passado. A vontade socar várias pessoas, só ficava mais forte. O desejo de fazer Felicity se arrepender de ter feito aquela escolha, só crescia em seu interior. Ele queria machucá-la. Interna e externamente. Ela merecia por resolver engravidar mais uma vez daquele maldito. Ela era só dele. Apenas dele. Se fosse para ter uma droga de filho, deveria ser com ele. Mais três pestes para atrapalhar seus planos. Ele deveria fazê-la perder aqueles pequenos insetos, mas sabia que isso poderia acarretar na morte dela. E isso ele não queria. Não queria que ela morrece. Queria que ela sofresse. E por isso ele deixaria que os ratinhos nascessem. Eles nasceriam, saudáveis, e então ele mesmo os mataria. Isso com certeza traria uma dor irremediável á sua Felicity. E sabia que isso poderia ser o fim para o casal. Perder os três insetos seria o fim daquele casamento desgraçado para sempre. E ela seria dele. Ela seria dele de qualquer jeito.

O que quer? – Pergunta ao ouvir a porta se abrir. – Não estou com cabeça para nada. Não quero ouvir mais nenhuma..., desgraça hoje.

Tem alguém querendo falar contigo.

Não quero ver ninguém.

Eu acho que vai querer ver essa pessoa.

É? Por que eu iria querer ver essa..., pessoa? Nem sei quem é ela. – Diz, sem olhar para a pessoa que estava na porta.

Ela diz que vai querer ouvir.

Ela? Ela tem nome?

Moira Queen. Já ouviu falar? – Ele se virou assim que ouviu a voz feminina. – Olá. Não nos conhecemos, não é? Mas já ouvi tanto de você.

Eu também. Da própria Felicity.

Acredito que ela tenha dito muitas coisas ruins.

Acredito que tenha dito o mesmo de mim. – Os dois sorriram.

Eu tenho um acordo para fazer.

E o que eu ganho se eu aceitar?

Felicity Smoak. – Cooper deu um sorriso diabólico.

Então vamos conversar.

Notas finais
Por favor, não se esqueçam de comentar. É muito importante para mim. Vocês sabem. Eu não sei quando estarei de volta... Mas eu voltarei. Prometo. Postarei a prévia no ZAP Até o próximo Kissus