Cross Destination

34 Capítulo Trinta e Quatro


Notas iniciais
Boa noite. Como eu prometi - para os leitores do zap - aqui estou eu. Momentos extremamentes fofos nesse capítulo, hein. Boa leitura

Felicity mordia o lábio, nervosa, enquanto Cait passava o gel em sua barriga. Ela queria muito que aquilo fosse apenas um erro. Não que ela não estivesse feliz, mas não deveria estar acontecendo tão rápido. Ela sentia muitas coisas ao mesmo tempo. Medo, felicidade, desespero, nervosismo, mas além de tudo, ela já amava aquele ser. Quando percebeu que suas regras estavam atrasadíssimas, ela se desesperou. Naquele dia, depois que conversou com Caitlin, ela fez as contas, e percebeu o quão atrasada estava, e o que isso poderia querer dizer. Além do atraso, ela percebeu o quanto sua fome se tornou absurda. Todos os sinais estavam gritando para ela, e ela se negou a ver. Se negou a admitir que poderia sim, ser o que tanto temia. Ela tinha feito uma decisão, mas nem por isso o medo deixou sua alma. Por isso, quando acordou naquela manhã, ela pediu que apenas Mike, Gregory e Collin a acompanhasse, não queria que mais ninguém soubesse que ela estava em um hospital, com medo que o marido ficasse sabendo. Além do exame de sangue, ela pediu para Caitlin fazer um ultrassom, e era isso que estavam fazendo, depois que o resultado deu "positivo". Felicity já tinha decidido que tentaria engravidar, mas sem que o marido soubesse. Ela tinha parado com os remédios, mesmo que estivesse com um medo enorme. Tinha contado apenas a Laurel, Sara e Caitlin sobre essa ideia maluca que teve; mesmo que tivesse demorado algumas semanas para fazê-lo. Tudo o que fazia era por Oliver. Vê-lo pegar Niki no colo, e depois o Connor, estava mexendo com seu emocional. Depois teve os gêmeos de Sara, que apesar de ter nascido semanas depois de ter tomado aquela decisão, mesmo assim, vê-lo pegar Enzo e Eliza, fazia com que o sentimento de que estava fazendo o certo crescesse em seu interior. Ele merecia ter a experiência que seus amigos estavam tendo. Mesmo assim, quando ela viu que as regras não tinham vindo, o medo a abateu de uma vez.

Cait? Será que não foi um erro? Talvez minhas regras tenham se atrasado por causa do meu estresse. Talvez esse positivo, esteja errado. Alguém pode ter trocado os exames.

Lis, ninguém trocou os exames, eu tenho certeza disso.

Só faz cinco meses que eu parei com os remédios. Caitlin, não é possível que isso esteja acontecendo tão rápido. Eu pensei que demoraria. Eu passei anos com o Oliver, e só engravidei dos gêmeos muito tempo depois. – Caitlin segurou uma risada.

Fica calma. – Felicity soltou o ar, e olhou para o teto.

Isso só pode ser algum erro. É impossível que esteja acontecendo isso..., tão rápido. – Cait segurou uma risada.

E você e Oliver ficaram na seca?

Cait. – Repreendeu e a amiga riu.

Viu? Não ficaram. Vocês estavam mais fogosos do que nunca. – A amiga franziu o cenho. – Foi a Thea quem disse. Qualquer oportunidade, era proveitosa para vocês. – Diz rindo.

Thea é uma... — Revirou os olhos, não terminando a frase. – O pior é que é verdade. – A amiga riu. – Eu e Oliver temos uma vida sexual ativa, ora.

Bota ativa nisso, né? – Diz rindo.

Cait, diz logo que é um erro, por favor? – Implora. Caitlin suspirou e voltou os olhos para a máquina. – Diz. É um erro, certo? Não tem como eu estar grávida..., não com esse tempo de que comecei a parar de tomar as pílulas, certo? Impossível. – Fala tão rápido que a amiga quase não consegue acompanhar.

Okay, isso aqui é para você ver como o resultado é certo. – Riu. – Você está super grávida. Gravidíssima. – Felicity a olhou. – Com isso que estou vendo, você vai surtar um pouquinho. – Felicity olhou para a tela, quando Caitlin a virou para ela. Felicity arregalou os olhos. Ela sabia olhar a ultra. Ela já esteve grávida uma vez, além de que estudou sobre aquilo na época em que estava fugindo.

Oh, Deus. Isso..., Isso...

Então você sabe ver uma ultra. – Felicity não conseguiu responder. – Então sabe o que esses três "pontinhos" querem dizer?

São trigêmeos. – Ela sussurra. – Trigêmeos.

Trigêmeos. – Afirmou. – Três bebês. E pelo que estou vendo..., estará entrando no terceiro mês na próxima semana.

O que? – Se assustou. – Três? Já? Quer dizer que eu engravidei...

Isso mesmo. – Balança a cabeça. – Você engravidou mais rápido do que imagina.

Isso só pode ser alguma brincadeira. – Caitlin riu. – Como isso é possível? Eu levei anos para engravidar na primeira vez, e agora..., levo menos de cinco meses para engravidar? É isso mesmo? Não ria, Caitlin. – Praticamente grita, desesperada.

Okay. – Respira fundo. – Eu sei que pensou que fosse demorar, mas aconteceu. E Oliver vai ficar feliz com isso, tenho certeza.

Eu sei que ele vai. É só que eu..., pensei que demoraria pelo menos um ano ou dois. – Caitlin volta a rir. – Você está achando graça do meu desespero.

Me desculpa. Mas você quem decidiu parar com os remédios. E nem mesmo contou para ele, imagina a cara dele quando souber. Principalmente quando souber que são trigêmeos.

Eu vou matar o Oliver. – Caitlin riu novamente. – Três?! Meu Deus, não podia vir só um? – Caitlin riu ainda mais ao ouvir o que ouviu. – Isso não é engraçado. Se dois bebês já são complicados, imagina três?

Você vai ter Oliver do seu lado, dessa vez. E a mim, e á Laurel, e a Sara. E mais um monte de tios malucos. – Felicity concorda, e volta os olhos para a tela.

Estou com medo. – Diz, depois de um tempo de silêncio.

Tudo bem ter medo. Eu entendo.

Eu sei que a decisão foi minha, e eu estou feliz pelos bebês, Cait..., eu juro que estou. Mas eu estou com tanto medo..., tanto..., que meu coração está apertado. – Os olhos dela lacrimejaram. – Eu não quero que algo aconteça com eles.

Não vai. – Balança a cabeça, pegando em uma das mãos da amiga. – Não vai. – Afirma mais uma vez. – Conte ao Oliver hoje. Explique tudo, e diga tudo que está sentindo, Lis. Vocês são casados, não esconda dele o medo que está sentindo. – Felicity concordou, agradecendo em seguida.

**--** **--**

Onde estava? Não avisou a ninguém que sairia. – Ela ouve o marido, assim que entra na sala de TV. Ele estava em pé, em frente ao sofá. Ele vai precisar desse sofá, ela pensa. – Liguei para o Tyler, mas ele disse que não estava com você.

Estava com a Caitlin. E sobre os seguranças, Mike, Collin e Gregory me levaram até ela. Não precisei de mais nenhum outro.

Não gosto quando sai só com três. É perigoso.

Me desculpa, não faço mais isso. – Deixou a bolsa em cima do sofá. Ela tentava pensa em um jeito de contar ao marido, sem que ele desmaiasse, como aconteceu com Ray. – Eu..., tenho uma coisa para contar. – Se sentou. – Eu acho melhor você se sentar também.

Por que? – Franziu o cenho. – É alguma coisa ruim?

Não. Não é, mas eu não sei como vai ser a sua reação..., quer dizer, eu sei, mas... – Oliver percebeu que ela estava nervosa.

Agora é que eu não vou me sentar mesmo. – Ela suspirou. – Diz de uma vez.

Okay. Eu estava no hospital com a Caitlin.

Está doente? – A interrompeu, preocupado.

Não. Não estou. Estava me sentindo mal, e achei melhor ir até ela...

Se você não está doente, Felicity, porque está toda nervosa?

Se você me deixar falar, você vai entender. – Suspirou enquanto se levantava.

Você está me deixando preocupado.

Eu já disse que não é nada ruim.

Então diz de uma vez, pelo amor de Deus.

Eu estou grávida! – Diz um pouco alto. Ela vê o marido arregalar os olhos, e percebe que não devia ter dito daquele jeito. Respira fundo.

Como é? – Ele consegue perguntar, em sussurro, surpreso.

Eu.Estou.Grávida. – Diz lentamente. Oliver se senta de vagar no sofá. – Quase três meses. – Volta a dizer, depois que ele se senta.

Você está grávida. – Ele repete, sem olhar nos olhos dela. Felicity mordeu o lábio. – Está grávida. Tem certeza? – Pergunta olhando nos olhos verdes.

Absoluta. Caitlin fez o ultrassom. – Oliver abre um sorriso.

Nós vamos ter outro filho. – E ela não pôde deixar de sorrir ao vê-lo tão animado.

Vamos. – Diz, inclinando a cabeça. Oliver se levanta, trazendo-a com ele, antes de abraçá-la. Ele tinha um sorriso enorme no rosto.

Meu amor, você está grávida. Está grávida. – Ele não parava de dizer aquela frase. – Sabe o quanto estou feliz por isso? Nós vamos ser pais novamente, meu amor. – Diz pegando no rosto da esposa com ambas as mãos. – Eu te amo tanto.

Eu também te amo. – Ele beijou o rosto dela várias vezes, emocionado.

Espera. – Ele se afasta. – Mas como isso aconteceu? Você estava tomando os remédios, Felicity.

Eu parei. Eu parei a uns cinco meses, mas não quis contar nada pra você para não o deixar tão ansioso. E também, eu ainda estava tentando me acostumar com a minha decisão.

Felicity, eu não queria que você fizesse isso só por mim.

Eu sei. Mas..., vê-lo com Connor e com a Niki..., e com os gêmeos..., eu não podia deixar que o meu medo atrapalhasse nossa vida. E você tem o direito de ter essa experiência. – Ele sorriu.

Obrigado por fazer isso por mim.

Eu te amo, Oliver. Faço qualquer coisa por você. – Ele sorriu e a beijou rapidamente. – Mas, mesmo estando feliz com a gravidez... – Colocou a mão no ventre. – Eu tenho medo. Medo de que algo aconteça a eles.

Não vai não. – Pousou a mão sobre a dela. Ele não a ouviu falar no plural, de tão feliz e emocionado que estava. – Eu vou cuidar de vocês. De vocês dois.

Ahmmmm... – Ele a olhou ao ouvir o som sair dos lábios dela. Ela tinha o cenho franzido, e um bico nos lábios. – Não são dois não.

Como assim? Você e o bebê, Felicity. Estou contando vocês dois.

Não. Oliver, não é só um bebê. – Ele ficou surpreso.

Não? – Ela balança a cabeça. – São gêmeos novamente?

Bem que eu queria. – Sussurrou em murmúrio. Ela volta os olhos para os olhos dele. – São três. – Diz de uma vez.

O que? – Ele praticamente gritou.

Isso mesmo que você ouviu. São trigêmeos. E provavelmente a culpa seja sua. – Ela se afastou. – Eu tento entender como isso pôde acontecer, e não consigo achar outra resposta. Eu estava pilhada quando descobri minha gravidez, e então eu vi aqueles três pontinhos. Três pontinhos na minha frente! Você sabe o que eu senti? Se com gêmeos foi complicado, imagina três, Oliver. Eu vou surtar. – Ele observava ela andar de um lado para o outro. – Eu amo esses bebês. Eu amo. Mas eu queria tanto que fosse só um. Só um bebê, meu e seu. Mas não. É claro que não. Porque eu estou grávida de Oliver Queen. – Jogou as mãos para cima, ao falar o nome do marido. Ele segurou uma risada. – Eu não sei porque eu estou impressionada.

Felicity...

Você sabe como é difícil cuidar de três bebês? Eu sei como é com dois, então com três..., deve ser pior. – Ela o interrompe, sem perceber. – Eu vou acordar muito mais vezes de madrugada. Serão três bebês chorando, e eu não sei se vou conseguir cuidar deles. Eu posso não ter leite para os três, Oliver.

Meu amor...

Meu medo maior é ter três vidas dentro de mim, acredite. Não consigo pensar em outra coisa desde que eu vi aqueles lindos três pontinhos na tela do computador. – Oliver a parou, segurando-a pelos braços, fazendo-a parar de falar e olhá-lo nos olhos.

Fica calma, e respira. Você está falando rápido demais. – Ela respirou fundo. – Okay. Eu também estou..., com medo. Sinceramente? Eu não sei cuidar de bebês, Lis. Mas estaremos juntos, e é isso que importa. Vamos cuidar deles juntos. E os gêmeos com certeza vão querer ajudar, então não fique surtando. Isso não faz bem nem para você... – Ele sorriu. – E nem para nossos filhos. – Colocou a mão direita no ventre dela.

Você está certo. Mas é que eu..., não esperava que fosse acontecer tão rápido. – Ele riu. Ela mordeu a bochecha interna e bateu no braço dele. – Não ria! É sério. Isso é culpa sua, e do seu espermatozoide. – E ele riu mais alto. – Eu teria só um bebê, se não fosse por vocês. – Murmurou.

Talvez. Talvez não. – A beijou rapidamente. – Apesar de assustado, eu estou feliz. Eu vou poder acompanhar esses três bebês. Tudo que eu não pude ter com os gêmeos..., sabe o quanto estou feliz por isso? – Ela sorriu.

Isso é o que mais importa pra mim. – Ela o abraçou pela cintura. – Mas, agora, com essa gravidez tripla..., eu acho que prefiro andar com uma escolta maior.

Eu com certeza concordo. Não quero que nada aconteça com você e os trigêmeos. – Ele sorriu ao dizer a última palavra. – Trigêmeos. Eu não estou acreditando.

Imagina minha reação quando eu vi aqueles três pontinhos. – Ele riu. Ele estava feliz, e isso deixava Felicity feliz. – Só não foi pior do que eu fiz aqui, agora.

Eu queria ter presenciado essa cena.

Você quase desmaiou aí, não fala de mim, não. – Fiz um bico.

Você queria o que? Você disse: são três. Meu amor, não tinha outro jeito de me contar essa notícia maravilhosa?

Você ficava me interrompendo, então achei melhor dizer de uma vez.

Você estava me preocupando. – Retrucou.

Tudo bem, eu deveria ter arranjado outro jeito para dizer. – Murmurou e ele sorriu ao ver o bico que ela fez. – Mas eu pensei muito antes de vir para casa. E nada me veio à mente. Eu devia ter olhado na internet. – Ele riu. – Seria melhor do que do jeito que eu fiz. – Diz rindo junto dele.

Você está mesmo feliz com essa gravidez?

Estou. Eu sinto medo, mas..., eu estou feliz.

Já contou às suas amigas?

Não. Só a Cait sabe, e ela vai guardar esse segredo. Mas já marquei com elas, amanhã. Na verdade, Sara marcou para irmos comer no La Crown. Ela está com saudades. Mas viremos para cá depois de lá.

Então vou marcar com os outros aqui. – A esposa assente. – E se prepare.

Me preparar? Me preparar por que? – Arqueou as sobrancelhas.

Porque Tommy vai fazer as piadinhas dele. – E ela estremeceu.

**--**

Caitlin e Felicity estavam sentadas uma ao lado da outra, enquanto que Sara e Laurel estavam à frente delas. Elas ouviam Sara contar sobre como está sendo com Killian e Connor. Elas riam vez ou outra. Ela não tinha experiências com bebês, então tem aprendido muito com Ray, que cuidou do filho sozinho. Sara agradecia pelo noivo saber o que fazer, ou ela estaria perdida. Felicity estava esperando o momento certo para contar a notícia. Ela imaginava como seria a reação das amigas. Ela queria muito contar aos gêmeos antes, mas como eles estavam em uma viagem com a escola, ela contaria as amigas antes de contar a eles, afinal, precisava desabafar.

Killian é um fofo. Ele está amando ser irmão de dois bebês. – Sorriu. – Ele me ajuda quando Ray não está, o que é ótimo, porque cuidar de dois bebês sozinha, não é fácil.

Isso é culpa do linguarudo do seu marido, Laurel.

Infelizmente, tenho que concordar, Cait. – Elas riram. – Como é que Tommy consegue?

Eu espero que ele não me encha o saco. – Elas olham para Felicity.

Você está pedindo demais. – Cait diz rindo, e Felicity não pôde retrucar.

Como assim? — Todas olham para Felicity com o cenho franzido.

Bom, já que estamos todas aqui, eu quero aproveitar para dar a notícia logo.

Notícia? – Caitlin sorriu.

Eu estou grávida.

Lis. – Sara e Laurel sorriram.

Praticamente três meses. – E então Sara começa a rir.

Meu Deus, hein. Você levou dois meses para engravidar. Que potência. – As outras riram, com exceção de Felicity, que corou.

Cala a boca, Sara.

Eu estou tão feliz por você e Oliver. – Laurel se levanta para abraçar a amiga, que faz o mesmo para receber o abraço.

Obrigada, Laurel.

Eu também estou. – Sara se levanta. – Apesar da minha provocação. – Riu, enquanto a abraçava. – Esse bebê vai ser amado pra caramba.

Bebês. – Caitlin diz, tossindo, e as irmãs a olham.

Bebês? – Sara olha para a amiga loira. – Gêmeos de novo?

Não. Gêmeos não. Trigêmeos. – Laurel arregalou os olhos enquanto que a irmã gargalhava. – E eu sabia que você ia rir. – Murmura.

Trigêmeos? Lis... – Laurel dá uma risada rápida. – Eu realmente estou surpresa.

É. Ela e Oliver estavam inspirados. – E as outras duas começam a rir junto de Sara.

Vocês são tão engraçadinhas.

**--** **--**

A Felicity está grávida? – Barry pergunta ao ouvir o amigo.

Bem que eu disse. – Os outros bufaram. – E ninguém acreditou. Todos vocês dizendo que era impossível, que ela não queria, e blá-blá-blá. Eu disse e novamente minha previsão foi certeira.

Cala a boca, Tommy. – Os amigos riram.

Mas uma coisa ele está certo..., você não tinha dito que ela não queria ficar grávida?

Sim, Barry, mas ela decidiu parar de tomar as pílulas, e não me contou.

Por que? – Ray estranhou.

Porque ela não queria me deixar ansioso. E ela queria se acostumar com a própria decisão.

Não deve ter sido fácil para ela. Ela queria te dar isso, mas estava muito apavorada. – Oliver concorda com Tommy. – Mas ela fazer isso por você...

Á quanto tempo que ela parou com os remédios?

Cinco meses.

Foi pouco depois do Connor nascer. – Oliver assentiu.

E de quanto tempo ela está?

Três meses. – Tommy gargalhou.

Três meses? Já? Ela levou dois meses para engravidar, isso é que potência, amigo. – Os outros riram.

Cala a boca, Tommy. — Rosnou.

Você é ridículo. – Barry diz, rindo, balançando a cabeça. – E como está se sentindo?

Bom..., eu vou ser pai de novo. – Eles puderam ver a animação no olhar de Oliver. – Mas a sensação é diferente. Dessa vez vou poder acompanhar tudo, desde o começo. E isso era o que eu mais queria. – Os amigos sorriram.

Nós estamos felizes por vocês.

Com certeza. – Barry concorda com Ray. – Você e Felicity merecem essa felicidade.

E como o bebê está? – Tommy pergunta, se recuperando da risada.

Os bebês estão bem. – Tommy franze o cenho, assim como Barry e Ray.

Bebês?

Você disse no plural ou ouvimos errado? – Barry pergunta.

Se nós três ouvimos isso, então é porque ele disse mesmo no plural.

Sim. Eu disse bebês.

Você vai ter gêmeos de novo, cara? Por acaso não sabe fazer só um? – Os outros riram.

Tommy, vai se ferrar.

Então quer dizer que virá mais dois Queen?!

Não, Barry. Não são gêmeos. São trigêmeos. – Enquanto que Barry e Ray estavam pasmos, Tommy gargalhava.

Trigêmeos. Meu Deus. – Balança a cabeça. – Já assistiram aquele filme "doze é demais?" – Diz, tentando parar de rir. – Oliver está chegando lá. – Os outros dois começam a rir junto de Tommy, e Oliver balança a cabeça.

Tão engraçado, Tommy. — Ironizou.

Cara, você é o único no mundo, que consegue ter gêmeos e depois trigêmeos. Isso é que é vontade de ter filho. – Os outros voltam a rir. – Você é bom mesmo, hein. Não brinca em serviço não.

Tommy, larga de ser idiota. – Ray diz, rindo.

Ah, vocês dois concordam comigo. – Ele diz, quando para de rir. – Eu estou feliz por você amigo, mas imagina se vem tudo menina? – Volta a rir. – Você vai estar mais que ferrado. Vou rir demais.

Você já está rindo demais. – E os amigos riram com a frase dita por Oliver. – Eu sabia que isso ia acontecer.

Claro. Se Tommy não fizer essas piadinhas, não é ele. – A porta se abre, e quando as mulheres chegam à sala, Tommy sorri, provocante.

Ei, srta. grávida. Já estamos sabendo das boas novas. – Felicity já esperava pela provocação. – Eu disse, não disse? Minha previsão acertou novamente.

Não fique se achando não. – Murmurou. Barry e Ray se aproximaram para abraçá-la.

Parabéns, Felicity.

Obrigada, Ray, Barry.

Realmente, bota parabéns nisso. – Sara começa a rir junto de Tommy. – Trigêmeos, hein. Nós aqui temos dois filhos, três no máximo... Vocês terão cinco. Quase de uma vez só. – Laurel e Caitlin seguram uma risada ao ver a amiga corar. Sara gargalha junto de Tommy.

Cala a boca. – Murmura.

Você e Oliver estavam inspirados.

Tommy, deixa de ser inconveniente. – A esposa diz, ainda segurando a risada. – Não o ouça amiga.

Eu só disse a verdade. Vocês estavam mesmo com vontade de ter filhos, hein? Não podia vir um, né? Vieram três de uma vez. Vocês são férteis pra caramba. – Felicty volta a corar.

Coitada, Tommy. Deixe a Felicity em paz. – Barry defende a amiga. – Está deixando-a envergonhada.

Tudo bem, tudo bem. – Riu. – Apesar das minhas implicâncias, loirinha..., estou feliz por você e o Ollie. – Ela sorriu para ele. – E eu espero ser o padrinho de um desses bebês.

Se for assim, eu também quero. – Barry diz, brincando.

Imagina essa creche unida? Sendo filhos do meu amigo, eles serão umas pestes.

Primeiro, não chama meus filhos de creche. – Os outros riram. – E segundo, meus filhos não serão pestes. – Bateu no braço direito dele.

Se eles vierem com o DNA forte do Ollie, você vai ver como é ter três Olivers Queen em casa. – Os outros riram.

Vai se ferrar, Tommy.

**--**

Oliver e Felicity ainda não haviam contado a novidade á Roy, Thea e Walter. Fazia quase uma semana que estavam sabendo da gravidez, mas como Roy estava ocupado e Walter em uma viagem, eles decidiram esperar que os dois estivessem desocupados para que se reunissem. Assim que Walter chegou da viagem, Oliver o convocou para um almoço em seu apartamento, e o homem prontamente aceitou. Felicity decidiu pedir comida, e o marido aceitou. Os gêmeos já estavam sabendo da novidade. Foi impossível esconder durante aquela semana, afinal, o papai deles estava muito ansiosa e animado. Apesar dos filhos já terem pedido por irmãos, tanto Felicity quanto Oliver ficaram apreensivos quando foram contá-los sobre os bebês. Mas tudo deu certo no final.

Nós vamos ter irmãozinhos? – Brooke foi a primeira a se pronunciar, depois que a mãe disse “estou grávida”.

Três? De verdade?

Sim, filho. Oliver tinha um sorriso no rosto, apesar de estar nervoso por não saber como os filhos reagiriam.

Tomara que não venha tudo menina, né? Oliver não pôde deixar de rir, mais leve.

Tomara que vem tudo menina, sim. Retrucou o irmão.

Então que não seja fresca como você, irmãzinha. Ela lhe deu a língua.

O que você tem contra meninas? Mabel se pronuncia, mordendo a bochecha interna.

Nada, ora. – Deu de ombros. – Elas só não podem ser frescas como a Beev. – Fazia tempo que seu filho não chamava a irmã daquele modo. Oliver tinha ouvido umas três vezes no máximo, e na primeira vez, ficou muito confuso. Então a esposa explica que é pelo fato de que a filha tinha o o segundo nome, Evelyn. Mabel vê a amiga fazer um bico.

Não sou fresca nada.

É sim. Fresca. Não concorda, Mabel? A menina olha de um irmão para o outro, sem saber o que dizer.

Bryan, não coloque a menina nessa situação, filho. O menino riu.

Vocês dois são terríveis. Felicity diz com um sorriso no rosto.

Mas mamãe, é verdade. A Brooke é fresca demais. Imagina mais três iguaizinhas a ela? Eu e o papai vamos pirar. – Oliver riu.

O papai não vai nada, ele me ama.

É claro que eu amo, princesa. Beijou sua bochecha.

Menos as suas frescuras. Oliver volta a rir, e dessa vez até mesmo a esposa o acompanhou. E eu também amo você. Revirou os olhos. Brooke sorriu e abraçou o irmão, a sorte era que ambos estavam sentados e por isso ele não caiu. Ele não reclamou dessa vez, apenas fez um bico.

Também te amo, Bry. Os pais sorriram.

Só não pula em mim. Mabel riu. Brooke beijou a bochecha do irmão e se afastou.

Então..., estão felizes?

Sim. Dizem juntos.

Vocês vão gostar de ter irmãos. Eu gosto muito dos meus.

Seus pais dizem que você os ajudou a cuidar deles. Ela menina balança a cabeça.

Mas eles eram chorões demais. O casal riu.

Só no começo, logo melhora.

Vai demorar muito pra gente ver eles, mamãe?

Um pouquinho, Bry. Passou a mão na barriga. Eles ainda são uns pontinhos.

Pontinhos?

Sim. Sorriu. Vão ver na próxima consulta, o que acham?

Legal. Eu quero ver eles. Brooke diz toda animada.

Eu já vi quando a mamãe estava grávida.

E é muito legal, não?

Eu não entendi nada. O casal volta a rir. Eu não vi bebê nenhum lá.

Foi como eu disse, são pontinhos.

Então a gente vai ver pontinhos? Oliver sorriu ao ver a feição confusa do filho. Assim, ele se parecia mais consigo.

É legal mesmo assim. Mabel diz.

Tomara que não demore muito pra gente ver eles. Brooke diz.

Nós queremos deixar claro que mesmo com a vinda desses bebês, nós não deixaremos de amar vocês.

A gente sabe, papai. Bryan diz. E também, agora o papai vai poder ver tudo o que perdeu da gente, né? O casal se surpreendeu com a frase dita pelo filho de sete anos.

Sim, eu vou. Mas vocês são meus primogênitos, não vão ser menos amados do que os trigêmeos. As duas crianças sorriram.

Tudo bem, papai, a gente entende. A pequena diz, abraçando-o. Oliver beijou a bochecha da filha.

E a gente pode ajudar a escolher os nomes?

Com certeza. Devem. Felicity diz rindo. Mas ainda não sabemos os sexos.

Vai vir tudo menina. Mabel riu ao ver a careta do amigo.

Credo. O garotinho diz logo depois da irmã. Que pelo menos venha um menino, né? Me ajuda. Os pais riram. Papai, se vier tudo menina, quem vai acompanhar a gente pra assistir jogo? Oliver riu.

Não é?

Homens. Felicity revira os olhos.

Eu quero saber logo. Eles sorriram diante a animação da filha.

Todo mundo já sabe?

Ainda não, filho. Seus tios Roy e Thea, e o vovô Walter ainda não sabem. Mas contaremos no final de semana. Eles assentem.

E a minha mãe? Eles olham para Mabel.

Eu vou contar para ela assim que ela estiver bem, querida.

Minha mãe já está melhorando, né?

Está sim, baby. Oliver diz. Daqui algumas semanas, estará com ela e seu pai. A menina sorriu. Que tal tomarmos sorvete agora?

Com calda e um monte de guloseima. Mabel diz, e os gêmeos concordam.

No copão. Brooke completa com os olhos brilhando.

Vamos vestir uma roupa antes. Felicity mal terminou de dizer e os três correram para o quarto deles. O casal sorriu. Tinha dado tudo certo. Os gêmeos reagiram bem à notícia de ter irmãos. E agora, finalmente, eles poderiam contar para os seguranças.

Felicity arrumava a mesa, enquanto se lembrava da conversa. As coisas tinham chego, e agora ela os separava em travessas. Oliver terminava de se arrumar, e as crianças estavam sentada na sala, assistindo TV. Ela ouviu passos e soube que era o marido, mas os passos pararam e ela soube que ele tinha ido até as crianças. A campainha tocou, mas deixou que o marido atendesse já que terminava de organizar a cozinha. Ouviu a voz de Thea e em seguida o de seu irmão. Passos foram ouvidos e ela se virou.

Oi, irmãzinha. — Ela sorriu e ele beijou sua bochecha. — Como você está?

Estou ótima.

Imagino que sim, já que seus olhos estão brilhando. — Observou Thea abraçar sua irmã.

Não só os olhos. Você está diferente. — O casal se olhou.

Então, Thea, e o pai?

Ele está chegando. Me mandou uma mensagem dizendo que estava saindo de casa. — Ele assentiu. — Será que ele contou a Moira que está vindo para cá?

Não sei. — Deu de ombros.

Cadê os pestinhas? – Roy muda de assunto.

Sala de TV.

Vou vê-los.

Eu também vou. — Thea o seguiu. — Juízo vocês dois, hein. — Felicity a fuzilou e Oliver riu.

Sua irmã continua inconveniente.

Ela tem o mesmo DNA que Tommy, então...

Verdade. Não tinha pensado nisso. — O marido riu e a abraçou.

Você está linda nesse vestido.

Obrigada. — O beijou rapidamente. — Sabe o que percebi? Que meus vestidos cubinhos não me servem mais. — Ele riu. — Quase não acreditei.

Sua barriga vai crescer cada vez mais rápido.

A Cait disse. Também..., três bebês, Oliver. — Ela sussurra a última frase. Ele sorriu.

Será que virão com os meus olhos? Ou com os seus?

Vai saber. — Deu de ombros. — Mas não me importo muito com isso.

Espero que tenham seus olhos. — Ela sorriu. — Não vou amar mais por causa disso, mas eu espero que eles tenham os olhos verdes idênticos aos seus.

Você está ansioso, não está?

Morrendo. — Ela riu. — Mal posso esperar para pegá-los.

Ah, e nada de empurrar para mim, meu amor. Você vai pegar seus filhos assim que eles nascerem. — Ele então entendeu o que ela queria dizer.

Vai ser um prazer. — Ela sorriu. — Ainda não caiu a ficha, sabe. Eu realmente pensei que isso não fosse acontecer tão cedo.

Eu sinto muito. — Ele desviou os olhos da barriga levemente ondulada da esposa.

Felicity, eu não quero se sinta mal. Eu compreendi seus medos, e mesmo que tenha ficado chateado..., eu não te culpava por sentir o que sentia. Por se negar a ter outro filho.

Eu sei, mas mesmo assim...

Não vamos mais falar sobre isso. — Pegou no queixo dela com uma das mãos. — Isso já passou, e tudo mudou, literalmente... — Eles riram. — Eu te amo.

Eu te amo também. — A campainha tocou. — Você atende?

Eu atendo. — Thea diz antes que Oliver respondesse a esposa.

Ótimo. Assim tenho tempo de te beijar. — Ela riu e ele a beijou. Felicity passou as mãos pelos braços até chegar aos ombros. O ar faltou e eles se separaram, ao mesmo tempo em que ouviam passos.

Boa tarde. — Oliver se vira.

Boa tarde, Walter.

Pai. Que bom que veio.

Você disse que era importante... – Abraçou o filho e a nora. – Como vocês estão?

Estamos ótimos.

Não acha que Felicity está diferente, pai? — Thea se pronuncia.

Sim, eu ia comentar sobre isso. Seus olhos estão mais brilhantes. – A loira apenas sorriu. – Você está ainda mais linda.

Obrigada.

Já soube do namoro deles?

Namoro? — Thea e Roy se olharam. — Que namoro? — Olhou para eles. Roy suspirou.

Ele ainda não sabia, papai.

Roy foi falar comigo e Malcom.

E eu quase morri. — Felicity riu enquanto se aproximava do irmão e o abraçava.

Eu já esperava por isso. Fico tão feliz.

Malcom tentou te matar?

Ele me ameaçou. — Oliver riu.

Ele é alguém que a maioria não escolheria como sogro. — Thea revirou os olhos.

Ele é um pouco..., protetor.

Se você sobreviveu é porque ele gostou de você.

Imagina se ele não gostasse. — Oliver e Felicity riram. Walter sorriu.

Malcom não disse, mas ele gostou sim. Disse que você é alguém em quem pode confiar.

Vocês conversaram?

Sim, Oliver.

Será que podemos mudar de assunto?

Última coisa... — Se aproximou do, duplamente, cunhado. — Magoe minha irmã, e você vai conhecer o inferno. — Thea e Felicity reviraram os olhos, enquanto que Walter sorria.

Primeiro, eu não vou magoá-la. E segundo..., já estive lá. Não é nada legal. — Oliver sorriu.

Então, será que agora podemos saber da notícia importante?

Você está curiosa, não está?

Morrendo. — Todos riram.

Eu também estou, irmãzinha. Digam logo.

Bom, Só faltava contar a vocês..., já que estavam ocupados, tivemos que esperar para contar. – Explicou antes de dizer a notícia.

Oliver, está enrolando.

Eu estou grávida. — Eles olham para Felicity.

Não mesmo. – Walter diz lentamente, mas com um sorriso. Thea correu até a cunhada e a abraçou.

Ah, não acredito. — Sorriu. — Eu vou ter mais sobrinhos.

Parabéns, Oliver. — Parabenizou o cunhado. — Isso quer dizer que ela deixou de pensar que não deveria engravidar novamente?

Pois é. E eu nem sabia que ela tinha mudado de ideia.

Fico feliz por vocês, filho. — Enquanto o abraçava, os irmãos Smoak–Harper se abraçavam também. — Essa é uma notícia maravilhosa.

Não posso concordar menos. — Roy diz, beijando a bochecha da irmã. — De quanto tempo está?

Três meses.

E a notícia não para por aí.

Não? Já sabem os sexos?

São apenas pontinhos, Thea. — Os outros riram. — Mas isso é algo que estamos todos ansiosos, principalmente os gêmeos.

Bryan está pedindo para que não venha tudo menina. — Eles voltam a rir. — E disse que se vierem, que não venham frescas como a irmã.

Gente, esse garoto anda abusado.

Ele provavelmente anda aprendendo isso com a tia Thea. — Felicity a fuzilou.

Eu não. — Negou rindo. — Mas essas implicâncias são engraçadas.

Gosta de um mal feito, está vendo, pai?

Ainda me impressiono no quanto seu filho se parece com você. Quando você era criança, você também era implicante assim. E quando soube que teria uma irmã?

Ah há! Tá aí o motivo do Bry ser implicante. — Roy riu ao ouvir a namorada.

Com certeza não veio da minha irmã. Mas eles estão animados?

Estão tão animados que não param de falar sobre isso.

Foi difícil convencê-los a não contar a vocês. — Eles riram.

Mas vocês disseram que tinham uma notícia a mais.

É mesmo, filho. Outra notícia boa?

Muito boa. — Sorriu abraçando a esposa pela cintura. — São trigêmeos.

Meu Deus. — Walter diz. — Três?

Que legal. — Thea diz com um gritinho fino. — Eu nunca vi trigêmeos antes.

Eu já. E acreditem..., não é fácil. — Roy diz. — Mas pelo menos não estarão sozinhos.

Claro que não, eu vou estar aqui todos os dias. — Eles riram.

Não duvido, irmãzinha.

Eu imagino a felicidade de vocês... — Ouvem Walter. — Eu desejo que os bebês sejam completamente saudáveis, querida.

Amém.

Eles virão sim. E estarão completamente seguros. — Roy e Oliver se olharam.

Com certeza. — Ele concorda. — Serão os bebês mais seguros do planeta. — E essa era uma promessa feita pelos dois homens.

**--**

Ainda não estava acostumada com aquele apartamento. Mesmo que tivesse morando ali desde que voltou para Starling, ela não estava acostumada. O apartamento era lindo, aconchegante, enorme, mas mesmo assim, ela não estava se adequando com o lugar. Talvez porque já tinha se acostumados com o outro. Talvez ela deveria se mudar para o mesmo condomínio onde os amigos da agência moravam. Melhor do passar a maior parte da noite sozinha. Pelo menos naquele lugar ela teria com quem conversar. Respirou fundo e entrou no apartamento, encontrando a recepcionista. Antes de chegar ao elevador, ela ouviu alguém chamá-la.

Olá, senhorita Bertinelli. – Helena se virou. Revirou os olhos, suspirou, ao mesmo tempo em que pensava: ninguém merece. – Tudo bem?

O que é que você quer?

Eu quero conversar. Tentamos conversar á algumas semanas atrás, mas você..., me enxotou. – Diz, inconformada.

E eu vou fazer de novo. – Olhou para a recepcionista. – O que foi que eu disse, hein? Você por acaso é surda? Incompetente. – A mulher se encolhe. – Ordenei que não deixasse essa mulher entrar.

Mas..., ela é Moira Queen.

Claro. – Debochou, e se voltou para a mulher loira. – Usou seu nome, não é? Só assim para conseguir entrar aqui e me infernizar. – Ah, agora mesmo que eu vou me mudar, ela pensa, irritada.

Estou querendo te dar uma chance de ficar com meu Oliver.

Ele não me quer. E eu não quero ele pela metade. – Retrucou. – Deixe-o viver feliz com a loira, se é isso que ele quer. Ele a ama. Pelo amor de Deus. Ela está... – Ela se interrompeu. Era capaz daquela mulher atropelar Felicity, só para ela perder os bebês, Helena pensou. – Deixe o casal em paz. – Começou a andar.

Me escute. Você ama meu filho, não vai lutar por ele?

Eu já perdi essa luta.

Não. – Sorriu. – Você pode entrar nessa comigo, Helena.

Não me chame pelo meu nome. – Se vira, irritada. – Eu não sou uma vadia. Eu não sou uma destruidora de lares. Eu não sou um monstro. – Rosnou a última frase. – Você quer destruir eles. Mas eu não. Eles têm filhos, e..., eu sei como é viver com pais separados. Eu sei como é não ter a mãe por perto...

Não seja tão emocional. – A cortou.

Você é o pior tipo de gente. Não se preocupa nem mesmo com seus netos? – Estava indignada.

Eles ficariam melhor sem a presença daquela golpista.

Diz o que quiser. Eu não vou te ajudar. – Se volta para o elevador.

Se não está do meu lado, está contra mim.

Você está me ameaçando? – Se virou no momento em que as portas do elevador se abrem.

Está se tornando minha inimiga, então sim.

Não me ameace, senhora Queen. Eu não sou como a sua nora.

Realmente... – Balançou a cabeça. – Você poderia ser melhor que ela.

Você acha mesmo que eu vou aceitar só por isso? Para me tornar uma Queen? Eu tenho caráter, Moira.

Oh, é mesmo? Não foi você quem beijou meu filho mesmo ele estando casado?

Foi um erro. – Retruca. – Um erro que não vai se repetir.

Bem que podia.

Esse é o seu plano então? Montar uma traição? – Bufou.

Você pode me ajudar. Ela pegaria Oliver traindo-a, eles se separariam, e então..., você pode consolar Oliver. Ele te daria uma brecha, confiaria em você, e... – Sorriu. – Vocês ficariam juntos.

Você é louca. Totalmente desequilibrada. – Moira franze o cenho. – Fica longe de mim. Estou avisando, se vier novamente até aqui..., eu vou a polícia. – As portas do elevador voltam a se abrir, um homem sai e ela entra.

Helena, Helena... – Balançou a cabeça. – Não deveria ter dito não. – Sorriu, maldosa.

— Mas não importa. Você vai me ajudar, querendo..., ou não.

Notas finais
Olicity terá trigêmeos! Espero que vocês tenham gostado. Por favor, não deixem de comentar. PS: Como sabem, minha sobrinha está para nascer, e por isso eu não sei se conseguirei postar semana que vem. A médica disse que até terça minha sobrinha está nesse mundo, por isso, espero que compreendam se eu der uma sumidinha. E por favor não desistam de mim Até logo Kissus