Cross Destination

35 Capítulo Trinta e Cinco


Notas iniciais
Gente, eu fiz "merda" - foi mal pela palavra. Eu postei o capítulo errado, dá para a acreditar? E só por isso estou postando os dois capítulos, o que eu postei ontem e o correto. Esse é o correto capítulo Trinta e Cinco Me desculpem mais uma vez. Eu estava tão preocupada com minha sobrinha ontem... Deve ter sido por isso. Mas o importante é que eu percebi meu erro antes de passar muito tempo Boa Leitura

Fazia pouco mais de duas semanas desde que contaram a todos sobre a gravidez. Eles sabiam que em pouco tempo estaria até mesmo nas revistas. Não estavam se importando no momento. Eles sabiam que até aquele momento Moira não sabia de nada. Walter havia prometido não contar nada à esposa. Não queria que a nora passasse por algum estresse. Sabia que a esposa ainda não estava feliz com o casamento do filho, mas ele estava aliviado que ela tenha deixado o casal em paz.

Oliver infelizmente tinha feito uma viagem, e já estava a cinco dias fora. Felicity sentia sua falta, mas sabia que era algo importante. Só esperava que ele chegasse logo. O tempo não estava nada bom durante aqueles dias. Era como se fosse um prenúncio de que algo aconteceria. Felicity não queria acreditar naquelas coisas, mas a mãe dela sempre estivera certa de que essas coisas eram verdadeiras, e depois do que houve com sua mãe, ela passou a acreditar também. Só esperava que não fosse nada com o marido, ou com ela e os filhos; inclusive os bebês em seu ventre. Felicity deu uma olhada nas crianças, vendo-as jogar videogame. A campainha tocou, ela sabia quem era. Sorriu ao abri-la e encontrar as amigas.

Ei. Entrem. – Elas passaram junto dos filhos.

Tia Lissy, como você tá?

Eu estou ótima, meu amor. – Beijou a bochecha da ruiva.

Tia, você não tá com frio não? – Vendo a mulher com um short roxo curto de renda e uma blusinha branca de alça.

Não, querido. Aqui dentro está quente. Logo vão querer tirar esses casacos.

Eu já estou com calor. – Lyon diz, tirando a blusa. – Onde coloca, tia?

Deixa no sofá, sem problemas. Os gêmeos e a Mabel estão jogando videogame, por que não vão lá? – Eles correram para a sala.

Podemos ficar na cozinha. – Felicity concorda e caminha para lá. – Como estão esses bebês?

Estão ótimos. Eles estão crescendo rápido. Faz duas semanas que estou sabendo da gravidez, e desde então minha barriga tem crescido rápido demais.

Já dá para ver. – Passou a mão na barriga levemente ondulada.

Não quando estou de vestido, graças a Deus.

Todos já sabem.

Mas os jornalistas ainda não. – E então elas compreenderam. Se sentaram frente à mesa, e viram Felicity pegar um pedaço de bolo de cima da mesa.

Ah, como é que não enxergamos? – Elas olham para Sara que tinha colocado o bebê conforto ao seu lado. Os gêmeos dormiam lado a lado.

O que? – Pergunta de boca cheia.

Essa sua fome absurda. – Elas riram.

Ela estava acordando de madrugada para comer doce. – Cait conta.

Sério?

Muito. Oliver até disse que eu estava com lombriga. – Elas riram.

Isso era tudo, menos lombriga. – Laurel diz rindo.

Estava comendo muito doce.

Você estava comendo de tudo, isso sim. – Sara retrucou. – Aquele dia do jogo..., você comeu todas aquelas coisas, e o Belly Burger...

Verdade. Não prestamos atenção.

Eu prestei. – Elas olham para a Cait. – Eu percebi no momento em que botei meus olhos nela, e percebi a fome absurda. Além disso..., Felicity estava com o rosto mais corado.

Verdade. Teve enjoos?

Até agora..., só uma vez. Quando a Sara teve os bebês.

Sério?

Uhum. Oliver me pegou escovando os dentes, quando soube que você tinha entrado em trabalho de parto. – Elas riram. – E ele achou que eu estava comendo escondida. – Elas voltam a rir.

Você estava comendo escondida?

Não naquele dia, mas nos dias anteriores... – Elas riram mais uma vez, e até Felicity as acompanhou. – Eu não queria acreditar que estava grávida, então fechei meus olhos, entende? Como é que poderia acontecer tão rápido.

Ora, o seu marido é Oliver Queen. – Felicity revira os olhos e as amigas riram novamente. – E como está seu apetite?

Do mesmo jeito de antes. – Sara revirou os olhos.

Sexual, Lis. Seu apetite sexual.

Sara.

Ora, fale de uma vez.

Ela disse que está mais intenso. –Caitlin responde pela amiga.

Oh. – Sara riu. – Oliver quem ganha com isso, não é? – Elas riram. – Ele deve estar amando seus hormônios.

Sabe o que aconteceu a alguns dias? Eu chorei.

Por que?

Porque eu e Oliver estávamos em um momento tão bom..., e fomos interrompidos pelo celular da empresa. – As amigas riram. – E eu chorei.

De primeira, ele ficou assustado, depois ele se acalmou, e tentou me acalmar também.

Adoro. Eu queria ter presenciado.

Você gosta de um mal feito, Sara.

Eu nunca passei por isso.

É horrível. Sério, Laurel.

Depois ele te recompensou? – Caitlin e Laurel riram do olhar malicioso de Sara.

Para o seu governo, sim. – Todas riram. – E foi maravilhoso.

Eu imagino que tenha sido para ele também.

Felicity Smoak-Queen e seus hormônios.

Oliver vai sofrer nas suas mãos. – Laurel comenta depois de Caitlin.

**--** **--**

Oliver jogou a esposa na parede do closet e a beijou ardentemente. Ele mordia os lábios dela vez ou outra, e ela arranhava sua nuca e puxava seus cabelos loiros. Sentia tantas saudades. Quase uma semana longe da esposa tinha sido uma tortura. E ele sabia que ela sentia o mesmo. Assim que entrou no apartamento e não viu as crianças, ele caminhou para seu próprio quarto e encontrou a esposa trocando de roupa. Ela estava só de lingerie. Ah, tinha sido demais para ele. Tantos dias longe do corpo dela, longe dos lábios dela, seu membro pulsou só de vê-la naquele estado. Felicity arfava pesadamente enquanto o marido beijava e mordiscava seu pescoço.

Oliver. – Gemeu, sentindo as mãos dele apertar sua bunda. Ele passou a subir os lábios de volta aos dela, e chupou sua língua com gosto. Felicity apertou uma das mãos no ombro largo e a outra puxou os cabelos dele com força. Sem parar de beijá-la, ele usou um dos braços para jogar tudo que estava em cima da mesinha ao lado deles, no chão, e a colocou em cima dela, se colocando entre as penas dela em seguida. Ele não ligava que tivesse coisas que poderiam quebrar, em cima dela.

Que saudades que..., senti do seu corpo. – Ele diz em meio ao beijo, apertando várias áreas do corpo dela. Felicity colocou as mãos na barra da camisa de botões, e começou a abrir cada uma delas, rapidamente, mesmo que complicada. Oliver aperta sua bunda, e ela morde o lábio dele. Irritada pela demora de abrir os botões, ela fez um pouco de força para abrir a camisa e os botões foram caindo um a um no chão. O marido não se importou, pois a ajudou a retirar a camisa, e a jogou no chão, junto do sutiã dela, que ele havia tirado a poucos segundos. – Tão gostosa. – Ele rosna antes de tomar um dos seios dela com a boca. Felicity reprimiu um gemido, mordendo o lábio, enquanto sua mão direita puxava vez ou outra os cabelos do marido. Passou a arranhar as costas dele, com a mão livre, sem se importar com a força que usava. Oliver sentiu a ardência, mas não deixou de fazer o que estava fazendo.

Oliver. – Seu membro já pulsava de desejo. Ele o passou de leve no sexo dela, e Felicity mordeu o lábio mais uma vez, reprimindo mais um gemido.

Não faça isso, amor. – Pede em seu ouvido. – Quero ouvir seus gemidos. – Ele mordeu o lóbulo de sua orelha e em seguida fez com que seus dedos fizessem contato com o sexo completamente molhado da esposa. Ele sorriu quando ela gemeu baixinho em seu ouvido. – Isso, meu amor. – Chupou o pescoço exposto. – Toda molhadinha, e só minha... – Penetrou dois dedos, e ouve os gemidos desconexos da esposa.

O-Oliver. – Arfou. – Eu não aguento mais.

Não seja tão apressada, baby. – Sussurrou. Pegou a esposa pelas coxas, e caminhou com ela até a cama, onde a jogou sem cerimônia ou delicadeza e se colocou por cima dela. – Tão perfeita. – Diz antes de tomar, novamente, o seio dela com a boca. – Gostosa..., e toda minha.

Sou sua. – Geme. – Completamente sua. – Pegou as mãos da esposa e colocou acima da cabeça dela, segurando-os sem muita força. – Oliver. – Geme alto quando sente o membro dele adentrá-la de uma vez, sem nenhuma delicadeza. Mas ela não se importava. Os outros gemidos foram abafados pelos lábios de Oliver. Era algo incrivelmente prazeroso e maravilhoso. Como sentiam falta. Ele se movia freneticamente, enquanto a beijava de forma selvagem. Oliver soltou os pulsos da esposa, pegou com certa força suas coxas, e aumentou o ritmo das estocadas.

Tão apertada. – Rosnou entre o beijo. Ambos estremeceram ao entrarem em um intenso clímax causado por conta do contato corporal. Oliver tinha a respiração descompassada, assim como a esposa. Se jogou ao lado da esposa tentando se recuperar.

Eu te amo. – Ele se virou na cama, ficando de lado, passando um dos braços em volta de sua cintura. – Eu te amo demais.

Eu te amo. Muito. – Passou seu nariz no dela. – Que saudade que eu senti de vocês. – Olhou para a barriga da esposa.

Nós também sentimos. – Ele a olhou sorrindo, sentindo a mão dela acariciar suas costas de leve.

**--** **--**

Onde estão as crianças? – Pergunta enquanto colocava o sanduíche — composto por pão, ovo, carne moída, carne de hamburguer, queijo, tomate, alface, e três tipos de molhos caseiros — que ele montou, em frente a esposa.

Estão com o casal do momento. — O marido revirou os olhos.

E onde eles foram?

Eles iam ao cinema, ao Belly Burger e claro...

Sorveteria. — Ela assentiu. — Tem certeza de que consegue comer esses dois sanduíches?

Absoluta. — Diz, mordendo outro pedaço.

Agora que eu sei que está grávida, eu entendo sua fome absurda. – Diz rindo.

E também explica eu levantar de madrugada para comer.

Verdade. — Balançou a cabeça. — Você tem feito isso nesses dias em que estive fora? — Ela o olhou sorrindo. — Okay, vou entender isso como “sim”.

Eu não consegui me conter. — Ele riu. — E sabe, eu pedi para que Caitlin viesse fazer meu brigadeiro, já que você estava fora.

Anda comendo doce demais, Felicity.

Não é tanto, juro. – Ele a olhou descrente. – Acredita que Roy veio cozinhar para mim? – Riu. – Sinceramente se não fosse assim, eu teria comido comida congelada todos esses dias. Eu e as crianças, claro.

Deixei comida pronta, Felicity.

É. Mas eu estou grávida, Oliver. Não deu. – Ele gargalhou. – O que você deixou, durou três dias. – Ele a olhou surpreso. – Eu tenho fome o tempo todo.

Okay, você precisa ir ao médico. Precisa controlar isso.

Como?

O médico vai saber. — Ele se levantou para pegar o suco na geladeira. — Você tem que tomar cuidado, isso pode prejudicar os bebês. — Felicity olhou para sua barriga.

Verdade. E eu não quero isso.

Nenhum de nós quer, amor. — Colocou o copo de suco em frente a esposa, pegou um para ele, e deixou a jarra no meio da mesa, onde não atrapalharia ele observar a esposa.

Como foi lá?

Tudo bem, não se preocupe.

Tem certeza de que não quer comer?

Eu comi com o Tommy. – Ela assentiu. – Nós aproveitamos que estávamos passando pelo La Crown e comemos lá. – Felicity tomou um gole de suco.

Acredita que Barry me trouxe sorvete de cupuaçu às 5h da manhã?

Não acredito, Felicity. — Ele balançou a cabeça.

Eu não pedi. — Se defende. — Estava falando com a Cait pelo celular, e disse que estava com vontade. E Barry trouxe. — Sorriu. — Eu piquei kiwi e joguei jujuba. — Oliver fez careta. — Estava bom.

Imagino. — Ela riu. — Vou agradecer ao Barry depois.

Uhum. Ele disse que desejo de grávida é sagrado. — Oliver riu.

Lembro do primeiro até hoje. — Estremeceu. — Que nojo.

Oliver? Felicity balançou o marido. Oliver. O chamou mais uma vez em sussurro.

Hum?

Acorda.

Hum. Ele nem mesmo abriu os olhos.

É muito sério. Eu preciso de você. – Ele se sentou imediatamente, preocupado.

O que foi? Está sentindo alguma dor?

Não. Eu estou com desejo. Ele ficou olhando para a esposa por alguns minutos.

Sério? Desejo?

Sim.

Você disse que era sério, Felicity. Murmurou.

Mas é sério. Eu preciso... Ele olhou para a esposa, vendo-a morder o lábio. Não vou conseguir dormir. O desejo está forte.

Felicity, são três horas manhã.

Mas eu quero, Oliver.

Não pode esperar pelo amanhecer?

Claro que não. Eu estou salivando, não vê? Fez um bico. Eu preciso agora. E os trigêmeos também. Não vai negar isso para seus filhos, né?

Isso é jogo sujo. – Ela mordeu o lábio e Oliver percebeu que não poderia negar aquilo a esposa grávida. Os amigos já tinham lhe informado sobre os desejos estranhos de madrugada. – Me diz o que quer. – Ele não pôde deixar de sorrir quando a viu abrir aquele sorriso enorme, que ele tanto amava.

Massa de pastel frita com iogurte de frutas vermelhas e leite ninho. Oliver fez uma careta.

Tem certeza de que é isso mesmo que você quer?

Tenho. Ele suspirou e se levantou.

Onde é que eu vou encontrar massa de pastel a essa hora?

No mercado 24h tem que ter.

Tudo bem. Pegou uma camisa que estava em cima da poltrona, depois de vestir a bermuda azul marinho. Eu volto logo.

Obrigada, amor. Ele beijou os lábios dela rapidamente. Ah, Oliver, tem que ser o ninho, outro não serve. Ele riu balançando a cabeça e saiu do quarto, pronto para realizar o desejo nojento de sua esposa

Aquilo ficou um nojo.

Eu não achei.

Pelo menos não vomitou, né? — E ele agradecia aos céus por aquilo.

Estava gostoso.

Por que vocês grávidas tem esses desejos esquisitos?

Vai saber? — Deu de ombros.

E por que de madrugada?

Outra pergunta de um milhão de dólares.

Eu pago. — Ela riu e ele a acompanhou. — Quero saber, ué.

Acho que todos os homens gostariam dessas respostas.

Acordar as três horas da manhã, para encontrar essas coisas nojentas..., só amando muito mesmo.

Não faz mais que sua obrigação, meu amor. E mais..., a culpa é sua de eu estar carregando três bebês. — Ela não se cansava de lhe dizer aquilo.

Não me importo de realizar seus desejos..., contanto que eu te veja feliz... — Ela lhe sorriu.

Ótimo. Porque alguma coisa me diz que meus desejos não pararão tão cedo.

Da próxima vez, espere dar 6h manhã. – Ela gargalhou.

**--** **--**

Papai. – Os gêmeos correram para Oliver que se abaixou e abraçou ambos, ao mesmo tempo.

Agente estava com saudades.

Você demorou muito. — Bryan cruzou os braços. — Não gosto quando viaja.

Eu também não, filho, mas é importante.

A empresa precisa que seu pai faça algumas viagens de vez enquando, querido.

Eu sei, mas isso é chato.

Concordo completamente. — O menino sorriu ao ouvir o pai.

Papai, sabia que o tio Roy fez a comida todos os dias?

Sua mãe me disse.

E essa pequena malandrinha aqui, disse que a sua é melhor. — Roy se pronuncia de braços cruzados. Oliver sorriu. — Essa criança está muito exigente.

Eu gosto da sua comida, Tio Roy, mas o papai é melhor mesmo.

Até você, carinha? Eu perdi meu posto de cozinheiro. — Os outros, inclusive as crianças, riram. — Chegou que horas?

Pouco depois que vocês saíram. — Felicity respondeu pelo marido.

Eu ia avisar, mas queria fazer surpresa. Era para eu ficar mais cinco dias, mas consegui finalizar mais cedo.

Novidade. — Thea revira os olhos. — Você devia estar contando os dias para voltar logo para casa.

E eu estava mesmo.

A gente trouxe sorvete. — Mabel avisa, olhando para a tia.

Graças a Deus. — Felicity pegou uma das sacolas. — Eu já ia perguntar por ele. — Os outros riram.

Felicity anda tendo desejos, Oliver.

Ah, eu sei disso. Acordei ás três da manhã dois dias antes de fazer a viagem.

E o que ela pediu?

Massa de pastel frita com iogurte de frutas vermelhas e leite ninho. — O outro casal fez uma careta.

Que nojo, irmãzinha.

Eca, mamãe. — Os gêmeos dizem.

A minha mãe disse que teve vontade de comer areia. — Todos olharam para Mabel.

Tá brincando, Mabel!

Não tô não, tia.

Isso aí eu não vou ter vontade.

Amém. — E todos riram ao ouvir Oliver. — Areia? Será que ela comeu?

Vai saber.

Vocês grávidas, hein.

Enquanto vocês ficam reclamando das grávidas... — Felicity começou a andar até a cozinha. — Vou tomar meu sorvete.

Eu também quero, mamãe.

Eu também, tia Lissy. — As meninas seguiram a loira.

Eu tenho pena de você.

Eu também tenho. – Roy riu. – Agora eu entendo as manias de ela levantar de madrugada para comer doce.

Tinha um pisca-pisca na testa dela, dizendo que ela estava grávida, e ninguém percebeu. — Thea diz rindo. O irmão e o namorado riram.

Por isso a mamãe estava tão estranha.

Sim, filho. E ela só vai piorar. — O menino olha para o pai de olhos arregalados.

Se o tio Tommy estivesse aqui, ele diria: misericórdia. — E cada um deles riram ao ouvir o menino, enquanto seguiam para a cozinha, onde encontraram as três “garotas” sentadas lado a lado, se esbaldando no sorvete

**--**

Era cedo demais quando saiu de casa. O tempo estava totalmente escuro, por causa das nuvens carregas. Garoava. Ele tinha certeza que mais tarde cairia um temporal, e por isso queria terminar o que tinha na empresa, buscar os gêmeos mais cedo na escola, e ir para casa. O tempo estava para lá de frio. As crianças não queriam ir à escola, mas precisavam, tinham um teste importante logo na primeira aula. Oliver tinha tudo esquematizado para que pudesse ir para casa, ficar com a esposa, seus filhos e Mabel que estava com Felicity. Tudo estava correndo tudo certo, até sua secretária entrar em sua sala e avisar que seu pai queria lhe falar. Esperava ouvir qualquer coisa do pai, menos aquela sandice. Ele não queria entrar naquela mansão tão cedo. Suspirou ao perceber que não poderia negar um pedido do pai. Walter havia feito tanto por Oliver, como poderia negar qualquer coisa ao homem? Mesmo assim, Oliver se perguntava se estava fazendo o certo ao aceitar conversar com Moira. Quando Walter ligou dizendo que ela queria ter uma conversa franca, sem segundas intenções, e muito menos sem brigas, ele teve que pensar duas vezes antes de aceitar. Thea também estaria lá, assim como Walter, e só por isso, ele aceitou. Avisou a esposa, antes de sair da empresa, pediu para Tommy buscar os gêmeos e foi para a mansão Queen. Ele não estava certo daquela decisão, mas precisava saber qual era a intenção de Moira ao pedir para conversar. Esperava mesmo que não tivesse brigas. Estava cansado delas, e precisava de paz. Ele queria muito que Moira tivesse a intenção de mudar, assim como o pai de Ray está fazendo. Pelo filho, e pelo neto, ele estava tentando conhecer melhor Sara, e aceitou os gêmeos. Passou pelo grande e largo portão elétrico, estacionando o carro em frente á porta. Saiu do carro, o travou e caminhou para dentro da mansão.

Sr. Oliver. – Ele sorriu ao ver Raisa. Fazia tanto tempo que não a via.

Oi, Raisa. – Ele a abraçou. – Faz tanto tempo.

Fico muito feliz em te ver.

Eu também, Raisa. E Moira?

Ela está na sala. – Ela o acompanhou até o cômodo. Oliver encontrou Moira, Thea e Walter sentado no sofá, ao chegar. – Com licença.

Que bom que chegou, filho. – Walter diz. Oliver percebe que a irmã estava emburrada.

Disse que queria conversar. – Foi direto.

Sim, filho. Vamos nos sentar. – Thea revirou os olhos, mas se sentou, assim como seu irmão. – Eu queria falar sobre como eu tenho me comportado.

Vai dizer que está arrependida? Ah, conta outra. – Thea diz, sem "papas na língua".

Eu estou. Eu percebi que se eu não mudar agora..., vou perder ainda mais o carinho de vocês. – Thea assim como Oliver não estavam caindo naquele discurso. – E eu não vou poder ver meus netos crescerem. – Oliver deu uma risada anasalada.

Você quer dizer que quer se aproximar dos seus netos? Agora? Depois de tudo que você fez?

Oliver, eu estou tentando me redimir.

Você deveria começar..., pedindo desculpas para a minha mulher.

E eu vou pedir.

Ah, faça me um favor. – Thea se levantou. – Eu não acredito nessa sua conversa fiada. Você, pedindo desculpas para a Felicity? Depois de tudo que a fez passar? Você a maltratou, humilhou, xingou, armou para ela pensar que Oliver estava noivo da Laurel... Fez da vida dela um inferno... E agora quer se desculpar? Dizer que está arrependida? Conta outra. – Bufou. – Eu não acredito nisso.

Thea, minha filha...

Eu não confio em você. – A cortou. – E definitivamente não vou perdoar você. Principalmente, por tentar fazer minha cabeça contra o meu pai. – Um trovão soou alto e eles olharam para a porta do jardim.

Eu sei que eu fiz coisas horríveis, filha. – Voltou a se pronunciar. – Mas eu quero sim me redimir.

Por mais que eu queira acreditar..., eu não consigo. – Oliver diz. – Não depois de tudo que fez. Você foi até meu apartamento..., disse coisas horríveis para a minha mulher.

Eu sei. Eu não devia ter feito isso. Eu não sei o que houve com ela nesses seis anos, e eu não devia ter tocado naquele assunto.

É. Mas você tocou mesmo assim.

Vamos tentar, filho. – Ela sorriu. Walter preferiu não dizer nada, estava apenas observando. – Eu quero muito tentar.

Eu vou embora. – Thea diz, não aguentando mais aquela conversa.

Thea, fique por hoje. – Walter resolveu se pronunciar. – Com essa chuva, seria muito perigoso para vocês irem para casa.

Eu não posso ficar.

Oliver, é perigoso. – Apontou para a chuva que caia forte do lado de fora. – Fique só por hoje. Avise a sua mulher, sei que ela vai entender.

Vamos jantar? – Oliver e Thea se olharam.

Tá. Que seja. – Ela bufou. – Com essa chuva eu não vou chegar na casa do meu pai viva. – Resmungou. – Vou ligar para ele.

Ótimo. – Moira se levantou com um sorriso enorme no rosto. – Então eu vou indo para a sala de jantar com o Walter.

Ela está aprontando. – Thea diz, depois que o casal sai da sala.

Por algum motivo, eu penso o mesmo.

Eu não sei o quê..., mas eu estou com um mal pressentimento. – Pegou o celular discando o número do pai.

Somos dois então. – Diz depois de um suspirou. Oliver ligou para a esposa, e se afastou. – Oi, meu amor.

Oi, amor. Você ainda vai demorar?

Lis, meu pai pediu para Thea e eu ficarmos por hoje. A chuva está muito forte, e ele acha que seria perigoso eu voltar para casa.

É. Pensando bem, eu concordo. Eu ficaria muito preocupada se você viesse para casa com esse temporal caindo.

Então, eu fico por aqui, mas amanhã bem cedo eu volto para casa. Eu nem vou tomar café da manhã.

Tudo bem. Eu te amo.

Também te amo. Boa noite.

Boa noite. – Eles desligaram, e Oliver voltou para a sala.

Falou com o Malcom?

Sim. Ele concordou com o Walter.

Felicity também. – Balançou a cabeça agoniado. – Eu não sei se consigo suportar esse jantar.

Então somos dois, irmão.

Ah, eu preciso de pelo menos um vinho. – Ela riu.

Vamos jantar logo, e dormir para ver se a noite passa rápido. – Ele concordou, e ambos caminharam para a sala de jantar.

**--** **--**

O jantar ocorreu de forma tensa. Apesar de Moira e Walter tentarem uma conversa, Oliver e Thea não conseguiam. Eles respondiam ao pai, mas fingia não ouvir Moira. Tentando fazer com que surgisse discussões, Walter começou a falar sobre o namoro de Thea. Ele estava feliz pela filha, e apesar de Moira não gostar de saber que a filha namorasse o meio irmão de Felicity, ela não fez nenhum comentário. Para a desconfiança dos filhos. Assim que o jantar passou, Thea decidiu ir dormir, e Oliver caminhou para a adega, sentando-se no sofá da sala em seguida.

Você não deveria beber tanto. – Oliver revirou os olhos. – Não deveria já ter ido dormir?

Moira, eu não tenho mais seis anos de idade.

Eu só quero o seu bem, querido.

Não me venha de novo com essa ladainha, okay?

Ainda não acredita que eu quero me redimir?

Não. Eu não acredito. – Oliver colocou mais um pouco de vinho na taça. A garrafa tinha menos da metade do líquido. – E nem adianta dizer que quer pedir desculpas à Felicity, porque eu sei que não vai fazer isso.

Oliver...

Toda vez que eu venho para essa casa, eu fico mal. – A cortou. – Porque eu me lembro das coisas horríveis que eu passei aqui, quando o papai morreu. Foi um inferno atrás do outro... E era sempre você, a bruxa do oeste.

Oliver. – Ela o repreendeu. – Você está bêbado.

Você me deixa assim. Eu não devia ter vindo aqui para conversarmos. Porque é sempre a mesma coisa. Eu nunca vou esquecer do que fez comigo e com a Felicity. Por sua causa eu não pude ver meus filhos crescerem.

Ela é a culpada disso, não eu. – Ele riu.

De quem foi a culpa de ela ter ido embora? – Bufou, tomando mais um gole do vinho. – Da mãe do herdeiro Queen. Como se dinheiro fosse o mais importante. – Revirou os olhos, tomando outro gole do vinho.

Acho que está na hora de se deitar. – Ela se levantou do sofá e foi atrás do marido. Ela voltou com ele poucos minutos depois.

Você está bêbado?

É isso que acontece quando se tem Moira Queen como mãe. – Walter a olhou, e balançou a cabeça.

Vamos. Vou te deixar no quarto.

Eu vou levar uma água para ele.

Não quero nada que venha de você. – Ele retrucou. Sentiu a taça ser tirada de suas mãos, mas não reclamou, por ter sido seu pai. Walter o levou para o segundo andar, e ao entrar no antigo quarto do filho, o deixou cuidadosamente na cama. Retirou os sapatos, e então ficou observando-o dormir. Á muito tempo não via Oliver daquele jeito. Talvez, voltar naquela casa, tenha sido um erro. Oliver ainda estava muito magoado, e ficar ali trazia lembranças ruim para o homem que via como filho. Ouviu passos, e soube que era a esposa.

Eu trouxe água.

Ele já dormiu. – Walter responde, olhando para o filho. – Isso foi o que fez com seu filho. Destruiu tudo que ele sentia por você.

Eu estava sendo sincera.

Ele não acredita em você, Moira. E você pode culpa-lo? – Walter saiu sem falar mais nada. Moira respirou fundo, e desceu as escadas.

Tudo pronto? – Pergunta ao ver o homem que havia contratado a alguns dias.

Sim. – Ele diz depois de um suspiro alto.

Ótimo. Então vá buscar.

Senhora, quer mesmo fazer isso?

Não questione. Apenas faça o que eu mando.

Notas finais
É isso gente, capítulo correto postado. Espero que vocês tenham gostado. Por favor, não deixem de comentar. Até o próximo, que sairá em alguns minutos Kissus