Cross Destination
14 Capítulo Quatorze
Notas iniciais

Oliver. – Ele desviou os olhos dos documentos.
Entre, Sarah. – Ela o fez e se sentou a frente do amigo. – E então, queria falar comigo?
Helena está voltando.
E daí? – Voltou os olhos para os documentos, não se importando com o comentário da amiga. Ele nem mesmo se importava. Sarah mordeu o lábio, desgostosa.
Você contou sobre ela para a Lis?
Não. – Sarah o olhou incrédula.
Oliver...
Nem comece. – A olhou. – Não tem por que eu contar. Entre eu e ela não tem mais nada.
Vou deixar você se ferrar então. – Oliver revirou os olhos. – Ela avisou que conseguiu encontrar Cooper, não foi fácil, mas... – Decidiu mudar de assunto, afinal o amigo não mudaria de ideia.
E onde o infeliz está?
Nesse momento ele está em Connecticut. Mas não vai ficar lá por muito tempo.
Por isso ela está voltando. Ela conseguiu colocar o rastreador.
Conseguiu. É da Helena que estamos falando, né? – Oliver não disse nada. – Ela disse que espera por você no aeroporto.
E ela sabe que eu não vou aparecer.
Você tem certeza de que terminou tudo?
Tenho. Eu disse com todas as palavras. Ela entendeu. Só está se fazendo de sonsa. – Bufou. – Não quero mais falar sobre isso. Quero falar sobre... – Antes que pudesse terminar, o telefone ao lado tocou e ele atendeu no mesmo momento.
Senhor Queen...
Diga, Miya. – Fez um gesto para que Sarah esperasse.
Estou com a diretora da escola dos gêmeos na linha. – Oliver arqueou as sobrancelhas.
Transfira. – Ela o fez, e logo Oliver ouviu a voz da diretora.
Senhor Queen...
Diga.
Bom, aconteceu um problema, e eu preciso que venha até aqui.
O que houve? – Pergunta, preocupado. Sarah também ficou, quando viu a expressão do amigo.
Bryan e um colega de turma brigaram...
Brigaram?
Quem? – Sarah sussurrou.
Eu posso falar com ele? – Ele ouviu o telefone ser passado. – Bryan?
Papai. – Era a primeira vez que ele ouvia o filho chama-lo daquele jeito, e por isso se surpreendeu. Mas ao mesmo tempo que ficou feliz, ficou preocupado.
O que aconteceu, filho?
Eu quero ir para casa.
Me diga o que houve.
Ele estava me provocando.
Bryan... – Oliver se levantou da cadeira.
Ele quebrou a correntinha que você me deu.
Quem?
Eu quero ir para casa. – Oliver passou a mão livre nos cabelos.
Você está machucado?
Não. Vai vir me buscar?
Estou indo.
Agora?
Estou chegando aí. – Oliver desligou o telefone.
O que houve, Ollie? – Pergunta, vendo-o pegar o blazer e o celular.
Bryan brigou na escola.
O que?
Parece que alguém o provocou. Quebrou a correntinha que eu dei á ele.
Quer que eu mande fazer outra?
Quero. Do mesmo jeito. – Saiu da sala. – A gente termina de conversar depois.
Não se preocupe, agora você tem que socorrer seu filho.
Miya, estou saindo. Cancele tudo que eu tinha para hoje. – Ela assentiu. – E se alguém perguntar, tive que resolver um problema.
E se perguntarem qual foi o problema, senhor? – Oliver caminhou até o elevador.
Diga que foi... – Entrou no elevador. – Na escola dos gêmeos. – As portas se fecharam.
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Oliver passou pelo portão do colégio, procurando se lembrar onde ficava a diretoria. Quando virou em um dos corredores, seus olhos encontraram o filho. Ele estava sentado em um banco de madeira com os braços cruzados, percebeu que no canto direito da boca, tinha um hematoma. Ele disse que não estava machucado, Oliver pensou. Olhou para o outro garoto que estava do outro lado, também sentado em um banco de madeira, ele estava mais machucado que seu filho, tinha um hematoma no supercílio, no canto esquerdo da boca, e ainda tinha arranhões nos braços. Seu filho fez isso? Ele se perguntou.
Bryan. – O chamou e o menino se levantou, olhando-o.
Senhor Queen, que bom que chegou. Está um pouco difícil de segura-los.
O que aconteceu? – Bryan desviou os olhos.
Senhor Queen, Bryan é um garoto muito bom, nunca tivemos problemas com ele. Ele é inteligente, carinhoso, extremamente educado, mas, hoje ele agrediu o amigo.
Ele não é meu amigo. – Retrucou.
Filho. – O menino o olhou. – Me diz o que aconteceu.
O mimadinho aí não gosta de ouvir a verdade. – Oliver olhou para o garoto, reconhecendo-o. Killian Palmer.
Cala a boca. – Oliver se surpreendeu quando seu filho rosnou.
Okay, vamos nos acalmar. – Oliver se pronunciou. – Bryan, me diz o que houve.
Ele começou.
E o que ele fez? – O filho não respondeu.
O que eu sei, senhor Queen, é que os dois foram separados por dois professores. Um deles me disse que quando viu, Bryan tinha pulado em cima de Killian.
Bryan, preciso que me diga por que fez isso.
Ele provocou. – Voltou a dizer.
E como ele fez isso? – Oliver viu o outro menino sorrir.
Talvez seja por isso aqui... – Mostrou o que foi uma correntinha de ouro. Ele tinha os pedaços dela em uma das mãos. – Essa porcaria... – Oliver arqueou as sobrancelhas, e quando viu, seu filho já estava em cima do garoto, socando-o. Oliver ficou surpreso.
Não é porcaria. – Ele gritou. Oliver se aproximou, puxando o filho.
Por favor, senhor Queen, segure seu filho. – O outro menino sorria.
Bryan, fica calmo. – Pediu.
Seu mimado. – Ouviu o menino voltar a provocar. – Filhinho da mamãe.
Onde está o pai do Killian.
Ele ainda não chegou, senhor Queen. – Ela parecia desesperada.
Então, vamos fazer assim, amanhã estarei eu, o pai do menino e você, e nós vamos conversar.
Vai querer os pedaços? – Oliver ouviu, desviando os olhos para o garoto, e segurando o filho que se esforçava para sair de seu agarre.
Vou falar com o senhor Palmer sobre isso.
Então eu vou leva-lo. Tommy buscará a Brooke. – Avisou levando o filho para fora da escola. Oliver só o soltou quando estavam do outro lado do portão. – Você precisa se acalmar. – Bryan não o respondeu. – Deixa eu ver isso. – Pegou no rosto do filho. – Está doendo?
Não.
Por que me disse que não estava machucado?
Porque eu não estava. – Oliver se surpreendeu com a resposta. Tinha se machucado depois da ligação? Oliver suspirou.
Vai me explicar melhor por que você o socou? – Bryan novamente não respondeu. – Bryan, se não me responder, eu terei que colocá-lo de castigo.
Foi ele que começou.
Eu quero saber o que ele fez. Além de quebrar a correntinha. – Oliver suspirou, quando não ouviu resposta. Ele era tão meu filho, ele pensou. – Entre no carro.
Por que?
Vamos em um lugar. – Oliver o ajudou a entrar.
Onde? – Colocou o cinto.
Você vai gostar. – Oliver deu a partida no carro.
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Oliver entrou com o filho na sorveteria que foram pela primeira vez. Desde que ouviu papai pela primeira vez, Bryan não repetiu mais nenhuma vez, e ele se perguntava, por que? Também estava preocupado com o que houve na escola. Bryan não bateria no outro garoto se ele não tivesse provocado, e pelo jeito, o menino sabia bem como provocar.
Por que estamos aqui?
Nós vamos tomar sorvete.
Mas a mamãe não gosta que a gente coma doce antes do almoço.
Ela não vai brigar.
Mas...
Você não quer sorvete? – Olhou para o filho.
Eu quero. – Oliver sorriu e chamou uma garçonete.
Trás uma bola de chocolate. Quer calda?
De morango. – A mulher saiu, e voltou poucos minutos depois. – Não vai tomar? – Perguntou quando a moça se afastou.
Eu não estou com vontade.
Então por que viemos?
Porque achei que você iria querer. – Bryan colocou um pouco do sorvete na boca. – Está mais calmo? – Perguntou alguns minutos depois de silêncio. Bryan apenas assentiu, enquanto continuava a tomar o sorvete. – Eu também já briguei na escola. – Se pronunciou alguns minutos depois.
Mesmo? – O menino o olhou.
Eu soquei um garoto que estava machucando sua mãe. – A última palavra fez com que Bryan se interessasse muito mais.
Por que?
Porque ele era um babaca. – Torceu a boca. – Ele disse coisas feias para sua mãe, ela ficou triste, eu me irritei e o soquei.
Muito?
Não. Me seguraram, infelizmente. – Bryan abaixou o olhar.
Ele disse que a mamãe é uma golpista. – Oliver arqueou as sobrancelhas. – E que você nunca quis filhos. Que você é arrogante e que não serve pra ser pai.
Bom, algumas pessoas não gostam de mim... Por isso falam esse tipo de coisas. – Deu de ombros. – E sobre sua mãe, ela não é nada disso, então não tem porque se importar.
Ele disse que você me deu aquela correntinha pra me comprar. – Oliver suspirou, crianças as vezes eram maldosas, pensou.
E por isso ele a quebrou. – Afirmou com um suspiro. – Era só uma correntinha, Bryan.
Mas você que me deu. – Oliver se surpreendeu com a resposta. – Você que meu deu, papai. – E novamente a palavra foi dita.
Não é como se eu não pudesse te dar outra, não? – Sorriu. Bryan assentiu, enquanto colocava um pouco de sorvete na boca. – Esquece o que seu colega disse.
Ele não é meu colega. – Cruzou os braços, parando de tomar do sorvete.
Eu vou resolver isso, okay? – O filho o olhou.
O que vai fazer?
Vou falar com o pai do menino.
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Oliver parou com o carro no estacionamento do condomínio e viu o filho retirar o cinto, quase ao mesmo tempo. Ele tinha mandado uma mensagem para Tommy quando estava na sorveteria, pedindo para que ele pegasse Brooke e a deixasse com Felicity. Descobriu por meio de uma mensagem dele, que Felicity estava preocupada, e que era para ele lhe ligar. Ele não ligou, sabia que ela faria com que ele contasse o que estava acontecendo. Provavelmente Brooke contou sobre a briga, ele pensou na hora. Para não deixar a esposa esperando, mandou uma mensagem para ela, dizendo que Bryan estava bem, e que explicaria tudo quando chegasse em casa. Oliver ouviu seu celular tocar e o atendeu no segundo toque.
Onde está?
Estou no estacionamento.
Como está nosso filho?
Ele está bem. Já estamos subindo.
Onde você estava que não atendeu minhas ligações? — Oliver suspirou, ela tinha ligado umas três vezes, mesmo com a mensagem que havia mandado.
Estava conversando com ele. – Olhou para o filho pelo retrovisor. Ele o olhava curioso.
E não podia ser aqui no apartamento?
Não. Precisava estar sozinho com ele.
Oliver...
Eu explico quando estivermos sozinhos. – Ele a ouviu bufar.
Tá. — Ela desligou.
Era a minha mãe?
Era sim.
E ela está brava? – Oliver percebeu que ele estava temeroso.
Não com você.
Com quem?
Comigo. – Desceu do carro, abriu a porta traseira e ajudou o filho a descer.
O que você fez?
Não atendi as ligações dela. – Caminharam até o elevador.
A mamãe vai ficar brava comigo.
Eu cuido disso, não se preocupe.
Mas papai...
Quando chegarmos, vai para o seu quarto e leve sua irmã com você, caso ela esteja na sala. – O menino assentiu.
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Meu Deus, Bryan. – Ela se assustou quando viu a boca do filho machucada. – Está doendo, meu amor?
Não, mamãe.
Ele está bem.
Por que você não me ligou? – Ela o olhou.
Eu estava tentando resolver.
Sozinho? – Arqueou as sobrancelhas.
Bryan, vai para o seu quarto. – O filho fez como o pai pediu, e como a irmã não estava ali, ele correu para as escadas.
Meu filho briga na escola, e você não me conta.
Estava tentando fazer ele falar, Felicity.
E não podia ser nós dois fazendo isso?
Me desculpa. – Suspirou. – Olha, pela primeira vez ele me chamou de pai. E eu queria resolver isso, só eu e ele.
Ele te chamou de pai? – Ela estava surpresa, e ao mesmo tempo feliz.
Chamou. – Oliver se aproximou. – Eu não quis excluir você disso, só... Achei uma ótima oportunidade de ter uma conversa de pai e filho. – Felicity suspirou.
Tudo bem. Me desculpe. – Ele assentiu. – Eu me preocupei, fiquei irritada, e descontei em você.
Está tudo bem. Eu não devia ter ignorado suas ligações. – Com ambas as mãos, ele pegou na cintura fina. – Não brigue com ele, está bem? Ele foi provocado.
Por quem?
Killian Palmer. – Felicity cruzou os braços. – Vou ter uma conversa com o pai dele amanhã na escola.
Eu quero estar lá.
Felicity, eu não sei se é uma boa ideia.
Por que? Eu sou a mãe dele.
Mas a mãe do menino não vai estar lá. – Felicity então compreendeu. – Confia em mim. Eu sei o que fazer.
Okay. – Mesmo desgostosa, ela sabia que o melhor era deixar seu marido resolver isso com o pai do provocador. – Eu vou conversar com ele.
Está bem. – Beijou os lábios dela rapidamente e a deixou subir.
Brooke está dormindo no nosso quarto. – Avisou quando estava no meio das escadas.
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Posso entrar? – O menino assentiu. – Como está esse machucado?
Não dói.
Tem certeza? – Ele assentiu. – Eu quero falar com você. – Bryan abaixou o olhar e Felicity se sentou na cama. – Pode me dizer por que ele te provocou?
Eu não quero falar, mamãe.
Você falou para o seu pai, mas não vai falar para mim? – Bryan a olhou.
Ele falou mal de você e do papai. – E se fosse em outro momento, Felicity sorriria ao ouvi-lo chamar o pai de papai.
E isso te chateou. – Ele assentiu. – Bryan, nem todos vão gostar de mim ou do seu pai.
Mas ele nem conhece você, mamãe.
É verdade. Mas você me conhece, não é? É isso que importa.
Ele quebrou minha correntinha. – E só então Felicity percebeu que o menino não usava o presente do pai. – E disse que o papai me deu ela pra me comprar. E não é verdade.
Querido, olha para mim. – Ele fez como a mãe pediu. – Mesmo que ele tenha feito todas essas coisas, você não deveria ter socado o seu colega.
Ele não é meu colega, mamãe. Não é nada meu. – Corrigiu rapidamente.
Okay. Mesmo assim, você errou, meu amor. E você vai pedir desculpas amanhã.
Mas mamãe...
Você tem que mostrar que é um bom garoto, que errou, e que está arrependido. Por isso, amanhã, na frente do seu pai e do pai do menino, você pedirá desculpas. Prometa para mim. – Bryan abaixou o olhar.
Desculpa te deixar triste, mamãe.
Eu não estou triste, querido. Eu entendi porque você fez o que fez... Só não concordo. – Pegando no queixo do filho, ela o fez olha-la. – Eu te amo, amor, só quero que faça o que é certo.
Está bem, mamãe. Eu vou pedir desculpas. – Ela sorriu.
Eu te amo muito, sabe disso, né?
Eu também te amo. – Ele a abraçou e ela beijou os cabelos lisos.
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Hora de dormir. – Oliver entrou no quarto encontrando o filho jogando videogame. Sua filha já dormia.
Agora? Eu estou passando de fase.
Bryan, amanhã você tem aula. – O menino bufou enquanto salvava o jogo, se levantou, desligando o videogame, caminhando até a cama. – Sua mãe me contou sobre a conversa de vocês.
Ela ficou triste comigo.
Não foi isso. Ela disse não, é? Ela compreende porque você fez o que fez, mas não concorda. – Ele assentiu. Oliver se sentou de frente para o filho, na cama. – Você errou, sabe disso, não é?
Mas você também já brigou, papai.
Já. Eu já briguei várias vezes, mas nem por isso eu estava certo. Por mais que tenham merecido.
Ele mereceu. – Oliver quase riu da cara emburrada do filho. – E quem ele pensa que é para falar mal de vocês?
Ele é só um garoto revoltado, okay? Não se importe com isso. – Ele assentiu. – Agora durma.
Eu preciso mesmo ir para a escola amanhã, pai? – Oliver realmente não se cansava de ouvi-lo, enfim, chamá-lo de pai.
Ora, que pergunta é essa? É claro que você tem que ir para a aula amanhã.
Mas eu não queria ir. – Oliver suspirou.
Amanhã eu vou me encontrar com o pai do mini Palmer, e vou resolver as coisas. É esse o problema?
Não tô nem aí pra ele, papai. Eu só não quero que ele volte a me provocar.
Ele não vai. – Oliver afirmou com convicção. – Olha, essas briguinhas acontecem com qualquer um. Ele vai perceber que errou, você vai ver. – Seu filho não respondeu. – Agora é sério... – Empurrou o filho para se deitar. – Durma. Você está puxando assunto, para não dormir. – Bryan riu. Oliver sorriu.
Eu não tô com sono.
Quer que eu chame sua mãe?
Não. – Oliver tampou a boca do filho quando ele gritou. Eles olharam para Brooke, que tinha se mexido na cama, mas não acordou. – Desculpa. – Oliver balançou a cabeça. – Não chama a mamãe, ela vai querer cantar, e eu não quero.
Por que? Pensei que gostasse.
Eu gosto. Mas eu não quero ouvir hoje, pai. – Oliver assentiu. – Posso ligar a TV?
Bryan, se eu ligar a TV, aí mesmo que você não vai dormir. – Percebendo que o filho estava mesmo sem sono, Oliver se sentou ao lado do filho. – Fazemos assim, eu vou ligar a TV... – Bryan sorriu. – Mas serão por meia hora. Meia hora, e só.
Tá.
Depois disso você vai ter que dormir, querendo ou não. – Ele assentiu. – não vai poder reclamar quando for acordado amanhã cedo.
A gente pode assistir "homem aranha"? – Oliver assentiu, ligou na netflix e colocou o filme escolhido.
**--**
Bom dia. – Oliver cumprimentou os filhos quando entrou na cozinha.
Bom dia, papai. – Ele ouviu os dois filhos dizerem juntos. Viu o filho coçar os olhos. Sabia que ele estava cansado, mesmo depois da meia hora, o filho ainda não tinha dormido, e tinha ficado com ele até que o sono enfim veio.
Eles estão prontos, só estavam esperando por você.
Eu estava conversando com a diretora. Ela acha que Bryan e o mini Palmer devem estar presentes na conversa em que terei com o Ray.
Eu não quero. – Os pais olham para o menino.
Você me prometeu pedir desculpas, filho. – Ele abaixou o olhar.
Bryan, eu vou estar lá o tempo todo. E o pai do menino também. – Ele não respondeu. – Eu vou deixar vocês lá, vou a empresa, e volto para a escola.
Eu não quero ficar lá. – Oliver suspirou.
Lembra do que conversamos ontem? – Bryan cruzou os braços.
Eu não acho que seja mesmo uma boa ideia... Não sei... – Felicity olhou para o marido. – Talvez seja melhor leva-lo com você.
Para a empresa?
Sim.
Ele vai perder aula.
O problema, Oliver, é que pode haver mais provocações... – E Oliver não pode retrucar isso. Ela estava certa.
Tudo bem.
E eu? – Brooke pergunta.
Meu amor, você vai ficar na escola. – Ela não gostou, ambos os pais perceberam.
Vou pedir para que Lyon fique perto de você o tempo todo, okay? – Oliver diz. Ele sabia que a filha não gostava de ficar longe do irmão. – Pode ser? – Ela assentiu. – Então vamos, no caminho eu ligo para o Tommy.
Boa aula. – Ela beijou a filha. – E lembre-se da promessa que me fez. – Beijou o rosto do filho. – E me ligue quando acabar a reunião.
Não se preocupe, eu venho direto para casa depois da reunião. – Ela assentiu, Oliver a beijou e saiu pela porta com os filhos.
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Aqui é tão grande. – Bryan comentou quando entraram no prédio. Oliver sorriu.
Quando tivermos mais tempo, eu mostro tudo pra você.
Sério? – Oliver assentiu quando entraram no elevador. – O que veio fazer aqui, pai?
Eu preciso conversar com Walter. E Sarah está me esperando.
A tia Sarah está aqui? – Eles saem do elevador e veem a mulher loira.
Oh. E aí, garoto? – Ela sorriu ao ver o filho do amigo.
Oi, tia Sarah.
Você já está matando aula? – Oliver o olhou. Bryan cruzou os braços, mas antes que qualquer um deles pudessem falar qualquer outra coisa, foram interrompidos.
Senhor Queen, seu pai o espera em sua sala. – Ela olhou para o garotinho. – Nossa, tão parecido com o senhor. – Sarah e Oliver sorriram.
Não é? Bryan, essa é a minha secretária. Uma delas, pelo menos.
Oi. – Ele cumprimentou, tímido.
Oi. – Sorriu. Oliver se afastou e o filho o seguiu com Sarah atrás.
Bom dia, filho.
Bom dia. – Se aproximou. – O senhor queria falar comigo, disse que era importante.
Sim. – Olhou para o filho de seu “filho”. – Olá, Bryan.
Olá. – Sussurrou.
Ele não deveria estar na escola?
É, mas aconteceu um problema e eu vou resolver daqui a pouco. – Suspirou.
Então não vai ficar?
Não. Eu preciso mesmo ir á escola, Bryan brigou ontem... – Walter o interrompeu.
Brigou? – Ele estava surpreso. – Mas por que?
Uma provocação. – Bryan desviou os olhos.
Então nós podemos falar sobre isso amanhã, filho.
Não, tudo bem. É algo ruim?
Na verdade, chegou isso... – Apontou para uma caixa em cima da mesa. – Tem um recado muito estranho. – Oliver olhou para Sarah.
Então, Bry, enquanto seu pai resolve isso, porque não vamos comer algo bem gostoso na lanchonete?
Mas... – Pai e filho se olharam.
Vai lá, filho. Eu vou terminar aqui bem rápido. – Ele não gostou, Oliver percebeu isso.
Tá bem, papai. – Oliver pensou que o filho iria retrucar, se surpreendeu quando o menino fez ao contrário, e por isso sorriu. Walter olhou para o filho, surpreso. E Sarah ficou ainda mais, mas o levou da sala.
Ele está te chamando de pai.
Está. – Sorriu. – Desde ontem.
Isso ótimo, filho. – Olhou para a caixa. – Mas sobre isso...
Desculpe, Walter, isso não tem nada a ver com você e mesmo assim...
O que está acontecendo Oliver? – O filho pegou o cartão.
“Por quanto tempo acha que a terá?” – Leu alto. Oliver apertou o cartão entre as mãos.
O que isso quer dizer, filho?
Quer dizer que o maldito está caindo na minha armadilha.
Que maldito e que armadilha? – Oliver sabia que não teria como esconder do “pai” sobre aquilo. Não depois daquela ameaça. – Alguém está o ameaçando, Oliver?
Não á mim. – Oliver fechou a porta e se sentou no sofá, Walter o acompanhou. – Vou resumir o que está acontecendo, já que vou ter que sair... E preciso que não conte a ninguém sobre isso.
Claro. – Oliver então começou a contar tudo. E Walter temeu pelos filhos.
Ele já sabe que ela está aqui e que está comigo.
Oliver, isso é perigoso.
Eu sou um agente, pai. – Walter balançou a cabeça. – Não tem que se preocupar, eu sei me cuidar.
Não sei se esse é o certo a se fazer, Oliver. Pelo que me disse esse cara é um psicopata, deveriam envolver a polícia.
Você acha mesmo que a polícia vai dar conta desse desgraçado? Eu não vou apostar nisso. É da minha família que estamos falando, Walter. Da minha mulher, dos meus filhos... – Walter suspirou. – Eu sei que se preocupa comigo, mas não precisa. Eu sei o que estou fazendo.
Só tome cuidado.
Deixa comigo. – Sorriu.
Acho que devo estar ficando louco por deixar que você faça isso.
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Meu pai está demorando. – Bryan diz. Sarah sorriu.
Seu pai está tendo uma conversa muito importante com o pai dele. – Bryan estava emburrado. – Então, eu soube que você perdeu sua correntinha.
Não perdi. Um idiota quebrou ela. – Sarah quase riu, ela viu o amigo ali naquele menino.
É. Eu soube... Se eu disser uma coisa, promete ficar mais calmo? – Ele deu de ombros. – Seu pai já mandou fazer outra.
Outra? – Ele ficou interessado na conversa.
Sim. Fica pronta amanhã. – Ela percebeu que ele ficou feliz, apesar de não demonstrar. – E vai ser igualzinha a outra. – Eles olham para trás quando ouvem passos.
Papai, a gente já pode ir?
Nós já vamos. – Oliver olhou para Sarah.
Eu sei, foi mal. Não consegui chegar antes do Walter.
Tudo bem. Tive que contar para ele.
E o que ele disse?
Não ficou muito feliz. – Suspirou. – Mas é assim que vai ser.
Você vai para a escola agora?
Sim. O Palmer vai estar me esperando.
Ray? – Oliver arqueou as sobrancelhas pela forma que a amiga disse o nome do homem. – Por que ele estaria te esperando na escola?
Bryan brigou com o filho dele. – Ela ficou surpresa. – Eles socaram um ao outro.
Ele mereceu. – Bryan diz, cruzando os braços.
Então, foi o Killian que quebrou sua correntinha?
Conhece o moleque? – Oliver pergunta, surpreso.
Conheço. – Sarah percebeu o olhar do amigo. – O que foi?
Você... Você e o Palmer...
Eu e o Palmer o que? – Ela cruzou os braços.
Ah, entendi. – Sorriu. – Você está tendo alguma coisa com o Palmer.
O que?
Não adianta tentar negar, Sarah. – Bryan olhou para o pai e depois para a “tia”. – Por isso ficou preocupada quando ouviu o nome Palmer. – Ela suspirou.
Poderia não dizer isso para ninguém?
É a sua vida, não vou me meter. E muito menos fofocar sobre isso.
Eu sabia que podia contar com você. – Oliver deu de ombros. – Nós estamos... Tentando. Só isso. E Killian ainda não sabe sobre... Isso.
Tudo bem. Bryan, vamos? – Ele assentiu. – Você não tinha alguma coisa para me contar?
Conto depois.
Tudo bem. Vamos, filho. – Oliver entrou no elevador.
Ela está namorando o pai daquele idiota?
Não fala assim, sua mãe não ia gostar. – Bryan cruzou os braços. – Olha, vocês podem não se dar bem, mas o pai dele não é uma pessoa ruim.
Não?
Não.
Então por que o filho dele é? – As portas do elevador se abriram e eles saíram.
Porque ele perdeu a mãe dele. – O menino olhou para o pai. – O que ele faz não justifica, mas... A mãe dele o abandonou quando ele tinha quase três anos. – Bryan abaixou o olhar, pensando que ficaria muito triste se sua mãe fizesse o mesmo. Mas ele sabia, sua mãe nunca faria isso.
Por que ela fez isso?
Porque algumas mães são... Difíceis. – Pensou na própria. – Algumas não querem ser mães, não servem... para isso.
Isso é triste.
É sim. – Colocou uma das mãos nos cabelos do filho. – Você teve a sorte que Killian não teve, filho.
Mas isso não quer dizer que ele pode fazer o que faz, papai.
Não. Não quer dizer que ele esteja certo provocando você. Ou falando... aquelas coisas. – Oliver destravou o carro e abriu a porta traseira. – Mesmo assim, ele deve se sentir... Mal, não acha? – Bryan assentiu. Oliver o ajudou a entrar no carro, fechou a porta e entrou no carro. – Ah, Bryan, sua tia não quer que ninguém saiba ainda sobre ela e o Palmer, então não conte á ninguém, está bem?
Tudo bem, papai. – Oliver se virou e deu a partida.
**--** **--**
Bom dia, senhor Queen. – A diretora o cumprimentou.
Bom dia. O Palmer já está?
Acabou de chegar. – Oliver assentiu. – O filho dele está com ele. – Olhou para o filho de Oliver. – Espero que não briguem.
Isso não vai acontecer, não é mesmo, filho? – Ele apenas assentiu. – É só o outro garoto não provocar. – Oliver diz, olhando para a mulher, que engole em seco.
Me acompanhe, por favor. – Oliver a fez como ela pediu e então entraram em uma sala média com duas poltronas de dois lugares, lado a lado, e uma poltrona á frente dela, de um só lugar. Oliver encontrou o Palmer assim que entrou na sala.
Oliver.
Ray. – Ele olhou para o menino ao lado do “colega”.
Ele é a sua cara.
Digo o mesmo do seu filho. – Ele olhou para o filho por breves momentos, antes de se voltar para Oliver.
Então... Vamos começar? – Oliver se sentou, e o filho sentou-se ao lado. Os Palmer fizeram o mesmo. – Bom, eu contei ao senhor Palmer o que eu sei sobre o que houve.
Eles brigaram... Mas eu ainda não entendi o por que.
Seu filho não contou?
Não. – Oliver balançou a cabeça. – O que ele fez?
Além de quebrar um presente que eu dei ao meu filho, ele disse coisas sobre mim e sobre minha esposa. – Ray olhou para o filho que desviou os olhos, o menino não estava sorrindo como estava no dia anterior, ele estava nervoso.
Coisas? Que tipo de coisas.
Do tipo que não se deve dizer. – Ray suspirou. – Como por exemplo... Que a minha esposa é uma golpista.
Onde você ouviu isso? – Ray perguntou ao filho. O menino deu de ombros. – Isso não se diz. Nunca, me entendeu? E o que acontece na família do seu colega não é da sua conta, Killian.
Como se eu me importasse. – O menino sussurrou.
Você vai começar a se importar quando eu começar a cortar os seus jogos.
Mas papai...
Nada de “mas”. O que você fez foi errado. – Bryan olhou para o pai.
Mas ele que começou a me bater.
Você me provocou. – Bryan se pronuncia. – Eu não te fiz nada e você começou a me provocar.
Senhor Queen...
Deixe-o. – Ele corta a mulher. – Bryan...
Eu não devia ter batido em você... – Ele diz, pouco depois. – Por isso me desculpa. – Ray olhou surpreso para o garoto, e logo se voltou para o filho.
Killian, peça desculpas também. – O menino cruzou os braços. – Agora. Não é mais um pedido, é uma ordem.
Desculpa. – Diz, emburrado.
Ele não vai mais provocar você. – Ray diz á Bryan
Nem quebrar coisas. Porque ele quebrou um presente que meu pai me deu. – Oliver olhou para Ray.
Sobre o presente... Eu posso pagar pelo...
Eu não me importo com o “dinheiro”, Ray. – O cortou. – O problema não é esse. O problema foi que ele quebrou algo que era importante para o meu filho, e disse que eu o dei porque eu queria compra-lo. – Ray passou as mãos nos cabelos, ele estava nervoso.
Eu sinto muito. Mesmo.
Bryan errou ao bater no seu filho, eu e Felicity conversamos com ele. E ele compreendeu. – Olhou para o filho. – Mas eu não quero que meu filho seja importunado.
Eu também iria ficar irritado se estivesse seu lugar.
Bom, eu fico feliz que tenham resolvido isso. – A diretora se pronunciou. – E espero, mesmo, que esses dois não briguem mais.
Isso não voltará a acontecer... – Ray olhou para o filho. – Não é mesmo? – O menino assentiu.
Então, os dois podem voltar para a sala de aula. – Bryan olhou para o pai.
Você tem mais três aulas, venho te pegar daqui a pouco. – Bryan assentiu.
Em casa nós dois vamos conversar. – Ray diz, sério, para o filho.
Alina vai acompanhar os dois. – A mulher de cabelos castanhos claros se aproximou e levou os dois garotinhos.
Eu gostaria de falar com o Queen a sós. – A mulher olhou para Oliver que assentiu.
Claro, com licença.
Eu sei que já disse isso, mas eu realmente sinto muito pelo que meu filho disse. – Diz quando a mulher sai, fechando a porta.
Tudo bem.
Eu, na verdade, não sei o que fazer com ele. Está cada dia mais complicado.
E eu compreendo. Não deve ser fácil, nem para você e nem para ele.
Ele sente falta dela, mesmo sem se lembrar muito bem dela.
Ela foi a mãe dele, apesar de tudo. Mas mesmo assim, mesmo com isso que ele está passando, provocar os outros não é correto.
Eu sei. – Suspirou. – Vou falar com ele quando chegar em casa. – Oliver assentiu.
Eu não vim aqui para acusar seu filho, vim apenas pedir para que ele pare de provocar o meu filho, apenas isso. – E foi a vez de Ray assentir.
Ás vezes eu acho que ele precisa de... Uma presença feminina em casa.
Sarah, por exemplo? – Ray o olhou, surpreso. – É. Eu sei. Eu falei com Sarah hoje e percebi a preocupação dela para com você. – Ray desviou os olhos. – Não se preocupe, não vou dizer nada a ninguém... Mas quer saber? Eu acho que sim. Ele precisa de uma presença feminina em casa.
Não sei se Sarah...
Iria querer entrar nisso com você? – Completou. – Por que? Porque você tem um filho?
Complicado. Um filho complicado demais.
Que pode mudar. Ele faz isso tudo para chamar atenção, Ray. Ele está sentindo-se... Mal. Eu acho que ele se sente culpado pela mãe ter ido embora. Acho que deveria conversar com ele sobre isso. E converse com Sarah também. Ela é melhor conselheira que eu. – Ray riu e Oliver sorriu. – Bom, eu tenho que ir. Felicity deve estar louca de preocupação.
Diga a ela que eu sinto muito também.
Pode deixar. – Saiu da sala.
**--** **--**
Oliver travou o carro e caminhou até o elevador, entrando nele segundos depois. Seus pensamentos estavam na caixa e no bilhete. Ele não tinha visto o que tinha na caixa, achou melhor deixar isso com Sarah. Não queria encontrar alguma coisa desagradável com Walter por perto. Oliver sabia que tinha sido uma ameaça do outro, mas isso não o preocupava. Agora que ele sabia que Felicity estava “casada”, e que estava protegida, não ficaria parado sem fazer nada. Ele não iria deixar isso de lado. Ele deveria agir logo. Oliver esperava que sim.
Até que enfim. – Ele ouve a esposa quando abre a porta.
Oi, meu amor. – Sorriu.
Oliver, estou desesperada querendo saber como foi. – Ele retirou o blazer.
Foi tudo bem. Bryan pediu desculpas e Ray fez o filho dele fazer o mesmo. – Felicity suspirou. Oliver a puxou pela mão para sentarem no sofá. – Ray pediu para que eu lhe dissesse que sente muito.
Humm. Não deve ser fácil para ele.
Não. Não é. Ele diz que está complicado.
O menino deve fazer tudo isso para chamar atenção.
Foi o que eu disse ao Ray. – Felicity assentiu. – Mas... Ele disse que o menino não vai mais provocar nosso filho e que vai conversar com ele quando chegar em casa.
Tudo bem. – Oliver beijou o pescoço da esposa.
Por que você não ficou na empresa hoje?
Porque eu queria ficar com você. – Ela sorriu, enquanto sentia a respiração dele em seu pescoço. – E eu não tinha nada para fazer lá. – Felicity então o afastou e antes que ele pudesse questionar se tinha acontecido alguma coisa, ela o beijou. Oliver colocou uma das mãos na cintura dela, e Felicity se levantou um pouco para poder passar uma das pernas para o outro lado da cintura de Oliver, sentando-se no colo dele. Ela sentiu o marido apertar suas coxas, com força. Ela suspirou. – Vamos para o quarto. – Ele diz quando para de beija-la. Felicity se levanta e caminha para as escadas com Oliver seguindo-a. Quando ela entra no quarto, ela retira a blusa amarela e o short branco deixando-os no chão, mas antes que ela pudesse se virar, Oliver a abraçou por trás, afastando os cabelos do pescoço, beijando levemente a região exposta. Felicity joga a cabeça para trás, quando ele coloca a mão em um dos seios por cima do tecido do sutiã. Oliver encontra o feche do sutiã que a esposa usava e retirou, sem pressa alguma, deixando-o cair no chão, aos pés dela. Ele a vira para si, e ela percebe que ele já estava só de boxer. Ele a puxa par um beijo intenso, cheio de desejo. Felicity passa as mãos pelos braços fortes, devagar até chegar em seu pescoço. Ela sente ele suspende-la, e ela abraça a cintura dele com as pernas, ainda o beijando. O contato das intimidades faz ambos gemerem um na boca do outro.
Oliver... – Geme em sussurro. Ela sentiu suas costas ter contato com os lençóis da cama. Oliver desceu os beijos para o pescoço, ficando ali por um tempo, lambendo e mordiscando. Ele ouve o gemido dela, e sorrindo ele desce o trajeto dos beijos em seu colo e seio, vagarosamente, tomando um deles logo em seguida. – Oli...ver... – Felicity apertou as unhas nos braços dele. Ele percorre a língua dos seios, para o queixo e então a beija novamente, tendo contato com a língua dela.
Me diz... – Morde o pescoço alvo lentamente. – O que você quer... – Felicity sente a língua dele brincar com seu pescoço, colo e seio, e pensar que ele poderia ir mais além, fez com que sentisse uma umidade no meio das pernas. – Que eu faça. – Ele deixou o seio dela e olhou nos olhos verdes.
Eu... – Ela sentiu a mão dele descer vagarosamente de sua barriga até o meio de suas pernas. – Quero que use sua língua... – Ele sorriu. E vagarosamente, ele retirou a calcinha que ela usava. Felicity arfou quando a língua dele começou a descer lentamente. Ela estava ansiosa por aquilo. Ela arfou mais uma vez quando sentiu a respiração dele em seu sexo. Oliver não demorou muito e passou a língua de cima para baixo, e Felicity gemeu. Uma das mãos dela grudou nos cabelos loiros dele e a outra segurava com força o lençol. – Oliver... – Ela quase gritou quando ele adentrou com a língua dentro dela, lento e tortuosamente. Uma das mãos de Oliver subiu para um dos seios dela, apertando, e com a mão livre, ele usa um dos dedos para colocar dentro dela. – Oliver... – Ela geme. Ele sente ela estremecer e logo chupa todo o prazer dela. Oliver retira a língua e a beija enquanto o dedo continuava dentro dela. Felicity sente o próprio gosto em sua boca, mas isso não a incomoda. Ele sente a mão dela no cós da boxer e se afastando ele a ajuda tirar a peça. Felicity se senta para beija-lo e ele corresponde na mesma intensidade, ele a deita, se deitando por cima, e então, gira o corpo, colocando-a por cima de si. Felicity sente as mãos dele em sua nádega, apertando, firme. Ela geme e morde o lábio inferior dele, sem se importar, quando sente o marido encaixar seu sexo no dele. Oliver geme ao mesmo tempo que ela, sentindo as paredes internas dela sugarem seu membro. Segurando a cintura, ele a ajudava com os movimentos. Oliver deixa os lábios dela para tomar um dos seios, sugando, mordiscando, ouvindo-a gemer. Oliver mordeu o colo dela com um pouco de força quando sentiu seu membro ser comprimido e então, Felicity se surpreendeu com a troca de posição. Oliver segurou ambas as mãos dela em cima da cabeça e enquanto a beijava, aumentando o ritmo dos movimentos, ele sabia que ela estava perto tanto quanto ele. Os gemidos de ambos eram abafados pelo beijo intenso, possessivo e selvagem. Com a mão livre, Oliver segurava em seu rosto, e Felicity envolve a cintura dele com as pernas, sentindo-o ir mais fundo. Com a respiração ofegante, Oliver goza primeiro, mas não para com os movimentos, mordendo o lábio inferior, puxando-a para mais um beijo necessitado. Felicity geme e ele sente ela estremecer, soltando o próprio prazer.
**--** **--**
Eu não acredito que estou atrasado. – Felicity prendeu os cabelos em um rabo de cavalo.
Deveríamos ter colocado o celular para tocar. – Oliver pega a carteira e beija a esposa.
Vou me lembrar disso na próxima vez. – Ela riu. – Nos vemos daqui a pouco.
Tudo bem. – Ela o beija dessa vez, Oliver corresponde, passando um dos braços pela cintura fina. – Vou pedir comida.
De novo. – Ela riu. – Eu vou fazer as coisas hoje para deixar pronto para amanhã.
É uma ótima ideia, amor. – Ele pega as chaves em cima da mesa de cabeceira.
Já volto. – Lhe deu um selinho e saiu do quarto, descendo as escadas de dois em dois degraus. Oliver entrou no carro e deu a partida, estava quase quinze minutos atrasado, e os filhos devem estar estranhando, no mínimo. Pisou no acelerador, pedindo para que não tivesse “transito”. Ele derrapou o carro assim que chegou na porta da escola, desceu do carro e o travou.
Papai. – A garotinha largou a mão da professora e correu para o pai. Ele a pegou no colo. – O papai demorou. – Reclamou.
Eu sei, me desculpe, eu perdi a hora. – Olhou para o filho. – Foi tudo bem? – Ele assentiu. – Killian não o provocou?
Não. Foi tudo bem. – Ele cruzou os braços. – Você demorou. Por que?
Eu... – Oliver se lembrou do que estava fazendo antes de perceber que estava atrasado. – Estava ocupado. Não vai mais acontecer.
A mochila dos dois, senhor Queen.
Obrigado. – Ela sorriu. – E desculpa pela demora.
Ah, tudo bem, isso acontece com qualquer um. – Oliver assentiu.
Papai, eu quero sorvete.
Agora? Se eu te der isso agora sua mãe vai me matar. – Ele diz, caminhando para o carro. – A gente pode passar na sorveteria e comprar para levar para casa. Pode ser?
Sim. Quero calda também. – Oliver a colocou na cadeirinha.
Você está muito calado, o que houve? – O ajudou a entrar no carro.
Você demorou. – Oliver percebeu que ele tinha ficado chateado.
Desculpe. Isso não vai voltar a acontecer. Eu prometo. – Bryan não respondeu. – Eu já prometi algo e não cumpri?
Não.
Então, estou prometendo, não vai mais acontecer. – Ele assentiu. Oliver fechou a porta e abriu a do motorista, entrando e dando a partida. – E então, foi tudo bem sem seu irmão nas primeiras aulas?
Aham. O Lyon, a Kitty e o Chase ficaram comigo. – Oliver assentiu. – Mas eu não gosto de ficar sem o Bry, papai. – Oliver olhou para os filhos pelo retrovisor.
Eu sei, mas ás vezes isso vai acontecer, querida.
Por que?
Porque... As vezes poderá acontecer de ele não poder ir á escola e você sim. – Ela fez um biquinho. – Mas você não precisa se preocupar atoa. Nem sabemos quando isso vai acontecer, ou se, isso vai acontecer.
A gente nunca ficou separados. – Bryan comenta.
Eu sei. Não precisam ficar preocupados com isso. – Os irmãos se olharam. – Então, vocês vão querer o mesmo sabor do outro dia?
Sim. – Dizem juntos. Oliver para em frente á sorveteria, desce do carro e ajudo os filhos a fazerem o mesmo.
Oi, Lyon. – Brooke cumprimenta sorrindo, indo até o garoto.
Oi, B. – Oliver arqueou as sobrancelhas e Tommy sorri.
Se soubesse que passaria aqui, teria esperado você chegar na escola.
Eu me atrasei. – Tommy sorriu malicioso.
Uhmmm. Entendo. – Oliver revirou os olhos. Ele passou a reparar em sua filha e Lyon. Apesar de Bryan estar do lado da irmã, Lyon estava do outro lado e sua filha estava tocando no braço do garoto com uma das mãos. Tommy riu. – Você está com ciúmes?
Eles têm seis anos, por que eu teria ciúmes? – Era o que ele dizia para si mesmo.
Seis anos por enquanto. Já imaginou sua filha e meu filho namorando?
Isso nunca vai acontecer. – Tommy riu novamente. – E por que está falando de namoro, se nossos filhos só têm seis anos? Vai demorar para eles pensarem nisso... Com a Graça de Deus. – Tommy riu novamente.
Ah, mas quando ela começar a namorar, eu vou rir tanto da sua cara. – Oliver lhe mostrou o dedo. – E espero mesmo que seja com meu filho.
Já escolheram? – Oliver se aproximou, ficando entre a filha e o afilhado. Os três olharam para ele.
Mas papai, a gente já disse que é o mesmo. – Brooke diz, não entendendo o pai.
Senhor Merlyn, aqui está o do senhor.
Obrigado.
Senhor Queen.
Eu vou querer o de sempre. – O homem assentiu e se afastou.
Bom, então nós já vamos.
Nos vemos por aí. – Tommy assentiu.
Tchau, tio Ollie.
Tchau, Lyon. – Bagunçou os cabelos do garoto.
Tchau, Bry. Tchau, B.
Tchau, Lyon. – Ela abraçou o Merlyn e Tommy sorriu provocativo para o amigo que revirou os olhos.
Até mais. – Se despediu.
Aqui está o seu senhor Queen.
Cartão. – Ele diz para o homem.
**--** **--**
Oliver estava sério, de braços cruzados, sentado na cama que divide com a esposa. Ele revirou os olhos e bufou. Por que? Porque sua esposa não parava de rir. Não. Ela gargalhava. E isso fazia uns quinze minutos. Ela começou e não parou mais. E isso tudo porque ele comentou que Brooke estava muito “grudada” em Lyon, e que não gostava daquilo. Ela tinha segurado uma risada, mas quando disse que não queria nem imaginar que isso poderia virar outra coisa, ela começou a rir, muito. E até agora ela não parou. E agora ele está arrependido de ter feito aquele comentário.
Amor... – Ela tentava parar de rir. – Você está preocupado que nossa filha, que ainda têm seis anos, esteja gostando do Lyon? – Ela voltou a rir e Oliver bufou. – Meu amor, eles têm seis anos. – Voltou a dizer.
Não importa. – Ele retrucou e ela voltou a rir. – Felicity, você vai continuar a rir da minha cara?
Você está com ciúmes, Oliver. – Ela respirou fundo, parando de rir. – E não tem cabimento, eles são tão pequenos ainda. Falta tanto para nossa filha pensar em um namoradinho. – Sorriu. – Apesar de que eu irei gostar se for Lyon.
Não tem graça, Felicity. – Ela riu de novo.
Ela vai continuar sendo sua bebê até... Acho que os doze anos.
Ela vai continuar sendo minha bebê até os 30 se eu quiser. – E a esposa voltou a gargalhar. – Ela é minha filha...
E vai continuar sendo sua filha, amor. – Balançou a cabeça, parando de rir mais uma vez. – Eu acho fofa essa amizade dela com Lyon. E é isso, só amizade... Por enquanto. – Ela voltou a rir.
Não tem graça. – Ele voltou a cruzar os braços.
Você é tão fofo, senhor ciumento. – Ela sentou-se em cima dele. – Não precisa disso, ela ainda é nossa bebê. – Ele fez “hum”. – Quando for para ser... Não vai ser você a fazê-la mudar de ideia.
Isso é o que vamos ver.
Okay. Então quer dizer que não vai deixar Bryan namorar também? – Oliver abriu a boca, mas Felicity o interrompeu. – E não me venha com respostas machistas.
Não vou falar nada sobre isso. Eles ainda são pequenos. Os dois.
Os três. Porque Lyon também é apenas uma criança. – Ele assentiu. – Vou deixar claro uma coisa, amor, quando for para nossa filha começar a namorar, eu não vou deixar você empacar a vida dela.
Fala sério, Felicity.
Fala sério, digo eu.
Minha filha não vai pensar nisso tão cedo. – Felicity sorriu novamente. – E se Deus quiser vai demorar pelo menos uns quinze anos.
Quinze? Eu dou oito.
Oito? Ela vai estar com 14.
Eu tinha quase a mesma idade quando comecei a namorar você. E a fazer outras coisas também... – Beijou os lábios dele.
Eu não quero pensar na minha filha fazendo “outras coisas”. – Felicity riu. – De jeito nenhum. Minha filha não vai fazer isso.
Isso é o que pensa. – Felicity diz. – Mas eu até agora não compreendo como pode estar pensando nisso, sendo que nosso bebê tem seis aninhos.
Ela logo faz sete.
Humm. Verdade. Faltam apenas três meses.
Três meses. Já pensou no que fazer?
Ainda não. Mas falta muito ainda, posso pensar nisso depois. – Felicity o beijou. Oliver mordeu o lábio inferior dela e a jogou na cama, colando seu corpo no dela. Fazendo uma trilha de beijos do pescoço até a barriga por cima da camisola de renda preta, voltando lentamente, parando em um dos seios, mordendo o bico levemente, ouvindo o arfar da esposa em seguida. Felicity sentiu seu corpo inteiro esquentar, e seu sexo umedecer. Oliver sentiu seu membro latejar por dentro da boxer, mas não parou com as mordidas no seio da esposa. Felicity grudou uma das mãos nos cabelos dele, enquanto gemia. Oliver parou as mãos dela quando ela fez menção de tirar a peça que usava.
O que?
Não tire. – Ela não entendeu. – Eu quero que continue assim. – Sussurrou, voltando a mordiscar o seio dela por cima do pano. Com uma das mãos, ele desceu vagarosamente por entre as pernas dela, passando um dos dedos no sexo, ouvindo-a arfar novamente. O dedo desceu pela coxa, voltando a subir, ainda mais lento. Felicity pensava que ele estava querendo tortura-la. Sentiu um dos dedos dele pressionar seu sexo, e ela gemeu baixo. Ainda por cima da calcinha ele adentrou um pouco o dedo, entrando e saindo de vagar. E a cada gemido que ela dava, seu membro latejava mais. Ele ouviu um resmungar vindo dela quando se afastou, para retirar a boxer. Felicity observou ele voltar para cima de si.
Já posso tirar? – Ela diz, com a respiração ofegante.
Não. – Ela não pôde dizer nada, pois ele voltou o dedo para seu sexo e a beijou, mordendo o lábio inferior antes. Com dois dedos, Oliver começou a pressionar ainda mais o sexo dela, ela gemeu dentro da boca dele. Uma das mãos estavam no cabelo loiro dele e a outra, perfurou as unhas nas costas largas. Ele gemeu, quando ela mexeu a cintura fazendo os sexos se encostarem. – Quieta. – Diz, passando a mordeu, beijar e lamber o pescoço dela. Oliver adentrou com um dos dedos para dentro da calcinha, sentindo-a quente e molhada. – Molhada... – Ela geme novamente. – E só para mim. Amor... – Ele desce uma das alças, tomando o seio com sua boca. E ela gemeu um pouco mais alto dessa vez. Com a mão livre, Oliver tampou sua boca. Ela sentiu o dedo dele adentra-la, passando pelo ponto sensível, uma, duas, três... E a cada passada, um gemido, um arfar. Oliver retirou a mão da boca, pegando uma das mãos dela e colocando em cima de seu membro que já estava incomodando-o, fazendo-a fazer os movimentos. Oliver gemeu junto da esposa. Oliver tomou a boca dela em um beijo, enquanto ainda estimulava o sexo dela, cada vez mais rápido, e ela fazia o mesmo com ele. Os gemidos de ambos foram abafados pelo beijo. A mão livre de Felicity grudou as unhas nas costas de Oliver, e ele mordeu o lábio inferior dela. Ele sentiu ela estremecer, e retirando o dedo do sexo dela, ele rasgou a calcinha preta, retirou a mão dela de seu membro e a adentrou por inteiro. Felicity gemeu alto dentro da boca do marido, sentindo ele começar os movimentos, rápidos e fortes.
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