Cross Destination

41 Capítulo Quarenta e Um


Notas iniciais
OIE. Voltei antes do esperado... Quem está feliz? Espero que todos os meus leitores. Eu estou aproveitando que estou com tempo para postar hoje... E como os leitores do Zap estavam surtando tanto... Como por exemplo: Mayara Silva, Mayara Santos, Faty, Letícia, Taileny, Andressa, Gisele, Thaís... Aqui estou eu. * Quero agradecer a Gotdrew do Smile Edits pela betagem. * Quero agradecer a cada leitor que comenta nos capítulos. Não sabem como isso é gratificante. Capítulo extremamente tenso. Já deixo avisado. Boa Leitura

Oliver tinha acabado de chegar em casa com os filhos quando recebeu a ligação de que cinco de seus seguranças estavam em estado crítico no hospital e os outros cinco estavam levemente machucados neste mesmo. Sua reação foi a pior possível, e a primeira coisa que ele pensou foi em sua esposa. Ela não estava com nenhum deles. Seu medo falou mais alto, mesmo assim, ele ligou e avisou a Roy. Em seguida pediu para que a irmã buscasse seus filhos e começou a ligar para sua esposa e Gregory, desesperadamente.

Nenhum dos dois atendia. Nervoso, ele passou a andar de um lado para o outro. Roy prometeu ligar assim que soubesse de notícias, há quase uma hora atrás. Seus filhos já estavam com a tia, mesmo que desconfiados. Eles haviam percebido a preocupação do pai. Oliver soube que os seguranças que estavam bem, no hospital, haviam conseguido fugir para tentar encontrar sua esposa. Os outros cinco ainda estavam em cirurgia. O que merda tinha acontecido era o que se perguntava. Pegou suas chaves e quando abriu a porta deu de cara com o cunhado.

— Não a encontrou?

— Não. Nem ela, nem Gregory. – Oliver andou até a sala, bagunçando os cabelos. – Mas eu encontrei o carro, Oliver. – O cunhado o olhou confuso.

— O carro.

— O resto dele, pelo menos.

— O que...

— Ele estava em chamas. Disseram que explodiu quando caiu no bosque.

— O que raios Gregory estava fazendo naquela área? – Pergunta irritado.

— Fugindo de dois carros.

— Dois carros. – Balançou a cabeça. – Não é possível. Felicity...

— Estão verificando o carro, mas até agora não acharam indício de que há corpos.

— Então... – O olha esperançoso.

— Ela pode estar viva em algum lugar. – Roy soltou tão esperançoso quanto.

— Onde?

— Eu não sei, mas nós vamos encontrá-la. – Oliver foi atender a porta quando ouviu o som da campainha.

— Oliver. – Ele encontrou cinco dos seguranças que estavam com sua mulher.

— O que merda aconteceu? – Perguntou raivoso.

— Estávamos indo para a RI quando percebemos um carro azul seguindo o carro em que sua esposa estava. – Tyler responde, entrando no apartamento com os outros.

— Como é que sabiam que aquele era o carro? Nós enviamos dois completamente iguais, para não ter perigo.

— Eu não sei. – Dylan diz, gesticulando. – Mas eles tinham certeza de que era ele, porque o outro não foi seguido, apesar de terem jogado ele para fora da pista, continuaram seguindo o carro no qual Felicity estava. – Oliver respirou fundo, tentando se controlar.

— Vocês avisaram Gregory…, e o depois?

— Gregory conseguiu fazer o contorno quando Jake avisou que haviam sido interceptados lá na frente. – Philip completa.

— O que deu errado?

— Havia mais um carro nos seguindo. Ele bateu contra nosso carro, mas conseguimos continuar seguindo Gregory. – Andrew explica. – Ele disse que ia para o bosque.

— Nós o seguimos. – Lucca completa. – Estávamos quase perto dele, quando fomos jogados para fora da pista.

— Tivemos sorte. – Tyler diz. – Eu tentei avisar Gregory, mas ele não me respondia. Percebi que o problema era com meu comunicador. – Oliver deu as costas, passando a andar de um lado para o outro.

— Nós tentamos sair do carro.

— Ficamos presos, Oliver.

— Eu estava com meu braço deslocado, mas consegui sair do carro, e avisar Mike. – Lucca diz. – Mas não consegui fazer mais nada, acabei desmaiando.

— Ele teve uma concussão.

— E você está bem? Deveria estar em observação. – Diz, preocupado.

— Eu tenho coisas mais importantes para me preocupar. – Oliver e Roy se olham.

— Nós precisamos encontrar Felicity e Gregory. – Tyler diz.

— O carro deles...

— Estamos sabendo. – Oliver interrompe Andrew. – Vocês estão suspensos até segunda ordem.

— O que? – Se pronunciam todos juntos.

— Oliver...

— Estou fazendo isso para o bem de vocês. Não é uma represália. – Interrompe Tyler, mas é o que ele diz que deixa os seguranças confusos. – Precisam ficar em observação.

— Estamos bem.

— O que eu disse é uma ordem.

— Então me deixa escolher os que nos substituirão nas buscas, Oliver.

— Confio em você. – Foi só o que disse. – Vão para a agência, e deixem que os médicos cuidem de vocês.

— Tudo bem. – Murmuram juntos.

— Mande os nomes dos substitutos por e-mail.

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— Ficar andando de um lado para o outro não vai adiantar.

— Eu quero saber onde está minha mulher. – Rosnou.

— Eu também quero, ela é minha irmã. – Oliver se jogou no sofá. – Seus amigos já sabem?

— Por enquanto não.

— Deveria contar logo.

— Eu o farei. – O olhou. – Mas antes eu tenho que contar para os meus filhos. – Roy suspirou.

— Estou com você. – Oliver assentiu. Percebendo os olhos desfocado do cunhado, Roy voltou a se pronunciar. – Ela e os bebês estão bem.

— Como sabe?

— Eu só sei. É o que eu sinto.

— Eu deveria ter ouvido minha intuição.

— O que? – Franziu o cenho.

— Não estava me sentindo bem em deixar ela ir no meu lugar. Alguma coisa me dizia...

— A culpa não é sua. – O cortou.

— Então porque eu me sinto tão culpado?

— Oliver, você não é culpado, cara. Ela estava tentando te ajudar...

— Mesmo assim...

— Olha, Cooper não a quer morta.

— Então por que ele fez isso? Por quê? Por que ele..., faria essa merda? – Roy se levantou de repente e Oliver o olhou confuso. – O que foi?

— Era você que estaria no carro.

— O que? – Pergunta confuso.

— Você iria para a RI. – Oliver não compreendeu. – Cara, quem sabia dessa troca?

— Só os seguranças que estavam com ela. Não deu para avisarmos mais ninguém.

— Era para ser você. – Oliver franze o cenho. – Você quem estaria no carro, você quem estaria indo para a RI. – Oliver se levanta imediatamente ao entender o que o cunhado queria dizer.

— Era para era ser eu. Aquela emboscada...

— Cooper não mandou ninguém atrás da Felicity, ele mandou atrás de você. Ele queria você morto.

— Desgraçado. Filho da puta. – Gritou.

— Ele não sabia que era a minha irmã no carro.

— Eu vou ficar louco.

— Você vai se controlar, como eu estou fazendo... Porque a Thea chegou com os gêmeos. – Oliver fechou os olhos, pedindo que Deus o ajudasse a falar com seus filhos.

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Em uma casa de tijolinhos, um homem olhava para a mulher grávida deitada na cama. Não sabia como, ou com que força havia conseguido chegar até ali, mas havia conseguido. Mesmo que sangrasse muito, e sentisse uma dor dilacerante no abdômen, conseguiu chegar até aquela casinha. Dava graças a Deus por aquela casa estar perto de onde aconteceu aquele acidente desgraçado.

A mulher a sua frente respirava ofegante. Ele estava se costurando, mas não deixava de se preocupar com a loira. Ela não estava muito bem, estava toda machucada e para piorar a situação, ele não sabia como estavam os bebês. Sorte. Essa era a palavra que corria em seus pensamentos. Seu celular estava destruído, e o colar da loira havia ficado no meio do caminho, tão destruído quanto. O homem sentado na cadeira pensava no que poderia fazer para ajudar a mulher a sua frente. Ele queria deixá-la a salvo, mas também queria poder saber como estava os filhos dela, e por isso, com o celular que havia encontrado na casa, ele ligou para a única pessoa que poderia ajudá-lo. Precisava ser cuidadoso. Tinha certeza de que alguém havia os traído.

— Ei, sou eu.

— Oi. – Ouviu a voz feminina. – O que houve? Sua voz...

— Então você não sabe? Ótimo.

— O que?

— Preciso que você me faça um favor.

— O que precisa?

— Primeiro não pode dizer para ninguém que sabe onde estou. Nem mesmo para o Oliver.

— O que houve, Gregory?

— Tentaram matar a Felicity.

— Como é? – Ouviu a voz alterada.

— Nos interceptaram, e acabamos sofrendo um acidente. Ela não está bem. Está respirando, mas...

— Precisa levá-la a um hospital.

— Sabe bem que não posso. Podem estar à espreita, você conhece as regras.

— Droga! – Exclamou inconformada.

— Você tem habilidade como médica. Ela e os bebês precisam de você. – Houve uma pausa.

— Onde estão?

— Vou te mandar a localização e depois você vai destruir seu celular.

— Deixa comigo. Vou pegar tudo que ela precisa.

**--** **--**

Oliver se sentia um inútil. Ele não havia conseguido acalmar nenhum dos filhos, em especial Bryan que estava revoltado, choroso e decepcionado. Ver os olhos azuis tão decepcionados, olhar para ele, foi o que deixou seu coração em pedaços. Ele havia feito uma promessa e não cumpriu, e agora seu filho o cobrava isso. Como poderia culpá-lo por lhe cobrar? Como poderia culpá-lo, por ver o olhar de decepção de seu filho? Havia quebrado uma promessa importante, e agora estava arcando com as consequências.

Thea já estava sabendo de tudo. Ela havia conseguido fazer a sobrinha dormir, mesmo que a menina estivesse desesperada demais para tal. Ele mesmo não conseguiu acalmá-la, mesmo que tivesse ficado com ela no colo por quase uma hora. Ela não o culpava, diferente do irmão. Em meio aos gritos, Roy levou Bryan para se acalmar ao perceber o quanto o sobrinho estava "agressivo". O menino havia gritado várias coisas para o pai, coisas horríveis. Tudo que conseguiu nos últimos meses com Bryan, foi por água abaixo por causa do que houve com Felicity.

Não sabiam nada dela e já havia passado da meia noite. Ele não conseguiu pregar o olho. Continuava sentado no chão do corredor, ao lado da porta do quarto dos filhos. Thea ainda estava com Brooke. Oliver, depois de muitos anos, se deixou chorar, ali mesmo. Com a cabeça apoiada nos joelhos. Ele queria ter fé. Queria sentir que tudo ficaria bem, mas não sentia nada disso. Os amigos já estavam sabendo. Cada um deles. Queriam estar com Oliver, mas ele os impediu de sair de casa. Poderia ser perigoso, já que Oliver sabia que Cooper poderia atingir a eles.

O Queen imaginava o desespero de cada uma das mulheres. Elas eram as melhores amigas de sua esposa, afinal de contas. Oliver ouviu passos e olhou para o lado, onde estava as escadas. Roy e Bryan apareceram em seu campo de visão. O menino tinha os olhos vermelhos, por causa do choro. Roy colocou as mãos nos bolsos e parou de andar, ao contrário do sobrinho.

— Desculpa, papai. – Oliver ouviu a voz chorosa. – A culpa não é sua. – Os olhos de Oliver encheram de água, mas nenhuma lágrima caiu.

— Está tudo bem. – A voz saiu baixa. – A culpa é minha. – Foi interrompido pelos braços do filho. Ele o havia abraçado. Oliver correspondeu.

— Eu quero a minha mãe.

— Eu vou encontrar ela. – O apertou mais forte em seus braços. – Só mais uma vez, pode confiar em mim? – O menino balançou a cabeça em consentimento. – Vou trazer ela e seus irmãozinhos de volta para nós.

**--**

Seis dias. Esse era o tempo em que Felicity Megan Smoak-Queen estava desaparecida. Os seguranças que estavam hospitalizados, agora estavam todos em observação, na agência. Mas isso não queria dizer que estavam bem. Sentiam-se culpados. Tanto quanto Oliver. Os que tinham sido dispensados por pelo Queen, haviam voltado ativa há dois dias. Procuravam pela esposa do amigo, sem descanso. Oliver tentou conter as informações, mas logo todos os jornalistas estavam sabendo do ocorrido.

Walter tinha ficado sabendo no dia em que aconteceu a emboscada. Felicity não apareceu na RI, e então Oliver o explicou quando ele ligou. Todos estavam loucos por mais informações. Os jornalistas estavam polvorosos. Estava sendo um inferno para Oliver. Primeiro porque ele não sabia onde a esposa estava, segundo porque não sabia se ela estava bem, ou seus filhos, terceiro porque tinham jornalistas na sua cola, e isso só não era pior do que ficar longe da esposa por tantos dias. Seus filhos não iam à escola, por causa dos parasitas, e ninguém além dos seus seguranças conseguia sair do prédio, sem ser alvejado por perguntas.

Oliver nunca estava sozinho, os gêmeos principalmente. Os amigos estavam preocupados com eles, em especial com o Queen mais velho. Ele mal comia e dormia. Achando que poderiam ajudar mais, eles passaram a dormir no apartamento. Todos eles. As crianças seriam distraídas e eles poderiam cuidar delas e de Oliver. Por não ter notícias, todos se preocupavam, mas eles viam o quão louco aquilo tudo estava deixando Oliver, e por esse motivo tentavam controlar o próprio desespero. Pouco menos de uma semana sem saber se a esposa estava viva, se os filhos haviam sobrevivido. Quem aguentaria aquilo tudo? Quem ficaria sã sem saber o que tinha acontecido com as pessoas que amava? Sara queria entrar nas buscas, mas os gêmeos ainda precisavam dela, e somente isso a impediu.

Naquele momento estavam todos na sala do apartamento. As crianças estavam seguras na agência com metade dos seguranças. Tyler se prontificou a distraí-los e Oliver aceitou. Quentin Lance estava naquela sala também, assim como todos os amigos do Queen, Walter, e os seguranças: Mike, Collin, Dylan, Ethan, Jayden, Dimitri, Brandon, Logan, Renee, Jonathan, Trevor, Noah, Heyley, Vicky, Mina, Violet, Harley, Nick, Nate, Liam, Adam, Andrew, Jake, Philip, Alan. Apenas Lucca estava com Tyler com as crianças.

— Procuramos por toda essa área. – Mike diz, mostrando no mapa.

— E nós também procuramos nessa parte do bosque. – Harley completa.

— Encontramos o colar da Felicity. – Collin entregou ao Oliver. – Destruído. – Oliver o apertou na mão direita.

— Ela pode estar viva. – Trevor diz.

— Ela está viva. – Roy corrige.

— Gregory pode ter conseguido tirar ela de dentro do carro. – Jake diz.

— Mas como ela e os bebês iriam sobreviver depois disso acontecer? – Eles olham para Quentin. – Vamos ser realistas ela não foi parar em nenhum hospital.

— Papai.

— Estou apenas dizendo para não criarmos muita expectativa. Vamos pedir a Deus que eu esteja errado. – Eles engoliram em seco.

— Gregory sabe primeiros socorros. – Liam se pronunciou.

— Mas ele não é obstetra. – Quentin retruca.

— O fato é que eles estão vivos. – Dimitri afirma.

— O que temos que fazer é continuar com as buscas. – Logan diz, fazendo com que os outros concordem.

— Podemos verificar a área da mata, não entramos lá. – Adam se pronuncia, fazendo Oliver assentir.

— É uma boa.

— Se tivéssemos pelo menos uma forma de saber onde Gregory está. – Vicky diz, preocupada, tanto com o “namorado”, quanto com a mulher que fez amizade. Violet e Heyley, que estava ao lado da ruiva, tocam os braços dela em forma de apoio.

— Ele está bem, Vicky. – Brandon diz, fazendo-a assentir.

— Vamos voltar a procurar na área dos bosques. – Roy diz, olhando para Quentin.

— Meu pessoal vai ajudar. – Oliver agradece.

— O bosque é enorme. Talvez deixamos algo passar. – Os outros concordam com Nate.

— Só quero minha família de volta. Vivos. – Cada um dos presentes olha para Oliver. – Os quatro.

— Vamos encontrá-los, Oliver. – Mike diz sério, e os outros concordam, com o mesmo olhar penetrante.

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— Você precisa se acalmar. – Oliver ouviu o cunhado dizer. – Os gêmeos percebem quando você está dessa forma, desesperado.

— Como é que você consegue ficar tão calmo?

— Eu estou muito preocupado com minha irmã, mas eu preciso esconder o que eu sinto para poder dar apoio aos meus sobrinhos. – Ele ouviu um suspiro alto.

— Eu sei. Eu sei que está certo, que eu deveria fazer o mesmo, mas não consigo. Estou ficando louco sem notícias. – Roy compreendia o cunhado.

— Eu entendo, mas tente. Pelos gêmeos, pelos seus filhos. – Oliver assentiu. – Eu posso ficar com eles o resto do dia, se quiser.

— Não. Eu quero ficar com eles. Eu preciso deles.

— Tudo bem. Qualquer coisa é só me ligar.

— Vai estar com os outros, na busca?

— Eu não vou conseguir ficar sem fazer nada, então sim. – Oliver assentiu, e o acompanhou até a porta.

— Thea. Você sabe como ela está com tudo isso?

— Ela está bem, mas preocupada. Eu pedi para que ela ficasse com o pai, por causa dos jornalistas.

— Ótimo! Fez bem. – Eles se despediram, e Oliver fechou a porta. No mesmo momento, os filhos entraram em seu campo de visão. – Ei, estão com fome?

— Não. – Falam juntos. Oliver suspirou, sabia que tinha que obrigar eles a comerem, mesmo que estivesse na mesma situação, sem fome alguma.

— Eu sei que está complicado, mas precisam comer.

— Eu quero a mamãe. – Brooke diz com a voz embargada.

— Querida...

— E se a mamãe não estiver bem?

— Ela está bem. Eu confio no Gregory, ele está cuidando da mãe de vocês.

— Então por que ele não ligou? – Olhou para Bryan. – Por que ele não diz que está tudo bem?

— Gregory sabe das regras da agência, filho. Ele não pode entrar em contato enquanto não tiver certeza de que está tudo bem e que Felicity estará a salvo.

— Então a mamãe está bem, né? Com o Greg.

— Sim. Ele está cuidando dela. Eu acredito nisso. – Mesmo que não acreditasse tanto assim, ele foi firme ao dizer aquela frase aos filhos, precisava dar esperanças a eles.

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Cooper andava de um lado para o outro. Quando seu infiltrado ligou avisando do sumiço de sua mulher, ele pensou que fosse alguma brincadeira. Quando ouviu sobre o que tinha acontecido, ficou desesperado pensando o pior. Pediu por notícias, e até agora nada. Nada de saber onde ela está nada de saber se está viva, nada de respostas. Ele apertou o copo com whisky que estava em suas mãos e de repente o jogou com força na parede.

Aquele não era o plano. Aquilo não devia ter acontecido, mas a culpa era dele, pelo menos parte dela. Quem mandou confiar na desgraçada da Queen? Ela sabia que Felicity estaria no carro e não o filho dela. Ela sabia e não o avisou para abortar a missão. Ele não queria que aquilo tivesse acontecido. Na verdade, a ideia era fazer o Queen levar um susto, fazer daquele modo para que ele soubesse com quem está se metendo, o que no fim das contas não deu muito certo.

Afinal, ele prometeu não encostar um dedo no garotinho da mamãe. Imbecil que foi, não devia ter feito aquela promessa. Cooper tinha gritado com cada um dos seus, por ter feito o que fizeram, e descobriu que a ordem daquilo tudo tinha sido dada por Moira Queen, em seu nome. E eles não suspeitaram e nem lhe disseram nada. Aqueles incompetentes. Por pouco não mata cada um deles. E só não o fez, porque precisa de todos eles.

— Senhor. – Ouviu.

— Suma daqui. Não quero ver ninguém.

— Mas senhor, é a senhora Queen. – Cooper se virou imediatamente.

— Deixe que ela entre. – Disse entre dentes. Não demorou muito para ela aparecer em seu campo de visão. – Sua desgraçada! – Gritou. – Como você tem a cara de pau de aparecer aqui depois do que fez?

— Mas o que eu fiz? – Se fez de inocente.

— Não brinque comigo. – Rosna. – Você sabia que Felicity estaria no carro e não seu filho. Você sabia da toca, e não me avisou.

— Como é que eu poderia saber? – Cooper trinca os dentes. – Eu e meu filho não nos falamos.

— Você mandou que meus homens destruíssem o carro no qual minha Felicity estava. – Grita novamente. – Por que faria isso se não soubesse da troca, sua maldita? Você não sabe com quem está se metendo.

— Você iria matar meu filho.

— Eu disse que não o faria. – Rosnou enquanto se aproximava dela. – E eu normalmente cumpro com as minhas promessas. Principalmente quando elas me beneficiam.

— Ela pode estar viva. – Ele deu uma risada sarcástica.

— Pode? Ela pode estar viva? – Pegou no pescoço da mulher. – Eu acho melhor você rezar para que ela esteja mesmo viva, ou eu juro que vou te matar com as minhas próprias mãos. – Ela começou a se debater. – Você definitivamente não sabe com quem está lidando. Eu não gosto de pessoas que me traem e você me traiu. – A soltou de uma vez, e Moira foi ao chão, com a mão no pescoço, enquanto tossia e tentava recuperar o ar. – Suma da minha frente. Não apareça mais aqui. Meu jogo é outro e eu vou fazer como tinha planejado antes. – Se abaixou na altura dela. – Se prepare porque seu filho não vai ficar vivo por muito tempo. – Ela o olhou. – Olho por olho, dente por dente. – Se levantou. – Tire esse lixo daqui. – Ordenou. O homem que estava na porta se aproximou para fazer como foi ordenado.

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Oliver tinha a cabeça apoiada nas mãos. Estava desesperado. Nenhuma notícia de sua esposa. Nenhuma. Mesmo depois de vasculharem a área onde ocorreu o acidente durante todo o dia não encontraram nada. Era horrível pensar que pode ter acontecido o pior. Ele respirou fundo, se obrigando a pensar. Sabia das regras da agência e também sabia cada uma delas de cor, assim como Gregory.

Ele pode ter destruído o próprio celular para não ter perigo de ser rastreado. Pode estar escondido com sua esposa, com medo de que os homens que o interceptaram estivessem ainda por perto. Oliver ainda tinha essa esperança. A esperança de que sua família estava bem nas mãos de Gregory e de que seus filhos não haviam sofrido nenhum mal com esse acidente.

Balançou a cabeça. Era para ser ele e não sua esposa e filhos naquele carro.

Roy tinha percebido o desespero do cunhado. Ele estava abalado também, mas tinha que conseguir segurar suas emoções pelo bem dos seus sobrinhos, e também pelo homem que sua irmã ama. Ele aprendeu a confiar em Oliver. O Queen amava sua irmãzinha, e isso era o bastante para gostar dele. Amava além de tudo seus sobrinhos. Não era o traidor que ele sempre pensou que fosse. Oliver não pediu para ter a naja como mãe. Na opinião dele, Oliver fez mais que certo em se afastar da mulher.

Aproximou-se com cautela, e se sentou ao lado dele. Esperou. Não falaria uma palavra. Sabia que Oliver não era de desabafar, sua irmã tinha lhe dito que ele só se abria com ela e com Tommy Merlyn.

— Vou ficar louco. – Roy se surpreendeu ao ouvir o cunhado. – Ficar uma semana sem notícias. Uma semana! É um inferno.

— Eu sei, acredite.

— Pode ter acontecido de tudo.

— Eles estão vivos, Oliver. – Eles se olharam. – Eu sinto isso.

— Queria poder ter a mesma certeza. – Respirou fundo, sentindo os olhos arderem. – Não acharam nada. Nenhuma pista.

— Seu amigo é esperto. Você não tinha dito que Gregory era o melhor depois de Mike e Collin?

— Eu fico pensando... – Se mexeu no sofá. – Gregory sabe das regras da agência, em especial, as de um caso como esse. Ele não deve chamar atenção. Felicity é minha esposa, e ela apareceu nas revistas.

— Você quer dizer que ele está se escondendo com medo de que algo aconteça a eles novamente? – Oliver assentiu. – Você está certo. E se ele está fazendo isso, então temos que dar um jeito de descobrir onde ele está sem a ajuda dele.

— Ele está protegendo-a. Eu sei que está.

— Pense então em alguém que pode saber da localização dele.

— Se ele ligasse para alguém...

— Não seria para você, Oliver. – O cortou. – Você é um alvo para o Cooper. – E Oliver teve de concordar. – Tem que ser alguém que Cooper não apostaria. Alguém que ele não faz ideia de que pode saber onde ela está. – Oliver se levanta.

— Eu sei quem. – Roy se levanta, olhando para o cunhado de forma curiosa. – Tenho certeza de que Gregory pensa o mesmo que eu. Cooper não apostaria nela. Nunca.

— Por quê?

— Porque ela é minha ex.

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Gregory já não sabia mais o que fazer. A cada dia ela piorava, e ele não tinha ideia de como ajudar. Ela não havia chegado ainda. Uma semana se passou, e ela não havia chegado. Tentou entrar em contato, e nada. Perguntava-se se algo havia acontecido. Felicity respirava ofegante. Mexia-se muito na cama e delirava.

A febre voltava mais forte a cada dia que passava e ele temia pelo que poderia acontecer com ela e os bebês. Outro problema. Os bebês não se mexiam a algumas horas. Ele havia verificado isso todos os dias. Um milagre havia acontecido e eles tinham ficado bem mesmo depois daquele acidente horrível. Novamente ele ouviu o respirar desesperado de Felicity, dessa vez um dos bebês se mexeu, e então ela começou a chamar pelo marido e os filhos. Isso estava acontecendo todos os dias.

Ele se surpreendeu quando de repente a viu abrir os olhos devagar, piscando várias vezes, mexendo a cabeça de um lado para o outro. Ela deveria estar se perguntando onde estava, e com quem. Ele percebe a respiração dela ficar descompassada, enquanto fechava os olhos com força. Ela deveria estar pensando que estava com Cooper, e para que ela se acalmasse, ele resolveu se pronunciar.

— Felicity. Felicity é o Gregory. – Se faz ouvir. – Você está a salvo.

— G-Grego-ry. – Sussurra.

— Eu estou aqui. – Ele a ouve gemer. – Está com dor?

— Umas pontadas. – Responde, finalmente encontrando os olhos claros dele.

— Vou pegar um dipirona. É só o que você pode tomar. – Ele a ajuda tomar tanto o remédio quanto à água. – Devagar. – Ela tosse algumas vezes.

— Onde estamos?

— Não importa no momento. Estamos a salvo, isso que realmente importa.

— Oliver.

— Ele não sabe. Fomos traídos, Felicity. Alguém avisou do carro.

— O carro. Eram dois iguais... – Ela se lembra.

— Com placas iguais. – Completa. – Fizemos isso para o caso de estarem nos seguindo. Mas eles seguiram exatamente...

— O nosso. – Ela entendeu, e imediatamente, colocou a mão na barriga. – Meus bebês...

— Estão bem. Estavam mexendo há pouco.

— A porta. – Ela se assusta ao ouvir o som de alguém batendo.

— Calma. Só pode ser uma pessoa. – Ele se levanta, mas pega a arma em cima da cômoda por precaução, e sai do quarto. – Você demorou. – Diz ao abrir a porta, e encontrar a mulher com quem falou há seis dias.

— Eu estava na Bélgica. – Retrucou, entrando na casa. – E pra piorar o desgraçado do Cooper mandou me matar. – Rosnou.

— O que?

— Interceptaram-me no estacionamento do aeroporto. Me deram uma surra, mas eu também não deixei barato. – Suspirou.

— Você parece estar bem.

— Meu rosto está bem, quer olhar meu corpo? – Retrucou. – Tive que despistar os malditos.

— E conseguiu?

— É claro, ou não estaria aqui. – Gregory suspirou. – Onde ela está? – A resposta foi um grito estridente.

Eles correram para o quarto, preocupados. Pediam, não, imploravam para que não fosse nada muito grave. Os olhos de Gregory se arregalaram, e mesmo sabendo que deveria agir, ele não conseguia. Ele não estava entendendo o que estava acontecendo. Ela estava sentindo dores, disse ele tinha certeza.

— Mas o que... – Se interrompe, vendo a loira se contorcer em cima da cama.

— Ela está em trabalho de parto. – Responde ao ver a roupa e a cama, ambos molhados.

— Ela está no sétimo mês.

— E são trigêmeos. – Rosnou.

— Droga. E agora? – Pergunta desesperado.

— Faça tudo que eu mandar.

— Não. Isso não pode... – Gritou de dor novamente. – Não pode está acontecendo.

— Mas está. – Se aproximou, e Felicity arregalou os olhos ao reconhecer a mulher. – E eu vou fazer seu parto.

— Helena.

Diz em sussurro, surpresa.

Notas finais
Quem está surpreso com esse final? Alguém imaginou que seria ela a aparecer para ajudar? Quero saber sobre o que acharam, okay? Por isso, não deixem de comentar, é muito importante para mim Não sei quando o próximo vai sair... Mas eu volto, hein Até mais Kissus