Cross Destination
47 Capítulo Quarenta e Sete
Notas iniciais
Felicity havia decidido ir ao mercado naquele dia, já que Alissa estaria de folga pelos próximos três dias. Mike, Gregory, Collin, Dylan, Tyler e Noah haviam escoltando-a até lá, como Oliver havia os instruído. Ele estava trabalhando, e não poderia ir com a esposa, seus filhos estavam na escola, e ele queria deixar a esposa e os trigêmeos seguros. Felicity empurrava o carrinho onde os bebês dormiam, por quase todas as cessões, enquanto um de seus seguranças, empurrava o carrinho onde ela colocava as compras. Apesar de ter seis seguranças seguindo-a o tempo todo, ela se sentia bem por estar saindo do apartamento, mesmo que fosse a algumas ruas do condomínio. A dias ela não saia de casa. Primeiro porque Oliver tinha medo que algo a acontecesse, como da última vez, e segundo porque ela mesma estava assustada.
Felicity confiava nos seguranças. Ela se sentia bem tendo cada um deles protegendo-a, e com eles por perto ela não sentia aquela agonia, aquele sentimento, de que tudo poderia acontecer com ela, ou com os filhos. Ela sorriu ao ver que Kyle, já acordado, mexendo os pezinhos e as mãozinhas, olhando tudo ao redor dele. As outras duas dormiam tranquilamente. Não era surpresa encontrar Kallie dormindo, afinal, sua princesinha dormia o dia todo, a não ser quando era hora de mamar, e mesmo assim, algumas vezes ela ou Oliver tinham que acordá-la para tal.
Quando parou na cessão em que os gêmeos mais gostavam, ela procurou pelos biscoitos recheados que ambos gostavam. Havia prometido levar, além de que eles deveriam chegar em casa já perguntando pelo tão adorado sorvete, que ela também prometeu que compraria. Felicity já havia colocado quase tudo que tinha na lista, dentro do carrinho, só faltava o sorvete, os biscoitos e um pacote de farinha, no qual Oliver usaria no dia seguinte para fazer o bolo para o lanche dos filhos. Felicity estava tão concentrada, procurando pelo sabor que os filhos gostavam, que só percebeu que estava sozinha com Noah e Collin, quando pegou seis pacotes de cada sabor; morango e chocolate; e colocou no carrinho.
Cadê os outros? – Perguntou com o cenho franzido.
Foram resolver um problema no estacionamento. – Collin responde.
Problema? – Ela se preocupou, e sentiu seus pelos se arrepiarem.
Nada que tenha que se preocupar. – Noah a tranquiliza. Ela suspira.
E porque ficaram só vocês?
Até parece que não confia em nós. – Collin olha para Noah por um momento antes de se voltar para a loira. Ela sorriu para ambos.
Claro que confio. O fato é que vocês nunca fazem isso.
Gregory já avisou que está voltando. – Tocou no comunicador que estava em seu ouvido. – Os outros terminarão de resolver o que precisam resolver.
Tem certeza de que está tudo bem?
Bateram em nosso carro, mas nada que Mike e Tyler não possam resolver. – Noah responde, dando de ombros. – E Dylan se prontificou em nos esperar na saída. Ele está dando uma volta no supermercado. Todo cuidado é pouco. — Ela assentiu, compreendendo. Era sempre assim quando saíam, sempre tinha alguém observando-a de longe, mesmo que tivesse dois ou três seguranças com ela. — O que mais precisa antes de irmos?
Do sorvete.
Gregory disse que vai passar onde estão os refrigeradores, e nos encontra no caixa seis. – Collin empurra o carrinho, fazendo com que Felicity comece a andar também, sendo seguida por Noah. – O que mais?
Estava tão pensativa, em relação aqueles dois e Gregory, que sequer conseguiu responder prontamente. Ela se lembrava perfeitamente da discussão que tiveram no estacionamento do condomínio onde moravam. Se lembrava de Gregory pegando Noah pelo colarinho da camisa, com uma ira, que ela jamais pensou que veria, mesmo que ele fosse bastante esquentado. Ela não os conhecia completamente, mas passa tanto tempo com eles, que passou a ser observadora, e nessas observações, ela conseguia identificar algumas características de cada um de seus seguranças. Collin era calmo, até certo ponto. Naquele dia, para a sua surpresa, quem o empurrou na parede foi o garoto mais novo, mas quem o socou foi Gregory. Mike, Tyler e Dimitri quem conseguiram reverter a situação, e acalmá-los.
Ahmmm... – Olhou na lista, tentando voltar a si. – A farinha. – Responde. Olha para os dois, por algum tempo, tentando reprimir seu modo mexeriqueira. Ela não gostava disso, mas estava muito curiosa a respeito. – Posso fazer uma pergunta? – Os outros dois se olham. – Pessoal, eu digo.
O que deseja saber? – Collin pergunta.
Vocês já se entenderam? – Eles franzem o cenho. – Depois da discussão que tiveram. – Collin bufou. – Isso é um não?
Eu bem que tentei me explicar.
Não tente mais, é inútil. – Noah revirou os olhos.
Mas vocês são da mesma equipe, não deveriam..., ficar brigados. – Eles não se importavam que ela estivesse se metendo naquele assunto, mesmo que eles soubessem, ela estivesse um pouco envergonhada por fazê-lo.
Ele não confia em mim.
E eu deveria? – Retruca em murmuro.
Fiz algo que o fizesse desconfiar de mim?
Dar em cima da minha irmãzinha. – Novamente Noah revira os olhos.
Ela já é de maior, e eu não estou fazendo nada de errado.
Não importa, para mim ela sempre vai ser uma criança. E não está na hora de ela namorar.
Nossa, você é tão super protetor. – Felicity comenta. – Parece mais o Oliver falando.
Gregory é pior, pode apostar. – Eles andaram até os caixas, depois de pegarem a última coisa da lista. – Ele me ameaçou de morte.
E parece que você não teme pela sua vida, não é? – Felicity riu. Eles a olharam.
Desculpa, mas é que vocês parecem duas crianças. – E os outros dois não puderam deixar de sorrir, ao vê-la rindo. – Não duvido que Oliver vá ser assim como você, Collin.
Eu aposto que ele vai ser assim como Gregory. – Noah diz.
E o que tem eu? – Eles ouvem a voz grossa do homem, e o encontram em uma fila, sendo o terceiro da mesma.
Estávamos falando dos seus ciúmes. – O outro franziu o cenho. – Perguntei se já tinham se entendido. – Gregory bufou. – E ele disse que provavelmente Oliver vai ser tão ciumento quanto você.
Nisso eu tenho que concordar. – Collin diz. O irmão o olhou e o outro deu de ombros.
Por que eu teria que me entender com ele?
Porque vocês são da mesma equipe, Greg. E você também não pode fazer isso pela sua irmã?
Jogou sujo. – Ela sorriu.
Se sua irmã não gostasse de Noah, ela não ficaria com ele.
Mas até você? – Felicity riu ao ouvir como ele havia ficado indignado. – Eu tive que ouvir isso até mesmo da minha noiva.
E ela está corretíssima. – Os irmãos bufaram. – Noah, você gosta mesmo da Melissa? – O homem ao lado dela olhou para ela. – De verdade, eu digo. Não faria nada que pudesse machucá-la, certo?
Não mesmo. – Diz sem pensar duas vezes.
Então, não tem porque se preocuparem.
Ela não pôde ver a troca de olhares entre os irmãos, pois começou a colocar as compras em cima do caixa. Gregory e Collin não confiavam em Noah, e provavelmente nunca iriam. E Noah não os culpava. Ele sabia o porquê de tanta desconfiança. E mesmo que eles quisessem retrucar, eles não o fizeram pelo simples fato de que não queria colocar desconfianças e muito menos medo no coração de Felicity. Eles gostavam muito dela para fazer tal coisa. Mesmo que ela merecesse saber de tudo, merecesse saber das desconfianças que tanto eles, quanto os outros tinham sobre Noah, eles não poderiam fazê-lo. Oliver não os perdoaria, e muito menos eles mesmos.
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Oliver parou o carro na porta da escola, mas não desceu. Ele estava ali, pronto para fazer uma surpresa. Havia chego mais cedo, do que imaginou que chegaria, e por saber que os filhos estariam na escola, se prontificou em pegá-los na escola. Avisou Mike e Michael de que estava na cidade, e pediu para eles não avisarem sua mulher. Assim como queria surpreender os filhos, queria fazer o mesmo com ela. Ficou dentro do carro, enquanto Dimitri descia, para poder pegar os gêmeos. O portão ainda não estava aberto, e isso fez com que ele olhasse no relógio de pulso. Faltava ainda quinze minutos. Estava com tantas saudades, que não se cabia em si. Infelizmente, havia ficado um dia a mais, por conta de um problema. Um dia a mais longe de sua família. A esposa não havia ficado muito feliz quando ligou para avisar, e não poderia culpá-la, ela odiava dormir sem ele em casa. Helena esteve lhe dando todas as informações diárias sobre sua família, enquanto estava em Central-City. Fotos de seus filhos, cada um deles, todos os dias, contava sobre o que eles faziam durante o dia, como os trigêmeos estavam, sem ele por perto, se Felicity estava tendo problemas com eles. Mas ficou feliz em saber que não. Ela, Caitlin e Heyley a ajudava com tudo que os trigêmeos precisavam. Até mesmo os gêmeos estavam por perto quando a mãe precisava.
Kallie havia dado trabalho. Helena havia lhe dito que era complicado colocá-la para dormir durante a noite, e ele sabia qual era o problema. Ele não estava lá para fazer esse trabalho. Era ele quem a colocava para dormir todos os dias, durante a noite, por conta das cólicas infernais que vinha sentindo. Para seu alívio, ela não teve dores, era só manha. Essa última parte, havia saído da boca de sua esposa. A pequena parecia sentir a falta do pai a todo momento. Na hora do banho, na hora de acordar para mamar, na hora de dormir. Felicity conseguia acalmá-la, mas levava algumas horas, infelizmente, o que a fazia se cansar mais. Soube também, dessa vez por Caitlin, que Felicity começou a surtar um pouquinho quando os três resolveram acordar ao mesmo tempo, para mamar, algo que nunca havia acontecido. Dois deles sim, mas os três não. Era uma surpresa saber que Kallie acordou junto dos irmãos, ela sempre tinha sido tão calma, tão dorminhoca, e ele se perguntava se o fato de ele estar viajando não estivesse afetando demasiado sua princesinha.
O portão se abriu, e então viu vários pais se aproximarem. Dimitri conseguiu passar na frente de alguns dos pais, mesmo que ele não gostasse de tumultuo. E realmente, por ser sexta, o último dia de aula das crianças, os pais estavam amontoados na frente do portão, com certeza querendo ir logo para casa descansar. Nate quem estava dirigindo seu carro, naquele dia. Sua intenção era ficar no banco traseiro até que os filhos entrassem no carro, surpreendendo-os. Mas acabou abrindo a porta, sendo observado pelo garoto de 23 anos. Desceu, fechou a porta, e encostou o antebraço na lataria do carro, se apoiando, olhando pelo vidro, para ver se Dimitri já estava com os filhos. Não demorou nem mesmo vinte minutos para ver Dimitri com Bryan e Brooke, que provavelmente estavam estranhando por não ser Tyler a buscá-los. Oliver deu a volta no carro ao mesmo tempo em que ambos olhavam em direção onde o pai estava. As duas crianças o olharam, surpresos, e Brooke foi a primeira a correr até ele.
Papai. — Ele se abaixou para poder abraçar sua filha. — Você voltou, papai. Estava com saudades. — Ele beijou a bochecha dela.
Eu também estava, minha princesa. Ora, eu passei três dias fora, e já tem mudanças. — Toca em uma das mexas cor de rosa no cabelo de sua filha.
Foi a tia Lena que fez. Você gostou? — Se surpreendeu ao ouvir o “tia” sair dos lábios de sua filha de forma tão natural.
Você está linda.
Papai. — Oliver abraçou seu outro filho, quando ele chegou até ele. — A mamãe disse que ia chegar mais tarde. Ela já sabe que está aqui? E por que o papai quem veio buscar agente? Cadê o Tyler?
Uou. Vamos com calma, garoto. — Riu, ouvindo Dimitri acompanhá-lo. — Primeiro, eu cheguei mais cedo, porque terminei o que tinha que fazer mais cedo. Segundo, sua mãe não sabe que estou aqui. Terceiro, eu vim buscar vocês porque estava com saudades.
Agente também estava. — O filho diz, sorrindo. — E os trigêmeos também.
Eu soube. Helena me contou. – Olhou para Dimitri brevemente, antes de se voltar para o filho. – Mas você fez outra pergunta. Tyler está com sua mãe. Do jeito que você fala, vai acabar fazendo Dimitri achar que não gosta dele.
Não é isso. — Olhou para o homem alto de olhos e cabelos claros.
Não se preocupe, garoto. — Sorriu. — Eu entendo porque a surpresa, afinal, Tyler quem os busca sempre que seu pai não pode.
Além disso, Tyler é uma criança. — Olhou para trás, vendo Nate.
Oi, Nate. Você também veio. — Brooke quem cumprimentou o garoto com cabelos e olhos castanhos claros. — Ele lhe sorriu.
Então, vamos para casa? — Se levantou.
Podemos passar na sorveteria antes? — Os seus seguranças riram.
Não seria você, se não me fizesse esse pedido, certo, querida? – Ela riu, deixando o pai beijar seus cabelos.
Papai, eu na verdade prefiro Milk Shake.
Se eu der isso agora para você, sua mãe vai me matar.
Ah, papai, só hoje, por favor. — Ele não conseguia negar nada aos filhos.
Pelo jeito, eles já ganharam.
Ainda tem alguma dúvida, Nate? — Dimitri diz rindo.
Não demoraram a entrarem no carro preto e saírem em direção a sorveteria preferida dos gêmeos. Assim como prometido, Bryan saiu de lá com um copo médio de Mil Shake, e Brooke com um copo médio com quatro bolas de sorvete. Ele esperava que sua esposa estivesse muito feliz por vê-lo, e não discutisse por conta do sorvete fora de hora. Além disso, seus filhos prometeram que comeriam da verdura que ele faria a noite. No almoço, ele não fazia ideia do que teria, então não os fez prometer nada sobre essa refeição. Os dois eram como ele, adoravam besteira. Se pudessem comiam besteira todos os dias, mas tendo a mãe que tinham, isso seria impossível, e ela estava correta em não os deixar comer como querem, afinal, nem ela e nem ele queria que eles adoecessem. E ele sabia que isso poderia acontecer, se não cuidassem de sua saúde. Se ele e a esposa não cuidasse, quem cuidaria?
Durante o caminho, com os três no banco de trás, e os seguranças nos da frente, Bryan e Brooke contavam sobre como tinha sido esses três dias sem o pai. Algumas coisas ele já estava sabendo, outras, ele ouvia pela primeira vez, como por exemplo, o fato de Kallie estar acordando mais vezes durante a noite, e ele sabia que Felicity não havia lhe contado aquilo, para não o preocupar. A pequena sentia sua falta, e esse era o motivo de ela estar dando trabalho de madrugada. Soube também, que eles haviam dado suco para os irmãozinhos, e que isso a mãe não estava sabendo. Balançou a cabeça, rindo. Eles disseram “foi só uma vez, papai, não conta pra mãe”. Além disso, eles também contaram sobre a escola. Tinham duas novas professoras, um aluno novo, que assim como eles, veio de Las Vegas — o que muito surpreendeu Oliver -, e agora, toda segunda-feira, eles teriam gincana da 13h15 às 17h30, o que queria dizer que eles teriam que almoçar na escola.
Assim que foram avisados de que haviam chegado, eles desceram, se despediram de Dimitri e Nate, que haviam avisado ao “chefe” de que iriam se juntar aos outros, e então Oliver e os filhos entraram no prédio, ainda conversando sobre a escola. Havia se passado só três dias, e muita coisa havia acontecido com os filhos nesse meio tempo. Oliver gostava de ouvi-los, havia sentido falta até mesmo das implicâncias, que não havia demorado a começar. Brooke ficava emburrada, e isso fazia com que Bryan a fizesse colocar o sorriso de volta, fazendo com que a irmãzinha o abraçasse e o beijasse rosto, como sempre acontecia. Ele sorriu ao ver tudo que imaginou que aconteceria, acontecer no instante seguinte. Saiu com os filhos de dentro do elevador, e tirou a chave do bolso de trás, abrindo a porta, e deixando as crianças entrarem primeiro. Assim que entrou, encontrou sua esposa de costas para ele, com os braços cruzados, perguntando para Heyley e Helena porque Brandon e Logan não haviam buscados seus filhos.
Porque eu fui buscar. — Oliver responde, fazendo-a se virar, totalmente surpresa.
Oliver. — Ela deu um sorriso, e correu até ele, abraçando-o. — Você voltou.
Claro que votei, eu sempre vou voltar para vocês. — Sussurrou em seu ouvido.
Estava com saudades.
Eu também estava. — A beijou na bochecha. — Ficar um dia a mais para mim foi uma tortura.
O mesmo foi para mim e as crianças, principalmente para Kallie. — Roçou os lábios no dele.
Oliver até tentou não beijar os lábios dela, principalmente por não estarem sozinhos, mas não conseguiu. Estava com muitas saudades do gosto dos lábios dela. Saudades do cheiro dela, do carinho que as mãos dela faziam enquanto a beijava profundamente. Suas mãos apertaram-na mais um pouco, trazendo-a para mais perto de seu corpo. Ambos ouviram um pigarro, e se separaram. Bryan e Brooke deram uma risada.
Nós estamos aqui também, Oliver. — Ele olhou para a voz, encontrando Caitlin, Heyley e Helena lado a lado.
Boa tarde, Cait. Helena., Heyley.
Boa tarde.
Você realmente nos surpreendeu. Não esperávamos por você.
Essa era a minha intenção. — A esposa lhe sorriu. — Onde estão os trigêmeos? Estou morrendo de saudades.
Estão no bebê conforto no chão da sala.
Oliver apressou-se a andar até lá, encontrando Katie e Kyle totalmente acordados, comendo a orelha do ursinho de pelúcia, como sempre. Ele riu, se abaixou na altura deles, tocando-os, dizendo que estava com tantas saudades. Pegou Kyle primeiro, se sentando no tapete, antes de cheirar o filho, fechando os olhos. Outra coisa que havia sentido tanta falta. Aquele cheiro maravilhoso de bebês. Seus bebês. Sentiu uma das mãozinhas dele tocar seu rosto, tentando emaranhar os dedinhos na barba curta e bem-feita. Seu garotinho lhe deu um sorriso, e em seguida uma gargalhada gostosa quando passou seu nariz no do pequenino. Deu um beijo na ponta do nariz do filho, e em seguida, ouviu um gritinho, mas vindo da boxeadora. Colocou Kyle de volta onde estava, e pegou Katie no colo, com o mesmo carinho, cuidado e atenção. A garotinha, diferente do irmão, levou a mãozinha diretamente aos cabelos do pai, mas ele não deixou que ela o pegasse. Sabia que ela puxaria. A mesma mãozinha tocou sua boca, seu nariz, e então quando o pai se aproximou para beijar a ponta de seu nariz, ela tocou na barba do pai, dando um sorriso lindo. Sorriso esse, que o lembrou muito sua esposa. Eles estavam maiores, ele pôde perceber, e não havia passado nem mesmo uma semana. Ele sorriu de volta, falando com a filha, beijando-a e cheirando-a, até que seus olhos caíram em Kallie, que estava dormindo. Não era nada surpreendente. Riu, e se preparou para colocar Katie de volta onde estava. Naquele momento, os olhinhos de sua filha se abriram, sonolentos, e foi então que a cena em que as outras, em especial os gêmeos viam, mudou completamente. A pequena princesinha dorminhoca, começou a pedir pelo colo do pai desesperadamente, empurrando com os pés, a mantinha que estava por cima dela. Oliver percebeu sua impaciência, por isso se apressou, mesmo sendo cuidadoso, para poder pegar Kallie.
Nossa, como você está impaciente, amor. — A pegou no colo, acalentando-a em seus braços. —Eu fico fora por poucos dias, e você muda drasticamente desse jeito?
Está pior. — Ele ouviu Caitlin dizer.
Eu soube pelos gêmeos. — Diz sem tirar os olhos da princesa Queen. — Você nem acabou de fazer quatro meses, e já está dando trabalho pra sua mãe. Tenho até medo de quando fizer três anos. — As mulheres riram.
E cinco, e dez, e quinze... — Felicity. — Sendo seus filhos, tudo é possível. — As amigas riram.
Nossa, você vai sempre se lembrar dessa minha época de loucura, né? — Elas voltam a rir. — Pelo menos eu fui feliz.
Tenho certeza disso. — Caitlin quem disse.
Como foi que você passou de ano? — Eles olham para Helena.
Felicity me ajudou. Se não fosse por ela tinha ficado pra trás.
E ele ainda admite. — A morena balançou a cabeça.
Mas meus filhos não serão assim. — Beijou a ponta do nariz de Kallie. — Eles terão a inteligência da mãe deles, assim como a calma, a paciência e a vontade de estudar.
Amém. — Elas dizem juntas, incluindo Heyley.
Mamãe, eu já estou ficando com fome. — Bryan e Brooke brincavam com os irmãos, perto do pai. — O que tem de almoço?
Nós fizemos macarrão, querida. — Caitlin responde. — Nós perdemos a hora, e tivemos que fazer algo mais rápido.
Por mim tudo bem. — Os gêmeos dizem juntos, fazendo os outros rirem.
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Oliver colocava os filhos no berço. Como ele havia ficado aqueles dias sem fazê-lo, se prontificou em colocá-los para dormir. Não foi difícil. Kyle foi o primeiro a cair no sono. As outras duas estavam muito despertas, o que era impressionante para o pai delas. O seu garotinho fechou os olhos calmamente, assim que começou a balançá-lo. Ele era o mais fácil a fazer dormir, depois de Kallie, mas naquele dia, parecia que sua princesinha tinha medo de que ele se fosse, e por isso estava com os olhos focados nele, mesmo que babasse na orelha de seu ursinho. Depois de colocar seu filho no berço, com o cobertorzinho de bichinho por cima do corpinho pequeno e sensível, se virou para pegar Katie. Ela foi mais difícil. Muito mais difícil. Andava pelo quarto, cantarolava, falava com ela, a balançava, e depois de quase meia hora – ele contou no relógio que estava na parede –, ela finalmente caiu no sono. Mesmo querendo dormir, a pequena boxeadora se forçava a não fechar os olhos, e esse era o motivo de ele e Felicity terem tanto trabalho para fazê-la adormecer. Imaginava se seria pior, quando ela fosse maiorzinha. Por algum motivo, ele sabia que sim, seria. Depois de fazer o mesmo que fez com o irmão dela, foi a vez de Kallie. Se sentou com a pequena na poltrona, e começou a balançá-la de leve, enquanto cantarolava. A filha ficou quietinha, com a chupeta na boca, e com uma das mãozinhas em frente ao rosto, seus olhos pesavam, e ele sabia que não demoraria para ela estar dormindo profundamente, assim como os irmãos.
Colocou a filha, com calma, no berço, a cobriu com o seu cobertorzinho de bichinho, e só então se afastou, deixando a luz do abajur acesa. Encostou a porta, e depois de ver se os gêmeos dormiam tranquilos, ele caminhou para onde a esposa estava o esperando. Ela deveria estar muito cansada, por conta de Kallie, que havia dado trabalho nos últimos quatro dias. Entrou o quarto, e encontrou a esposa deitava, enrolada no edredom, e riu baixo, achando que ela dormia. Ele caminhou diretamente para o banheiro, na intenção de tomar um banho relaxante. Havia demorado um pouco debaixo do chuveiro, e mesmo que estivesse frio, acabou por molhar o cabelo. Quando estava já pronto para dormir, passou a toalha no cabelo, tirando o excesso da água entre os fios.
Deitou-se ao lado da esposa, e só então percebeu que ela estava acordada. Felicity apoiou a cabeça no peito do marido, e uma de suas pernas passou por cima da perna dele. Sua mão esquerda fazia um carinho no peito do marido. Ficar aqueles poucos dias sem ele, sem sentir o corpo dele por baixo do seu, sem sentir as carícias dele em suas costas, tinha sido uma tortura. Ela havia tido pesadelos, mas não contou a ninguém. Estava cansada de sempre sonhar que seria levada por Cooper, cansada de pensar que ele faria algo contra seus filhos, inclusive com os trigêmeos. Ela só queria ser completamente feliz. Realizar os outros sonhos que ela tinha em seu interior. Um deles, não era complicado, só precisava falar com o marido sobre ele, e então, programar, e para isso, ela teria a ajuda de suas amigas.
Sabe o que estava pensando? – Se pronuncia, sabendo que ele ainda estava acordado.
Uhm?
Você se lembra de quando disse que queria oficializar? – Ele abriu os olhos imediatamente.
Nosso casamento? – Ela balançou a cabeça. – O que que tem?
Eu quero isso.
Eu sei, você disse...
Eu quero isso agora. – O cortou, olhando-o nos olhos. – Eu não quero mais esperar.
Você está falando sério, meu amor? – Pergunta, completamente surpreso, e emocionado.
Estou. Depois que Cooper fez aquela emboscada, e eu quase morri...
Não gosto nem de me lembrar. — Ela também não, mas ele não precisava saber disso.
Eu pensei que nunca mais ia te ver. — Completou, não querendo falar sobre seu comentário. — Eu pensei em todas as nossas conversas, e eu me lembrei do dia em que me pediu em casamento.
No hospital.
Não. Há sete anos atrás. – Ele sorriu de lado. – Eu te amo, Oliver. Mais do que pode imaginar, por isso..., eu não quero esperar. Com Cooper na jogada, tudo pode acontecer.
Não gosto quando fala assim. – Sua expressão ficou séria.
Eu sei, mas é a verdade.
Felicity...
Eu quero me casar com você. — O interrompeu, não querendo falar de Cooper, e não querendo acabar com sua animação a sua ideia de se casar oficialmente com o homem que ama. — Me vestir de branco, te encontrar no altar, como tínhamos planejado..., na frente de todos os nossos amigos. – Ele sorriu.
Vamos organizar isso então. – Dessa vez ela quem sorriu. – Vou pedir ajuda para os nossos amigos.
Então está de acordo?
Super de acordo. Escolha um lugar e uma data, meu amor.
Eu já tenho o lugar perfeito pra isso. – Diz deixando-o curioso.
Onde?
O lugar onde eu tive minha primeira vez com você.
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