Cross Destination

12 Capítulo Doze


Notas iniciais
Olá, queridos leitores. Aqui estou eu com mais um capítulo de C.D. Esse capítulo está cheio de momentos fofos. Em especial, com Bryan e Oliver. E claro, terá uma cena “hot”. Espero que gostem Boa Leitura

Oliver se vira na cama, encontrando a mulher dormindo tranquilamente. Não se cansava de observa-la dormir, era seu “passatempo” preferido. A ouviu respirar fundo, sinal de que acordava, mas não disse nada. Felicity abriu os olhos lentamente, encontrando os olhos azuis que tanto amava. Ela sorriu.

Bom dia. – Sussurrou.

Bom dia. – Colocou uma das mãos na cintura fina.

Por que está acordado á essa hora? – Pergunta ao olhar rapidamente para o relógio em cima da mesa de cabeceira.

Eu tenho que ir trabalhar.

Ah, não. – Ela resmungou e ele sorriu. – Por que?

Como assim, por que? Eu preciso voltar para minha empresa. Ela precisa de mim.

Quem se importa com a empresa? – Ele riu. – Você precisa mesmo ir hoje?

Disse para Walter que voltava hoje. Só fiquei esses dias sem ir, por você. – Ele se sentou.

Mas por que hoje? Não pode ser amanhã? – Felicity fez um bico, que ele achou fofo. – Nossos filhos não terão aula hoje, podíamos fazer algo juntos.

Você ainda não pode sair do apartamento.

Eu sei. Mas, podíamos assistir um filme, nós quatro. – Oliver estava quase cedendo, ele não conseguia dizer não á ela, não quando ela lhe olhava tão intensamente. Mas ele não poderia, tinha prometido á Walter que iria voltar para a empresa.

Eu realmente queria ficar, amor, mas não posso. – Ela voltou a fazer um biquinho. – Mas venho almoçar em casa, vou trazer comida.

Tudo bem. – Diz, ainda inconformada. Oliver se aproximou para beija-la e Felicity enlaça seu pescoço, correspondendo ao beijo, fazendo-o se deitar em cima dela. Ele se afasta o suficiente para poder se pronunciar.

Eu preciso ir. – Ela assentiu antes de voltar a beijá-lo, e Oliver só pode corresponder. Ele solta os lábios dela, para poder passar a beijar e lamber o pescoço, enquanto as mãos adentravam a fina camisola subindo lentamente, até chegar aos seios. Ele sente com uma das mãos, um dos seios enrijecerem, ao mesmo tempo que ouvia a esposa arfar. Oliver aproveitou que uma das alças tinha descido para descer a boca até o seio em que estava livre de sua mão.

Oliver. – Murmurou ao senti-lo morder de leve. Felicity perfura as costas dele por cima da camisa, com as unhas de uma das mãos, enquanto descia a outra até o cós da bermuda dele. Novamente arfou quando sentiu ele sugar o seio com intensidade.

Felicity. – Geme. Com a mão livre ele abre o zíper da bermuda, sentindo logo em seguida a mão direita dela em seu membro. Ele se afastou um pouco, levantando a camisola, fazendo Felicity erguer os braços e o tronco, para facilitar a retirada do tecido. A língua dele volta para o seio, lambendo lentamente, ouvindo a esposa gemer um pouco mais alto. Foi a vez de ele gemer ao sentir a mão dela voltar a acariciar seu membro, ela sabia como fazer. Tentando conter o próprio gemido, ele a beijou possessivamente, levando uma das mãos por dentro da calcinha preta.

Oh. – Ele ouviu quando soltou os lábios dela, se concentrando em seu pescoço, descendo lentamente, lambendo, beijando e dando mordidas pelo trajeto em que passava.

Não pare. – Ele pede, rouco, quando ela para de fazer os movimentos por dentro de sua bermuda. Felicity o ouve, voltando a fazer o que fazia antes, e ele mordeu um pouco mais de força o colo da esposa. – Já está molhada. – Sussurra no pé do ouvido dela. – Me diz o que quer. – Sorriu ao ouvi-la gemer um pouco mais alto. Oliver soltou o seio em que sua mão dava prioridade, descendo-a para ajudar a outra a retirar a bendita calcinha que a esposa usava. – Me diz... – Ela gritou quando adentrou um dos dedos no sexo dela. – Nossos filhos vão acordar. – Voltou a sussurrar.

E... De quem... É a culpa? – Quase não consegue terminar a frase. Oliver retira o dedo. – O que está fazendo? – Ele passa o dedo que estava dentro dela, de leve, no sexo dela.

Quero que me diz o que quer que eu faça. – Ela mordeu o lábio.

Vai me fazer implorar? – Ele riu. – OH. – Ele adentrou o dedo novamente, passando-o no ponto sensível. – Okay.

Então... – Ela o olhou, respirando ofegante.

Eu quero você. – Ele sorriu.

Como?... – Ela apertou as unhas nos braços do marido.

Oliver. Faça logo. – Ela praticamente rosnou, fazendo-o rir. Oliver retirou o dedo mais uma vez, se colocando entre as pernas dela, adentrando-a de uma vez, sem avisa-la. O gemido dela foi alto o suficiente para acordar os filhos, enquanto que o dele, foi contido. As pernas dela passaram pela cintura dele, ele apertou uma das coxas e um dos seios.

Tão... Apertada. – Ele rosna, tomando os lábios dela em um beijo intenso e possessivo, no qual a esposa correspondeu com a mesma intensidade.

**--** **--**

Me desculpe mesmo, Walter. – Felicity riu ao ouvi-lo. Seu marido tinha terminado de tomar banho junto com ela, e ao sair, decidiu que deveria ligar para o padrasto. E agora ele se desculpava por não ter aparecido á empresa.

Já disse que está tudo bem, Oliver. Eu realmente compreendo. Seus filhos precisam de você.

Eu aviso com antecedência na próxima vez.

Tudo bem, não se preocupe.

Obrigado mesmo, Walter. Nem sei o que faria se não tivesse sua ajuda.

Somos família, Oliver. Sempre pode contar comigo.

Você é demais. – Felicity se sentou no colo do marido quando terminou de se vestir. – Ahmm, você contou para minha mãe que eu não apareci?

Não. Mas ela vai perguntar.

E vai reclamar até o inferno congelar.

Sua mãe se preocupa com você, Oliver.

Walter, você é muito bom, e foi mais que um pai quando eu e Thea perdemos o nosso, mas... – Acariciou os cabelos longos, molhados e loiros da esposa. – Você não a conhece de verdade.

Thea me disse algo parecido. Tem algo que eu precise saber, Oliver?

Eu não queria ter que colocar você contra a minha mãe, mas... Tem sim. – Oliver ouviu um suspiro.

Pelo jeito eu não vou gostar, não é?

Não. Não vai. Mas como ela não disse á você, acho que deve ficar sabendo, para que também entenda os meus motivos de desistir de ter Moira Queen como mãe.

Quando quer conversar?

Hoje. – Olhou nos olhos da esposa, que sorriu e assentiu. – Aqui em casa. Pode ser?

Claro. Que horas?

Você sai ás 18h?

Hoje posso sair mais cedo, não tenho nada marcado.

Então eu espero você ás 17h. Vou deixar seu nome na portaria.

Sua mãe vai ficar uma fera quando souber que eu vou conhecer sua noiva e ela não.

Eu prefiro que não diga, Walter. Vai entender quando eu contar tudo á você.

Tudo bem. Até logo.

Até logo. E mais uma vez, obrigado, Walter. – Ele desligou o celular.

Vai mesmo contar á ele?

Ele precisa saber, Lis. – Ela assentiu. – Então, nossos filhos devem estar acordados e com fome, vou preparar alguma coisa.

A gente pode pedir aqueles croissants de morando, chocolate e pistache? – Oliver arqueou as sobrancelhas.

Você está grávida? – Ela riu. – Essa mistura não é boa.

Eu quero, Oliver.

Tem certeza de que não está grávida?

Não. Eu não estou. – Riu mais uma vez. – Podemos pedir? – Fez aquela carinha que ele não consegue resistir.

É claro. Podemos pedir o que quiser. – Diz com um sorriso.

Então vamos pedir também tapioca de cogumelo. – Ela se levantou animada.

Você anda comendo as coisas mais estranhas do mundo, hein? – Fez uma careta. – Prefiro minhas panquecas. – Felicity revirou os olhos, passando na frente dele.

Oliver. – Ela dá um pulo quando ele bate na bunda dela. Ele sorri sacana. – Você não muda, não é?

Eu não posso tocar no que é meu? – Ela sorri. Oliver a abraça, descendo a mão direita até a bunda dela, apertando fortemente. Felicity geme.

Temos que tomar café da manhã. – Ele beijou os lábios dela rapidamente.

Tudo bem. – Felicity se virou e mais uma vez levou um tapa na bunda, um pouco mais forte que a primeira vez. – Mas á noite você não me escapa. – Ela revirou os olhos.

Como seu eu quisesse “escapar”. – Ele riu. O casal saiu do quarto, caminhando até o quarto dos filhos, que ficava a três portas do quarto que dividia com o marido. Felicity abriu a porta e encontrou Bryan jogando videogame, nem ela e nem o marido se surpreenderam. Brooke ainda estava dormindo, o que fez Oliver sorrir.

Bom dia.

Bom dia, mamãe. Bom dia, Oliver. – Ele continuava a chamar o pai assim, mas mesmo que Oliver fique triste, ele compreendia.

Ei, dorminhoca... — Sussurrou para a filha. – Está na hora de acordar, princesa.

Não, papai. – Reclamou baixinho, fazendo Oliver rir. – Tô de férias.

Folga, querida. Você está de folga. – Corrigiu. – E mesmo assim, já está na hora de acordar.

Não quero, papai. – Ela continuava com os olhos fechados.

Eu tô com fome. – A voz de Bryan fez presente.

Nós vamos pedir comida. O que vai querer, querido?

Panqueca. – Felicity olhou para o marido, que riu.

Você é tão filho do seu pai.

Como assim? – O menino pergunta, sem entender.

Seu pai também disse que quer panqueca. – Pai e filho se olharam. – Até os gostos de vocês são iguais.

Então, se é assim, mamãe, vamos torcer para que eu tenha também o dom da cozinha, né? – Felicity o olhou indignada e tanto ele quanto Oliver riram. – Amo você, mamãe, mas o Oliver cozinha bem melhor. – Oliver sorriu.

Aff. Até meu filho diz que sou uma negação na cozinha.

Só na cozinha, amor. – E Bryan concordou. Oliver se voltou para a filha. – Brooke, acorde, querida. – Oliver balançou o corpinho da pequena.

Ah, não... – Reclamou mais uma vez.

Puxa, eu fiquei em casa para nos divertir... – Oliver diz, fingindo estar triste. Felicity sorriu, e Bryan, que tinha os olhos na TV, os desviou para o pai. – Acho que vou para a empresa, Lis.

Não, papai. – A garotinha sentou-se rapidamente, e os pais riram. – Não é justo. Isso é jogar sujo, papai. – E eles riram novamente. Bryan sorriu. Ele gostava daqueles momentos em família, estava se acostumando em ter o “pai” por perto.

Vamos. Já são 10h, quase na hora do almoço. – Pegou a pequena no colo. Ela passou as mãos nos olhos. – O que vai querer comer?

Panqueca.

Fala sério. – Oliver e Bryan riram da reclamação de Felicity. – Vocês só sabem comer isso? Vão me deixar comer a tapioca de cogumelo sozinha? – Os três fizeram uma careta.

Eca, mamãe. – Bryan e Brooke dizem juntos.

Aff. Vocês não sabem o que é bom, não. – Saiu andando para fora do quarto. Bryan largou o controle e seguiu a mãe, com o pai seguindo-o com a irmã no colo.

**--** **--**

Depois do café da manhã em família, eles decidiram assistir um filme, e no final, foram dois, um escolhido por Bryan, e outro por Brooke. Oliver decidiu que pediria comida novamente, não estava afim de cozinhar naquele dia, e Alissa estava com a mãe no hospital, novamente.

Papai, porque a Alissa não veio hoje de novo?

A mãe dela está doente, Brooke.

Ah... – Fez uma carinha triste. – E de quê?

A mãe dela tem câncer. É uma doença muito ruim, querida, e até agora não é fácil de se curar.

Então a mamãe da Ali vai pro céu?

A gente ainda não sabe, querida. – Felicity quem respondeu.

Mas porque não é fácil de curar? – Bryan quem perguntou.

É uma doença forte, filho. Por isso Alissa está vindo tão pouco, ela está ficando com a mãe dela.

Entendi. – Os dois dizem juntos.

Mas vamos torcer para que ela melhore. – Felicity diz e eles assentiram.

Então, o que querem fazer agora? – Se levantou. Eles tinham acabado de almoçar.

Vamos jogar? – Bryan chama o “pai”.

Claro.

Bom, eu e Brooke vamos assistir mais um filme, okay?

Vocês não vêm? – Brooke e Felicity se olham.

Não querido. Vão vocês. – Oliver percebeu o que ela fazia, queria deixar ele sozinho com o filho.

Tudo bem. – Ele subiu as escadas e Oliver o seguiu.

Mamãe, eu fiz um pedido ao papai do céu.

Ah é, querida? – Ela assentiu. – E eu posso saber?

Só se a mamãe guardar segredo.

Eu guardo, meu amor. – Puxou a filha para seu colo.

Eu pedi para que o papai do céu toque no meu irmãozinho, e ele chame o papai de papai. – Felicity sorriu. – Por que o papai fica triste quando o Bry chama ele de Oliver. E ele é o papai.

É, meu amor. Ele é o papai. Vamos orar juntas por isso, okay? – A menina assentiu.

**--** **--**

O que quer jogar? – Se sentou ao lado do filho, no tapete felpudo.

Pode escolher.

Coloca qualquer um de carro. – Bryan pegou um dos jogos de carro e colocou.

É verdade que vai vir alguém aqui hoje?

Quem disse pra você?

A mamãe. – Oliver assentiu. – E então?

Sim. Meu padrasto vem aqui hoje.

Padrasto? – Oliver assentiu. – Então sua mãe também vem?

Não, filho. Ela não. – Ele viu o filho se aliviar. O jogo começou. – Você vai de azul?

Vou. – Respondeu, escolhendo um Mustang. – Posso fazer uma pergunta?

Claro. – Oliver escolheu um Dodge Charge preto.

A sua mãe já sabe da minha?

Não. – Eles ouviram a buzina, e então todos os carros aceleraram. – Por que?

Porque... Porque você disse que ela não gosta da minha mãe, e... E eu não quero que ela magoe a minha mãe. – Oliver o olhou por alguns minutos antes de voltar-se para o jogo.

Sua mãe sabe se defender, ela é mais forte do que você imagina. E eu não vou deixar minha mãe magoar a sua.

Tá. – Foi só o que disse.

Então, sua mãe disse que gosta de jogo de basebol.

Muito. Eu assistia sempre que passava na TV.

E que time você torce?

Yankees. – Oliver sorriu.

Eu também.

Sério? – O menino pareceu surpreso.

Sim. Meu pai passou o gosto pelo time, para mim.

Eu acho eles os melhores.

Eles vão jogar contra Boston Red Sox.

Eu sei. Vai passar na TV. – Oliver bateu seu carro contra um muro, mas logo o carro voltou a andar sobre os comandos de Oliver. – E eles vão estar aqui, sabia?

Eu sei. Você quer ir? – O menino o olhou.

Assistir ao vivo?

É. Vai ser no sábado á tarde.

Só nós dois?

Sua mãe não gosta, mas se você quiser, ela pode vir. – A intenção era ir apenas os dois, mas se o garoto quisesse que a mãe fosse, Oliver não se importaria.

Tudo bem. – Se voltou para o jogo. – Ir só a gente. – Oliver reprimiu um sorriso.

Ótimo. Eu vou comprar a sua camisa amanhã.

Vai me dar uma camisa dos Yankees? – Oliver viu o brilho nos olhos do filho.

Claro. Eu tenho uma também.

Legal. – Diz animado, e Oliver sorriu.

**--** **--**

Bryan andou com o pai até a cozinha, Felicity e Brooke continuavam em frente a TV. Os dois estavam até agora a pouco jogando videogame, mas o menino reclamou de fome, e ambos decidiram descer para comer. Já se passava das 16h e Oliver sabia que logo Walter chegaria. Oliver abriu a geladeira, tirando de lá uma jarra com suco de morango, quando se virou viu o filho colocar um biscoito na boca, quase teve um troço quando viu a embalagem.

Não coma, Bryan. – O menino cuspiu na mão. Oliver passou a mão direita nos cabelos, aliviado. – É de amendoim, filho. – Bryan olhou para a embalagem, lendo-a.

Eu não vi. – Oliver pegou o pacote de biscoito.

Tudo bem. Alissa é a única que come desse biscoito aqui em casa, ela deve ter esquecido aqui ontem. – Ele assentiu, e caminhou até o lixo, jogando o biscoito babado nele. – Tome. – Oliver entregou o pacote do de chocolate ao filho. – Desse você pode comer.

Obrigado. – Ele abriu o pacote e Oliver pegou dois copos, colocando o suco nele e entregando um dos copos ao filho. A campainha tocou e Oliver foi atender, não sem antes avisar.

Eu já volto. – O filho respondeu um uhum e Oliver caminhou até a porta, abrindo-a. Felicity se aproximou. – Walter.

Olá, Oliver. – Sorriu.

Entre. – Fechou a porta quando o padrasto entrou.

Senhorita Smoak. – Diz ao reconhecer. – É você mesma?

Ela está diferente, não é Walter?

Está loira. – Diz, surpreso. – Completamente loira.

Como vai, senhor Steele?

Por favor, só Walter.

Então, pode me chamar de Felicity.

Apesar de que ela não é mais uma Smoak. – Walter olhou para o “filho”, surpreso.

Vocês... – Se interrompeu.

Nos casamos, Walter.

Oh. Deus. Sua mãe vai pirar. – Felicity olhou para Oliver. – Apesar de que... O importante é que estejam felizes. Vocês estão?

Muito. – Oliver sorriu.

Então que seja. Seu pai ficaria muito feliz, filho.

Eu também acho. Ele gostava muito da Felicity.

Antes de vocês entrarem em um relacionamento ele me dizia que pedia a Deus que vocês dois ficassem juntos. Ele dizia que... – Riu. – Ela o colocaria na “linha”. – Os outros dois o acompanharam na risada.

E não é que ele estava certo?

Quando você enfim disse que estavam namorando, ele disse: Finalmente meu filho está com uma moça que vale a pena. – Felicity sorriu. – E quando resolveram se casar, ele quase fez uma festa. Disse que Deus o ouviu.

Eu sinto falta dele.

Ah, eu tenho certeza de que ele está acompanhando tudo lá de cima. E mesmo que não tenha tido uma festa, ele está feliz. E como ele não está aqui... Eu digo: Seja bem-vinda á família, Felicity.

Obrigada, Walter. – Diz com um sorriso que chegavam aos olhos. Os olhos dele desviaram para uma garotinha atrás de Felicity.

Meu Deus, é como se eu tivesse vendo a sua versão feminina, Oliver. – O casal riu. – Ela é linda.

Brooke, venha aqui, querida. – A menina se aproximou dos pais. – Eu e seu pai queremos que conheça alguém.

Esse é meu segundo “pai”, Brooke.

Ah, ele que cuidou de você e da tia Thea quando o vovô foi pro céu, né, papai? – Os adultos sorriram.

Ele mesmo, filha.

Walter, essa é Brooke.

Você é linda.

Obrigada. – Diz mais comedida. – Bry. – A menina chama quando o vê. O menino estava na porta da cozinha.

Bryan, venha até aqui.

Okay. Agora eu estou vendo você novamente, Oliver. – Ele sorriu. – Bryan. – Ele olhou para a esposa do “filho”. – Você escolheu nomes muito bonitos, Felicity.

Obrigada. – Sorriu.

Bryan, esse é o Walter, de quem eu falei para você.

Oi. – Cumprimentou, um pouco tímido.

Já disseram que você é a cara do seu pai?

Minha mãe fala o tempo todo.

Eu conheço seu pai desde que ele tinha uns... Quatro anos. Já viu fofos do seu pai nessa idade? – Ele negou. – Vai se surpreender quando ver.

Vou te mostrar depois, Bryan.

Bom, eu e seu pai temos que conversar com Walter, vocês podem esperar no quarto? – Ambos assentiram.

Depois que eu terminar aqui, a gente volta a jogar.

Tá. – Bryan responde. – Vem, Brooke. – A garotinha seguiu o irmão. Oliver e Felicity se sentaram no sofá de dois lugares e Walter no maior.

Estou curioso para saber o que queria me dizer sobre Moira.

Bom, vamos do começo. Lembra-se quando minha mãe começou a insistir que eu substituísse o meu pai na empresa?

Sim. Você não achava que estava pronto. Vocês começaram a brigar por causa disso.

Ela estava me infernizando, então eu decidi “acatar” a ordem dela. – Revirou os olhos. – Mas depois disso, as “ordens” não pararam... – Suspirando Oliver começou a contar tudo. Desde o começo das “ameaças” até o dia em que Felicity foi embora. Walter se levantou indignado.

Não posso acreditar.

E isso não foi tudo, Walter. Ela foi até a minha casa, um dia antes de Felicity ouvir tudo... Ofereceu dinheiro para que ela me deixasse. Jogou o cheque na cara da Felicity.

Agora eu entendo porque você entrou na Agência de Serviço Secreto. Você queria provocar sua mãe.

No começo era isso mesmo, mas depois... Depois eu comecei a gostar. Foi por mim. Me fez... Me fez aguentar o inferno que eu estava passando.

Inferno esse que sua mãe contribuiu. – Deu uma risada anasalada. – Inacreditável. Ela diz amar os filhos, e faz isso? Destrói a vida de um deles apenas por... Por causa de níveis sociais. – Bufou.

Sinto muito por saber disso tudo, Walter.

Eu agradeço por ter me contado, Oliver. E você não se preocupe, Felicity. – Olhou para a loira. – Se ela quiser continuar casada comigo, ela vai ter que te aceitar, ou pelo menos te respeitar.

Me aceitar? Não sei se isso vai acontecer.

Deixe isso comigo.

Walter, por enquanto não diz nada, está bem? A TheNooz não sabe de nada ainda, então...

Como você preferir, filho.

Obrigado.

Bom, agora eu tenho que ir. Eu ainda preciso encontrar um tradutor.

Tradutor? Para que?

Daqui duas semanas teremos uma reunião com o CEO Klaus Ruschel .

O senhor conseguiu uma reunião com ele?

Ele diz que aceita a reunião, mas que não tem porque aceitar um acordo com a gente.

Ele é difícil. – Suspirou. – Mas seria uma parceria muito boa para a Q.C. – Felicity sorriu.

Não precisam de um tradutor.

Felicity, eu não sei falar Alemão.

Você não. Mas eu sim. – Ambos a olham surpresos. Ela sorriu ainda mais.

Têm mais alguma língua que saiba falar? – Ela riu.

E você aceitaria ser a tradutora?

Vai ser ótimo. Eu preciso de algo para fazer... – Eles sorriram.

Tudo bem para você, Walter?

Com certeza. Oliver vai informar o dia e a hora. – Ela assentiu. – Bom, agora eu vou mesmo.

Não quer ficar para jantar, Walter?

Não, obrigado, filho. Eu vou jantar em casa.

Tudo bem. – Sorriu. Os três se levantaram.

Por favor, volte mais vezes.

Pode deixar. – Oliver o abraçou e o acompanhou até a porta. – Boa noite.

Boa noite. – Dizem juntos. Oliver fecha a porta.

E então? Alguma outra língua que saiba falar?

Ik hou van je. – Ele arqueou as sobrancelhas. – Eu te amo, em Holandês.

Está brincando? – Ela ri pela forma que ele disse.

Nesses anos que fiquei “fugindo”, eu tive tempo para aprender muitas coisas, entre essas coisas, algumas línguas que eu sempre tive vontade de aprender.

Você é demais, sabia? – Ela balançou a cabeça. – I ya tozhe tebya lyublyu. (E eu também te amo) – Ela sorriu ao ouvi-lo em Russo, e o beijou. Oliver a puxou pela cintura, correspondendo no mesmo ritmo, calmo.

Eca. – Ouviram e se afastaram. – Isso é nojento.

Não diz isso, filho.

Você ainda vai fazer isso. – Oliver diz ao filho.

Eu não. – Os pais riram. – Não tô brincando. – Diz cruzando os braços.

Você está tão errado. – Oliver solta a cintura de Felicity. – Então, quer continuar com o jogo?

Sim. Mas dessa vez não vale ver os especiais dos personagens. – Oliver riu.

Tudo bem. – Beijou a bochecha da esposa antes de caminhar até o filho.

Você não vem, mamãe?

Cadê sua irmã?

Ela está falando com Kitty. – Os pais arquearam as sobrancelhas. – Ela ligou pelo seu celular, mamãe.

Ah, entendo. – Se aproximou do marido e do filho. – Então vamos subir, eu e sua irmã também vamos jogar.

De dupla, então. Eu e o Oliver, você e a Brooke. – Felicity olhou para Oliver som um sorriso. O filho não percebeu, mas ambos os pais estavam felizes pela forma com que ele estava mais “aberto” com o pai.

**--**

Bom dia. – Oliver cumprimentou assim que entrou na cozinha.

Bom dia, amor.

Bom dia, papai. / Bom dia, Oliver. – Os gêmeos cumprimentam o pai, juntos.

Prontos para irem para a escola?

Eu não. – Bryan diz.

Por que? – Ambos os pais perguntam.

Só queria ficar em casa.

Filho, você não teve aula ontem.

Queria que não tivesse hoje também. – Sussurrou. Os pais ficaram preocupados.

Aconteceu alguma coisa, Bryan? – Ele deu de ombros. – Bom, vocês terminaram de comer? – Oliver não quis pressioná-lo.

Eu sim. A Brooke ainda não.

Então vá escovar os dentes, querido. – Felicity se levantou. – Brooke, não demore, amor, vai se atrasar. – Bryan correu para as escadas. – Não corra nas escadas, Bryan. – Tanto Felicity quanto Oliver gritaram.

Tá. – Ele grita de volta.

A Sarah ligou dizendo que não poderia vir hoje. – Oliver assentiu.

Ela me mandou uma mensagem quando eu estava no banho.

Terminou, filha? – Ela assentiu e teve a ajuda do pai para descer da cadeira. – Vá escovar os dentes, vou espera-la aqui.

Eu venho para almoçar contigo e as crianças, okay? – Ela assentiu. – Vai ficar bem sozinha?

Vou ficar bem. Mike está aqui com os outros. – Ele quem assentiu dessa vez. – O que eu peço hoje?

O que você quiser. – A beijou rapidamente, segurando-a pela cintura. – Mas não pede massa hoje, okay?

Como você preferir. – Eles ouviram passos.

Estamos prontos. – Bryan se fez ouvir.

Então vamos lá. Eu ainda tenho que ir para a empresa.

E a minha mãe?

Ela ficará bem.

Está tudo bem, querido. – Diz quando vê os olhos do filho sobre si. – Prometo. – Sorriu, e o menino assentiu.

Vamos. – Oliver passou pela porta da cozinha e caminhou até a porta de saída, abrindo-a. – Até daqui a pouco.

Até. – Beijou ambos os filhos. – Amo vocês.

**--** **--**

Bom dia, senhor Queen. – Oliver ouviu de sua secretária assim que saiu do elevador. Ela estava em pé ao lado da própria mesa.

Bom dia, Miya. – Entrou em sua sala, sentando na cadeira. – Walter já chegou?

Sim. Ele se encontra em sua sala.

Okay. Pode me trazer minha agenda?

Claro. – Ela saiu e caminhou até a própria mesa, voltando em seguida com o que o chefe pediu. – Obrigado.

Senhor, eu não sei se o senhor já foi informado, mas o CEO da Alemanha aceitou vir até aqui.

Fiquei sabendo.

E já encontraram um tradutor?

Sim. Já temos um tradutor.

E quer que eu coloque o nome dele ou dela na agenda da reunião?

Por enquanto só eu e Walter estaremos sabendo seu nome, mas obrigado, Miya. – Ela assentiu. – Você está dispensada por enquanto. – Antes que a mulher pudesse sair, a porta é aberta.

Então finalmente você resolveu aparecer. – A secretária fechou os olhos. Oliver suspirou, pedindo a Deus, paciência.

Miya, por favor, deixe-me a sós com Moira.

Sim, senhor. – Ela saiu apressada. Oliver a compreendia, ela já tinha passado por maus bocados por causa de Moira.

Queria falar comigo?

Você ficou semanas longe da presidência.

Eu avisei que não poderia comparecer, e Walter cuidou de tudo.

Você deveria estar aqui.

Quer dizer logo o que veio fazer aqui?

Você não vai desistir de tudo por causa da golpista, não é?

Ela.não.é.uma.golpista. – Rosnou cada palavra. – Não repita isso.

Ela deve ser muito especial, não é, Oliver? Você não vê que...

Moira. – Eles ouviram a voz grossa. – Espero que tenha vindo dar as boas-vindas ao seu filho.

Ah, ela veio... – Debochou. – Ótimas boas vindas.

Vim falar sobre a empresa que você me mandou por e-mail. E eu acho que seria uma ótima parceria. – Oliver sorriu. – Como conseguiu?

Conheço o CEO.

Que empresa? – Moira questionou.

Allen Company. – Respondeu. – Eu conheci a esposa dele, que é amiga da Laurel. E por elas, eu conheci o marido da amiga de Laurel á algumas semanas, conversamos sobre uma parceria. E ele aceitou.

Ótimo. Ele vem assinar os papéis?

Em algumas horas. – Olhou no relógio. – Em meia hora para ser mais exato.

Então vou pedir para minha secretária entregar os documentos para a sua, vou deixar que você cuide disso.

Eu vou sair mais cedo hoje, mas volto duas horas.

Por que? – Moira novamente questiona, dessa vez, arqueando as sobrancelhas.

Porque eu tenho que buscar meus filhos na escola. – Responde sem olha-la. – E eu prometi almoçar em casa. Não que isso seja da sua conta.

Me respeite, Oliver. Sou sua mãe. – Ele riu debochado.

Senhor Queen? – Eles ouvem a secretária.

Não vê que estamos ocupados? – Moira grita com a moça, que estremece.

Moira. – Walter a repreende.

Pode falar, Miya.

Bom... – Gaguejou. – O... O senhor Allen...

Pode deixar que ele entre. – Ela assentiu. – A senhora pode ser a “senhora Steele, esposa de Walter Steele”, mas nunca mais grite com Miya. Eu não aceito que a trate desse jeito. Ela é uma pessoa como todo mundo e merece respeito. – Moira revirou os olhos. – Bom dia. – Se levantou ao ver o “amigo”.

Bom dia. – Se aproximou.

Walter, esse é Barry Allen. Barry, esses são Walter Steele, meu padrasto, e... Minha... Mãe... – Ele sentiu o gosto amargo na boca quando disse essa última palavra. – Moira Steele. – Barry olhou da mulher para Oliver, pelo menos umas três vezes.

É um prazer. – Diz sério.

Bom, se me dão licença, eu vou para a sala de reunião. – Caminhou até o amigo. – Walter, manda os documentos para mim?

Pode deixar. – Oliver saiu da sala.

Senhor Queen. – Ele olhou para sua secretária. – Vai querer que eu leve café?

Peça para outra pessoa, Miya. Prefiro que fique aqui. Se alguém me ligar, e for importante, me interrompa, mas me avise. Principalmente se for da escola.

Sim, senhor. – Ele e Barry entram no elevador.

Sua mãe? – Oliver o olha. – Ela não estava com uma expressão muito boa.

Bom, eu mandei ela respeitar Miya.

Ah. Entendi. – Revirou os olhos. – Meu pai está curioso para conhecer você. – Mudou de assunto.

Vamos marcar.

Quando ele vier á cidade, eu aviso. – Oliver assentiu. Os dois saíram da sala de reunião.

Vamos só esperar pelo Tommy, aquele preguiçoso deve estar chegando. – Barry riu.

Tudo bem. E como está... – Ele se lembrou de onde estava. – Ela?

Está bem. Está em casa. – Se sentaram – Não saiu nada sobre ela nas revistas, mas eu acho que... Não deve passar da próxima semana.

Todos estão curiosos a respeito dela.

É. Eu vi. – Diz se lembrando da manchete que tinha saído á três dias.

Oliver. Ouviu a voz do amigo ao atender o celular no segundo toque. Ainda bem que atendeu.

E aí?

Você já viu o jornal hoje?

Não. Arqueou as sobrancelhas. Por que eu deveria?

Você estava dormindo?

Sim, Tommy, eu estava.

Aff, acorda dorminhoco, é importante.

Por que você fica lendo essas porcarias?

Você vai querer saber, cara. É sobre a Felicity.

O que estão dizendo? Se interessou.

Vou ler para você. – Oliver ouviu um barulho de folha. – “Todos sabemos que Oliver Queen ficou noivo á mais ou menos um mês, e até agora nós não descobrimos quem é a felizarda. Ela é loira? Morena? Qual seu nome? Nossa fonte ainda não teve nenhuma sorte. A mulher está escondida no apartamento do Queen á semanas. Será que ela será a próxima “Rapunzel”?” – Tommy riu. Oliver balançou a cabeça, rindo também. – “Será por que nosso milionário gato está escondendo sua preciosa joia? Estamos loucos para saber quem ela é, assim como todos vocês. Esperamos ter mais notícias logo.”

Eles não vão desistir mesmo.

Não. Não vão, amigo. Oliver o ouviu rir. Rapunzel. Cara, chamaram sua esposa de Rapunzel. Esse povo fuma maconha? Oliver riu junto do amigo.

Vai entender esse povo fuxiqueiro, Tommy.

Do que está rindo? – Oliver olhou para Barry.

Me lembrei de uma conversa que tive com Tommy. — Balançou a cabeça. – Você viu a manchete que falavam sobre “minha noiva”? A última, eu digo.

Ah. – Riu. – Sobre a “Rapunzel”? – Ambos riram. – Cara, o que esse povo tem fumado?

Dizendo o Tommy... Maconha. – E ambos riram novamente. – Agora eu estou mantendo minha esposa em cárcere? Esses jornalistas, eu vou te falar, viu.

Eles já tinham visto Felicity com você? Á seis anos, eu digo.

Muitas vezes. Eu e ela éramos namorados, fomos morar juntos, noivamos... E eles sabiam sobre tudo isso.

Vocês não tinham um minuto de paz?

Eles quase estragaram minha surpresa para Felicity.

Surpresa?

De pedir ela em casamento.

É o cúmulo. – Diz, indignado. Oliver concordou.

E aí? – Eles se viram para a porta e veem Tommy entrando junto de Miya.

Como vai, Tommy?

Bem. E você, Barry?

Bem também.

Senhor, esses são os documentos.

Obrigado, Miya. – Ela assentiu. – Moira?

Ela ainda está em sua sala. Disse que te espera. – Oliver bufou ao mesmo tempo em que revirava os olhos. – Eu tentei dizer que estaria ocupado, senhor...

Obrigado por tentar Miya, mas eu conheço Moira Queen. – Ela assentiu novamente, pediu licença e saiu. Ao mesmo tempo uma moça entrava com o café.

Sobre o que estavam falando antes de eu entrar? – Perguntou quando a moça saiu.

Sobre os jornalistas intrometidos.

Sobre meu pedido de casamento quase frustrado.

Aff. Me lembro disso. Quase foi por água abaixo.

Então, vamos começar? – Oliver abre a pasta e os três começam a reunião.

**--** **--**

Oliver sabia que sua secretária estaria sofrendo nas mãos de Moira, e sentia-se culpado, mas não conseguiria voltar para aquela sala. Não estava com paciência para aturar Moira Queen e seus chiliques. Não. Ele não era obrigado, não mais. Por isso continuava na sala de reunião, trabalhando dali mesmo. Ele trancou a sala de reunião, e proibiu que autorizassem que ela entrasse no elevador principal. Avisou Walter, caso houvesse qualquer problema. Oliver olhou no relógio de pulso e percebeu que os filhos sairiam em quinze minutos, se não corresse, se atrasaria. Oliver juntou todos os documentos, se levantou e saiu da sala, entrando no elevador.

Miya. – Chamou assim que se aproximou da mesa da mulher de 24 anos. – Moira?

Está com seu pai, senhor. – Ele assentiu, agradecendo a Deus.

Eu vou buscar meus filhos, qualquer coisa me ligue. – Entregou os documentos a mulher. – E guarde isso na gaveta da minha mesa, por favor.

Sim, senhor.

Oliver pegou o elevador novamente, descendo para o primeiro andar, pegando o carro assim que chegou no estacionamento. Ligou o som enquanto dirigia. Ele sabia que precisava pisar, mas como, se estava um transito do inferno? Bufou. Ia chegar atrasado. O sinal abriu e ele exclama um “finalmente”. Vira em uma curva e suspira aliviado quando percebe que chegou em cima da hora. Desceu do carro e caminhou até o portão, depois de travar o carro.

Senhor Queen.

Boa tarde. – Cumprimenta e a mulher avisa que vai buscar seus filhos.

Senhor Queen. – Oliver pragueja quando vê um jornalista. – Eu posso fazer uma pergunta?

Senhor Queen. – E novamente ele pragueja. Eram três jornalistas. Três insuportáveis jornalistas. – Me responde uma pergunta.

Estamos loucos para saber quem é sua noiva. – Ouviu o que chegou por último

Quando vamos conhecê-la? – Ouviu o segundo jornalista.

Quando vai apresentá-la a mídia, senhor Queen?

Que tal nunca? – Revirou os olhos. Seus filhos estavam pra chegar e seria um inferno.

O senhor está mantendo-a escondida de nós ou de sua família?

Moira Steele não a aceita?

Senhor, quando seus filhos serão apresentados?

Vocês querem saber quem é minha noiva? Descubram sozinhos. – Oliver estava perdendo a paciência.

Senhor Queen, sabemos que ela não sai do apartamento desde que saiu do hospital

Ela está bem, senhor Queen? – Oliver estava para surtar.

Papai. – Ele pragueja mais uma vez, ao ouviu a voz da filha.

Os gêmeos Queen. – Ouve um deles. – Tirem fotos.

Não percam nada, entenderam? – Ouviu outro dizer para o que estava com a máquina fotográfica.

Os pequenos Queen saem da escola agora. – Oliver revirou os olhos. Brooke foi a primeira a chegar até ele e ele a pega no colo.

Papai, quem são eles? – Grudou os bracinhos em volta do pescoço do pai.

Por que eles estão aqui? – Bryan pergunta.

Eu não sei, filho. – Oliver suspirou ao ver que os seguranças dos seus filhos se aproximavam.

Com licença. – Passou pelos jornalistas. – Senhor Queen.

Graças a Deus.

Se afastem. – Ouviu os gêmeos. – Se afastem, por favor.

Dimitri, tire Bryan daqui. Leve-o para meu carro. – Ele assentiu. – Bryan, vá com ele. Estou bem atrás de você. – O menino assentiu, e seguiu o homem.

Senhor Queen.

Senhor Queen. – Oliver passou por eles, e a cada minuto mais jornalistas chegavam. Eram três e quando conseguiu chegar até o carro, finalmente, já tinha pelo menos vinte. Não. Não era brincadeira.

Fala sério. Que inferno. – Reclamou ao entrar no carro. E os jornalistas estavam em volta do mesmo, tirando fotos, e falando alto.

Isso é um saco. – Ouviu do filho.

Compartilho do seu sentimento, filho.

Por que eles estavam fazendo isso, papai?

Eles querem saber sobre vocês. E sobre a mãe de vocês.

Então, logo não terá como esconder mais, não é? – Oliver o olhou pelo retrovisor.

Infelizmente não. Mas sua mãe está protegida.

Tudo bem. Eu confio em você. – Oliver não conseguiu não sorrir. Pisou no acelerador, querendo chegar logo em casa.

**--** **--**

Graças a Deus. – Ouviu a esposa exclamar quando entrou no apartamento com os filhos. – Eu estava preocupada.

Você viu?

O mundo viu, Oliver. Vocês estavam na TV. Ao vivo.

Que Deus me dê paciência. – Bufou.

Foi uma droga, mamãe. – Felicity quase riu, seu filho ficou muito parecido com Oliver ao dizer aquilo e cruzar os braços.

Eu me assustei.

Está tudo bem agora, Brooke. – Oliver diz, abraçando-a. – Eu não vou trabalhar mais hoje. Vou avisar o Walter.

Deve ter jornalistas do lado de fora do prédio.

Com certeza. Eles me seguiram até aqui... – Ligou a tela do celular, destravando-a e ligando para Walter. – Walter.

Eu já estou sabendo, Oliver.

Pois é. Não vou poder voltar para a empresa.

Tudo bem, não se preocupe.

Eu mal cheguei inteiro no apartamento.

E as crianças?

Elas estão bem. – Olhou para os filhos. – Se assustaram um pouco, mas estão bem.

Eu não. – Bryan retrucou, e Oliver sorriu.

Bom, fique em casa. Nos vemos amanhã.

Até amanhã. E obrigado, Walter.

De nada, filho. Eles desligaram.

Quem quer comer?

A senhora que fez? – O menino fez uma careta e Oliver riu.

Você não reclamava quando eu cozinhava.

Mas, isso é porque eu tinha que comer alguma coisa mamãe. – E novamente Oliver estava rindo.

Obrigada, Oliver. – Ele jogou os braços, em rendição.

Sua mãe pediu comida.

Mamãe, você pediu brocolis gratinado?

Ela come isso? – Oliver estava surpreso.

Come só se estiver gratinado ou se tiver no Yakisoba. – Ele assentiu, ainda surpreso. – E sim. Eu pedi. – A menina deu pulinhos animados.

Eu também quero. – Bryan se pronuncia. – Mas eu não quero com queijo, mamãe.

Eu quero.

Eu pedi dos dois. – Eles caminham para a cozinha.

Acho que vai chover. – Oliver comentou ao olhar para a sacada da sala.

Será?

O tempo mudou. – Entrou na cozinha. – Eu até prefiro. Odeio calor.

**--**

Cara, pensei que você não fosse sair vivo daquela chuva de jornalistas ontem. – Oliver estava na empresa do amigo, tinha ido até ali para pegar um documento importante e acabou ficando um pouco mais para conversarem.

Você viu?

O mundo viu, Oliver. – E o amigo se lembrou que a esposa disse o mesmo no dia anterior. – Como estão as crianças?

Brooke ficou bem abalada, mas já está bem. Bryan nem se assustou.

É. Ele é mesmo seu filho. – Comentou. – Laurel ficou desesperada achando que eu ainda não tinha buscado o Lyon. Eu estava chegando em casa quando você estava passando por aquele perrengue.

Eles não me deixarão em paz.

Eles querem saber quem é sua esposa. Quer dizer, “noiva”. Quando eles souberem que já estão casados...

Vai ser o inferno, dois ponto zero. – Tommy riu. – Mas fazer o quê. – Deu de ombros. – Ah, eu queria falar com você sobre sábado.

Vamos no jogo? – Diz animado.

Bryan aceitou ir comigo.

Só vocês? – Oliver assentiu. – Cara, que progresso.

Não é? Eu disse que se ele quisesse que Felicity fosse, tudo bem. Mas ele disse que tudo bem irmos só nós dois.

Bom, então vou deixar...

Que isso, cara. – Oliver o interrompeu. – Ele vai gostar de ter Lyon por perto.

Tem certeza? Essa é uma chance muito boa.

Eu e ele estamos nos entendendo. E podemos nos encontrar no estádio.

Tudo bem, então. Vou falar com Lyon.

Droga, eu me esqueci da promessa que fiz ao Bryan. Eu prometi comprar a camisa oficial para ele.

Bom, eu tenho que comprar outra para o meu filho, podemos sair mais cedo hoje.

Bom, não tenho nada hoje mesmo, por mim tudo bem

**--** **--**

Oliver e Tommy saíram mais cedo como combinado para comprar a camisa dos Yankees. Eles demoraram um pouco para conseguirem achar do jeito que queriam, e claro, que ela fosse a oficial. Oliver comprou uma blusa de frio também, lembrou-se que tinha uma parecida, e resolveu comprar uma para Bryan. Oliver e Tommy dirigiam, agora, cada um em seu carro em direção á escola. Quando chegaram ainda faltavam cinco minutos para os filhos serem liberados. Eles saíram dos carros, que estavam lado a lado, travando-os.

Com medo que apareça jornalistas novamente? – Perguntou ao perceber que o amigo olhava ao redor.

Não quero surpresas novamente.

Eles não devem aparecer hoje. Mas isso não quer dizer que eles não estejam de tocaia no condomínio onde você mora.

O pior é que você tem razão. – Eles ouviram o sinal alto tocar e se aproximaram do portão, onde tinha outro pais. Não demorou muito para uma professora se aproximar com os filhos dos dois.

Senhor Queen. Senhor Merlyn. – Cumprimentou.

Bom dia. – Dizem juntos.

Queria avisar que na próxima semana as crianças terão um passeio.

Para onde? – Tommy pergunta.

Para um clube. Ficaremos o dia todo lá. – Eles assentiram. – Vocês precisam assinar a autorização. Está na agenda.

Okay. Obrigado por avisar.

A gente vai poder ir, papai? – Brooke se pronuncia. Oliver percebeu que ela estava animada com esse passeio.

Vamos falar com sua mãe antes, mas, eu acho que tudo bem. – Ela sorriu.

Até segunda, Brooke, Bryan, Lyon.

Tchau. – Oliver e Tommy caminharam com os filhos até o carro.

Nos vemos amanhã em frente ao estádio.

Beleza. Até amanhã. – Eles colocaram as mochilas no porta-malas e entraram no carro, depois de ajudar os filhos. Oliver deu a partida.

E então, como foi hoje?

Normal.

A gente teve aula com tinta hoje, papai.

Por isso que a barra do seu uniforme está com essa mancha vermelha?

É. Eu deixei cair um pouco.

E o avental, querida? – Brooke olhou para a mancha.

Ele não tampou tudo.

Na próxima vez, avisa sua professora, está bem? – Ela assentiu.

O que é isso? – Bryan pegou uma das duas sacolas de loja.

É seu. – Ele olhou para o pai.

Meu?

Abre. – Bryan o fez, e sorriu.

Minha camisa. – Oliver quem sorriu dessa vez. – Obrigado.

Como prometido. Eu também comprei uma blusa de frio. – O garoto tirou a blusa da outra sacola. – Espero que sirva, qualquer coisa a gente volta na loja.

Para que isso? – Brooke pergunta ao pegar uma das camisas. – New York? Por que New York, papai?

Lê atrás da camisa, filha.

Yankees?

É de basebol. – Ela fez uma careta. – Eu e o Oliver vamos no jogo amanhã.

E eu e a mamãe?

Vocês ficarão em casa dessa vez, tudo bem?

Tá. Eu não gosto disso mesmo. – Oliver e Bryan sorriem. – Eu posso chamar a Kitty para ir brincar?

Claro. Ligamos para a mãe dela quando chegarmos em casa. – Ela assentiu, sorrindo. – Ah, Bryan, Lyon e Tommy vão com a gente amanhã, okay?

Tudo bem. Lyon disse que também torce para os Yankees. Ele disse que ia com o pai dele. – Oliver assentiu.

Sim. Eu e Tommy tínhamos combinado de irmos assistir juntos. Sua mãe me disse que você gostava, por isso achei que ia gostar de ir. Vai ser a primeira vez, não é?

É. A gente pode ficar bem perto?

Claro. – O menino sorriu olhando para a camisa. Oliver se voltou para a estrada, sorrindo. Estava mais fácil conviver com o filho, o menino estava aceitando-o finalmente. Oliver entrou no estacionamento, estacionando logo em seguida.

Oliver. – O pai olhou para o filho assim que pegou as mochilas.

O que? – Ele apontou para a direita e Oliver olhou para onde o filho apontava. – Ninguém merece. – Sussurrou. – O que faz aqui?

Eu finalmente vou poder conhecer sua noiva. – Bryan cruzou os braços, não gostava daquela mulher. – Não vão me cumprimentar?

Oi. – Bryan, ao contrário da irmã, ficou calado.

Estou esperando... – Bryan continuou calado. Oliver não iria obriga-lo a cumprimenta-la. Ele mesmo não tinha paciência com sua mãe.

Deixe-o.

Oliver, se não der educação agora, vai ser o fim. – Oliver revirou os olhos.

Eu disse que você não seria bem-vinda na minha casa. – Mudou de assunto.

Eu sou sua mãe. Quero saber quem você escolheu como noiva, se não é uma golpista como a outra.

Não comece. – Ele pedia para que ela não dissesse o nome de Felicity. – Hoje não é o melhor dia para você conhecer minha “noiva”.

Parece que nunca é um bom dia. – Olhou para o garoto ao lado do filho. – Bom, os filhos são seus, é claro. Por causa da semelhança. Mas tem certeza de que ela não está atrás de você por dinheiro?

Moira, não faça cena na frente dos meus filhos. – Ele se controlou para não rosnar.

Papai... – Brooke não estava gostando do que estava presenciando.

Nós já vamos, filha.

Eu tô com fome. – Bryan se pronunciou. – Podemos ir?

Não vai mesmo me convidar, filho? – Ela parecia fingir não ter ouvido o que o filho dizia a pouco.

Não. Eu já disse, eu cansei de tentar dar chances á você. Quando você parar de querer se meter na minha vida, a gente conversa. – Caminhou para o elevador.

Não pode me impedir de vir te visitar.

Eu posso. O apartamento é meu. – As portas do elevador se abriram e as crianças entraram.

Oliver, quando você vai crescer? – Ele riu.

Inacreditável. Você acha que eu estou fazendo isso com você por rebeldia? Eu já não tenho quinze anos, Moira. Eu mudei. Eu amadureci. Eu cansei de ficar sendo manipulado por você. – Ele entrou no elevador. – Quero você longe dos meus filhos. – E as postas se fecharam.

E agora? E se ela souber da mamãe?

Sua mãe ficará bem.

Mas, e se ela conseguir entrar aqui?

Ela não vai. – Ligou a tela do celular. – Parece que algum erro ocorreu, mas não vai acontecer novamente. – O menino o olhou e Brooke abaixou o olhar. – Está tudo bem, filha?

Eu não gosto dela.

Não se preocupe. – A menina o olhou. – Ela não vai incomodar vocês. O problema dela é comigo. – Suspirou. – Mike. Minha mãe conseguiu entrar no prédio, faça alguma coisa para que isso não aconteça novamente.

Eu não estou no prédio, Oliver, mas estou chegando.

Onde estava? – Arqueou as sobrancelhas no mesmo momento que eles chegavam no andar deles.

Estava na agência. Sarah precisou de mim, mas não se preocupe, vou dar um jeito no que me pediu.

Tudo bem. Obrigado. – Desligou e abriu a porta do apartamento.

Mamãe. – Ela abraçou a mãe.

Oi, amor, como foi a aula?

Foi muito legal. A gente brincou com tinta, a professora fez ditado, e nós vamos para o clube. – Diz tão rápido que a mãe quase não entende.

Clube? – Ela olha para Oliver.

Semana que vem. – Ela assente. – Conversamos sobre isso depois.

Mãe, olha isso. – Bryan abriu uma das sacolas e pegou a camisa escrita “New York”.

É linda, filho. – Sorriu. – Você agradeceu? – Ele assentiu. – Então, vocês vão mesmo, amanhã?

Vamos. Tommy e Lyon vão nos encontrar no estádio.

Então seremos só eu e Brooke?

Brooke está querendo chamar Kitty para vir brincar com ela. Por que não chama Caitlin para ficar com você?

É uma boa ideia. – Ela pegou a blusa de frio que estava na outra sacola. – Essa blusa está linda. Mas é muito preto, não acha?

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Eu gosto assim. – O menino diz, pegando a blusa das mãos da mãe e vistindo-a. – E olha, serviu direitinho. – Oliver sorriu. – Eu vou guardar lá em cima. – Os pais assentiram, enquanto viam o menino retirar a blusa e correr para a escada.

Mamãe, podemos ligar para a Kitty agora?

Agora?

É, mamãe, agora.

Vamos almoçar antes? E então eu prometo, ligo para a mãe dela. Vou aproveitar e ligar para a Laurel.

Faça isso. – Seguiu para a escada. – Eu vou me trocar e já volto. – Ela assentiu. – Brooke, venha também, filha.

Trás seu uniforme quando descer, filha, eu vou colocar de molho. – Ela disse um “tá” enquanto subia com o pai.

**--**

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Oliver - https://www.offroad-zone.com/wp-content/uploads/2017/04/The_2014_Kia_Sportage_Kia_49840-1.jpg

Tommy - http://statig1.akamaized.net/bancodeimagens/ba/oq/fe/baoqfe6krye5jpzj662tfnuzj.jpg

Oliver e Bryan chegaram no estádio ás duas da tarde, o jogo começaria ás três. Eles encontraram Tommy e Lyon na fila de entrada, que já estava enorme. Ante de Oliver sair de casa, ele esperou que Caitlin chegasse, não queria deixar a esposa e a filha sozinhas, não demorou para que a mulher chegasse com a filha chegassem. Ele tinha convidado Barry para ir também, mas ele já tinha compromisso, iria visitar os pais em Central City. As crianças estavam se divertindo tanto quando os pais. Oliver ficou impressionado ao perceber que o filho sabia tudo sobre basebol, os nomes de todos os jogadores, as posições de cada um e principalmente, quando descobriu que seu filho gostava do mesmo jogador que ele. Incrível que mesmo longe um do outro, os dois tinham gostos semelhantes. Quando o jogo acabou, com os Yankees vencendo, eles decidiram esperar que todos saíssem, para que as crianças não se machucassem.

Cara, que jogo do caramba. Foi foda. – Oliver o olhou.

Deixa Laurel ouvir você dizer isso na frente do Lyon.

Aquele último Home run foi demais. – E Oliver teve que concordar com o filho.

Brandon Drury nunca decepciona.

O Adam não estava jogando, papai. Por que?

Ele está contundido, filho.

Ainda bem que tivemos o A.J. Ele foi ótimo.

Eu acho ele melhor que o Adam. – O amigo concordou.

Não entendo porque colocam o A. J. no banco, ele deveria ser o principal.

Tem técnico que tem retardo. – Tommy revirou os olhos.

Então, vocês querem passar no Belly Burger?

Sim. – Os dois dizem juntos. – E queremos sorvete também.

Vocês podem pedir um “milk shake” depois de comer o sanduíche. – Olhou para Tommy. – Nos encontramos em frente ao Belly Burger. – Parou em frente ao seu carro.

Beleza. Se chegar primeiro, procura uma mesa perto da janela.

Está frio, Tommy. Os garotos podem gripar.

Eles vestem a blusa de frio. – Oliver revirou os olhos. – Até daqui a pouco. – Lyon seguiu o pai, e Bryan entrou no carro quando o pai destravou o mesmo. Oliver deu a partida.

**--** **--**

Como é possível que duas crianças de seis anos, comam um sanduíche do tamanho da semana, mais um copo grande de refrigerante e agora, esse copo médio de milk shake? – Oliver riu.

Eu também estou impressionado.

A gente pode levar para a mamãe e a Brooke?

O sanduíche? – O filho assentiu. – Claro.

Será que o vovô assistiu o jogo, papai?

Com certeza ele assistiu.

O vovô não gosta do Adam, então ele com certeza deve ter gostado quando A.J. entrou.

É verdade. Então, mudando um pouco de assunto, os gêmeos vão ao passeio?

Ah, eu conversei com Felicity ontem, e mesmo que ela tenha ficado preocupada... – Sussurrou a última palavra, para que as crianças não ouvissem. – Ela autorizou.

Vai ser bom para os dois. Eles nunca tiveram esse tipo de experiência. – Sorriu. – Vão se divertir.

A professora disse que vão nos dividir em grupos.

Grupos? Da última vez não teve isso.

Ela disse que cada grupo vai ficar com um professor, para ninguém se perder. Eu, Brooke, Lyon e Kitty ficamos no grupo vermelho.

Eles com certeza colocaram vocês juntos de propósito. Como eu tinha pedido que não separassem vocês de sala, acharam melhor fazer o mesmo quando separaram os grupos. – Tommy explicou. – Acho isso ótimo. Porque assim, vocês estarão juntos.

Você e Brooke sabem nadar, certo? – Oliver só tinha se lembrado de perguntar isso, agora.

A mamãe ensinou. – Deu de ombros.

Mesmo assim, não vão em piscinas que não dão pé para vocês. – Os dois garotinhos assentiram. – Espero que esses professores saibam o que estão fazendo.

Por isso eles dividiram os alunos em grupos, Ollie. Vai ficar tudo bem.

Já terminamos. – Dizem juntos.

Então vamos indo. – Se levantou.

E o sanduíche da minha mãe e da Brooke? – Oliver viu uma garçonete se aproximar.

Trás a conta, por favor? – Ela assentiu. – E faça mais dois iguais ao número três e... Um do número cinco? – Tommy concordou.

Para levar? – Tanto Tommy quanto Oliver assentiram.

Será que Caitlin e Kitty ainda estarão lá?

Talvez. – Tommy ligou a tela do celular.

“Amor, Cait ainda está aí?”

Está, sim. Por que?”

“Estamos levando sanduíche para vocês”

“Ótimo. Estou morrendo de fome” – Tommy riu.

Que foi? – Tommy mostrou a mensagem para o amigo que riu.

Laurel quando fica grávida come tudo que vê pela frente. – Oliver riu de novo.

“Vamos levar para a Cait e a Kitty também.”

Cait disse que não precisa” – Laurel colocou uma carinha rolando os olhos. – “Trás do mesmo do meu.”

“Okay. Até daqui a pouco. Te amo” – Tommy se levantou.

“Também te amo.”

Eu vou pedir mais dois e já volto. – Tommy não demorou a voltar. Bryan e Lyon conversavam sobre o jogo, quando ele voltou. – O que você vai fazer amanhã?

Aproveitar que é domingo e não preciso acordar cedo.

Então você vai aproveitar o dia, né? – Diz malicioso. Oliver revirou os olhos. – Você e Felicity devem estar que nem coelhos, não é? – Riu.

Cala a boca, Tommy.

Cuidado, hein?! Vai que ela fica grávida de novo.

Como se eu me importasse. Já estamos casados mesmo.

Ora, você não se importa, mesmo?

Eu não. – Deu de ombros.

Isso quer dizer que vocês estão aproveitando “bem”, né? – Oliver o socou. – Cara, eu entendo. Foram seis anos na seca. – Riu. Oliver o socou novamente. – Ah, não, eu me lembrei... Teve a...

Nem termine. – O cortou, olhando para o filho.

Você não contou á ela? Oliver ela ficar uma fera quando souber.

Vai se ferrar, Tommy.

Tô sendo seu amigo, animal. – Retrucou. – Tem que contar sobre ela.

Não acho que importa. Eu e ela não tínhamos nada de importante.

Eu preciso dizer que ficar com uma pessoa mais de duas vezes já é considerado relacionamento? — Oliver revirou os olhos, mais uma vez. – Mas tu vai ficar tão ferrado quando ela descobrir.

Eu não vou ficar ferrado. – Rosnou.

Por que não conta para ela?

Eu e Felicity estamos casados, porque eu deveria contar para ela sobre algo que nem mesmo é importante para mim?

Vai ser para ela. – Retrucou de novo.

Com licença. – Foram interrompidos. – Aqui está. Cartão?

Sim. – Responderam juntos.

Separado? – Ambos assentiram.

Se eu fosse você eu contava.

Ainda bem que você não é. – Retrucou, enquanto colocava sua senha.

**--** **--**

Chegamos. – Entraram no apartamento.

Mamãe, agente trouxe sanduíche.

E como foi o jogo, amor? – Sorriu.

Foi demais.

Não vejo graça.

Porque você é mulher, Laurel.

Que machismo, Tommy. Eu gosto de Basebol. – Cait diz.

Você gosta? – Pergunta surpreso. – Não acredito nisso.

Lembre-se, Tommy, que Sarah também gosta.

Mas a Sarah é estranha. – Oliver riu.

Não chama minha irmã de estranha.

Ela é uma versão feminina minha e do Oliver, meu amor. – Oliver pareceu concordar, pois balançou a cabeça.

Oliver. – Sua esposa o repreendeu.

Mas é verdade, Lis. Sarah é como se fosse minha versão feminina e a de Tommy.

Vou contar pra ela. – Laurel diz, cruzando os braços.

Ela vai rir. – Os dois homens riram.

Quando o Barry chega, Cait?

Ele me mandou uma mensagem á cinco minutos dizendo que já estava chegando em Starling.

Bom, então vamos comer antes que ele chegue.

Será que ele já comeu?

Com certeza. Quando vamos visitar os pais dele, a gente para no Belly Burger de lá, antes de voltarmos para casa. – Eles assentem. – Quanto foi?

O que? – Tommy e Oliver arquearam as sobrancelhas.

Cait, nem tente. – Felicity diz.

A minha conta.

Você está brincando? – Oliver revirou os olhos. – Não precisa pagar por isso.

Oliver... – Ela tentou, mas Tommy e Oliver mudaram de assunto.

Então, Kitty vai no passeio da escola? – A doutora bufou, mas resolveu responder.

Sim. Eu e Barry já assinamos a autorização.

Eu e Laurel já autorizamos o Lyon.

Eu e Felicity ainda temos que assinar.

Dessa vez eles vão separar as crianças em grupos.

Como assim? – Laurel pergunta.

Cada professor vai ficar com seis alunos, mamãe. – Lyon respondeu.

Eu, Kitty, Brooke e Lyon vamos ficar no grupo vermelho.

Junto do Chase Ramon e... – Olhou para o amigo. – Killian Palmer.

Palmer? É o mesmo Palmer que conhecemos?

Sim. Ele é filho de Ray Palmer, Ollie. – Laurel confirma. – Algum problema com ele, filho?

Acho que é ele que tem um problema. – Bryan retrucou, e Oliver ficou curioso.

Aconteceu alguma coisa?

Ele e o Bry não se dão bem, papai.

Não gosto dele. Ele é muito mal-educado. – Kitty diz, fazendo um biquinho.

Ele é irritante. – Lyon comentou. – E parece gostar de provocar o Bryan.

Okay. Por essa eu não esperava. – Oliver diz. – Ray não é a pessoa que eu mais suporto no mundo, mas não é uma má pessoa.

Dizem que isso é pelo fato da mãe do garoto ter “abandonado” ele.

E por isso ele tem que ficar importunando meu filho?

Claro que não, Lis. Mas é só um garoto. Podemos falar com o pai dele, e resolver isso entre nós adultos.

Concordo com a Laurel. – Oliver diz. – Ray vai compreender.

Espero. – Suspirou. – Não se meta em problemas, por favor, Bry.

É só ele me deixar em paz. – Ele sussurrou, mas o pai pôde ouvir.

E o Ramon?

Ele é legal, mamãe.

Ele é filho de um amigo. – Cait diz. – E é meu afilhado e de Barry. É um bom garoto.

Ele é filho do meu padrinho, tia Laurel.

Ah, a pessoa que não gostou de Kitty ter uma nova pessoa favorita? – Felicity pergunta com um sorriso divertido.

Eu posso ter mais de uma pessoa favorita, né, mamãe?

Sim, amor, não liga para o que seu tio Cisco diz. – Kitty sorriu para Felicity que sorriu de volta.

Ele disse que não, mas eu não ligo.

Seu tio é um comédia, hein?

Ele disse que já não gosta de você. – Cait diz rindo e as amigas a acompanharam. O interfone tocou e Oliver foi atender, voltou poucos segundos depois.

O Barry chegou. Ele está subindo.

Ah, eu não quero ir agora. – A pequena Allen reclamou.

Vocês vão se ver novamente na segunda, filha. – A menina novamente vez um biquinho fofo.

Crianças nunca se cansam, né? – Tommy diz. – Lyon parece que é ligado no 220.

Parece? – Oliver riu. – Ele é totalmente ligado no 220. A minha sorte é que eu queria tanto me desligar do “mundo”, que isso me ajudava.

Ele era sua “fuga”. – Laurel diz.

Eu atendo. – Felicity se levanta e vai até a porta quando ouve o som da campainha. – Olá, Barry.

Oi, Felicity. – Ele entrou e ela fechou a porta. – Vocês estão sozinhas?

Não. Oliver e Tommy chegaram a pouco.

E aí, Allen. – Cumprimenta assim que Barry entra na cozinha com Felicity.

E aí. – Cumprimentou.

Papai. – Ele beijou os cabelos lisos e avermelhados da filha.

Como foi o jogo?

Tinha que ter ido. Foi muito foda.

Tommy. – As mulheres o repreenderam.

Foi mal. – Oliver riu. – Mas sério, o jogo foi sensacional. A.J. fez a jogada final, e nós desbancamos aqueles perdedores.

Eu não consegui assistir. Meu pai ficou revoltado. – Riu. – Chegou visita.

Ah, deixa eu adivinhar... – A voz da esposa se fez presente. – Iris West.

Ela e os pais dela. – Barry se aproximou, beijando-a de leve.

Parece que ela sente umas vibrações quando você está indo pra lá, né? – Barry sorriu ao perceber os ciúmes da esposa. – Só aparece nos momentos mais inoportunos.

Quem é essa? – Felicity pergunta, curiosa.

É a irmã barra nojenta, do Barry.

Qual seu problema com ela? – Oliver e Tommy perguntam juntos.

Ela é apaixonada pelo meu marido. – Tommy e Oliver faz um uoool, entendo tudo. – Ela é falsa, sonsa, sem noção, traíra...

Okay, meu amor, eles entenderam. – Ele cortou a esposa.

Que amor, Cait. – Tommy diz, debochado. – Talvez ela não faça de propósito.

Ela beijou o Barry no dia do meu casamento.

Okay. – Felicity e Laurel dizem juntas. – Ela é uma V-A-D-I-A. – Soletraram juntas.

Isso aí e muito mais.

Mamãe, tia Lissy, não adiantou vocês soletrarem. A gente entendeu tudo. – Os homens riram.

É verdade. vocês disseram...

Não repita, Bryan. – Felicity o cortou. – É feio. – Ele deu de ombros. Oliver riu.

Bryan, levem eles para jogar videogame.

Eu sei que vocês querem que a gente saia para falarem esse tipo de palavra feia. Como o tio Tommy disse mais cedo. – Oliver segurou uma risada.

Bryan. – Felicity o repreendeu.

Tá. A gente vai. – Se levantou. – Vamos gente.

Esse garoto... – Se interrompeu.

É tão filho do Oliver. – Tommy diz rindo. – Adoro seu filho. Ele pega tudo no ar.

É por isso que tem que tomar cuidado com o que fala perto dele e dos outros.

Vocês que disseram vadia.— Elas reviraram os olhos.

Barry, desculpa voltar nesse assunto, mas como é possível que sua irmã tenha te beijado no dia do seu casamento? Cara, isso é baixo para qualquer mulher.

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Em primeiro lugar, ela não é minha irmã de verdade, crescemos como irmãos, porque nossas famílias são amigas desde antes de nós nascermos. E explicando a sua pergunta... Antes de eu me apaixonar por Caitlin, eu amava a Iris.

Cara, você também não ajuda, hein? – Barry revirou os olhos.

Ela namorava Eddie Thawne na época, e ela se afastou de mim por causa desse namoro.

Ah, entendi. Você e Cait ficaram muito amigos por isso. – Felicity diz.

É. Ela me apoiou quando eu precisei. Com o passar dos dias, eu e Cait ficamos muito grudados um no outro. Fazíamos tudo juntos... Então eu me apaixonei por ela.

Eu já era apaixonada por ele desde antes de virarmos amigos.

Então, se Iris namorava... – Oliver pergunta, arqueando as sobrancelhas, demonstrando confusão.

Ela percebeu que as coisas entre eu e Barry estavam ficando... Sérias. E ela fez de tudo para atrapalhar. Nem mesmo quando eu fiquei grávida a maldita o deixou em paz.

Odeio essa garota e nem a conheço.

Mulheres são assustadoras. – Tommy comentou em sussurrou para os amigos, que riram, mas concordaram.

Bom, é por isso que eu evito ir até Central City. Não gosto dela, e a vontade que eu tenho é de dar na cara dela. De novo.

Como soube do beijo? – Laurel pergunta.

Barry me contou.

Você contou? – Oliver quem fez a pergunta, mas todos o encaravam surpresos.

É claro. Eu estava me casando com ela, formando uma família... – Tommy olhou para Oliver como se dissesse: “Viu? Deveria pensar como ele.”

E o que você fez, Cait?

Eu dei na cara dela. – Os garotos olharam para Barry.

De vestido de noiva. – Ele completou. – Na frente de todos os convidados, na hora da nossa festa. – As garotas riram.

Queria ter visto essa cena. – Laurel concordou com Felicity.

E os pais dela?

Eles foram embora mais cedo, envergonhados. Fiquei com pena deles, mas... Caitlin estava no direito dela. – Todos concordaram com ele.

Homerun é quando um batter rebate a bola para fora do campo ou quando ele rebate dentro do campo e consegue correr por todas bases só com uma rebatida.

Notas finais
Gente, as cenas do Bryan com o Oliver, digam, ficou muito fofo, não é? Eu amei escrever as cenas dos dois. Brooke sempre um amor. Assim como Kitty. Como não gostar dessas princesinhas? Cena hot Olicity. Quero saber se gostaram, por favor. E claro, vocês puderam saber um pouco da história SnowBarry. Aqui, Iris também é uma Vadia. E como puderam ver, Cait tem motivos de sobra para odiá-la. Quem não daria na cara da falsiane? Quero saber as opiniões de vocês sobre esse capítulo, hein? Bom, enquanto o próximo não chega, eu deixo vocês com a prévia do próximo. Não vamos dar esse gostinho para Moira Queen. Mesmo que isso afete a sua relação com ela ainda mais? Minha relação com ela acabou. – Felicity mordeu o lábio. Ela sabia que a sogra era um monstro, mas não queria colocar o marido contra a mulher, mesmo que tivesse certeza de que ela tinha escondido sua carta de Oliver. Mesmo que soubesse que ela a provocaria o tempo todo. – Eu amo você. – Ela sorriu. Eu também amo você. Então... Por favor... Não vamos mais falar sobre isso. – Felicity o abraçou por trás, passando os braços pelos ombros, apoiando o queixo em um deles. Oliver pegou na mão direita dela e levou aos lábios. Tudo bem. – Beijou o rosto do marido. – Vamos fazer como você achar melhor. Obrigado.