Cross Destination

13 Capítulo Treze


Notas iniciais
Olá, leitores. Estou aqui com mais um capítulo maravilhoso. Eu espero que gostem, eu amei escrevê-lo. Vocês terão uma surpresa com as cenas de Felicity. Antes de deixá-los ler, quero fazer um pedido: Leiam as notas finais. É muito importante. Boa Leitura

Oliver e Felicity dormiam, relaxados. Já havia se passado uma semana desde o jogo de Baseball, e a relação de Oliver com o filho estava cada vez melhor. Eles estavam a cada dia, mais unidos. E Felicity e Brooke gostavam desse “entrosamento”. Oliver se virou na cama quando ouviu o celular tocar. Ainda com os olhos fechado ele desligou a chamada. Não demorou cinco minutos para voltar a tocar. Felicity se remexeu na cama, mas não acordou, e novamente, Oliver desligou a chamada. Suspirou quando não ouviu mais o celular tocar e voltou a dormir. Oliver se assustou quando ouviu o toque do seu celular, abrindo os olhos, ele reprimiu um xingamento, revirou os olhos e desligou o celular, grosseiramente, estava irritado. Não eram nem seis da manhã ainda. Voltou a se deitar, sentiu Felicity abraçá-lo e voltou a dormir. Oliver praguejou alto quando mais uma vez ouviu um celular tocar, não era o seu, mas sabia, era de sua esposa.

Oliver, atende logo. – Murmurou.

Que inferno. – Rosnou. Passou o braço por cima da esposa e pegou o celular que se encontrava na mesa de cabeceira ao lado dela. – Eu vou matar o Tommy.

É ele? – Ouviu o sussurro dela.

Infelizmente. – Bufou e atendeu o maldito telefonema. – O que você quer ás seis da manhã?

Até que enfim você atendeu, hein?

Tommy, eu vou desligar na sua cara.

Cara, se eu estivesse morrendo, você não conseguiria se despedir de mim, e eu voltaria para puxar seus pés.

Eu vou socar sua cara. – Rosnou. – Diz logo o que quer.

Deveria me agradecer. Estou te ligando para lhe dar uma notícia bombástica.

Lendo revista de fofoca de novo. – Revirou os olhos, se jogando na cama. – E ás seis da manhã?

Laurel teve desejo.

E eu com isso?

Cala a boca e me deixa falar, animal.

Ah, mas eu vou desligar mesmo na sua cara.

Não faça isso. Oliver... – E ele desligou.

Você não fez isso. – Felicity o olhou.

Eu fiz. – Ele suspirou e fechou os olhos. O celular tocou novamente. – Eu vou matar ele. – Diz, voltando a abrir os olhos.

Deixa ele falar o que quer, Oliver. – Suspirando, ele atendeu o celular.

Diz, infeliz.

Como você teve a pachorra de desligar na minha cara?

Pachorra? Que merda de palavra é essa?

Você é o pior amigo da face da terra. Eu tô querendo te ajudar, e você faz isso?

Você vai chorar, Tommy?

Você é um animal.

Vou desligar na sua cara de novo.

É sobre sua noiva.

Novidade. – Revirou os olhos. – Tudo agora é sobre ela.

Oliver...

Eu não quero saber...

Eles sabem que é a Felicity. – O cortou. Oliver pulou na cama, surpreso.

Como é? – Felicity reclamou pela voz alta que saiu dos lábios do marido. – Do que está falando?

O que houve? – Felicity sussurra.

Vou ler para você. – Ouviu um barulho de folha. – “Enfim descobrimos quem é a mulher que colocou uma aliança no dedo de OliverQueen. E descobrimos, também, ser a mesma garota de seis anos atrás. Ainda não sabemos o motivo de ela ter sumido por seis anos, mas o importante, é que, agora sabemos quem é a esposa de Oliver Queen.”

Que merda.

Eles já sabem do casamento. – Tommy diz. – E não sei como, mas eles têm duas fotos da Felicity. Uma na capa principal, e outra menor, dizendo que: “FelicitySmoak nasceu em Las Vegas. Morou lá até os treze anos, quando ganhou uma bolsa de estudos aqui em Starlling”. – Leu.

Merda. Descobriram tudo. – Felicity o olhou.

Sobre... Sobre mim? – Oliver a olhou.

Tommy manda essa droga para o meu e-mail.

Pode deixar.

E me faz um favor... Reze. Por que agora o inferno vai começar.

Está falando da sua mãe ou do Cooper?

Dos dois. – Bufou. Eles se despediram e desligaram o celular.

Oliver, me responde. Descobriram tudo sobre mim? – Ele se levantou e pegou no notebook em cima do sofá.

Sim. – Suspirou, voltando para a cama. – Tommy leu a manchete. – Abriu seu e-mail e abriu o do Tommy. – Aí está.

Meu Deus. – Ela diz. – Eles sabem de tudo. Até mesmo do nosso casamento.

Tem mais... – Oliver abre na página doze, onde estava a manchete completa. – “Vocês não sabem quem é a esposa de Oliver Queen... Sim, meus leitores, esposa. Ele está completamente casado. E com a mulher com quem ele noivou á seis anos. FelicityMeghanSmoak. Ela mesma. A mulher que sumiu por seis anos, não sabemos por que, voltou com dois filhos e agora é a mais nova Senhora Queen.” — Oliver passou a mão no cabelo. – “Que sortuda, não?”

Eu tô ferrada. Oliver, sua mãe vai surtar.

Vai ser um inferno.

E agora? Eu preciso estar na empresa para ser a tradutora de vocês.

Eu tinha me esquecido de que será hoje.

E as crianças tem o passeio, lembra-se? – Oliver olhou para a foto.

Como eles conseguiram essa foto?

É daqui do condomínio. De ontem á tarde. Eu não deveria ter decido com a Laurel ontem.

Isso iria acontecer mais cedo ou mais tarde, meu amor. – Ela torceu a boca, desgostosa. – Vamos... Esquecer isso. Agora não tem como correr.

E nossos filhos?

Eles ficarão bem. Confia em mim. – Ela assentiu.

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Por que está cheio de jornalista aqui? – Olhou para a porta da escola.

Eu vou resolver isso, filho

Não me respondeu o porquê. – Oliver suspirou, e Felicity mordeu o lábio, nervosa.

Bom... Lembra-se do que eu disse á você, sobre logo descobrirem sobre sua mãe? – O menino olhou assustado para o pai.

Eles já sabem?

Sim. Conseguiram uma foto dela.

Não vou para o passeio. – Disse antes mesmo do pai terminar a frase.

Querido, é claro que você vai.

Mas mamãe...

Eu vou estar com seu pai o tempo todo, Bryan.

Ela vai estar na empresa comigo, não precisa se preocupar.

Você promete? Promete que minha mãe vai ficar bem?

Eu prometo. – Diz olhando nos olhos do filho.

Tudo bem, então eu vou. – Felicity se aliviou.

Quero que os dois se divirtam.

Mamãe, papai... E eles? – A garotinha pergunta, assustada.

Não se preocupe, Brooke. – O pai sorriu. – Confia em mim? – Ela assentiu. Oliver abriu a porta e os seguranças barraram todos os jornalistas.

Nate e Nick levarão os seus filhos até o ônibus. – Mike avisou.

Não deixe que eles encostem nos meus filhos. – Diz olhando para os gêmeos.

Deixe com a gente, Oliver. – Tyler pegou a mochila de ambos e saiu.

Mike, Felicity está comigo hoje.

Não se preocupe. Eu estarei atrás do seu carro com uma equipe e Collin estará no carro á sua frente com outra equipe. – Oliver assentiu. – Vai dar certo. – Oliver se abaixou na altura dos filhos.

Nos vemos ás 18h.

Tudo bem. – A voz baixa de Brooke quase não foi ouvida.

Não precisa ficar com medo, princesa. – A menina o abraçou. – Vai ficar tudo bem. – Ela assentiu e soltou o pai. – Se divirta, está bem? – Diz com um sorriso. Oliver se voltou para Bryan. – Fique perto da sua irmã o tempo todo. – Ele assentiu. – E eu não quero que se preocupe.

Eu não gosto disso, Oliver.

Eu sei. – Suspirou. – Mas eu fiz uma promessa á você, e eu vou cumpri-la. – Os olhos verdes do filho o fitaram. – Confia em mim. Nada vai acontecer com sua mãe. E muito menos com você e sua irmã.

Eu confio em você. – Oliver sorriu.

Então nos vemos daqui algumas horas. – Ele olhou para a mãe dentro do carro que lhe mandou um beijo. – Se você quiser falar comigo ou com sua mãe, tem um celular dentro da sua mochila.

Mesmo? – Ele pergunta.

Mesmo. Tem o meu número, o da sua mãe, e o do Mike. – O menino olhou para Mike e depois voltou os olhos para o pai. – Agora vai lá. O ônibus está quase saindo.

Tchau, mamãe. – Ele diz.

Tchau, amor. – Mandou outro beijo. – Se divirta.

Tchau, Oliver. – Nate pegou na mão de Bryan.

Tchau, filho. – Ele observou os gêmeos colocarem seus filhos no ônibus e tamparem a entrada. Suspirou. Tudo bem, agora era ir para a empresa. Assim que saísse, os jornalistas o seguiriam. E foi dito e feito. Oliver deu a partida com os outros carros o seguindo, e os jornalistas correram para os próprios carros.

**--** **--**

Senhor Queen. – A secretaria correu até o homem. – Está cheio de jornalistas na frente do prédio...

É eu vi, Miya. – Suspirou. – O CEO alemão já está aí?

Sim. Na sala de reunião. – A mulher então, percebeu a mulher loira ao lado do chefe.

Miya, quero que conheça minha esposa... – Ela se surpreendeu. – Felicity Smoak. Felicity, essa é Miya, minha secretária.

É um prazer. – Felicity sorriu.

O prazer é meu. – E ela se surpreende pela forma que a outra lhe sorriu.

Felicity vai ser a nossa tradutora. – Ela assente. – Walter chegou?

Sim. Ele está com o CEO.

Ótimo. – Caminhou para o elevador. – Qualquer coisa que aconteça, me avise. – As portas se fecharam.

Será que eles não vão reclamar por eu estar aqui? Com certeza já sabem assim como todo mundo, que eu sou sua esposa.

Eles não vão reclamar.

Estou preocupada.

Os gêmeos estão bem.

Ah, com eles também, mas... Sua mãe. Sua mãe me preocupa muito agora. Não que eu tenha medo dela, não, isso não. Não mais. Mas ela vai surtar. Vai querer infernizar nossa vida. E eu, fico pensando, será que ela aparece aqui hoje?

Vamos lidar com uma coisa de cada vez, está bem? – Ela assentiu e as portas do elevador se abriram. Eles caminharam, lado a lado, até a sala.

Oliver Queen. – Eles ouviram. – Você faz sucesso, não é?

Bom dia, Kronus. – Cumprimentou o conselheiro da empresa.

Eu cheguei aqui á meia hora e estava um inferno de jornalistas na porta da sua empresa. Eu me perguntei: Por que? E então eu descubro que é porque eles descobriram sobre sua “esposa”.

Pois é. Eles fazem um escarcéu por pouca coisa.

Pouca coisa? Que eu saiba, ninguém sabia nada sobre ela. Ninguém nem mesmo sabia que estava “casado”. – Oliver suspirou. – Incrível você esconder ela por tanto tempo... – Parou de falar ao ver a mulher ao lado de Oliver. – Você... Você é a mulher das fotos. – Olhou para Oliver. – Trouxe sua esposa para a empresa?

Ela vai ser nossa tradutora.

Ela? – Seu desgosto foi percebido por todos, inclusive por Klaus Ruschel.

Irgendein Problem? (Algum problema?) – Perguntou.

Nein. Sie reden über mich. (Não. Estão conversando sobre mim) – Oliver a olhou. – Ele está perguntando se tem algum problema.

Se desculpe, por favor.

Entschuldigung, bitte. (Me desculpe, por favor). – O homem assentiu. Oliver se aproximou para cumprimentá-lo.

Mr. Queen, wie läuft es? (Senhor Queen, como vai?) – Felicity traduz para o namorado.

Ich bin gut. Danke für das Erscheinen (Vou bem. Agradeço por ter comparecido). – Traduz para o alemão, que apenas assentiu.

Vamos começar? – Oliver pergunta e Felicity traduz para Klaus. – Sentem-se, por favor.

Ich höre zu, Queen. (Estou ouvindo, Queen)

Pode começar, Oliver. – Ela diz e ele assente.

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Ich glaube nicht, dass meine Firma von einer Vereinbarung zwichen Q.C Profitieren würde (Não acho que minha empresa se beneficiaria com um acordo entre a Q.C) – O homem diz, depois de ouvir a proposta de Oliver. Felicity traduziu para o marido.

Fazer um acordo com uma empresa americana, seria algo novo para sua empresa. Vocês entrariam com o capital e nós com os recursos. – Felicity repetiu em Alemão, o que o marido disse.

Und Kann ich dir vertrauen, Queen? (E eu posso confiar em você, Queen?) – Felicity arqueou as sobrancelhas.

Undwarumnichtvertrauen? Oliver machteVerträgemitmehrerenUnternehmengeschlossen, nichtnurvon diesem Land... Niemandhatsichjemalsbeschwert. (E por que não confiar? Oliver fez acordos com várias empresas, não só desse país... Ninguém nunca reclamou).

Kennst du ihn so gut? (Você o conhece tão bem?) – Felicity sorriu. Oliver e Walter arquearam as sobrancelhas. Ninguém entendia nada do que falavam. “Pai e filho” se olharam, e com o olhar e alguns gestos, Walter diz para deixar que Felicity continue. Oliver assentiu e voltou os olhos para a esposa.

Ja, seit dem Alter von 13 Jahren. Abgesehen davon, dass ich mein "Ehemann" bin (Sim, desde os 13 anos de idade. Além dele ser meu marido). – O homem se surpreendeu, afinal, quando soube que Oliver Queen era casado, imaginou uma mulher fútil, submissa e que se importava apenas com si própria.

Frau? Unglaublich. (Esposa? Inacreditável). – Diz com um sorriso.

Warum? (por que?)

Weil ich mir vorstellte, sie sei vergeblich, unterwürfig und selbstsüchtig. (Porque eu imaginei que ela fosse fútil, submissa e egoísta) – Felicity quem sorriu dessa vez.

Wie Sie sehen können,bin ich völlig unabhängig. Ich bin nicht mit Oliver für Geld. (Como você pode ver, eu sou completamente independente. Eu não estou com o Oliver por dinheiro) – Klaus olhou nos olhos verdes dela, e sorriu. É. Ela não era como pensou que seria.

Oliver, du hast eine unglaubliche Frau. (Oliver, você tem uma esposa incrível). – Felicity sorriu e olhou para Oliver, resumindo a conversa que teve com o alemão. E quem sorriu dessa vez foi Oliver.

Sim. Eu tenho. – Felicity traduziu. – E então, como vai ser?

Und dann, wie wird es sein? (E então, como vai ser?) – Klaus olhou para a pasta em sua frente, e poucos minutos depois, voltou seus olhos para Oliver.

Ich akzeptiere, aber unter einer Bedingung. (Eu aceito, mas com uma condição) – Felicity olhou para Oliver, traduzindo, e o que ela queria fazer, Oliver fez, arqueou as sobrancelhas.

Wie ist die Bedingung? (E qual é a condição?)

In jedem Meeting bin ich dabei ... Deine Frau wird es sein. (Em todas as reuniões em que eu estiver... Sua esposa estará). – Felicity traduziu e Oliver arqueou as sobrancelhas novamente, mas dessa vez, estava demonstrando seu desgosto. Pela expressão, Klaus percebeu que o Queen se ofendeu. – Versteh mich nicht falsch, bitte, ich bin verheiratet. Aber seine Frau ist etwas Besonderes. Ich mochte ihre Persönlichkeit. Genau das. (Não me entenda mal, por favor, eu sou casado. Mas sua esposa é especial. Gostei da personalidade dela. Apenas isso). – Felicity traduziu para o marido. – Also, was denkst du? (E então, o que acha?)

Não gosto disso. Você é minha esposa, não minha “exposição”. – Felicity olha para o Alemão, ele observava a ela e ao marido. Voltou os olhos para Oliver.

Ele não disse isso. Oliver, o que custa? É importante para sua empresa. Vou estar aqui como tradutora. – Deus de ombros.

É como se ele estivesse me ofendendo.

Ele não está. Ele só me elogiou, Oliver. – O marido cruzou os braços e se encostou no encosto da cadeira. – Nós já estamos nisso á três horas.

É como se eu estivesse usando você, Felicity.

Mas não está. – Ele olhou nos olhos dela.

Se ele te desrespeitar de alguma forma... Eu não vou me segurar.

Eu sei. Você mesmo pode deixar isso bem claro.

Com você falando por mim?

Não. – Sorriu. – Vou te ensinar a falar Alemão. Na próxima reunião, você estará falando até melhor que eu. – Oliver ficou em silêncio por alguns poucos minutos, até respirar fundo e olhar para Klaus.

Okay. – Suspirou. – Mesmo odiando isso... – Olhou para a esposa. – Diga que eu aceito.

Die Queen-Firma akzeptiert Ihre Bedingung. (A empresa Queen aceita sua condição). – O homem sorriu.

Ich verspreche dir, dass du es nicht bereuen wirst. Wenn Mr. Queen beleidigt war, entschuldige ich mich in deiner Sprache. Ich wollte es nicht. (Prometo que não irá se arrepender. E mais, se o senhor Queen se ofendeu... Eu peço desculpas em sua língua. Não foi minha intenção). – Felicity se surpreendeu com o que ouviu, ela percebeu que ele estava falando a verdade.

O que foi? – Antes de Felicity poder traduzir para o marido o que ouviu, o homem á frente deles se levanta.

Me desculpe. – Oliver se surpreendeu ao ouvir as palavras saírem da boca do homem. Apesar de ter saído um pouco estranho, todos os presentes entenderam o que ele disse. Felicity disse o que Klaus tinha lhe dito antes. Walter sorriu e olhou para o “filho”. –Es ist das einzige, was ich in deiner Sprache sprechen kann. (É a única coisa que eu sei falar, na sua língua). – Felicity ri, antes de traduzir. E Oliver sorri.

Em compensação, eu não sei nada da sua. – Felicity traduz e o homem sorri.

Bedeutet das, dass mir vergeben wurde? (Isso quer dizer que estou perdoado?)

Ja. (sim)

Unterschreiben wir es dann? (Vamos assinar, então?)

Bitte. (Por favor) – Ele volta a se sentar, assinando onde lhe era mostrado. – Es war mir ein Vergnügen, Herr Ruschel. (Foi um prazer, senhor Ruschel).

Klaus. Nur Klaus. (Apenas Klaus). – Se levantou assim como Oliver e caminhou onde ele estava. Ficando frente a frente, Klaus estendeu a mão e Oliver apertou. – Es war mir ein Vergnügen, Mr. Queen. (Foi um prazer, senhor Queen) – Felicity traduziu mais uma vez.

O prazer foi meu. Nos veremos em breve. – Felicity traduziu para Klaus que sorriu, e saiu da sala. Oliver se jogou na cadeira.

Viu? Foi fácil.

Espero não me arrepender.

Não vai. Ele falou sério quando se desculpou. Ele não queria ofender você.

Como sabe?

Eu sei quando alguém mente. É um dos meus dons.

Foi muito bem, Felicity. – Ela sorriu.

Obrigada, Walter.

Eu que deveria agradecer.

Você foi fantástica. – Oliver a elogiou.

Eu não sei se fiz certo conversar com ele... – Walter a interrompeu.

Você foi ótima. Fez com que ele confiasse em nós.

Walter está certo, amor. Se não tivesse respondido por mim, talvez, ele não aceitaria o acordo. E apesar de não gostar da condição dele... – Deu de ombros.

Eu também não achei que ele estivesse querendo te ofender, filho. Ele apenas elogiou a sua esposa, e sinceramente, ele está completamente certo.

Incrível que sua esposa fale “Alemão”. – Oliver arqueou as sobrancelhas, olhando para o homem que se estava próximo a porta.

O que quer dizer com isso, Kronus.

Nada, senhor Queen. Nada. – Saiu da sala.

Insuportável. – Oliver suspirou. – É um inferno atrás do outro. Quem é a próxima dor de cabeça? – Assim que Oliver terminou a frase, Miya entrou na sala.

Senhor Queen?

Sim, Miya.

Sua mãe... – Oliver fechou os olhos. – Ela está na empresa, e deseja lhe falar.

É sobre a notícia. Certeza. – Felicity diz.

Querem que eu fique?

Acho que eu posso cuidar de Moira Queen, Walter. Mas obrigado.

Qualquer coisa é só me chamar. – Oliver assentiu.

Miya, peça para a..., minha mãe entrar. – Ela assentiu e saiu.

Eu acho que você não deveria ter perguntado Quem é a próxima dor de cabeça, meu amor. Deu azar. – Eles se olharam.

Merda de azar. – Felicity se sentou ao lado do marido, de frente para a porta, esperando por Moira Queen. – Vamos deixar uma coisa bem clara... Seja o que for que ela fale, não aceite nada.

Você acha que ela veio aqui...

Com más intenções, Lis. E eu aposto que é sobre o que estou pensando.

E... – Oliver a olhou. – Sobre o que é? – Oliver não pode responder, pois a mulher entrou no cômodo, de nariz em pé.

Ora, ora... Você mudou. – Felicity a olhou. – Loira? Não acho que lhe caiu bem.

Quem tem que gostar sou eu e meu marido. – Moira fez uma cara de desagrado.

Eu não imaginei que a veria novamente, senhorita Smoak.

Eu imaginei o mesmo. – Retrucou.

Pelo jeito eu não rezei o bastante.

Como se Deus fosse te ouvir. – Ela voltou a retrucar, e Oliver estava surpreso. Felicity nunca tinha retrucado sua mãe antes, sempre abaixou a cabeça, e era ele quem a defendia.

Talvez eu fale com outro santo.

O demônio, por exemplo. – Oliver segurou uma risada. Moira arqueou as sobrancelhas.

Você voltou... Diferente, não é?

Nem imagina o quanto. – Moira se aproximou da mesa.

Quando eu pensei que tinha me livrado da golpista...

E eu da megera... – E Oliver novamente segurou uma risada. Estava gostando de ver sua esposa ser atrevida.

Como se atreve, sua...

Sua? – Felicity a cortou. – Vamos fazer assim, a senhora quer respeito? Tudo bem. Mas antes vai ter que me respeitar também. Essa é uma regra simples.

Como se eu fosse respeitar alguém inferior como você. – Oliver ia dizer algo, mas Felicity colocou a mão em sua perna.

Alguém inferior que acabou de conseguir um acordo com Klaus Ruschel.

Você? – Debocha – Como uma ninguém conseguiria tal coisa?

Uma ninguém que sabe falar mais de quatro línguas diferentes. – Moira fechou as mãos em punhos.

Okay. A senhora já destinou seu veneno. O que quer falar comigo? – Oliver decidiu interromper a “conversa” das duas.

Quero falar sobre sua ideia insana em se casar com essa daí.

Eu não achei insana. Eu a amo. – Felicity sorriu. – Esse casamento era para acontecer á mais de seis anos atrás, mas a senhora atrapalhou nossos planos, então...

Nós vamos conversar. – Ela se sentou e Oliver revirou os olhos, não deixando de olhar para a mulher com a expressão séria. Moira colocou uma pasta em cima da mesa. Oliver pegou na mão da esposa por debaixo da mesa, ele estava irritado. Ele sabia porque a mãe estava ali, e aquela pasta só confirmava seus pensamentos. Ele não deixaria que sua mãe humilhasse Felicity, mesmo que soubesse que ela saberia se defender. Ela era sua esposa, e aquela á frente era sua mãe, ele teria que dar um basta.

Moira olhava para o filho e a mulher que nunca gostou. Felicity não estava gostando da forma com que a outra a olhava. Desviou os olhos para o marido, ele estava sério. Ela já tinha imaginado que Moira apareceria assim que soubesse do casamento dos dois. E isso foi tudo culpa da tal "fonte" que deu essa notícia para a revista "TheNooz". Reprimiu um suspirou, teria que se segurar e se acalmar, para poder acalmar o marido.

Eu sei porque está aqui. E sinceramente, não precisava vir. – Oliver começou. – Eu já liguei para o Mattew Scott...

Devia ter ligado para o Mattew antes de ter feito essa... Burrada. – Ela o interrompeu. Estava desgostosa com a decisão do filho.

Espera... – Felicity se pronunciou, chamando a atenção do marido e da "sogra". – Quem é Mattew Scott?

Ele é o advogado da família Queen. – Oliver responde á esposa, voltando seus olhos para a "mãe".

Ele cuida dos nossos interesses financeiros. – Felicity abriu a boca duas vezes, mas não conseguiu dizer nada, de tão indignada que estava. Felicity colocou ambas as mãos, abertas, em cima da mesa.

Está sugerindo que eu estou atrás do seu dinheiro? – Não estava surpresa, estava se sentindo humilhada, mas já deveria esperar por isso. Moira sempre a chamou de golpista. É claro que ela falaria sobre o dinheiro dos Queen, Felicity pensou.

Eu não tenho ideia dos seus "interesses". – Oliver arqueou as sobrancelhas. – Meu filho pode não acreditar que está atrás do nosso dinheiro, mas... Eu nunca achei que fosse confiável.

É. Você deixou isso bem claro á alguns anos atrás.

Na minha opinião, você é apenas uma golpista interesseira.

Chega. – Oliver interrompeu a mãe. – Você não vai entrar aqui e questionar o caráter da minha esposa.

Quer falar do caráter da "sua" esposa? – Retrucou. – Ela fugiu quando estava noiva de você. Escondeu de você, que estava grávida. Ela escolheu esconder de você, seus filhos. E agora, depois de seis anos, ela volta com uma série de problemas, tantos, que precisa de proteção. – Olhou para Felicity. – Ela com certeza, espera uma chance... Para fugir com todo nosso dinheiro. – Se encostou no encosto da cadeira. – Eu faço uma ideia do que ela é capaz.

E de quem foi a culpa de ela ter fugido? – Retrucou irritado. – Você me fez magoa-la. E por isso ela me deixou. Sobre nossos filhos... Nós já conversamos e nos entendemos. Ela tentou me contar, não deu certo. – Olhou para a esposa. – Eu confio nela. E o fato de ela precisar ser protegida... – Colocou o antebraço apoiado na mesa e inclinou o corpo. – Isso é algo, que você não tem "nada" a ver. Não é da sua conta.

Eu "não" quero seu dinheiro. – Felicity decidiu repetir.

Ótimo. Se você diz que não quer nada dessa família... Demonstre isso assinando o acordo.

Eu já disse que cuido disso. – Felicity o olhou, assim como Moira. – Isso é inapropriado.

Inapropriado foi um casamento de 15 minutos que fizeram, apenas assinando um documento, dentro de um hospital. – Oliver se perguntava como ela estava sabendo sobre aquilo. Felicity se encostou na cadeira, ela não sabia como reverter a situação. Só queria que aquela mulher fosse embora. E se fosse preciso, ela assinaria aquela coisa. – Felizmente, acordos pós-nupciais, foram criados para momentos como este. – Abriu a pasta e de lá, tirou um documento, arrastando-o levemente pela mesa, até onde Felicity estava sentada.

A conversa acabou. – Oliver devolveu os documentos para a mãe, fazendo o mesmo que ela tinha feito. Felicity voltou seus olhos para o marido.

Oliver. Eu posso... – Ele se levantou.

Acabou. – Cortou a esposa, ainda olhando para a mãe, e então saiu da sala de conferências, deixando a mãe sozinha. Felicity foi atrás do marido.

**--** **--**

Oliver, eu assino aquele acordo idiota. – Diz enquanto o seguia. – Eu não me importo.

Você não vai assinar nada. – Diz enquanto entrava no elevador.

Por que não? Eu quero você, não o seu dinheiro. – Entrou na frente do marido, depois que ele apertou o número que levava até seu andar. – Esse acordo pré-nupcial só serve se nos divorciarmos. E nós não vamos. — Pegou em seu rosto com ambas as mãos. – Não importa.

A questão não é essa, Felicity. Isso só interessa á nós dois. – Felicity passou a língua nos lábios. – E nós já discutimos sobre isso. — Ela retirou a mãos do rosto dele. – Ela não pode vir aqui e decidir o que vamos fazer. Querendo nos dar ordens.

Mas irá acalma-la. – Oliver passa as mãos nos cabelos. – E ficaremos em paz.

Eu já tinha dito que ela não participaria da minha vida. Muito menos se infiltraria na vida dos nossos filhos. Foi o que ela escolheu quando nos separou, por egoísmo.

Eu te entendo, amor, mas... – As portas se abriram e Oliver saiu. – Eu não me importo em assinar isso para que ela nos deixe viver em paz.

Mas eu me importo. Não vou fazer o que ela quer. – Se virou para ela antes de entrar na sala. – E muito menos você. – Entrou na sala e Felicity o acompanhou.

Eu sei que você não quer que eu assine aquele documento... – Recomeçou segundos depois. Oliver se sentou. – Mas Oliver, ela vai continuar achando que estou atrás do seu dinheiro.

Mas não está. Eu confio em você. – Ela suspirou. – Eu não vou voltar atrás. Por favor, você já tinha concordado com isso. – Felicity se aproximou dele. – Não vamos dar esse gostinho para Moira Queen.

Mesmo que isso afete a sua relação com ela ainda mais?

Minha relação com ela acabou. – Felicity mordeu o lábio. Ela sabia que a sogra era um monstro, mas não queria colocar o marido contra a mulher, mesmo que tivesse certeza de que ela tinha escondido sua carta de Oliver. Mesmo que soubesse que ela a provocaria o tempo todo. – Eu amo você. – Ela sorriu.

Eu também amo você.

Então... Por favor... Não vamos mais falar sobre isso. – Felicity o abraçou por trás, passando os braços pelos ombros, apoiando o queixo em um deles. Oliver pegou na mão direita dela e levou aos lábios.

Tudo bem. – Beijou o rosto do marido. – Vamos fazer como você achar melhor.

Obrigado.

**--** **--**

Senhor Queen? – Ele olhou para a mulher que entrava pela porta. Felicity, que se sentava de frente para o marido, se virou com a cadeira.

Diga, Miya.

Bom... A sua mãe... Ela ainda está na sala de reuniões e... Ela insiste em falar com o senhor. Para falar a verdade, ela... – Engoliu em seco. – Mandou que eu levantasse minha... Bunda da cadeira e viesse até o senhor.

Minha mãe passou de todos os limites. – Felicity ficou com pena da moça. – Eu sinto muito por isso, Miya. Eu irei resolver isso. – Antes que a mulher pudesse dizer mais alguma coisa, a porta foi aberta.

Oliver, como você me deixa aquele jeito? Nós ainda não terminamos nossa conversa.

Na verdade, sim, nós terminamos.

Você percebe o erro que está cometendo? Mais uma vez?

Na época que você "mandou" eu terminar com Felicity, eu disse não. Eu não fiz como queria ter feito. Perdi a mulher que amo por seis anos, não vi meus filhos crescerem... E isso foi sua culpa. Eu tirei você da minha vida. Eu só não disse o que eu queria tanto ter dito: Cuide da sua vida.

Olha como fala comigo.

Você pede respeito, mas não respeita ninguém, já percebeu? – Felicity se levantou.

Não se intrometa. Você é apenas a vagabunda da vez. — Oliver não gostou do jeito que a mãe falou com Felicity.

Eu não sou uma vagabunda. – Oliver olhou para a esposa, ela estava séria. – Você está sempre falando mal dos outros, questionando o caráter dos outros, humilhando qualquer um... Mas e você? Você destruiu a vida dos seus dois filhos, mentiu, quase fez Laurel perder o bebê... E nunca se arrependeu pelas coisas que fez. Se eu sou uma interesseira... E você, o que é? – Miya se impressionou pela forma que Felicity falou com a “sogra”.

Não vou dar ouvidos a uma “qualquer”. – Foi a vez de Oliver se levantar.

Não a chame de “qualquer”. – Rosnou.

Oliver...

Estou cansado de ouvir você. – A cortou. – Todas as vezes que nos encontramos, só acontece isso. Nós discutimos, você começa a gritar e eu te deixo falando sozinha. Dessa vez vai ser diferente. Você vai dar o fora da minha empresa e vai fazer algo de útil na vida. – Sua voz saiu exaltada.

Olha como fala, sou sua mãe. – A secretária já estava suando frio. – E essa empresa...

Ela é minha. Meu pai deu ela para mim. Você ficou com apenas 10% das ações, o resto é meu e da Thea que graças aos céus, não é mais de menor.

Eu apenas quero que faça o melhor... – Oliver já irritado, e passando as mãos nos cabelos, gritou.

Ai, meu Deus. Eu vou falar pela última vez. Essa relação não é nova. E essa decisão não foi precipitada. Você está assim porque não pode dar a sua opinião.

Como não posso dar a minha opinião? Sou sua mãe.

Deixou de ser quando me chantageou. – Retrucou, agora, com a voz mais baixa, mas não menos perigosa. Felicity mordeu o lábio nervosa. – Você me fez ficar seis anos longe da mulher que eu amo. Longe dos meus filhos, porque se você não estivesse querendo me obrigar a casar com a Laurel, Felicity estaria comigo e descobriríamos "juntos"... Que ela estava grávida. – E novamente sua voz exaltou.

Você não se lembra do dinheiro que eu dei á ela?

Eu não descontei aquele cheque. – Felicity se pronunciou. – Eu o devolvi para o Oliver.

Que conveniente. – Oliver revirou os olhos, se jogando de volta na cadeira. – Claro que não descontou. Se casando com meu filho você tem direito á tudo que é dele. Você foi bem esperta ao se casar com meu filho, sua golpista interesseira. – Felicity fechou as mãos em punhos. – Eu esperei tudo de você, mas usar os próprios filhos... – Ela deu um sorriso debochado, e Oliver voltou a se levantar.

Chega. – Gritou. – Não se atreva a colocar meus filhos nesse assunto. Não se atreva a dizer que os gêmeos foram um golpe... Você não vai fazer isso. Não ouse dizer mais uma vez, que Felicity está aqui pelo meu dinheiro. – Moira olhou para felicity com asco. – E eu não me importo em dividir tudo com ela. É a nossa vida. "Nossa". Você está sempre tentando me manipular, como fez quando descobriu que eu decidi oficializar meu noivado com a Felicity. Dessa vez não vai acontecer. Não vou me deixar ser manipulado. Ou chantageado, como você tem o dom de fazer.

Está cometendo o maior erro de sua vida.

Meu erro foi sempre querer te dar uma chance. Mesmo depois de você ter destruído minha vida... – Olhou para a esposa. – A da minha esposa e dos meus filhos... – Voltou os olhos para a mãe. – Eu tentei te dar várias chances para nos reconciliar e você sempre dava um jeito de estragar tudo. Por isso, chega. Eu cansei. Quando você "crescer" e principalmente, pedir desculpas á Felicity, nos falamos novamente... Enquanto isso não acontece, não precisa mais voltar a aparecer na minha sala. Não é mais bem-vinda. – Oliver apertou um “botão” azul que se encontrava abaixo dos números do telefone.

Então vai ser assim?

Miya, por favor, acompanhe Moira para fora da minha sala e peça a alguém para acompanha-la até a sala do meu pai. A partir de hoje ela só entra nessa empresa para vê-lo. – A mulher assentiu. Moira continuava olhando para o filho, indignada. – E ligue para os seguranças, quero falar com eles pessoalmente. – Miya caminhou para a porta e esperou por Moira, que depois de olhar para Felicity, com um olhar que irradiava ódio, passou pela secretária, irritada. Oliver suspirou, voltando a se sentar.

Eu sinto muito que tenha sido assim. – Apesar de tudo, ela o amava. Não queria vê-lo sofrer. Porque Felicity sabia, seu marido ainda amava a mãe.

Já era de se esperar. – Felicity assentiu. Oliver guardou os papéis que estavam em cima da mesa. – Cansei. Vamos buscar os gêmeos na escola e depois vamos pra casa.

Oliver, eles estão no passeio, lembra? E você ainda tem trabalho.

Eu me esqueci que os gêmeos estão no passeio. – Suspirou. – Mesmo assim, vamos para casa. – Se levantou e caminhou até a esposa. – Preciso sair daqui. – Felicity passou uma das mãos no rosto dele. – Falo com os seguranças quando voltar amanhã.

Tudo bem. – Ela pegou em sua mão, acariciando levemente. – Podemos passar naquele café que você gosta antes de irmos para casa.

Pode ser. – Caminhou para fora da sala. – Miya. – A mulher o olhou. – Estou indo, não volto mais hoje. Hannah. – A outra o olhou. – Remarque qualquer reunião que eu tenha amanhã.

Sim, senhor. – Dizem juntas. Oliver e Felicity entraram no elevador.

Eu não aguento mais. Isso não é uma empresa renomada, é o inferno. – Miya comenta.

Se acalme. – A nova assistente de Oliver diz.

Me acalmar? Sabe o que acabei de presenciar naquela sala? Mais um ataque de Moira Queen. – Hannah entregou um copo com água á amiga. – O que eu fiz para merecer isso?

**--** **--**

Você está mais calmo? – Felicity pergunta. Eles estavam deitados, com o corpo dela por cima do dele. Oliver ficou tão irritado com o encontro que teve com a mãe que nem mesmo conseguiu dirigir, Felicity quem o fez.

Estou. – Respirou fundo. – Me desculpe se eu te assustei em algum momento. – Ela o olhou, apoiando o queixo no peito dele. – Eu não consigo me controlar quando estou perto dela. Moira me tira do sério.

Eu entendo. E eu não me assustei, não se preocupe.

Ela não vai nos deixar em paz, Felicity. – Suspirou, abraçando a cintura da esposa. – Ela vai, de qualquer jeito, tentar nos separar novamente.

Ela não vai conseguir.

Eu me surpreendi com você hoje. – Ele sorriu pela primeira vez desde que saiu da empresa. – A forma como enfrentou Moira...

Eu prometi a mim mesma que se eu por algum acaso me encontrasse com ela, eu não deixaria ela me humilhar como fazia antes. E que eu não iria abaixar minha cabeça. Ela tentou me humilhar, mas eu não deixei me afetar.

Ela deve ter ficado com ódio por você ter enfrentado ela sem nem mesmo desviar os olhos. – Riu. – Não imaginei que veria uma cena dessas.

Eu não preciso que você me proteja dela, eu sei fazer isso. Sabe, não sou de cristal.

Não importa. Vou te proteger seja de quem for. – Ela sorriu. – Eu amo você, sabe disso, não é? E sabe que eu passo por cima de qualquer um para te defender, certo?

Eu sei. E eu te amo muito mais por isso. – Felicity o beijou. Oliver colocou uma das mãos nos cabelos lisos, aprofundando o beijo. Felicity se afastou, sentando-se na cintura dele, retirando a camisola de seda azul bebê, do corpo. Oliver se sentou e tomou os lábios dela em um beijo profundo, necessitado. Quando o ar faltou, Oliver fez um trajeto com os lábios, do pescoço ao colo, lentamente. Ouviu um suspirou de prazer sair dos lábios da esposa e sorriu. – Oliver... – O gemido saiu em sussurro. Felicity puxou os cabelos loiros e a outra desceu entre ela e Oliver.

Felicity... – Ele gemeu ao sentir a mão dela em seu membro, por cima da bermuda. Oliver colocou a mão livre por cima da dela, ajudando-a com os movimentos. Felicity mordeu o lábio, ao sentir a mão dele largar sua mão e passar pelo seu sexo, por cima da calcinha azul de renda que usava. Oliver bufou quando ouviu um barulho de celular insuportável, e seu humor piorou quando a esposa parou com os movimentos.

Seu celular. – Ela avisa, ofegante. – Pode ser importante. – Oliver revira os olhos e pega o aparelho em cima da mesa de cabeceira. Ele pragueja baixo ao ver quem é.

Importante o caramba. – Ele atende no quinto toque. – Porra, Tommy. O que você quer?

Nossa, você tá de mau humor.

Por acaso saiu mais alguma coisa sobre Felicity?

Não.

Então por que está me ligando, desgraça? – Felicity riu baixo.

Cara... Tu tá nervoso desse jeito... Oliver passou a mão livre pelos cabelos, irritado. Você está transando? E por estar no viva voz, Felicity ouviu, e por isso ela corou.

Estava tentando.

Oliver. – Ela o repreendeu.

Está no viva voz?

Está, seu animal. – Rosnou.

Porra, cara, foi mal. Riu. Eu liguei para saber se você quer que eu pegue os gêmeos...

Tommy, você é o maior empada foda, do mundo.

Oliver. – Ela bateu no peito dele.

Essa doeu. Tommy diz, ao ouvir o estralo. Eu vou deixar vocês continuarem a tirar o atraso de seis anos.

Vai se fuder. – Felicity o socou. – Eu vou buscar os Gêmeos.

Bele... Oliver desligou na cara dele.

Odeio quando vocês ficam falando esses palavrões.

Você não reclama quando eu estou te comendo. – Ele riu quando ela corou.

N-não fala assim. – Ela gagueja.

Tudo bem... – Ele a deitou na cama, ficando por cima. – Onde estávamos? – Ela riu. E então, ela foi beijada.

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Felicity — https://i.pinimg.com/564x/c3/3b/86/c33b866ca92e59d6042b5a27dbcb8f90.jpg

https://www.botish.cz/media/catalog/product/cache/1/image/650x/040ec09b1e35df139433887a97daa66f/t/e/teeze-06g-s.jpg

Laurel - https://i.pinimg.com/564x/42/28/52/422852a54e929abb5e2efd494ef0a09d.jpg

https://i.pinimg.com/originals/1b/66/e4/1b66e49435dd21f5b2a4c826cfd45b0d.jpg

Caitlin - https://i.pinimg.com/564x/2e/08/45/2e0845bd355ea51f41f19f3d04d0a408.jpg

https://ae01.alicdn.com/kf/HTB1J2xpKFXXXXayXpXXq6xXFXXXU/Mulheres-por-atacado-bombas-de-sand-lias-de-salto-alto-azul-plataforma-moda-casual-sapatos-de.jpg_640x640.jpg

Oliver e Felicity saíram do carro depois de verificarem que não tinha nenhum jornalista na área. Felicity estava aliviada, ela não pôde se despedir dos filhos do jeito que gostaria, mas pelo menos poderia dar as “boas-vindas”. Ela olhou no relógio dourado de pulso, seus filhos chegariam em quinze minutos, se o ônibus não se atrasasse. Ela olhou em volta, alguns pais já chegavam. Oliver pegou na mão dela.

E aí, amigos? – Tommy se aproximou com a esposa. – Aproveitaram a tarde? – Pergunta malicioso. Oliver revira os olhos e Felicity desvia os olhos, envergonhada.

Tommy, porque você se importa tanto com a minha vida sexual?

Eu não me importo.

Não é o que parece. – Retrucou. – E só para saber... Sim. Eu aproveitei. – Felicity corou. Não gostava de falar sobre sua intimidade.

É, eu imaginei que sim. Já que desligou na minha cara. – Diz, emburrado. Oliver riu.

Você estava me atrapalhando. – Laurel revirou os olhos. – Eu acho que você não me deixa em paz, e me liga nas piores horas do mundo, porque não tem tido “vida sexual”.

Oliver. – Felicity o repreendeu.

Quem disse? – O sorriso debochado de Tommy irritou Laurel.

Tommas. – Laurel o repreendeu.

Só estou dizendo a verdade. Você não sabe, Ollie, mas as grávidas ficam com a líbido triplicada.

Tommy. – Laurel corou. – Meu Deus, me perdoa se eu matar meu marido? – Tommy e Oliver riram.

Isso é sério?

Ah, como é sério. – Felicity sussurrou. – Eu passei por um inferno nessa época.

Ah, então...

Se você me fizer essa pergunta que eu estou pensando, eu vou te dar um soco. – Tommy jogou as mãos para o alto. Oliver sorriu, abraçando-a por trás.

Você se tocava? – Sussurrou e ela corou.

O Oliver perguntou, não foi? – Laurel deu uma cotovelada no marido. – AI.

Pare de ser indiscreto. Meu Deus. Será possível? E por que você quer saber se ela... – Se interrompeu propositalmente.

Com ciúmes, amor? – Laurel cruzou os braços e ficou séria. – É só uma brincadeira, Laurel. Só estou provocando. – Ele a abraçou.

Vamos mudar de assunto? – Felicity pediu. – Laurel, você não me disse se ela já tem nome. – Elas se olharam.

Nichole Megan Merlyn. – Diz com um sorriso.

Megan... Meu “Megan”?

Bom, sim. Nós não sabíamos onde você estava, então... – Felicity sorriu. – Eu queria ter dito antes, mas foram tantas coisas...

Eu fico feliz pela “homenagem”. – Laurel quem sorriu dessa vez.

Apesar de que eu tenha medo da minha filha ser muito nerd.

Melhor do que ela ser peste. – Oliver e Laurel riram.

Poxa, Lis, pegou pesado. – E ela riu. – Eu e Laurel temos um convite para fazer á você.

Á mim?

Era para você ser a madrinha do Lyon, mas aquilo tudo aconteceu e...

Sério? – Felicity o interrompeu. – Eu seria a madrinha dele?

Sim. Nós faríamos o convite naquele dia macabro. – Laurel diz, revirando os olhos. – Mas como Tommy disse, aquilo tudo aconteceu e Sarah acabou sendo a madrinha dele. – Laurel olhou para o marido.

Nós queremos que seja a madrinha da Niki.

Sério? – Pergunta animada. Eles assentiram. – Eu vou amar.

Oliver já aceitou ser o padrinho dela, então...

Sarah não vai...

Não. Nós falamos com ela e ela está super de boa.

Então eu aceito. – Diz animada. Laurel sorriu. – Eu nunca pensei nisso quando descobri sobre os gêmeos.

Normal. Você esteve longe de nós... – Ela assentiu.

Ei, eu soube que Moira esteve com vocês hoje.

Infelizmente. – Oliver suspirou. – Eu tive que mandar ela para fora da minha empresa.

Ela queria que eu assinasse um documento.

Não me diga que... – Tommy se interrompe.

Isso mesmo. Pós-nupcial. – Laurel balançou a cabeça. – Eu já esperava por isso.

Não assinou, né? – Olhou para a amiga.

Não. Oliver não deixou.

E fez muito bem. Isso é ridículo. – Tommy bufou. – Nem meu pai fez essa estupidez com Laurel. Moira não cansa de fazer cena?

Por falar em cena... – Oliver sorriu. – Felicity deu algumas “patadas” nela. – Laurel a olhou, com um sorriso.

Sério? – Olhou para a amiga, surpreso. Ela sorria. – Ah, não acredito que perdi essa.

Nem eu. Eu pagava pra ver.

Foi memorável. Te conto palavra por palavra depois. – Avistou o ônibus chegar.

Eu vou cobrar. – Tommy avisou. – Eles chegaram.

Eles vão separar os grupos antes. – Laurel diz. – Disseram que assim, eles saberiam que os pais os levaram. – Ela explica.

Ei, Barry, Cait. – Felicity os cumprimentou quando viu ambos saírem de um “Fortuner Price, vinho”.

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Vocês quase chegam atrasados.

Eu estava em uma reunião insuportável até agora a pouco. – Barry suspirou, cansado.

Ah, eu entendo. Eu também estive em uma hoje. – Tommy diz, e então, em seguida, ele dá um sorriso malicioso. – Oliver, em compensação, estava aproveitando a tarde com a Felicity. – Felicity e Laurel socaram cada uma em um braço. E ele riu, não se importando com os socos.

Você gosta de provocar, não é?

Esse é o passatempo preferido dele, Barry. – Oliver respondeu.

Laurel deve penar com você. – Cait comentou.

Eu que tenho penado com ela, minha filha. Ela tem tido os desejos mais malucos do mundo. Noite passada ela queria sorvete de choco menta com pasta de amendoim e calda quente de banana. – Todos fizeram uma careta, demonstrando nojo.

Que nojo. – Caitlin e Felicity comentam juntas.

Tenho dó de você. – Barry comenta, fazendo os outros rirem.

E você comeu? – Oliver pergunta.

Ela comeu. – Tommy diz, passando as mãos nos cabelos, parecendo revoltado. – Oliver, a porcaria não durou nem dez minutos no estômago dela. – Revirou os olhos e os outros riram. – Mas fazer o que, né? Se eu não compro essas nojeiras, ela diz que o bebê vai nascer com cara do que ela quer comer.

Minhas vontades têm que ser aceitas, okay? Eu que estou carregando nossa filha. – E os outros riram novamente.

Ah, então esse é o problema. Laurel têm esses desejos de madrugada, e você fica me importunando.

Se eu não durmo, ninguém mais dorme. – Oliver o fuzilou. – Você está reclamando, porque da última vez eu atrapalhei você e Felicity.

Tommy, cala a boca. – Ele riu. – Minha vida “sexual” não é da sua conta. – Ela sussurrou, mas eles ouviram.

Todos mundo sabe que vocês aproveitam que os gêmeos estão na escola para matarem o atraso de seis anos. – E dessa vez até Barry riu. Felicity corou. – Cuidado, hein? Você pode acabar ficando grávida.

Tommy, deixe a vida “sexual” do Oliver e da Felicity em paz. – Laurel praticamente rosna.

Isso aí é inveja. – Oliver diz.

Já disse, Ollie, a líbido das grávidas aumenta. – Ele revirou os olhos. – Como posso ter inveja de você?

E eu tenho que dizer que isso é verdade. – Barry diz. – Aumenta e muito, você não faz ideia. – Caitlin revira os olhos.

Eles se provocam assim o tempo todo, é? – Pergunta olhando para as amigas.

Para você ver o que eu passo. – Felicity resmunga. – E ainda sobra para mim. – As amigas riram.

Já estão liberando as crianças. – Caitlin avisa.

Fiquem aqui, nós vamos lá. – Oliver, Barry e Tommy caminham até onde os filhos estão e não demoram a voltar.

Mamãe. – Felicity ouve ambos os filhos. Brooke estava no colo do pai, enquanto que Bryan abraça a mãe quando chega até ela.

Oi, meus amores. Como foi lá?

Muito legal. Tinha um monte de piscina... – Contou.

A gente foi no tobogã um monte de vezes. – Lyon completa. – A gente pode ir lá de novo? Todo mundo dessa vez?

Claro, querido. Vamos marcar. – Laurel sorriu para o filho.

Mamãe, eu me cortei. – Kitty mostra o pé. Ela estava de chinela.

Como? – Pergunta preocupada.

A professora disse que ela se cortou em um caco de vidro. – Barry responde. – Mas a professora que estava com o grupo dela, cuidou bem rápido. – Caitlin suspirou aliviada. – Pelo que ela disse, Bryan amarrou um pedaço de pano, para ela não perder muito sangue.

Eu tive que ensinar algumas coisas á ele, já que o deixava sozinho com Brooke algumas vezes. – Felicity explicou ao ver as expressões de surpresa nos rostos dos amigos.

A professora estava um pouco longe da gente quando ela se machucou. – Lyon explica.

Por que? – Cait questionou.

O Palmer estava fazendo drama, como sempre. – Bryan revirou os olhos. Oliver sorriu. O filho parecia ele em todos os gestos que fazia. – Mas ela está bem. – Cait sorriu.

Obrigada, querido. – Ele desviou os olhos, e tanto Oliver quanto Felicity perceberam que ele ficou envergonhado.

A gente tá com fome. – Brooke diz. – A gente pode comer no Belly Burger? Todo mundo? – Oliver destravou o carro com a mão livre.

O que acham?

Eles estão comendo muita besteira... – Laurel diz.

Não vai matar eles, Laurel. – Tommy diz. – Nos encontramos lá?

Vamos juntos. Já estamos aqui... – Oliver colocou a filha na cadeirinha.

Vamos por baixo ou por cima.

Por baixo é mais rápido. – Oliver respondeu Barry.

Beleza. Até daqui a pouco. – Ele caminhou com Caitlin para o carro. Tommy ajudou o filho a entrar no carro, enquanto Oliver fazia o mesmo com o filho.

Vê se pisa nesse acelerador. – Tommy provocou.

Vai se ferrar, Tommy.

Oliver. – Ela beliscou o marido. – As crianças.

Foi mal. Me desculpa.

Notas finais
Felicity fez um ótimo trabalho sendo a tradutora, não acham? Ela ainda conseguiu com que o “Alemão” aceitasse o acordo que Oliver propôs. Eu acho que a cena que mais gostaram foi de Felicity “peitando” Moira. Eu amei escrever essa cena. Ria muito enquanto escrevia essa cena. Moira se surpreendeu com a “valentia” de Felicity. Não só ela, como Oliver também. Bom, eu tenho um aviso importante para dar: Eu estarei fazendo uma cirurgia na segunda-feira, não sei quando vou estar boa o suficiente para poder vir postar os capítulos, mas estarei ausente pelo menos duas semanas. Eu espero que não passe disso.