Cross Destination
19 Capítulo Dezenove
Notas iniciais

Oliver estacionou o carro no mesmo lugar onde sempre o fazia, quando chegava na porta da escola. Já tinha vários pais na porta, esperando pelo ônibus que ainda não havia chegado. Seus amigos estavam encostados no carro de Ray, conversando. Felicity saiu do carro ao mesmo tempo que o marido, que travou o carro quando fecharam as portas. Eles cumprimentaram os amigos quando se aproximaram.
Ainda não chegaram? – Oliver pergunta, estranhando.
Ainda não. Mas devem estar chegando. – Tommy deu de ombros. – Como você está? – Felicity desviou os olhos de Cait para Tommy.
Eu estou bem, não se preocupe. – Tommy percebeu que era mentira, ao olhar para Oliver. – E você, Laurel? Eu fiquei sabendo que passou a noite no hospital.
Ah, não foi nada. Foi apenas alarme falso.
Eu levei um susto, pensando que minha filha nasceria hoje.
Não seria anormal a criança nascer antes do tempo, Tommy. Isso é raro, mas acontece.
Eu sei, mas mesmo assim me assustou. Pode ter complicações.
Não terá complicações alguma. – Cait se pronunciou. – Nichole vai nascer completamente saudável. Não fiquem se preocupando atoa.
Foi o que eu disse ao Tommy, mas ele teme que eu entre em trabalho de parto antes do tempo e dê alguma coisa errada.
Isso aconteceu com minha mãe, e a criança acabou nascendo morta, então sim, eu me preocupo. – Ray olha para Tommy, surpreso.
Sua mãe passou por isso?
Passou. Quando eu tinha dez anos, ela ficou grávida... Mas a criança não resistiu quando minha mãe entrou em trabalho de parto no oitavo mês.
Tommy, eu sei que é difícil para você, porque você viu sua mãe passar por uma experiência horrível... Mas eu estou de olho em Laurel e na bebê o tempo todo. E vamos cuidar para que “se” a Niki nascer antes do tempo, ela e a Laurel fiquem bem. Confia em mim. – Ele assentiu.
Não vamos ficar pensando no que pode dar errado, amigo. – Oliver decidi se pronunciar, colocando a mão direita no ombro do amigo. – Vai dar tudo certo.
Vamos mudar de assunto? Eu não me sinto confortável falando disso. – Barry se pronuncia, tendo o apoio de Tommy. – Então... Tudo certo para sexta?
Com certeza. – Laurel diz.
Ela vem mesmo?
Sim, Lis. Infelizmente. – Bufou. – Mas eu ainda não desisti. Eu estou pedindo para que ela tenha um compromisso ou que todos os vôos sejam cancelados. – Eles riram. – Eu não sei se vou suportar a voz insuportável e a cara de embuste dela. Ela nem mesmo chegou e minhas mãos já estão coçando para dar na cara dela novamente.
Cait, por favor, tente se controlar. As crianças vão estar presentes.
Eu sei disso, Bar. Mas se ela fizer qualquer coisa que faça nossa filha chorar, ninguém vai me segurar. Ninguém. – Oliver olhou para Barry.
Ela já fez algo com Kitty?
Sim. Ano passado nós fomos visitar meus pais. Iris estava lá com os dela... Kitty adorava ficar no jardim, brincando com as flores, o cachorro... Iris estava de olho nela, pelo menos foi isso que ela disse que faria... – Suspirou. – De repente eu e Cait ouvimos um choro alto. Quando chegamos ao jardim, Iris estava segurando o braço da Kitty.
Apertando, você quer dizer. – Cait corrigiu. – Iris disse que Kitty queria entrar na piscina. Mas eu não acreditei. Ela tinha medo de entrar sozinha.
Realmente foi estranho. Cait mandou ela largar o braço da nossa filha, e ela o fez.
Vocês nunca descobriram o porque?
Kitty disse que Iris ficou irritada porque ela derrubou o celular dela no chão, quando passou correndo.
Ela machucou uma criança, por causa do celular? – Felicity pergunta, indignada.
Eu tirei essa história a limpo, mas ela negou. – Bufou mais uma vez. – Depois disso, nunca mais deixei minha filha perto dela novamente.
Nem eu deixaria. Que mulher louca. – Laurel diz, tão indignada quando Felicity.
Kitty fica grudada em Cait quando vamos em Central... E eu tenho certeza de que ela não vai gostar nada quando souber que Iris virá nos visitar. – Barry diz, preocupado. O barulho do ônibus chamou a atenção de todos.
É melhor esperarmos para nos aproximarmos. – Laurel diz.
E a Sarah? – Felicity sorriu, olhando para trás de Ray.
Oi, meu amor. – Ela diz, abraçando o noivo por trás. Ray se virou e a beijou.
Oi, amor. Estava com saudades.
Eu também. – Sorriu. – E como foi aqui?
Muita coisa aconteceu, Sah. – Laurel a abraçou. – Uma delas, é que sua sobrinha nos deu um susto.
O que houve? – Se preocupou.
Eu pensei que ela nasceria hoje. Mas foi alarme falso.
Poxa, Laurel, não me mata do coração. Pensei que fosse algo ruim. – Olhou para Felicity. – Eu já estou sabendo do que houve.
Podemos não falar sobre isso? – Oliver pede, olhando para a amiga que assente.
Então, como foi lá? – Pergunta, abraçando a noiva de lado, pela cintura.
Eu só fiquei observando eles de longe, mas se divertiram bastante. E, para a tranquilidade de todos, nada muito preocupante aconteceu. Kitty e Brooke reclamaram um pouco dos mosquitos, mas nada que os professores não tenham conseguido resolver.
Eu imaginei que algo assim aconteceria.
Ah... Cait, a Kitty teve uma reação alérgica.
O que? Como assim reação alérgica? – Pergunta, preocupada assim como o marido. – Reação alérgica a quê?
Á uma frutinha que as crianças encontraram quando estavam fazendo trilha. A professora não percebeu quando elas começaram a comer, mas as outras crianças ficaram bem, só Kitty passou mal. – Sorriu. – Precisavam ver a coisa mais fofa do mundo. – Eles arqueiam as sobrancelhas com o comentário. – Bryan todo cuidadoso, e preocupado. – Felicity sorriu. – Eu queria ter tirado uma foto, mas estava longe demais.
Sarah só você mesmo. – Laurel diz rindo. – Kitty passando mal, e você achando fofo a reação de Bryan?
Mas gente, vocês precisavam ter visto. Ele fez ela se sentar no chão, e ajudou ela a se acalmar. Ele pedia para ela respirar devagar, pegando nas mãos dela, tentando tranquilizá-la... Ah, eu queria colocar aquela cena em um potinho. – As mulheres riram.
É. Acho que não é só o Oliver que vai ter que tomar cuidado com a princesinha, não. – Tommy diz rindo, e Ray o acompanhou ao perceber a provocação. – Logo sua filha também vai ter um namoradinho, Barry.
Namoradinho o escambau. – Cait bateu em seu braço, mas ele não se importou. – Ela tem seis anos. Seis.
E daí? Eu tive uma namoradinha aos dez, sabia?
Você era a perversão ambulante desde criança, Tommy. – Retrucou. – E ninguém vai namorar a minha filha.
Ah, eu já shippo. – Barry arqueou as sobrancelhas. – Assim como eu shippo Brooke e Lyon. Eles são fofos demais. – Oliver quem arqueou as sobrancelhas dessa vez. – Eu queria ter gravado os momentos fofos.
Eu queria não ficar sabendo que teve momentos fofos. – Oliver diz, tendo Barry de apoio.
Ah, larga de serem chatos. – Laurel diz, revirando os olhos.
No primeiro dia, Kitty e Brooke estranharam, e ficaram com medo. Elas não queriam dormir sozinhas de jeito nenhum. E como Killian já estava dormindo, Bryan e Lyon ficaram com elas até elas dormirem. Foi tão fofo.
Na mesma barraca? – Barry pergunta ao mesmo tempo que Oliver.
Não. Em cima da árvore. – Ironizou, fazendo os outros rirem. – É claro que era na mesma barraca. Elas estavam com medo.
Eu não estou acreditando que isso está acontecendo.
Eles são apenas crianças, não fiquem tão preocupados com isso.
Isso não quer dizer que quando cresçam não aconteça. – Sarah completa a frase da irmã, e Tommy e o noivo começam a rir. – Imaginem eles namorando? Será a coisinha mais fofa do mundo. Eu já estou torcendo desde já.
Você é louca. Minha filha não vai namorar tão cedo.
Muito menos a minha.
Ah, tenha santa paciência... – Cait diz, revirando os olhos. – Quando for a hora, minha filha vai namorar sim. Você não vai colocar ela em uma bolha. – Apontou para o marido com o dedo.
Digo o mesmo, Oliver. Nem pense que vou deixar você fazer isso com a minha filha. – Os homens cruzaram os braços.
Eu vou rir tanto quando isso acontecer. – Tommy diz, rindo.
Você já está rindo. – E o outro riu ainda mais. – Lembre-se que você também terá uma filha, Tommy. Vai passar pelo mesmo que nós, não se esqueça disso.
Ela ainda vai demorar muito para ter um namoradinho, não preciso me preocupar com isso agora. Já vocês... – Riu novamente. – Não falta tanto tempo assim.
Vocês são terríveis. – Ray balançou a cabeça. – Deixem Barry e Oliver em paz. E vocês... – Olhou para os amigos que estavam lado a lado. – Estão se preocupando atoa. Suas filhas ainda têm seis anos...
Isso porque você não tem uma filha. – Barry retrucou.
Vamos buscar as crianças? – Sarah decide dizer, desconfortável. Felicity, Laurel e Cait percebem, e estranham.
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Mamãe. – Kitty e April abraçam as mães. – Ficamos com saudades.
Eu também, meu amor. – Dizem juntas.
Como foi lá? – Laurel pergunta, depois de beijar o rosto do filho.
Foi muito legal. – Os garotos dizem juntos.
A gente fez trilha. – Killian diz.
E conheceu um monte de árvore legal.
E tinha frutinhas que eu nunca tinha visto, mamãe. – Bryan completa a frase de Lyon.
Mesmo? Eu fiquei sabendo que comeram algumas.
Sim, mas a Kitty passou mal com uma delas. – O menino olhou para a ruivinha.
Foi muito ruim, mamãe. Eu não conseguia respirar direito.
Eu sei, querida. – Beijou os cabelos da filha. – Mas ficou tudo bem, né?
Uhum. – Ela balança a cabeça. – O Bry ajudou. – Sarah sorriu ao ver a careta de Barry. – Demorou muito passar.
Foi assustador, mamãe. – Brooke diz. – Ela ficou vermelhinha, igual eu fiquei aquele dia. – Oliver olhou para a esposa.
Brooke já teve reação alérgica?
Sim. Ela comeu um biscoito de amendoim. Estava sozinha com Bryan, enquanto eu trabalhava, mas ele conseguiu resolver a situação, não é, amor? – Ele assentiu.
A mamãe já tinha dito para chamar a vizinha se acontecesse alguma coisa. Ela que disse o que eu tinha que fazer para ajudar a B.
E por isso você conseguiu ajudar a Kitty, não é? – Sarah diz e Ray a olha. – Não acha fofo, Barry?
Você adora uma provocação, não é? – Ela ri, e as crianças não entendem nada.
Agente está com fome. – Killian diz. – E queremos sorvete.
O que querem comer antes? – Eles sorriram de orelha a orelha.
Ah, que pergunta idiota, não é, Lis... É claro que eles querem Belly Burger.
Isso mesmo, mamãe. Podemos? – Lyon fez aquela carinha que ninguém conseguia resistir, e com um suspiro Laurel assentiu.
Ótimo. Porque eu também estou morrendo de fome. – Tommy diz, fazendo os outros rirem. – Sério. Eu tive que comer comida de hospital, hoje.
Hospital, papai? Por que? – Ele viu a preocupação nos olhos do filho.
Nada demais, campeão. Sua irmãzinha quase nasceu hoje... Mas não foi sério.
Mas ela está bem, né?
Está sim, querido. – Diz, sorrindo. – Não se preocupe.
O que você acharia de ganhar um irmãozinho, Killian? – Felicity pergunta para a criança, mas com os olhos na amiga loira, que arregalou os olhos assim como Ray. Sorriu e desviou os olhos para o mini Palmer.
Uma irmãzinha? – Ela assentiu. – Ia ser bem legal.
Não é? Quem sabe você um dia não ganha uma? – Cait e Laurel viu a animação do menino, ao contrário de Felicity que sorriu ao ver a cara de espanto da amiga.
Então, vamos comer? – Ray decide dizer, mudando de assunto. Killian o olha. – Ah, seu avô ligou, disse que queria falar com você assim que chegasse.
Ah... A gente liga depois, tá, papai? – Sarah saiu do “transe”, e olhou para o enteado. Ele tinha ficado estranho de repente. Ray também percebeu, e era isso que ele queria, quando comentou sobre o avô. Saber a reação do filho. Agora tinha certeza de que seu pai estava pressionando Killian de alguma forma.
Tudo bem. Ligamos quando chegarmos em casa.
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Kitty estava grudada na mãe desde que os pais disseram que a “tia” Iris visitaria eles naquele dia. Ela não gostava da mulher, tinha medo, e por isso não queria sair de perto da mamãe, mas como Cait estava fazendo o almoço com a ajuda de Laurel, Kitty grudou na tia Felicity. Mesmo que os amigos estivessem brincando, ela e Brooke ficaram na sala, perto de Felicity, assistindo TV. Como a amiga não quis brincar, Brooke preferiu ficar com ela. A campainha tocou, e Kitty se levantou, grudando as mãozinhas em volta da perna da tia. Felicity olhou para baixo, enquanto colocava a mão nos cabelos ruivos.
Oi, Bar. – Todos que estavam na sala, ouviram a voz. Iris entrou na casa, abraçando Barry. – Eu estava com saudades.
Fez uma boa viagem?
Foi ótima. – Sorriu. Barry a acompanhou até a sala, já que ela já andava em sua frente. – Você está com convidados.
Sim, são nossos amigos. Tommy Merlyn, Sarah Lance, Ray Palmer... – Diz enquanto apontava, e os outros diziam “prazer”. – E eles são Oliver e Felicity Queen.
É um prazer conhecer vocês. – Sarah e Felicity se olharam, tinham achado aquele sorriso muito falso. – Eu já li muitas coisas sobre você nas revistas. Não sabia que você era amigo dele, Bar.
Faz pouco tempo que nos conhecemos.
Sei tudo sobre você. Soube principalmente que você tem dois filhos. Gêmeos.
Sim, nós temos. – Ele responde. Felicity revirou os olhos. A “irmã” do Barry era uma tiéti? Era só o que me faltava, ela pensa.
Oi, pequena. – Olhou para a garotinha que estava grudada nas pernas da loira; – Não vai me dar um abraço? – Kitty abraçou ainda mais forte a tia.
Quer alguma coisa, Iris? – Pergunta. Ele não iria obrigar a filha a abraçá-la. Laurel apareceu no cômodo, fazendo Iris olhar para ela
Não, obrigada. Olá.
Ela é Laurel Merlyn, é esposa do Tommy.
Oh. É um prazer. – Laurel apenas balançou a cabeça. – Sua filha está enorme. Linda. – Se volta para o amigo.
Sim, elas está.
E a Cait? – Laurel arqueou as sobrancelhas ao ouvir o apelido sair da boca da outra. – Onde ela está?
Está terminando o almoço.
Por falar nisso, deixa eu voltar para a cozinha para ajudá-la. – Laurel saiu, já não aguentando a voz da “irmã” de Barry.
Vocês são daqui?
Sim, nós somos. – Sarah responde.
E aquela criança?
É nossa filha. – Felicity responde, olhando para Kitty, enquanto passava a mão nos cabelos sedosos. Ela estava com medo, nem mesmo olhava para a Iris. – Quer brincar no jardim? Eu vou com você. – Ela olhou para a tia e assentiu. – Vem, Brooke. – A filha correu para pegar na outra mão da mãe.
Sua filha se parece muito com você.
Na verdade, ela se parece mais com a minha esposa, ao contrário de Bryan.
Bryan?
Irmão gêmeo da Brooke. – Tommy respondeu no lugar do amigo, enquanto se sentava no sofá.
Ah, então esses são os nomes. Não disseram nas revistas. – Ela comenta, se sentando na poltrona.
Eu não gosto de expor meus filhos. Eles já tinham fotos, eu não precisava dar os nomes também. – Ela assentiu, antes de olhar para Tommy.
E você, é seu primeiro filho? – Pergunta, ao se lembrar da grávida.
Não, eu tenho um menino de seis anos.
O Barry antes de se casar não queria ter filhos.
Eu nunca disse que não queria, Iris. – Ele retrucou. – Disse que não estava pronto.
Para mim dá no mesmo. Mas a Cait ficou grávida então...
Eu não me casei com ela por causa da gravidez. – Voltou a retrucar ao perceber o que a “amiga” estava fazendo. – Você acha isso, mas não é verdade.
Barry contou para vocês que ele era completamente apaixonado por mim? – Barry balançou a cabeça. Sarah olha para o noivo, que pega na mão dela, em um pedido mudo, para que ela não dissesse nada.
Sim, ele contou. – Cait que havia ouvido a pergunta, se aproxima da sala.
Ele não desgrudava de mim. – Diz sorrindo. – Vivia querendo minha atenção. Eu não imaginei que ele contaria para vocês sobre isso.
Por que ele não contaria? – Caitlin caminha até onde o marido estava sentado, colocando uma das mãos no ombro direito dele. – Ele se casou comigo, teve um filho comigo... Não sente mais nada por você.
Olá, Cait.
Eu prefiro que me chame de Caitlin. – Sarah sorriu. – E também gostaria que não começasse a fazer insinuações.
Que insinuações eu estou fazendo? Estou dizendo que ele foi apaixonado por mim. – Deu de ombros. Sarah franze o cenho, chamando-a de falsa, mentalmente. – Vocês dois só se aproximaram porque eu estava namorando o Eddie.
Iris. – Barry não queria que as duas começassem a discutir.
O que eu disse de errado, Bar? Você não se aproximou dela por causa disso? Eu ainda acho que vocês nem mesmo teriam ficado juntos, se eu não estivesse namorando.
Ele teria percebido mais cedo ou mais tarde que você não serviria para ele.
O que quer dizer com isso? – Pergunta, não gostando do tom da outra.
Vamos parar, okay? – Suspirou. – Iris, você disse que veio matar as saudades, ótimo. Mas não comece a provocar. Você não gostaria de ouvir nada desse tipo, se estivesse no lugar da Cait, então pare.
Bar, eu não estou tentando humilhar ela, ou nada do tipo. Só fiz um comentário. Mas se isso a incomoda tanto, é porque não confia em si mesma. – Cait riu, debochadamente. Felicity entrava no cômodo no mesmo momento.
Querida, eu não confio é em você. – Sarah e Felicity viram o rosto, segurando uma risada. – Ou você acha que eu me esqueci do que fez no meu casamento?
Até hoje com aquilo? Foi um beijo de amigo. Eu que deveria me sentir humilhada, afinal você me estapeou na frente de todos.
Beijo de amigo? – Debochou. Barry passa a mão na testa, sabendo onde aquilo levaria.
Olha, se uma “amiga” do Oliver beijasse ele, também levaria na cara. – Iris olha para a loira. – Sinceramente, você não acha que foi um pouco baixa, não?
Felicity. – Oliver a repreende, e ela dá de ombros ao olhar para ele.
Baixa? Eu? – Ela deu uma risada anasalada. – Só por causa de um selinho?
Não foi apenas um selinho e você sabe bem disso. – Cait retrucou. – Você disse que o amava, ou você se esqueceu? Disse para ele me deixar, e se casar com você. No dia do meu casamento, você foi atrás do meu noivo, para tentar fazê-lo desistir.
O Barry te contou isso. – Era uma afirmação. Ela não sabia que o “amigo” tinha contado aquelas coisas para a esposa.
Por que você acha que eu dei na sua cara duas vezes? Você acha mesmo que Barry se casaria comigo, e deixaria isso escondido? Que ele não me contaria? – Barry olhou para Iris, que fazia o mesmo no mesmo instante.
Eu acho que a coisa está esquentando. Por que não mudamos de assunto? – Oliver se pronuncia, tentando ajudar o amigo.
Verdade. Você disse que veio porque estava com saudades do Barry, não é? Então não vai começar a fazer uma cena, ou vai? – Ray completou.
É claro que não. Quem começou foi a Caitlin. – Frizou o nome. Pegando na mão da esposa, pedindo silenciosamente para ela não responder, Barry pedia mentalmente para que aquele dia acabasse logo. – Olha, se vocês não me queriam aqui, era só ter falado. Sua filha nem mesmo me cumprimentou, e você não fez nada, Bar.
Talvez porque ela tenha medo de você? – Ray cutucou a noiva.
Kitty não gosta de você, foi por isso que ela não te cumprimentou. – Cait explica sem se importar com o modo que falava.
Iris, depois daquele dia que você brigou com ela, e pegou no braço dela... Ela começou a sentir medo de você.
Mas eu não fiz na maldade.
Mesmo que não, o que eu duvido... – Iris olha para Cait. – Ela desde aquele dia treme, só de saber que você vai estar no mesmo ambiente que ela. E por isso Barry não a obrigou a te cumprimentar.
Ela não precisa se aproximar de mim, mas... – Foi interrompida por Laurel.
Cait, eu desliguei o forno.
Obrigada, Laurel. – Se virou para os amigos. – Vamos almoçar?
Você ainda quer que eu fique? – Debochou, provocante. Barry balançou a cabeça.
Você quer que eu responda?
Okay. – Arrastou a voz ao dizer a palavra. – Iris, vamos comer em paz, está bem?
Eu vou buscar as crianças. – Ray diz, se levantando.
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Que almoço, hein? – Tommy comenta ao se sentar ao lado de Barry. – Sua amiga não tem desconfiômetro? – Iris tinha ido ao banheiro, então eles estavam sozinhos com as esposas.
Ela não se cansa de fazer insinuações.
Ainda bem que ela não fez nada durante o almoço. Por causa das crianças.
Mas ficou pesado. – Os outros concordaram com Ray.
É claro que ficou, a Cait estava querendo voar no pescoço da Iris. – Barry diz. – Pedi para se controlar.
Como é que você quer que eu me controle, se ela está me provocando? – Barry suspirou, sabendo que a esposa estava certa.
Ela faz isso sempre que se veem?
Faz. Tem dia que é pior. Vocês ainda não viram, mas normalmente ela gruda no braço do Barry, e só solta quando vai embora ou nós vamos embora.
Eu já tentei falar com ela, mas não adianta.
É claro que não. Ela quer me atingir. – Revira os olhos.
Eu passei poucas horas com ela, e já não suporto mais. – Sarah diz, balançando a cabeça. – Mulher insuportável.
Nem com a gente aqui, ela segurou a língua. – Felicity estava horrorizada. – Sinceramente, a pessoa que consegue aturar ela, tem que ser um monge. – Eles ouviram passos, e pararam de falar sobre ela.
Sobre o que estão falando?
Sobre a gravidez da Laurel. Está pra nascer. – Laurel colocou uma das mãos na barriga, quando o marido termina de falar.
E o que vai ser?
Uma menina.
Vocês devem estar ansiosos, não é?
Sim, nós todos estamos.
Eu também sonho em ser mãe. – Barry e Cait arquearam as sobrancelhas, juntos. – De preferência uma garotinha, igualzinha a mim.
Coitada dela. – Sarah sussurra, mas só o marido que a ouve.
Normalmente a criança nasce igual o pai, então... – Laurel responde, querendo tentar amenizar o clima.
Ah, eu não me importo. Só quero ser mãe logo.
Eu não sabia dessa sua... Vontade enorme de ser mãe. – Debochou. – Eu lembro que você disse ao Barry, á um tempo atrás, que odiava crianças. – Todos olham de Iris para Caitlin.
Ah, isso faz muito tempo. Eu já sou adulta, Caitlin. – Sorriu falso. – Eu vejo essas crianças em minha volta, e eu tenho uma vontade de ter a minha. Mesmo que não tenha o meu sangue... – As mulheres arquearam as sobrancelhas, enquanto que Oliver, Ray e Tommy olham para Barry que parecia fingir não ouvir a conversa.
Mesmo que não tenha seu sangue. – Sarah repete. – Você adotaria uma criança?
Claro, por que não?
Realmente, você ficou muito mais madura, não é? – Debochou mais uma vez, e Barry apertou a coxa da esposa, por cima do pano do vestido.
Você vai embora ainda hoje, Iris? – Barry pergunta, tentando mudar de assunto.
Sim, meu voo sai ás 17h. – Cait sussurrou um “graças a Deus”. – Meus pais mandaram um abraço, assim como os seus. Eles queriam vir, mas estavam ocupados. Mas eles virão no próximo mês.
É, eu estou sabendo. Meu pai me disse.
E quando vocês irão para Central City?
Não podemos sair de Starling por algumas semanas.
O aniversário dos meus filhos está chegando, e a Cait prometeu me ajudar. – Piscou para a amiga. Ela não queria que ninguém soubesse do bebê ainda, em especial Iris West.
Entendo. Mas por que não contrata alguém?
Eu gosto de fazer as coisas.
E eu também, por isso prometi ajudar a Lis. – Completa, agradecendo mentalmente pela amiga ter salvado ela de dizer a verdade.
Incrível. – Debochou.
Então, eu vou ver como as crianças estão. – Antes que Laurel pudesse se levantar, Sarah o fez. Ela não deixaria sua irmã grávida, já quase dando à luz, se cansar. Ultimamente ela tem sentido até mesmo falta de ar.
Eu vou, irmãzinha. – Saiu, sem esperar pela resposta da irmã.
Eu acho bonito esse companheirismo de vocês. Nunca tive isso, nem mesmo amigas eu tive. – Felicity se virou para o marido.
Será por que? – Sussurrou, fazendo o marido segurar o riso.
Eu e Sarah sempre fomos unidas, desde pequenas. Depois conhecemos a Felicity em um acampamento e depois disso, fomos inseparáveis.
Mas eu soube que você ficou sumida por seis anos. Foi o que eu li nas revistas.
Sim, eu fiquei. Aconteceu algumas coisas que me fizeram voltar para casa.
E voltou seis anos depois, com dois filhos? Não acha que foi muita maldade esconder eles do pai?
Iris. – Barry a repreende.
Mesmo que isso não seja da sua conta... – Diz depois de respirar fundo. – Eu e Oliver brigamos, e por isso fui embora. Eu tentei contar pra ele, mas não deu certo.
Não deu certo? Hoje em dia existe internet, sabia disso? – Felicity sentiu uma pressão na perna direita, respirou fundo enquanto fechavas os olhos, e só então respondeu, olhando-a.
Olha, eu vou fingir que não ouvi isso.
E não voltou antes por que? – Insiste.
Isso não é da sua conta, Iris. – Barry se levanta, passando as mãos nos cabelos. – O que aconteceu entre ela e o marido dela, é apenas da conta deles. Pelo amor de Deus, para de se meter na vida alheia.
Eu só fiz uma pergunta. – Retruca. – Eu achei bem estranho ela esconder as crianças dele por seis anos, e voltar do nada.
Olha, eu sei que você é amiga do Barry... Mas eu peço para você não se meter no assunto que não lhe diz respeito. – Oliver diz, fazendo todos olharem para ele. Ele parecia calmo, mas para quem o conhecia, ele estava começando a se irritar. – Você chegou já provocando a dona da casa, e agora está se metendo na minha vida e da minha esposa. O fato dela esconder ou não os nossos filhos, foi resolvido. E você não tem direito de julgá-la, até porque não sabe de toda a história.
Você deu em cima de um homem já casado. – Cait diz. – Não tem porque julgar a Felicity.
Na verdade, você não direito nenhum de ficar se metendo na vida dos outros. – Barry diz. – Vamos mudar de assunto.
Também não precisam ficar tão na defensiva, gente. Não pergunto mais sobre isso. – Bary volta a se sentar. Pedindo a Deus que desse logo o horário que Iris tivesse que ir, porque já estava se cansando mentalmente e fisicamente.
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Barry e Caitlin tinham deixado os amigos na casa deles, e juntos, foram levar Iris até o aeroporto. A mulher queria que o “irmão” a levasse, e por isso Caitlin foi junto. Até parece que ela deixaria os dois sozinhos. Não que ela não confiava no marido, mas com cobra, você tem que ficar com os dois olhos bem abertos. Quando deu a hora de ela ir, cada um dos presentes, deu graças a Deus. Felicity tinha ficado tão nervosa, que ela preferiu ficar alguns minutos com as crianças, para não voar no pescoço de Iris. Agora ela entendia o ódio da amiga pela mulher. Cait e Barry não disseram uma palavra até chegarem em casa.
Você está bem? – Ele pergunta, preocupado.
Estou mais aliviada, por ela ter ido embora.
Me desculpe por isso. – Ela o olhou.
Você não teve culpa, meu amor. Eu só não a suporto. Não dá para ser simpática com ela, Bar. Viu o que ela fez com Felicity?
Eu ainda tenho que me desculpar com ela e Oliver.
Eu entendo que queira fazer isso, mas tenho certeza de que eles dirão o mesmo que eu: Não foi sua culpa. – Ele assentiu. – Você até mesmo pediu para ela parar.
Pelo menos ela parou com as provocações depois daquilo.
Mas não com os deboches, né? – Balançou a cabeça, entrando em casa com o marido atrás. – Gente, voltamos.
Como foi?
Foi tranquilo, graças a Deus.
Olha, Barry, me desculpa, mas eu quase voei no pescoço daquela mulher.
Eu sinto muito pelas provocações, Felicity.
Barry, não foi culpa sua, cara. – Cait sorriu para o marido, como se dissesse: eu disse. – Eu também não devia ter...
Devia sim. – Ele corta o amigo. – Ela precisava ouvir aquelas coisas. Fez bem em fazê-lo. Ela não pararia se você não colocasse ela no seu devido lugar.
Vocês não precisam de inimigo nenhum. Ela serve como mil. – Sarah revirou os olhos. – Minha paciência estava no limite. Se eu não tivesse ido para junto das crianças, teria dado na cara dela.
Acho que cada uma de nós quis fazer isso hoje.
Vocês mulheres são assustadoras. – Tommy diz, descontraindo o ambiente. – A Sarah anda mais assustadora do que antes. Eu estou ficando com medo de você, cunhadinha. – Ela bufou. – Tenho dó do Ray.
Cala a boca.
Sabe o que eu acho que é isso?
Tommy, deixa minha irmã em paz? – Ele ergueu as mãos, em rendição.
Bom, eu acho que depois desse dia desgastante... – Caitlin começa, fazendo com que todos olhassem para ela. – Eu acho que não vamos precisar de muito para capotar, assim que colocarmos nossa cabeça no travesseiro. – E todos não puderam discordar.
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