Cross Destination
5 Capítulo Cinco
Notas iniciais
Antes
Quero que assine um documento para mim.
Que documento? — Eu sabia que não seria fácil fazer ela aceitar, mas que se dane. Quero ela e meus filhos comigo e á salvo.
De casamento. — Ela me olhou surpresa.
Agora
**Felicity**
Eu acho que ouvi errado. — Não acredito. Oliver está mesmo propondo o que eu acho que está propondo?
Não. Nós estaremos casados se você assinar os documentos.
Oliver, isso é ridículo.
Não. Não é. Felicity isso aconteceria se não tivesse fugido...
Vai me culpar agora? — Perguntei o interrompendo.
Não. Estou dizendo que era isso que sempre quisemos. Você sabe que eu não te traí e eu não estou mais chateado por você ter fugido, porque eu sei que se estivesse no seu lugar provavelmente faria algo assim.
Ou coisa pior. — E eu tenho certeza que ele concordava comigo.
É. Ou coisa pior. — Sorri. — Você disse que confia em mim e eu com certeza confio em você. — Apertei nossas mãos. — E eu quero te proteger.
Oliver, você vai me proteger não mostrando meu rosto na mídia.
Você não entende? Quando souberem dos gêmeos, comentários sairão nos jornais. — Realmente, isso não me alegrava, mas...
Que se dane os comentários. — Ele arqueou as sobrancelhas.
Normalmente, eu é que teria falado isso. — Sorri. — Isso tudo é por não querer se casar comigo?
Isso não é um problema para mim. Eu só não quero que ele me encontre.
Felicity, ele já sabe que está aqui. — Engoli em seco. — Eu quero você comigo, o tempo todo. Quero meus filhos por perto...
Eu sei disso. Eu entendo que queira me proteger e aos nossos filhos... — Eu não sabia o que dizer... Eu ainda o amava, mas, as coisas entre nós é tão complicada. Ainda tinha Moira Queen. Não sei quem é meu pior pesadelo, ela ou Cooper. Não. Cooper ganha dela, por pouco, mas ganha.
Felicity. — Eu o olhei. — Você disse que confiava em mim. Quando tudo aquilo aconteceu, mesmo eu tendo raiva de você por ter fugido, tendo raiva de mim por ter aceitado aquela chantagem idiota... Meus sentimentos por você não mudaram. — Meu coração estava batendo tão rápido que eu imaginava se ele estava ouvindo também. — E os seus? Mudaram? — Mordi meus lábios, fazia isso quando ficava nervosa.
Não. — Sussurrei alguns segundos depois. — Não. Eu ainda amo você, Oliver. — Ele sorriu, aquele sorriso que me deixava bamba. — Mas depois de tudo que nos aconteceu... — Ele me interrompeu.
Eu sei que passou muito tempo e que muitas coisas que aconteceram nesse tempo, nos marcou... Mas eu não quero passar nem mais um dia longe de você e dos nossos filhos. Se eu não fizer isso agora, sei que vou me arrepender pelo resta da minha vida.
Eu sinto o mesmo, mas...
Qual o problema? — Qual o problema? Ah, eu não sei, amor... Nossa, faz tempo que não o chamo assim, mesmo que seja no meu subconsciente. Bom, continuando: Eu não sei, amor. Deve ser pelo fato de que eu tenho um louco atrás de mim e que eu posso colocar você em perigo e que se isso acontecer eu nunca vou me perdoar.
O problema é que tem um psicopata atrás de mim. O problema é que eu vou trazer ele para a sua vida também. O problema é que eu tenho medo de você se machucar por causa dos meus erros e... — Ele me interrompeu.
Felicity. Eu estou nisso de qualquer jeito. Ele aterrorizou nossos filhos. E o pior... Mexeu com você. — Meus olhos lacrimejaram. — Eu vou destruir a vida daquele desgraçado, eu prometo isso a você. Nem que seja a última coisa que eu faça. — Não gostei do que ouvi.
Não diga isso. — Me aproximei mais de onde ele estava, nossos rostos estavam muito próximos. — Eu não quero que você se machuque, Oliver.
Você não tem que se preocupar comigo.
Eu deveria ter vindo antes... Te entregado nossos filhos. Eles estariam mais seguros com você. — Lagrimas desciam pelo meu rosto.
Você não tem que se sentir culpada.
Eu fui uma egoísta. Não os queria longe de mim e agora... — Solucei.
Eu te entendo. Eles ficarão bem. Estão bem protegidos, confia em mim. — Passou uma das mãos em meu rosto. — Não quero que se sinta culpada. Eu entendo sua razão... Não chore, por favor. — Apertei minha mão na mão que Oliver tinha no meu rosto, não conseguia parar de chorar.
Então por que eu sinto que acabei com seis anos de vida dos nossos filhos?
Por favor, eu não quero que pense mais nisso. Eu já disse... Vou resolver isso. Confia em mim? — Assenti, olhando-o.
E sobre os jornalistas?
Não se preocupe com eles. Eles não descobrirão nada sobre você.
Os gêmeos. Eu os quero fora da mídia também.
Isso vai ser difícil.
Oliver! — Ele se levantou para se sentar na cama de frente para mim.
Felicity, eles terão o sobrenome Queen e como você disse que quer que eles tenham uma vida normal... Como vou fazer quando virem o sobrenome deles na escola? — Ele estava certo. Droga! Ele percebeu meu desgosto. — Eles ficarão bem. Prometo.
Você me promete que eles ficarão bem? — Ele assentiu, continuando a passar a mão direita em meu rosto. Gostava de voltar a sentir aquele carinho.
É uma promessa. — Suspirei. Não podia negar que ele tinha condições de deixar nossos filhos seguros. — E quanto a você... Ele não chegará perto.
Eu só queria não ter que me esconder.
Não vai precisar. Você será protegida o tempo todo, por isso, não vai precisar ficar escondida.
Mas as pessoas terão perguntas.
Não se preocupe com isso. — Sorriu. — Isso vai acabar. — Eu só pedia a Deus que isso acabasse logo. Não aguentava essa vida cheia de fugas, medo... Fazendo não só a minha própria vida ficar em perigo, mas também os das pessoas que eu amava.
Traga os documentos. — Eu disse segundos depois e ele sorriu novamente. — Eu só quero que tudo dê certo. Entre nós.
Acredite em mim, vai dar certo. Eu não me imagino com mais ninguém. — Mordi meu lábio e então eu o vi aproximar seu rosto do meu. Meu coração novamente passou a bater forte, rápido. Ele me beijou. Depois de tanto tempo e os lábios dele ainda tinha o mesmo gosto. Passei meus braços por seu pescoço, deixando ele aprofundar aquele beijo. Como estava com saudades. Nos separamos por causa do ar. Ele colou nossas testas, eu abri meus olhos e pouco tempo depois, ele abriu os dele. — Sabe por quanto tempo eu fiquei imaginando fazer isso novamente? — Eu sorri.
Não posso dizer que não senti o mesmo. — Mordi novamente meu lábio.
Pare. — Soltei um riso pelo nariz. — Sabe o que isso me faz.
Oliver. — Ele fez "hum" — Eu não quero ser um problema... — Ele arqueou as sobrancelhas, se afastando. — Com sua mãe. Não quero ser novamente um problema entre vocês dois.
Eu e Moira já não estamos bem desde antes de você me deixar.
Eu sei, mas piorou quando resolveu namorar comigo.
E ela vai ter que aceitar que estaremos casados, em poucos dias.
Vai avisa-la? — Ele negou.
Ela não faz mais parte da minha vida. Deixei isso claro quando toda a farsa acabou. Eu ia visita-la, mas sempre acabava em alguma briga. Isso acabou.
Eu sinto muito.
Está tudo bem. Eu tenho Thea, meus amigos... E o mais importante: Você e os gêmeos. — Eu sorri e ele me beijou rapidamente. — Juro que Moira não terá contato com as crianças.
Tem certeza?
Ela nunca gostou de você. — Essa era uma verdade cruel. Não para mim, mas para Oliver. — Se ela quiser voltar a participar da minha vida novamente e quiser entrar na vida dos nossos filhos... Terá que se desculpar com você. — Uma coisa que eu duvido que ela faça.
Oliver, sobre o que houve entre nós... — Ele assentiu para eu continuar. — Nossos filhos não precisam saber o culpado, no caso, culpada.
Não quer que eu conte aos nossos filhos que minha mãe foi a culpada da nossa separação?
Não, por favor. Estamos juntos e isso é o que importa.
Se é assim que você quer que seja... — Deus de ombros.
Quero te contar uma coisa. — Ele esperou. Eu sabia que ele não gostaria do que ia falar, mas precisava contar. Não quero segredos entre nós. Mais do que os que eu me recuso a contar, por enquanto. — Laurel ia conseguir para mim outra identidade falsa. — Ele se levantou, não estava com a cara muito boa.
Como é? — Suspirei. Sabia que ele não gostaria.
Eu ia deixar os gêmeos com você... — Ele aproximou novamente, voltando a se sentar e pegou em meus braços.
Você enlouqueceu? — Me assustei com o jeito brusco que ele falou. — Você ia deixá-los aqui? Você fugiria novamente com identidades falsas? — Praticamente gritou. — Felicity! — Exclamou irado. — Você pode ser presa, pelo amor de Deus. — Rosnou.
Eu sei, ok? — Gritei. — Mas eu estava com medo e não queria que nossos filhos se machucassem. — Coloquei as mãos no rosto, chorando novamente naquele dia. O ouvi suspirar.
Você não precisava passar por isso sozinha. — Ele retirou minhas mãos do meu rosto. — Me desculpa por me exaltar, mas... Sabe o quanto eu me preocupo com você? O quanto eu amo você?
Eu só queria que eles tivessem uma vida normal, Oliver. — Ele me abraçou, escondi meu rosto em seu peito.
E eles terão. — Beijou meus cabelos e se afastou. — Comigo e com você. — Me fez olha-lo, pegando em meu queixo. — Juntos. Sem mais segredos, ok? — Limpou as lágrimas que desciam pelo meu rosto.
Desculpa.
Está tudo bem. Não precisa se desculpar. — Me abraçou novamente. — Vamos esquecer essa história. — Assenti, rodeando meus braços em sua cintura.
**Felicity**
**--** **--**
Felicity e Sarah dormiam tranquilamente. Passava da uma da manhã. Depois que Oliver saiu do quarto, ele avisou a amiga sobre o homem que tinha encontrado mais cedo e pediu para que ficasse em alerta. Oliver resumiu tudo para ela, sabia que ela ficaria curiosa e achou melhor deixa-la a par das coisas. Uma pessoa andava pelo corredor, abrindo as portas, uma por uma, tentando encontrar a pessoa que procurava. Ao abrir outra, percebeu que uma mulher dormia no sofá, entrou sem fazer barulho, caminhou até a cama e sorriu. Ele tinha encontrado. Era ela com certeza. Olhou na foto que estava na sua mão direita e voltou seus olhos para a loira que dormia tranquilamente. Quando ele ia tirar os fios do corpo da mulher, ele percebeu que ela acordava, não se surpreendeu. Rapidamente pegou um pano no bolso, o molhou com um liquido que tinha guardado no outro bolso e colocou em seu nariz. Felicity começou a se debater, tentando se soltar, estava se desesperando, mas ela era forte, aguentava mais tempo do que qualquer um aguentaria e ele tinha jogado todo o vidrinho de 100ml no pano. Ele estava começando a se irritar com a demora dela em voltar a dormir, foi quando sentiu uma pancada na cabeça e soltou a mulher, que começava a sentir a sonolência voltar. Enquanto Felicity desmaiava, Sarah lutava com o homem, ele era bom, mas não melhor que ela. Sarah lhe deu uma rasteira, lhe jogando no chão, o socando várias vezes, só parou quando ouviu um bipe, e segundos depois, outro. Largou o homem no chão e se aproximou de Felicity, ela estava tendo uma parada cardíaca. Sarah se assustou, apertou o botão de emergência atrás da cama da amiga e correu para pegar o homem, ela teria que tirá-lo dali. Rapidamente ela o fez, segundos depois viu médicos entrando no quarto da amiga. Se irritou. O que raios aconteceu? Ele queria matá-la? Ligou para Dig e rapidamente explicou a situação. Eles tirariam tudo o que puder daquele homem. Fechou as mãos em punhos, queria soca-lo mais, mas tinha que voltar para saber de Felicity. Ela esperava Dig no beco atrás do hospital, tinha o arrastado até lá, com certeza tinha hematomas nas costas, mas que seja. Dig chega com mais dois homens.
Que raios, Sarah. — Disse ao ver o homem sangrando.
Ele tentou matá-la. — Dig arqueou as sobrancelhas.
Mas que eu saiba, Cooper a quer viva.
Olha, eu quero saber toda a história. Oliver me deu um resumo, mas não é o suficiente. — Dig viu seus companheiros pegar o homem e colocá-lo no carro.
Eu explicarei depois. Prometo. — Ela assentiu. — Agora você precisa voltar e eu preciso me resolver com aquele cara.
Eu mesma queria fazer isso. — Rosnou. — Mas você está certo. Felicity vai precisar de mim. Espero que tenham conseguido voltar o coração dela. — Dig se assustou com o que ela disse.
Como é?
Eu não sei o que houve direito. Quando vi ele estava em cima dela, tampava o nariz com um pano. — Mostrou um saco de plástico transparente e dentro dele o pano. — Leve com você.
Ele pode ter jogado muito.
Ela não respirava.
Ela ficará bem Sarah. Agora, eu tenho que ir. Me liga assim que souber de algo. — Ela assentiu e o viu sair. Caminhou de volta para o hospital e viu Caitlin no quarto de Felicity, assim que entrou.
Caitlin. Como ela está?
Ela ficará bem. — Suspirou. — Seu coração parou por quase 10 minutos. — Ela estava aliviada, assim como Sarah. — Onde você estava?
Tive que sair para avisar... Oliver. — Se lembrou do amigo. Tinha que ligar para ele. — Vocês descobriram o que houve?
Não. — Duas enfermeiras entraram no quarto. — Elas a levarão para fazer os exames necessários, ok? — Ela assentiu. — Assim que tudo terminar ela volta para esse quarto. Me espere na sala de espera, está bem?
Obrigada, Cait. — A mulher assentiu e saiu. — Meus Deus! — Ela tremia. Se não tivesse acordado, o que teria acontecido com Felicity? Teriam levado ela? Não. Esse não seria o pior. Se o coração dela parasse com ele a levando do hospital... Ela não sobreviveria. — Tenho que ligar para o Ollie. — Pegou o celular e discou o número dele. Com certeza ele ficaria desesperado.
**--** **--**
Sarah! – Olhou para trás. Estava esperando-o na sala de espera. – E então?
Ela está bem. Cait disse que os resultados ainda não saíram, mas que vão leva-la para o quarto. – Ele se aliviou. – Vai nos chamar quando ela voltar para o quarto. — Ele assentiu.
Me conta essa história direito. – Ela se sentou.
Estávamos dormindo. Eu não senti presença alguma, mas ouvi um barulho estranho e acordei. Quando olhei para a cama da Felicity, o cara estava em cima dela, com um pano tampando seu nariz, me aproximei sem chamar sua atenção e o acertei na cabeça, mesmo assim o desgraçado não caiu desmaiado, lutamos por segundos, até eu conseguir derruba-lo no chão. Consegui desmaia-lo e então eu ouvi bipes. O coração da Felicity estava parando. Chamei ajuda e levei o cara para o beco. Dig já está com ele.
Sabia que deveria ter mandado os caras começarem hoje. – Passou as mãos pelos cabelos. – Aquele homem... Não me sai da cabeça. Ele perguntou por ela. Eu sei que estava procurando por ela. Filho da puta.
Bom, você me disse que um cara está atrás dela e que mandou os capangas. Era claro que não desistiriam. – Oliver não pode discordar. – Mas por que ele tentou matá-la?
Talvez não tenha sido de propósito. O tal de Cooper a quer viva.
Oliver, isso está pior do que eu imaginei. Esse cara era um incompetente. Sabia lutar? Mais ou menos..., mas ele podia ter matado ela. A quantidade de clorofórmio que ele a colocou para cheirar... — Estremeceu.
Com certeza, não foi de propósito. – Suspirou, bagunçando os cabelos. – Esse cara não vai descansar até pega-la.
Dig mandou seguranças, chegaram alguns minutos antes de você.
Eu os vi. Também percebi alguns disfarçados. – Ela assentiu. Caitlin se aproximou, chamando a atenção deles. – Como ela está?
Está bem. Foi algo estranho e muito perigoso, mas está bem. – Eles se olharam. – Um de vocês vão me explicar o que aconteceu. Como foi que Felicity inalou uma quantidade absurda de clorofórmio?
Caitlin... – Sarah foi interrompida.
Eu não quero mentiras. Tem algo estranho acontecendo e eu sei disso. – Novamente os amigos se olharam. – Foi perigoso. Ela poderia ter realmente morrido. – Aquilo fez ambos estremecerem.
Onde ela está agora? – Oliver perguntou.
No quarto. Vai demorar a acordar, mas nada muito preocupante. Como eu já disse: Ela está bem. – Eles ficaram aliviados. O que Oliver queria naquele momento, era ver a noiva. – Mas eu continuo querendo saber a verdade. E agora. – Oliver suspirou.
Será que podemos conversar sobre isso em outro lugar? – Ela assentiu.
Me acompanhem, por favor. – Acompanharam a mulher até a sala dela, entraram e se sentaram no sofá que tinha ali. – Não me escondam nada. Isso que aconteceu no meu turno pode acabar com minha carreira. Até porque eu não coloquei no prontuário dela que ela tinha inalado clorofórmio.
Por que?
Porque eu preciso saber o que está acontecendo antes. – E então Oliver e Sarah começam a lhe contar.
**--** **--**
**Oliver**
Quando meu celular tocou ás 3h45min da manhã, não imaginei que seria Sarah me ligando para me contar que tentaram matar minha noiva. Fiquei tão desesperado que disse um chego em dez minutos enquanto vestia minha camisa, desliguei meu celular, peguei minhas chaves e corri para fora do meu apartamento. Não consigo imaginar como ela deve estar. Sarah disse que ela ainda se encontrava inconsciente, mas eu só pensava, que quando ela acordasse, com certeza não estaria bem. Se eu tivesse colocado os seguranças ontem mesmo... Eu só não entendo por que ele tentaria matá-la, o tal de Cooper a quer viva. Será que tinha sido um acidente? Mesmo depois de falar com Sarah e contar tudo para Caitlin, ainda estava preocupado com Felicity. Estava sentado a mais de uma hora, na poltrona, segurando sua mão, esperando que ela acordasse. Sarah tinha me deixado com ela e saído para resolver com Dig o problema do cara que quase matou Felicity. Suspirei. Só fico imaginando o que teria acontecido se Sarah não tivesse despertado. Apertei minha mão na dela. Meu celular tocou e rapidamente o peguei.
Alô. – Disse, olhando para minha noiva.
Oliver. — Arqueei as sobrancelhas, era raro ela não me chamar pelo apelido. — Eu te liguei no apartamento.
Não estou lá. Estou no hospital com Felicity.
O que houve?— Ela estava preocupada.
Teve um problema, mas ela já está bem. – A ouvi suspirar, aliviada.
Que bom. Eu liguei porque Alissa me ligou dizendo que vai se atrasar, a mãe dela foi internada.
Novamente? – Me preocupei. – Mas ela está bem?
Ela só disse que ainda não sabia como a mãe estava.— A mãe dela tinha câncer. Foi diagnosticado quando Alissa tinha 11 anos. A mulher tem lutado desde então, mas praticamente vive no hospital. Era cruel ver como isso afetava a garota que trabalhava para mim, afinal ela tinha perdido o pai a dois anos, em um acidente de carro.
Me faz um favor, liga para ela e avisa que ela não precisa ir hoje.
Ela disse que já tinha faltado quase uma semana.
Mesmo assim. A mãe dela precisa dela. Eu vou pedir para a Rasa ir pra lá, ficar com a garota nova que vai limpar meu apartamento. – Ela assentiu. – Eu ligaria, mas estou com a Felicity...
Não se preocupe. Eu faço isso.— Agradeci. – Ah, eu conheci os gêmeos. – Sorri, sua voz estava animada. – Estou completamente apaixonada por eles. Bryan é um pouco... Carrancudo, vamos dizer... Me lembrou de você. — Revirei os olhos.
Ele está irritado. Me encontrei com eles no dia anterior e ele gritou comigo.
Ollie.— Sua voz ficou penalizada.
Não posso culpa-lo. – Suspirei. – Está tudo bem. Não vou me afastar só por ter ouvido gritos de um garoto de seis anos.
Mas isso te machucou, certo?
Não posso dizer que não. Ouvi-lo dizer que não precisava de mim... Não foi nada fácil, mas eu o entendi. Eu nunca estive por perto, ele passou por coisas com a irmã e a mãe e... Por algum motivo me culpa por isso. Eu preciso de tempo e isso serve para ele também.
Espero que dê tudo certo. — Eu também esperava por isso. – Brooke é mais parecida com Felicity. Estava no quarto que Laurel preparou para eles e ela começou a falar... Apesar de estar tímida no começo, ela não parou de falar um minuto, depois que se sentiu menos arredia. — Eu sorri. E então me lembrei do momento que tive com ela, breve, mas especial para mim. Me lembrei do seu pedido, precisava arrumar um quarto para eles.
Thea, quero te pedir uma coisa. – Ela disse “hum”. – Preciso que decore um quarto para eles.
Eu vou amar fazer isso.— Sorri novamente com sua animação. – Juntos ou separados?
Eu realmente não sei. O que você acha?
Ah, pelo que eu percebi, eles fazem tudo juntos. Onde um vai, o outro vai atrás. E eles dormem juntos lá na Laurel. Achei fofo o jeito que Bryan cuida da Brooke. Me lembrou, novamente, você cuidando de mim.— Sorri novamente. Eu e Thea éramos assim, grudados um no outro. Mesmo com a distância de idades, Thea nunca gostava de ficar sem mim. Sempre que ela tinha pesadelos, era para a minha cama que ela corria.
Faça como você achar melhor.
Já está sendo maravilhoso ter sobrinhos.— Não tinha ironia em sua voz. – Sabe por quantos anos eu quis ter sobrinhos para eu mimar?
Você tinha e ainda têm o Lyon.
Claro. Tommy me salvou, já que você não quis me dar um.— Bufei.
Bom, agora você tem dois a mais. – Ela riu. – Eu preciso desligar. Como disse: Estou no hospital. Mais especificamente, no quarto dela.
Tudo bem. Vou começar hoje mesmo a decoração dos quartos. E farei com que esteja pronto o mais rápido possível.
Isso é bom, porque fiz uma promessa á Brooke e eu tenho que cumprir. – Sei que ela ficou curiosa. – Conto depois.
Tudo bem. Até mais tarde, Ollie.— Nos despedimos e desligamos. Prometi a Brooke que ela dormiria no meu apartamento comigo amanhã, mas se o quarto não estiver pronto, ela terá que dormir no meu quarto. Bom, eu não me importava, seria a primeira vez que eu cuidaria de uma criança por mais de duas horas. Cuidei de Lyon uma vez, os pais tinham uma festa da empresa para ir. Estou tão ansioso. Será que é normal não saber como me portar diante de uma criança de seis anos? Eu, sendo seu pai? Espero que sim, porque eu definitivamente, não sei como vai ser quando estiver sozinho com ela.
**Oliver**
**--** **--**
Ela estava acordando quando se lembrou da última coisa que lhe aconteceu antes de desmaiar, por isso se sentou desesperada, com a respiração descompassada. Oliver se levantou e colocou ambas as mãos no rosto dela, quando ela o viu, relaxou.
Está tudo bem. – Sussurrou para acalma-la. Os olhos dela lacrimejaram e ele se sentou na frente dela, na cama. – Não se preocupe... – Ela se jogou nos braços dele, deixando as lágrimas descerem, apertou as mãos em volta do tronco dele e Oliver passou uma das mãos nos cabelos dela, carinhosamente.
Eu... – Soluçou. — Eu pensei que ele... – Se interrompeu propositalmente. A imagem daquele homem lhe dopando não saía de sua cabeça.
Ele não conseguiu fazer nada. – Beijou os cabelos loiros. – Está segura agora. – Ela assentiu. — Estou aqui. — Beijou novamente os cabelos, passando a mão direita nos cabelos loiros e a outra nas costas, acariciando, para que ela se acalmasse. Ela tremia em seus braços.
Como ele conseguiu...? – Se afastou para ver o noivo. – Não entendo.
Os seguranças começariam hoje... – Bagunçou os cabelos pela enésima vez naquele dia. – Me desculpe, deveria ter posicionado eles ontem mesmo.
Está tudo bem, a culpa não foi sua. – Mesmo assustada, estava mais calma.
Sarah conseguiu leva-lo até um amigo meu. – Ela o olhou surpresa. – Eles irão conseguir tirar todas as informações dele.
Como? – Oliver a olhou sério. – Esquece. Não quero saber... – Ele achou melhor assim. Afinal sabia que os amigos fariam de tudo, até o torturariam se fosse necessário. – Eu estava pensando depois que saiu ontem... O que você acha de passar o dia com as crianças? – Decidiu mudar de assunto.
Felicity, eu ia adorar, mas não sei se Bryan... – Ela o interrompeu.
Ele tem que se acostumar com você. – Ele sabia que ela tinha razão. – Seria bom vocês se conhecerem melhor, eles não sabem nada de você... Tirando as coisas que eu contei, mas já faz um tempo. – Sorriu. – Vai ser bom.
Você realmente acha que é uma boa ideia? – Ela assentiu. – E acha que ele vai aceitar sair comigo?
Bryan e Brooke estão sempre juntos, onde um vai, o outro também vai, por isso se você aparecer para levar Brooke para um passeio, Bryan vai acompanha-los.
Tudo bem, então. – Ela sorriu animada. – Você liga para avisar?
Sim. – Mexeu a boca para o lado, se lembrando que estava sem celular.
Eu pedi para que Laurel te comprasse um celular. – Disse ao imaginar o que ela pensava. – Tommy vai trazer quando vier.
Obrigada. – Ele assentiu. – E a Laurel também vêm?
Não. Tommy vêm para ficar com você até Sarah terminar o que tem que fazer.
Oliver, realmente... – Ele a interrompeu.
Nem tente discordar. Ele ficará com você. – Ela fiz um bico que o fez sorrir. – Não quero deixa-la sozinha.
Eu teria os seguranças, não?
Apenas eles, não é o bastante para mim. E eu não os quero aqui dentro com você. – Ela já sabia que essa era a maior razão de Tommy ficar com ela. Pegou o celular que estava no bolso. – Por enquanto, você pode usar o meu. – Ela pegou e procurou o nome de Laurel nos contatos, ligando logo em seguida.
Oliver. – Ouviu a amiga falar na outra linha.
Não, sou eu.
Ah, Felicity. Aconteceu alguma coisa? – Ela estava preocupada.
Não. Estou bem. Eu liguei para lhe pedir um favor...
Claro. O que quiser.
Você poderia arrumar os gêmeos? Oliver vai pega-los daqui a pouco.
Claro. – Ela sorriu. – Que horas?
Tommy tem que chegar aqui primeiro. Ele não quer me deixar sozinha.
Tudo bem. Tommy disse que chega em uma hora. Nós vamos almoçar agora.
Obrigada, Laurel. Nem sei como te agradecer.
Já disse, somos amigas. Não tem que me agradecer. – Ela ouviu o filho chama-la. – Eu tenho que ir, mas estarei esperando Oliver.
Ok. Tchau.
Tchau, Lis. – Sorriu e ambas desligaram juntas.
Tommy vai chegar em uma hora. – Oliver assentiu. – Nervoso? – Ela o conhecia bem, mesmo que passasse anos e mais anos, ela sempre saberia quando ele estivesse nervoso, irritado, desconfiado...
Um pouco. Não sei nem como vou me portar quando estiver com eles.
Como você mesmo. Oliver, eles tem seis anos. – O ouviu suspirar. – Não tem que se preocupar, Bryan só precisa de tempo para se acostumar.
E isso não é um problema?
Não. Porque ele precisa te conhecer. Como ele vai te deixar entrar, se vocês não sabem nada um do outro? – Pegou em sua mão. – Bryan é esperto, você não pode esconder coisas dele, ele vai saber que está mentindo, por isso seja o mais sincero possível quando ele te fizer perguntas.
Isso é o que mais me assusta.
Nunca pensei ver Oliver Jonas Queen assustado.
Nem eu. – Ela riu. – Eu já tive alguns momentos com Lyon, mas ele é meu afilhado. É diferente.
Não. A única mudança é que dessa vez, você estará com seus filhos. E você vai estar ali para fazer perguntas também, para poderem saber tudo um sobre o outro. Com Brooke você não terá problemas, só toma cuidado com Bryan, ele é mais esperto do que aparenta.
Percebi. Ele puxou a sua inteligência.
Ainda bem. Se não ele estaria lascado, não é? – Ela riu. Ele gostou de vê-la rindo, não queria que ela ficasse pensando no que aconteceu algumas horas atrás, e por isso sorriu. Ele adorava vê-la rir
Não posso discordar disso. Eu tinha péssimas notas. – Oliver pegou na mão dela. – Eu tenho uma coisa para te pedir... Na verdade, não é mais um pedido, já que eu já fiz minha promessa e eu tenho que cumpri-la. – Ela assentiu para que ele continuasse. – Vou levar Brooke para dormir no meu apartamento amanhã.
Sério? – Estava surpresa. – Não que eu me importe, mas de onde saiu isso?
Nossa filha me pediu. – Ela sorriu, compreendendo. – Não parece surpresa.
Sabe a quanto tempo Brooke pergunta sobre você? Ela quer te conhecer.
Isso me deixa ainda mais nervoso.
Não tem porquê. Você vai se sair bem. – Ele apertou as mãos nas dela. – E você não precisa me pedir para leva-la, você tem todo o direito sobre nossos filhos. Só peço que me avise, porque sou neurótica. — Ele riu.
Você mesmo se chamando assim?
É. Por causa de tudo o que aconteceu... – Oliver não gostou de como a conversa voltou para aquele cara.
Eu acho que não vou conseguir negar nada a eles. – Voltou ao assunto: Gêmeos. Felicity o olhou sorrindo. – Por isso, não fique chateada se eu mimar os dois.
Se fosse em outro momento eu o repreenderia, mas como você está se aproximando deles agora... Não tem problema. – Ela pareceu se lembrar de algo, pois fez um "ah". – Oliver, eles tem alergias de algumas coisas.
Tipo o que?
Cereja, amendoim, castanha, nozes e frutos do mar.
Eles pegaram as minhas e as suas alergias. Só faltou dizer que eles são alérgicos á abelha. – Ele e Thea tinham alergia a abelha. Quando a Queen menor era pequena, sete anos mais ou menos, ela foi picada por várias e ficou na UTI por vários dias. Quase morreu e foi assim que descobriram que ela era alérgica.
Ah é. Isso também.
Vou tomar cuidado, não se preocupe. – Ela sorriu.
É provável que Bryan não queira que Brooke vá com você, mas ela sabe convencê-lo, então ele com certeza vai com vocês.
Imaginei que iria dizer isso. Bom, seja o que Deus quiser. – Ela riu e logo depois lhe beijou, era para ser um simples beijo, mas Oliver pediu passagem com a língua que foi prontamente atendida.
**--** **--**
Foi mal pela minha demora. – Entrou já se desculpando.
Não tem problema, Tommy. – Sorriu.
Como vai, Felicity? – Se aproximou um pouco da cama.
Estou bem. E você?
Estou ótimo. – Ela sorriu assentindo. — Ollie, você está com uma cara de cansado. — Felicity o olhou preocupada.
Eu não tenho tido um bom sono ultimamente. – Felicity se sentiu culpada. – E isso não é culpa sua. – Se virou para ela, imaginando mais uma vez o que ela pensava. – Isso é por causa da empresa.
O que a Merlyn Global puder ajudar... – O amigo assentiu.
Obrigado. Você trouxe o que eu pedi?
Ah. – Tommy pegou uma caixinha dentro da mochila. Ele tinha trago algumas coisas que os gêmeos pediram para trazer. – Aqui. – Entregou ao amigo. – A Laurel colocou os números. Está tudo certo para ser usado. – Oliver assentiu e entregou o celular para a noiva.
Obrigada, Tommy. – Sorriu.
E eu também trouxe... – Novamente colocou a mão dentro da mochila. – Isso.
Uma caixinha... — Oliver arqueou as sobrancelhas enquanto Felicity sorria.
Isso... – Ela abriu a caixinha. – Eu comprei quando os gêmeos eram bebês. – Olhou para o noivo. – Quando eles tinham... Pesadelos, eu cantava essa música para eles. – Lembranças lhe vieram à mente. — Brooke tinha uma coelhinha de pelúcia que também ajudava nos pesadelos, mas... Ela perdeu quando estávamos fugindo de Central City.
Laurel têm tido problemas para coloca-la para dormir. – Oliver olhou para o amigo, não estava sabendo disso.
Ela só dormia com a coelhinha. – Os homens assentiram. – Bom, obrigada por trazer.
Os gêmeos que me pediram. – Felicity tinha imaginado isso.
E tenho outra coisa também... — Novamente colocou a mão dentro da mochila. – Mas isso é um pouco mais complicado...
O que é, Tommy? – Oliver pegou a revista das mãos do amigo.
Abre a primeira página. – Oliver o fez e então se surpreendeu. – Surpreso? Porque quando minha governanta me mostrou isso, quase caí para trás.
Eles já tem fotos dela? Como eles conseguiram isso?
O quê? – Felicity olhava para os dois, sem entender. Oliver deu a revista a mulher. — Não acredito. Brooke. – Olhou para o noivo. – E você. Aqui.
É. – Suspirou. – Parece que eles conseguiram mais uma foto minha para a revista. Mas dessa vez, têm uma foto de nossa filha.
E não são só nas revistas, Ollie. Jornais, internet... – O amigo balançou a cabeça. Felicity começou a ler.
Descobrimos algo surpreendente sobre Oliver Queen. O Playboy mais cobiçado da cidade e o CEO da empresa multimilionária Queen Consolidated, estava no Hospital Geral de Star, ontem, ás 15h. Ele foi visto com uma criança loira em seu colo e uma fonte muito confiável disse que ele seria "pai" da menina. Vocês não ouviram errado, nosso herdeiro Queen é pai. Descobrimos por essa mesma fonte que ele têm visitado uma mulher, não temos fotos dela ou sabemos seu nome, mas sabemos que ela é a mãe da menina. É isso mesmo que ouviram, Oliver Jonas Queen é pai.
Esperamos ver essa criança na mídia logo. Não só ela, como também a mulher que deu uma herdeira aos Queen.
Eles sabem até de mim, Oliver. – Ela diz, assustada.
Não se preocupe. – Se sentou do lado dela, na cama. – Eles não terão fotos suas. Prometo. – Olhou para o amigo.
Felicity, seu quarto está sendo vigiado. – Ela assentiu, mesmo temerosa.
Diz mais alguma coisa aí? – Ela negou. – Eles não vão me deixar em paz por causa dessa notícia. – Bufou.
Sua mãe também não. – Felicity estremeceu. – Foi mal. Não precisamos tocar no assunto Moira.
Obrigado. – Oliver não se importava com o que ela pensava.
Quem será essa fonte? – Eles deram de ombros. – Brooke se parece muito com você, claro que eles iriam juntar um mais um, igual a dois. – Suspirou.
Eles ficarão bem, não se preocupe. – Ela assentiu. Decidindo mudar de assunto, ela se lembrou de suas coisas. Coisas importantes que estavam dentro do carro.
Eu estava pensando... – Se pronunciou depois de alguns segundos. – Vocês estão com minha mala, certo? – Tommy assentiu.
Por que?
Porque tem coisas importantes lá dentro. – Tanto Oliver quanto Tommy arquearam as sobrancelhas. – Álbum de fotos dos gêmeos, por exemplo.
Oh. Eu e Laurel preferimos não mexer nas suas coisas. – Ela assentiu.
Achei que... Você iria querer ver. – Oliver que olhava para a caixinha de música, voltou seus olhos para ela.
Eu? — Ela sorriu e o olhou como se dissesse: Quem mais?
Você pode pegar com Laurel. – Tommy sorriu, olhando para o amigo.
Ou podemos ver juntos... – Felicity percebendo que ele tinha ficado estranho de repente, deu a ideia. – Quando eu for para casa.
Pode ser. – Ele voltou os olhos para a caixinha de música. – Essa caixinha de música, me lembra uma que eu te dei... – Ela sorriu ao vê-lo se lembrar.
Eu perdi a minha quando fui embora.
Não. – Ela o olhou confusa. – Você deixou na nossa casa. Eu ainda tenho ela comigo.
Mesmo? – Ele assentiu.
Eu me lembro de ficar uma hora procurando o presente perfeito para a Felicity a 9 anos atrás. – Oliver revirou os olhos. – Foi um saco, só pra dizer. – A loira riu.
Você não fez nada. Nem pra dar uma opinião decente, você prestou. – Oliver retrucou.
A namorada não era minha. — Bufou. Felicity riu mais uma vez. – Eu só queria sair logo daquela loja infernal.
Laurel ainda deve sofrer com você. – Ele arqueou as sobrancelhas. – Você ainda reclama demais.
Ele está pior a cada dia. – O amigo lhe deu um soco no braço.
Você não têm que ir, não? – Bufou. Felicity olhou para o noivo.
Só estou indo porque eu quero. – Retrucou. – A Sarah só deve chegar mais á noite, tem certeza que não vai ter problema em ficar aqui? – Ele negou.
Laurel já está avisada que eu devo chegar tarde em casa.
Tudo bem então. Eu já vou indo. – Deu um beijo rápido na noiva e se levantou. — Nos vemos amanhã.
Até amanhã. – Ele se aproximou do amigo.
Fica atento, ok? – Pediu e o amigo assentiu. Oliver havia lhe contado o mesmo resumo que fez para Sarah, não tinha tempo para dizer tudo o que sabia.
Não se preocupe. Vou cuidar muito bem da... loirinha. – Felicity riu. — Antes eu te chamava de Srta. Dark, mas agora não tem mais como. – Felicity passou as mãos nos cabelos.
Bom, então já vou indo. – Ele olhou para Felicity que sorriu.
Boa sorte. – Ele agradeceu se virando.
Vou precisar. – Sussurrou saindo do quarto.
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Ollie. – Sorriu ao abrir a porta. – Entra.
Obrigado. – Entrou e olhou em volta, não via nenhuma das crianças. – E os gêmeos?
Estão no andar de cima brincando com Lyon. – Ele assentiu. – Você comeu?
Comi qualquer coisa no hospital mesmo. – Ela arqueou as sobrancelhas. – Não se preocupe, não foi nenhuma besteira...
Hum. – Ela se dirigiu à sala e ele a acompanhou. – Felicity está bem?
Sarah te contou, não foi?
Sim. Oliver o que está acontecendo realmente? – Ela se sentou e ele fez o mesmo.
O que eu sei não é muito. – Suspirou. – Eu vou contar o que eu sei, só não hoje.
Que dia? Porque a Sarah está enlouquecendo e me deixando louca também.
Não se preocupe. Estou cuidando dela... Sarah já está sabendo de tudo, vou pedir que ela conte a você e Tommy. — Ela assentiu. — Ah, amanhã eu venho buscar Brooke.
Buscar Brooke para...?
Ela pediu para dormir no meu apartamento.
Nossa! — Exclamou surpresa. — Bom, espero que dê certo.
Eu também. — Ela sorriu.
Nervoso? — Ele a olhou e ela viu aquilo com um "sim" — Não precisa. Haja com eles como você age com o Lyon. Vai se dar bem.
Espero que você e Felicity estejam certas.
Nós estamos... Não sei o que ela disse, mas com certeza ela está certa, assim como eu. — Ele assentiu. — Você sempre foi bom com crianças.
Dessa vez não são crianças quaisquer... São meus filhos. E eu passei seis anos longe deles.
Não fique se culpando. Nenhum de nós somos culpados. — Frisou o "nós". — Deixe os gêmeos te conhecer, sei que eles vão deixar que você faça parte da vida deles. É só questão de tempo. — Antes que ele pudesse dizer alguma coisa, foi interrompido pelas crianças.
Papai. — Ele olhou para a menina que vinha correndo em sua direção. Laurel sorriu. Oliver a pegou e a sentou em seu colo quando ela se aproximou. — Tia Laurel disse que a gente vai sair.
Nós vamos dar uma volta. — Sorriu para a menina que estava animada.
Preferia ficar aqui. — Ele desviou o olhar para o menino de seis anos que parecia estar emburrado.
Ora, Bryan, não diga isso. — Laurel o repreendeu.
Não liga, não, papai. O Bry está de mau humor. — Ele bufou. – A gente vai onde?
Vocês podem escolher.
Você vai trazê-los para o jantar?
Vamos jantar fora, mas não se preocupe, não chegaremos muito tarde. — Ela assentiu. — Lyon, quer ir também? — O menino, que conversava com o mais novo amigo, se virou para o tio.
Oliver... — Ele sabia o que ela ia lhe dizer: Que aquela saída era ele para conhecer os filhos, por isso era melhor ir sozinho com eles. Mas antes que ela pudesse lhe dizer isso, ele a interrompeu.
Laurel, não vai ser problema algum para mim. — Ele a olhava nos olhos. — E ele ficaria aqui sozinho...
Você quer ir, querido?
Quero. — Laurel então se virou para o amigo.
Vou colocar outra roupa nele e já volto. — Oliver assentiu. — Querido, não acha melhor pegar sua blusa de frio? — Laurel tinha comprado algumas roupas para os gêmeos, pois o que estava na mala não seria suficiente.
Eu tô bem assim. — Laurel olhou para Oliver e depois voltou seus olhos para o menino.
Eu sei que agora não está sentindo frio, mas mais tarde com certeza a temperatura vai cair e vai fazer muito frio. — Tentou persuadi-lo.
Tá bom. — Bufou enquanto subia as escadas com Lyon atrás.
Ele é um pouco difícil, mas você consegue doma-lo. — Ela riu. — Ele está emburrado porque não foi ver Felicity hoje.
Agente vai ver a mamãe amanhã, papai? — Oliver desviou os olhos da amiga para a filha.
Sim. Venho busca-los. — Ela sorriu.
Vou subir para ajudar o Lyon. — Ele assentiu e a viu subir as escadas.
Papai, você se esqueceu?
Esqueci de quê, pequena? — Voltou seus olhos novamente para a filha.
Do nosso combinado, ora. — Disse colocando as mãos na cintura. Oliver quase riu do jeito que ela falou.
Amanhã quando vier buscar você e seu irmão, eu cumpro nosso combinado.
Bry também vai, papai? — Ele não cansava de ouvi-la dizer papai. E ela dizia em todas as frases.
Eu não sei, se ele quiser... — Ela fez um bico que ele achou adorável e se lembrou da noiva. Elas se pareciam tanto. Ouviram passos e viram o garotinho de quem falavam agora a pouco, aparecer na sala. — Laurel disse que queria ver sua mãe hoje... — Tentou puxar assunto.
É. Mas ninguém quis me levar. — Cruzou os braços.
Amanhã venho buscar você e sua irmã para vê-la. — Ele olhou para o pai pela primeira vez desde que entrou no cômodo.
Bry, a gente vai dormir no papai amanhã. — O menino arqueou as sobrancelhas, olhando da irmã para o pai, tentando saber se aquilo era verdade.
Agente? — Disse desgostoso.
É. Vai ser legal, né papai? — Ela lhe sorriu e ele devolveu o sorriso.
Não quero. — Oliver tentou não demonstrar o quanto aquilo o afetou, mas não conseguiu. Ouvir aquilo doeu.
Por que?
Porque eu não quero. — Retrucou.
Mas vai ser legal. E a gente sempre quis conhecer o papai. — Oliver apenas observava, não queria dizer alguma coisa que pudesse trazer a ira do menino.
Para de insistir, Brooke. — Ele fechou as mãos em punhos.
A mamãe vai ficar triste com você. — Oliver ficou surpreso. Eles tinham mesmo seis anos? Não parecia.
Não coloque a mamãe no meio disso. — Se lembrou das palavras da mulher que amava tanto.
O papai não teve culpa. — Ele abaixou o olhar. Sua mãe já tinha lhe dito aquilo, mas não conseguia confiar no homem á sua frente. Ela disse que deveria respeita-lo... Suspirou.
Não precisam discutir por causa disso. — Decidiu terminar com aquilo. — Se ele não quer ir, não têm problema Brooke.
Mas papai... — Ele apenas balançou a cabeça para os lados. — Você é um bobo. — Disse para o irmão, logo Laurel aparece com Lyon já pronto.
Então, vamos? — Se levantou com a pequena no colo.
Nos vemos daqui a pouco. — Ela olhou para o filho. — Se comporte, ok?
Pode deixar, mamãe. — Ela o abraçou.
Ah, Oliver. E as cadeirinhas?
Eu só tenho duas. — Disse ao se lembrar. Ele tinha mandado entregarem para ele no dia anterior.
Vou pegar a do Lyon, pode ir indo para o carro. — Ele o fez com as crianças o seguindo. Oliver Abriu uma das portas traseiras, colocando Brooke sentada na cadeirinha rosa escuro com rosa bebê, colocando o cinto logo depois.
Quer ajuda? — Perguntou ao filho que já tinha entrava no carro, do outro lado e agora se sentava na cadeirinha verde menta com preto. O menino olhou para o cinto e emburrou, ele teria que aceitar a ajuda daquele homem. — Bryan?
Não consigo prender isso. — Oliver se aproximou e o prendeu rapidamente. Laurel voltou com a cadeirinha do filho e o colocou do outro lado, sentando o filho e também o prendendo. Os dois garotos estavam em cada ponta, enquanto que Brooke estava no meio.
Nos vemos daqui a pouco. — Ela disse mais uma vez. Brooke e Lyon balançaram uma das mãos, dizendo tchau. Bryan, apenas levantou a mão direita.
CONTINUE...
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